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00:04Uma emergência acima dos Alpes franceses atinge o voo de carga 671 da Transair.
00:10Houve um estrondo enorme e a aeronave quase se inverteu.
00:16Mayday! Mayday! Mayday!
00:18A tripulação precisa pousar, mas está voando a cegas.
00:23Cabo 671, nós não temos contato de radar.
00:25Eles tinham uma grande chance de atingir uma montanha.
00:29E então eles descobrem algo ainda mais terrível.
00:35Não vi nada.
00:37No lugar onde o motor 4 deveria estar, a asa não tinha nada.
00:42Presumindo o pior, o copiloto deixa uma pista para os investigadores.
00:46Eu tirei uma foto, porque não tinha certeza do que aconteceria a seguir.
00:51Se alguém encontrasse a câmera, veria a verdade.
00:56Mayday! Mayday!
01:10Mayday! Desastres aéreos.
01:13Esta é uma história real baseada em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:19Problema duplo.
01:21O voo 671 da Transair está se preparando para decolar no aeroporto de Luxemburgo.
01:30Temos uma previsão de tempo ruim em uma hora.
01:33Enquanto cruzamos os Alpes.
01:36Típico.
01:38O comandante Ingmar Berglund é um piloto sueco altamente experiente, que pilota aeronaves Boeing 707 há mais de uma década.
01:47O comandante tinha sido piloto militar e trabalhou em transporte aéreo durante a maior parte da vida profissional.
01:55Ele tinha muita experiência na África e na Europa.
01:57Ele conhecia as rotas e era um piloto muito bom.
02:02Cabo 671, autorizado para decolagem. Pista 2-4.
02:08671, autorizado para decolagem. Entendido.
02:12O copiloto Martin Emery é um piloto britânico talentoso, que já trabalhou como instrutor e controlador de tráfego aéreo.
02:19Pronto para a partida.
02:26O copiloto tinha cerca de 10 mil horas, metade das quais no Boeing 707.
02:32Então ele era muito experiente também.
02:36V1.
02:38300.
02:40Rodar.
02:45O Boeing 707 é uma aeronave de longo alcance, movida por quatro motores Pratt & Whitney.
02:52Era um avião muito básico, muito forte, muito confiável e podia transportar até 50 toneladas de carga.
03:04Quem auxilia os pilotos é o engenheiro de voo Terry Boone.
03:10O Boeing 707 não tinha muitos sistemas automatizados, mas isso significava que havia um imenso painel na lateral, na cabine
03:20de comando,
03:20onde um engenheiro de voo tinha que operar todos os sistemas manualmente.
03:26Ele provavelmente era um dos engenheiros de voo do Boeing 707 mais experientes do mundo.
03:34O voo de hoje é uma viagem de sete horas de Luxemburgo até Cano, na Nigéria.
03:43Está parecendo um pouco pesado hoje.
03:46Você viu o que tem lá atrás?
03:48Materiais para explorar petróleo.
03:50É, e não é do tipo leve.
03:53O voo 671 é operado pela recém-formada empresa nigeriana Transair Limited.
04:00Seu cliente é a Cabo Air Cargo.
04:04A Transair havia sido formada apenas algumas semanas antes desse incidente.
04:09Era só para a indústria petrolífera transportar equipamentos até a Nigéria para as refinarias de petróleo.
04:16Esse era um voo extra especial, pois carregava equipamentos que teriam ajudado a Nigéria em sua modernização.
04:26O Cabo 671 nivela 8.800 metros.
04:34O plano de voo, dado o peso da aeronave, indicava que deveríamos ficar um pouco abaixo do nível de voo
04:42normal para a primeira parte do voo,
04:43até queimarmos combustível, e então poderíamos ir para um nível mais alto.
04:48E o pessoal lá atrás está bem?
04:50Ótimos, fizeram um café para nós.
04:53Também a bordo estão um supervisor de carga e um engenheiro de manutenção.
04:58A cada dia gosto mais deles.
05:01Todos os cinco conheciam o 707 e esse tipo de trabalho provisório de transporte de carga.
05:09E, embora não se conhecessem até 15 dias antes, acho que trabalhavam bem juntos como equipe.
05:17Nos Alpes, o clima piora.
05:23Praticamente do nível do solo até cerca de 10 mil metros, estava encoberto.
05:28E as nuvens tinham muita turbulência.
05:34Apertarei os cintos até estarmos acima.
05:37Boa ideia.
05:41Afivelamos o cinto de segurança de cinco pontos,
05:43em vez do cinto de quatro pontos que normalmente mantemos até o final da subida,
05:48e em seguida movemos nossos assentos para a frente,
05:50para ficar perto dos controles naquele ar turbulento.
05:53Estava ficando bem intenso.
05:55Pergunte se podemos ir para 10 mil.
05:59Cabo 671.
06:00Solicito nível de voo 10 mil metros.
06:05671, entendido.
06:06Suba para o nível de 10 mil metros.
06:09Subindo para 10 mil metros, 671.
06:15A solicitação era para subir mais 12 mil metros.
06:28Depois de uma hora de voo,
06:30quando o avião atinge 10 mil metros,
07:00O comandante usa toda a sua força.
07:04Se o comandante não tivesse reagido tão rapidamente,
07:08a aeronave poderia ter rolado até ficar invertida.
07:13Foco no motor!
07:16Os motores 3 e 4 mostram sinais de incêndio.
07:22Enquanto o engenheiro de voo lida com os alarmes dos motores,
07:28o copiloto os verifica.
07:32Eu não vi nada.
07:34Onde o motor número 4 deveria estar?
07:37O motor número 4 não está na asa.
07:45Mayday! Mayday! Mayday!
07:46Cabo 671.
07:48Com a potência do motor reduzida e uma configuração desequilibrada,
07:53o avião cai em uma descida descontrolada.
07:56A taxa de descida foi horrível, eu acho.
08:00Que vi 2.400 ou 2.700 metros por minuto.
08:04Ele está mergulhando rapidamente em direção aos Alpes franceses,
08:08em meio a nuvens espessas.
08:10Eles precisavam sair das montanhas
08:13e não enxergavam nada por causa das nuvens espessas.
08:18Eles precisavam que o controlador de tráfego aéreo
08:21informasse uma direção para chegarem até um porto seguro,
08:24um aeroporto seguro.
08:28Mayday! Mayday! Mayday!
08:29Solicita descida para pouso por radar.
08:33O serviço de solo pode acompanhar o seu rumo,
08:36sua direção, altura e velocidade de um transponder.
08:40E indicar a pista disponível mais próxima.
08:44Mas o controle de tráfego aéreo tem más notícias.
08:52O cabo 671, nós não temos contato de radar.
08:55Diga sua posição, senhor.
08:57Eles não podem mais ver o voo 671 no radar.
09:03Sem ninguém capacitado para dar uma direção para seguir,
09:06eles tinham uma grande chance de atingir uma montanha.
09:11O transponder do radar do avião falhou.
09:21Eu estava pensando em qual direção poderíamos seguir para evitar as montanhas.
09:27Foi muito assustador.
09:37A situação é tão terrível que o copiloto registra os danos a asa.
09:44Eu não tinha certeza do que aconteceria a seguir.
09:48Eu acreditava que se alguma coisa terminasse,
09:51como o voo antes de estarmos prontos,
09:53alguém poderia encontrar a câmera e então veria a verdade.
10:02O voo 671 está em uma descida descontrolada sobre os Alpes franceses.
10:07Com nuvens espessas que nenhum transponder para o controlador guiá-los,
10:11a tripulação está voando a cegas.
10:21O engenheiro de voo tenta fazer o transponder funcionar novamente.
10:25Ele suspeita que haja um problema elétrico.
10:29O controle de tráfego aéreo provavelmente perdeu o radar inicialmente
10:33porque a energia elétrica para o radar falhou quando o motor número 4 caiu.
10:42O engenheiro de voo redireciona a energia para o motor número 1.
10:47Ele acionou o seletor de potência essencial para o motor número 1
10:51que tinha um gerador elétrico operacional.
10:56E funciona.
10:58Solicito a aterrissagem por radar.
11:00Vire à esquerda.
11:02Em direção ao sul, para Marsella.
11:04O controlador redireciona o voo 671 para o aeroporto de Marsella,
11:09a 120 quilômetros de distância.
11:12Vire à esquerda em 180.
11:14Tudo bem.
11:20Foi realmente um alívio imenso quando saíram da nuvem
11:24e finalmente puderam ver as montanhas ao redor.
11:28Mas o alívio dura pouco depois que o copiloto faz uma nova inspeção na asa direita.
11:38Perdemos os dois motores da asa direita.
11:40O quê?
11:43Com um cinto de cinco pontos, você fica um pouco restrito,
11:46mas consegui olhar por cima do meu ombro direito
11:48e os dois motores sumiram da asa.
11:51A asa estava limpa, o que para mim foi um choque enorme.
11:56Perdemos os dois motores.
11:57Os dois motores?
12:00Praticamente a pior coisa que pode acontecer em um avião
12:03é a aeronave perder um motor.
12:06A única coisa pior do que perder um motor
12:09seria a aeronave perder dois motores.
12:13Com apenas os dois motores esquerdos funcionando,
12:16o controle do avião está comprometido.
12:20Quando a aeronave perde os dois motores da asa direita
12:24e ainda tem muito empuxo dos motores da asa esquerda,
12:27isso acaba perturbando o equilíbrio
12:29e faz com que o avião vire e role com muita força para a direita.
12:35Fazer o avião virar à esquerda
12:37é uma grande tarefa nessas circunstâncias.
12:42Pode virar para 180?
12:44Sim.
12:45Estou tentando.
12:51Pilotar o avião incapacitado
12:53está testando a força do comandante.
12:58Todos os controles de voo do Boeing 707
13:01são manuais e já é pesado de voar
13:03quando tudo está funcionando bem.
13:05A perda dos dois motores de um lado
13:08está virtualmente no limite
13:09da capacidade física do comandante.
13:17Alijar combustível?
13:18Sim, alijar combustível.
13:21Para manter o voo 671 no ar,
13:24a tripulação decide reduzir sua carga.
13:27Essa aeronave tinha uma carga de combustível muito pesada
13:31e era imperativo reduzir essa carga.
13:33Mas isso requer um cálculo preciso.
13:37Eles precisam de combustível suficiente
13:39para chegar à Marcélia e pousar com segurança.
13:43112 toneladas é o peso máximo seguro
13:46com o qual eles poderiam pousar.
13:47Se estivessem mais pesados
13:49e batessem no solo com força,
13:51deslizariam ao longo da pista de barriga
13:53perdendo combustível e queimando.
13:55Essa não é uma posição em que você quer estar.
13:57O processo é demorado.
14:08Enquanto o voo 671 completa sua curva à esquerda
14:11em direção à Marcélia,
14:13o comandante Bergland reduz a potência
14:15dos dois motores esquerdos.
14:17Eles tiveram que reduzir a potência
14:20dos motores esquerdos
14:21para ter a chance de ficar de cabeça para cima
14:23e ir na direção que tanto queriam.
14:27reduzir a velocidade do ar
14:29significa um aumento no ângulo de descida.
14:35Infelizmente, é claro,
14:36significa que eles desceram bem rápido.
14:39Eles tinham que pousar logo
14:41e tinham que pousar em algum lugar muito próximo.
14:44A velocidade do ar
14:45não é a única preocupação da tripulação.
14:47Previsão do tempo.
14:49Previsão do tempo para a Marcélia, 671.
14:52Eu precisava saber o clima em Marcélia
14:55para fazer um plano de aterrissagem direta
14:57ou em circuito
14:59ou o que pudéssemos fazer.
15:00Mas o controle de tráfego aéreo
15:02não está respondendo.
15:05Previsão do tempo.
15:07Mayday, mayday, mayday,
15:08671.
15:09Previsão do tempo.
15:15Foi bem difícil obter uma previsão do tempo
15:18instantânea do aeroporto de Marcélia
15:21porque nós precisávamos na hora.
15:26Para piorar as coisas,
15:28o alijamento de combustível
15:30não está indo como esperado.
15:32O tanque de combustível número 1
15:35não está alijando.
15:40Ficou evidente para o engenheiro de voo
15:42que o tanque de combustível número 1
15:45não estava se esvaziando.
15:46Isso causaria um desequilíbrio lateral no avião,
15:49o que não é bom.
15:51Maneabilidade limitada.
15:56Está alijando?
15:59Sim, estou.
16:05O engenheiro de voo
16:06descobre que um disjuntor
16:08desarmou.
16:12Ao empurrar o disjuntor
16:14de volta para dentro,
16:15ele conseguiu reativar
16:16a bomba de combustível número 1
16:18e fazer com que o combustível
16:20fosse alijado
16:22de todos os quatro tanques
16:23simultaneamente.
16:27O voo 671
16:28está a 48 quilômetros
16:30da pista de Marsella.
16:32Mayday, mayday, mayday!
16:34Não, não, não é bom.
16:35Isso não é bom, não.
16:37Obrigado.
16:39Está chovendo no aeroporto.
16:43Dois octas de estratocúmulos
16:44a 150 metros.
16:46Três octas de cúmulo limbo
16:47a 490 metros.
16:49Três octas de cúmulos
16:50a 610 metros.
16:52Não, não, não!
16:54Nuvens de tempestade
16:56e o risco de turbulência
16:57dificultarão um pouso
16:59já difícil.
17:00Fomos obrigados
17:01a chegar lá
17:01na altitude disponível
17:02e com tantas tempestades
17:04era realmente impossível.
17:06Cabo 671,
17:07qual é a nossa distância
17:08até a pista?
17:1235 quilômetros
17:13para pousar, senhor.
17:15Não tínhamos um plano B
17:17para aquela situação.
17:19Foi um momento terrível.
17:20O que queríamos
17:21era uma pista
17:22e queríamos rápido.
17:32Aí, está vendo o aeroporto?
17:35Não estou vendo.
17:38O voo 671
17:39está em uma descida rápida
17:40com manobrabilidade limitada
17:42a menos de 2.700 metros
17:44acima do sul da França.
17:47Quando a tripulação
17:48finalmente tem sorte.
17:50eu olhei através das nuvens
17:52embaixo de nós
17:53e vislumbrei
17:54um asfalto preto
17:56com faixas.
17:57Era uma pista.
18:02Cabo 671,
18:03temos uma pista à frente.
18:04Que aeroporto é esse?
18:07É um aeroporto militar
18:09à sua frente
18:10a 10 quilômetros.
18:12Podemos pousar lá?
18:14Não.
18:14A pista é curta.
18:15Muito curta.
18:16Qual é a extensão
18:17da pista
18:17desse aeroporto militar?
18:194.000 metros.
18:21Ah, sim.
18:22Tudo bem.
18:24A pista de Istres
18:26é longa.
18:27É o centro de testes
18:28de voo da França
18:29e também um campo
18:30de pouso alternativo
18:32para o ônibus espacial.
18:33É provavelmente
18:33o maior aeroporto
18:34da Europa.
18:36Aeroporto militar
18:37Mayday
18:37tráfego 671.
18:40O copiloto faz contato
18:41com o controle
18:42de tráfego aéreo
18:43do aeroporto de Istres.
18:45671,
18:46aqui é Istres.
18:47você está liberado
18:48para pouso.
18:49É pista 33.
18:51Nós estamos logo acima.
18:53E o vento?
18:55É, vento é...
18:57330 a 10.
18:59Nós com rajadas
19:00de um a quatro nós.
19:02Pela esquerda,
19:03aproximação pelo oeste.
19:04Certo.
19:06O controlador
19:07de tráfego aéreo militar
19:09francês
19:09era muito competente.
19:10Ele foi ótimo.
19:12À esquerda,
19:12para pousar.
19:13Certo.
19:15Ao iniciar a curva,
19:16a tripulação
19:17baixa os flaps
19:18do avião,
19:18preparando-se
19:19para o pouso.
19:22O trem estava
19:23baixado e travado
19:24e os flaps
19:24estavam descendo.
19:25Assim,
19:25o comandante
19:26poderia ter mais controle
19:27do rolamento.
19:28Mas quando os flaps
19:29são estendidos,
19:30é um desastre.
19:36Houve outra grande explosão
19:38que tentou nos fazer
19:39rolar de novo.
20:02Eles não conseguem
20:05alinhar para o pouso.
20:15671,
20:15você tem fogo a bordo.
20:17Confirmando,
20:18fogo a bordo.
20:20Eu podia ouvir o fogo,
20:22mas eu não disse nada.
20:24Precisamos de outra pista.
20:27Pega a pista 15.
20:29O vento é...
20:30320,
20:31há 10 nós.
20:32O pouso está liberado.
20:35depois de falhar
20:36em fazer uma curva
20:37fechada à esquerda
20:38para um pouso
20:39na pista 3-3,
20:40a tripulação tenta
20:41dar a volta
20:42e pousar
20:42na extremidade oposta
20:44na pista 1-5.
20:47O comandante
20:48não tem forças
20:49para fazer a curva
20:50sozinho,
20:51mas o copiloto
20:52tem uma ideia.
20:53Eu disse,
20:54eu assumo o empuxo
20:56e o comandante
20:56Bergland me disse,
20:58tenha cuidado.
20:58E eu disse,
20:59eu terei, prometo.
21:01O copiloto
21:02ajusta os manetes
21:03para ajudar
21:04a virar o avião
21:05para a pista.
21:06Estou diminuindo
21:07o empuxo no número 1
21:08e aumentando o número 2
21:09e ele virou o avião
21:10para a esquerda
21:11e pôde pilotar
21:11em direção à pista,
21:12o que foi um milagre.
21:14Foi mesmo.
21:16É uma corrida
21:17contra o tempo
21:18para pôr o avião
21:19no solo
21:19antes que a asa
21:20seja incinerada.
21:26Boa descida.
21:27Você está no eixo.
21:30O voo 671
21:32está voando
21:3250 nós
21:33mais rápido
21:34do que a velocidade
21:35normal de pouso.
21:42O comandante
21:43fez um pouso perfeito,
21:44manteve o avião
21:45à esquerda
21:45da linha central
21:46e estávamos com segurança
21:47no solo
21:48em grande velocidade,
21:49mas no solo.
21:51Se não frearem logo,
21:53eles vão ultrapassar
21:54a pista.
21:55Sem sistema hidráulico,
21:57eles têm apenas
21:58o freio de emergência
21:59do avião
21:59para reduzir
22:00a velocidade.
22:01Não havia
22:02proteção antiderrapante
22:03e isso significaria
22:05que os pneus
22:05começariam a raspar
22:06e estourar,
22:07o que reduziria
22:08a sua capacidade
22:10de desacelerar.
22:13Parar era a única
22:14coisa que importava.
22:16Quer os dois
22:16reversores de empuxo?
22:17O engenheiro de voo
22:19queria usar
22:19sistema de reversão
22:21nos dois motores
22:21esquerdos
22:22porque era a única
22:22maneira que ele via
22:23para reduzir a velocidade.
22:24não, desliga os motores.
22:27O copiloto
22:27não queria
22:28que ele fizesse isso
22:29porque puxaria
22:30o avião
22:30para a esquerda
22:31da pista.
22:32Revertendo apenas
22:33o motor 2.
22:37Como meio termo,
22:38eles usam
22:39a tração reversa
22:40no motor esquerdo
22:41interno,
22:41o motor número 2,
22:43o que ajudou
22:44a reduzir
22:44a velocidade deles,
22:45mas puxou o avião
22:46para fora da pista
22:47para a esquerda.
22:53A aeronave
22:54parou na lama.
23:01Estamos em chamas,
23:02evacuar,
23:03evacuar.
23:04Percebi que
23:04estávamos pegando fogo
23:06e estava queimando
23:07e soltando fumaça
23:08e chamas.
23:09Precisávamos descer,
23:10sair e nos afastar.
23:15Com dois motores
23:16faltando,
23:17uma asa
23:18sem chamas
23:18e sem freios,
23:20o voo 671
23:21pousou em Istre,
23:22França,
23:22com sua carga
23:23e tripulação
23:24a salvo.
23:26Ter dois dos quatro
23:28motores
23:29caindo da asa
23:30é praticamente
23:32inédito
23:33na história
23:33da aviação.
23:34A fuga heróica
23:36da morte
23:36chega às manchetes
23:37em todo o mundo.
23:39Quando os investigadores
23:40franceses chegam,
23:41eles se deparam
23:42com uma questão
23:42importante.
23:43O que fez
23:45com que dois motores
23:46caíssem de um avião?
23:48perder dois motores
23:49é uma coisa absurda.
23:51Então,
23:51os investigadores
23:52tinham a difícil
23:53tarefa
23:54de estabelecer
23:55o que havia
23:56acontecido
23:56e, mais importante,
23:57por que
23:58e como evitar
23:59que acontecesse de novo.
24:06O 707 danificado
24:09é movido
24:09para um hangar
24:10para ser examinado
24:11pela DEA,
24:12a Autoridade Francesa
24:13de Investigação Aérea.
24:15O nível de dano
24:16nessa aeronave
24:17foi muito próximo
24:19de uma falha
24:20estrutural
24:21total.
24:31Achei uma coisa.
24:33Os investigadores
24:34logo fazem
24:35uma descoberta
24:36sobre o incêndio
24:37a bordo do avião.
24:39Esses fios
24:39do chicote
24:40tiveram um curto circuito.
24:42Isso
24:42e um vazamento
24:43de combustível
24:44perto da área
24:44do motor 3
24:45causou um incêndio.
24:46Bom trabalho.
24:48Acontece que
24:49quando os motores
24:50saíram da asa,
24:53levaram com eles
24:54os fios elétricos.
24:57Parte da fiação
24:58ainda estava
24:59bem energizada.
25:02Quando os flaps
25:03foram estendidos,
25:04o vazamento
25:05de combustível
25:06fez contato
25:06com os fios energizados
25:08e pegou fogo.
25:11Vamos limpar isso
25:12e dar uma olhada melhor
25:13no que arrancou
25:14o motor da asa.
25:19Os investigadores
25:21contam com o gravador
25:22de dados de voo
25:23do avião
25:23para fornecer
25:24mais informações.
25:26Certo.
25:27Vamos lá.
25:39Pelo que parece,
25:40os motores
25:4113-4
25:42estavam produzindo
25:43empuxo até
25:44aqui.
25:47Às 9 e 10 da manhã
25:48após uma hora
25:49de voo.
25:50As informações
25:51do gravador
25:52de dados
25:52revelam que
25:53os dois motores
25:54pararam de funcionar
25:55quase simultaneamente.
25:57O gravador
25:58de dados
25:58de voo
25:59basicamente
26:00mostrou
26:01os motores
26:02operando
26:03normalmente
26:04quando saíram
26:05da aeronave.
26:10para entender
26:11para entender
26:12por que
26:12dois motores
26:13funcionando
26:13perfeitamente
26:14foram separados
26:15das asas
26:16do 707
26:17os investigadores
26:18precisam encontrar
26:19os motores
26:20ausentes.
26:20Aqui está a rota
26:21de voo.
26:22Certo.
26:27Aqui
26:27foi provavelmente
26:29onde eles caíram.
26:34vão mandar
26:34uma equipe
26:35de busca
26:35para lá.
26:4224 horas
26:43após o início
26:44da investigação
26:45os motores
26:46do voo
26:46671
26:47são localizados
26:48em uma encosta
26:49perto de Cederon
26:50na França
26:5088 quilômetros
26:52a nordeste
26:52de onde o avião
26:53pousou.
26:57Os investigadores
26:58encontraram
26:59os motores
26:59a cerca
27:00de 800 metros
27:01um do outro.
27:02Ah,
27:03isso é bem perto.
27:05Suas localizações
27:07também sugerem
27:07que os motores
27:08foram desconectados
27:09quase ao mesmo tempo.
27:11Enquanto os investigadores
27:12esperam que os motores
27:13sejam recuperados
27:14eles se voltam
27:16para a tripulação
27:17para obter
27:17mais informações.
27:19Nós estávamos
27:20subindo a 10 mil metros
27:21para evitar
27:21uma turbulência forte.
27:24de repente
27:24ouvi sons altos.
27:35Eu vi que o motor 4
27:36estava faltando.
27:40O senhor relatou
27:41a falta de motores
27:42em dois momentos
27:43diferentes.
27:44É possível
27:45que tenha se enganado?
27:46É,
27:47é possível.
27:48O cinto
27:48que eu estava usando
27:49me impediu
27:49de dar uma boa olhada
27:50pela janela
27:51no início.
27:52E disse que subiam
27:53para evitar
27:53a turbulência
27:54estava muito ruim?
27:55Sim,
27:56eu não quero passar
27:56por aquilo tudo
27:57de novo.
28:00Eles pegaram
28:01uma turbulência
28:02extremamente forte
28:03de um nível
28:04que não acontece
28:05normalmente.
28:09Então,
28:10havia duas nuvens
28:11cumulam nimbos
28:12aqui e aqui.
28:14E elas estavam
28:15acima de 10 mil metros.
28:18os investigadores
28:20examinam
28:20as condições
28:21meteorológicas
28:22no momento
28:22do incidente.
28:24Parece que também
28:25havia uma corrente
28:26de jato
28:26de 90 nós
28:27aqui.
28:34Eles descobrem
28:36que o voo
28:36671
28:37passou por
28:37duas condições
28:38climáticas
28:39quando atingiu
28:4010 mil metros.
28:43então essas
28:44duas condições
28:45teriam gerado
28:45turbulência
28:46severa.
28:47Mas é de se imaginar
28:48que suportaria
28:49a turbulência.
28:50A colisão
28:51de duas condições
28:52climáticas
28:52arrancou os motores
28:54do 707?
28:55Veremos
28:56o que os motores
28:56dirão.
29:08O chefe
29:11Um exame
29:12atento
29:13dos motores
29:13dá aos
29:14investigadores
29:15uma nova
29:15pista
29:16importante.
29:18Viu o amassado
29:20no motor 4?
29:21O formato
29:22e diâmetro
29:23combinam
29:23com aquele
29:24do motor 3.
29:25Mas da tinta
29:26branca também.
29:28dava pra dizer
29:29pela forma
29:30do dano
29:31e pela
29:32transferência
29:33de tinta
29:34branca
29:34de um motor
29:36para o outro
29:37que o
29:38número 3
29:39atingiu
29:40o motor
29:41número 4
29:42e fez com que
29:43se soltasse.
29:45Os investigadores
29:46agora precisam
29:47descobrir o que
29:47causou o desprendimento
29:49do motor 3.
29:54Parece uma quebra
29:55total de todas
29:56as quatro conexões.
29:59cada motor
30:00está preso
30:00a um pilone.
30:01O pilone
30:02é então
30:03aparafusado
30:04a asa
30:04usando quatro
30:05conectores
30:06grandes.
30:07Durante o
30:07voo 671
30:08todos os
30:09quatro
30:09conectores
30:10do motor 3
30:11quebraram.
30:15E três
30:16das quatro
30:16conexões
30:17quebraram
30:17como esta.
30:18Pela superfície
30:19dá pra ver
30:19que quebraram
30:20por estresse.
30:23esta conexão
30:25intermediária
30:25é diferente.
30:27Tem uma distorção
30:29aqui.
30:30Provavelmente
30:31partiu de uma
30:31trinca por
30:32fadiga.
30:34Dava pra ver
30:36características
30:37em termos
30:38de superfície
30:39e de
30:40coloração
30:40consistentes
30:42com trincas
30:43por fadiga.
30:46com o tempo
30:47a conexão
30:47intermediária
30:48interna
30:49no motor 3
30:49foi enfraquecida
30:50por causa
30:51de uma trinca
30:51causada
30:52por fadiga
30:53no metal.
30:55Quando se
30:56partiu
30:56por causa
30:56da forte
30:57turbulência
30:58as outras
30:58conexões
30:59também
30:59quebraram.
31:01Como um
31:02metalúrgico
31:02eu quero dar
31:03uma olhada
31:03mais de perto
31:04nessas coisas.
31:14Tá bom
31:15vamos ver
31:15o que temos.
31:17Para estabelecer
31:18uma história
31:19detalhada
31:20da conexão
31:20intermediária
31:21quebrada
31:21do voo
31:22671
31:23os investigadores
31:24usam um
31:25microscópio
31:25eletrônico
31:26para examiná-la.
31:27Posso ver
31:28várias
31:28arrest lines.
31:30A cada
31:31decolagem
31:32e pouso
31:32a trinca
31:33aumenta
31:34um pouco.
31:35Isso
31:35deixa
31:36uma marca
31:36e
31:38cada
31:38pequeno
31:39ciclo
31:39de estresse
31:40deixa
31:41a trinca
31:41um pouco
31:42maior.
31:43Esses
31:44devem ser
31:44os voos
31:45que o avião
31:45realizou
31:46desde que
31:46a Transero
31:46colocou
31:47de volta
31:47em operação
31:48há algumas
31:48semanas.
31:50Mas e
31:50antes disso?
31:52À medida
31:53que a equipe
31:53continua examinando
31:54a conexão
31:55intermediária
31:55trincada
31:56eles fazem
31:57uma descoberta
31:58incomum.
31:59Parece corrosão.
32:02O avião
32:03deve ter sido
32:04exposto a umidade
32:04por um longo
32:05período de tempo.
32:06Muito bem.
32:08Então
32:11parece que
32:11o proprietário
32:12anterior
32:12manteve
32:13o avião
32:13armazenado
32:14por
32:1513 meses
32:17antes do
32:17incidente.
32:18Onde foi
32:19armazenado?
32:20Ah
32:23em um campo
32:25na Inglaterra.
32:28O aço
32:29sofre corrosão
32:30se estiver
32:31em uma
32:32atmosfera
32:32salgada
32:33ou
32:34uma
32:34atmosfera
32:34muito
32:35úmida.
32:36Essa
32:36aeronave
32:37em particular
32:37ficou
32:38armazenada
32:38em
32:39aeroportos
32:39que não
32:40ficavam
32:41longe
32:41do
32:41mar.
32:42Isso
32:43explica
32:43a
32:43corrosão.
32:48E isso
32:49aqui?
32:49Essas
32:50pequenas
32:50marcas.
32:52Perto
32:53da parte
32:53inferior
32:54da conexão
32:54eles
32:55descobrem
32:55várias
32:56marcas
32:56reveladoras.
32:57Essas
32:58são
32:58marcas
32:59de corrosão
32:59por
32:59pits.
33:01Pits
33:02de corrosão
33:03são
33:03orifícios
33:04minúsculos
33:05que
33:06aparecem
33:06no metal
33:07depois que
33:07a água
33:08ganhou
33:08acesso
33:09a
33:09esse
33:09metal
33:09e
33:10causou
33:10esse
33:11tipo
33:11de
33:11corrosão
33:12e
33:13o
33:13pit
33:13pode
33:14ser
33:14o
33:14início
33:14de
33:15uma
33:15longa
33:15trinca.
33:16E
33:16neste
33:17caso
33:17havia
33:18pits
33:18corrosão
33:19que
33:19se
33:19transformaram
33:20em
33:21uma
33:21trinca
33:22e
33:22por
33:22fim
33:23quebraram
33:23a
33:23conexão
33:24intermediária.
33:25Mas
33:25quando
33:25esses
33:25pits
33:26começaram
33:26a se
33:26desenvolver?
33:27Olha,
33:27difícil
33:27determinar
33:28com
33:28exatidão.
33:29Dada a
33:30distância
33:30das
33:30arrest
33:31lines,
33:31isso
33:31sugere
33:32que
33:37não
33:37ocorre
33:38no
33:39armazenamento.
33:39A
33:40oxidação?
33:41Sim.
33:42Isso
33:42nos
33:42diz que
33:42a
33:43trinca
33:43ocorreu
33:44antes
33:44do
33:45armazenamento
33:46do
33:46avião.
33:47Provavelmente
33:50anos
33:50antes
33:51do
33:51armazenamento.
33:54Essas
33:54conexões
33:55eram
33:55uma
33:55bomba
33:56relógio.
33:57Então
33:57como
33:57a
33:57equipe
33:57de
33:58manutenção
33:58não
33:58viu?
34:02Acabou
34:02de
34:02chegar
34:03da
34:03Transair.
34:03Registros
34:04de
34:04manutenção.
34:05Vamos
34:06dar
34:06uma
34:06olhada.
34:07Os
34:08investigadores
34:08querem
34:09saber se
34:09a
34:09manutenção
34:10deficiente
34:10do
34:11voo
34:11671
34:12contribuiu
34:12para o
34:13acidente.
34:14Você
34:15começa a
34:16olhar para
34:16a idade
34:17das peças
34:18que falharam
34:18e quais
34:19eram os
34:20requisitos
34:20de
34:21manutenção
34:21para
34:22essas
34:22peças.
34:23Então
34:23esses
34:24requisitos
34:24tiveram
34:25um papel
34:26no
34:26acidente?
34:28Na
34:29década
34:29de
34:291990
34:30as
34:31companhias
34:31aéreas
34:31nigerianas
34:32como a
34:33Transair
34:33ganharam
34:34má
34:34reputação
34:35por sua
34:35manutenção
34:36deficiente.
34:37Por um tempo
34:38a
34:38Nigerian
34:39Airways
34:39foi de fato
34:40banida
34:41do espaço
34:41aéreo
34:42do Reino
34:42Unido.
34:44De acordo
34:45com isso
34:45a Transair
34:46não fez
34:46uma manutenção
34:47do suporte
34:47intermediário.
34:50A Transair
34:51só possuía
34:52aquele avião
34:52há um período
34:53muito curto
34:54de tempo
34:54então
34:55é improvável
34:56que tenham
34:57feito
34:57qualquer
34:57manutenção
34:58nele
34:58e assim
34:59talvez
35:00a Transair
35:00tenha herdado
35:02o problema
35:02antes de
35:03pertencer
35:03a eles.
35:06O
35:06proprietário
35:07anterior
35:07fez
35:07duas
35:08verificações
35:08de manutenção
35:09uma
35:10em 10
35:10de outubro
35:11de 1991
35:12quando o avião
35:13estava armazenado
35:14e a outra
35:15em maio
35:15de 1990
35:16antes de ir
35:17para o armazenamento.
35:19A equipe
35:20descobre que o avião
35:20passou por duas
35:21verificações de manutenção
35:23em um período
35:23de dois anos
35:24antes do acidente.
35:26Se a fadiga
35:27do metal
35:28começou antes
35:28do armazenamento
35:29a verificação
35:30de manutenção
35:31devia ter visto.
35:33Havia algumas trincas
35:35que deveriam ter sido
35:35detectadas
35:36mas não foram.
35:39E então
35:39um mês
35:40após o início
35:40da investigação
35:41outro 707
35:43perde um motor.
35:45O incidente
35:46é semelhante
35:46ao que aconteceu
35:47com o voo 671.
35:49Durante a decolagem
35:51do aeroporto
35:51internacional de Miami
35:52o motor número 3
35:54é arrancado
35:55da asa
35:55e em seguida
35:56atinge o motor 4.
35:59No acidente
36:00de Miami
36:00os pilotos
36:01conseguiram pousar
36:02a aeronave
36:03com segurança
36:04e sem que
36:04ninguém se ferisse.
36:07A NTSB
36:08investiga
36:09e descobre
36:10que uma conexão
36:10intermediária
36:11quebrada
36:12também fez
36:12com que o motor
36:13caísse da asa.
36:15Esta foi
36:16talvez
36:17a história
36:17se repetindo.
36:22Isso é da NTSB?
36:24É.
36:25Investigadores
36:26franceses
36:27analisam
36:27o relatório
36:28preliminar
36:28da NTSB
36:29curiosos
36:30sobre o histórico
36:31de manutenção
36:32do avião
36:32de Miami.
36:33A manutenção
36:34do 7F7 Miami
36:35foi realizada
36:36a 328 voos
36:37antes do acidente.
36:38O que está
36:39bem dentro
36:39da recomendação
36:40de 600 voos
36:41da FAA.
36:43Eles descobrem
36:45que o avião
36:45também passou
36:46nas verificações
36:47de manutenção
36:47e não foi relatada
36:49nenhuma trinca
36:49por fadiga
36:50ou corrosão.
36:52Tanto no acidente
36:53de Miami
36:54quanto no
36:55acidente francês
36:57a conexão
36:59intermediária
36:59havia falhado
37:00de maneira
37:01muito semelhante
37:02e também
37:03foi submetido
37:05a manutenção
37:05conforme especificado
37:07pela FAA
37:08e pela
37:09Boeing Aircraft Company.
37:11Talvez eles
37:12tenham falhado
37:12na manutenção.
37:15Na época
37:16as conexões
37:18intermediárias
37:19deveriam ser
37:20inspecionadas
37:21de perto
37:22com um exame
37:23visual.
37:25você obtém
37:26acesso
37:27a conexão
37:29você
37:30alimpa
37:31o melhor
37:32que pode
37:32e o que você
37:33pode ver
37:34é o que você
37:36examina.
37:38Teria ocorrido
37:39um problema
37:40com o processo
37:41de inspeção?
37:42Os investigadores
37:43entrevistam
37:44um supervisor
37:45de manutenção
37:45sobre como
37:46as conexões
37:47do motor
37:47são aprovadas
37:48para voo.
37:49Como você
37:50inspeciona
37:51a conexão?
37:51Você deve
37:52realizar uma
37:52inspeção visual
37:53de perto
37:54para ver
37:54se há trincas
37:55nas superfícies
37:56expostas
37:56da conexão.
37:58E?
37:59Bom,
38:00as trincas
38:01podem começar
38:01no interior
38:02da conexão.
38:02E por que
38:03isso é um problema?
38:03Bom,
38:04é um problema
38:04porque você
38:05não pode ver
38:05o interior
38:06a menos que
38:06remova o motor
38:07e o pilone
38:08da asa.
38:10É uma descoberta
38:11preocupante.
38:12A conexão
38:13intermediária
38:14normalmente
38:14é inspecionada
38:15removendo-se
38:16um painel
38:17no pilone.
38:18Mas a conexão
38:19inteira
38:20não pode ser vista
38:21do painel
38:21de acesso.
38:22o motor
38:24e o pilone
38:24precisam ser
38:25removidos
38:25para verificar
38:26se há trincas
38:27no interior
38:28da conexão.
38:30A Boeing
38:31não exigia
38:33a desmontagem
38:34da conexão
38:36intermediária.
38:38A avaliação
38:39de risco
38:40deles
38:40basicamente
38:41disse
38:41não vale a pena
38:42nessa fuselagem
38:43antiga.
38:45Então pode ter
38:46muitos 707
38:47com trincas
38:47e ninguém
38:47pode ver.
38:48Sim.
38:52Como
38:53investigador
38:54você sempre
38:55se pergunta
38:55quantos motores
38:57mais ainda
38:57vão cair
38:58do 707.
39:07Escute isso aqui.
39:08Os investigadores
39:10do voo
39:11671
39:11mergulham
39:12no histórico
39:13da conexão
39:13intermediária
39:14do Boeing
39:15707.
39:17Relatos
39:18de mais
39:18de 35
39:19conexões
39:20intermediárias
39:20trincadas
39:21no 707.
39:22Esses aviões
39:23estão no final
39:24de seu ciclo
39:24de vida.
39:25O 707
39:26em Miami
39:27voou mais
39:27de 50 mil
39:28horas.
39:29O 707
39:30da Transair
39:30voou mais
39:31de 60 mil
39:32horas.
39:33Essa era
39:34uma conexão
39:34antiga
39:35em um avião
39:36antigo
39:36que havia sido
39:37projetado
39:38há muito
39:38tempo.
39:39E isso
39:39quando eles
39:40não sabiam
39:40como esses
39:41materiais
39:41envelheceriam.
39:42A consequência
39:43disso
39:43e talvez
39:44não a melhor
39:44manutenção
39:45ou inspeção
39:46fez com que
39:47finalmente
39:47essa conexão
39:48simplesmente
39:49cedesse.
39:50Em 1992
39:51a maioria
39:52do 707
39:53era considerada
39:54velha demais
39:55para transportar
39:56passageiros
39:57e foi convertida
39:58para o transporte
39:59de carga.
40:02Precisamos
40:02garantir
40:03que isso
40:03não aconteça
40:03novamente.
40:05Os investigadores
40:06concluíram
40:07que uma
40:07trinca
40:08oculta
40:08na conexão
40:09intermediária
40:10quase tirou
40:11a vida
40:11dos cinco
40:12homens
40:12do voo
40:12671
40:13da Transair.
40:20O destino
40:22do avião
40:22estava selado
40:23quando uma
40:23inspeção
40:24de manutenção
40:24falhou
40:25em detectar
40:26a trinca
40:26causada
40:27pela fadiga.
40:28Pergunte
40:29se podemos
40:29ir para
40:3010 mil.
40:32O 707
40:34foi levado
40:34ao seu
40:35ponto
40:35de ruptura
40:35quando
40:36dois
40:36eventos
40:37climáticos
40:37colidiram.
40:40A turbulência
40:42foi
40:42a
40:43última
40:44parte
40:46necessária
40:47para causar
40:48a trinca.
40:49Basicamente
40:50esse
40:50pelone
40:51estava
40:51inteiro
40:52apenas
40:53por uma
40:54pequena
40:54parte.
40:55A conexão
40:56intermediária
40:57enfraquecida
40:58finalmente se
40:59rompeu
40:59e ambos
41:00os motores
41:00foram
41:01perdidos.
41:05Não fosse
41:06o heroísmo
41:07da tripulação
41:08o avião
41:08teria caído.
41:11O 707
41:13é um avião
41:13difícil de pilotar
41:14quando tudo
41:15vai bem.
41:16É um avião
41:16muito mais difícil
41:17de pilotar
41:18quando as coisas
41:18estão erradas.
41:20Maneabilidade
41:21limitada.
41:22Está lijando?
41:25Sim,
41:26estou.
41:26A habilidade
41:27e resistência
41:28do comandante
41:29Berglund
41:30mostraram-se
41:31notáveis
41:31pois ele
41:32manteve o avião
41:33fisicamente
41:33estável
41:34até o pouso.
41:35Desde o início
41:36do incidente
41:37até quando eles
41:38finalmente pousaram
41:39na pista
41:39foram 24 minutos
41:40e nesses 24 minutos
41:42aconteceu tudo
41:43o que nunca
41:44aconteceria
41:45a maioria dos pilotos
41:46em toda a sua carreira.
41:48Na verdade
41:48ele era um
41:49piloto
41:50fantástico.
41:54Cabo 671
41:55nós não temos
41:56contato de radar
41:57diga sua posição
41:58senhor.
42:00Ao longo
42:00do voo
42:01angustiante
42:01o engenheiro
42:02de voo
42:03Boone
42:03solucionou
42:04problemas
42:04e consertou
42:05sistemas
42:06essenciais.
42:07O engenheiro
42:08de voo
42:08olhou para o seu
42:09painel
42:10e encontrou
42:10a solução
42:11para o motivo
42:12do radar
42:12não estar
42:13funcionando.
42:15Vire à esquerda
42:16180
42:160
42:17Tudo bem.
42:24Aí
42:24está vendo
42:25o aeroporto?
42:26E o raciocínio
42:27rápido
42:27e a intuição
42:28do copiloto
42:29Emery
42:29provaram ser vitais.
42:31Cabo 671
42:32temos uma pista
42:33à frente
42:33que aeroporto
42:34é esse?
42:35Foi uma decisão
42:36absolutamente genial
42:37pousar em uma base
42:38militar
42:39com uma pista
42:39longa.
42:45Isso mostra
42:46muito
42:46sobre o espírito
42:48de pilotos
42:49e sobrevivência
42:49que de alguma forma
42:50eles adquiriram
42:51todos eles
42:52usaram
42:52suas próprias
42:53habilidades
42:54individuais.
42:59A PAA
43:01recomenda
43:01que as inspeções
43:02das conexões
43:03intermediárias
43:04atuais
43:04sejam modificadas
43:05para permitir
43:06a detecção
43:07de trincas
43:07ocultas
43:08ou sejam
43:09substituídas
43:10por conexões
43:10reforçadas.
43:13A FAA
43:15decidiu
43:16ordenar
43:17a substituição
43:18das conexões
43:20intermediárias
43:20por conexões
43:21intermediárias
43:22novas e melhoradas
43:23que não
43:24exigiam
43:25inspeções
43:26que
43:27para começar
43:28eram ineficazes.
43:31Em 1992
43:33a tripulação
43:34do Transair
43:35Cargo 671
43:36recebeu o prêmio
43:37Hugh Gordon Bird
43:38por excelência
43:39de pilotagem.
43:41Esse voo
43:42foi uma
43:42realização
43:43heróica
43:43em que a
43:44tripulação
43:45se recuperou
43:45de uma
43:46situação
43:46virtualmente
43:47impossível
43:48e eles
43:49merecem
43:49os prêmios
43:50que receberam.
43:51Então
43:52muita sorte
43:53um pouco
43:53de trabalho
43:54em equipe
43:54um pouco
43:55de gritaria
43:56e um pouco
43:56de ação
43:57mas uma
43:58aterrissagem
43:58feliz.
43:58e ação
44:04e
44:07e
44:08e
44:09e
44:10e
44:10e
44:10e
44:11e
44:11e
44:12Obrigado.