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  • há 31 minutos

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00:00Uma história de terror se desenrolando a 1.200 metros.
00:04Havia chamas reais saindo pelo assoalho do copo.
00:09Estávamos começando a nos queimar.
00:11O fogo estava consumindo o voo 458 da Pilgrim Airlines.
00:15O avião era uma armadilha mortal.
00:17Era hora de lutar pelas nossas vidas.
00:20Os pilotos tinham apenas alguns segundos para pousar o avião.
00:23Eu só conseguia ver as armas.
00:25Segure-se!
00:26Não seria um pouso tranquilo.
00:30Onze das doze pessoas a bordo saíram vivas.
00:33Mas o fogo destruiu qualquer evidência de sua origem.
00:38O avião inteiro foi incinerado.
00:39Um piloto sobrevivente dá aos investigadores da NTSB a informação que precisam.
00:44A primeira vez que eu apertei o botão, eu vi a fumaça.
00:47Estava vindo da base da coluna de controle.
00:50Foi uma declaração muito, muito importante para um investigador.
01:10Mayday. Desastres aéreos.
01:12Esta é uma história real.
01:14Ela se baseia em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:18Lutando para sobreviver.
01:20Há dez passageiros a bordo do voo 458 da Pilgrim Airlines.
01:27Passageiros, em breve estaremos no ar.
01:29Por favor, tenham certeza de que seus cintos de segurança estão presos corretamente.
01:33Tudo pronto.
01:34Muito bem.
01:36Pouco depois das três da tarde, o Twin Odder começa a seguir pela pista.
01:42Sessenta nós.
01:43Sessenta nós.
01:46O voo 458 decola de Groton, Connecticut.
01:52O voo é uma ponte aérea para Boston, apenas 140 quilômetros ao norte.
02:00Taxa positiva.
02:01Acionar flaps?
02:03Acionar flaps.
02:05Thomas Printer, de 36 anos, era o capitão encarregado.
02:09E ele estava na companhia aérea há três anos.
02:13Tom era amado por todos.
02:15Nos mostrava como pilotar o avião.
02:17O que não era para ser feito, o que tinha que ser feito.
02:20Era um prazer voar ao lado dele.
02:25Temperatura e pressão no verde, muito bom.
02:29Pilgrim 458, passando por 300 metros.
02:31Pilgrim 458, entendido, passando a 300 metros.
02:35O primeiro oficial, Lyle Hogg, de 27 anos, estava na companhia aérea há alguns meses.
02:41Antes de ir para Pilgrim Airlines, eu tinha umas 1500 horas de voo.
02:46E pela Pilgrim, antes deste acidente, eu tinha aproximadamente umas 400 horas de voo.
02:56Os pilotos estavam pilotando um de Havilland Dash 6 Twin Order.
03:00Um avião turbo-hélice popular entre as companhias aéreas regionais.
03:05Era um bimotor turbo-hélice, usado em grande maioria para voos locais.
03:11Um avião muito popular da época, ele ajudou a liderar a revolução das companhias aéreas regionais,
03:19que acontecia na época e era usado no mundo todo.
03:26Pilgrim 458, subindo a 4000.
03:29Relatar Norwich VOR.
03:32O voo para Boston duraria apenas 40 minutos.
03:36Não havia comissários a bordo.
03:38Um dos passageiros do voo naquele dia era o engenheiro de voo da US Air, Harry Polycron.
03:44Ele estava indo para Boston para iniciar o seu turno.
03:48Meu voo sairia de Boston no dia seguinte, de manhã cedo.
03:51Então, meu plano era chegar no domingo à noite, alugar um quarto de hotel,
03:56para me preparar para o dia seguinte.
04:00Paul Hemsworth é um consultor de negócios que embarcava em um voo com conexão em Boston.
04:06Assim que começamos a decolagem e estávamos no ar,
04:11eu literalmente inclinei a cabeça, fechei os olhos e comecei a cochilar.
04:16Eu estava cansado.
04:17O avião atinge sua altitude de cruzeiro a 1.200 metros.
04:22O clima era de um dia típico de fevereiro em New England.
04:26Tinha nuvens a cerca de 900 metros, com um pouco de garoa e chuva congelante.
04:33Pilgrim 458, como está o voo?
04:36No momento, suave.
04:40Com a temperatura externa se aproximando de 3 graus Celsius negativos,
04:44a precipitação estava congelando e criando uma camada de gelo no parabrisa.
04:50Está formando um pouco de gelo.
04:53No parabrisa, que é semelhante ao gelo, um parabrisa de um carro.
04:57Meio espesso e dificulta a visibilidade.
05:01Como estão as asas?
05:05Sem gelo.
05:06Tá, vamos ver se conseguimos limpar o parabrisa.
05:09Entendido.
05:10Os pilotos queriam ter certeza de que conseguiriam retirar o gelo do parabrisa na hora de pousar.
05:17Testamos o sistema de remoção do gelo no parabrisa para ter certeza de que estava funcionando.
05:23Não operaríamos continuamente a bomba até o destino para não gastar muito álcool.
05:28O ideal é poupar para quando for preciso,
05:31que seria no momento da aproximação e pouso.
05:36Não vejo nada do meu lado.
05:40Notei muito pouco fluido do meu lado do parabrisa quando ativei o botão pela primeira vez.
05:47Alguma coisa do seu lado?
05:49Um pouco, mas não muito.
05:56Na segunda vez, segurei o botão na posição ligado por um pouco mais de tempo,
06:02para que pudéssemos ter uma boa noção da quantidade de fluido do degelo no parabrisa.
06:08Ainda nada.
06:12Tem alguma coisa errada.
06:14Vou parar de tentar.
06:14Logo depois, sentimos um cheiro no cockpit.
06:19Parecia algo.
06:21Ainda não existia uma emergência naquele momento,
06:24mas estávamos começando a pensar e raciocinar o que íamos fazer para lidar com aquela situação.
06:32Estou sentindo o cheiro de fumaça.
06:35Eu também.
06:37No mesmo momento, também sentimos um cheiro muito forte.
06:41A primeira coisa que eu pensei foi que o Tom tinha fumado
06:45e o cinzeiro no cockpit estava na parte central inferior do manche.
06:50Olhamos para o chão, onde estava o cinzeiro,
06:54e não vimos fumaça nenhuma saindo.
06:58No meio dos passageiros, Harry Polycrone sentiu que tinha algo errado.
07:03Estava totalmente focado na minha papelada, mas sentiu o cheiro de álcool.
07:09Como engenheiro de voo, Polycrone sabia que o cheiro podia indicar algo sério.
07:14O cheiro de álcool não é algo que normalmente sentimos durante um voo.
07:20Está vindo lá de baixo.
07:22Os pilotos começaram a ver uma quantidade de fumaça entrando no cockpit.
07:28Nós vimos, inicialmente, uma fumaça branca muito leve.
07:34Antes mesmo que pudéssemos falar ou reagir,
07:39a fumaça começou a ficar espessa muito rapidamente.
07:43Os dois pilotos perceberam que alguma coisa estava pegando fogo e piorando.
07:49Incêndios são situações terríveis para se enfrentar numa aeronave.
07:54Não pode parar no acostamento. Tem que agir muito rápido.
07:57Pilgrim 458. Precisamos de acesso rápido à Providence. É uma emergência.
08:03O capitão quer pousar no aeroporto mais próximo, Providence, Rhode Island.
08:08Há apenas 19 quilômetros à direita.
08:10Voltar para Providence era uma situação óbvia,
08:14porque sabíamos exatamente onde estávamos e onde Providence estava.
08:19Pilgrim 458. Entrar em contato?
08:21Por favor, acesso à Providence. É uma emergência. Temos um incêndio a bordo.
08:26Pilgrim 458. Câmbio.
08:28Entendido.
08:31Vire à direita. A direção 150 para vetores para Providence.
08:36Tá, vamos pousar.
08:39Vire à direita. 150.
08:43Vou procurar a pista.
08:45Com o incêndio acontecendo em algum lugar dentro do avião,
08:49os pilotos tinham muito pouco tempo para voltar ao solo.
08:52Eu tô puxando, tô puxando.
08:55Mas a fumaça estava dificultando a visibilidade dentro do cockpit.
08:59As nuvens e o parabrisa coberto por gelo
09:01tornavam quase impossível enxergar o lado de fora.
09:03Estamos que sair dessas nuvens.
09:06Precisávamos pousar o mais rápido possível.
09:09Por isso, a curva era muito abrupta e a descida era bastante íngreme.
09:15Pilgrim 458.
09:16Quantas pessoas a bordo?
09:18Os controladores começaram a se preparar para um pouso de emergência em Providence.
09:23Temos 10 pessoas a bordo.
09:26Lyle respondeu que eram 10.
09:29Ele estava pensando nos passageiros.
09:32Ele não incluiu nem o Tom, nem ele mesmo.
09:35Tá piorando.
09:38De onde é que tá vindo isso?
09:41Visibilidade zero.
09:43Estava sufocante.
09:44Eles não conseguiam ver um ao outro.
09:46Não conseguiam ver o parabrisa.
09:48Eles não conseguiam ver os instrumentos.
09:50Estavam nas nuvens.
09:53A fumaça do cockpit chega até os passageiros.
10:01Assim que a fumaça preta começou a chegar no avião, ficou cada vez mais difícil chegar e respirar.
10:08Eu imediatamente peguei a parte de baixo da minha blusa, puxei para cima, cuspi nela e tampei meu nariz e
10:18a boca.
10:19Comecei a usar aquilo como se fosse um filtro.
10:22Os pilotos também estavam com dificuldades para respirar.
10:26Como o Twin Order não era pressurizado, eles podiam abrir as janelas em busca de ar crespo.
10:31Como eu estava com dificuldades para enxergar o Tom naquele momento,
10:36então eu abri a janela do meu lado da aeronave.
10:42Mas as janelas do resto do avião não abriram e os passageiros estavam sufocando.
10:47Como eu vou conseguir respirar?
10:49Era hora de lutar por nossas vidas.
10:54Os passageiros e tripulantes do voo 458 da Pilgrim Airlines estavam lutando por suas vidas.
11:00Eu tinha uma raquete de tênis.
11:01Boom!
11:02Quebrei uma janela.
11:14Aquilo tirou a fumaça e pude seguir em frente.
11:17Fiz aquilo mais algumas vezes em outras janelas do lado direito do avião.
11:27Fiquei absolutamente admirado com o que ele estava fazendo.
11:53Além da fumaça espessa, os pilotos tinham que enfrentar o fogo que vinha do chão.
12:02Então eu pensei, vou tentar pegar o extintor que estava atrás do meu assento, perto do chão.
12:11Mas com o calor intenso vindo do chão, Hogg não conseguia pegar.
12:20Foi quando começamos a nos queimar.
12:23A reação inicial é não sentir a dor.
12:26A reação inicial era pensar em colocar o avião no chão o mais rápido.
12:31Ainda a 18 quilômetros de Providence e sem conseguir enxergar, os pilotos sabiam que não tinham tempo suficiente para levar
12:38o avião em chamas até o aeroporto.
12:40Estávamos em uma descida de emergência rumo a Providence, mas sem saber se conseguiríamos chegar.
12:47O engenheiro de voo que estava de folga, Harry Polycromb, foi ao cockpit informar os pilotos sobre a situação com
12:53os passageiros.
12:57Foi difícil aguentar.
12:59Ele puxava para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita.
13:03Era um voo selvagem e éramos jogados para todo lado.
13:06Quando coloquei a cabeça no cockpit, ela foi embolida pela fumaça.
13:14Eles não conseguiam ver os instrumentos nem do lado de fora.
13:18A maneira como conseguiram manter aquele avião no ar foi impressionante.
13:23Eu só queria que eles soubessem que os passageiros estavam bem e que continuassem assim.
13:29Vocês estão fazendo um ótimo trabalho.
13:30Eu disse...
13:31Continuem voando.
13:32Temos tudo sob controle lá atrás.
13:35Minhas intenções eram manter os dois inspirados a continuar fazendo o que estavam fazendo, sendo heróis.
13:43As chamas estavam se espalhando do cockpit para o resto do avião.
13:47Os pilotos estavam ficando sem tempo para salvar a aeronave.
13:54Foi um conjunto de circunstâncias extraordinariamente dolorosas, assustadoras e mortais que pioravam a cada segundo.
14:05Os pilotos não conseguiam ver um ao outro e com as janelas abertas também não conseguiam se ouvir.
14:10Eu precisava ter certeza de que o Tom ainda estava pilotando o avião.
14:15E foi aí que apoiei a mão no manche para acompanhar seus movimentos.
14:21O capitão Príncer manteve uma descida rápida, mas não fazia ideia de onde ia pousar.
14:29Inicialmente, não vi um local de pouso adequado.
14:34Ainda estávamos nas nuvens.
14:35Os passageiros começavam a se preparar para o inevitável.
14:41Sentei bem ereto na cadeira, peguei o cinto de segurança e tomei cuidado para que ele atravessasse meus ossos do
14:50quadril e não a minha barriga.
14:52E ajustei o mais forte possível.
14:56A 450 metros do solo, o calor do fogo ficou tão intenso que os fones de ouvido dos pilotos começaram
15:03a derreter.
15:07Eu precisava tirar aquele fone de borracha do ouvido.
15:12As circunstâncias eram absolutamente extremas.
15:16Mas, naquele momento, ficou muito claro para os pilotos que o avião era uma armadilha mortal.
15:24O voo deveria estar próximo do aeroporto de Providence.
15:28Pilgrim 458 pode prosseguir direto para Providence.
15:34Sem fones de ouvido, os pilotos não conseguiam mais se comunicar com o solo.
15:40Um dos pilotos estava segurando o manche com tanta força que seu polegar ficou em cima de um botão que
15:47ativava o microfone.
15:49Como resultado, os controladores do tráfego aéreo ouviam só um rugido.
15:56Pilgrim 458.
16:00Pilgrim 458 está na escota? Não estou ouvindo vocês.
16:05A 300 metros do solo, o Twin Odder rompe as nuvens.
16:11Da minha janela, eu só conseguia ver as árvores.
16:16Tom estava fazendo uma curva.
16:18Eu não conseguia vê-lo, mas podia sentir uma curva para a esquerda.
16:23Os pilotos precisavam pousar antes que o fogo atingisse o combustível altamente inflamável localizado na barriga da aeronave, logo abaixo
16:31dos passageiros.
16:36Naquele momento, eu só pensava se conseguiríamos colocar o avião no chão ou será que ia explodir no ar.
16:46Se segurem!
16:50Caramba!
16:55Olhei pela janela e já não via mais as árvores.
16:59Eu vi as margens de um reservatório congelado.
17:03E... eu pensei na hora.
17:05Nós vamos conseguir.
17:07Os pilotos avistaram um reservatório situado perto de Providence, em Rhode Island.
17:12Um corpo de água congelado que cobria 13 quilômetros quadrados.
17:16Era uma área ampla e plana, não tinha árvores, não tinha nada, era só gelo.
17:21Foi um milagre.
17:24Os pilotos direcionam seu avião em chamas para o reservatório.
17:29Depois, era só pousar aquele avião no chão o mais rápido possível e sair dele.
17:34Nunca passou pela nossa cabeça se o gelo ia aguentar ou não o avião.
17:40Dentro do voo 458 da Pilgrim Airlines, os passageiros percebiam que iam entrar num pouso de emergência.
17:48Olhei pela janela e eu vi que o impacto era iminente.
17:54Eu queria colocar o cinto, mas o assento estava pegando fogo, então me posicionei contra a antepara.
18:00O voo 458 estava a momentos de bater em um lago congelado.
18:07Era uma questão de pousar aquele avião o mais rápido possível.
18:13Não ia ser um pouso tranquilo.
18:17Prepare-se para o impacto!
18:19De repente, acontece um estrondo enorme.
18:37O avião quebra enquanto derrapa no gelo por 150 metros.
18:48Quando acordei e o avião tinha parado, estava tudo muito silencioso.
18:58Os pilotos conseguiram manobrar o avião em chamas no lago coberto por gelo.
19:04Eles precisavam garantir que todos sairiam do avião antes que ele fosse completamente consumido pelo fogo.
19:11Estávamos numa região completamente congelada.
19:14O que íamos fazer?
19:18Soltei o cinto de segurança, levantei, fui para a porta do avião e então tentei abri-la.
19:26Mas não consegui, porque a fuselagem tinha comprimido a porta.
19:33Olhei e vi uma fenda na fuselagem, logo atrás da porta.
19:42Tomei a decisão de chutar aquela parte da fuselagem para fazer um buraco e podermos sair.
19:52Por aqui!
19:54Tem um buraco!
19:55Dá para sair por aqui!
19:57Hainsworth sabia que os passageiros tinham que sair rapidamente.
20:02Eu ainda tinha a preocupação de que o avião pudesse explodir iminentemente.
20:09Pulei primeiro e depois ajudei as outras pessoas.
20:15Na frente do avião, Harry Polycron estava gravemente ferido.
20:22Estava tomado pela adrenalina e pelo choque.
20:25Eu tinha deslocado meu ombro e machucado o joelho.
20:27Uma perna estava queimada.
20:30Meu primeiro impulso foi sair do avião naquela hora.
20:33Comecei a ir para o fundo do avião.
20:36Ouvi a moça dizer, alguém por favor me ajuda.
20:40Anda!
20:41Por aqui, para o fundo.
20:42Podemos sair daqui, vamos!
20:43Você também?
20:45Vamos!
20:46Eu peguei a moça, levei ela para a parte de trás do avião e até onde eu sabia, era o
20:51último a sair.
20:59Consegue sair?
21:00Sim, sim.
21:02Sim, acho que eu consigo.
21:06Não havia checklist a ser lido e nem procedimentos a serem seguidos.
21:13Vamos sair daqui, vamos!
21:17Os dois pilotos e nove dos dez passageiros saem do avião e seguem para a margem.
21:23Minutos depois, o Tuinhoda é completamente consumido pelo fogo.
21:27Acho que sobrevivi com uma chance em cem milhões e sou muito grato ao piloto, ao copiloto e ao outro
21:40piloto que era passageiro do avião.
21:43Por suas ações que foram, sinceramente, para lá de incríveis.
21:52Um passageiro morreu por inalação intensa de fumaça.
21:57Todos os passageiros sobreviventes foram levados ao hospital com ferimentos graves.
22:02Os dois pilotos estavam muito queimados.
22:05Lyle teve mais de 25% de seu corpo queimado.
22:09E o capitão teve 70% de seu corpo queimado.
22:14A maioria de terceiro grau.
22:17Voluntários começam a remover imediatamente pedaços vitais de destroços do lago para que possam ser analisados em detalhes pelos investigadores.
22:26Esta noite temos uma operação de limpeza.
22:29Temos um gerador elétrico portátil no local com luzes.
22:32Vamos limpar o combustível e esperar a FAA chegar.
22:37Era óbvio que o avião tinha sido destruído pelo fogo.
22:40Mas o motivo não era tão óbvio assim.
22:44Saber que há um incêndio a bordo não é o suficiente.
22:47Você precisa entender exatamente o que aconteceu, como aconteceu, quando aconteceu.
22:52E como a tripulação conseguiu pilotar o avião com um incêndio a bordo.
22:55Os dois pilotos estavam muito feridos.
22:58Então os investigadores recorrem aos controladores para obter mais informações.
23:02O que eles disseram?
23:03Só que tinham um incêndio a bordo e precisavam fazer um pouso de emergência.
23:09E quando informaram isso?
23:10A ligação chegou às 3h29, então menos de 20 minutos após a decolagem.
23:17O que causaria um incêndio a bordo?
23:20Nós temos que achar uma fonte inflamável, uma fonte de ignição.
23:24Ok.
23:25Vai ser difícil encontrar algo útil nisso aqui.
23:29Os investigadores examinam os medidores do cockpit do voo 458
23:33na esperança de encontrar pistas sobre a causa do incêndio.
23:37Mas depois de um incêndio após o acidente, os instrumentos muitas vezes ficam tão danificados
23:42que exigem um trabalho extenso para coletar informações.
23:45Às vezes não conseguimos nada com os instrumentos,
23:47simplesmente porque não conseguimos entender as informações que coletamos.
23:51Espera um minuto.
23:53O relógio do avião ainda estava legível.
23:56Tinha parado com o impacto da queda.
24:05Menos de cinco minutos depois dos pilotos relatarem a emergência,
24:09eles batem no reservatório congelado.
24:14Isso diz aos investigadores que a situação se agravou rapidamente.
24:25Incêndio no motor?
24:26O voo 458 da Pilgrim Air não estava equipado com um gravador de voz do cockpit
24:31ou um gravador de dados de voo.
24:34Os investigadores precisam agora trabalhar com as origens mais prováveis de um incêndio a bordo.
24:39Sem dúvida, isso torna a investigação um pouco mais difícil e mais demorada para ser feita.
24:45E isso não nos impede de trabalhar,
24:48mas certamente aumenta o trabalho e esforço necessário para concluir essa investigação.
24:53Eles estudam o que resta dos motores para determinar se eles desempenharam papel nesse acidente.
25:02Os dois motores estavam funcionando no momento do impacto.
25:06O melhor sinal de que os motores estavam funcionando no impacto
25:10é quando encontramos danos no motor procurando torcidas e dobras nas hélices.
25:15Nós analisamos a direção da curvatura e a quantidade de dobras das hélices.
25:20Havia indícios claros de que os dois motores estavam desenvolvendo potência no momento do impacto.
25:27O fato dos motores estarem funcionando na hora do impacto
25:30diz aos investigadores que eles não foram a origem do incêndio.
25:38Todos relatam a mesma coisa.
25:40Fumaça.
25:43Os pilotos ainda estavam muito feridos para falar,
25:46mas os testemunhos dos passageiros fornecem à equipe uma pista importante.
25:51Fumaça espessa do cockpit que invadiu o resto do avião.
25:57Se os passageiros dissessem que tinham visto fumaça a qualquer momento durante o voo,
26:01seria um foco da investigação.
26:04Porque nós estávamos interessados na origem da fumaça,
26:08o momento em que começou.
26:10Eles estudam os destroços queimados do avião
26:13em busca de qualquer evidência que possa dizer exatamente onde o fogo começou.
26:17O fogo tinha que começar em algum lugar.
26:21Nós procuramos concentrações de calor,
26:23o que nos daria uma pista de onde o incêndio começou?
26:27O avião inteiro foi incinerado.
26:30É, mas o assoalho do cockpit aqui foi mais danificado pelo fogo.
26:36Imagino que o fogo tenha começado em algum lugar sob o cockpit.
26:40O avião queimou depois que pousou no gelo.
26:43Era impossível identificar a origem exata do incêndio durante o voo.
26:48Podíamos dizer uma área geral onde começou,
26:51mas precisávamos trabalhar mais para analisar possíveis fontes inflamáveis.
26:59Dias após o acidente, os pilotos estavam prontos para dar seus depoimentos.
27:04Os pilotos são provavelmente as pessoas mais experientes no avião.
27:08E eles podem dizer o que aconteceu ao seu redor no momento preciso onde aconteceu.
27:15O que viram, o que ouviram e o que sentiram fazem a diferença na investigação.
27:23Obrigado por me receber.
27:25Que tal me explicar tudo o que você se lembra?
27:29No final daquela semana, perguntaram se eu falaria com a NTSB e eu concordei.
27:37Nós tentamos descongelar o parabrisa, mas não víamos nenhum líquido.
27:43Praticamente na mesma hora, eu senti cheiro de álcool.
27:47E depois de fumaça.
27:50E aí eu vi uma fumaça.
27:54Fina e branca no início.
27:57Estava vindo da base da coluna de controle.
28:02Não demorou muito para que a fumaça ficasse espessa e preta.
28:08Não conseguimos mais respirar.
28:11E estávamos começando a queimar.
28:18Quanto tempo se passou entre o degelo e os primeiros sinais de fumaça?
28:26Tudo aconteceu muito rápido.
28:29Eu não sei.
28:32Talvez um minuto.
28:34Talvez menos.
28:35E foi aí que ligou para a emergência?
28:38É.
28:39E começamos a descer logo em seguida.
28:43Ele apertou o botão para acionar o líquido de degelo no parabrisa.
28:49Para retirar o pouco de gelo que viu.
28:52E logo em seguida viu o que descreveu como fumaça branca com cheiro de álcool.
28:58Foi uma declaração muito, muito importante para um investigador que procurava um incêndio.
29:06Ok.
29:08Tudo começa bem aqui.
29:11Com o sistema de degelo.
29:14A conversa com o primeiro oficial fornece à equipe um foco para sua investigação.
29:19O sistema de degelo do avião.
29:22Começaríamos a procurar nos destroços evidências para aquele sistema de degelo e em seguida começaríamos uma investigação paralela na manutenção
29:33para ver se havia algum tipo de histórico de problemas desse sistema.
29:38O reservatório comporta cinco litros e meio de líquido de degelo.
29:42Um botão no console superior ativa a bomba de vinte e oito volts.
29:47A tubulação plástica flexível conecta a bomba aos bicos de pulverização.
29:52É um sistema bem básico.
29:55Químicos no sistema de degelo vêm sendo usados desde a década de vinte.
30:00Portanto, não estavam usando um sistema desconhecido ou novo.
30:04Os investigadores procuravam os componentes que restaram do sistema de degelo.
30:11Se tivesse encontrado a bomba e os acessórios teriam visto claramente onde estava o problema.
30:26A única parte do sistema de degelo que sobreviveu ao incêndio era uma porção derretida do reservatório de plástico.
30:36Isso não nos diz nada.
30:45Focados no cheiro de álcool relatado pela tripulação,
30:49os investigadores estudam uma amostra do fluido de degelo
30:52usado pela Pilgrim Airlines para determinar o grau de inflamabilidade.
31:04Isopropil 87%.
31:07Altamente inflamável.
31:11Eles estavam certos de que o fluido de degelo do voo 458 se inflamou,
31:16levando a um incêndio violento.
31:18Mas eles ainda não sabiam como.
31:22Na realidade, não tivemos nenhuma experiência com esse tipo de sistema
31:27causando um incêndio a bordo de um avião.
31:32Eles analisam o depoimento do primeiro oficial em busca de pistas sobre como o fogo começou.
31:38Ele disse que o sistema não funcionou quando tentaram descongelar.
31:42A primeira vez que eu apertei o botão,
31:45eu vi um pouquinho de líquido do meu lado.
31:48Então, eu tentei uma segunda vez e não vi mais nada.
31:53E o que você fez?
31:55Foi quando eu senti um cheiro forte de álcool.
31:58Aí, eu parei de tentar.
32:00Alguns segundos depois, sentimos o cheiro da fumaça.
32:05Os investigadores precisavam descobrir qual parte do sistema de degelo
32:09pode ter levado a um incêndio que derrubou o voo 458.
32:16Os investigadores analisam os registros de manutenção do avião destruído
32:20em busca de quaisquer problemas anteriores com o sistema de degelo do parabrisa do avião.
32:25Tinha um histórico de vazamentos.
32:28Os laudos mostram que a tubulação plástica tinha histórico de rachaduras e separação da bomba.
32:34Os mecânicos da Pilgrim corrigiram o problema reparando a tubulação rachada
32:39e conectando-a à bomba com grampos.
32:42Conforme o álcool entrou em contato com a tubulação por dentro,
32:46ele alterou as propriedades da tubulação e fez com que ela endurecesse e inchasse.
32:52Foi aí que os pontos de conexão não tiveram mais um bom contato.
32:57Ele se aprofundou no histórico do avião em busca de qualquer coisa que possa explicar
33:02como o sistema de degelo levou a um incêndio a bordo.
33:05Sim, escuta só.
33:07Há alguns meses encontraram um vazamento nesse avião.
33:10A manutenção verificou e descobriu que a tubulação era muito curta para alcançar a bomba.
33:16Eles tinham reparado a tubulação tantas vezes que ela não encaixava mais.
33:21Toda vez que os mecânicos cortavam a tubulação rachada, eles a encurtavam progressivamente,
33:26até que ela não conseguia mais alcançar a bomba.
33:29Com o tempo, não existiria mais mangueira para prendê-lo e teriam que substituir o pedaço da tubulação.
33:37Opa!
33:39Parece que aconteceu a mesma coisa neste avião três dias antes do acidente.
33:44Um vazamento bem grande, ao que tudo indica.
33:47Os pilotos viram o vazamento durante uma parada em New Haven.
33:52Eles tentaram reconectar a mangueira da bomba, mas não conseguiram porque a tubulação estava curta demais.
33:58Eles registraram e o mecânico resolveu depois, naquele dia.
34:04O mecânico reparou a tubulação danificada, reconectou e prendeu novamente, e depois encheu o reservatório outra vez.
34:12O mecânico diz que prendeu a tubulação à bomba e, em seguida, relatou a alteração como reparada.
34:20Três dias depois, o avião pega fogo enquanto os pilotos acionam o degelo.
34:26Os investigadores suspeitam que os tubos que transportavam fluido para dentro e fora da bomba não foram devidamente fixados e
34:33se desconectaram da bomba após o reparo.
34:37Há uma boa chance de que esse tubo não fosse tão longo quanto deveria ser e, provavelmente, pela forma que
34:43foi acoplado, puxou a bomba e acabou soltando.
34:46Nada ainda.
34:48A equipe acredita que um reparo com defeitos é o motivo pelo qual o sistema de degelo funcionou incorretamente no
34:54voo 458.
34:55Mas isso ainda não explica o incêndio.
34:58A NTSB, em um esforço para determinar o efeito que esse sistema poderia causar no incêndio,
35:06iniciando ou contribuindo, levou um desses reservatórios e uma bomba para o laboratório
35:13e conectaram uma fonte de alimentação para ver o que aconteceria.
35:17Os investigadores precisam determinar quanto do fluido altamente inflamável teria se acumulado abaixo do cockpit
35:24e se o tubo se desprendeu como eles suspeitaram.
35:37Mesmo sem ativar o sistema, ele vaza quando o tubo não está conectado.
35:47Os testes revelaram que a bomba vazaria fluido a uma taxa de 90 ml por minuto
35:56e, com o tempo, isso poderia realmente esvaziar um tanque de 5 litros e meio.
36:04O teste mostra que se o tubo da bomba tivesse se desprendido,
36:08uma grande piscina de líquido inflamável teria se acumulado abaixo do cockpit,
36:13antes mesmo dos pilotos tentarem descongelar o para-brisa.
36:17Vamos ver o que acontece quando o sistema é ativado.
36:28Dois metros.
36:31Minha nossa, o alcance é grande.
36:34Quando Hogg tentou ativar o sistema de degelo do para-brisa,
36:38a bomba pulverizou o fluido em uma distância de dois metros no compartimento abaixo do cockpit.
36:45As consequências disso, considerando o que tem nessa área, são... bem graves.
36:54A bomba de degelo fica bem quente quando está operando.
36:58O ar que vazava do duto estava a 150 graus Fahrenheit.
37:02A descarga do silenciador enviou ar aquecido para o cockpit.
37:08E o motor elétrico que aciona os flaps também pode ter inflamado o fluido.
37:13Os investigadores identificaram vários componentes que poderiam ter causado o jato de líquido altamente inflamável.
37:21Os investigadores nunca conseguiram determinar o que inflamou o fluido.
37:26Havia diversos possíveis fatores.
37:28Pode ter sido o calor da bomba hidráulica ou o motor da bomba hidráulica.
37:33Pode ter sido qualquer um dos componentes na parte de trás do painel de instrumentos.
37:39Por favor, acesso à Providence. É uma emergência. Temos um incêndio a bordo.
37:44Assim que o líquido se inflamou, não demorou muito para que o fogo se espalhasse por todo o avião.
37:49As aeronaves mais antigas são menos resistentes ao fogo do que as mais novas.
37:54E se você tiver álcool de um sistema de degelo se espalhando pelo avião,
37:59As chances dele queimar são muito maiores do que seriam com materiais novos.
38:05Eles têm voado em uma bomba relógio todos esses anos e ninguém achou que era um problema?
38:12Acho incrível quando achamos, principalmente em uma aeronave que está operando há tanto tempo,
38:18com um histórico tão bom, um fato novo numa investigação.
38:21Isso ajuda muito.
38:22Os investigadores agora consideram uma última pergunta.
38:27Como diabos eles conseguiram pousar esse avião?
38:38Os investigadores da NTSB estudam as ações dos pilotos do Pilgrim 458
38:44enquanto respondem ao desenrolar da emergência a bordo.
38:48Ao primeiro sinal de fumaça preta, eles reportaram a emergência.
38:55Em seguida, mudam de rumo para um pouso de emergência em Providence.
39:00Ele empurrou o mancho para frente para o avião descer rapidamente.
39:06Eles ainda estavam nas nuvens e o avião estava descendo muito rápido.
39:12Vire à direita, na direção 150, para vetores para Providence.
39:17Vamos pousar!
39:18Os pilotos davam início a uma rápida descida de 1.200 metros
39:22enquanto faziam uma curva à direita em direção à Providence.
39:26O foco total deles era em pousar o avião.
39:32Neste momento, o cockpit está cheio de fumaça espessa, preta e fogo.
39:36E o que eles fizeram?
39:37Eles colocaram a cabeça para fora da janela e tentaram ficar abaixo das nuvens.
39:42Apesar de não conseguirem enxergar ou respirar e estarem gravemente queimados,
39:47os pilotos lutaram para colocar o avião abaixo das nuvens.
39:51Eles estavam sofrendo queimaduras graves em seus corpos.
39:54Eles nunca saíram de seus assentos.
39:57E o fato de estarem fazendo tudo o que podiam para controlar o avião
40:01e fazê-lo pousar naquele lago congelado foi incrível.
40:06Apesar da dor e do terror,
40:09os pilotos continuaram nos seus postos.
40:12Eles continuaram pilotando o avião.
40:15Eles estavam determinados a pousá-lo com segurança,
40:19apesar da agonia que estavam enfrentando.
40:26Eles relataram que romperam as nuvens a 300 metros.
40:29Uma virada rápida à esquerda estava no chão em segundos.
40:33A regra fundamental no caso de um incêndio
40:36é pousar o avião o mais rápido possível.
40:38E nós fizemos isso.
40:40Não foi bonito, mas conseguimos.
40:42Pousamos e quase todo mundo sobreviveu.
40:53Seis minutos para a série das nuvens
40:56encontrar um lugar para pousar e colocar no chão
40:59um avião em chamas.
41:31Os investigadores elogiam
41:34Os passageiros também elogiaram
41:36as ações do passageiro e engenheiro de voo
41:38Harry Polycron por ajudar a salvar vidas.
41:41Sem as ações do passageiro
41:45sentado à minha frente
41:47com uma raquete de tênis
41:49que quebrou as janelas,
41:51tenho certeza de que outras pessoas
41:53teriam morrido naquele acidente.
41:57A MTSB determina que o incêndio
42:00a bordo do voo 458
42:02foi resultado de uma falha
42:03na montagem do sistema de degelo
42:05do parabrisa.
42:06Eu não sabia
42:08como o álcool isopropílico
42:10era inflamável.
42:12Acho que pegou a indústria de surpresa
42:14por ser tão inflamável
42:16e capaz de causar um incêndio
42:18tão devastador
42:19tão rapidamente.
42:20Os investigadores recomendaram
42:23que o sistema de álcool isopropílico
42:25em todos os Twin Oders
42:26fossem substituídos
42:28por parabrisas
42:29eletricamente aquecidos.
42:30Os sistemas de degelo
42:32com o álcool
42:34desapareceram
42:34depois deste acidente
42:35e acho que foi
42:36por um entendimento
42:38de que os perigos
42:39eram muito graves.
42:41Mas o legado duradouro
42:43do voo 458
42:44é o heroísmo
42:45e o profissionalismo
42:46de dois pilotos
42:47que superaram
42:48probabilidades absurdas
42:49para levar seu avião
42:51e seus passageiros
42:53em segurança ao solo.
42:56Não me considero um herói.
42:57Considero que fizemos
42:59o que fomos treinados
43:00para fazer
43:01e o que tínhamos
43:02para fazer
43:02naquele dia
43:03para sobreviver.
43:05Os dois pilotos
43:06receberam inúmeras homenagens
43:08por suas ações heroicas.
43:10Hoje existe um memorial
43:12em um parque
43:12com o nome de
43:13Printer e Hogg
43:14em Situati,
43:15Rhode Island,
43:17perto do local
43:17do notável pouso.
43:2041 anos depois,
43:22os heróis
43:23do voo 458
43:24refletem
43:25sobre as duras
43:26lições aprendidas
43:27naquele dia.
43:28Olha,
43:29vocês foram
43:29dois heróis.
43:31Tiveram
43:32uma força
43:33psicológica
43:34incrível
43:35para concluir
43:36aquela missão.
43:37Força define.
43:39Acho que
43:40seu corpo
43:41assume o controle
43:42e você se supera.
43:43É bom
43:44quando situações
43:45dão errado
43:46porque você pode
43:46jogar tudo
43:47para cima
43:48e mergulhar
43:49de cabeça.
43:50E eu acho
43:50que todos nós
43:51vivemos um pouco disso.
43:53É, é.
43:54Foi um dia
43:55incrível.
43:55Foi.
43:55incrível.
43:56É, é.
43:58É, é.
44:03É, é.
44:09É, é.
44:13É, é.
44:15É, é.
44:16É, é.
44:16Obrigado.

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