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00:01Um telefonema misterioso para um jornalista italiano.
00:04Onde obteve essa informação?
00:07Ele disse, não acredite no que dirão.
00:10Lança uma investigação de acidente aéreo no caos.
00:13Precisamos de mais destroços.
00:15Correm boatos de um acobertamento.
00:17Ninguém do lado jurídico acreditou em nós.
00:20Os investigadores suspeitam de jogo sujo.
00:22Acho que foi uma bomba.
00:2381 pessoas são mortas na hora.
00:26De repente, o avião estava em pedaços.
00:30Foi derrubado por um míssil.
00:34O que derrubou o avião de passageiros?
00:36Uma bomba?
00:37Ou um míssil?
00:39Disseram que a minha teoria era ridícula.
00:42A meta era descobrir a verdade.
01:02Esta é uma história real, baseada em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:15No brilho do pôr do sol, o voo 870 das linhas aéreas de Itábia viaja a 9 mil metros acima
01:22do Mediterrâneo.
01:24Boa noite, 870.
01:25Mantendo 290 sobre Puma.
01:27Entendido.
01:28Prossiga, latina ponta.
01:30Roma, 870.
01:32O capitão Domenico Gatti e o primeiro oficial, Enzo Fontana, estão nos controles do DC-9.
01:40A tripulação tinha a experiência que você gostaria no voo em que vai embarcar.
01:48E o voo em si era bem curto e fácil.
01:53Entre os 77 passageiros está Alberto Bonfietti, um jornalista a caminho de se encontrar com a família em Palermo.
02:03Obrigado.
02:06Naquela sexta tarde, o meu irmão Alberto pegou aquele avião para ir a Palermo encontrar a esposa e a filha,
02:12que já estavam de férias.
02:17O voo de Bolonha a Palermo leva cerca de uma hora e meia.
02:22Mas a meio caminho de seu destino, o primeiro oficial, Fontana, encontra um problema.
02:29Olha isso, não tem nada.
02:33Tente pons, então.
02:35Nada.
02:39Não há resposta dos muitos sinalizadores de navegação que normalmente guiam os pilotos até Palermo.
02:46870, Roma.
02:49Está como um cemitério hoje.
02:50Não tem nenhum sinalizador funcionando direito.
02:53Tudo está meio fora.
02:55Qual a sua direção?
02:57Estamos em 195.
02:59Sem os sinalizadores, os pilotos precisam de orientações do controle de tráfego aéreo.
03:04Não sei se quer manter essa direção, senão pode ir para a direita a 15 ou 20 graus.
03:10Tudo bem, vamos para 210.
03:17O avião vira e entra num bolsão de turbulência.
03:27A turbulência é como estar numa estrada com buracos enormes.
03:38Em qualquer voo que qualquer um pega, em algum momento haverá algum grau de turbulência.
03:51Os pilotos esperam que uma altitude menor ofereça uma viagem mais tranquila aos passageiros.
03:59Vamos tentar baixar.
04:02Aqui é 870.
04:04É possível ir a 250?
04:06Afirmativo.
04:07Pode iniciar a descida agora.
04:10É frequente pilotos pedirem para mudar de nível se tem turbulência e os passageiros estão incomodados ou nervosos.
04:19Aí eles tentam outro nível.
04:22E achamos que é o que tentavam fazer.
04:27Que bom.
04:28Finalmente.
04:37E há mais boas notícias.
04:39O Palermo também está respondendo.
04:40Os sinalizadores agora estão funcionando.
04:44Temos o sinalizador de Ponza.
04:47Ótimo.
04:48Retorne para a descida.
04:50Obrigado por tudo.
04:51Retornaremos para a descida.
04:52870.
04:54Os controladores não terão mais contato com os pilotos até iniciarem o pouso.
05:08Mas segundos depois...
05:11O voo 870 da Itávia se desfaz e desaparece no radar.
05:22Itávia 870, Roma.
05:30Itávia 870, Roma.
05:45Um voo sumiu.
05:48O Itávia 870...
05:50Sumiu.
05:52O voo 870 caiu no mar Mediterrâneo.
05:56É muito surreal para um controlador passar por uma coisa dessas.
06:02Você não acredita no que está vendo.
06:05Acidentes são realmente muito raros.
06:08Então, quando faz parte de um e vê um acontecer, você não acredita.
06:16Pela manhã, equipes de busca e resgate italianas vasculham as águas perto da última posição conhecida do avião.
06:26Dizem aos familiares esperando no aeroporto que o avião está desaparecido.
06:31O seu destino, desconhecido.
06:33As primeiras palavras foram...
06:35Presume-se que esteja perdido.
06:38O resgate confirma o pior.
06:42Não há sinais de sobreviventes.
06:47Todos os 81 passageiros e tripulação estão mortos.
06:51Incluindo Alberto Bonfietti.
06:55Comprei a passagem do meu irmão para aquele maldito voo.
06:59E nunca mais o vi.
07:03A queda do voo 870 chega aos noticiários mundiais.
07:07Parece não haver como explicar por que uma aeronave moderna caiu do céu tão de repente.
07:16Andrea Purgatori é um conhecido repórter de um dos maiores jornais diários da Itália.
07:23Em 1980, eu era...
07:25Em 1980, eu era repórter investigativo do Corriere della Sera,
07:31que ainda é o jornal mais importante da Itália.
07:38Na noite da queda, ele recebe um telefonema surpreendente.
07:42Recebi um telefonema de um controlador de tráfego aéreo em Roma.
07:48Onde obteve essa informação?
07:50E ele disse, não posso falar por muito tempo neste telefone,
07:55mas não acredite no que dirão,
07:58porque ele foi derrubado por um míssil.
08:06A fonte o direciona para uma teoria controversa,
08:09que o voo 870 foi apanhado numa luta de caças entre jatos da OTAN e da Líbia.
08:16Havia uma situação tensa no Mediterrâneo,
08:19bem próxima à tensão que existe antes de uma guerra.
08:25Em 1980, o Mediterrâneo era uma zona de atividade militar.
08:29O mar separa a Itália da Líbia.
08:31É uma nação fora da lei,
08:33governada pelo coronel Muammar Gaddafi,
08:35um párea internacional.
08:38Na época, Gaddafi era como Saddam Hussein
08:42ou Osama Bin Laden para os Estados Unidos
08:44e para a maioria do mundo ocidental.
08:48A tensão política entre a Líbia e o Ocidente
08:51clamou as vidas dos 81 inocentes?
08:56Sim.
08:58A sua identidade está segura comigo.
09:01André está convencido de estar à beira de um grande furo internacional.
09:04Era o tipo de história que, como repórter,
09:08você encontra uma vez na vida,
09:12na carreira.
09:15Vamos nos encontrar.
09:17Mas se passarão mais de 30 anos
09:19para desvendar o que realmente houve
09:21naquela noite no céu sobre a Itália.
09:30Dois dias depois da tragédia da Itália,
09:32Andréa Purgatori escreve uma história
09:34de primeira página
09:35que choca a Itália e o mundo.
09:39Saiu.
09:42Fui o primeiro a dizer
09:44que o DC-9 pode ter sido atingido por um míssil.
09:49Andréa investiga
09:51e elabora uma teoria surpreendente.
09:54Caças ocidentais,
09:56provavelmente franceses,
09:58combatiam aviões líbios.
10:02E os aviões líbios
10:04deviam estar escondidos
10:06atrás do DC-9.
10:10E o DC-9
10:12estava no lugar errado
10:14na hora errada
10:15e foi atingido
10:17por um dos mísseis.
10:23O governo italiano
10:25desmente os relatos iniciais da mídia
10:27de que um míssil derrubou o voo 870
10:29e lançam uma investigação oficial.
10:34A Força Aérea Italiana
10:36decidiu dar uma coletiva
10:39em que disseram
10:40que a minha teoria
10:42era ridícula.
10:4738 corpos foram recuperados
10:50do local da queda.
10:51Mas a maior parte
10:52dos destroços do voo 870
10:54foi para o fundo do Mediterrâneo.
10:58Os investigadores
11:00não tinham muito
11:01com o que trabalhar.
11:05É só o que temos?
11:08Os primeiros investigadores
11:10do acidente
11:10não tinham muita coisa.
11:12Não existiam muitos destroços.
11:15Eles esperam
11:16que os controladores
11:16de tráfego aéreo
11:17de plantão na hora
11:18tenham mais informações.
11:20Houve um problema
11:21com os sinalizadores
11:22naquela noite.
11:23de outro modo
11:24tudo parecia bem.
11:28Mas os controladores
11:29não têm ideia
11:30do que deu errado.
11:32Palermo está entrando bem.
11:35Ótimo.
11:35Retorne para a descida.
11:37Eles não ouviram
11:38sinais de problemas
11:39da tripulação.
11:40Obrigado por tudo.
11:41Retornaremos para a descida.
11:42870.
11:43Se é uma emergência lenta
11:45em que as coisas
11:46dão errado
11:46pouco a pouco
11:47até a aeronave
11:48ficar incontrolável
11:49os pilotos
11:51vão contar a alguém.
11:53Não contaram.
11:54Não houve tempo.
11:56Fosse o que fosse
11:57foi repentino.
12:01Uma colisão em pleno ar
12:02poderia explicar o acidente.
12:07Os controladores
12:08não podem dizer ao certo
12:09se havia outras aeronaves
12:11nas proximidades.
12:12O radar deles
12:13é sintonizado
12:14para detectar
12:14aviões comerciais
12:15e não captaram
12:16aviões menores.
12:17Foi só isso que eu vi.
12:24Os investigadores
12:25precisam de uma boa pista.
12:27Eles não têm provas
12:28de que um míssil
12:29derrubou o avião.
12:30Mas também não há provas
12:31de qualquer outra causa.
12:34precisamos analisar
12:35todas as explicações possíveis.
12:37O investigador, é claro.
12:40Se, por exemplo,
12:41a imprensa está especulando
12:42sobre a aeronave
12:44ter sido derrubada,
12:46verá isso
12:47como as outras pessoas veem.
12:49Mas manterá
12:50a mente aberta.
12:53Eles estudam
12:54outros incidentes
12:55envolvendo o mesmo tipo
12:56de avião.
12:57Eles estavam procurando
12:59evidências históricas
13:01que poderiam
13:02dizer o que houve.
13:05Eles descobrem
13:06que na última década
13:07quatro outros DC-9s
13:09sofreram falhas estruturais.
13:11Se o avião da Itália
13:13se desfez
13:13por fadiga de metal
13:14ou falha de projeto,
13:16milhares de vidas
13:17podem estar em risco.
13:21Mas a pesquisa
13:23não lança
13:23nenhuma nova luz
13:24sobre a queda.
13:27este pousou em segurança.
13:29Em cada emergência anterior,
13:30os pilotos tiveram
13:31um alerta
13:32a tempo de tomar
13:32uma atitude.
13:33Este também.
13:34E pousaram
13:35seus aviões
13:36em segurança.
13:38Não temos nada aqui.
13:42com a maior parte
13:43dos destroços
13:44no fundo do mar,
13:45os investigadores
13:46têm apenas
13:46destroços flutuantes
13:48com o que trabalhar.
13:51Os assentos
13:52das poltronas,
13:53eles flutuam.
13:54Equipamento
13:55das galleys,
13:56das cozinhas,
13:57a porta dos aviões,
13:58eles flutuam.
13:59Componentes plásticos
14:00dos compartimentos
14:01de bagagem
14:02no interior,
14:04todas essas coisas
14:05flutuam.
14:06e foi o que encontraram.
14:09Eles mapeiam
14:10cuidadosamente
14:11o local
14:11de cada pedaço
14:12recuperado.
14:15Se o DC-9
14:16atingiu a água
14:17quando estava inteiro,
14:18deveria ter
14:18desintegrado
14:19no impacto,
14:20deixando os destroços
14:21numa área
14:21pequena e concentrada.
14:25Mas,
14:25se se desmanchou
14:26em voo,
14:27a inércia
14:27teria espalhado
14:28detritos
14:29por uma grande área.
14:31Pedaços do avião
14:32foram encontrados
14:33espalhados
14:34em mais de 200
14:34quilômetros quadrados
14:35de oceano.
14:37É uma descoberta
14:38reveladora.
14:44Espalhados demais
14:45para ter sido
14:46no impacto.
14:48A tripulação
14:49foi pega
14:50de surpresa.
14:51O controle
14:51de tráfico aéreo
14:52também.
14:53De repente,
14:55o avião
14:56estava em pedaços.
15:01Investigadores
15:01examinam
15:02os destroços
15:03em busca
15:03de evidências
15:04de que outro avião
15:05colidiu
15:05com o voo
15:06870.
15:08Eles não encontram
15:09nada.
15:11A especulação
15:12sobre um míssil
15:13apenas cresce.
15:16Certo,
15:17as notícias
15:18eram diversas.
15:19Houve muitos relatos,
15:20os jornais,
15:20a televisão,
15:21a mídia
15:21falou muito nisso.
15:22bem para lá.
15:26Investigadores esperam
15:28que análises
15:28detalhadas de radar
15:29possam dar
15:30algumas respostas.
15:31Eles querem saber
15:32se havia mais
15:33alguma coisa
15:34nos céus
15:34que pode ter
15:35derrubado o avião.
15:37Eles procuram
15:38John McDoor,
15:39do US National
15:40Transportation
15:40Safety Board.
15:41Vamos ver
15:42o que dá para ver.
15:44John é perfeito
15:45para o trabalho.
15:46Ele é um ex-piloto
15:47da marinha
15:47e especialista
15:48em radares.
15:50Os Estados Unidos
15:52têm a obrigação
15:53de ajudar
15:54outros países
15:55com suas investigações
15:56de acidentes aéreos
15:58em seu país
15:59se foi uma aeronave
16:00fabricada
16:01nos Estados Unidos.
16:02Nesse caso
16:03foi um Douglas DC-9.
16:06Ele estuda
16:07uma versão
16:07incrementada
16:08do registro
16:09do radar
16:09do voo 870,
16:11um que mostra
16:11mais detalhes
16:12do que o controlador
16:13de tráfego aéreo
16:14podia ver.
16:15Recebi
16:15uma versão impressa
16:17que incluía
16:18o caminho
16:18que esse DC-9
16:20seguiu.
16:21Parece que
16:22foi aqui
16:23que se partiu.
16:23Isto são os pedaços.
16:28Um radar
16:29funciona
16:29refletindo
16:30ondas de rádio
16:31em objetos.
16:32Quando um avião
16:33se parte,
16:34cada peça
16:34cria o seu próprio
16:35sinal
16:35ou retorno.
16:40Controladores
16:40de tráfego aéreo
16:41sintonizam
16:42o seu radar
16:42para detectar
16:43aviões comerciais,
16:44mas o radar
16:45pode ser ajustado
16:46para mostrar
16:46outros objetos.
16:47Quero dar
16:48uma olhada
16:48de perto nisso.
16:50Você acaba
16:51obtendo
16:52mais de um retorno
16:54de radar.
16:55Há muita coisa
16:56para ver.
16:58John não vê
16:59senão algum
16:59de colisão
17:00em pleno ar.
17:01O que temos aqui?
17:04Contudo,
17:05ele nota
17:05algo em comum.
17:06Houve três
17:07bips de radar
17:08não identificados
17:09a oeste
17:10do voo 870.
17:12John chega
17:13a uma conclusão
17:13surpreendente.
17:14a essa altitude
17:15e velocidade.
17:18Acho que foi
17:19um jato
17:19de alta velocidade.
17:21Ele viu
17:22traços
17:22de outro avião
17:23que não
17:24eram
17:24aviões sigilos.
17:26Não era
17:26um avião
17:26de caça.
17:28Vindo do oeste
17:30naquela hora
17:31do dia,
17:33eles nunca
17:34o veriam chegar.
17:35Esse objeto
17:36não identificado
17:37saiu do sol,
17:38o que é uma técnica
17:38padrão de piloto
17:39de caça.
17:40Cegos pelo sol,
17:41os pilotos
17:42do DC-9
17:43teriam pouca chance
17:44de ver um jato
17:44chegando.
17:48Eu disse a eles
17:49que era possível
17:50que algo
17:51tivesse sido
17:51disparado
17:52de outra aeronave.
17:56Ficou claro
17:58que era um caça
17:59disparando um míssil.
18:03A análise
18:04de John
18:04faz com que
18:05seja ainda mais
18:05provável
18:06que um caça
18:06estivesse voando
18:07perto do DC-9.
18:10Três semanas
18:11após a queda,
18:12novas evidências
18:13vêm à luz.
18:14Os destroços
18:15de um caça líbio
18:16são encontrados
18:17nas montanhas
18:18do sul da Itália.
18:19A descoberta
18:20levanta mais suspeitas
18:22e alimenta
18:22a teoria
18:23dos mísseis.
18:27Na minha opinião,
18:29havia caças
18:29franceses
18:30decolando
18:31da base
18:31de Solenzara
18:32na ilha
18:33de Córsica,
18:34interceptando
18:35aviões líbios.
18:37E o que houve
18:38foi um ato
18:39de guerra.
18:42Para o repórter
18:43Andréa Purgatori,
18:44o caça
18:45caído
18:45confirma
18:46a crença
18:46de que o voo
18:47870
18:48foi uma fatalidade
18:49não intencional
18:50de uma escaramuça
18:51entre jatos
18:51da OTAN
18:52e da Líbia.
18:53Os franceses
18:55estavam disparando
18:56nos líbios
18:57ou os líbios
18:58estavam disparando
18:59nos franceses.
19:02É difícil dizer,
19:04mas os caças
19:05franceses
19:05perseguiram
19:06o caça líbio
19:07até ele bater
19:08nas montanhas
19:09da Calábria,
19:10no sul da Itália.
19:15A aeronave
19:16desapareceu,
19:17houve uma explosão,
19:19foi um míssil?
19:20Eu achei que sim,
19:22que era
19:23uma grande possibilidade.
19:26Até agora,
19:27a evidência
19:28de um ataque
19:28de míssil
19:29é circunstancial.
19:32E então
19:33os investigadores
19:34dão sorte.
19:35Eles encontram
19:36uma pista intrigante,
19:38um pedaço
19:39de estilhaço
19:39no corpo
19:40de um passageiro.
19:42Se puderem
19:43identificar
19:43a sua origem,
19:44isso pode dizer
19:45a eles
19:46o que causou
19:47a explosão.
19:48Há algo
19:49que quero que veja.
19:53Investigadores
19:54italianos
19:54viajam
19:55a Washington
19:55com o pedaço
19:56de metal.
19:57Bem-vindo
19:58a Washington.
19:59Obrigado.
19:59É isso?
20:00Sim.
20:02Eles pedem
20:02a John McAdoo
20:03do NTSB
20:04que ajude
20:05a identificá-lo.
20:06Vamos dar uma olhada.
20:07era do tamanho
20:09de uma caneta,
20:10meio curvo,
20:12chato de um lado.
20:16De onde você veio?
20:19Foi encontrado
20:21na perna
20:22de um dos passageiros.
20:24Na NTSB
20:26tínhamos
20:26o projeto estrutural
20:28do DC-9.
20:32E, baseado
20:33no que eu sabia
20:34sobre mísseis,
20:36comecei a olhar
20:37o meio
20:38da aeronave.
20:41O tipo de metal
20:42parece ser
20:43de fora da cabine.
20:47Precisaremos
20:47olhar os poços
20:48das rodas.
20:52Olhamos os poços
20:53das rodas
20:54e casamos
20:55a peça
20:56com a borda curva,
20:57a borda singular
20:58desse painel.
21:01Próximo,
21:01sob a roda direita.
21:03Bem,
21:03não a roda esquerda.
21:04Não casava
21:05com a roda esquerda.
21:13Bingo!
21:15Se o jato
21:16disparou
21:17o míssil daqui,
21:19explodiria
21:19assim que se aproximasse
21:20por aqui.
21:21Isso levaria
21:22o estilhaço,
21:23incluindo o nosso
21:23pedaço do poço
21:24da roda,
21:25para a cabine.
21:31para mim,
21:32foi uma informação
21:32conclusiva.
21:37A minha reação
21:38após as conclusões
21:40de John
21:40foi que eu estava certo.
21:45Investigadores enviam
21:46pedaços de destroços
21:48para o laboratório
21:49para testar
21:49a presença
21:50de explosivos.
21:51A análise
21:51confirma
21:52uma explosão.
21:53Os detritos
21:54estão revestidos
21:55de traços
21:56de TNT.
21:57Mas o resultado
21:58não prova
21:59que um míssil
21:59derrubou o avião.
22:01É igualmente possível
22:02que os explosivos
22:03tenham vindo
22:03de uma bomba.
22:07TNT
22:08não é usado
22:08só para militares.
22:09Eu não diria
22:10que é a coisa
22:10mais fácil
22:11para se obter,
22:11mas se estiver
22:12determinada,
22:13a pessoa pode conseguir.
22:17Cinco semanas
22:18depois do desastre
22:19do Itávia,
22:19os italianos
22:20são atingidos
22:21por mais uma tragédia.
22:22O atentado
22:24à estação
22:24ferroviária
22:24de Bolonha
22:25mata 85 pessoas.
22:28Terroristas
22:28neofascistas
22:29são culpados
22:30pelo ataque,
22:31alimentando o medo
22:32de que o mesmo grupo
22:32poderia ter posto
22:33uma bomba
22:34a bordo
22:34do voo 870.
22:37As novas evidências
22:39deixam os investigadores
22:40com um dilema.
22:41Eles têm evidências
22:42circunstanciais
22:43para a teoria
22:44da bomba
22:44e dos mísseis.
22:45Mas não há
22:46provas tangíveis
22:47para determinar
22:48qual causou
22:49a explosão.
22:51Teremos de dizer
22:52que não sabemos.
22:55A comissão
22:56do Ministério
22:57dos Transportes
22:58trabalhou por dois anos
23:00e acabou dizendo
23:02que o acidente
23:03foi causado
23:04por uma explosão.
23:06Mas não foram
23:08capazes de dizer
23:09se a explosão
23:10foi fora
23:11ou dentro do avião,
23:12uma bomba
23:13ou um míssil.
23:15Sob grande pressão
23:17do público
23:17para dar uma resposta,
23:18o governo italiano
23:19emitiu um relatório
23:20que diz apenas
23:21que uma explosão
23:22de origem desconhecida
23:23causou a queda.
23:27Isso não é satisfatório,
23:28é desesperador.
23:30Você não pode dizer isso
23:32para nenhum de nós,
23:33como eu,
23:34que se importam
23:35com coisas assim
23:36ou as famílias.
23:38Não é correto.
23:41Daria Bonfietti
23:43continua a exigir
23:44respostas
23:44sobre o que houve
23:45com o irmão dela
23:46e não estar sozinha
23:47em sua luta.
23:49Sob a nossa orientação,
23:51um grupo de intelectuais
23:52escreveu uma carta
23:53ao presidente da Itália
23:54perguntando
23:55por que não soubemos
23:56a verdade
23:57sobre esse acidente
23:58e pedindo
23:59que os obstáculos
24:00fossem removidos
24:01para que a verdade
24:02pudesse ser dita.
24:06A pressão vale a pena.
24:08Cinco anos depois
24:09da primeira investigação
24:10inconclusiva,
24:11o governo italiano
24:12concorda em lançar
24:13um novo inquérito.
24:16Em maio de 1987,
24:18uma operação de resgate
24:19multimilionária
24:20recupera o gravador
24:21de voz da cabine.
24:23Pode ser
24:24o que os investigadores
24:25precisam
24:26para descobrir
24:27o que realmente
24:27derrubou o voo
24:28870 da Itália.
24:32O gravador de voz
24:34da cabine
24:34permite aos investigadores
24:35ouvir o que os pilotos
24:37disseram
24:37nos últimos momentos
24:38do voo.
24:40Itália 870,
24:42retorne para a descida.
24:43Obrigado por tudo.
24:45Retornaremos
24:45para a descida
24:46870.
24:47O capitão
24:47começa a dizer
24:48guarda,
24:49italiano para
24:50olhe.
24:51Guarda.
24:52E então
24:53a gravação
24:54é abruptamente cortada.
24:57Investigadores
24:57imaginam
24:58se ele viu
24:59o míssil
24:59vindo na direção
25:00do avião.
25:07É o que se esperaria
25:09que alguém dissesse
25:10se visse algo estranho
25:12vindo na sua direção.
25:15A conjectura
25:16é que ele começou
25:17a dizer
25:17olhe,
25:18mas poderia ser
25:19olhe o horizonte
25:21artificial.
25:23Pode ter sido isso.
25:25O resgate
25:26recuperou
25:26centenas de pedaços
25:27de destroços
25:28do leito do mar.
25:30Eles agora
25:30estão sendo
25:31remontados
25:32num hangar
25:32perto de Roma.
25:34Mais de 50%
25:36da aeronave
25:36continuam voltando,
25:38mas o contorno
25:39do avião
25:39começa a se formar.
25:41É um quebra-cabeça.
25:43Se você tinha
25:44uma teoria
25:44de como o avião
25:45se desfez,
25:46quanto mais puder
25:47construir essa imagem,
25:48mais clara
25:49ela se torna.
25:51Um pedaço
25:52essencial
25:53dos destroços
25:53dá fundamento
25:54à teoria
25:55de que um míssil
25:56atingiu o avião.
25:57Ele tem
25:58dois pequenos
25:59buracos
25:59com bordas
26:00voltadas
26:00para dentro
26:01e não para fora.
26:04Investigadores
26:04também descobriram
26:05destroços
26:06num assento
26:06da cabine.
26:09É de uma
26:09cozinha
26:10na dianteira
26:10do avião.
26:18Se um míssil
26:19explodiu
26:20perto da dianteira
26:21do avião,
26:21pode ter enviado
26:22o pedaço
26:23para a traseira.
26:26mas faltam
26:27destroços
26:28demais
26:28para uma
26:29conclusão
26:29definitiva.
26:32Não é muita
26:33coisa para continuar.
26:35Temos alguns
26:36destroços,
26:37algumas evidências
26:38de radar,
26:38mas não são
26:39evidências primárias.
26:40As verdadeiras
26:41evidências
26:42estão
26:43nos pedaços
26:43do avião.
26:48os investigadores
26:50italianos
26:50são pressionados
26:51para anunciar
26:52a causa
26:52da explosão
26:53do avião.
26:55As pessoas
26:56começaram a dizer
26:57contem-nos
26:58exatamente
26:59o que houve
27:00com esse avião.
27:02Tudo se encaixa
27:03com a teoria
27:03do míssil.
27:05Eles decidem
27:06se arriscar.
27:08em 1989,
27:10eles emitem
27:10um relatório
27:11de acidente
27:11que conclui
27:12que a explosão
27:13provavelmente
27:13foi causada
27:14por um míssil
27:15disparado
27:15por uma aeronave
27:16não identificada.
27:23Como primeira
27:24pessoa a levantar
27:25essa teoria,
27:26o repórter
27:27Andréa Purgatori
27:28sente-se vingado.
27:30Eu estava certo.
27:32Estava certo
27:33em investigar
27:35o caso,
27:35em pegar
27:37a possível
27:38verdade
27:39pedaço
27:40por pedaço
27:41e unir-a.
27:44Por causa disso,
27:46e somente
27:47a partir desse momento,
27:48os parentes
27:49das vítimas
27:49começaram a dizer
27:50que o DC-9
27:52foi atingido
27:52por um míssil.
27:57Mas apenas
27:58um ano depois,
27:59a investigação
28:00toda desmorona
28:01quando acontece
28:02o impensável.
28:03Citando falta
28:04de evidências,
28:05dois investigadores
28:06italianos
28:07reformulam
28:08a sua opinião
28:08de que um míssil
28:09derrubou o avião.
28:12Voltamos ao início.
28:13É raro
28:14ter
28:15tão pouca
28:17certeza
28:19sobre um acidente.
28:21A esse respeito,
28:22esse é um acidente
28:23extraordinário.
28:28o governo italiano
28:29ordena uma terceira
28:31investigação
28:31para responder
28:32a pergunta
28:32de uma vez por todas.
28:34Foi um míssil
28:35que derrubou
28:36o voo 870
28:37ou foi uma bomba?
28:40Eles reúnem
28:41um grupo internacional
28:42de especialistas
28:45que inclui
28:46o investigador
28:47veterano
28:48de acidentes
28:48aéreos
28:48britânico
28:49Frank Taylor.
28:50Vamos montar
28:51isso ali.
28:53A meta
28:54que nos deram
28:55era a verdade,
28:56descobrir o que houve
28:57e fazer um relatório.
28:59E isso era justo,
29:00era esplêndido.
29:01É o que se faz
29:01numa investigação.
29:03Você olha
29:04para as evidências
29:05e tenta descobrir
29:06o seu significado.
29:09Frank é qualificado
29:10para identificar
29:11evidências
29:12de uma bomba.
29:13Ele já investigou
29:14mais de 20
29:15desastres aéreos,
29:16incluindo a explosão
29:17do voo Panan-103
29:19sobre Lockerbie,
29:20na Escócia.
29:22Em 1988,
29:23terroristas líbios
29:24plantaram uma bomba
29:25no compartimento
29:26de carga
29:26do voo 103.
29:28Quando explodiu,
29:29destruiu o avião,
29:30matando 270 pessoas.
29:38O engenheiro
29:39Joran Lillia,
29:40da Suécia,
29:41também está
29:41na equipe de Frank.
29:43Ele me disse
29:44que era um acidente
29:45aéreo controverso
29:47que aconteceu
29:48no passado
29:49e que havia suspeitas
29:50de envolvimento militar
29:51e acobertamento.
29:57Frank imediatamente
29:59fica preocupado
30:00com a pouca quantidade
30:00de destroços
30:01recuperada
30:02do voo 870.
30:04Só tem isso
30:05de destroços?
30:06ficamos surpresos
30:07por alguém
30:07ter chegado
30:08a uma conclusão
30:09com as evidências
30:10disponíveis,
30:11fora ter sido
30:12algum tipo de explosão
30:13em algum lugar.
30:17A primeira coisa
30:18é encontrar
30:19o resto do avião.
30:24A primeira tarefa
30:25de Frank
30:25é convencer
30:26o governo
30:27a custear
30:27uma nova busca.
30:29Pode passar
30:30para ele, por favor?
30:31Custará milhões
30:32e não há garantia
30:33de que solucionará
30:34o caso.
30:35Não,
30:36nós precisamos
30:37de mais partes
30:37do avião.
30:39Uma conclusão
30:40do que herdamos
30:41foi a necessidade
30:42de recuperar
30:42mais destroços
30:43e fomos bem claros
30:44sobre isso.
30:46Não há como
30:47concluir nada
30:48sem mais destroços.
30:51É.
30:52Sim.
30:53Muito obrigado.
30:54Tchau.
30:56Se existe alguém
30:57que pode encontrar
30:58os destroços
30:59é Frank.
31:00Durante a investigação
31:02em Lockerbie,
31:02ele ajudou
31:03a criar um programa
31:04de software
31:04para localizar
31:05destroços espalhados.
31:07Você tem dois efeitos.
31:09A distância
31:09que um pedaço
31:10viajará
31:11na direção
31:11que a aeronave
31:12seguia
31:13e a distância
31:14que será carregada
31:15por qualquer vento
31:16que esteja soprando.
31:18O computador
31:19faz isso facilmente.
31:23Frank convence
31:24o governo italiano
31:24de que o programa dele
31:25pode encontrar
31:26mais destroços.
31:28Tudo bem.
31:30Altitude
31:31cerca de 7 mil metros.
31:33Eles aprovam
31:34o pedido dele
31:35para uma nova
31:35operação de resgate.
31:37Vento oeste
31:38de um 100 knots.
31:41Mas há muita pressão
31:43por resultados.
31:48É aqui
31:49que devemos procurar.
31:52A estratégia
31:53funciona.
31:54Eles logo
31:55recuperam
31:5540% do avião.
31:58Nós encontramos.
32:00Estava
32:01a alguns metros
32:02de onde
32:03havíamos previsto.
32:05A disposição
32:06dos destroços
32:07do leito do mar
32:08revela a Frank
32:09quais pedaços
32:10saíram do avião
32:10primeiro.
32:11Os investigadores
32:12agora têm
32:13uma teoria
32:14sobre como
32:14o avião caiu.
32:15Está vendo
32:16os primeiros pedaços?
32:17A explosão
32:18foi atrás
32:19do avião
32:19e não na frente.
32:22aí caiu
32:23de nariz.
32:24Desse jeito.
32:30A reconstrução
32:32parece casar
32:32com a teoria dele.
32:34Os destroços
32:34na frente
32:35estão em pedaços
32:36menores do que
32:37o resto do avião.
32:37se uma aeronave
32:40cai num ângulo
32:42bem agudo,
32:43se bate
32:44na superfície
32:45da água,
32:47isso é quase
32:48tão desastroso
32:50para a estrutura
32:51quanto se
32:52batesse
32:53em uma montanha
32:54de granito.
33:01A teoria
33:02também explica
33:03como destroços
33:03da dianteira
33:04do avião
33:04podem ter ido
33:05parar atrás
33:06ou encrustados
33:07no corpo
33:08de um passageiro.
33:09E por que
33:10a porta de carga
33:11tinha buracos
33:12voltados para dentro?
33:16Quando laterais
33:17da fuselagem
33:18amassassem,
33:19janelas se quebrariam.
33:21Os rebites
33:22do lado de fora
33:22viriam para dentro
33:24em todas as direções.
33:27e isso
33:28explicou
33:29por que
33:29todos esses
33:30fragmentos
33:30penetraram
33:31assentos
33:32e corpos
33:32encontrados
33:33inicialmente.
33:37Mas nem
33:38todas as provas
33:39sustentam
33:39a teoria
33:39de Frank
33:40de que houve
33:40uma explosão
33:41na parte
33:41de trás
33:42do avião.
33:43Ele não tem
33:44explicação
33:44para um buraco
33:45óbvio
33:45perto da parte
33:46da frente
33:46da fuselagem.
33:48Não entendo.
33:51Precisamos
33:52de mais evidências.
33:55não se pode
33:56pegar uma informação
33:58de que faltam
34:00alguns pedaços
34:01na frente
34:01e dizer
34:02isso significa
34:04tal coisa.
34:05Não é tão óbvio.
34:08Investigadores
34:08voltam ao radar
34:09para mais uma olhada.
34:11Este é o voo
34:13870.
34:16Eles queriam ver
34:17por si mesmos
34:18se havia evidências
34:19de um caça
34:19na vizinhança
34:20do avião.
34:23agora
34:23elimine
34:24aqueles
34:24que consideramos
34:25ruídos.
34:27Eles descobrem
34:29que existem
34:29muitos retornos
34:30não identificados.
34:31Não só
34:32os três
34:32antes identificados
34:34como um caça.
34:36Imagens aleatórias
34:38aparecendo em radares
34:39não são incomuns.
34:41Existem muitos
34:43outros retornos
34:44inexplicados
34:44na área.
34:46Mas esses
34:47eram os únicos
34:48ligados uns aos outros
34:49fazendo as pessoas
34:51pensarem
34:51que eram outras
34:52aeronaves.
34:55Frank conclui
34:56que o que John
34:57pensava ser
34:57outra aeronave
34:58na verdade
34:59são destroços
35:00do voo
35:00870
35:01se desmanchando.
35:04Eu vou lhe dizer
35:05o que é.
35:06É o nosso avião.
35:07E isto
35:08é um pedaço
35:09dos destroços.
35:13A investigação
35:14chegou a um impasse.
35:16Evidências de radar
35:17de outro jato
35:18foram eliminadas.
35:19Mas ainda não há
35:20prova de bomba
35:21a bordo.
35:28Então Frank Taylor
35:29percebe uma coisa
35:30estranha
35:31perto da traseira
35:32do avião.
35:33Há uma série
35:34de pequenos
35:34destroços amassados
35:36misturados com áreas
35:37praticamente intocadas.
35:39Algo não está certo.
35:41Para Frank Taylor
35:42é um sinal
35:43de que os destroços
35:44foram posicionados
35:45no lugar errado.
35:48Parecia mesmo
35:49errado
35:49a progressão
35:50de danos intensos
35:52de pedaços
35:53bem pequenos
35:53a bem grandes
35:54e depois
35:55a volta
35:56a pedaços
35:57pequenos
35:58não fazia sentido.
36:00um pedaço
36:02dos destroços
36:02se destaca.
36:07Esses números
36:08eu já os vi
36:10em outro lugar.
36:13Encontrei
36:14um pedaço
36:14grande
36:15do revestimento
36:16com números
36:16escritos dentro
36:17perto das longarinas
36:19aquelas peças
36:20horizontais
36:21de enrijecimento
36:22na fuselagem.
36:25Eu nunca tinha visto
36:26aquela peça antes
36:27mas lembrei
36:29que vi
36:29em algum lugar
36:30antes
36:30uma peça
36:31com números
36:32escritos a lápis.
36:35Só não me lembrava
36:37onde.
36:37Eu sabia
36:38mais ou menos
36:39e continuei
36:40procurando.
36:49Achei!
36:50Pode pegar
36:51aquele pedaço
36:52por favor?
36:53Encontrei
36:54na parte dianteira
36:55da fuselagem
36:56e os números
36:57eram consecutivos
36:58do pedaço
36:58da frente
36:59da fuselagem
37:00ao pedaço
37:00de trás.
37:03Um pouco
37:04mais para baixo.
37:05Um pouco mais.
37:06Mais.
37:07E isso.
37:08É o seu lugar.
37:10Ótimo.
37:11Poderia prendê-los?
37:13E era a primeira parte.
37:15E aí ficamos
37:16confiantes
37:17de que ia dar certo.
37:20depois dos destroços
37:21serem checados
37:22e colocados
37:23na posição correta
37:24as evidências
37:25de que um míssil
37:26atingiu a parte
37:26da frente
37:27da aeronave
37:28desapareceram.
37:30Dava para ver
37:31claramente
37:32que não houve
37:33uma explosão
37:33de míssil
37:34do lado de fora
37:35nas áreas
37:36que as primeiras
37:37investigações
37:38bem no início
37:39preveram.
37:41Trouxemos
37:42a maior parte
37:43do revestimento
37:43da fuselagem
37:44então teria dado
37:46para ver
37:46um padrão
37:47de destroços
37:48de míssil
37:48mas não havia
37:50sinal disso.
37:52A fuselagem
37:52remontada
37:53revela um novo buraco
37:54na traseira do avião
37:55e parece que foi
37:57causado por uma bomba.
37:59Vamos ver
38:00o que temos.
38:03Sabemos
38:03o que é isto?
38:05Investigadores
38:05estudam mais destroços
38:07daquela parte
38:08do avião.
38:08O que temos aqui?
38:12Olha só
38:13para você.
38:13A pia de ar
38:15Sinox
38:15se envergou
38:16para cima
38:17por uma explosão
38:18exatamente
38:19o que os investigadores
38:20esperariam ver
38:21se uma bomba
38:21explodisse
38:22no lavatório
38:23da traseira.
38:24Quanto mais descobríamos
38:25mais tudo apontava
38:27para uma explosão
38:27na área
38:28do lavatório
38:28traseiro.
38:30Frank e sua equipe
38:31finalmente
38:31tem evidências
38:32suficientes
38:33para revelar
38:34o que derrubou
38:35o voo 870
38:36da Itávia.
38:42acho que foi
38:43uma bomba.
38:44Não houve
38:45nenhum momento
38:46Eureka.
38:47Foi um processo
38:48gradual
38:48de encontrar
38:49mais evidências
38:50e nenhuma
38:51delas
38:51contraditória.
38:54Só há mais
38:54um teste
38:55a fazer
38:55para ter certeza.
38:58Vamos explodir
38:59e ver o que acontece.
39:05Tudo bem?
39:06Vamos lá.
39:07Investigadores
39:08colocam
39:08explosivos
39:09no lavatório
39:09de um DC-9
39:10para testar
39:11a sua teoria
39:11de que uma bomba
39:12derrubou
39:13o voo 870.
39:143, 2, 1.
39:19Se os pedaços
39:20destroçados
39:21combinarem
39:22com os destroços
39:23do 870
39:25fornecerão
39:26evidências
39:26fortes
39:27de que eles
39:27estão certos.
39:31A explosão
39:32gera danos
39:33típicos.
39:34São quase
39:35idênticos
39:35ao que se viu
39:36nos destroços
39:37do lavatório
39:37do voo 870.
39:40Pode medir
39:41aqui?
39:42Isso.
39:43Tivemos certeza
39:44absoluta,
39:45sem dúvida
39:46alguma.
39:46A evidência
39:47não revela
39:48quem plantou
39:49a bomba,
39:49mas os investigadores
39:51têm uma boa ideia
39:52de onde ela foi plantada.
40:00A bomba
40:01provavelmente
40:01era pequena
40:02o bastante
40:02para caber
40:03dentro do suporte
40:04de papel
40:04ou atrás
40:05da pia.
40:06Dá para
40:06por uma coisa
40:07ali,
40:07dá para
40:08acessar ali
40:08atrás
40:09e chegar
40:09mais perto
40:10do revestimento
40:10da fuselagem.
40:11Com base
40:12em evidências físicas,
40:13o último retorno
40:14do radar
40:15e a localização
40:16dos destroços,
40:17os investigadores
40:17agora têm
40:18uma imagem
40:18clara
40:19dos últimos
40:19momentos
40:20do voo
40:20870.
40:24Itávia
40:24870
40:25retorne
40:26para a
40:26descida.
40:27Obrigado
40:27por tudo,
40:28retornaremos
40:29para a
40:29descida
40:29870.
40:34Foi uma
40:35explosão
40:35perto
40:36do
40:36pilone
40:37do
40:37motor
40:37direito
40:40que
40:41fez
40:42o
40:42motor
40:42direito
40:42se
40:43soltar.
40:46Em
40:46menos de
40:4710
40:47segundos,
40:48o avião
40:48se despedaça
40:51e cai
40:51no mar.
40:55Em
40:551994,
40:57após
40:57quatro
40:57anos de
40:58trabalho,
40:59a equipe
40:59de Frank
40:59Taylor
41:00apresenta
41:00o seu
41:01relatório.
41:02Pela
41:03primeira vez
41:03desde o
41:03desastre,
41:04investigadores
41:05afirmam que
41:05tem provas
41:06irrefutáveis
41:07de que uma
41:07bomba
41:08explodiu
41:08a bordo
41:08do voo
41:09870.
41:11A equipe
41:12de Frank
41:13Taylor
41:13não chegou
41:15a nenhuma
41:16conclusão,
41:16exceto
41:20aquelas baseadas
41:21em evidências
41:22físicas.
41:23Não havia
41:24nenhuma teoria.
41:26O relatório
41:28de Taylor
41:28é a última
41:29palavra
41:29na investigação
41:30técnica
41:30da tragédia
41:31da Itália.
41:32Mas na Itália,
41:34as descobertas
41:34dele são
41:35ofuscadas
41:35por um inquérito
41:36judicial
41:37que tem
41:37se consumido
41:38com a teoria
41:39do míssil
41:39desde o início.
41:42Na Itália,
41:43o sistema
41:43judiciário
41:44parece que é
41:45capaz de
41:45passar por
41:46cima de
41:46qualquer coisa
41:47que esteja
41:47acontecendo.
41:49nos disseram
41:50que o nosso
41:51relatório
41:51foi inútil.
41:54O sistema
41:55judiciário
41:56da Itália
41:57considerou
41:57as descobertas
41:59de Frank
41:59Taylor
42:00inconvenientes.
42:04Não acho
42:05que mandaram
42:06que não fossem
42:06publicadas,
42:07só tomaram
42:08a decisão
42:08de não
42:09publicá-las.
42:10A maioria
42:11dos italianos
42:12acredita
42:13na teoria
42:13do míssil,
42:14apesar das
42:15evidências
42:15científicas
42:16do contrário.
42:18A opinião
42:18pública
42:19ficou
42:19muito mais
42:20intrigada
42:21pela possibilidade
42:22de um
42:22acobertamento
42:23militar
42:24ou político.
42:27Em 2013,
42:29numa audiência
42:29para designar
42:30responsabilidade
42:31financeira
42:31pelo acidente,
42:32a Suprema Corte
42:33italiana
42:34decide que
42:34um míssil
42:35de origem
42:35desconhecida
42:36derrubou
42:37o voo
42:37870
42:38e ordena
42:39que o governo
42:40pague
42:40100 bilhões
42:41de euros
42:41às famílias
42:42das vítimas.
42:45A decisão
42:46é um alívio
42:47para elas,
42:48mas deixa
42:48alguns pensando
42:49se evidências
42:50importantes
42:51foram ignoradas.
42:53Desculpe,
42:53mas a Itália
42:54é um lugar
42:55pavoroso
42:56para um acidente
42:56aéreo.
42:59Se você
43:00quer a verdade,
43:01é menos provável
43:03que encontre lá
43:03do que em qualquer
43:04outro lugar
43:04do mundo.
43:06Para o investigador
43:08de acidentes
43:08aéreos
43:09Frank Taylor,
43:10as evidências
43:10falam por si.
43:13descobrimos
43:13claramente
43:14que alguém
43:14havia plantado
43:15uma bomba,
43:17mas ninguém
43:18do lado jurídico
43:19aparentemente
43:20acreditou em nós
43:22e, portanto,
43:23até onde sabemos,
43:24não houve uma busca
43:25pelo responsável,
43:27pelo motivo,
43:28nem nada.
43:30Como engenheiro
43:31e investigador,
43:32não consigo imaginar
43:34por que alguém
43:35pensaria em considerar
43:36outra coisa,
43:37se não a verdade.
43:38a verdade.