Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 20 horas

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00Um avião de passageiros é destruído nas colinas da Califórnia.
00:05Não havia asas nem fuselagem.
00:08Não havia nenhuma seção da cauda. Não havia assentos.
00:11Aço temperado feito em pedaços.
00:16Foi o pior tipo de dano que eu já vi.
00:18Os desproços traçam um quadro sombrio dos momentos finais do voo 1771 da Pacific Southwest Airlines.
00:27O avião chegou a velocidades incrivelmente altas.
00:30Nos disseram que havia ultrapassado a barreira do sol.
00:33Passageiros vivenciam forças G paralisantes.
00:37Avaliamos as forças de impacto em torno de 5 mil Gs.
00:42Teria sido uma experiência horrível, segundo os finais da vida daquelas pessoas.
00:47Independente do que tenha derrubado o voo 1771, os investigadores estão certos de uma coisa.
00:53Não foi um acidente.
01:01Mayday, Mayday.
01:10Mayday, desastres aéreos.
01:13Esta é uma história real baseada em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:21Desaparecido do radar.
01:27Aeroporto Internacional de Los Angeles, um dos mais movimentados do mundo.
01:33Todos os anos, 40 milhões de passageiros chegam e partem por meio daquele aeroporto.
01:417 de dezembro de 1987.
01:44No Terminal 1, um grupo de passageiros e tripulantes com destino a São Francisco estão passando pela segurança.
01:59Um pouco mais tarde, eles embarcariam no voo 1771 da Pacific Southwest Airlines.
02:12A Pacific Southwest Airlines era o que chamaríamos de uma grande empresa aérea naquela época.
02:18Poderia me trazer um escort quando voltar?
02:20Eles operavam em cerca de 30 cidades, principalmente na parte oeste dos Estados Unidos.
02:25O voo de Los Angeles para São Francisco é uma das rotas mais populares da Pacific Southwest, também conhecida como
02:34PSA.
02:36Entre os 38 passageiros, há vários funcionários da empresa, incluindo o piloto-chefe.
02:43É comum que os funcionários de companhias aéreas se locomovam entre cidades para trabalhar.
02:49E assim como as pessoas pegariam um ônibus, funcionários de empresas aéreas pegam um avião.
02:54O comandante Greg Lindamood está com a PSA há 14 anos.
02:59Pai de três filhos, ele também é um veterano combatente condecorado.
03:05Freios. Freios, ok.
03:08Flaps para cima.
03:11Spoilers recolhidos.
03:12O copiloto James Dunn entrou para a companhia aérea apenas na primavera passada.
03:18E tem milhares de horas no cockpit.
03:22Maniz.
03:26Hoje, eles estão pilotando um jato de ponte aérea VAE-146 de construção britânica.
03:34Com motores turbofan silenciosos, ele é projetado para voos de curtas distâncias sobre áreas densamente povoadas.
04:03O voo para São Francisco levará pouco mais de uma hora.
04:271771 está em voo de cruzeiro a 22 mil pés, acima da área rural da Califórnia.
04:44A pouco mais da metade do voo, o comandante Lindamood se preocupa com uma leve turbulência.
04:51Controle, PSA 1771. Alguma informação sobre o percurso à frente? Temos uma certa turbulência contínua.
04:58E a saída?
04:59PSA, que é o controle de Rock Mountain. Não está nada mal.
05:05Nossa! Aquilo foi um tiro.
05:07A tripulação tem, então, um problema muito maior em suas mãos.
05:11Squawk 77, Squawk 77, tivemos um disparo de arma a bota.
05:16Querem ir para Monterrey? Poderiam fazer isso?
05:20Momentos depois, o voo 1771 entra em um mergulho.
05:26Testemunhas tiveram um vislumbre da aeronave enquanto ela despencava do céu.
05:31Ela vem em alta velocidade. Parecia um dardo mergulhando rumo ao solo.
05:37Diving to the ground.
05:46O voo 1771 colide com um morro isolado a 280 quilômetros a noroeste de Los Angeles.
05:55A polícia chega ao local do acidente e encontra um avião de 30 toneladas totalmente destruído.
06:09Não havia asas.
06:12Não havia fuselagem.
06:14Não havia nenhuma seção de cauda.
06:17Não havia assento algum do avião.
06:19Havia apenas papéis, papéis por toda parte.
06:21E o cheiro forte de combustível.
06:26Não demora muito para o xerife Steve Bowles chegar a uma conclusão sombria.
06:32A de que ninguém havia sobrevivido.
06:37Estamos fazendo uma busca frenética por todo este passo distante à procura de sobreviventes.
06:42E não conseguimos nem ao menos encontrar corpos de seres humanos.
06:47Muito menos seres humanos que tenham sobrevivido.
06:53A maioria dos acidentes de aviação acontecem durante a decolagem ou pouso.
06:59Um ângulo de impacto superficial às vezes pode deixar grandes seções do avião intactas,
07:04dando a passageiros e tripulantes uma chance de sobrevivência.
07:10As 43 pessoas a bordo do voo 1771 não tiveram chance alguma.
07:16Este é um dos piores desastres aéreos na história da Califórnia.
07:25Por aqui, rapazes.
07:26No dia seguinte ao acidente, investigadores do Conselho Nacional de Segurança nos transportes e do FBI estão no local.
07:33Você já viu alguma coisa assim?
07:39Este será um longo dia, rapazes.
07:55Se os relatos de tiros eram precisos, então logo percebi que teria havido um crime a bordo de uma aeronave
08:03e o FBI tinha jurisdição.
08:06Mas os relatos podem não ser precisos.
08:09Os pilotos e os controladores podem ter se enganado.
08:13Ainda que a especulação sobre a identidade do atirador seja generalizada,
08:17cabe ao NTSB determinar exatamente o que ocorreu no voo 1771.
08:27Uma das coisas que se deve evitar na investigação de acidentes são noções pré-concebidas.
08:32Por exemplo, a maioria de nós nunca liga o rádio, nunca assiste a televisão a caminho do local.
08:37Porque ainda que isso possa ser algo inconsciente, você pode se ver diante de várias informações.
08:43E ao chegar ao local, você inconscientemente pode começar a procurar coisas que fundamentem aquele pano de fundo.
08:49Portanto, tentamos chegar ao local do acidente com uma visão totalmente objetiva do que estava acontecendo.
08:54Enquanto os investigadores do NTSB tentam determinar a causa do acidente, o FBI tem suas próprias perguntas.
09:08Trata-se de estabelecer quem tinha motivo, estabelecer quem tinha acesso, estabelecer quem era a vítima potencial.
09:16Ali. Devem estar em algum lugar por ali.
09:19O FBI está à procura de evidências de um crime.
09:23O NTSB à procura de pistas sobre o acidente.
09:26Se eles conseguirem recuperar as caixas pretas, eles podem descobrir as duas coisas.
09:30Com a destruição total da aeronave, tinha-se uma quantidade limitada de informações possíveis de serem reunidas a partir dos
09:37destroços.
09:38Naquela altura, a coisa mais importante era encontrar o gravador de voz da cabine, evitar especulações e ver o que
09:44aquele gravador de fato dizia.
09:47Os gravadores contam a história do que acontece com a aeronave.
09:52Eles são muito importantes na reconstrução dos acontecimentos que derrubaram o avião.
09:57O impacto foi aqui, em seguida há cauda.
10:02Eles devem estar em algum lugar por aqui.
10:09Depois de horas de busca entre os destroços, seu esforço é finalmente recompensado.
10:15Eles recuperam as duas caixas pretas do avião.
10:21O primeiro gravador recuperado foi o gravador de voz da cabine, reconhecido por sua pintura laranja.
10:28E ainda que estivesse terrivelmente danificado, era possível reconhecê-lo como um gravador.
10:35A segunda caixa preta está ainda mais danificada.
10:40O gravador de dados do voo registra informações críticas sobre o desempenho da aeronave.
10:46O que estava?
10:47O que estava?
10:51Ele estava tão danificado que não se conseguia reconhecê-lo como um gravador de dados do voo.
10:57Os dois gravadores serão enviados para o laboratório do NTSB em Washington.
11:03Difícil saber ao certo se seus dados serão recuperados com êxito.
11:07Sem isso, os investigadores podem nunca vir a saber o que aconteceu no voo 1771.
11:16A primeira coisa que se faz ao chegar ao local do acidente é localizar o gravador de voz da cabine.
11:21Isso era de vital importância neste caso, pois não tínhamos parte alguma da aeronave com a qual trabalhar.
11:26Realmente não tínhamos nada com o que pudéssemos iniciar.
11:30No laboratório do NTSB em Washington,
11:34Dennis Grossi examina o gravador de voz da cabine do voo 1771,
11:39terrivelmente danificado.
11:42A caixa estava esmagada.
11:45Ela estava prensada, como se alguém a tivesse pego e pressionado assim.
11:50Ela é feita de aço temperado e avaliamos a força de impacto em cerca de 5.000 Gs,
11:56simplesmente com base na deformação do compartimento.
12:01O gravador, a aeronave e todos a bordo sofreram uma força de impacto 5.000 vezes a força da gravidade.
12:11Os melhores pilotos de caça do mundo conseguem lidar com uma força sustentada de 9 Gs.
12:20Em um acidente, o corpo humano consegue às vezes sobreviver a 100 Gs por uma fração de segundo.
12:27Uma força 50 vezes é difícil de compreender.
12:31Dennis Grossi sabe que o enorme impacto pode ter eliminado qualquer possibilidade
12:37de ouvir as últimas palavras no cockpit do voo 1771.
12:48Nenhuma investigação de acidente é rotina,
12:50mas entre o quebra-cabeça de peças do voo 1771,
12:54os investigadores estão procurando por algo bastante diferente,
12:57talvez uma arma.
12:59Encontrar a arma poderia ajudar o FBI a identificar
13:03quem poderia ter disparado tiros a bordo do voo 1771.
13:07Mas para o NTSB, apenas tiros não explicam o acidente.
13:11Um projétil não deveria conseguir derrubar um jato comercial moderno.
13:16Há muitos equívocos sobre a descompressão
13:19e sobre a possibilidade, por exemplo,
13:20de um único tiro conseguir derrubar um avião.
13:22E se for simplesmente um tiro através da fuselagem da aeronave,
13:26a resposta seria não.
13:27É preciso um buraco muito maior na fuselagem
13:34para haver uma descompressão explosiva.
13:37O tipo de buraco que levou a um dos mais mortais desastres aéreos
13:41de todos os tempos.
13:42Em 1974, uma porta com problemas no comportamento de carga
13:46se soltou do voo 981 da Turkish Airlines
13:50e a descompressão fez o assoalho da cabine se soltar,
13:53cortando os cabos de controle do voo.
13:55O acidente matou todas as 146 pessoas a bordo.
14:00A aeronave normalmente não cairia
14:03se houvesse apenas um buraco de bala
14:04sem nenhuma outra implicação.
14:06Isso não seria suficiente para causar uma descompressão explosiva,
14:09que é o que você praticamente precisaria ter
14:11para derrubar a aeronave.
14:14Se não foi um tiro que derrubou o avião,
14:18os investigadores precisam descobrir o que foi.
14:22No laboratório do NTSB em Washington,
14:25o trabalho para recuperar o gravador de voz da cabine do voo 1771
14:30teve um resultado surpreendente.
14:32Apesar de ter sofrido um enorme impacto,
14:36a fita continuava intacta.
14:41Muito bem, vamos ouvi-la.
14:43Os primeiros 28 minutos da gravação
14:45revelam um voo de rotina.
14:48A tripulação estava tentando descobrir
14:50quando a turbulência pela qual estavam passando iria terminar.
14:53Pode perguntar a ele como está?
14:55Controle PSA 1771.
14:58Alguma informação sobre o percurso à frente?
14:59Estamos com uma turbulência contínua.
15:01PSA aqui é o controle de Rocky Mountain.
15:04O percurso não está muito ruim.
15:06Ouvimos a tripulação conversar
15:08seguindo os procedimentos de rotina.
15:11Mas nos últimos dois minutos,
15:13as coisas mudam assustadoramente.
15:17Sem dúvida, soou como um tiro.
15:19E então, de repente, eles ouvem
15:21e nós ouvimos na gravação aquele disparo.
15:23A gravação confirma o que os pilotos tinham relatado.
15:28Dois tiros.
15:30Nossa, aquilo foi um tiro.
15:33Esquad 77, esquad 77,
15:35tivemos um disparo de arma a bora.
15:37Foi realmente um momento muito difícil,
15:42pois estávamos ouvindo duas pessoas conversando,
15:45o piloto e o copiloto,
15:47em um voo bastante rotineiro.
15:48E, de repente, aquilo se transformou
15:50em algo completamente diferente.
15:52Foi algo que não se esquece jamais.
15:57Investigadores ouvem a situação
15:58se tornando cada vez mais perturbadora.
16:05Ouve-se a porta da cabine ser aberta
16:07e uma voz feminina, presumivelmente,
16:09a da aeromoça, dizendo com muito medo.
16:13Temos um problema, comandante.
16:14E ouvimos uma voz masculina
16:16que presumíamos ser a do comandante,
16:18perguntando qual a natureza do problema.
16:20Qual o problema?
16:21Eu sou o problema.
16:26Os investigadores agora têm certeza
16:28de que o assassino era um homem
16:30e que ele matou a tripulação.
16:33É sempre chocante quando se ouve algo assim,
16:36quando se ouve um assassinato.
16:37Como investigadores de acidentes,
16:39não ouvimos isso sempre.
16:41Aquela foi uma gravação bastante incomum.
16:44Uma comissária e os dois pilotos são mortos.
16:49São cinco tiros até agora.
16:52Então, foi possível ouvir a porta da cabine
16:55se fechando novamente e um outro tiro,
16:58o sexto tiro.
17:00Antes do final da fita,
17:02eles ouvem um último e sinistro som.
17:08O avião está em um mergulho.
17:10Os motores estão com rotações acima do normal.
17:12Dentro de cerca de cinco segundos,
17:14ouvimos o que chamamos de windscreen noise,
17:16ou seja, era possível dizer que o avião estava acelerando.
17:21Aquele ruído aumentou em intensidade,
17:24e soubemos, é claro,
17:25que o avião estava em um mergulho naquele momento.
17:2865 segundos após o assassinato de sua tripulação,
17:32o voo 1771 cai sobre as montanhas da Califórnia.
17:37Aquilo ajudou a entender o que estávamos investigando,
17:40qual ande onda havia sido o crime que investigávamos.
17:43A gravação do CVR muda o papel do NTSB no caso.
17:51Entre em contato, se eu puder ajudar.
17:55Aquilo confirmava que não se tratava de um acidente,
17:57mas de um crime.
17:59E o FBI assumiria a investigação dali para a frente.
18:03O FBI, é bom lembrarmos, sabe como investigar um crime,
18:06mas não sabe necessariamente como investigar um acidente de avião.
18:09Portanto, prosseguimos com nossos procedimentos normais
18:12relativos à investigação
18:13e disponibilizamos tais informações para o FBI.
18:15O FBI está investigando um assassinato.
18:19Resolvê-lo é então apenas uma das suas prioridades.
18:23Qual é o problema?
18:24Eu sou o problema.
18:25A gravação do CVR traz à tona outra questão premente.
18:31De alguma forma, alguém conseguiu embarcar com uma arma naquele avião.
18:35Uma arma foi contrabandeada em um dos aeroportos mais movimentados do mundo,
18:40Los Angeles.
18:41Investigadores se perguntam como o atirador conseguiu burlar a segurança do aeroporto.
18:46Vamos descobrir como aquele cara embarcou no avião, está bem?
18:49Se o FBI não conseguir encontrar uma resposta rapidamente,
18:53outras vidas poderiam estar em risco.
18:59Dois dias depois da queda do voo 1771,
19:03os investigadores continuam vasculhando os destroços
19:06em busca de uma prova raramente encontrada em um local de acidente.
19:10A arma do crime.
19:14É uma peça hidráulica, provavelmente da engrenagem principal.
19:18A busca pela arma foi muito frustrante,
19:20porque sabíamos que a arma havia desempenhado um papel importante no que tinha acontecido.
19:24Precisávamos saber com certeza que a arma estava lá.
19:26Quero dizer, havia uma suposição, uma suposição muito boa de que havia uma arma.
19:29Não sabíamos se teríamos êxito,
19:32porque os destroços abrangiam uma área muito grande
19:35e o impacto havia reduzido o avião a pedaços muito pequenos.
19:39Enquanto a busca pela arma continua na Califórnia,
19:43investigadores do NTSB em Washington
19:45tentam determinar o que teria levado o voo 1771
19:49a entrar em um mergulho repentino depois da tripulação ser morta.
19:55Denis Gross acredita que a resposta possa estar
19:58nos restos estraçalhados do FDR, o gravador de dados do voo.
20:03O carretel interno que mantém a fita
20:06foi a única parte realmente recuperada.
20:09O restante não foi.
20:12E o pior, quase toda a fita que registra os dados foi perdida.
20:18Ficou estraçalhada quando o aparelho atingiu o solo.
20:21Esse foi o pior dano que eu já vi.
20:24Gross examina uma parte crítica do gravador,
20:27as cabeças que registram os dados na fita magnética.
20:32Ele descobre que um pequeno pedaço de fita sobreviveu.
20:37O carretel não sobreviveu
20:38e a fita propriamente dita tinha sido destruída,
20:41exceto por 15 a 20 centímetros dela,
20:44que correu em torno das cabeças de gravação e o cabrestante.
20:48Com um pedaço tão pequeno de fita,
20:51não se sabe se haverá alguma informação útil ali.
20:59Trabalhamos duro na tentativa de obter
21:01todos os dados possíveis daquele pequeno pedaço de fita.
21:06Investigadores na Califórnia
21:08finalmente encontram o que estavam procurando.
21:11O cano de uma arma.
21:15A arma foi encontrada por um dos agentes do FBI
21:18bem no meio do local onde a aeronave caiu.
21:22Tivemos uma sorte enorme ao encontrarmos a arma.
21:26Foi um incrível golpe de sorte.
21:27E não é uma arma qualquer,
21:29mas uma Magnum calibre 44.
21:32A Magnum 44 era considerada a arma mais poderosa
21:37que se poderia ter.
21:39Mas apenas o cano não é o suficiente.
21:42Eles precisam do restante da arma.
21:50Felizmente, eles o encontram.
21:53O tambor com seis cápsulas.
21:59Ela tem uma estrutura muito sólida.
22:01Portanto, o fato de ter soltado o cano
22:04dá uma ideia da força do impacto desse acidente.
22:10A arma estilhaçada leva a uma descoberta macabra.
22:15Quando vimos o que havia restado da arma,
22:17vimos que havia uma parte do dedo
22:19entre o gatilho e o protetor do gatilho.
22:21Aquilo foi levado ao laboratório do FBI
22:23em Quântico, Virgínia.
22:25Análises de laboratório
22:27podem ajudar a resolver o mistério
22:29que paira sobre toda a investigação.
22:32O FBI tem uma arma,
22:34uma cena de crime
22:35e 42 vítimas de homicídio.
22:37O que falta é a prova da identidade
22:40da 43ª pessoa a bordo,
22:42o assassino.
22:44Em nossa investigação aqui hoje,
22:47no local,
22:48localizamos uma arma
22:49e essa arma será examinada.
22:52Naturalmente, qualquer conexão
22:54entre ela e o crime
22:55será mais detalhadamente analisada.
23:01Precisávamos determinar um motivo
23:03para que alguém fizesse tal coisa.
23:05Alguém tinha de ter disparado os tiros
23:07e deveria haver uma razão para isso.
23:13é parte de um assento,
23:15parte da estrutura.
23:19A investigação no local do acidente
23:21estava totalmente a cargo da NTSB,
23:23a investigação propriamente dita,
23:25mas éramos capazes de responder
23:26a perguntas que podiam surgir
23:28por parte daqueles investigadores no local.
23:30Como eu dizia,
23:31eles não têm o conhecimento necessário
23:33para saber o que procurar,
23:34mas do ponto de vista criminal,
23:36eles certamente sabem o que perguntar.
23:39No local do acidente,
23:41o NTSB recuperou algo
23:43entre os destroços
23:44que poderia ajudar a explicar
23:45o que aconteceu no voo 1771,
23:48um fragmento de um assento de passageiro.
23:50Na verdade,
23:51encontramos um assento
23:52que tinha buraco de bala nele.
23:54Se eles conseguirem determinar
23:56exatamente onde estava localizado o assento,
23:59então os registros de passageiros da PSA
24:01poderiam dar aos investigadores
24:03o nome de outra vítima
24:04que teria sido baleada
24:05antes que o avião caísse.
24:14Dennis Grossi fazia tudo o que podia
24:17para salvar os dados contidos
24:18no fragmento de fita recuperado
24:20no gravador de dados do voo.
24:22Eu consegui decodificar
24:24aquela pequena faixa de fita
24:25e recuperar aqueles últimos segundos.
24:30Ela contém dados,
24:32mas apenas seis segundos.
24:39Investigadores ficam sabendo
24:41que em seus momentos finais
24:42o avião estava operando normalmente
24:44e sem problemas mecânicos.
24:46É certo por uma coisa.
24:50Alguém tinha empurrado
24:52o manche para a frente
24:53forçando o avião
24:54em um mergulho.
24:59A aeronave acelerou
25:01até a velocidade do som.
25:05Ela passou de 22 mil pés
25:07com potência de cruzeiro
25:09em todos os quatro motores.
25:10Os investigadores entendem
25:13por que apenas pedaços
25:14muito pequenos
25:15foram encontrados
25:17no local do acidente.
25:19Quando a aeronave
25:21atingiu o solo
25:21com tamanha velocidade,
25:23ela sofreu impacto
25:24e basicamente
25:25comprimiu o solo
25:26e liberou e soprou
25:27tudo em volta
25:28para fora do buraco.
25:31O forte impacto
25:32lançou alguns destroços
25:33diretamente de volta
25:34para o ar
25:35antes que pudessem
25:36ser chamuscados
25:37pela explosão.
25:39Todo o material leve,
25:40todos os papéis
25:41na aeronave,
25:42qualquer material
25:43de isolamento
25:44da aeronave,
25:45tudo isso foi levado
25:47pelo ar
25:47e então carregado,
25:49imagino,
25:50por quilômetros.
25:52O fato de o avião
25:54ter sido forçado
25:55em um mergulho
25:55explica por que
25:56o voo 1771
25:58da PSA
25:59caiu tão rapidamente.
26:01Isso também torna
26:02ainda mais urgente
26:04a investigação
26:04do FBI,
26:06uma vez que quase
26:07certamente
26:08foi a mão
26:09do assassino
26:10que estava
26:11nos controles.
26:13Este é o pior
26:14assassinato em massa
26:15na história
26:15da Califórnia.
26:18Mas os investigadores
26:19ainda não têm
26:20provas suficientes
26:21para ter certeza
26:23de quem era o assassino
26:24e nem quem ele
26:25estava tentando matar.
26:27Teria sido
26:28o trabalho
26:28de um louco
26:29querendo cometer
26:30um assassinato
26:30em massa?
26:31Ou o assassino
26:33teria como alvo
26:34um determinado passageiro
26:36e teria friamente
26:37sacrificado a vida
26:38de todos os demais
26:40a bordo?
26:51A investigação
26:52do FBI
26:53sobre os tiros
26:54fatais
26:54a bordo
26:55do voo 1771
26:56da PSA
26:57descobriu
26:58uma falha
26:58na segurança
26:59do aeroporto.
27:01Isso poderia
27:01explicar
27:02como uma arma
27:03foi levada
27:03para dentro
27:04da aeronave.
27:06Qualquer um
27:07no aeroporto
27:07poderia não ter passado
27:08pela revista
27:09de segurança.
27:10O agente
27:11Bratzin
27:11descobre que
27:12funcionários
27:13da companhia aérea
27:14com identificação
27:15válida
27:15não precisavam
27:16passar pela segurança
27:17no aeroporto
27:18de Los Angeles.
27:19O que eles tinham
27:20instituído
27:21era uma passagem
27:22livre para tripulantes
27:23e funcionários
27:24do aeroporto.
27:25Na verdade,
27:25qualquer um
27:26que tivesse
27:26o crachá em ordem
27:27mostrava o crachá
27:28e não precisava
27:29passar pelo raio-x
27:31e detector de metal.
27:33Era uma grande
27:34lacuna na segurança.
27:37Bratzin
27:38sabe que o assassino
27:39era um homem
27:40e a partir da lista
27:41de passageiros
27:42do voo 1771,
27:43ele verifica
27:44que havia
27:44quatro passageiros
27:46que trabalhavam
27:46para a Pacific Southwest
27:47ou para sua
27:48companhia-mãe,
27:49a US Air.
27:56é um desses caras.
28:00Supunhamos que ele
28:01tivesse de fato
28:02passado pela segurança
28:03levando a arma.
28:08Os investigadores
28:10precisam provar
28:11de forma conclusiva
28:12quem entrou
28:13ilegalmente
28:14com a arma
28:15no avião.
28:19No laboratório
28:20do FBI,
28:21especialistas forenses
28:22analisam
28:23o pedaço
28:24de pele
28:24encontrado
28:25na proteção
28:25de gatilho.
28:27Um técnico
28:29consegue uma impressão
28:30digital
28:30do fragmento.
28:34Em busca
28:34de uma correspondência,
28:36ele compara
28:36a digital
28:37com o arquivo
28:37dos quatro passageiros
28:39que poderiam ter
28:39burlado a segurança.
28:47e encontra
28:48uma correspondência.
28:50Havia o suficiente
28:51do dedo indicador
28:52para que eles pudessem
28:53fazer a verificação
28:54e então identificá-lo.
28:56Apenas alguns dias
28:57após o acidente
28:58que matou
28:5943 pessoas,
29:00o FBI
29:00identificou
29:01positivamente
29:02seu assassino.
29:03Aquele foi
29:04o elemento-chave
29:05na investigação.
29:06O nome é
29:07David Burr.
29:12David Burr
29:13fazia limpeza
29:14na companhia aérea.
29:15Era um dos funcionários
29:16que entravam
29:17no avião
29:17depois da aterrissagem
29:18para limpar o interior.
29:20Agora os investigadores
29:21sabem que David Burr
29:23entrou com uma arma
29:24a bordo do voo 1771
29:26e precisam explicar
29:27por quê.
29:31Um motivo
29:32lhe dá
29:32a compreensão
29:33dos fatos
29:34e o ajuda
29:35a desenvolver
29:35um quadro completo
29:36do crime.
29:37Conhecendo o motivo,
29:38você é capaz
29:39de determinar
29:39de forma conclusiva
29:40o que aconteceu.
29:42Terceiro dia
29:43no local
29:43do acidente.
29:44Ainda buscando
29:45por entre
29:46o que sobrou
29:46do avião,
29:47os investigadores
29:48descobrem
29:49uma peça bizarra,
29:51mas reveladora,
29:52que aponta
29:52diretamente
29:53para o motivo
29:54por trás
29:55do crime
29:55de David Burr.
29:57Durante a investigação,
29:58um dos nossos agentes
29:59encontrou um saco
30:00de enjoo
30:01e soube imediatamente
30:02que aquilo era
30:03uma peça importante
30:04daquele quebra-cabeça.
30:06Por ter empurrado
30:08o avião
30:08em tal mergulho,
30:09Burr
30:09involuntariamente
30:10garantiu
30:11que uma pista
30:12vital
30:12pudesse ser
30:13descoberta.
30:18O saco
30:19de enjoo
30:20tinha uma mensagem
30:21escrita nele
30:22muito sinistra.
30:24Burr
30:25tinha escrito
30:26o bilhete
30:26não assinado
30:27durante o voo
30:28e nele
30:29expressava rancor
30:30contra um homem
30:31chamado
30:32Ray.
30:35Olá, Ray.
30:37Acho que é
30:38de certa forma
30:39irônico
30:39que acabemos
30:40desta forma.
30:41Eu pedi
30:42clemência
30:43para minha família,
30:44lembra?
30:44Bem,
30:45eu não tive
30:46nenhuma
30:46e você
30:47também não terá.
30:49Essa era
30:50a mensagem
30:50recuperada
30:51naquele saco
30:52de enjoo.
30:52O saco
30:54de enjoo
30:54é um indício
30:55concludente
30:56que eles buscavam,
30:57a pista
30:58que determina
30:58o motivo
30:59de David Burr.
31:10O Ray
31:11no bilhete
31:12é identificado
31:13como gerente
31:14de estação
31:14da companhia aérea
31:15Ray Thompson.
31:17Ele trabalhava
31:19para a empresa
31:19mãe do grupo
31:20PSA
31:21a USR.
31:23Ele era também
31:24ex-chefe
31:24de David Burr.
31:26Ray Thompson
31:27era o supervisor.
31:29Até agora,
31:30Ray Thompson
31:31também descobriu
31:32que Burr
31:32tinha uma história
31:33conturbada,
31:34tanto com a empresa
31:35quanto com a lei.
31:38Burr tinha
31:38trabalhado
31:39para a USR
31:40durante 14 anos.
31:41A maior parte
31:42deles no aeroporto
31:43em Rochester,
31:43em Nova York.
31:44Havia alegações
31:45de atividade criminosa
31:46quando ele estava
31:47em Rochester.
31:48Burr era alguém
31:49que eles observavam
31:50com atenção
31:51devido a tráfico
31:51de entorpecentes
31:52e furto.
31:53Acusações
31:53de que Burr
31:54contrabandeava
31:55cocaína
31:56em voos comerciais
31:57nunca foram comprovadas.
31:59basicamente,
32:00ele ficou
32:00um passo
32:01à nossa frente
32:01e no final
32:02ele não foi acusado.
32:04Ele se mudou
32:05para a costa oeste
32:06supostamente
32:07para ficar longe
32:08daquilo tudo.
32:11Entretanto,
32:11três semanas
32:12antes do acidente,
32:13Burr tivera
32:14mais problemas.
32:20ele tinha sido
32:21demitido
32:22da empresa
32:22depois de ser
32:23pego em uma filmagem
32:25roubando dinheiro
32:26a bordo.
32:29Ele havia roubado
32:31algum dinheiro
32:31do fundo
32:32dos comissários.
32:33Havia roubado
32:3469 dólares.
32:39E aquilo
32:40foi a gota
32:41d'água.
32:42Três semanas
32:43depois de ser
32:44despedido,
32:45Burr teve a oportunidade
32:47de apresentar
32:48um recurso.
32:49O senhor
32:49Burr tinha sido
32:50demitido
32:51várias semanas
32:52antes do voo.
32:54Obrigado por ter
32:55vindo, David.
32:56E então,
32:57ele voltou
32:57para uma reunião
32:58sobre o recurso
32:59no dia do voo.
33:01Analisamos
33:01seu arquivo.
33:03Ele foi
33:04demitido
33:04por Ray Thompson.
33:05Seu recurso
33:06foi negado.
33:10Sob intensa
33:11pressão
33:11financeira,
33:12Burr estava
33:13à beira
33:13de um colapso.
33:14Por que
33:15tinha que ser
33:15tão sacana?
33:17Aquela reunião
33:18em que ele foi
33:18despedido
33:19não foi
33:19à mesa.
33:22Minha decisão
33:23está tomada,
33:24Sr. Burr.
33:26Obrigado.
33:27Muito obrigado.
33:28Ao deixar
33:29o escritório
33:30de Thompson,
33:30Burr fez uma
33:31observação
33:32que insinuava
33:32um plano
33:33de vingança.
33:35A secretária
33:36disse a ele,
33:36David,
33:37espero que você
33:38tenha um bom dia.
33:39E David Burr,
33:40o suspeito,
33:41parou na porta,
33:41virou-se para ela
33:43e disse,
33:44Eu pretendo
33:45ter um dia
33:46muito bom.
33:47Quando ele foi
33:48demitido,
33:48ainda tinha
33:49suas credenciais.
33:50E é preciso
33:51se lembrar
33:51que isso aconteceu
33:52em 1987.
33:53A segurança
33:54era muito diferente
33:55do que é hoje.
33:57O que descobriu?
33:58Os investigadores
33:59agora sabem
34:00que nos dias
34:01que antecederam
34:02o acidente,
34:03David Burr
34:03que passou
34:04de ex-funcionário
34:05ofendido
34:06a um homem
34:06que planejava
34:07friamente
34:08um assassinato.
34:11Agora,
34:11eles precisam
34:12descobrir tudo
34:13o que puderem
34:14sobre seus movimentos
34:15no dia do acidente.
34:17O que pode me dizer
34:18sobre David Burr?
34:24Depois de sua reunião
34:25com Thompson,
34:26ele foi até
34:27seu armário,
34:28possivelmente
34:28para pegar a arma.
34:32ele foi até
34:33o armário
34:34antes do voo.
34:36E se ele
34:37pegou a arma
34:38do armário
34:38ou não,
34:39nós não temos
34:39certeza.
34:42Em vez de voltar
34:43ao escritório,
34:45Burke decidiu
34:46comprar uma passagem
34:47para o voo
34:491771,
34:50no qual ele sabia
34:51que Ray Thompson
34:52estaria.
34:53Ray Thompson
34:55morava em
34:55São Francisco
34:56e pegava
34:57regularmente
34:57aquele voo
34:58para votar
34:59àquela cidade.
35:01Todos os funcionários
35:03sabiam que Ray Thompson
35:04estaria naquele voo.
35:06Por que Burke
35:07resolveu matar
35:08tantas outras pessoas
35:09juntamente
35:10com seu antigo patrão?
35:11É uma pergunta
35:12que desafia
35:13uma explicação racional.
35:14Uma pessoa comum
35:16certamente
35:17não agiria
35:17com a raiva
35:18e a vingança
35:19que deveriam
35:20estar consumindo
35:20David Burke
35:21antes daquele ato.
35:23Só podemos imaginar
35:24que devia haver
35:26algo mais
35:27de errado
35:27com David Burke.
35:29Ele simplesmente
35:31decidiu fazer
35:32daquilo
35:32um ato
35:33de vingança
35:33contra a empresa.
35:35E não creio
35:36que exista
35:36qualquer outra
35:37motivação
35:38que possamos
35:38concluir daí.
35:40Fica claro
35:41que o ataque
35:42de Burke
35:42ao voo 1C71
35:44foi meticulosamente
35:45planejado.
35:46Mas exatamente
35:47como se deram
35:48os acontecimentos
35:49uma vez
35:50que ele foi tomado
35:51de raiva
35:51isso é algo
35:53ainda incerto.
35:57Os investigadores
35:59do NTSB
36:00conseguiram encontrar
36:01uma grande peça
36:02do quebra-cabeça.
36:04Eles conseguiram
36:06com o fragmento
36:06do assento
36:07perfurado
36:08por uma bala
36:08saber seu local
36:09exato.
36:10Quarta fileira
36:11assento C.
36:15Registros
36:15mostram
36:16que no voo
36:171771
36:18aquele assento
36:18estava desocupado.
36:20Mas o assento
36:21diretamente
36:22à frente
36:22daquele
36:23estava ocupado
36:24por
36:24Ray Thompson.
36:29A conclusão
36:31aponta
36:31para o enorme
36:32poder da arma
36:33de calibre
36:3444 de Burke.
36:36Seus dois primeiros
36:37tiros perfuraram
36:39não um
36:39mas dois
36:40assentos
36:41do avião.
36:44O buraco
36:45teria sido
36:46feito
36:47quando a
36:48bala
36:48disparada
36:49contra
36:49Ray Thompson
36:50perfurou
36:50aquele assento
36:51deixando ali
36:52um buraco.
36:55Agora eles
36:56sabem que Burke
36:57atirou em pelo menos
36:58quatro pessoas
36:59durante seu ataque
37:00furioso ao voo
37:021771
37:03Ray Thompson
37:04e três tripulantes.
37:06Isso corresponde
37:07a cinco tiros.
37:09mas os
37:10investigadores
37:10ouviram
37:11seis tiros
37:11na gravação
37:12e precisam
37:13descobrir
37:13todos eles.
37:18Os sons
37:19de tiros
37:20foram captados
37:21por um microfone
37:22no cockpit.
37:26Comparando
37:26o padrão
37:27de som
37:27de cada tiro
37:28os investigadores
37:30conseguem
37:30determinar
37:31se eles foram
37:32disparados
37:32no cockpit
37:33ou na cabine
37:34de passageiros.
37:41os tiros
37:42disparados
37:43no avião
37:43não no cockpit
37:44mas no avião
37:45na cabine
37:45de passageiros
37:46tinham um som
37:47mais abafado
37:48distinto.
37:50Os outros
37:50tiros
37:51eram mais altos
37:51e mais claros
37:52indicando
37:53que haviam sido
37:53disparados
37:54mais próximos
37:55do microfone
37:56do CVR.
37:59Os tiros
38:00disparados
38:00no cockpit
38:01eram bastante
38:02altos.
38:02três tiros
38:03tinham sido
38:04disparados
38:05fora do cockpit
38:05e três tiros
38:07dentro do cockpit.
38:08Os investigadores
38:09não sabem
38:09quem recebeu
38:10o último tiro
38:11mas apenas
38:12que ele foi
38:12disparado
38:13na cabine
38:13de passageiros.
38:15E isso é o suficiente
38:15para que eles
38:16finalmente trassem
38:17um quadro
38:18dos terríveis
38:18momentos finais
38:19a bordo
38:20do voo
38:211771
38:22da PSA.
38:31Que diabos?
38:34Você pode imaginar
38:36o que Ray Thompson
38:37deve ter pensado
38:38quando essa pessoa
38:39que ele havia
38:39acabado de demitir
38:40há apenas
38:41algumas horas
38:42passa por ele
38:43e lhe entrega
38:44um bilhete
38:45e em seguida
38:46provavelmente
38:47vai para o banheiro
38:48masculino.
38:49Ray está ali
38:50lendo aquele bilhete
38:51com aquela mensagem
38:53sinistra.
38:54Em seguida
38:55eles ouvem
38:56o som da porta
38:57do lavatório
38:58se abrindo.
39:04Portanto
39:05supomos
39:05que ele entregou
39:06o bilhete
39:07a Ray
39:07foi para
39:08o lavatório
39:09onde ele tirou
39:10a arma
39:11e saiu novamente.
39:12Ouvimos a porta
39:13se fechando
39:14novamente
39:14pouco antes
39:15dos tiros.
39:21Ray Thompson
39:23teve provavelmente
39:24a morte
39:24mais misericordiosa
39:26de todas
39:26naquele avião.
39:27Em menos de um minuto
39:28um voo de rotina
39:29tornou-se um pesadelo.
39:31Há um problema
39:32comandante.
39:32Qual é o problema?
39:35Ele foi muito cuidadoso.
39:37Ele tinha planejado
39:38isso muito bem
39:39até ali
39:40e acreditamos
39:41que ele seguiu
39:42seu plano.
39:43Eu sou o problema.
39:51Os passageiros
39:52não precisariam
39:53ter muito conhecimento
39:54ou experiência
39:55para saber
39:56que eles estavam
39:57com um grande problema.
40:03Tivemos um problema
40:04comandante.
40:05Depois de atirar
40:06em seu antigo patrão
40:10e em três tripulantes
40:12David Burke
40:13levou o voo 1771
40:15para um mergulho
40:16e saiu do cockpit.
40:18O piloto-chefe
40:19da companhia aérea
40:20era agora
40:21a única pessoa a bordo
40:22que poderia tirar
40:23o avião do mergulho.
40:24Um piloto de folga
40:26pode ter se dirigido
40:27até a frente da aeronave
40:28para tentar ajudar
40:29como pudesse
40:30depois que percebeu
40:31que algo dramático
40:32estava acontecendo.
40:33Que diabos
40:34você está fazendo?
40:35Você tem que me deixar
40:36entrar lá.
40:36Não faça isso.
40:37Vamos!
40:39Mas Burke
40:39ainda tinha uma bala.
40:40Que diabos
40:41está fazendo?
40:43aquele poderia
40:44ter sido
40:44o sexto tiro.
40:46Pessoas se perguntam
40:47se David Burke
40:48não teria tirado
40:49sua própria vida.
40:50Tudo indica o contrário.
40:52Se David Burke
40:53tivesse tirado
40:54sua própria vida
40:54a arma teria caído
40:56de sua mão
40:56depois que ele
40:57tivesse atirado
40:58em si mesmo.
40:59Mas como um fragmento
41:00da ponta do dedo
41:01de Burke
41:02foi recuperado
41:03no gatilho da arma
41:04Bradson acredita
41:05que o assassino
41:06estava vivo
41:06segurando a arma
41:07até o momento
41:08do impacto.
41:16Alarmes suavam
41:17no cockpit.
41:19Havia um aumento
41:20do ruído do avião
41:21em mergulho
41:22e pouco antes
41:23do impacto.
41:24Ele ficou silencioso.
41:26O que nos disseram
41:27foi que ele realmente
41:28quebrou a barreira do som.
41:32Obviamente
41:33o segundo sinais
41:34da vida daquelas pessoas
41:35teria sido terrível.
41:37A fúria de um homem
41:39significou
41:40dois minutos
41:41de puro terror
41:42para 42 pessoas.
41:54O FBI acredita
41:56que um único homem
41:57foi responsável
41:58pelo acidente
41:58do voo 1771
41:59da PSA
42:00nas colinas
42:01do condado
42:01de São Luís Obispo
42:02no qual todas
42:03as 43 pessoas
42:04a bordo
42:04foram mortas.
42:06Com todas as provas
42:07que recuperamos aqui
42:08temos evidências
42:09mais do que suficientes
42:10para acusar
42:11David Burke
42:12por violação
42:13dos estatutos
42:14no tocante
42:14à pirataria aérea.
42:18O crime
42:19sem precedentes
42:20é resolvido.
42:21Mas as autoridades
42:22da aviação
42:23são deixadas
42:24com uma questão
42:25preocupante.
42:26Será que isso
42:27poderia acontecer
42:28novamente?
42:29A tragédia do voo
42:301771
42:31levou a ações
42:32por parte
42:33da Administração Federal
42:34da Aviação.
42:35Esse órgão
42:36que regula
42:37a indústria aérea
42:38tomou então medidas
42:39urgentes
42:39para aumentar a segurança.
42:41A FAA
42:42pôs fim
42:43à passagem
42:44livre
42:44pela segurança.
42:45E portanto
42:46tripulações
42:47e funcionários
42:48de companhias aéreas
42:49têm de passar
42:50pela verificação
42:52de segurança
42:52como faz
42:53com qualquer passageiro.
42:55Hoje
42:55exige-se
42:56que qualquer funcionário
42:57que deixe uma
42:57companhia aérea
42:58quer ele tenha sido
42:59demitido
43:00deixado o emprego
43:01ou se aposentado
43:02ou qualquer que seja
43:03o motivo
43:03devolva imediatamente
43:05suas credenciais.
43:06Eu não diria
43:06que entrar em uma aeronave
43:07com uma arma
43:08hoje é algo impossível
43:09mas é praticamente impossível.
43:12Entretanto
43:12as novas medidas
43:14não impediriam
43:15o sequestro
43:16mais mortal
43:17do mundo.
43:19Os ataques
43:20de 11 de setembro
43:21levariam
43:22a uma enorme
43:23quantidade
43:23de novos procedimentos
43:24referentes
43:25à segurança aérea.
43:26Depois de 11 de setembro
43:28várias lacunas
43:29relativas à segurança
43:30foram preenchidas.
43:32Hoje
43:33há agentes federais
43:34de segurança
43:34a bordo
43:35de muitos voos
43:36domésticos
43:36dos Estados Unidos.
43:38são policiais
43:39armados
43:39e a paisana
43:40em voos domésticos.
43:42As portas
43:43das cabines
43:43do piloto
43:44foram reforçadas
43:45com Kevlar
43:46e ficam
43:46travadas
43:47durante todo
43:48o voo.
43:49As portas
43:50são construídas
43:51para que seja
43:52muito difícil
43:53passar por elas.
43:54São a prova
43:54de bala.
43:55Se David Burke
43:56estivesse em um avião
43:57hoje,
43:57quando chegasse
43:58à cabine do piloto
43:59não conseguiria entrar
44:00com a arma que tinha.
44:01Ele ainda teria
44:02conseguido ferir
44:03ou matar pessoas
44:04na parte de trás
44:05do avião
44:05mas não teria conseguido
44:06derrubar a aeronave.
44:09Finalmente,
44:10hoje muitos pilotos
44:11de voos domésticos
44:12têm autorização
44:13para portar
44:14armas de fogo.
44:15Todas essas medidas
44:17deixaram os voos
44:18mais seguros,
44:20mas nada pode eliminar
44:22completamente
44:22o risco
44:23de outro
44:24David Burke.
44:25Na minha opinião,
44:27a segurança da aviação
44:29aumentou enormemente,
44:30mas ainda temos
44:31muito o que fazer.
44:32e a aviação
44:34será sempre
44:34um alvo.
44:36Sempre será um objetivo.

Recomendado