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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:04Ontem a Emilia e a Narizim chegaram até o castelo do rei Arthur lá em Camelot.
00:09Além de salvar o esconde da espada de Mordreu, as duas ainda conseguiram tirar Lancelot do calabouço.
00:15Só que lá no sítio, não há meio de Merlin conseguir fazer a tia Anastácia voltar ao normal.
00:20Enquanto isso, na mata, Pedrinho e Percival estão fazendo um plano para tentar recuperar a espada do cavaleiro que pesadelo
00:26roubou.
00:26E como se não bastasse tanta confusão, o rei Arthur ainda encontrou o coronel Teodorico na estrada.
00:32Bom, quem não está gostando nada dessa história é a Morgana, que tomou o maior baile da Emilia.
00:38E vem mais bagunça por aí.
00:42Oba! Que bom que conseguimos!
00:44Onde estamos? No sítio e em segurança.
00:48Ah, eu não vi a hora de voltar.
01:06Meus braços!
01:08Meus ossos!
01:10Meu belo rosto!
01:12Tudo continua onde sempre esteve.
01:14Cálico, Mordreu!
01:16Eu preciso pensar!
01:20Morgana, vá atrás deles!
01:22Eles atravessaram o portal do tempo!
01:25E Lancelot foi atrás de Arthur.
01:27Cálico, Mordreu!
01:31Essa Emilia é mesmo muito perigosa.
01:34Bem que a Cuca me falou sobre ela.
01:38A bonequinha conhece os segredos da feitiçaria.
01:42Eu preciso me preparar para enfrentá-la.
01:44Se ela se unir ao Merlin, eu estou perdida.
01:46Eles serão invencíveis!
01:48Nenhuma magia tão poderosa quanto a sua!
01:53Morgana Lefeu, a minha rainha.
01:56Nisso você tem razão, Mordreu.
02:00Eu sou mesmo fenomenal.
02:05Ninguém é tão bela e malvada como eu.
02:10Você não perde por esperar, Emilia.
02:18O que é que há?
02:21Tá maluco?
02:23Não olha para o lado quando atravessa a estrada?
02:26O dragão cuspiu a sua pessoa.
02:29Dragão?
02:31Eu lá tenho cara de vômito de dragão?
02:35Mas, monstro.
02:37Você é o que, afinal, hein?
02:39Uma entidade maléfica, um elemental?
02:43Humano de certo, você não é?
02:45O que é isso?
02:46O que é isso?
02:47Aí já é demais.
02:48Você nem me conhece, já está me ofendendo, cara?
02:50Você é muito bom educado.
02:52Eu não gosto de falta de educação, não.
02:54Eu acho que ninguém gosta.
02:55Pedrinho, o que é isso, meu rapaz?
02:57Água.
02:58Mas eu não estou com sede, Pedrinho.
03:00A gente tem muito trabalho a fazer.
03:02Isso aqui não é para beber, não, Percival.
03:04Se não é para beber, é para fazer o quê, Pedrinho?
03:07Bem, se você não falar onde está a espada do Percival,
03:11você vai tomar um banho de água fria, que tal?
03:12Não, não, tudo menos isso.
03:15Não, tudo menos isso.
03:16Não, não, não.
03:19Vai contar ou não vai?
03:21Não, não.
03:22Não, não, não, não me dá mais, não, não.
03:25Eu vou contar até 20, hein?
03:26Não.
03:33Crianças!
03:35Minha rainha!
03:37Onde vocês se meteram?
03:40Vocês me deixaram maluca.
03:42Estivemos em câmera, Dona Bento.
03:44Fui preso nas masmorras do castelo.
03:46Passei por poucas e boas.
03:48Deixa que eu conto, esconde.
03:52Calma, calma, calma, calma.
03:56Uma de cada vez.
03:59Não se viu uma coisa dessa?
04:00Se eu te atropelo, eu vou estragar minha caminhonete?
04:03Seu louco varrido.
04:05O que diz?
04:06Como ousa insultar a ira real?
04:09Ira real?
04:09Eu vou te fazer um pedaço, insolente.
04:14Procoro, procoro, procoro.
04:16É uma honra conhecer a ilustre dama que acolheu o rei.
04:21De hoje em diante, senhora, estou a seu serviço.
04:25O senhor é convidado em minha casa.
04:29Só em saber que ajudou as crianças, eu é que me coloco à sua disposição.
04:35Suas crianças são corajosas como os mais bravos cavaleiros, senhora.
04:39Fogo em saber que são meus aliados na luta contra a perversa Morgana Le Fay.
04:43Chega de tanto rapapé!
04:45Dona Benta, cadê essa Anastácia?
04:48A Naricim está morrendo de fome de tanta correria.
04:52Ai, Emília.
04:54O mago Merlin não conseguiu trazer a Anastácia de volta.
04:59Aqui está ela, gente, o bonequinho.
05:02Pai, pelo menos não tem camundongo aqui no sítio.
05:06Majestade, devo perguntar por onde anda o rei?
05:11Ancelote, você sabe como são os homens.
05:13Arthur saiu para fazer o reconhecimento desse novo mundo.
05:16Sozinho?
05:17Mas isso não é seguro, minha rainha.
05:20Tal conduta é imprópria.
05:21Ai, isso mesmo.
05:23Do jeito que ele é maluco, vai sair enfiando aquele espado em todo mundo.
05:27Emília, tenha modos.
05:29A língua dessa bonequinha só se equipara a sua coragem, senhora dona Benta.
05:35Um dia eu hei de contar como ela enfrentou a perversa Morgana Le Fay.
05:38Ai, não pronuncie esse nome, Ancelote.
05:40Ele me dá medo.
05:42Perdão, minha rainha.
05:44Sua vontade é minha lei.
05:46Agora, peço permissão para ir em busca de Arthur.
05:49Eu também vou...
05:49Não, não, não, não, não, não, não, não.
05:51A senhora vai ficar bem aqui e muito quietinha.
05:56Vai falar ou não vai?
05:58Não, não.
05:59Não, tudo menos vai.
06:00Tudo, tudo menos.
06:01Fala logo onde está a espada do Percival.
06:07Quer saber de uma coisa?
06:09Quer saber?
06:10Quer saber de o que?
06:10Lá, põe!
06:17Ai, que frio.
06:19Eu conto.
06:19Conta, tá bom.
06:21Eu vou falar, vem só.
06:23Parece que é só como falar, vem só.
06:24Fala, monstro.
06:25Vem mais aqui.
06:26A cuca.
06:27A cuca colocou a espada dentro do caldeirão para derreter.
06:33A minha espada.
06:34A sua espada.
06:35E a minha espada.
06:40Vem!
06:40Vem se for, não vai não.
06:43Vem!
06:43Vai deixar sozinho aqui.
06:46Socorro, socorro, ele quer me matar.
06:49Socorro, socorro!
06:50Ai, meu Deus do céu, socorro!
06:53Ai, meu Deus do céu!
06:57Senta, com a voz de Deus, senta!
06:59Eu já lanço, ela te encontre, Arthur, sem demoras.
07:02Ai, cadê o Pedrinho?
07:05Esse é o outro.
07:07Saiu com o Percival.
07:09Emília, você vai me prometer que vai ficar bem aqui ao alcance dos meus...
07:14Calma, calma!
07:17Senhora, capture este acelerado.
07:19De que invadir as suas terras.
07:22Coronel Teodorico.
07:25Me ajuda, me ajuda, me ajuda.
07:31Nada como um pouco de ferro na comida.
07:34Faz bem a saúde e eu vou ficar ainda mais lindona.
07:43Parado aí!
07:44Dragão das profundezas.
07:47Dragão?
07:48Onde?
07:49Quem é você?
07:51Percival, Galix.
07:53Cavaleiro de sua majestade, o rei Arthur.
07:58O dono da espada.
08:01Pois toma, seu intermedido.
08:10Desapareceram.
08:11Você me livrou das antenas de inseto.
08:13Obrigado, bruxa.
08:15É?
08:15Pois agora você vai virar um ovo.
08:19Devolva a minha espada, monstro horrendo.
08:22Monstro horrendo eu?
08:24Eu sou o Elidona.
08:27Bem que a Morgana falou que você e esse tal de rei Arthur
08:31são uns intrometidos.
08:33Morgana?
08:35Você está falando da perversa...
08:37Morgana de Fê?
08:41Quem ousa pronunciar o meu nome?
08:45Morgana?
08:52Hum.
08:56Hum.
09:11Morgana de Fê?
09:14Eu sabia que você estava metida nisso.
09:17Onde quer que haja maldade, injustiça e bruxaria,
09:20eu vejo a tua sombra.
09:22Ora, ora, ora.
09:23Se não é o bom e valoroso Percival,
09:28cavaleiro da távola redonda.
09:30Oh, ele invadiu minha caverna, Morgana.
09:34É apenas um velho amigo, Cuca.
09:36Mentira.
09:37Eu jamais serei teu amigo, bruxa perversa.
09:40Mas que grosseria, Percival.
09:42Isso não são modos de se comportar perante uma dama.
09:47Isso aí?
09:47Você é um dragão do pau.
09:49Talvez não.
09:52Olhe de novo.
09:53Não reconhece a sua amada donzela?
10:01Aquela que lhe foi prometida?
10:11Branca flor.
10:12Minha dourada.
10:19Minha noiva.
10:22É mentira, Percival.
10:24É a culpa.
10:29Benta, pelo amor de Deus, me ajude, Benta.
10:31Esse homem ficou na frente da minha caminhonete,
10:33quase que eu o atropelei.
10:35Depois saiu correndo atrás de mim,
10:37que ia me fatiar como se fosse um salame.
10:39Esse pústula é um salteador, senhora.
10:42E vinha montado num dragão que soltava fumaça pelas ventas.
10:46Ô majestade, acalme-se.
10:49Este é o coronel Teodorico, nosso vizinho.
10:53É, esse aí é o coronel cara de mochila.
10:57Ele é amigo.
10:59Mas ele cavalgava um dragão,
11:02como se fosse um feiticeiro.
11:05Dragão?
11:06Benta que ele chama a minha caminhonete de dragão.
11:10Depois me trouxe aos trambolhões.
11:13Minha caminhonete ficou lá na estrada, parada.
11:16Benta, esse homem tem que pagar pelo que ele me fez.
11:21Ai, você fala demais, coronel Fuxico.
11:25Que coronel Fuxico, o quê?
11:26Meu nome é coronel Teodorico.
11:28Eu já sei que tudo está acontecendo aqui, sabe por quê?
11:30Por sua causa.
11:32Vocês vão onde, hein?
11:34Vão a algum baile à fantasia?
11:36Baile?
11:37Ai, que gentil, adoro passatempos.
11:38Mas eu insisto em uma explicação.
11:40Alguém tem que tomar uma providência.
11:42Coronel Teodorico, acalme-se.
11:45Eu peço desculpas pelo meu hóspede.
11:49Hóspede?
11:50É.
11:51Ele é o seu hóspede?
11:53É.
11:53Imagina, devia ser hóspede de um hospício.
11:55Não fala assim do rei Arthur.
12:00Rei?
12:07Não acredita nela, Percival.
12:09É a cuca disfarçada.
12:11Quem é esse rapazinho?
12:13É o Pedrinho.
12:15A CIDADE DE VEMOS
12:16Não, não, não.
12:17Tá quente!
12:19Toma, pega!
12:24Ha, ha, ha, ha, ha.
12:28Ha, ha, ha, ha, ha.
12:31Que tal, meu amado?
12:33Como esperei por esse momento?
12:36Olha, meu amado, é pregador.
12:41Cala a boca, menino.
12:45Idiotas!
12:52O que você fez com a minha amada branca flor?
12:55Sua bruxa perversa!
12:56Eu a trouxe de volta, seu ingrato.
12:58Olhe novamente.
13:00Te peguei.
13:03Idiotas!
13:04É o que vocês homens são.
13:06E tu, Percival.
13:08Mil vezes estúpido.
13:10Agora eu tenho um cavaleiro da tábola redonda sob meu domínio.
13:14E melhor, um habitante do reino do pica-pau amarelo.
13:21O que tu és, rapazinho?
13:23Herdeiro do trono?
13:24Tu serás o meu salvo conduto até Arthur.
13:34Veja só, hein?
13:36Mas que maravilha.
13:38Sai daí.
13:41Um rei em pessoa.
13:44Muito prazer em conhecer, Vossa Majestade.
13:48Arthur Pendragon, filho de Uther.
13:51Teodorico, filho de Zé Finha.
13:54Sou fazendeiro.
14:00Estendi a mão e nem pegou.
14:03Coronel, o rei vem de uma terra muito distante.
14:06Não conhece os nossos costumes.
14:11É, ele come com a mão e fala de boca cheia.
14:15Emília.
14:38Emília.
14:39O senhor, naturalmente, como rei, deve ser muito rico.
14:42Deve ter muitas terras, não?
14:44Reino sobre a Britânia, a armórica e o País de Gales.
14:48Britânia, é, é?
14:50País de Gales?
14:51Ah, não conheço.
14:54Embora eu seja muito viajado, eu conheço São Paulo, a capital conheço todinha, né?
15:00Conheço Botucatu, Sorocaba, conheço até o Rio de Janeiro também.
15:05Agora, e o senhor tem as suas terras, mas é, é, é, é, aqui por perto?
15:10Coronel, coronel, ficam muito, muito distantes.
15:16Ai, mãe, pra que tão distante, né?
15:20Majestade, podia ter suas terras aqui perto.
15:23Se quiser, eu posso lhe vender.
15:24Alguns alqueires, eu tenho muitas.
15:27São terras férteis, terras verdejantes.
15:31A dona Brinda disse que as terras dele são só cascália.
15:36Tem cascália, tem...
15:38Cascália?
15:44Olha só, solarzinho!
15:50Pra que esses livros esconde?
15:52São livros sobre alquimia.
15:54Eu vou estudar o assunto.
15:56A malvada da Morgana virá atrás de nós.
16:01Você acha?
16:02Tenho certeza.
16:03Por isso, preciso estar muito bem preparado.
16:09Na ausência do trono, a Vossa Majestade queira se sentar no sofá.
16:15Vamos conversar com a Mostra.
16:16Eu poderia lhe vender algumas terras, se eu quisesse, até a preço de banana.
16:23Que interesseiros!
16:24Fica quieta, bonequinha enxerida.
16:28Majestade, estou à sua disposição.
16:31O senhor diz coisas que eu não entendo, Coronel Fuxico.
16:35Teodorico.
16:37Por que eu haveria de comprar terras?
16:40As terras pertencem a Deus e aos homens por direito de conquista.
16:45Eu, se quiser aumentar as fronteiras do meu reino, eu vou lá e tomo.
16:49Toma?
16:50Mas, como, sem autorização?
16:52É claro.
16:53Eu sou da mesma opinião.
16:55Você não tem opinião, viu, bonequinha enxerida?
16:58Deixa a Emília falar.
17:01Pois não, Majestade.
17:04Dê a sua opinião, bonequinha adorável.
17:08Eu acho que as terras não deviam ser de ninguém.
17:11E sim, de todo mundo.
17:13Explique melhor, Marquesa.
17:17A terra deve ser de quem vive e planta nela.
17:22O Coronel Fuxico, por exemplo, tem um monte de terra que não serve para nada.
17:26Só para ele vender e ganhar dinheiro.
17:28É mentira isso.
17:30É mentira!
17:31Ele podia dividir as terras com quem precisa.
17:34E aí todo mundo ia plantar e ninguém ia passar fome.
17:39Uma atitude muito sábia.
17:44A Emília, quando abre a torneirinha de asneiras, diz muita bobagem, Majestade.
17:49Mas, às vezes, ela acerta, como agora.
17:53Arthur, por que o Coronel Futrico?
17:57Teodorico, de preferência.
17:59O Coronel, seja lá o que for, não divide as terras dele.
18:03Não precisa de ideia com o universo.
18:07Fica decretado que as terras do Coronel Teodorico, a partir de agora,
18:12pertencem a quem tem fome e precisa de terras.
18:16Assim falou Arthur, rei da Inglaterra.
18:19E assim será.

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