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A partir de 1º de agosto, entra em vigor a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos EUA. A Associação de Comércio Exterior do Brasil estima que o superávit comercial caia de US$ 74,5 bilhões (2024) para US$ 54,1 bilhões em 2025, uma retração de 27,4%. Arthur Pimentel, presidente da AEB, e o analista Alberto Ajzental discutem os riscos para o comércio exterior, o impacto nas exportações brasileiras e os efeitos sobre câmbio, preços e volume de mercadorias.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/

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Transcrição
00:00Como a gente sabe, sexta que vem, 1º de agosto, entram em vigor os 50% dos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.
00:09Os impactos da nova tarifa aparecem na projeção feita pela Associação de Comércio Exterior do Brasil para a nossa balança comercial nesse ano.
00:18Vamos então acompanhar os números?
00:19O nosso superávit em 2024 foi de US$ 74,554 bilhões.
00:28Em 2025, segundo a previsão da Associação de Comércio Exterior, o superávit brasileiro será de US$ 54,114 bilhões.
00:40Isso significa uma queda de 27,4%.
00:44Sobre esses dados, eu converso com o Arthur Pimentel, ele é presidente do Conselho de Administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil.
00:52Arthur, boa noite, obrigada por ter aceitado o nosso convite.
00:55Arthur, quanto dessa projeção de vocês de queda se deve às tarifas anunciadas por Donald Trump?
01:02Importante, claro, a gente destacar que estamos falando do todo da balança comercial brasileira, não só dos negócios com os Estados Unidos.
01:11Boa noite, obrigado pelo convite.
01:15Os números estão aí, e a gente sempre fala que já houve uma certa dificuldade em projetar os nossos números da balança de 23, de 24.
01:33E o que a gente está constatando, e é que ainda vai ser um pouco mais difícil, prever esse futuro comercial do Brasil para 2025.
01:46É um ano realmente delicado.
01:49E o que a gente tem, a gente gostaria de verificar o que está por trás disso, o que é que tem aí para ser analisado.
01:59Essa consequência dessa criação dessas tarifas pelos Estados Unidos, tanto em vários níveis, que já é um problemaço,
02:13e de uma forma dominona em vários mercados, em vários países, e sem uma tecnicidade econômica.
02:25Não tem uma razão econômica de ser.
02:29Então, aí fica mais difícil para os técnicos, para os analistas, perceberem essa construção.
02:37E isso vai, claro que vai o quê?
02:39Vai provocar oscilações de preços, de volume, de mercadorias.
02:45Então, nesse comércio interpaíticos, tanto comodos quanto de manufaturados,
02:56que é a nossa preocupação quase que eterna, para a gente elevar esse nível de comercialização de manufaturado do Brasil.
03:04O que é que tem, assim, de tangível nisso aí, né?
03:14Caso o presidente Trump venha e decida implantar realmente novas iniciativas fora de padrões técnicos e de certa magnitude,
03:29isso é um fator importante, eu acho que podem ser observados impactos elevados nas negociações,
03:41seja em cotações, seja em volumes, e eu acho que isso aí a gente pode generalizar para o mercado mundial.
03:50O que a gente observa também é uma...
03:54Por exemplo, hoje, o que a gente constata hoje?
03:57Porque é uma certa tendência de queda de cotações, em contrapartida a uma elevação de volumes.
04:03Isso tem um movimento no mercado.
04:06Mas esse status pode ser quebrado a qualquer momento e provocar realmente bruscas oscilações inesperadas
04:16de preços, de volumes, e que podem ter consequências indesejáveis com a ação dessa impactante,
04:31que pode ser traduzida por essa aplicação de determinadas alíquotas.
04:38É, sem dúvida nenhuma.
04:38Eu vou passar para a pergunta dos nossos analistas.
04:40Vamos começar pelo Alberto Azental.
04:42Artur, a partir de 1º de agosto...
04:46Provavelmente vão entrar em vigor as tarifas de 50%.
04:49Você tinha mencionado, não tem respaldo técnico nenhum.
04:54Vamos combinar, é político ideológico.
04:57Na medida em que, a partir de agosto, a gente começa a ver pipocar um setor aqui, um setor lá,
05:04reclamando, chorando, desemprego, problemas.
05:07Você imagina que o governo brasileiro vai começar a escalar mais ainda a retórica?
05:15E quais poderiam ser essas consequências em agosto para frente?
05:20Olha, eu não acredito em uma possível escala, tá?
05:27Eu acho que o bom senso há de prevalecer.
05:31A gente tem que procurar o caminho da...
05:33Tenho falado desde janeiro, fevereiro, março, nesse primeiro semestre,
05:40que o caminho da inteligência comercial é a primazia.
05:50Acho que a gente tem que dar valor, principalmente o governo, tem que procurar negociar, negociar, negociar.
05:58Essa é a grande palavra-chave.
06:00E a gente sabe que, nesse momento, tem uma série de cenários, uma série de fatores que pesam em todos esses quadros,
06:14essas fotografias dos países.
06:19O que a gente tem de real no mundo hoje?
06:22A gente tem esse tarifácio, a gente tem uma manutenção da guerra ugrânia com Rússia,
06:31a gente tem uma estabilidade econômica mundial acirrada,
06:35a gente tem implicações geopolíticas em função disso,
06:39a gente tem uma agressividade nata comercial da China,
06:45e a gente tem essas ações defensivas, ofensivas, comerciais dos Estados Unidos.
06:50E, por consequência, aí vai a Europa e tal.
06:57Se a gente conseguir somar isso, um certo enfraquecimento político da ONC,
07:05em contrapartida ao real rearranjo industrial do mundo moderno,
07:14existe uma inflação reinante nesse cenário internacional,
07:20existem as oscilações das commodities que, infelizmente, independem de vontade do vendedor.
07:30Essas são vontades oriuntas dos compradores.
07:36A gente pode somar aí uma série de outros fatores que acirram esse status da atual situação mundial,
07:52fora taxa de câmbio, praticado e outras coisas.
07:55Então, a gente pode começar a tentar observar uma certa acomodação de preços,
08:09reflete do atual, talvez, cenário econômico, cenário geopolítico,
08:15e, mesmo assim, essas cotações das commodities vão continuar beneficiando as exportações brasileiras,
08:25porque aquele ou aquele ou não é uma saída brasileira.
08:32E temos também, de outro lado, a gente tem que perceber um cenário que mostra os preços mais baixos.
08:40O Brasil torna-se muito dependente das exportações de commodities.
08:46A gente não tem uma perspectiva de agregar valor.
08:49Mas as empresas, nossas vendedoras, não têm controle sobre esses preços,
08:54sobre esses respectivos quanto há negociar ou negociados.
09:00Então, com isso, o Brasil fica nessa dependência de decisões dos importadores,
09:08dos compradores nossos, de seus países, da política compradora,
09:13de cada país compradores de commodities.
09:17Então, e esses países geralmente são países desenvolvidos,
09:21que têm, que, de uma forma ou de outra,
09:24impõem sua tradição em negociação de carros-jamais.
09:28Então, eu diria que a gente precisa, nesse momento,
09:37como vocês falaram aí, agosto, o primeiro de agosto está chegando.
09:42Então, a gente precisa tecer aí e analisar esse conjunto de fatores
09:49para tentar recolocar...
09:54Nós não, isso aí é uma necessidade mundial.
09:59Tentar colocar de novo a economia mundial nos trilhos do desenvolvimento.
10:04Isso é tudo, são disfunções que acabam acarretando decisões desse tipo
10:11que a gente está vendo.
10:12E a gente tem que...
10:14O mundo precisa mitigar esses riscos,
10:17precisa maximizar decisões
10:19que venham a favor da...
10:21De uma volta à normalidade.
10:23Eu acredito muito nisso.
10:25Você vê que o governo americano
10:27solta um rojão,
10:30mas negocia,
10:32depois senta para negociar.
10:33Eu acho que o caminho para o Brasil
10:37deve ser esse.
10:38Acredito piamente nisso.
10:40Agora, é claro que é um momento de incerteza,
10:45absoluta incerteza,
10:47insegurança,
10:48indefinição.
10:48A gente tem um monte de in,
10:50alguns com N e outros com N.
10:52Imprevisibilidade.
10:54E é fundamental com um esforço internacional
10:58para minimizar esses efeitos negativos.
11:01Viabilizando aí condições mais positivas
11:04para reverter o atual cenário econômico mundial.
11:09É, que assim seja, né, Arthur?
11:11Muito obrigada,
11:12boa noite,
11:12bom fim de semana para você.
11:14Igualmente, obrigado,
11:15boa noite.
11:16E aí,
11:21bom fim de semana.
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