- há 2 dias
- #quatrorodas
Assistir a um crash-test é algo raro e é ainda mais inédito acompanhar um teste de impacto real. Sim, pela primeira vez na história da General Motors do Brasil, a marca abre as portas do seu laboratório de segurança para uma equipe de reportagem. QUATRO RODAS é a primeira publicação da América Latina a ter acesso a um teste como esse no Brasil. Confira!
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EsportesTranscrição
00:08É a primeira vez que a General Motors abre a porta do seu laboratório de segurança aqui no Brasil
00:16para que uma equipe de imprensa acompanhe esse trabalho do começo ao fim.
00:23E agora eu vou te mostrar tudo em detalhes.
00:32Nós viemos acompanhar com exclusividade o teste de impacto do Chevrolet Tracker
00:37que veio a 64 km por hora e bateu nessa barreira deformável
00:44que eu vou falar um pouquinho mais para vocês daqui a pouco.
00:47Mas agora mostrando um pouco o resultado desse teste
00:52que é um resultado muito positivo segundo os engenheiros que trabalham aqui no laboratório.
00:57Então a gente pode ver que toda a energia do impacto foi bem absorvida aqui pela dianteira.
01:04E é esse o comportamento que os engenheiros esperam.
01:08Então a gente pode ver que o para-brisa está intacto, ele foi preservado.
01:14Isso mostra que o habitáculo também foi preservado, preservando a segurança dos ocupantes.
01:21Eu vou te mostrar daqui a pouco que as portas também foram preservadas
01:26e elas inclusive abrem e o teto também foi preservado.
01:30Eu estou contando um pouco por cima da análise que é feita dos engenheiros
01:35mas é lógico que com 300 sensores eles vão avaliar ponto a ponto de tudo o que aconteceu
01:43tanto com a carroceria quanto com os danos.
01:46Mas a roda também tem a função de absorver energia.
01:51Então vocês podem ver que o pneu estourou e a roda também quebrou.
01:55E ela tem realmente essa função de proteger o habitáculo.
02:00E uma outra questão importante que eles avaliam assim que o crash test acontece
02:05é a abertura da porta.
02:07Então é lógico que ela vai fazer barulho para abrir depois de um impacto como esse
02:11mas ela abre e esse ocupante aqui, esse meu amigo, ele sobreviveu sem dúvida
02:18e ele tem a possibilidade de sair do carro logo depois desse acidente.
02:26E a facilidade com que eu abro a porta traseira mostra que a energia não chegou até aqui atrás
02:35e eu tenho uma criança de 3 anos aqui na cadeirinha com Isofix
02:40e uma criança de 10 anos do outro lado.
02:47E uma das conclusões mais visuais e interessantes é o dummy batendo aqui no airbag.
02:55Então o rosto do dummy é todo pintado e a gente pôde verificar aqui que ele bateu bem no meio
03:03do airbag
03:04e isso é o esperado pelos engenheiros de teste aqui do laboratório.
03:09A GM tem um sistema de segurança chamado de OnStar
03:13que quando ocorre uma colisão como essa, o sistema liga automaticamente para os ocupantes.
03:20E isso aconteceu nesse teste aqui porque é um modelo de produção.
03:27Então o engenheiro de teste Júlio Stelucci chegou aqui e se comunicou com o atendente avisando que era um teste.
03:38Isso sem dúvida é muito interessante porque mostra que o sistema de segurança funciona.
03:42A gente estava acompanhando de uma área de segurança o teste
03:46e foi o tempo de 3 segundos para que o OnStar ligasse aqui para o carro.
03:53Então é muito rápido mesmo e a primeira pergunta é se tem vítima
03:58exatamente para que o próprio OnStar consiga mandar uma ambulância para o local.
04:06E eu vou te mostrar daqui a pouco essa barreira deformável sem esse estrago aqui.
04:12Mas achei importante mostrar para vocês o que acontece com essa barreira
04:17que é 100% feita em alumínio depois de um impacto dessa magnitude de 64 km por hora.
04:25É realmente um barulho ensurdecedor.
04:29É muito forte.
04:33Um ponto interessante que me chamou a atenção foi esse skate aqui que é o que traz o carro até
04:39aqui.
04:40E essa barra vermelha é o que desacopla o skate do carro.
04:45Ele é parado por uma faixa de alumínio bem grandalhona
04:50e aí o carro vai na inércia até a barreira deformável.
04:55Tudo isso é para seguir uma norma de homologação.
05:09Bom gente, é claro que esse carro aqui não é o que bateu
05:14mas é um modelo que vai bater em breve.
05:18E ele está todo preparado com o mesmo padrão
05:21que vocês acompanharam o teste completo na outra unidade do tracker.
05:26Então como vocês podem ver, essa pintura fosca aqui é exatamente para a gente não ter reflexo.
05:32Aqui a gente tem quatro painéis de lâmpadas halógenas
05:37que juntos tem 300 mil watts de potência.
05:43Vocês tiveram uma ideia do quão essa iluminação é potente
05:48durante o teste que vocês acompanharam e é realmente muito claro.
05:53Então essa pintura fosca aqui é exatamente para que a gente não tenha nenhum reflexo
05:59em relação a essas luzes.
06:02E toda a parte móvel do carro é pintada de outra cor.
06:06Então a maçaneta, essa portinhola...
06:09Para os engenheiros poderem verificar o quanto teve de deslocamento em cada uma dessas peças móveis.
06:16Como esse carro está preparado para um impacto frontal,
06:20apenas as rodas dianteiras são pintadas.
06:24Se fosse um impacto traseiro, essas rodas aqui que estariam pintadas.
06:30E algo que é invisível aos olhos, mas é bem importante,
06:33é que é lógico que todos os fluidos são drenados nesse teste de impacto frontal
06:39e, na verdade, nos outros testes também.
06:42E entra um líquido de cor azulada,
06:45exatamente para que eles possam conferir se houve vazamento ou não no momento do impacto.
06:51E agora eu vou te contar um pouco mais sobre essa barreira deformável,
06:56que inclusive poderia ser fixa.
06:58A gente tem esses dois testes ainda em operação no mundo,
07:02mas eu vou te mostrar agora a barreira deformável.
07:05Vamos comigo?
07:11O teste que vocês viram está completamente montado aqui.
07:16Esse carro veio a 64 km por hora e bateu numa barreira deformável.
07:23E ele, na verdade, pega 40% do carro.
07:27O que os engenheiros querem simular aqui?
07:29Essa barreira representa um outro carro na direção contrária.
07:33E se você imaginar um pouco as situações de perigo que você já passou
07:37em uma estrada de via dupla, o natural mais intuitivo é que você desvie um pouco
07:45antes de começar a frear.
07:48E é exatamente com todos esses dados, esses elementos,
07:51que os engenheiros bolaram, pensaram nesse teste aqui.
07:56Uma vez que essa barreira deforma, ela é descartada e ela não é nada barata.
08:03A gente não teve acesso ao preço dessa barreira aqui,
08:07mas isso quer dizer que cada teste é utilizado uma nova barreira,
08:12que é 100% em alumínio.
08:19Um outro teste que é feito aqui no laboratório da GM é diretamente aqui na barreira fixa.
08:25Aqui tem 300 toneladas só de aço e concreto para aguentar velocidades distintas
08:32que vão vir os carros de teste por aqui.
08:35Então não necessariamente vai vir acima de 60, ele pode vir a 50 ou até acima dessa velocidade.
08:42E toda essa massa aqui é para aguentar toda essa energia que é jogada pelo carro.
08:50E uma outra curiosidade é que é um motor elétrico que puxa esses carros aqui
08:56e ele tem 500 cavalos de potência.
08:59Ele pode puxar carros até 4 toneladas a até 100 km por hora.
09:08E esse é exatamente o tracker que vocês viram bater a 64 km por hora.
09:14E eu estou aqui na preparação exatamente para poder mostrar para vocês os dummies.
09:20Então a gente tem dois dummies com 85 kg representando dois homens aqui na frente.
09:27E aqui atrás nós temos uma criança de 3 anos que inclusive está na cadeirinha
09:33e a cadeirinha está com a fixação Isofix.
09:36E a gente tem uma criança de 10 anos que está no booster também com Isofix.
09:43Isso tudo é para seguir um padrão internacional de fixação.
09:47Me chamou bastante a atenção esses adesivos aqui que antes eram preto e amarelo de forma triangular
09:54como vocês podem ver aí nas imagens de cobertura.
09:56E agora ele tem esses cinco pontos aqui que pelo que os engenheiros me explicaram
10:02é uma evolução e eles conseguem identificar melhor a deformação na carroceria
10:08avistando as imagens das câmeras.
10:12Então também é bacana para nós acompanhar toda essa evolução.
10:18E você também está vendo nas imagens de cobertura a quantidade de sensor que tem acoplado nesse porta-malas.
10:27São 300 sensores entre sensores na carroceria e também nos dummies.
10:36Eu tenho feito uma comparação a uma matéria que foi publicada na 4 Rodas em novembro de 2000
10:42no qual a 4 Rodas bancou o crash test de quatro carros na época.
10:49E é muito interessante o quanto que a gente teve de evolução em 25 anos.
10:54A começar pelos testes virtuais que vocês também estão acompanhando aí.
10:59Vocês podem ver que no teste virtual o tracker se comporta exatamente da mesma maneira
11:05que o teste físico, como os engenheiros chamam aqui, que vocês acompanharam aqui comigo.
11:11E isso é bem impressionante.
11:13Inclusive eles comentaram que quando eles colocam as imagens lado a lado
11:18não dá nem para saber qual foi o teste virtual e qual foi o teste físico.
11:23E isso é bem impressionante.
11:26Um outro dado que me chamou bastante atenção é que no momento do desenvolvimento,
11:31lá nos anos 2000, a gente tinha um envolvimento de cerca de 80 carros.
11:36E hoje é apenas virtual, então a gente não tem nenhum teste físico com nenhum modelo.
11:44Os testes são só para homologação e aí eles continuam sendo feitos aqui no laboratório da AGM.
11:52Agora a gente está se aproximando do momento do crash test e eu estou aqui para mostrar para vocês o
11:59tamanho dessa pista aqui.
12:01São 160 metros, mas o carro vai ficar posicionado a 80 metros da barreira deformável.
12:12O tracker está sendo preparado dentro dessa câmara refrigerada, que está setada entre 19 e 21 graus Celsius
12:20para atender uma norma de homologação e trazer isonomia para o teste.
12:26Isso quer dizer que todos os componentes vão estar na mesma temperatura no momento do impacto.
12:32Esse carro fica aqui por cerca de 4 horas.
12:38Aqui eu estou dentro de uma sala com 14 dames e essa sala é climatizada e também tem controle de
12:46umidade.
12:47Esse meu companheiro aqui que está no meu colo representa uma criança de 6 anos e tem 16 quilos.
12:54E a gente tem boa parte dos dames aqui para impacto frontal, que é exatamente o impacto que vocês já
13:02viram.
13:02Mas tem alguns que são específicos para o impacto traseiro.
13:07Esse dame mais barrigudinho que vocês estão vendo aí, que inclusive tem toda uma preparação cervical
13:14para que eles possam avaliar quantos danos esse dame já passou.
13:20A gente também tem aqui nessa sala um dame específico para impacto lateral
13:25e que aí ele também tem toda uma disposição diferenciada para isso.
13:30Cada dame tem entre 70 e 90 sensores para que os engenheiros possam avaliar o dano em cada dame conforme
13:40cada impacto.
13:42Então eu estou falando aqui dos principais, o impacto frontal, o impacto lateral e o impacto traseiro.
13:49E o laboratório de crash test aqui da GM recentemente comprou um dame que não tem cabos
13:57e ele é o dame mais tecnológico que a gente tem hoje no mercado.
14:03E ele traz a vantagem de tornar toda a preparação um pouco mais rápida e também toda a captação desses
14:11dados.
14:12Um dado que eu achei bem interessante é que até os sapatos têm que ser homologados, é tudo no detalhe
14:20mesmo.
14:22E além disso, também me impressionou o fato de que eu tenho uma padronização de peso.
14:29Então esse boneco que inclusive é bem pesado, que está aqui no meu colo, que tem 16 quilos,
14:35ele representa uma média de peso de crianças de 6 anos.
14:41Então a gente tem crianças de 10 anos aqui representadas com um peso médio da população.
14:48E a gente tem também um homem de 85 quilos, uma mulher de 55 quilos e também crianças de 1
14:55ano e meio e 3 anos.
14:57Então eles representam, eles pegam uma boa faixa da população.
15:03Portanto, é possível que os engenheiros aqui possam avaliar a lesão em boa parte da população,
15:11tanto pelo sexo quanto pela idade.
15:16Bom, vocês já perceberam que o negócio aqui no laboratório de segurança é impacto.
15:22Inclusive na calibração dos dames é isso que acontece.
15:27Então agora o que vocês assistiram é uma calibração de pescoço.
15:33Então são 4 metros por segundo, uma cabeça que tem mais ou menos 4 quilos
15:39e é uma cabeça de um adulto que serve tanto para homens quanto mulheres, é claro.
15:45E é exatamente isso que eles fazem aqui.
15:49Eles vão ver todos os dados no computador para verificar se o impacto está correto,
15:55se a calibração está correta, para aí sim colocar no dummy para que ele possa entrar no carro
16:02e aí sim fazer o crash test.
16:10O que vocês acabaram de assistir foi um teste de abertura de airbag lateral ou mesmo de cortina.
16:17O tempo de abertura é de 30 milissegundos, 10 vezes mais rápido do que uma piscada
16:23e me impressionou muito o barulho.
16:25Eu imagino que para vocês também é quase um tiro, então você imagina esse barulho no momento do impacto.
16:33E o mais interessante que os engenheiros estavam me explicando aqui é que são os sensores chamados de acelerômetros
16:41que vão acabar disparando cada um dos airbags, tanto os frontais quanto os laterais.
16:49Então no momento da colisão, que vai existir uma desaceleração muito brusca,
16:54é que o sensor acaba enviando esse comando para a abertura dos airbags.
17:03O mais interessante é que essa câmara climática consegue simular
17:08tanto temperaturas abaixo de zero grau, quanto temperaturas muito elevadas.
17:14Para os engenheiros poderem conferir o tempo de abertura dos airbags em cada uma dessas condições climáticas.
17:21E são condições extremas mesmo.
17:24Então aqui nessa condição abaixo de zero grau, pelo que eu vi, sou completamente leiga,
17:30ele abriu e imagino que ele abriu dentro do tempo esperado.
17:35Então numa condição acima de 50 graus,
17:39eles também vão conferir se houve alguma lentificação da abertura desses airbags
17:46por conta dessa temperatura tão elevada.
17:49Então esse laboratório serve exatamente para avaliar essas condições tão extremas de temperatura.
18:01Então é sem dúvida que o nível de segurança dos carros desenvolvidos e produzidos no Brasil
18:08evoluiu de forma muito significativa.
18:12Aqui no laboratório da GM já foram feitos mais de 4 mil testes em 28 anos.
18:20E é um orgulho, é claro, que a gente tenha um laboratório com esse nível de tecnologia em segurança dentro
18:29do país.
18:29A gente tem outras marcas que também tem laboratórios como esse, mas são poucos laboratórios por aqui.
18:37É isso, espero que tenham gostado do vídeo.
18:39Peço que curtam e compartilhem com seus amigos.
18:42E não deixe de conferir tudo que a 4 Rodas faz aqui no canal e em todas as redes sociais.
18:48E não se esqueça, para conferir matérias exclusivas como essa aqui, é sempre acessando a 4 Rodas.
18:574 Rodas, aqui se faz jornalismo.
19:00Um beijo!
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