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Marcelo Favalli analisou os impactos das restrições do governo americano à Universidade de Harvard. O corte no financiamento federal e o veto a estudantes internacionais ameaçam a produção científica dos EUA, enquanto potências como China ampliam investimentos em pesquisa.

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Transcrição
00:00Entender quais são as restrições, primeiro de financiamento federal a Harvard,
00:06e agora a restrição de matrículas de acesso a determinados tipos de estudante,
00:11nesse caso aí internacionais, a maior universidade dos Estados Unidos,
00:16uma das maiores do mundo, vai gerar consequências em desenvolvimento acadêmico,
00:22desenvolvimento científico, desenvolvimento tecnológico,
00:25e eu já vou adiantar o final dessa conversa.
00:28Outras potências estão no caminho contrário de enormes investimentos também nesse setor acadêmico.
00:37Mas vamos ver aqui, primeiro, o que significa a Universidade de Harvard.
00:41Não é nenhuma propaganda, não, são dados concretos.
00:45Seguinte, inovações. Só em 2024, as pesquisas de Harvard geraram 402 inovações
00:54em diferentes campos do conhecimento.
00:58155 patentes foram registradas por pesquisas feitas por Harvard.
01:05Eu vou deixar esse número aqui no final, que é o mais importante.
01:08Oito presidentes americanos saíram de Harvard,
01:11e hoje, 144 bilionários americanos se formaram em Harvard,
01:17e que, de alguma maneira, eles desenvolveram organizações, empresas, tecnologias
01:24que estão voltadas para os Estados Unidos.
01:27Há exemplos de Mark Zuckerberg, da Meta, Bill Gates, da Microsoft.
01:32Deixei para o final o que talvez eu achei o mais impactante.
01:36O Brasil não tem nenhum prêmio Nobel, nenhum, o Brasil como país.
01:41Só a Universidade de Harvard tem 162 prêmio Nobel.
01:47Vamos ver agora o tamanho do impacto que são os alunos estrangeiros,
01:54que é essa nova restrição que o Donald Trump está querendo impor e a justiça está barrando.
01:58Próxima arte, por favor.
02:00Não é que tem um ou outro estudante estrangeiro.
02:04Eles são tão numerosos que, por exemplo, só os estudantes brasileiros em Harvard
02:08organizam uma semana dos estudantes brasileiros para fomentar essa conexão entre Brasil e Estados Unidos.
02:14Só os estudantes brasileiros.
02:17Eles representam e têm um crescimento desde o ano de 2006.
02:22Hoje, eles são 27,2% não-americanos estudando efetivamente em Harvard.
02:29Ou em diferentes níveis, aqueles que estão para se formar, aqueles que estão fazendo monitoria para os calouros.
02:37São quase 7 mil estudantes estrangeiros que também fazem parte dessas pesquisas,
02:44destes desenvolvimentos que vão virar novas tecnologias, novos conceitos,
02:51que vão criar novos best-sellers na literatura, que depois viram, por exemplo, prêmios Nobel.
02:57Vou pedir a próxima arte agora para a gente entender de onde que vem o dinheiro de Harvard
03:02e esse que pode ser cortado também.
03:05Mais de 40%, 45% vem de filantropia.
03:09Manter essa enorme estrutura que gera prêmios Nobel, gera bilionários, presidentes americanos,
03:15custa quase 6 bilhões e meio por ano.
03:18Mas o importante é que, olha, em vermelho, órgãos federais,
03:22quer dizer, partes do governo que financiam pesquisa, representa 11%.
03:28Está longe de ser a maioria, mas é uma parcela muito importante.
03:3421% vem aqui de mensalidades, o que os alunos pagam para morar na universidade,
03:42o que eles gastam nos refeitórios.
03:44Mas os mecenas, ex-formandos, aqueles bilionários que acreditam ainda na educação de Harvard,
03:50mandam dinheiro para a sua chamada alma mater.
03:55Mas o reforço, se houver um corte federal, se perde 11%,
03:59que vai impactar pesquisas, desenvolvimento, novas tecnologias, novas patentes.
04:05Para a gente encerrar, tem mais uma arte para a gente finalizar.
04:08O seguinte, vamos olhar as outras potências, porque os Estados Unidos,
04:13durante muito tempo, junto com a Europa Ocidental,
04:16nadaram de braçada nesse desenvolvimento tecnológico.
04:20Mas nós não estamos mais no século XX.
04:23Nós viramos de século e agora nós temos outras grandes potências,
04:28uma delas chamada China, que está aí dominando este nosso período.
04:33E aqui, um traço desde 2005, perdão, desde 2015,
04:39a quantidade de dissertações, teses, ideias que surgiram em universidades chinesas,
04:46que são citadas em papers, em revistas acadêmicas de alto nível.
04:53Hoje, há mais resultados citados em pesquisas de alto nível,
04:58que vem da China, do que dos Estados Unidos, que está caindo,
05:02e a União Europeia ainda continua em terceiro lugar.
05:06Mas aqui, nessa luta de gigantes, que nós estamos acompanhando faz tempo,
05:11do século XXI, a China já passou os Estados Unidos.
05:16E repito, a China não está cortando nem restringindo alunos
05:22nas suas universidades, diferente do que a gente está vendo em Harvard.
05:26A sequência, a gente vê, digo, as consequências,
05:29a curto, médio e longo prazo.
05:32Cris Pelagio, alguém vai pagar essa fatura aqui.
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