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  • há 5 semanas
Com o aumento da expectativa de vida, a população sênior está mais ativa. Isso significa que os idosos podem doar tempo, trabalho, sabedoria e talento

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00:11Olá, eu sou a Nayara Arpini, esse é o sexto episódio do podcast Bem Envelhecer Médicênior.
00:17Mais uma vez, a gente está aqui para mostrar como você pode envelhecer melhor e com mais saúde.
00:22O episódio de hoje é sobre um tema muito inspirador, que é o voluntariado.
00:26E aí, para me ajudar a conversar um pouco sobre os benefícios de fazer o bem para o próximo,
00:32estou com o doutor Rony Mucamal, geriatra. Seja muito bem-vindo mais uma vez, doutor Rony.
00:37Muito obrigado, Nayara.
00:39Tudo bem com você?
00:40Estamos bem, muito bem, graças a Deus.
00:42Vamos para mais uma missão, né?
00:44Vamos falar do voluntariado, assunto também de muita relevância.
00:48Ainda pouco explorado no nosso país, mas com grande potencial.
00:52Eu normalmente começo fazendo perguntas até meio pessoais para vocês.
00:56O episódio do medo de envelhecer, já comecei perguntando para você e para o Michael,
01:01vocês têm medo de envelhecer?
01:03Então, hoje eu vou te perguntar, você tem alguma experiência com voluntariado?
01:07Já chegou a fazer alguma coisa nesse sentido?
01:09Eu tenho pouca, né?
01:10A gente, como médico, a gente acaba atolado de trabalho, né?
01:15Mas eu já tive pequenas experiências com ir em instituição asilar, né?
01:20Sem ter um contrato, né?
01:22Me dispor do meu tempo, né?
01:25Isso antes de eu vir para o Espírito Santo.
01:27E me doaram ali no tempo.
01:30Obviamente, quando a gente tem um trabalho técnico,
01:32você acaba usando o seu trabalho técnico para ajudar os outros, né?
01:35Então, não dá para distanciar o meu lado médico, né?
01:39Mas é incrível você estar ali com os idosos,
01:42sem nenhuma relação de trabalho, né?
01:46Sem uma empresa, representando só por estar, se doando, ouvindo.
01:51E parece que você fica mais leve ali, você se entrega mais, né?
01:57Então, é muito gostoso.
01:58Foi muito interessante.
01:59As pequenas experiências que eu tive, né?
02:02Você vai para fazer o bem para uma pessoa e sai de lá melhor, né?
02:05Na verdade, parece que é um efeito até reverso, né?
02:09Todo mundo sai ganhando.
02:10Isso é muito interessante, né?
02:12A gente tem visto até estudos científicos sobre o voluntariado, né?
02:16O voluntariado é um ato de amor, né?
02:19Então, a pessoa que se dedica ao voluntariado
02:22e dá o seu bem mais precioso que ao tempo,
02:27ela tem um benefício direto,
02:29porque ela está naquele momento numa sintonia de gratidão, né?
02:34De olhar ao próximo.
02:35E aí tem uma mágica que acontece.
02:37A gente vê até com alguns idosos que são voluntariados,
02:40que se você está em casa, você começa a pensar que está ruim,
02:44que dói o joelho, que sua vida não está boa.
02:47E aí, quando você vai fazer alguma coisa,
02:50você vê que tem gente que precisa muito mais que você.
02:53E que você ainda tem um pertencimento imenso, né?
02:58Principalmente quando a gente fala de voluntariado mais para o idoso, né?
03:02O idoso que tem a oportunidade de ser voluntário.
03:05Então, o benefício para a saúde mental é imensurável, né?
03:12E que bom que a gente tem dados positivos em relação a isso.
03:16Vou até pegar a minha colinha aqui, ó.
03:17Porque tem uma pesquisa,
03:19voluntariado no Brasil, de 2021,
03:20que foi feita pelo Datafolha,
03:22que apontou que 56% dos brasileiros
03:25já tiveram alguma experiência com o trabalho voluntário.
03:28Ou seja, a cada 100 brasileiros, né?
03:31Perguntados, 56% já tinham tido alguma experiência
03:33com o trabalho voluntário.
03:35E isso é um número muito maior em comparação
03:37aos dados de 2011 e de 2001,
03:39que foram de 25% e de 18%.
03:41Ou seja, a gente está crescendo.
03:44As pessoas estão percebendo, acho que,
03:46a importância do voluntariado.
03:47Eu não tinha essa ideia, achava que era ainda menos que 50%.
03:51Pois é, eu fiquei surpresa com o número também,
03:52para ser sincera.
03:53Que bom, né?
03:54E é engraçado, eu estou lembrando aqui,
03:56que às vezes no consultório a gente indica o voluntariado.
03:59Eu ia perguntar isso, sabia?
04:01É, então eu lembro de uma pessoa,
04:03até um senhor, né, aposentado, né,
04:07que estava sempre deprimido,
04:09de mal com a vida, assim,
04:12reclamando, buscando doença, né?
04:14E eu sugeri, né, através...
04:16Ele tinha uma ligação com a igreja, né?
04:18Então eu sugeri, através daquela comunidade,
04:20da igreja, ele fazer alguma coisa,
04:22buscar alguma atividade, né?
04:24E ele foi trabalhar dentro das zonas mais carentes,
04:27com famílias com maior necessidade.
04:30Então ele ia lá, tinha aquelas crianças, né,
04:33que tinham muita dificuldade, as mães, de cuidar.
04:36E ele ia, e ele estava ali, né, presente.
04:39E fazendo isso, ele melhorou os sintomas depressivos.
04:45Ele ficou mais animado e ele achou um propósito.
04:48Ele viu que doar ao outro, né,
04:50que a vida dele tem um outro significado, né?
04:53Por mais que ele tinha recursos, né?
04:56Então realmente é algo muito interessante, né?
05:01E essa sua indicação, né, pra esse paciente específico,
05:04foi no sentido de ocupar o tempo dele?
05:08Foi, porque ele estava meio vazio, né?
05:10Ele viajava, né?
05:12Ele tinha algum recurso, né?
05:14E ele estava, ia fazer exercício, né?
05:16Mas ele estava sem um propósito.
05:19E a gente já falou isso aqui, né?
05:21De como o propósito é essencial.
05:23Eu estou vivo, mas e aí?
05:24O que eu faço?
05:25Acordo de manhã, não, acorda de manhã,
05:28eu tenho uma família que eu vou visitar hoje,
05:30que eu posso fazer a diferença pequena,
05:32mas eu posso fazer alguma diferença, né?
05:34E eu achei isso muito interessante, essa pessoa,
05:37e outros exemplos, né?
05:39De como isso é importante, a gente está se doando, né?
05:44No Brasil tem muitas ONGs, muitas organizações, né?
05:49Tem muita oportunidade da gente que precisa, né?
05:54E é sempre bom lembrar que o voluntariado é algo de vontade, né?
06:00Não é, a gente fala, é um familiar que passa a cuidar da sua mãe que está doente ali, né?
06:07Aquilo ali é algo que, às vezes, a pessoa não escolhe,
06:11é algo mais pesado, né?
06:13Que tem voluntariado é quando você decide ir ficar um tempo no asilo,
06:19numa creche, numa comunidade.
06:22Não é só assistencial, você pode ter todo tipo de voluntariado, né?
06:28É cultural, enfim, é algo bem, bem interessante.
06:33E é importante a gente falar disso porque é muito comum que a gente veja a pessoa idosa, por exemplo,
06:39como alguém que precisa de ajuda e não como alguém que pode ajudar.
06:43Que eu acho que o voluntariado, ele vem justamente para até preencher esse papel, né?
06:48A própria pessoa se ver nessa função.
06:51Não, eu posso ajudar alguém de alguma forma, nem que seja com uma conversa.
06:55Eu vou doar o meu tempo para conversar com alguém,
06:59ou para ensinar um artesanato que eu sei fazer,
07:02ou alguém, por exemplo, né?
07:04Como você falou, você no ramo da medicina,
07:06vou lá cuidar de alguém, vou ensinar o que sabe, né?
07:10Passar para as pessoas aquilo que sabem.
07:13Então é muito legal ver como o voluntariado vem para preencher isso.
07:17Para mostrar, não, você mesmo aposentou, não,
07:19mas você ainda tem uma utilidade, você ainda tem uma missão,
07:22você ainda tem um propósito.
07:23Você tem coisa para doar, para dar, para se sentir pertencente àquela comunidade, né?
07:30Lembrei também de um projeto no Hospital Público no Rio,
07:33de voluntários idosos também, dentro do hospital também.
07:36Só de voluntários idosos.
07:37É, eu lembrei disso também, acolhendo as pessoas, né?
07:40Então, há muito o que fazer, né?
07:43E aí eu também te pergunto, Naira, e você?
07:46Você sempre pergunta para a gente, e você?
07:48Já teve alguma experiência com voluntariado?
07:50Eu já tive, confesso que gostaria de ter mais, queria que isso fosse até mais frequente, né?
07:56Queria ter, assim, uma frequência maior mesmo de voluntariado.
08:00Ainda não tive, mas é um, sabe quando você vira o ano, você faz a meta, assim, sabe?
08:05Está lá nas minhas metas.
08:06Mas já tive a oportunidade de trabalhar como voluntária em alguns projetos sociais,
08:10lá de Guarapari, que é minha cidade.
08:11Minha mãe é voluntária, então eu vejo isso em casa também, né?
08:16Minha irmã também já atuou algumas vezes, e aí o exemplo é muito importante nesse sentido, né?
08:22Porque às vezes a gente nem lembra disso.
08:24Às vezes você está em casa, poxa, estou querendo procurar alguma coisa, estou querendo ocupar o meu tempo,
08:29ou estou querendo encontrar uma atividade, alguma coisa que vai me trazer mais interação com outras pessoas.
08:37E parece que o voluntariado não é uma coisa que aparece, assim, de primeira, né?
08:42Tem que, às vezes, alguém vir e cutucar.
08:44Ah, por que você não vai num projeto? Por que você não passa a ensinar tal coisa que você sabe?
08:48É, eu acho que a gente ainda não tem a cultura do voluntariado.
08:52Exatamente, eu sinto isso.
08:53É tudo muito difícil, se você quiser entrar, né? Não existe, né?
08:58As portas são pequenas, são pouco ainda.
09:01Eu acho que as instituições, né? Elas poderiam promover mais isso, né?
09:05Abrir mais os leques, ser uma coisa institucional, exatamente porque as pessoas estão aí.
09:11Só falta a gente...
09:13Tem um monte de gente precisando, né?
09:15Tem um monte de gente precisando, né?
09:17Doutor, como é que a gente poderia listar esses benefícios que o voluntariado pode trazer,
09:23tanto fisicamente, emocionalmente, mentalmente, até pra gente convencer quem está assistindo a gente?
09:30De convencer não, né? Que eu acho que não é difícil convencer, mas pra estimular, pra incentivar quem está assistindo,
09:35quem está ouvindo a gente também, é talvez tomar esse primeiro passo.
09:38O voluntariado, ele traz uma sensação de dever realizado, né?
09:43De bem-estar, porque você está doando, uma pessoa está recebendo e você vê o resultado.
09:50Então é uma coisa assim, aquela liberação que a gente fala de liberação de dopamina imediata, né?
09:55Você está vendo alguém e está se beneficiando.
09:57Então você já sente um bem-estar.
10:00E, obviamente, essa sensação de bem-estar vai estar associada a menos depressão, menos insônia, né?
10:07Menos ansiedade, porque esse sentimento, essa sensação, ela é muito boa, né?
10:15Fora o pertencimento.
10:18Da mesma forma que a gente tem a percepção que hoje eu estou dando, eu posso um dia estar recebendo.
10:25E a gente também tem que estar preparado pra isso.
10:29Porque talvez um dia a gente precise de alguém.
10:31Então, ter alguém para nos apoiar, nos auxiliar em alguma necessidade,
10:37seria algo também que a gente tem que estar aberto, né?
10:42A receber, né?
10:44E, então, eu acho que o voluntariado, você cria vínculos, você cria amigos.
10:51Você, como você falou, você tem um propósito.
10:54O voluntariado, ele é muito amplo, não necessariamente é só assistencial.
10:58A gente está falando aqui de mais assistencial, mas tem muita coisa que você pode fazer pela sua comunidade, né?
11:03Nos Estados Unidos, tem os voluntários das comunidades que vão controlar o trânsito
11:09para as pessoas passarem, as crianças passarem na escola.
11:11Então, são senhoras também.
11:13Outro exemplo que eu vi recente, né?
11:16São senhoras que estão ali ajudando as crianças a atravessarem a rua, né?
11:19Porque as crianças têm uma mobilidade mais fácil que o Brasil.
11:25Então, o voluntariado, ele está ali.
11:27E ele está inserido numa comunidade ali, né?
11:30Você faz parte de uma comunidade, né?
11:32De um grupo, você pode ser um voluntário de fazer música.
11:38A gente tem o Coral da Medicênio aí, que também é outro exemplo, né?
11:42Que se apresenta e, enfim.
11:46Então, é algo muito positivo para a saúde mental e, obviamente, para a saúde física, né?
11:52Porque você sai de casa, você anda, você faz as coisas.
11:55Interagem.
11:55Tem voluntariado de esporte, que a gente acha que vai falar mais disso.
11:58Então, você fazer uma atividade física, que, obviamente, a gente sabe o benefício que é estar ativo, se movimentando.
12:08Então, eu diria que isso é muito recomendado aí para o nosso envelhecimento, né?
12:15Fortalecimento dos laços sociais, emocionais.
12:20Então, é um dos pilares também da gente construir uma sociedade amigável ao envelhecimento, né?
12:29Ou idoso, ao envelhecimento.
12:30Porque é isso que a gente quer, né?
12:31Nós seremos idosos, se Deus quiser.
12:34Legal esse termo que você usou, né?
12:35Uma sociedade amigável ao envelhecimento.
12:38Porque eu ia perguntar justamente isso.
12:40Você acha que o voluntariado e que a presença desse público sênior no voluntariado
12:44ajuda a mudar uma percepção que a sociedade, às vezes, tem sobre o envelhecimento?
12:50Totalmente.
12:51Então, a presença do idoso mais ativamente, como uma pessoa que está doando seu tempo,
12:58muito funcional, a gente vai olhar diferente para o idoso.
13:02E o voluntariado também, ele pode ser uma forma da gente juntar o idoso com o jovem.
13:08Eu sempre falo disso, que é os encontros intergeracionais, que são espetaculares.
13:13Então, existe projetos, por exemplo, das escolas irem no asilo, na instituição asilar,
13:20na instituição de longa permanência.
13:22E o contrário também, né?
13:23O idoso ir na escola, olha que forma voluntária, né?
13:27Está conversando, olhando para os jovens, né?
13:30E lembrar que o voluntariado não é só da pessoa mais velha, né?
13:35Todo mundo, né?
13:36Nas Olimpíadas, a gente teve a experiência de vários, foi muito disputado, né?
13:42Os voluntariados da Olimpíada, todo mundo queria participar, de estar ali, de participar
13:45de um evento grande, né?
13:47De estar contribuindo um pouco, né?
13:51Então, tem essa percepção positiva do envelhecimento, né?
13:55Acho que para todos nós, de pertencimento, né?
13:58A gente quer estar vivendo em qualquer idade, sentindo que tem uma sociedade que a gente pertence,
14:05que eu olho...
14:05E que a gente é útil de alguma forma, né?
14:07Exato.
14:07Eu olho para você, você olha para mim, a gente está se cuidando, né?
14:11Legal.
14:11Você falou da Olimpíada, né?
14:13Das Olimpíadas.
14:13Eu lembrei agora da Olimpíada.
14:15Legal, porque no próximo bloco a gente vai falar mais sobre esporte, sobre voluntariado
14:20no esporte, como você disse, né?
14:22Então, vou pedir para o pessoal que está assistindo, não sai daí não, que daqui
14:25a pouquinho a gente volta com uma convidada super especial.
14:33Estamos de volta e vamos agora para a segunda parte do nosso papo sobre voluntariado.
14:38E deixa eu apresentar para vocês já a convidada especial de hoje, Kátia Siquara, técnica
14:43de vôlei.
14:43Seja muito bem-vinda.
14:45Obrigada.
14:46Boa tarde a todos.
14:47Tudo bem?
14:48Que bom.
14:48Meu nome é Kátia, né?
14:49Você já falou, né?
14:50Sou técnica de vôlei adaptado, né?
14:53Atleta de vôlei, né?
14:55Pois é.
14:56Eu ia até começar o papo com você, Kátia, falando de uma outra coisa, na verdade
15:00puxando por uma outra parte de voluntariado que você faz, mas como a gente saiu do primeiro
15:05bloco falando sobre Olimpíadas, e aí no intervalo você já soprou para a gente aqui
15:10que você foi voluntária nas Olimpíadas de 2016, já fiquei curiosa para saber como foi
15:16essa experiência, né, doutor Rony?
15:17Todos nós, que ela falou, e eu lembrei disso, que foi super disputado e você teve a chance
15:21maravilhosa de estalar.
15:22Como foi?
15:23Uma grande oportunidade, né?
15:24Eu me inscrevi para umas duas, três vezes, né, para a Olimpíada de 2016.
15:28Na verdade, eu focava o vôleibol, né, que é a minha praia, mas infelizmente eu não
15:32pude ficar na quadra, tanto da quadra quanto da areia, mas eu tive a oportunidade de estar
15:38lá assistindo, né, porque quando a gente presta o voluntariado, a gente pode entrar
15:42em todas as estações, né?
15:45Então eu fiquei no golfe, né, que foi uma experiência ímpar, nunca tinha conhecido
15:50o golfe de perto, né, e também fiquei, eu fiquei 21 dias lá, foi fantástico, foi uma
15:56experiência ímpar, eu tinha acabado de me formar em Educação Física, foi ótimo
16:00para o meu currículo, né, e também fiquei na quadra com tênis de quadra, conheci todos
16:06os atletas de tênis de quadra, foi muito bom, as irmãs William, né, todo mundo, Nadal,
16:13todo mundo, foi muito ótimo, eu acho assim que todos nós deveríamos passar por uma experiência
16:18dessa.
16:18Eu confesso que eu fiquei com uma invejinha, tá?
16:20Que é Olimpíadas, né?
16:22Mas, e a gente tem a oportunidade de ser voluntária em outros projetos, em outras
16:26ações que às vezes estão mais próximas da gente e a gente nem imagina.
16:30E aí queria que você falasse agora pra gente sobre esse outro projeto, essa outra vertente
16:34de voluntariado que você tem, que já é aqui na Grande Vitória, que é o Viva Volley,
16:38não é isso?
16:39Sim, o Viva Volley.
16:40Explica pra gente.
16:41Explico sim.
16:42É, o Viva Volley nasceu tem 5 anos, ele nasceu de um projeto, ainda eu como funcionário
16:46de uma empresa conceituada aqui de Vitória, eu fazia lá dentro já o voluntariado, né,
16:52o voluntariado é muito, né, eu ouvia o senhor falando, ele é muito forte.
16:56E aí a gente escreve o projeto e aí você é contemplada ou não.
17:02Então eu tinha acabado de fazer educação física e escrevi o projeto para o vôlei adaptado
17:05a melhor idade.
17:06Eu procurei estudar sobre ele, é um vôlei específico para melhor idade, acima de 60 anos.
17:12Gostei, comecei com esse trabalho na praia, depois eu pude entender melhor como que era
17:18o vôleibol adaptado, fui buscar o presidente da CBVA, da Confederação Brasileira de Vôlei
17:23Adaptado, trouxe ele no Espírito Santo, onde foi onde nós começamos, reunimos mais ou
17:28menos 250 pessoas, onde ele falou das regras, como que funcionava, por que que foi criado
17:33esse vôlei adaptado, porque o vôlei na verdade é adaptado, nada mais é do que você pegar
17:36o vôlei tradicional e adaptar com algumas regras para que o idoso, ele não salta para
17:41não machucar o joelho, que ele não tenha tanta velocidade para não cair, então foi
17:46algo adaptado.
17:48E eu então fiquei assim, maravilhada e procurei me doar para ser técnica dessa equipe, ainda
17:54para a competição.
17:56Então hoje eu sou voluntária, me dou para esse projeto, três vezes por semana, dando
18:02treino para essas pessoas, além dos treinos, que a gente é uma família do vôlei, a gente
18:05também trabalha muito com autoestima, eu falo muito com ele que eles são muito úteis,
18:13que eles podem estar também sendo voluntário para uma outra entidade, e aí esse trabalho
18:19foi me enriquecendo, Deus foi me dando tanto recurso, Deus foi me maravilhando de tanta
18:25oportunidade, que ele me deu tanto, por que que eu não poderia me doar para essas pessoas
18:30pessoas que eu via com muita carência, são pessoas separadas, são pessoas que não
18:36têm família, e pessoas com problemas mentais realmente, né, a parte psiquiatra, pessoas
18:42com baixa estima, com colesterol e glicose muito alta, pessoas que melhoraram muito essas
18:49taxas, então eu fui assim, sabe, vivendo isso, e hoje nós estamos com cinco anos desse
18:55grupo, um grupo que luta, nós somos independente, a gente vende rifa, né, faz cotinha quando
19:01a gente precisa viajar para uniforme, para a gente poder pagar hotel, né, a gente tem
19:06a contemplação do ônibus que o Accessport nos fornece, mas as demais coisas são todas
19:11despesas por nossa conta.
19:12Então, eu como voluntária, assim, que o meu voluntariado já vende bem de novinha, né,
19:18mas agora esse projeto, ele me deixou assim, como vocês mesmos estavam falando aqui, mais
19:23viva, né, porque você ajuda alguém não importa quem, você está fazendo algo que
19:29você se vê cheio de energia para continuar, esse é o meu objetivo hoje com Viva Vôlei.
19:36Você assume um compromisso com pessoas que às vezes não tem nada a ver com a sua rotina,
19:41com a sua vida, mas você passa a conhecer e parece que forma até uma família, né?
19:45Forma uma família, né?
19:46E como isso é importante para o que a gente falava, né, doutor Rony, mais uma vez, essa
19:49importância da interação com outras pessoas.
19:52O pertencimento e eu achei legal essa questão de ser adaptado, a questão da inclusão, né?
19:56Sim, inclusão demais.
19:57Você inclui todo mundo, você por se adaptar, você falou um perfil de pessoas diferentes,
20:03com problemas diferentes e todas são contempladas, todas têm oportunidade de estar juntas, né?
20:08A gente tem uma porta de entrada para a inclusão e se dentro dessa inclusão você vê que
20:12a pessoa tem o perfil para competir ainda, aí eu levo para os dias da competição.
20:18Na prática, como que é o vôlei adaptado?
20:20Eu vi um vídeo, mas queria que você explicasse para a gente.
20:23É tranquilo.
20:24O vôlei adaptado, por exemplo, o saque, ele não pode passar da linha acima do ombro,
20:28então você não pode sacar por cima, não pode jogar a bola por cima, ele tem que ser
20:30sempre na linha do ombro, ou assim, ou jogar o vôleibol tradicional, desculpa, o saque
20:36tradicional.
20:36Por baixo.
20:37Por baixo.
20:37A pessoa segura a bola, passa para o outro, ele tem três toques segurando a bola, e aí
20:42o último vira a bola para o outro lado, de forma, ou com as duas mãos ou com uma mão
20:46só, e fazendo, procurando buraco para derrubar no chão.
20:49Então, no vôlei tradicional, a bola vai de um jogador para o outro, mas não pode segurar,
20:54já no vôlei adaptado, pode segurar por três segundos?
20:57Pode segurar por três segundos.
20:58Ah, entendi.
20:59E eu também vi o vídeo e achei bem divertido, né?
21:02Bem, olha...
21:03Eu vi que as pessoas estavam se divertindo, e isso também é legal, né?
21:05E se exercitando, né?
21:06Se exercitando, mas feliz, né?
21:09Sim, em São Paulo é uma febre, em São Paulo eles competem mesmo, pegam ex-jogadores
21:14de basquete, que são altos, então o cara já sabe fazer o pivô, ele pega e enterra
21:17a bola.
21:18A gente ainda está caminhando para isso, né?
21:20Apesar de que a gente não tem muitas pessoas com estatura alta, mas eu trabalho muito
21:25a defesa, porque você trabalhando uma boa defesa, na hora que você vai segurar a bola
21:29ao qual eles estão atacando, você consegue segurar com mais firmeza.
21:32Tem toda uma técnica, para você não machucar a mão, né?
21:34Os dedos, já não estamos falando de idoso, então tem a pegada que é assim, ou a pegada
21:38que é assim, a pessoa abraça a bola, para não machucar a ponta do dedo.
21:41Eu achei legal você falando da sua experiência na Olimpíada, a gente estava falando dos benefícios
21:46do voluntariado, você falou assim, isso é muito importante também para o currículo,
21:51né?
21:51Para o currículo.
21:52E como que a gente tem muita coisa para crescer no voluntariado, né?
21:56De falar assim, ó, eu participei de uma Olimpíada, está no meu currículo e alguém
21:59olhar aquilo e falar, caramba, você é uma pessoa que tem um diferencial, né?
22:03A sua experiência de estar lá, né?
22:06Então, como que a experiência do voluntariado pode ser algo positivo, não só na esfera
22:12que você está se sentindo bem, mas também para a pessoa mais nova, né?
22:17De falar, ó, isso aqui pode me ajudar, depois eu seguir uma carreira, que às vezes a porta
22:23é fechada, né?
22:25Você é no horizonte, sim.
22:27Ainda mais essa porta do esporte, né?
22:28De participar de um evento internacional, né?
22:30Eu tenho percebido que as empresas estão valorizando muito.
22:34Exatamente.
22:34Quando os candidatos, né?
22:35Alguma vaga chegam já com uma base ou com uma experiência em voluntariado, não
22:40só em outros trabalhos.
22:42Sim.
22:42Até porque eu acho que o voluntariado ensina coisas que uma experiência de trabalho
22:46não ensina.
22:46Com certeza.
22:47Então, você adquire alguns valores, algumas coisas ali que você aprende, que você não
22:53aprenderia em outra situação.
22:55Então, por isso que é tão valorizado e tão importante.
22:57Também você atrai uma pessoa que tem um caráter colaborativo.
23:00Sim, colaborativo.
23:01Você vai ser uma pessoa que gosta de voluntariado.
23:01E é o que mais as empresas hoje buscam, né?
23:04São pessoas comunicativas, pessoas que têm uma certa experiência com pessoas, né?
23:08Que é um ser humano, né?
23:09É uma coisa que se fala muito, assim, né?
23:11Tem certas habilidades que você é capaz de ensinar, que a empresa pode ensinar para o funcionário.
23:15Agora, tem certas habilidades que não são ensináveis.
23:18Já nasce.
23:18Então, quando a pessoa já vem com aquela bagagem, né?
23:22A empresa já sabe que está, talvez, contratando alguém especial para aquele cargo, né?
23:26Que vai se encaixar muito bem ali.
23:28É brilhante, é.
23:29Eu queria saber da Kátia também sobre a experiência dela na empresa dela que ela trabalhava, da
23:34questão do voluntariado.
23:35A própria empresa incentivava, né?
23:37Isso é muito legal, né?
23:38A empresa que eu trabalhava, ela era muito focada em voluntariado e ainda continua.
23:43Porque eu saio de lá e eu vejo os trabalhos que estão fazendo.
23:46Então, o que que eles trabalham muito como?
23:48Por exemplo, o empregado, ele se candidata a ser voluntário.
23:51Então, ele desenvolve projetos que aí você está ensinando.
23:54Além de você desenvolver projetos, está te ensinando a ser voluntariado.
23:58Você desenvolve o projeto, você ganha esse projeto, né?
24:01Passa por um comitê, né?
24:02E você ganha.
24:03E aí, ela te dá um auxílio para isso, né?
24:05E aí, você, além de você botar em prática o amor, que é a caridade, né?
24:10Que o voluntariado, ele está ligado ao respeito, ao amor, ao próximo, seja idoso, criança, né?
24:15Então, a gente trabalhava muito com casa de passagem, né?
24:18As crianças que estavam lá em casa de passagem, que os pais cometeram qualquer coisa e estavam presas,
24:24essas crianças iam para essas casas.
24:25Então, a gente trabalhava muito com pintar o parquinho, consertar o parquinho, levar brinquedo para essas crianças.
24:33E assim, isso para a gente, pelo menos para mim, assim, era uma...
24:38Eu me sentia muito orgulhosa disso, sabe?
24:41De estar praticando alguma coisa para alguém que os olhinhos brilhavam, chegavam a chorar, sabe?
24:46Então, essa experiência eu já tinha, na verdade, mesmo antes de entrar nessa empresa.
24:50Então, isso já vem, né?
24:51Porque meu pai era muito voluntário, meu pai trabalhava numa situação bem difícil no início, né?
24:59E ele, assim, ele doava muito alimento para as pessoas carentes, né?
25:03E ele nos passou isso tudo.
25:04Nós somos, por exemplo, eu sou...
25:05Eu tenho sete irmãos, nós somos em oito.
25:08Então, todos nós temos um pouco disso, sabe?
25:11Isso é muito importante.
25:12Eu acho que todo mundo deveria ensinar os seus filhos a praticar o voluntariado
25:19através da caridade, através do amor, do respeito, da bondade.
25:23Porque aí eles já vão crescer com esse intuito.
25:27Meus filhos, por exemplo, eu tenho uma filha, Tamir, de 30 anos, tenho um filho de 23.
25:32Todos os dois me acompanhavam nos meus programas de voluntariado.
25:36E eles, hoje, eles fazem muito isso.
25:40Então, assim, o Caio, então, o meu filho é surpreendente.
25:43Ele vê que eu moro numa rua que todo mundo, toda hora, pede alguma coisa.
25:47E eu não nego comida nem água, não dou dinheiro.
25:50Então, ele mesmo vai lá, faz o prato para as pessoas, ele pega...
25:52Nós já deixamos garrafinha de água.
25:54E eu acho isso muito bacana.
25:56É uma coisa que vai passando mesmo, pelo exemplo, né?
25:59Os filhos vêm nos pais e isso vai refletindo.
26:01Vai refletindo, né?
26:03Agora, você foi para esse lado do esporte, do vôlei, por você já ter uma afinidade com isso, né?
26:09Você já gostava, já era atleta de vôlei, cursou educação física.
26:13E uma pergunta que também vale para os dois.
26:15Mas, para quem não tem, às vezes, necessariamente uma afinidade com um tema específico, né?
26:21Com uma área específica onde ela pode atuar como voluntária, como se encontrar?
26:26Por exemplo, eu, Nayara, quero fazer um voluntariado, mas não necessariamente na minha área,
26:30que é a área da comunicação.
26:32Como é que a gente pode se encontrar, se descobrir?
26:37Então, no caso do meu específico da atividade física, né?
26:40Através do vôlei, eu tenho várias pessoas, vários estudantes que chegam até mim e falam
26:44Cátia, eu posso ser sua voluntária? Eu posso aprender um pouco o vôlei que você faz?
26:48Então, acho que parte muito da gente buscar, né?
26:51Na verdade, né?
26:51E é como eu ouvi anteriormente, hoje está crescendo o número.
26:57Também me surpreendi com o número que você passou, porque realmente é surpreendente.
27:01Então, todos nós podemos ser voluntários de qualquer situação.
27:05Se você chegar em qualquer entidade, ou qualquer casa de passagem, ou qualquer centro comunitário
27:11e falar que você gostaria de ser voluntária, tranquilo, você vai ser a caça, então,
27:15que é do câncer das crianças.
27:17Eu já cansei de ser voluntária lá, a gente faz toquinha, eu e minha irmã, de corocheia,
27:21a gente doa para as crianças, né, que ficam com carequinha, por causa do frio.
27:24Eu faço uma campanha muito grande de arrecadação de roupa, por exemplo, fiz também agora
27:29para o pessoal do Rio Grande do Sul, fiz também, faço daquelas tampinhas, que é uma coisa
27:33muito simples.
27:34Eu faço porque aquilo ali você pode trocar para cadeira de roda, para cadeirante.
27:37Então, assim, existe N tipo de voluntariado.
27:40O mais importante é você ajudar alguém, não importar quem.
27:44Basta procurar, né, sempre vai ter algum lugar precisando.
27:47Você pode fazer uma coisa que te dê prazer, não obrigatoriamente na sua área, né.
27:51Então, aqui eu tenho os exemplos de um hospital aqui no estado que existe um médico que toca
27:58muito bem violão, então, no Natal, ela vai no hospital, né, uma médica e toca violão
28:04para as pessoas, né, o outro que se veste de Papai Noel, isso é história real, né,
28:09e se aposentou, mas ele continua indo no hospital, não para atender como médico, mas ele vai lá
28:15e dá presente para as pessoas que estão internadas no dia do Natal, né.
28:19Então, é infinita as possibilidades, né, você pode usar os seus recursos, né, qualquer
28:27um que seja, para ajudar o próximo, né.
28:30Sim.
28:30E tem muita carência, viu, Nayara?
28:32Tem muita carência.
28:32Tem muita área carente.
28:34A gente não imagina...
28:36A gente está desenvolvendo um projeto social em Central Carapina, com 200 crianças.
28:41É uma área totalmente de risco.
28:43Você vê, você não acredita que ainda existe bairro, município naquela situação.
28:49Naquela situação, né.
28:50Então, assim, é muita carência, né.
28:52Então, a gente faz um trabalho muito bacana lá também, arrecada brinquedo para eles no Dia das Crianças,
28:56arrecada no final de ano.
28:58E se você não tem nada, o mais importante é a sua presença.
29:01É o tempo.
29:01É você estar lá.
29:02Se você estiver presente com o outro que está numa situação vulnerável e ele perceber
29:07que você está lá por ele, às vezes eles nem acreditam, né.
29:11E você, às vezes, está lá com o seu ouvido, ouvir de coração aberto, a mágica acontece.
29:16Eles chegam perto da gente assim, tia, poxa, que legal que você está aqui, abraça, assim,
29:21nunca ouviu, eles abraçam, é muita carência, sabe.
29:23A ouvidoria hoje é muito importante.
29:25Você ouvir o outro, deixar o outro falar, a gente corta muitas vezes, porque a gente não
29:30tem paciência.
29:31O mundo é carente disso.
29:33Então, eu acho que tem N maneiras da gente se aproximar de algum projeto para ser voluntário
29:39e se sentir útil, se sentir vivo em movimento.
29:42Essa questão de ser útil era justamente o ponto que eu ia trazer, principalmente no
29:46primeiro bloco, eu e o Dr. Rony falamos sobre isso.
29:49O voluntariado faz com que a pessoa volte a se sentir útil, né.
29:52E eu queria que você falasse um pouquinho disso, porque você se aposentou há cinco anos,
29:56não é isso?
29:57Há cinco anos.
29:57Parou de trabalhar há cinco anos, hoje você só se dedica ao voluntariado?
30:03E como que isso reflete nessa questão para você, de você continuar se sentindo útil,
30:08saber que você faz a diferença na sua vida, na sua família e na vida de outras pessoas?
30:13E faz mesmo, faz bastante diferença, viu?
30:15Porque assim, você acordar, saber que você tem um horário para você sair da sua casa
30:20e ser voluntária de um projeto que você poderia estar indo para a praia, você poderia estar
30:23indo se divertir, você poderia estar fazendo outra coisa.
30:25E para mim, a minha paixão é ir lá dar aula para elas.
30:28Para você ter uma ideia, a própria minhas irmãs falam, mas poxa, não te entendo,
30:31você aposentou, ao invés de você estar viajando, descansando, você está aí trabalhando com idosos.
30:38É o que me faz me sentir útil, é o que me faz sentir gente, é eu melhorar alguém.
30:43Eu tenho pessoas ali, atletas, que eu consegui tirar de um mundo muito triste, de solidão,
30:54uma agricosa 400, um filho que não falava com ela e eu fiz intermediário meio de campo
31:00e foram se juntando, conseguiu se unir.
31:05Eu acho que é muito além, a atividade física com um grupo de pessoas,
31:09ele é muito além só da atividade física ou do voleibol ou do voluntariado.
31:13É uma forma de você doar amor, de tanto que Deus me deu,
31:18eu sempre boto Deus na frente porque acho que a gente tem tudo.
31:21Deus me deu tanto que eu tenho que doar isso para alguém,
31:24eu tenho que passar isso para alguém, além dos meus idosos,
31:27que é o meu trabalho que eu faço com vôlei, eu dou muito para meus irmãos.
31:31Eu tenho irmãs que necessitam de mim, então eu ajudo elas financeiramente,
31:35ou com conversa, ou com respeito, com amor.
31:38E o mais legal disso é saber que você se sente bem fazendo isso,
31:41que isso te traz felicidade para que você continue.
31:44Muita felicidade, muita, muita mesmo, sim, mesmo, de verdade.
31:47Maravilhoso, gente, mais uma conversa muito inspiradora que a gente tem aqui.
31:50E é um segredo para ela viver muito mais.
31:52Com certeza.
31:53Ela tem um propósito, ela dorme bem, ela acorda com vontade,
31:57ela abre o olho e fala assim, o que eu vou fazer hoje?
31:59Eu tenho muita coisa para fazer, muitas pessoas para ajudar.
32:03É um ótimo exemplo de bem envelhecer.
32:06Ainda é possível, eu pratico também, tá, Nayara?
32:09Eu jogo vôlei ainda, né?
32:10Aos 60 anos eu jogo vôlei, às vezes a gente vai passar quarema,
32:14agora mesmo eu vou jogar do campeonato que tem Minas.
32:18Então você vai gostar do nosso próximo episódio,
32:20que é sobre atividade física.
32:23Como idade não é o limitador para atividade física.
32:26Você pode acreditar, não é.
32:28Então, você fica atento aos nossos próximos episódios,
32:31eu já vou encerrando com vocês aqui também.
32:33Infelizmente, nosso tempo já está acabando,
32:35mas foi ótima essa conversa, adorei mais uma vez.
32:37Também gostei muito.
32:38Obrigada por você ter vindo, Cátia.
32:40Obrigada mais uma vez, doutor Rony, que já é de casa.
32:42Foi um prazer, Rony.
32:43Foi ótimo, faz papo.
32:45Obrigada.
32:46E para saber mais sobre o bem envelhecer,
32:48acesse medicenior.com.br barra bem envelhecer
32:52ou aponte a câmera do seu celular para esse QR Code
32:55que está aparecendo aí na sua tela.
32:57Eu te vejo no próximo episódio, viu?
32:59Até lá!
33:08Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

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