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  • há 2 meses
Episódio 4 do Bem Envelhecer fala sobre a importância de incluir o público sênior no universo digital

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00:11Olá, sejam bem-vindos. Esse é o quarto episódio do nosso podcast Bem Envelhecer Medicênio,
00:17um espaço que a gente abre para falar sobre como você pode envelhecer melhor e com mais saúde.
00:22A gente já falou aqui sobre espiritualidade, as blue zones, sobre economia prateada e todos
00:29esses episódios você pode conferir em leia.ag barra bem envelhecer medicênio. E hoje o nosso tema é
00:37inclusão digital. Para isso, eu estou com dois especialistas nessa área, deixa eu já apresentar
00:44vocês, diretor de marketing da Medicênio, Maicon Oliveira. Maicon, seja muito bem-vindo,
00:49obrigada pela presença. Obrigado, de novo, prazer estar aqui. Mais uma vez. Falando desse tema maravilhoso
00:54que eu acho que muita gente vai curtir. A gente também conta com a participação do Marcos Vinícius
00:59Leitão, que é responsável pelo Laboratório de Inovação da Medicênio. Falando um pouquinho
01:04mais do seu trabalho, seja bem-vindo também. Olá, obrigado. Isso aí, muito legal lá trabalhar
01:09com um time muito dedicado e focado para trazer tecnologia e inovação para esse público,
01:15o público idoso que cada vez mais está inserido em novas tecnologias e inovações. Estamos
01:20aptos cada vez mais para proporcionar esse ambiente de inovação para esses nossos clientes.
01:25Legal. E eu confesso que eu fiquei muito feliz quando eu vi esse tema que a gente ia tratar
01:29no podcast, porque já estamos aqui todos com o celular aqui na mesa. Não tem como fugir,
01:36né, gente? Ele está presente na nossa vida, tudo hoje em dia é aplicativo. É aplicativo
01:39de banco, é aplicativo de mensagem, é aplicativo de streaming, para assistir alguma coisa.
01:45Não tem como fugir, a tecnologia tem que estar presente para todos os públicos, né?
01:49A gente tem aqui uns dados, que eu vou usar minha colinha aqui para não errar nos números.
01:54De acordo com dados do IBGE, teve um crescimento no acesso à internet entre as pessoas com 60
02:00anos ou mais. Vocês já devem super saber disso, né? A gente está falando mais do pessoal
02:05que está vendo e ouvindo a gente. Em 2022, eram 62% de usuários, ou seja, a cada 100 pessoas
02:12com 60 anos ou mais, 62% já tinham acesso à internet. E já é um índice maior que em
02:182021,
02:19que era de 57%. Isso significa que o cenário está melhorando nesse sentido, mas ainda temos
02:25muitos desafios, né? Vamos começar já falando desses desafios. Quais são eles para tentar
02:32aumentar esse índice de inclusão?
02:35Nayara, você sabe que nos últimos anos, nos últimos 14 anos, a gente tem feito várias pesquisas,
02:41coisas, né? Para monitorar e medir como que é esse acesso, essa afinidade do nosso público
02:46com a internet, com a tecnologia, com o próprio smartphone. E, assim, os números são muito
02:52impressionantes. Na primeira pesquisa que nós fizemos, a gente tinha em torno de 20 e poucos
02:56por cento de acesso à internet na faixa etária sênior. E no último ano, na pesquisa mais
03:02recente, a gente abateu a casa de 80. Então, a gente vê um crescimento muito grande, um volume
03:07como você já mostrou aí os números, isso é real, né? E desses usuários que focam no
03:13smartphone e acessam regularmente a internet, 97% utilizam, por exemplo, ferramentas como
03:19WhatsApp, redes sociais. E a cada ano que passa, essa adesão fica maior. Mas o ponto é, como
03:26adaptar, criar ou desenvolver tecnologias, uma interface mais amigável, mais amistosa, para
03:34esse público poder utilizar sem muitas preocupações. Então, lá na Medicina, a gente procura
03:39exatamente adaptar coisas que já existem, mas, na verdade, trazer uma interface, uma carinha
03:47mais fácil para o nosso cliente utilizar. Sabendo das suas características, que eu acho
03:53que isso é importante, sabendo das suas particularidades. Então, são detalhezinhos como contraste, texto,
04:00intuitividade, coisas que ele consiga fazer com autonomia e independência, sem depender muito de
04:06outras pessoas. Acho que esse ponto é principal, né, Marcos? A gente tem falado muito sobre isso lá.
04:12Como você bem falou, acho que hoje, quantitativamente, muito mais pessoas acessam, mas agora a gente tem que
04:18melhorar a qualidade desse acesso desses nossos clientes. Quando você pensa em qualidade, você pensa no contraste,
04:24você pensa num texto apropriado, num botão que seja capaz que ele colocar o dedo dele ali e ele conseguir
04:30fazer uma inserção de texto. Então, você é muito além hoje do que a capacidade de ter acesso somente à
04:37internet.
04:37Agora, a gente tem que adaptar, sim, a esses novos clientes, porque eles têm dificuldades. Pode ser dificuldades
04:43motoras, pode ser dificuldades visuais, pode ter outras dificuldades que nós temos que estar atentos hoje para atender
04:50essas expectativas cada vez mais presentes e tendem a aumentar cada vez mais, né?
04:54Eu acredito que nesse laboratório de tecnologia e inovação, né, que vocês têm na Medicênio, vocês já até estudem,
05:01pesquisem quais são as principais dificuldades desse público. A gente consegue pontuar quais são elas?
05:07Conseguimos, sim. Eu acho que é legal falar sobre isso, porque uma coisa é eu fazer um aplicativo ou fazer
05:12uma aplicação
05:13pensando como eu usaria. Totalmente diferente de você sentar e pedir a um idoso, pedir a minha mãe, pedir a
05:19minha avó
05:19para usar e você ver detalhes que você não tinha percebido. Então, o tamanho de texto, como eu citei,
05:24isso aí é um exemplo prático. Nós estamos lançando um aplicativo hoje, inclusive, que ele foi feito
05:29praticamente por um idoso. Assim, a gente botou ele sentado, o que você gostaria de ver, navegue, o que você
05:35gostou,
05:36o que você tem dificuldade para que a gente possa adaptar cada vez mais essas aplicações para o nosso público
05:42idoso.
05:42Então, os nossos clientes, eles têm voz dentro da nossa empresa e eles fazem parte hoje da construção
05:49dessas novas aplicações que, no final, vai beneficiar, de fato, esse público, né?
05:53E aí, você comentou de visão, tamanho de letra, né? Você falou de deixar o aplicativo com uma carinha
06:00mais fácil de se identificar. No final das contas, realmente, esse é o objetivo, né?
06:05Que eles tenham independência, porque o bem envelhecer está ligado a essa independência,
06:09a não precisar pedir ajuda para entrar ali num aplicativo e resolver alguma coisa, né?
06:15É, acesso à tecnologia faz parte do bem envelhecer também, né? Como você já abriu super bem aqui,
06:20falando que não é só cuidar do corpo, cuidar da questão de alimentação, exercício,
06:27existe um ecossistema, uma série de outras variáveis que fazem parte do bem envelhecer.
06:32Nós falamos até sobre isso em alguns episódios. Acho que é importante a gente estar sempre lembrando
06:36que a tecnologia também faz parte do dia a dia da pessoa idosa. Então, isso é um fato,
06:42isso é uma realidade. O que é interessante, que eu acho que o Marcos também puxou,
06:46a gente faz com que os nossos clientes acessem, usem, e eles são os criadores dessas tecnologias.
06:53Interessante que, nos últimos anos, nós desenvolvemos uma área específica, experiência do cliente,
06:58que faz essa interface da galera da tecnologia, que desenvolve na prática lá as nossas ferramentas,
07:05com o usuário final, que é o nosso cliente. Então, esse comitê de clientes,
07:09essa utilização, essa experimentação deles é fundamental para a gente entender, de fato,
07:14na prática, o que fazer, o que não fazer, como fazer. Então, o cliente senta lá mesmo, né, Marcos?
07:20Ele dá a pitaca, ele fala, isso aqui está bom, isso aqui está ruim, isso aqui precisa melhorar.
07:25Então, acho que com poucos cliques, com uma maneira mais ágil, mais fácil,
07:30quanto mais simples, melhor. A gente consegue ter resultados cada vez melhores ali de utilização das tecnologias.
07:36Eu queria complementar, Marcos, cada vez mais a gente está estudando como eles acessam também esses dispositivos.
07:42Então, a gente tem visto que eles usam muito a voz.
07:44Então, assim, cada vez mais a gente tem adaptado para que as aplicações respondam a voz.
07:50E a voz de uma pessoa idosa, que pode ter pausas, que pode ter um tom um pouco diferente do
07:55habitual.
07:56Então, cada vez mais a gente está tentando trazer as nossas tecnologias de inovação também,
08:00que seja responsível por voz, que é uma coisa bem legal de hoje em dia.
08:05Inclusive, Nayara, nos próximos dias a gente deve lançar aí uma nova ferramenta, né,
08:09uma ferramenta de inteligência artificial, que vai trazer exatamente esse detalhe que o Marcos falou, né, Marcos?
08:14Vai poder, por meio do seu aplicativo de mensagem aqui, como o WhatsApp,
08:19conversar com a inteligência artificial e falar dos seus sintomas,
08:22falar das suas demandas, das suas dores.
08:25O que você precisa?
08:26Que vai desde uma coisa administrativa a uma questão de saúde,
08:29para que ele possa indicar o melhor profissional, a quem recorrer, como recorrer.
08:33É óbvio que a Yala não vai prescrever, nem que podemos, né?
08:37Mas ela vai dar ali todos os caminhos para que o cliente seja atendido da maneira mais fácil,
08:42mais rápida e mais assertiva.
08:44Então, é como se você estivesse batendo papo como nós estamos aqui,
08:48e a inteligência direcionando o nosso cliente para os melhores canais de atendimento.
08:52A gente quer dar cada vez mais autonomia aos idosos,
08:54cada vez mais ele conseguir não depender de outras pessoas
08:57para ter uma resposta, para ter um resultado, para saber o que fazer.
09:01Então, a gente está nesse caminho.
09:03E vocês acham que o mundo em geral, a MedCener, a gente já está vendo que está nesse caminho, né?
09:08Mas o mundo em geral está preparado para se adaptar a essa necessidade
09:13de conseguir atender esse público com a inclusão digital?
09:18A gente tem um caminho longo ainda, né?
09:20É um desafio gigante, principalmente para as empresas, né?
09:23A gente tem escutado muito aí nesses eventos, nos summits da vida, nesses eventos de tecnologia.
09:29Existe uma inquietação das empresas em criar produtos, a desenvolver coisas voltadas para esse público,
09:35mas ainda de uma forma um pouco embrionária, né?
09:37Eu acho que demanda ainda um pouco mais de estudo e aperfeiçoamento.
09:40Porém, é uma realidade, né?
09:42O Brasil está envelhecendo, envelhecendo bem.
09:44A qualidade de vida, a expectativa aumentando.
09:47Então, se as empresas não se prepararem para adaptar suas ferramentas para esse público,
09:52elas vão ficar para trás.
09:53Eu acho legal que você falou de inteligência artificial.
09:56E até para a gente que é mais jovem, a inteligência artificial ainda tem um certo mistério, né?
10:01A gente ainda está aprendendo, entendendo como isso funciona.
10:04E eu acho que é legal saber que esse público, 50, 60, 70 a mais, vai usar uma ferramenta que
10:11tem inteligência artificial
10:13e vai ver que talvez não seja aquele bicho de sete cabeças que eles estavam pensando quando eles ouviam esse
10:18termo, né?
10:19Inteligência artificial.
10:19Eles vão ver que assim, não, nesse caso aqui está aqui para ajudar a gente, né?
10:23Está para deixar o uso ali daquela tecnologia um pouco mais fácil.
10:28A gente quer trazer cada vez mais empatia no atendimento e cada vez mais a gente entende que os idosos
10:34vão ser críticos para o que eles querem.
10:37Eles vão cobrar da gente esse uso de tecnologia, como nós estamos trabalhando para adaptar as necessidades deles.
10:44Como o Maico falou, a gente está cada vez mais subindo a quantidade de pessoas que acessam a internet, por
10:49exemplo.
10:49Daqui a pouco a gente vai cada vez mais subir as exigências que essas pessoas têm em relação aos dispositivos
10:54que nós criamos.
10:55Então, cada vez mais quem que se adapta e coloca essas pessoas idosas dentro de um mercado atual de inteligência
11:02artificial, de outras aplicações,
11:05a gente entende que está indo para o caminho certo, ou seja, atendendo os nossos clientes.
11:09Você falou de trazer empatia. Como é que isso é feito na prática? Na hora de desenvolver ali um aplicativo?
11:15Exemplo, quem testa nossos aplicativos é uma pessoa de 75 anos.
11:20Ele é uma pessoa propícia para isso? A função dela é essa?
11:24Não, ele é o dono da empresa, mas que também faz isso.
11:28Ele é o nosso melhor cliente.
11:29Ele é o melhor cliente. Então, ele entra, olha detalhe por detalhe, qual é o próximo passo, e isso cria
11:35empatia.
11:36Outras formas também da inteligência artificial, por exemplo, que a gente está criando,
11:39a gente está colocando uma voz de uma pessoa idosa, que tenha uma empatia melhor, que consiga falar melhor.
11:44As identificação, né?
11:45Se você tem uma identificação com a pessoa que está do outro lado, e não seja uma coisa robotizada.
11:51Então, cada vez mais, quando a gente faz pequenas testes, pequenas implementações,
11:57a gente entende que a gente está trazendo mais esses clientes para dentro da tecnologia,
12:01para dentro de inovação, de uma forma mais clara, mais calma, mais colaborativa,
12:05com um botãozinho mais apropriado para aquele paciente,
12:09com um conjunto de cores apropriado, de fontes.
12:12Então, assim, na prática, seria isso.
12:13Nayara, você sabe que nas nossas unidades, todas as nossas unidades assistenciais,
12:18tem uma pessoa na recepção, que a gente carinhosamente chama de concierge,
12:21que é 60+.
12:23Então, essa pessoa, ela fica ali para dar apoio, receber, acolher os nossos clientes,
12:28e, consequentemente, ajudar a entender a tecnologia também.
12:32Então, ela tem lá um celular, ela vai sentar com o nosso cliente,
12:35ela vai mostrar como que baixa o aplicativo, ou acessa o site,
12:39ou fala com o nosso serviço de mensagens.
12:41Então, ela tem que saber usar também.
12:44Então, se está difícil para todos, não vai funcionar.
12:47Então, ela é a primeira pessoa ali a comprar a ideia e transmitir e ensinar.
12:51Os resultados são muito bons, tá?
12:52Porque a gente tem acompanhado lá as interfaces muito intuitivas,
12:56coisas muito práticas de se mexer.
12:58Tem que facilitar a vida.
13:00Não adianta você criar tecnologias mirabolantes para que as pessoas não consigam utilizar.
13:04Eu acho que nesse universo, o simples, ele funciona muito melhor do que o complicado.
13:11Então, quanto mais simples e direto, mais resultado você vai ter.
13:14Sim.
13:15Eu estava vindo para cá hoje, dirigindo, inclusive lembrando,
13:18eu tinha um tio, infelizmente, já falecido,
13:21que eu lembro que eu ia para a casa dele, pegava o celular dele e escrevia num caderninho,
13:26o passo a passo de como ele fazer as operações que ele precisava fazer ali no celular.
13:31Na época, nem era smartphone, era aquele celular mais antigo.
13:34Então, salvar um contato, aí eu colocava clicar em menu, apertar na setinha para a direita.
13:41E assim, apesar dele ter essa ajuda, poxa, a independência, quando a pessoa consegue fazer isso sozinha,
13:46é muito mais legal, eu acho que ela se sente muito melhor, né?
13:50E aí, apesar de parecer até um pouco óbvio,
13:54mas eu queria que vocês dois me ajudassem a levantar aqui essas questões de
13:57por que é tão importante essas pessoas se sentirem incluídas e saberem utilizar essa tecnologia?
14:06Acho que um dos principais motivos é evitar o isolamento social hoje,
14:09que não a aderência de tecnologias hoje pode levar.
14:12Isso por quê? Porque elas hoje se comunicam muito pelo celular?
14:16Poderiam se comunicar mais, mas hoje é muito dependente para pedir um Uber, por exemplo,
14:19para poder fazer uma operação bancária, para poder acessar um exame.
14:23Ele ainda é muito dependente de pessoas que possam te ajudar.
14:27E a gente quer quebrar esse paradigma, quer que a qualidade do acesso dessas pessoas
14:32seja cada vez mais fácil, para que elas tenham uma autonomia melhor
14:36e uma independência maior cada vez mais.
14:39Infelizmente, é um desafio muito grande.
14:41Hoje a gente está trabalhando para que isso aconteça de uma forma natural,
14:45mas ainda temos que quebrar um pouco de paradigma,
14:49principalmente dentro de casa.
14:50Os idosos não têm uma confiança plena de pedir ao sobrinho, ao neto,
14:55porque ele sente um pouco de receio do que ele vai perguntar,
14:58se de repente é uma coisa muito óbvia e voltar a uma resposta inadequada.
15:02Então cada vez mais ele se afasta por medo de perguntar
15:05e aí cada vez mais ele tem um distanciamento importante da tecnologia.
15:09E é tão complicado isso porque hoje em dia a gente vê tantos golpes, né?
15:12E as vítimas principalmente, eu acredito que a maioria das vítimas
15:17seja pessoas idosas, pessoas mais velhas, que não têm tanto essa malícia, né?
15:22Com o uso da tecnologia.
15:24Então o fato deles irem se entendendo, conhecendo ali,
15:28usando um aplicativo que seja fácil, isso vai gerando confiança para usar um
15:31que talvez ainda não esteja tão simples assim.
15:35e vai criando essa experiência para que não caia num golpe, por exemplo, né?
15:40Não tenha um prejuízo.
15:41Essa questão de golpe é muito importante, assim.
15:43Cada vez mais a gente está vendo no Brasil, de uma forma geral,
15:45essas tentativas e às vezes consegue fazer esse golpe
15:48e muitas das vezes os idosos ficam até com vergonha de falar isso em casa.
15:52E muitas das vezes também...
15:53Que caiu no golpe, né?
15:54Que caiu no golpe, né?
15:55Quando ele traz para dentro de casa a primeira resposta da família,
15:58poxa, por que você fez isso?
15:59Mas é tão simples, é tão óbvio.
16:01E você não tem um feedback apropriado...
16:02Apropriado, exatamente.
16:04Aí ele fica cada vez mais...
16:05Será que eu vou colocar a mão nisso daqui?
16:07Isso vai me fazer bem ou eu vou tomar um outro problema posteriormente?
16:11Então acho que é um desafio grande ainda.
16:13Essa questão do golpe, infelizmente, no Brasil é algo generalizado,
16:17está crescendo, é um problema de muitas empresas, né?
16:20Não é exclusivo também só a terceira idade.
16:23A gente vê muitas pessoas caindo aí o dia inteiro.
16:25Então, infelizmente, é cultural.
16:27Isso é uma coisa muito negativa.
16:29Mas quanto mais conhecimento, mais confiança.
16:32Eu acho que a gente vai melhorando ali a autonomia do nosso usuário ali
16:36para que ele cada vez tenha mais segurança mesmo de acessar.
16:40É isso.
16:41Olha, eu vou encerrando o nosso primeiro bloco,
16:44mas daqui a pouquinho a gente tem um convidado especial também
16:48para continuar sobre esse assunto inclusão digital.
16:51Daqui a pouquinho a gente volta.
16:58Estamos de volta e agora também com o Rodrigo Luiz Vansini,
17:02fundador da Moveage, que é uma startup focada em envelhecimento ativo.
17:07É isso? Seja bem-vindo.
17:09Muito obrigado pelo convite.
17:10É um prazer estar aqui falando com vocês, a MedSanior,
17:13sobre esse assunto tão importante da inclusão digital.
17:16E, de fato, a startup que a gente idealizou,
17:19chamada Moveage, envelhecimento ativo,
17:22é justamente focada nos preceitos do envelhecimento ativo
17:25da Organização Mundial da Saúde,
17:27que contempla essa questão da inclusão digital,
17:30nessa questão do letramento digital,
17:32com foco nos cuidados e em saúde.
17:34Apesar de envelhecimento ativo ser quase auto-explicativo,
17:38queria que você falasse um pouquinho
17:40o que na prática significa esse envelhecimento ativo.
17:43Então, porque as pessoas, na verdade,
17:45quando se fala em envelhecimento ativo,
17:48se pensa na questão só de ser fisicamente ativo.
17:52Na verdade, o envelhecimento ativo é inserção social,
17:57interação, busca de autonomia, independência.
18:00Então, envolve vários preceitos aí
18:02para que a pessoa possa ter um processo de envelhecimento
18:05bom com qualidade de vida.
18:09Muitas vezes as pessoas só associam envelhecimento
18:12com uma virada de chave, né?
18:14Dormi com 59, acordei com 60, sou uma pessoa idosa,
18:17mas na verdade, envelhecimento é um processo
18:19que começa já no nascimento, né?
18:21Então, por isso que envolve vários ciclos da nossa vida.
18:24Isso contempla esse conceito de envelhecimento ativo
18:27consolidado da Organização Mundial da Saúde.
18:29E a tecnologia está dentre esses preceitos aí
18:32do envelhecimento ativo, né?
18:33Sem dúvida, Nayara, está dentro,
18:35porque hoje, para você fazer a sua autogestão
18:38de cuidado e saúde, as ferramentas tecnológicas
18:41são essenciais nesse processo, né?
18:43Então, você não consegue mais fazer uma autogestão
18:46da sua saúde sem o uso de vários recursos tecnológicos, né?
18:51Então, principalmente, né?
18:53Dos aplicativos, né?
18:54Das ferramentas de comunicação.
18:57Então, você incluir a população 60 a mais
19:01nesse processo é fundamental,
19:04porque vai impactar diretamente na qualidade, né?
19:07Desse processo de cuidado, né?
19:10E é possível aprender sozinho
19:12a se familiarizar com as tecnologias,
19:15principalmente depois de uma certa idade?
19:17Olha, ajuda sempre é bem-vinda, né?
19:20Mas se fala que, assim,
19:21ter um pouco de força de vontade também é importante, assim, né?
19:25Geralmente, as pessoas têm relativamente resistência, né?
19:29E até, entre aspas, preguiça, né?
19:31De, muitas vezes, começar esse processo,
19:33porque realmente é muito dificultoso, né?
19:36É igual quando a gente coloca uma barreira, né?
19:39Ah, eu não gosto de matemática, né?
19:40Mas não é que a gente não gosta, né?
19:41Ninguém facilitou esse processo pra gente, né?
19:44A mesma coisa com a tecnologia, né?
19:45É muito mais suave, claro,
19:47se você tiver alguém pra te ensinar,
19:48mas hoje, com os tutoriais da internet,
19:52com várias soluções que são propostas,
19:54inclusive, no âmbito da inclusão digital
19:57e também no letramento digital, né?
20:00Na educação digital,
20:01É possível hoje, né?
20:02Então, é possível até contratar um personal,
20:05hoje, tem soluções em startups focadas nisso, né?
20:09Que você tem um personal voltado pra fazer educação digital, né?
20:13Caramba!
20:14É muito interessante.
20:14E como é que a gente consegue quebrar
20:17esse certo preconceito,
20:19esse certo receio
20:20que algumas pessoas têm de usar a tecnologia?
20:23Porque você falou, tem personal,
20:24tem tutorial na internet.
20:25E pras outras pessoas
20:27que talvez não tenham acesso a isso
20:29e realmente precisem de alguma ajuda,
20:32a gente que tá do lado de cá,
20:36como é que a gente pode ajudar?
20:38Tem algo que se possa fazer?
20:40Olha, eu enxergo que a questão do letramento digital
20:44virou um problema de saúde pública
20:46com foco no letramento, na educação digital, né?
20:49Porque senão, hoje, você não consegue
20:51ter um autocuidado positivo, né?
20:54Então, a iniciativa...
20:56Eu tava acompanhando a iniciativa da Mert Senior
20:59é muito importante nesse sentido,
21:00porque você pegar na mão, muitas vezes,
21:03é essencial nesse processo, né?
21:05E a grande barreira do cuidado hoje
21:07é você não conhecer,
21:08não ter intimidade com essas ferramentas, né?
21:11E não só a intimidade,
21:13mas a usabilidade desses aplicativos, né?
21:15Porque muitas vezes se concebe muitos aplicativos
21:18que a maioria não são usados, né?
21:20Por conta de interface,
21:22porque não são amigáveis, né?
21:24Da pessoa idosa.
21:25Então, o que eu enxergo, assim,
21:27quem tá mais próximo?
21:28É o familiar?
21:30É o cuidador?
21:31Então, assim, essas pessoas,
21:33elas têm que ser trazidas pra esse processo, né?
21:35Pra ajudar as pessoas, né?
21:37Porque essa questão de fazer sozinho
21:39são as exceções, né?
21:41A maioria das pessoas, elas têm...
21:43Só você falar em tecnologia gera ansiedade, né?
21:47A minha mãe, por exemplo,
21:49ela tem uma artrose no dedo
21:50e ela tem o dedo tortinho.
21:52Então, o que que acontece?
21:53Ela tem dificuldade de teclar, de digitar, entendeu?
21:56Então, quando vocês falam do comando de voz,
21:59pra ela é muito mais interessante,
22:00porque às vezes vai tudo errado o texto,
22:02porque o dedinho dela é torto, entendeu?
22:04Isso é interessante porque, às vezes,
22:06a gente tem até um péssimo hábito
22:09de colocar todo mundo no mesmo pacote, né?
22:11Ah, é o público 50 a mais, 60 a mais.
22:14E tratar como se fosse todo mundo igual,
22:18com as mesmas dificuldades,
22:19com as mesmas limitações,
22:20sendo que tem questões muito específicas, às vezes, né?
22:23E que as empresas precisam estar de olho nisso, né?
22:26Sem dúvida.
22:28Cada faixa etária dessa
22:30tem múltiplos fatores,
22:32múltiplos níveis de conhecimento,
22:36múltiplas afinidades com a tecnologia.
22:38Não dá pra generalizar.
22:39Então, é por isso que a gente tem que tratar
22:41cada um individualmente, né?
22:44Acho que ter essa questão da exclusividade,
22:47adaptar coisas para a necessidade específica,
22:50que é o grande diferencial, né?
22:51Não dá pra...
22:51E dá pra fazer isso, Marcos?
22:53Assim, criar uma tecnologia,
22:55pensar numa tecnologia
22:56que consiga atender
23:00essas particularidades de cada um?
23:02Entendo que sim, né?
23:03Hoje em dia, a tecnologia,
23:04ela tá disponível...
23:05A mesma tecnologia que nós temos aqui no Brasil,
23:07tem no Japão, nos Estados Unidos.
23:09Hoje é muito fácil você ter acesso à tecnologia.
23:11O que a gente falha é de transferir
23:14qual é a melhor tecnologia
23:15para aquela pessoa,
23:17para aquele grupo de pessoas.
23:18Não é o que eu acho.
23:19É que as pessoas, de fato, vão usar
23:21e vão saber usar
23:22e vão ter benefícios relacionados a isso.
23:25Então, colocar o paciente,
23:27colocar o beneficiário,
23:28colocar o idoso
23:28na gestão da construção de um aplicativo,
23:32pra mim é essencial
23:33pra responder a sua pergunta.
23:35Ou seja, eles participarem
23:36do processo de criação,
23:38idealização
23:38e aquele aplicativo
23:40ou aplicação
23:40ser suficiente
23:42pra tratar aquela dor específica dele,
23:45contemplando as suas necessidades.
23:47É, e assim,
23:48eu até complementaria com outro ponto,
23:50porque, em geral,
23:51as pessoas...
23:51A maioria das pessoas
23:52coloca a pessoa idosa
23:5460 a mais pra cima,
23:56todo mundo é igual.
23:57É.
23:57Só que você tem que considerar
23:58que hoje
23:59você tem pessoas centenárias, né?
24:01Então, eu diria que daqui a um tempo,
24:03talvez,
24:04essas soluções
24:04elas tenham que ser específicas
24:06pra determinadas faixas etárias,
24:07porque você tem que considerar
24:09as perdas do processo de envelhecimento, né?
24:12Dos sentidos, né?
24:13Da relação visual, auditiva,
24:16que vai...
24:17Motora que vai mudando...
24:18Cognitiva, motor...
24:19Cognitiva que vai mudando nesse processo, né?
24:21Eu acho legal, assim,
24:22a gente tem que cada vez mais se adaptar também
24:24nesse grupo de pessoas
24:26na própria aplicação
24:27ter a possibilidade de trabalhar com A ou com B.
24:29Por exemplo, eu sou daltônico.
24:31Muitas das vezes eu olhava o negócio
24:32e eu não conseguia saber.
24:33Então, por exemplo,
24:34as aplicações que nós estamos fazendo hoje,
24:36nós estamos colocando uma letra pequena
24:38e colocando a possibilidade
24:39da pessoa também colocar uma letra grande,
24:41caso aquela letra seja muito pequena
24:43pra aquele público.
24:44Então, acho que cada vez mais
24:45a gente adaptar as soluções
24:47pra um grau, um grupo maior
24:49dentro daquele nicho de idade
24:50é o ideal.
24:52A possibilidade de customizar, né?
24:54Customizar.
24:54Pra que quando ele retorne a aplicação
24:56a qualquer que seja a tecnologia,
24:57ele já tenha ela reconhecendo ali
25:00o perfil, né?
25:02E cada vez mais a gente vai construindo
25:03de acordo com o perfil
25:04daquela pessoa, especificamente, né?
25:07Antes de Rodrigo chegar aqui,
25:08a gente estava falando sobre golpes também, né?
25:10A questão da cibersegurança,
25:12que é um outro ponto super importante
25:13quando a gente fala do uso de tecnologia.
25:16O que a gente pode falar em relação a isso, Rodrigo?
25:18O que tem se visto, se estudado
25:21em relação à cibersegurança voltada
25:23pra evitar os golpes, principalmente
25:25em relação ao público 50, 60, 70 a mais?
25:28É, infelizmente, ao longo da história,
25:30os idosos sempre foram as vítimas principais, né?
25:32Eu lembro da minha avó,
25:33que muitas vezes aconteceu de ela ser levada ao banco
25:37pra tirar dinheiro pra uma pessoa, né?
25:39Muita vítima de assalto,
25:40e às vezes isso acontece ainda hoje, né?
25:42E com a tecnologia, isso acabou sendo facilitado
25:45porque você vai clicando em qualquer link,
25:47você não sabe discernir se é uma página segura ou não.
25:50Então, muitas vezes, vítimas, às vezes,
25:54se liga pra aquela pessoa falando que
25:56determinado familiar foi sequestrado.
25:59Então, eu vejo que é um processo de educação também,
26:02de ensinar onde que esse site é mais seguro,
26:06onde você pode clicar ou não,
26:09não fornecer dados pessoais, entendeu?
26:11Porque, realmente, infelizmente,
26:14a gente tá numa cultura que o mais frágil
26:17é, infelizmente, o mais visado, né?
26:19E, no caso, o público se senta mais
26:21por conta dessa falta de malícia, muitas vezes, né?
26:24No uso das tecnologias.
26:26Malícia e experiência mesmo usando, né?
26:29Experiência mesmo, perfeito.
26:29A gente tava falando disso aqui,
26:31que acho que quanto mais a pessoa usa o aplicativo,
26:36a tecnologia,
26:37acho que ela vai criando confiança
26:39pra coragem, né?
26:42Pra ir aprendendo e ir seguindo em frente.
26:46Vem cá, né? Porque, muitas vezes, a gente vê assim,
26:49pego pelos meus pais que têm mais de 70 anos,
26:51eles têm medo de fazer o segundo clique, né?
26:54Dá o primeiro, mas e agora?
26:55O que eu faço nesse segundo?
26:56Ele já fica com receio de dar o próximo passo.
27:00Justamente por essa questão de ser pouco intuitivo, né?
27:05Ah, e agora? Pra onde que eu vou?
27:06Pra onde vai ser que isso vai me levar?
27:07E, às vezes, até o uso de palavras e termos
27:09que não são tão comuns no nosso dia a dia.
27:12E aí, aparece lá aquela perguntinha, né?
27:15Com, às vezes, um termo, uma palavra, sei lá,
27:17que a gente não entende muito bem.
27:18E aí, eles já vêm com o celular pra gente.
27:20Ah, o que é que eu clico aqui?
27:21Eu clico ok ou eu rejeito?
27:23Então, eu acho que tem que ter toda essa atenção,
27:25nesse sentido.
27:26Mas é um assunto bastante delicado de ser abordado, né?
27:30E precisa, eu vejo assim,
27:31trazer especialistas dessa área também.
27:33Eu acho que, mais uma vez, a gente entrar nessa esfera
27:37da educação digital, né?
27:39Pra poder a gente minimizar, né?
27:42Todos esses impactos, esses golpes.
27:45Eu acrescentaria dois pontos.
27:46É a questão de padronização.
27:48A gente não tem uma padronização das aplicações.
27:50Então, cada banco faz de um jeito,
27:53ou cada serviço de iFood,
27:55diferente de outro serviço de entrega.
27:57E dentro de casa, também, eu sinto muita falta
27:59das pessoas, dos parentes, pegando pra ensinar,
28:02pegando pra falar como faria.
28:04Acho que isso é muito importante dentro de casa
28:06que a gente tenha essa cultura
28:07de ensinar os idosos como que deve ser tratado
28:11uma tecnologia, né?
28:13Maicon, você que tem já a sua experiência aí
28:15pela MedSenior, né?
28:16Como é que essa inclusão digital
28:19ajuda no sentido de acessar serviços médicos?
28:22E que tipo de cuidados tem que ser tomados
28:26com relação a esse tema específico?
28:28É, a gente...
28:30Isso é o melhor cenário, né?
28:32Quando os nossos clientes acessam
28:34os nossos canais oficiais,
28:35quando eles utilizam as nossas tecnologias,
28:37porque elas foram realmente desenvolvidas
28:39pra facilitar a vida deles, né?
28:42Essa questão de monitorar a saúde,
28:44essa questão de serviços administrativos,
28:47coisa simples como uma segunda via de boleto,
28:49uma carteirinha virtual,
28:51informar a condição de saúde,
28:54conversar com o seu médico de referência
28:56ou o seu gestor de cuidados.
28:58Isso tudo é muito importante.
28:59Por meio da tecnologia,
29:01a gente consegue fazer isso mais rápido,
29:02com mais volume de registro,
29:04com mais assertividade.
29:06Isso, claro, desafoga outros canais também,
29:09porque o cliente fica ali com mais autonomia
29:11pra resolver as coisas do seu dia a dia.
29:13Então, quando ele faz uma boa utilização disso,
29:16pra gente é muito positivo
29:17e o cliente só tem a ganhar também.
29:19Isso é importantíssimo.
29:20Essa questão da fraude, do golpe,
29:22a gente tem visto, né, Rodrigo,
29:24cada vez os golpes mais sofisticados,
29:26pessoas com um bom nível de conhecimento em tecnologia
29:30acabam caindo, clicando,
29:32infelizmente é um problema difícil até de se resolver.
29:36Pra todas as gerações, né?
29:38Cultura, educação,
29:40desenvolver ali alguma malícia,
29:42no bom sentido,
29:43pra que ela não caia em golpe é fundamental,
29:45mas é algo complexo de fazer.
29:48A empresa, óbvio, faz muita coisa em relação a isso,
29:52prevenção de fraude, segurança,
29:54uma infinidade de ações que são tomadas ali diariamente.
29:58Mas o mercado do crime, ele evolui mais rápido, né?
30:01Então, a gente tá sempre correndo atrás de consertar isso, né?
30:04Por isso que eu acho que o principal mecanismo é ensiná-los a usar,
30:08ensiná-los a desconfiar...
30:10Educação.
30:10É a educação, o letramento, né?
30:12É o letramento.
30:13Que a gente vem falando.
30:14E a questão da cybersegurança, assim,
30:15quando você vai investindo também na segurança,
30:19você também vai investindo na quantidade de cliques,
30:22no que você tem que fazer.
30:22Então, é meio como você dar um clique e se manter seguro, né?
30:26Eu acho que tem essa dificuldade também, né?
30:29De você gerar uma tecnologia que seja simples
30:31e seja segura ao mesmo tempo, né?
30:33Por isso que você...
30:34Estão falando da questão da inteligência artificial,
30:36a inteligência vem pra ajudar nesse cenário, né?
30:40Então, você tem os NFTs, as outras tecnologias de blockchain, né?
30:44Que são as palavras mais técnicas,
30:46mas que eles vêm com essa característica
30:48de dar uma camada de proteção maior
30:52pra quem tá, né, usando aquelas tecnologias, entendeu?
30:56Então, eu acho que esse cenário da inteligência artificial
30:58e as suas...
30:59E todos os seus conselhos e preceitos,
31:01eles podem ajudar também nesse cenário.
31:04Maicon falou agora há pouco que a Médicenior
31:06conta com uma pessoa que fica ali na recepção,
31:08com um concierge, né?
31:09Que vocês chamam?
31:10Uma concierge, exatamente.
31:10Pra ajudar essas pessoas que chegam lá com alguma dificuldade.
31:14Acho que esse já é um ótimo exemplo,
31:16mas vocês teriam algum outro exemplo
31:18de coisas que são feitas pra tentar,
31:22ajudar a conscientizar como usar a tecnologia.
31:25Até pra gente dar essa dica pra quem tá ouvindo a gente.
31:29Sim.
31:29Vem alguma coisa à mente, assim?
31:31Claro, oficinas de saúde voltadas pra tecnologia
31:34pra ensinar mesmo a usar ali na prática as aplicações
31:38e de forma geral, como navegar nos mais diversos serviços
31:42aí do dia a dia do nosso cliente.
31:44Isso é uma coisa que funciona muito,
31:46tem uma demanda muito alta, assim.
31:47Isso tem trazido bons resultados também.
31:49É, no dia a dia, o nosso cliente acaba nas nossas recepções ali,
31:53com o convívio, acaba interagindo muito com as nossas concierges também.
31:58E como elas são 60 a mais, 60, 70 a mais,
32:01elas estão sempre preparadas ali pra dar a melhor instrução possível, né?
32:04Nada como um usuário mesmo da prática ali,
32:06da faixa etária, pra mostrar como que se faz, né?
32:09Isso é muito interessante.
32:10Com certeza.
32:12E é muito diferente esse processo, né,
32:15de aprendizagem do uso da tecnologia,
32:18de geração pra geração?
32:20Muda muito, por exemplo, na faixa dos 30, dos 40, dos 50, dos 60?
32:25Você comentou, a gente tem hoje em dia aí centenários, né?
32:28Muda muito?
32:29É, então, a pessoa, o 60 a mais, geralmente, aquilo que foi comentado, né?
32:34Você precisa de um passo a passo, né?
32:36Toda uma receita de bolo, muitas vezes,
32:39pra você seguir aquela diretriz, que seria mais intuitiva, né?
32:43E a pessoa mais jovem, não.
32:44Como é nativo digital, né?
32:47Então, é meio que já, é a segunda pele, né?
32:49Então, já tá acostumado a deslizar, né?
32:52Eles acordam, eles têm um microchip neles, né?
32:55A criança já vem de fábrica com o dedinho ali na tela, né?
32:58O dedinho já sabe o que tem que fazer, mesmo sendo bebezinho.
33:01Então, eu vejo que, assim, a pessoa 60 a mais,
33:04um passo a passo, uma receita de bolo,
33:07e uma jovem seria mais intuitivo, né?
33:10Esse processo.
33:11Mas aí, uma coisa que seria interessante,
33:13era fomentar, no próprio conceito de envelhecimento ativo, né?
33:16Essa troca intergeracional, né?
33:18O que uma geração pode ensinar pra outra.
33:21Isso é uma coisa bastante importante,
33:23estimular essa convivência, né?
33:25Essas oficinas que essas pessoas convivam no mesmo espaço
33:28e troca informações de desafios e dificuldades, né?
33:32De uma geração pra outra,
33:33o que passa pela questão da tecnologia, né?
33:36Eu fico tentando me colocar no lugar deles,
33:38pensando que deve ser algo parecido com você aprender uma outra língua, né?
33:43Um outro idioma.
33:44Você vê que criança, né?
33:46Que já nasce falando inglês, por exemplo.
33:49Nasce em outros países falando inglês.
33:50É a língua nativa.
33:52Pra ela é muito fácil.
33:53Aprende na prática, como você disse.
33:54Você é a criança que já nasce com o dedinho pronto pra passar ali na tela.
33:58E quando você vai tentar aprender depois de grande,
34:01eu, brasileira, tentando aprender inglês depois de grande,
34:03claro, a dificuldade é muito maior, né?
34:06Então, eu acho que eu tento me colocar no lugar pensando que deve ser um processo um pouco parecido.
34:11Quem não nasceu já nessa era digital e tá tendo que aprender e entender como usar agora.
34:17Sem dúvida.
34:18Assim, eu, por exemplo, sou de uma geração da transição ali, né?
34:21Então, assim, houve uma dificuldade grande até vencer várias barreiras e hoje tem intimidade pra mexer.
34:29Mas foram resistências que, muitas vezes, geram ansiedade, né?
34:33Porque isso gera uma ansiedade.
34:34E a ansiedade, muitas vezes, pode se afastar daquilo, né?
34:37Então, a gente realmente tem que tratar isso com bastante paciência, com bastante cuidado.
34:43Pensar que cada um vai estar num nível, né?
34:45E propiciar essa possibilidade pra essas pessoas, porque isso tem um papel de, digamos assim,
34:53que isso tem um papel direto nos próprios negócios, né?
34:56Que estão sendo oferecidos, né?
34:58Então, hoje, se as próprias empresas não investirem nesse processo,
35:03vai gerar uma dificuldade pra elas mesmas, né?
35:06Sim.
35:06Nesse processo.
35:07Então, acho que é um investimento fazer isso, né?
35:11Você investir na letramenta e educação digital dessas pessoas, né?
35:15É, até pra você conseguir escalar o negócio, né?
35:18Como que você vai dar conta de atender 100, 200, 300, 1 milhão de clientes, né?
35:23Só com pessoas, muitas vezes, você fica limitado.
35:25Vai ter que ter um exército ali de call center, de N outros setores administrativos
35:30pra dar esse suporte.
35:32E aí, como que você faz isso?
35:33Escalando com tecnologia.
35:35A tecnologia precisa beneficiar, precisa facilitar a vida do cliente, né?
35:39E como facilitar a vida do cliente se ele tiver dificuldade pra acessar?
35:42Então, é isso que a gente tem tentado superar cada vez mais lá,
35:45pra que as pessoas tenham autonomia mesmo pra resolver suas demandas, né?
35:49Eu acredito muito, Maicon, na quebra de barreira que nós temos que ter
35:53em não acreditar que os idosos são capazes de acessar tecnologias de uma forma geral.
35:58Já passaram por guerra, já passaram por pandemias.
36:01São grandes milhas.
36:01Nos criaram, nos criaram sem tecnologia, sem inovação.
36:05Claro.
36:05Então, já passaram por coisas muito mais difíceis.
36:07Então, acho que cabe a nós colocarmos tecnologia que seja respeitando o limite sensorial
36:14daquela pessoa, motricidade, visual, auditiva, e quebrar esse paradigma de fato que eles não
36:20podem.
36:21Eles podem, eles conseguem.
36:22Acho que tem que ter paciência, alguém dentro de casa, ou escolas, ou tutoriais de uma forma
36:28geral, pra que ele, de fato, rompa essa barreira.
36:31E eu não tenho dúvida nenhuma que isso é possível.
36:33É isso.
36:33Bom, nossa conversa já está, assim, caminhando pro final.
36:37Queria saber se vocês querem acrescentar alguma coisa sobre esse tema.
36:41Tem algo que a gente esqueceu de falar e que vocês acham importante?
36:44Dar um recado final aí.
36:45Bom, com mensagem final, eu falaria que essa questão da inclusão digital, ela esbarra
36:52muito na questão da promoção e educação em saúde.
36:54Então, se esse processo de inclusão digital não ocorrer, a gente vai esbarrar na falta
37:01de promoção e educação em saúde pra essas pessoas.
37:04Então, isso é necessário pros cuidados em saúde.
37:07Então, eu vejo que isso é essencial, um caminho sem volta, e a gente tem que investir isso
37:13de uma maneira séria, humanitária, incluindo as pessoas.
37:18Acho que, como recado final, o que eu acabei de falar aqui agora é que os idosos acreditarem
37:23neles, na capacidade que eles têm de produzir, de ler, de conseguir embarcar nesse mundo
37:30tecnológico, nesse mundo de inovação.
37:32Peçam ajuda.
37:34Criem coragem, criem vontade e saiam um pouco dessa bolha que existe hoje de esse mito
37:40de você não conseguir acessar a tecnologia.
37:42Eu entendo que o benefício vai vir imediatamente.
37:46Acredito muito nisso.
37:46É isso.
37:48Gente, só tenho a agradecer.
37:50Papo super produtivo.
37:51Obrigada, Maicon.
37:53Obrigada, Rodrigo.
37:54Obrigada, Marcos.
37:55Obrigado.
37:55Acho que a gente acendeu uma luzinha aí em algumas mentes que ouviram e assistiram
38:02a gente, tá?
38:03Bom, a gente vai ficando por aqui.
38:04E os episódios, você já sabe, estão disponíveis em medicenior.com.br barra bem envelhecer.
38:11Você também pode acessar apontando a câmera do seu celular pra esse QR Code que tá
38:15aí na tela.
38:16Eu te encontro no próximo episódio, viu?
38:18Tchau, tchau.
38:20Tchau, tchau.
38:23Tchau.
38:26Legenda Adriana Zanotto
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