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  • há 4 semanas
Episódio 1 do Bem Envelhecer aborda os benefícios de ser uma pessoa espirituosa

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00:09Olá, eu sou a Nayara Arpini e esse é o primeiro episódio do podcast Bem Envelhecer.
00:15O nosso propósito aqui é levantar um bate-papo que possa contribuir para o seu bem-estar durante a sua
00:21vida.
00:21É mostrar como é possível envelhecer melhor e com mais saúde.
00:26E nesse dos próximos episódios eu vou contar com convidados super especiais que vão me ajudar a levantar essas discussões
00:33aqui.
00:34Já estou com dois deles aqui. Vou pedir para que vocês se apresentem nessa conversa para a gente começar esse
00:39papo.
00:40Está ótimo, posso puxar?
00:41Pode.
00:42Oi Nay, tudo bom?
00:43Tudo bem.
00:43Bom, primeiro é um prazer a gente poder estar falando aqui ao longo dessa série de questões tão importantes que
00:49tangenciam o nosso tema, o Bem Envelhecer.
00:50Eu me chamo Tiago, sou médico de formação e atuo já há muitos anos dentro da gestão em saúde, buscando
00:57novas soluções, novas oportunidades que vão ao encontro dos propósitos de entregar a boa saúde à população.
01:04Então a gente vai poder ter uma mente de muita discussão e bons bate-papos ao longo dessa série.
01:09Ótimo, é o que a gente espera.
01:11Agora é minha vez. Bom, obrigado por estar aqui.
01:13É um grande prazer estar discutindo esses temas tão relevantes para a gente envelhecer bem, porque não basta só envelhecer,
01:20porque a gente está envelhecendo, a gente quer envelhecer bem, com saúde e não bem envelhecer.
01:25Eu sou o Rony, sou médico geriatra de formação, sou responsável pelos núcleos da medicina com o objetivo de fazer
01:35o nosso cliente envelhecer bem, com saúde, podendo ter um significado no seu envelhecimento.
01:41Legal. E nesse primeiro episódio, a gente já vai tratar de um tema bem importante, bem relevante para isso tudo,
01:48que é espiritualidade.
01:50Então eu já vou começar levantando essa bola com vocês, no sentido de qual é o papel da espiritualidade na
02:00medicina, nos tratamentos, como é que a medicina tem tratado isso?
02:04Então, é interessante a gente falar sobre esse tema hoje com bastante naturalidade, algo que há um tempo atrás era
02:11um mito.
02:13As pessoas achavam que a espiritualidade já tangenciava uma religião ou sacramentava a aversão a um tratamento convencional.
02:23E com o passar do tempo, foi se percebendo a naturalidade que isso é no contexto.
02:30Não em substituição ou em acréscimo, mas algo que seja adjuvante, seja parte do tratamento, do diagnóstico, enfim, de todo
02:39esse acompanhamento de saúde.
02:41E uma coisa interessante também são as instituições valorizarem isso.
02:45Então a gente vê que quando o tema começa a ser mais aceito no meio médico, no meio de saúde,
02:50você começa a ter selos de instituições que vão coroando, que vão dando mais notoriedade.
02:55A própria Organização Mundial de Saúde, recentemente, incluiu a espiritualidade como o seu tema vinculado à saúde.
03:03Então vê como que isso tornou uma proporção já a nível mundial.
03:07E não tem como fugir disso, né?
03:10Essa força maior como uma parte, seja para você superar o diagnóstico, seja para você acompanhar uma linha de tratamento.
03:18E não obstante disso, as nossas linhas de cuidado, incluindo o bem-envelhecer, é muito importante que elas incluam o
03:26seu sentido dentro da espiritualidade.
03:28Porque faz parte do bem-envelhecer ter uma espiritualidade forte.
03:32Eu acredito que a gente vai viver isso nos contextos, nos exemplos aqui do papo de hoje, Nath.
03:35Sim. O que a gente tem, assim, de novidade, né, em relação a esse tema?
03:40A gente falou um pouquinho, a própria OMS já incluiu espiritualidade ali, mas em relação até a pesquisas mesmo, sabe?
03:48O que se diz, assim, qual é esse peso da espiritualidade?
03:52Então, Nayara, como o Tiago falou, a espiritualidade, ela está crescendo muito na medicina, mas ainda é um tabu.
03:58A gente ainda vê que os profissionais têm medo de falar, né?
04:01Então, a primeira coisa é entender que espiritualidade não é só a questão da religião.
04:07A espiritualidade traz uma noção de uma dimensão maior que lida com como a gente reage às questões da vida,
04:18tanto positiva quanto negativa, inclusive às adversidades da vida, né?
04:22Como que a gente lida com essas questões, tanto do nosso ponto de vista pessoal e das nossas relações, né?
04:30Então, é uma dimensão maior, mas, como o Tiago falou, isso vem trazendo, vem entrando no meio médico de forma
04:39mais forte, né?
04:41E por quê? Porque a gente entende que a saúde, ela não é só ausência de doença.
04:46A própria OMS fala que o ser saudável é um equilíbrio biopsicossocial e espiritual.
04:54Então, o ser humano, ele tem muitas dimensões.
04:57Então, a dimensão física, se eu só olhar a dimensão física, eu vou ficar limitado.
05:00A gente tem uma dimensão física, uma dimensão psicológica, social e espiritual.
05:05Então, nós, quando adoecemos ou quando enfrentamos alguma situação difícil,
05:11a gente vai ter que se organizar em todas essas dimensões e elas vão se influenciar,
05:17de tal forma que a dimensão espiritual pode ajudar a dimensão física.
05:21E hoje já é comprovado, existem linhas de pesquisa, cada vez mais, né?
05:27Ainda temos que avançar, que mostram que uma relação a essas adversidades,
05:33um sentido maior que a pessoa traga no momento de um adoecimento,
05:39vai garantir um desfecho positivo ou negativo.
05:44Então, uma pessoa que tem uma doença grave, mas ela escolhe ter tolerância,
05:52ela escolhe participar do seu tratamento, ela escolhe ter paciência,
05:56essa pessoa, e acreditar que vai dar certo, essa pessoa vai ter um desfecho melhor do que aquele que se
06:03revolta
06:03e que culpa a Deus, que se estressa, né?
06:08Então, a espiritualidade, ela está associada a desfechos, né?
06:13A desfechos, isso cada vez mais está claro, né?
06:16Que, conforme a gente lida com essas adversidades, melhoram ou pioram o nosso desfecho
06:23às doenças que aparecem no decorrer da vida.
06:26Aramba!
06:27Vocês dois, como médicos, já puderam presenciar isso de perto?
06:31De ver como, às vezes, um paciente levou um tratamento de uma maneira mais leve,
06:37ou, às vezes, teve até um resultado melhor, porque ele conseguia lidar com isso de uma maneira melhor?
06:43É, eu acho que é uma realidade, é que é muito difícil você não sentir ou não presenciar
06:49dentro do meio de saúde, não só como médico.
06:52Eu acho que todo time assistencial, né, consegue ter exemplos e exemplos dessa força,
06:59que é uma força além da medicação, é a força além da técnica ali, que é o inexplicado.
07:05E, de novo, não é uma questão de religiosidade, é uma questão de perspectiva, de propósito.
07:10Eu acho que essa relação da espiritualidade com o propósito, com o significado,
07:16ela é muito intensa, né, ela é muito direta.
07:20E você vê que já temos até pesquisas, né, que você estava comentando,
07:25o Rony trouxe muito bem a fala dele, que já vão levando nessa linha.
07:30O quanto que a espiritualidade, como propósito, aprimora um tratamento,
07:35aprimora uma aceitação de diagnóstico, uma compreensão daquilo que a pessoa tem.
07:39Até no Brasil.
07:42E para os nossos ouvintes, para quem está assistindo,
07:45a gente pode até disponibilizar o link depois de alguns desses estudos
07:49que vão mostrando justamente isso.
07:51A espiritualidade como algo maior, né, um guarda-chuva,
07:54que vai ancorando vários sentimentos e reflexões
07:57no entendimento do direcionamento de uma melhor aceitação do seu diagnóstico,
08:02de qualquer doença, né,
08:04e também de um melhor resultado por questões biológicas, sociais, né,
08:10que interferem no desfecho de um tratamento.
08:12Seja para você ter uma cura mais precoce
08:15ou para você ter um processo de tratamento mais brando, né.
08:20Isso é nítido e são vários e vários casos, tá, Nay, que dá para a gente acompanhar.
08:25Então, isso mostra o quanto que é forte a presença da espiritualidade.
08:29E aí, também, endossando e concluindo uma fala que o Rony trouxe,
08:32não só para quem está doente, né,
08:35a espiritualidade como uma prevenção,
08:38como uma forma de você conseguir evoluir ao longo da passagem da sua vida,
08:44gozando de uma boa saúde, né,
08:46tendo um espírito saudável e tendo indiretamente ou diretamente
08:50um corpo e uma mente saudável também.
08:53Agora, para a gente já ir se encaminhando para o final,
08:56que está passando muito rapidinho já,
08:58mas uma dúvida que me veio aqui agora, assim,
09:01quando a gente fala de espiritualidade,
09:02parece que é uma coisa que às vezes nasce com a gente
09:05ou que a gente desenvolve desde muito cedo e carrega para a vida.
09:09Então, assim, é possível desenvolver uma espiritualidade,
09:13uma pessoa que hoje às vezes olha para si mesma e fala,
09:15poxa, não estou com isso muito bem desenvolvido,
09:19queria melhorar nesse ponto.
09:20É possível desenvolver espiritualidade?
09:23Então, puxando o gancho aí do Maia e trazendo para você,
09:27realmente a espiritualidade é um fenômeno, né,
09:30maior, é uma aptidão do ser humano
09:33que é possível ser desenvolvida.
09:35E ela é importantíssima durante o envelhecimento,
09:38porque durante o envelhecimento,
09:41conforme a gente lide com as questões do envelhecimento,
09:45eu não estou falando de doença,
09:46e alguns marcos, por exemplo, a aposentadoria,
09:49que a pessoa para de trabalhar, né,
09:51as alterações orgânicas que vão acontecer do envelhecimento,
09:55ter essa perspectiva que pode ser aprendida e desenvolvida,
10:00né, cada um pode achar dentro das suas crenças e valores
10:03aquilo que traz simbolismo,
10:05é fundamental para as situações da vida que vão acontecer,
10:10as situações adversas, né,
10:13e trazendo alguns exemplos que eu trabalho,
10:15além de geriatra, trabalho com pacientes também,
10:17em fim de vida,
10:18no fim de vida é muito interessante as pessoas
10:20que têm doenças graves,
10:22como elas, aquelas que têm uma relação
10:26com algo maior, né,
10:28com algo que a gente chama de sagrado,
10:30aquilo que traz um simbolismo,
10:32um sentido para elas estarem ali,
10:34como que elas passam por aquilo
10:36de forma mais harmônica,
10:38sofrendo menos, né,
10:40e às vezes a gente também vê,
10:42os estudos também mostram,
10:44vivendo até mais, né,
10:46então, eu acredito que a gente pode desenvolver
10:50a nossa espiritualidade como uma aptidão,
10:53uma resiliência, né,
10:55é algo que está além da questão religiosa,
10:58é algo que pode estar envolvido com a meditação,
11:01com os processos de autoconhecimento
11:05para a gente ter também uma velhice
11:09nesse aspecto saudável, né.
11:11Tá certo.
11:12É um papo que renderia, né, gente?
11:13Se a gente pudesse ficar aqui, ó,
11:15renderia muito tempo.
11:16Mas a gente vai fazer uma pausa rapidinha,
11:18daqui a pouco voltamos,
11:19com uma convidada,
11:21que vocês dois já conhecem,
11:22e que tem muito a ensinar para a gente
11:24sobre esse tema, viu?
11:25Daqui a pouquinho a gente volta.
11:31Estamos de volta, e agora com,
11:33vou até pegar fôlego aqui para falar,
11:35que o nome da nossa convidada é
11:36Mitzi Mary de Almeida Rocha Rossi.
11:41Tá certo, da Mitzi?
11:42Certo.
11:4265 anos, beneficiária da medicina,
11:46um orador de Vila Velha,
11:47e uma pessoa que a gente pode dizer,
11:49vocês dois já conhecem também,
11:50muito espiritualizada,
11:52um exemplo, né,
11:53a ser seguido.
11:54Eu já vou começar pedindo para você contar
11:56um pouquinho da sua história,
11:57porque eu sei que você viveu
11:59uma situação na sua vida que
12:02a sua forma de lidar com essa situação
12:05mostrou muito da sua força, né?
12:07É aquilo que você falou,
12:10que eu vivi, não, eu vivo, né?
12:13Porque faz parte do meu dia a dia.
12:15Não tem como desvincular
12:18aquilo que aconteceu na minha vida
12:22para agora.
12:23Vai ser eterno,
12:25e eu espero que seja eterno.
12:27Foi a perda do meu filho, né?
12:29Uma pessoa muito especial,
12:31uma pessoa admirável,
12:33confortável de viver com ele.
12:35Eu sempre falo que ele não era meu filho,
12:37ele era meu filho,
12:38nós éramos muito agarrados,
12:42nós éramos, não, nós somos.
12:44Porque ele não se desvinculou de mim.
12:48Ele faz parte de mim,
12:49eu faço parte dele.
12:50Só que a minha maneira de encarar
12:52essa distância é só material,
12:56só matéria, o corpo, né?
12:58Porque aquilo que nós vivemos
13:01não tem como desvincular dentro de mim,
13:06do meu dia a dia,
13:08da minha maneira de ser.
13:10Se eu sou o que eu sou,
13:12e se eu convivo com toda essa coisa
13:17que para muita gente é um sofrimento,
13:19é uma tragédia,
13:20é o final de rota de vida,
13:23para mim foi o contrário.
13:25Ele me abriu outras rotas,
13:28outros motivos de viver,
13:30outros motivos de encarar as coisas,
13:33até agora,
13:34até agora,
13:35nesse momento que eu estou aqui,
13:37quem diria
13:38que através de uma situação
13:40eu vou chegar a esse momento
13:42de falar justamente sobre isso,
13:45falar sobre essa tranquilidade
13:47que eu sempre tive
13:49com as perdas.
13:51Não é só a perda de um filho,
13:53eu sempre falo,
13:54ninguém quer perder nada,
13:56a gente não quer perder nada,
13:58mas perder uma pessoa
14:00que você conviveu,
14:02que ficou dentro de você como ele,
14:04foram 20 anos intensamente vividos,
14:07mas intensamente vividos.
14:09Não foi assim,
14:11uma coisa assim,
14:12esporádica,
14:13uma mãe que deixava de viver
14:16cada minuto.
14:18É tanto que antes do acidente
14:19nós tínhamos falado meia hora,
14:21meia hora antes do acidente,
14:23porque tudo que ele fazia,
14:26ele conversava,
14:27e tudo que eu fazia,
14:28a gente sempre estava
14:29trocando essa energia.
14:31Eu vou direcionar o papo
14:33para vocês dois.
14:34Ah, eu tenho uma pergunta,
14:35eu estou aqui
14:36guardando a pergunta
14:37para a Mitzi.
14:38Quer fazer a pergunta?
14:39Ah, eu quero, Nai.
14:40Sabe por quê?
14:41Ó, quem não assistiu, gente,
14:42a gente tem que indicar assistir, né?
14:44A gente tem um vídeo
14:45que conta toda a história da Mitzi, né?
14:48E é encantador.
14:50E na hora que eu fui vendo o vídeo,
14:51eu falei, gente,
14:52eu preciso perguntar um negócio
14:53para a Mitzi,
14:53ou para a Melri,
14:54para os íntimos, né?
14:56E a minha pergunta é o seguinte,
14:58porque a gente já vê isso
14:59do relato de muitas pessoas,
15:01mas como a gente nunca sentiu,
15:02nunca teve essa experiência,
15:04a gente sempre fica na dúvida, né?
15:05Eu não queria perder essa oportunidade,
15:07que quando acontece esse momento,
15:09você teve um momento marcante
15:11que criou,
15:12ou ressignificou,
15:13essa espiritualidade, né?
15:15Essa visão da vida.
15:17Você sente essa diferença de peso,
15:19assim,
15:19depois que você interpretou
15:21aquele episódio,
15:22aquilo mudou a sua trajetória,
15:24você respirou diferente,
15:25você acordou diferente,
15:27você sente uma mudança
15:28no seu íntimo, assim?
15:30Total.
15:31Eu posso dizer que eu era um ser antes
15:33e depois da perda.
15:35Mas aquilo que nós estávamos
15:37conversando aqui,
15:38a essência,
15:39ela já existia,
15:41porque ninguém consegue,
15:43ninguém consegue perder um filho
15:46como eu perdi
15:47e continuar tendo vontade de viver.
15:53Porque a primeira coisa,
15:55eu vi as pessoas falarem,
15:57gente, a ficha dela não caiu,
15:59quando a ficha dela caiu,
16:01tinha gente que chegava perto de mim,
16:04toma esse remedinho,
16:06você tem que desabafar,
16:08você tem que fazer isso,
16:09você tem que gritar,
16:09você está muito tranquila.
16:11Acho que você vai cair em depressão, né?
16:13E se todo mundo falava assim,
16:14meu Deus,
16:14ela ainda não entendeu
16:16o que está acontecendo com ela.
16:17É tão estranho eu reagir
16:18nessa forma, né?
16:19Que as pessoas acham
16:21que tem alguma coisa...
16:21Era sobrenatural,
16:23mas a morte,
16:24ela é muito natural.
16:26É incrível,
16:27ela é natural,
16:28ela é natural,
16:29ela vai existir para todos,
16:31entendeu?
16:32Não tem como a gente
16:33cuidar desse momento,
16:34mas a sua pergunta
16:36foi justamente
16:37o que eu vivi
16:40naquele exato momento,
16:42é aquilo que
16:43nós estávamos conversando
16:44daqui a agora.
16:46Qual o significado
16:47que eu quero dar agora
16:47para a minha vida?
16:48Exatamente.
16:49Continuar ou parar?
16:51Não, não,
16:53é continuar,
16:54é continuar,
16:55é continuar,
16:55como eu estou continuando agora.
16:57Muita gente fala assim,
16:58eu não parei de caminhar,
16:59não parei de correr,
17:00não parei de ir para a minha casa,
17:02eu não parei de dirigir,
17:03não parei de fazer nada, gente,
17:05nada.
17:05O pessoal falava assim,
17:07ela não existe,
17:08isso não é,
17:09acho que ela deve estar tomando,
17:10pode procurar lá nos meus
17:13consultores médicos,
17:14na minha casa.
17:16Eu não tomo remédio
17:17para dormir,
17:18graças a Deus.
17:19eu não tomo remédio
17:21nenhum ano cedo,
17:22eu até falo,
17:24que é um remedinho de pressão.
17:25Pois é.
17:26Entendeu?
17:27Então,
17:27é porque é natural,
17:29é porque se a gente tem aquilo,
17:32e se você ama aquilo,
17:35aquilo nunca vai se acabar,
17:38não vai se acabar,
17:40entendeu,
17:40esse sentimento.
17:41mas só que,
17:43infelizmente,
17:44nós vivemos num mundo
17:45que isso é minha caneca,
17:48é meu carro,
17:49é meu marido,
17:50é meu filho,
17:52é meu pai,
17:54é porque a gente tem que dar
17:55significado aos nomes,
17:57mas o amor,
17:59ele é geral,
18:01tem que haver isso,
18:02entendeu?
18:03Então,
18:04é isso que é lindo,
18:05é isso que é gostoso,
18:06é isso que a gente vivia,
18:07eu e meu filho,
18:08entendeu?
18:09Vivo isso também,
18:11às vezes,
18:11muita gente pensa
18:12que eu não vivo isso
18:13com a minha filha,
18:14mas eu também vivo,
18:15eu vivo isso com o meu neto,
18:17porque eu sei que
18:18a qualquer momento,
18:20e é bem interessante
18:23que não quer dizer
18:25que não tem o sofrimento,
18:26o sofrimento existe,
18:28ela mostra que não tem
18:29uma negação,
18:30que as pessoas dizem,
18:30adianta eu não olhar,
18:31e ela falou,
18:32ela sabe,
18:34reconhece,
18:35trouxe aquilo para ela,
18:37mas ela escolheu
18:39reagir de outra forma,
18:40então,
18:40isso que é o bonito,
18:42e isso é espiritualidade pura,
18:44é isso que eu falo,
18:44o sofrimento existe,
18:47ninguém é,
18:48ah,
18:48não vou olhar o sofrimento,
18:49eu vou esquecer,
18:50eu vou tomar um remédio,
18:51apagar,
18:51porque negar também
18:53não é saudável,
18:54negar é uma fase também
18:55negativa,
18:56então,
18:56ela ressignificou,
18:58mas o sofrimento existe,
19:00porque é uma perda
19:02real,
19:03irreparável,
19:03e dura,
19:04e muita gente fala,
19:05porque eu sempre tive
19:07muita linha de psicólogo,
19:08terapeuta,
19:09sempre me trato,
19:11isso aí eu não,
19:11não escondo,
19:13e falo abertamente,
19:14quem não foi,
19:15está perdendo tempo,
19:16tá?
19:17Isso aí,
19:17já,
19:18ela tem nem bastante
19:19de manutenção,
19:21o celular precisa
19:23de tocar,
19:24o ser humano
19:26precisa de ajuda,
19:26é verdade,
19:27em vez de ficar
19:29sufocando,
19:29e falando
19:30com determinadas pessoas,
19:32que de repente
19:33não vai nos trazer
19:34benefício nenhum,
19:35vai lá no psicólogo,
19:36vai no terapeuta,
19:38vai fazer alguma coisa
19:39que você troca energia,
19:41né?
19:42A gente tem que trocar energia,
19:44então,
19:45eu tenho certeza também
19:47que a minha espiritualidade
19:49está dentro de mim
19:50justamente por isso,
19:52porque eu escolho
19:53e quero ser assim,
19:54cada vez,
19:56eu até estava
19:56comentando com Jéssica,
19:58Jéssica,
19:58eu fico comendo
19:59na hora dessa gravação,
20:01porque eu,
20:01tudo eu acho graça,
20:03tudo eu fico rindo,
20:04mas porque é a vida
20:05e as coisas
20:06são lindas demais,
20:08são lindas,
20:09são lindas demais.
20:10E o que é interessante,
20:11assim,
20:12todas as pessoas
20:13têm marcos,
20:14todo mundo passa
20:15por marcos na sua vida,
20:16né?
20:16E é aquele ponto,
20:17né,
20:18que a gente estava conversando,
20:20espiritualidade não é só
20:21a questão do nato,
20:22de eu nascer
20:23espirituoso ou não espirituoso,
20:25você tem que trabalhar
20:25a espiritualidade.
20:27Então,
20:27a maioria das pessoas
20:28acha estranho,
20:29né, Mites?
20:29Porque não aproveitaram
20:31os seus marcos,
20:32às vezes,
20:32para fazer um ressignificado,
20:34para, às vezes,
20:34endossar, né, Rony,
20:35a sua espiritualidade
20:37no auge,
20:38mas,
20:39quando isso acontece,
20:40tem essa mudança,
20:41tem o ar respirado
20:42diferente,
20:43isso é nítido.
20:44De todos os exemplos
20:45que a gente ouve,
20:46a Mites também aqui
20:46colaborou colocando dela,
20:48né?
20:48Então,
20:48acho que isso é,
20:50muda a forma de você
20:51enxergar o propósito
20:52que você dá na vida
20:53e,
20:54consequentemente,
20:55é biológico,
20:56né?
20:56Se eu tenho um comportamento
20:58mais áustro,
20:59mais equilibrado,
21:01o corpo,
21:02a biologia,
21:02também vai refletir assim,
21:04seja hormônio,
21:05seja qualquer sensorial
21:07que tiver,
21:07né?
21:08Você vai se refletir assim
21:09e vai conseguir ter
21:10uma imunidade
21:11mais aflorada,
21:13vai conseguir ter
21:14uma linha de
21:15se conscientizar das coisas
21:17de uma forma mais natural,
21:18né, Mary?
21:18verdade.
21:19É isso mesmo,
21:20não tem como lá fora,
21:21não tem como.
21:23É o que mais me dá energia,
21:26por exemplo,
21:27uma coisa muito simples
21:28que eu sempre faço
21:29e sempre estou fazendo,
21:30o mar,
21:31a areia.
21:33Estou sufocada?
21:34Vou fazer uma caminhada
21:36na areia.
21:36Eu vi no seu filme isso aí.
21:39vou respirar,
21:41vou tomar banho de chuva,
21:44entendeu?
21:45Vou,
21:47depois da minha caminhada,
21:48eu tiro o tênis
21:49e sempre encosto
21:50em uma árvore,
21:52boto na minha mão,
21:53porque nós estamos conectados
21:55nesse parâmetro
21:57de terra,
21:59terra,
21:59chão,
22:00água,
22:01luz,
22:01sol,
22:02nós não somos
22:03independentes deles.
22:05e dá valor
22:05nas coisinhas,
22:06né?
22:07É,
22:07nós precisamos
22:08e nós temos.
22:10Isso é muito legal
22:10o que você está falando,
22:11que eu vou falar
22:12um exemplo meu
22:12que me traz o sentido
22:14é quando eu nado no mar.
22:16Então,
22:17é o meu,
22:18a gente fala às vezes
22:19em medicina,
22:20a gente fala
22:20o que é o nosso sagrado.
22:22Então,
22:22a Mith está trazendo
22:24um pouco do sagrado dela,
22:25que é o contato com a areia,
22:27é o contato com a árvore,
22:28com a natureza.
22:29Então,
22:29isso traz um,
22:31ela consegue perceber
22:33que ela faz parte
22:34de algo muito maior,
22:36né?
22:36Que a gente é pequenininho,
22:37O seu,
22:38eu acho legal
22:38do exemplo dela também
22:39é que no primeiro bloco
22:40a gente falou muito
22:41sobre o papel da espiritualidade
22:43nessa questão
22:44do tratamento,
22:45de às vezes
22:46alguém que descobre
22:48alguma doença,
22:48alguma coisa
22:49e tem que ter aquela resiliência,
22:50aquela força
22:51para lidar com aquilo
22:52da melhor maneira
22:53e como aquilo pode ajudar,
22:55né?
22:56Nessa recuperação.
22:57Já a Mith é um pouco diferente
22:59porque ela perdeu alguém,
23:01então foi outra pessoa,
23:02né?
23:03que passou por aquela situação
23:05e ela,
23:07com a espiritualidade dela,
23:08com a fórmula de lidar,
23:09conseguiu superar essa fase.
23:11Eu acho que não tem como
23:13a gente não falar,
23:14Mith,
23:14que eu acho que um processo
23:15que talvez tenha te ajudado
23:16muito nisso
23:17é a doação de órgãos
23:19do seu filho, né?
23:20Não,
23:20isso aí é uma coisa
23:22que nós estávamos
23:23até conversando antes.
23:25Não foi uma coisa
23:25que eu decidi,
23:27não é uma coisa
23:27que eu escolhi.
23:28É aquilo que ele queria.
23:31Só pra gente explicar, né?
23:32Seu filho morreu
23:33num acidente.
23:34Morreu num acidente
23:35e ainda sempre,
23:37porque minha filha
23:38é enfermeira,
23:39meu gênero é bombeiro,
23:40ele mexia com educação física.
23:42Então,
23:42era um papo,
23:44ó,
23:44acontecer,
23:45acontecer,
23:45eu sou doador de órgãos.
23:48Minha filha,
23:48a mesma coisa,
23:49meu gênero,
23:50a mesma coisa.
23:51Eu falava a mesma coisa,
23:53meu marido,
23:53até então,
23:54quando ele ficou doente,
23:55ele não podia mais
23:56ser doador de órgãos.
23:57Mas era uma coisa
23:58que a gente sempre conversava
24:00isso naturalmente.
24:01Então,
24:02eu sempre falo,
24:03naquele momento,
24:04uma decisão minha
24:06e do meu marido,
24:07que o meu marido,
24:07na época,
24:08estava relutando,
24:09que não queria
24:10que fosse verdade
24:11a morte cefálica dele,
24:13eu não poderia autorizar,
24:15teria que ser eu
24:16e meu marido.
24:18Então,
24:18ele chegou
24:20a essa conclusão.
24:21Meu marido falou,
24:21não,
24:22eu concordo com você,
24:24eu acho que o médico
24:24está certo.
24:25Então,
24:26vamos fazer aquilo
24:27que ele queria,
24:29que é isso também
24:30que me traz muita paz,
24:33porque eu fiz
24:33uma coisa que ele queria.
24:35Muitas vezes,
24:37o familiar faz,
24:38mas os pais
24:39ou os responsáveis
24:41não doam,
24:43né?
24:43Então,
24:44de repente,
24:46né,
24:46depois de um tempo,
24:47vem aquele arrependimento,
24:48por que eu não fiz?
24:50Eu não,
24:51eu não pensei duas vezes,
24:53desde o momento
24:54que eu fui vendo,
24:55quando que estava
24:55recorrendo as coisas,
24:56eu sempre falava assim,
24:57na hora H,
24:58eu tenho que falar
24:58um negócio
24:58de doação de órgãos,
24:59porque se você chega,
25:01gente,
25:01é incrível,
25:03tem a equipe
25:04dentro do hospital,
25:06mas como que a equipe
25:07vai chegar
25:08para aquela família?
25:10Aquele momento,
25:11né?
25:11Aquele momento,
25:12eu sinto que eu já vivi,
25:14Porque eu já trabalhei
25:15em processo de doação
25:16de órgãos,
25:17eu sei quem
25:18que é traumático.
25:19Às vezes,
25:20não é que,
25:21não tem uma equipe boa,
25:22não,
25:22mas a dor é tão grande
25:23que cria aquele medo,
25:27entendeu?
25:28Então,
25:29eu fui leve,
25:29eu falei com o médico,
25:30assim,
25:30doutor,
25:31vamos rápido,
25:32corre,
25:32vamos fazer o médico
25:33nocipreando,
25:34falei,
25:34não,
25:35doutor,
25:35a gente não pode perder tempo,
25:36por que?
25:37Porque a minha conexão
25:38com ele era tão verdadeira,
25:41que isso já estava
25:43tramitando,
25:44dentro daqueles momentos
25:45de dificuldades
25:46que eu estava vendo
25:47que ia levar
25:49a morte dele.
25:51Então,
25:52eu também,
25:52eu não pensei em mim,
25:54juro para vocês,
25:55eu não pensei em mim,
25:56eu pensava nele,
25:58eu não sabia
25:58para quem ia,
26:00para que,
26:01como que ia acontecer
26:02as coisas depois,
26:03eu não pensei nisso,
26:05eu não pensei,
26:06na hora eu só pensei
26:07naquilo que ele queria,
26:08na vontade dele.
26:10E ganhou um presentão,
26:11né?
26:11Que foi uma família linda,
26:13maravilhosa,
26:14para aqueles todos
26:15que eu amo,
26:16que sou apaixonada
26:18até hoje,
26:19e é uma vida maravilhosa
26:22que nós temos uns
26:23com os outros,
26:24né?
26:24Então,
26:25até nisso,
26:26eu falo assim,
26:27eu fui presenteada.
26:28Eu tenho certeza
26:29que essas pessoas também
26:30que receberam
26:31essas doações,
26:33esses órgãos,
26:35provavelmente também
26:35tiveram marco na vida
26:36e tiveram a oportunidade
26:38de trabalhar
26:38a espiritualidade,
26:40né?
26:40Sim,
26:41com certeza.
26:41E com muito propósito,
26:43também vou levar isso
26:44para bem envelhecer,
26:45né?
26:45Então,
26:46vão ter vidas
26:47mais prósperas,
26:48né?
26:48Mais agradáveis.
26:49E eu acredito muito,
26:51né?
26:51Que há essa transmissão também,
26:54há essa corrente positiva.
26:56E nada melhor,
26:57a gente fala do amor
26:58é contagioso,
26:59né?
26:59Da esperança é contagiosa,
27:00mas a espiritualidade,
27:01eu acho que coroa
27:02esses sentimentos,
27:03né?
27:03É a confluência
27:04dos sentimentos.
27:05Então,
27:06também é contagiosa.
27:07E que bom
27:08que ela contagia
27:09para você conseguir
27:10ter uma vida longa,
27:12próspera.
27:12porque não adianta
27:13só viver muito,
27:15né?
27:15O que a gente tem discutido,
27:16eu acho que vai trazer
27:16nessas pautas aqui
27:17do bem envelhecer,
27:19é viver bem.
27:20Eu posso viver muito,
27:21e tomara que viva muito,
27:22mas que viva muito e bem.
27:24Porque viver mal
27:26não tem muito objetivo, né?
27:27E a Mites é um exemplo
27:29de quem está envelhecendo bem.
27:31Muito bem.
27:33Ela falou para a gente
27:34que ela toma um remédio
27:35só para a pressão.
27:36Então, vejam que
27:38esse é o caminho.
27:39Ela vive com propósito,
27:41ela ressignificou sua dor,
27:42e agora ela está
27:43mais do que nunca
27:45apegada à vida, né?
27:46E isso gera uma saúde
27:48que não é só na mente,
27:51espiritualmente,
27:51e também o físico dela.
27:53Então,
27:54ela está no caminho certo.
27:56É uma paz,
27:58é uma coisa assim que
28:00eu mesma, às vezes,
28:01me surpreendo com eu mesma.
28:03Eu não,
28:04ela me surpreendo.
28:05Eu fico assim,
28:06cara,
28:07cara, como que?
28:08Que bom,
28:09que lindão.
28:10Olhar para trás
28:11e surpreender, né?
28:12E isso aqui,
28:14quantas pessoas
28:15já chegaram para mim
28:16e falaram,
28:16meu marido morreu,
28:18doei as córneas.
28:19Ele estava velhinho,
28:20mas doei as córneas.
28:22Mery, olha,
28:22a primeira coisa
28:23que quando eu perdi
28:24a minha filha
28:25ou minha tia,
28:27eu me perdi
28:27de você na hora.
28:29Está contaminando
28:30as pessoas, ué.
28:31Então,
28:32e é justamente
28:32esse o propósito
28:33da vida.
28:34A gente contaminar
28:36para o bem também.
28:37Não existe
28:37só coisa única.
28:38Isso,
28:38isso vai garantir
28:39que você viva
28:41com autonomia
28:42e independência
28:43até os 90,
28:44100,
28:45120,
28:45porque esse é o segredo, né?
28:47Eu espero.
28:47Essa vontade de viver.
28:49rarro e bote
28:50de um pouquinho
28:51para dizer que eu dirijo mal.
28:54Bom,
28:55tem que ser
28:55o joelho,
28:56o Ben Anderson.
28:57Dá um sujo
28:57no meu pé.
28:58Eu sou eu,
28:59eu sou eu.
29:00Qualquer vez que ele...
29:02Tempinho de conversa
29:03já deu para perceber, né?
29:05Eu boto a história
29:05da Mary,
29:06da Missy Mary.
29:07É inspiradora.
29:09A história completa
29:10dela foi lá
29:10naquele vídeo, né?
29:11Que vocês citaram.
29:13Ah, muito bom.
29:14Tem que ver, gente.
29:15Eu amo o pessoal
29:15para assistir,
29:16que merece.
29:17A história dela é muito boa.
29:18Daria para a gente levantar
29:19vários outros pontos
29:19aqui mais diferente.
29:21Porque a gente chega
29:21para mim e fala assim,
29:22que vídeo foi assim,
29:23menina?
29:23Você vê que história
29:24boa, não é?
29:25Que era bom.
29:26Para a gente ir finalizando,
29:28para a gente ir finalizando,
29:29eu vou pedir para você
29:30deixar uma mensagenzinha.
29:32O que você diria
29:33para o pessoal
29:33que está assistindo
29:34o nosso videocastro?
29:34Olha ali para aquela câmera,
29:36deixa uma mensagem
29:37para esse pessoal.
29:38Perca tempo.
29:39Viva.
29:40Viva intensamente.
29:42Perfeição não existe.
29:45inteiro nunca seremos.
29:46Nunca.
29:47Sempre vai faltar
29:48um pedacinho.
29:49Mas o pedacinho
29:50que faltar,
29:52preenche com um ourinho
29:53lá, bem bonitinho,
29:55enfeita,
29:55bota um lacinho
29:56e bola para frente.
29:57Vamos ser felizes.
29:58Oh, maravilha.
30:00Pois é, Antônio.
30:00Então, que pato,
30:01o gol, né?
30:01Ótimo.
30:03Conversa realmente
30:03inspiradora,
30:04do jeito que a gente
30:05esperava mesmo.
30:06Já sabia um pouquinho
30:07da sua história,
30:09já imaginava
30:09que esse papo ia render.
30:10mas infelizmente
30:12nosso encontro
30:13hoje está chegando
30:13ao fim.
30:14Quero agradecer.
30:14Que pena.
30:15Que pena.
30:16Muito rápido.
30:16Ah, sim.
30:17Mas a gente vai ter outros
30:18antes.
30:18A gente tem mais
30:1911 episódios.
30:20Tá ótimo.
30:21Só o primeiro.
30:22E bora bem envelhecer.
30:23Isso.
30:24E para saber mais
30:25sobre o bem envelhecer,
30:26acesse
30:26medicenior.com.br
30:29barra bem envelhecer
30:30ou aponte a câmera
30:31do seu celular
30:32para a QR Code
30:33que está aparecendo
30:34aí na sua tela.
30:36Teremos próximos episódios
30:38com outros temas,
30:39outros conteúdos
30:40também super importantes.
30:41E não esquece,
30:43nossos episódios
30:44são toda primeira
30:45ou segunda-feira do mês.
30:46Te espero.
30:47Tchau, tchau.
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