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  • há 5 semanas
A intimidade emocional na terceira idade e como ela contribui para a saúde física e mental foram os temas discutidos no décimo episódio do podcast Bem Envelhecer MedSênior, que contou com a participação do urologista Rodrigo Pastor e da ginecologista Isabela Laender, além do diretor de Marketing da MedSênior, Maycon Oliveira.

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Transcrição
00:10Olá, sejam muito bem-vindos ao décimo episódio do nosso podcast Bem Envelhecer Medicênior.
00:16Eu sou a Nayara Arpini e esse bate-papo é para te mostrar como é possível envelhecer melhor e com
00:22mais saúde.
00:22Como eu disse, esse é o décimo episódio, os outros nove estão disponíveis, você pode assistir em leia.ag barra
00:30Bem Envelhecer Medicênior
00:32ou é só procurar Bem Envelhecer Medicênior no Spotify.
00:36Bom, no episódio de hoje a gente vai trazer um tema que provavelmente vai gerar aí um bate-papo, uma
00:43discussão muito interessante.
00:45A gente vai falar sobre amor e sexo na terceira idade, mas não só sobre o ato sexual, sobre a
00:51relação sexual em si,
00:53mas também sobre saúde, sobre companheirismo.
00:56Para isso, tenho aqui convidados especiais, deixa eu apresentar primeiro o Maicon,
01:00que na verdade não precisa nem ser apresentado, né? Já é de casa, já está aqui com a gente em
01:05outros episódios.
01:06Maicon Oliveira, diretor de marketing da Medicênior, seja bem-vindo mais uma vez.
01:10Que bom, estávamos ansiosos por esse tema, eu tenho certeza que a audiência vai bombar,
01:15porque é uma coisa muito frequente dos nossos clientes, do pessoal e da terceira idade,
01:21acho que tem muita coisa legal para a gente falar aqui hoje, hein?
01:23Com certeza, é um tema super interessante que as pessoas têm muita curiosidade e querem muito conversar sobre isso, né
01:29Maicon?
01:30Então a gente abriu esse espaço aqui para falar.
01:33Bom, e também temos dois especialistas na área para a gente poder aprofundar a nossa conversa.
01:38Deixa eu apresentar então o urologista Rodrigo Pastor, não é isso, Rodrigo?
01:42Seja bem-vindo.
01:43Exatamente, muito obrigado, é um prazer estar aqui na Gazeta, na era.
01:46Para a gente é uma satisfação da Medicênior poder falar um tema tão bacana,
01:51muitos tabus aqui para serem derrubados, né?
01:54Então é uma satisfação aqui para a gente, vindo de Brasília, né?
01:57Nós dois estamos vindo de Brasília para poder estar aqui prestigiando a Gazeta e a Medicênior.
02:02Isso, estamos muito chiques hoje, porque os nossos dois convidados vieram diretamente de Brasília,
02:06especialmente para esse podcast, né? Para esse videocast.
02:10Outra convidada especial é a Isabela Lender, ginecologista.
02:14Bem-vinda também, Isabela. Obrigada pela sua presença aqui, viu?
02:17É um prazer estar aqui. Obrigada pelo convite de vocês.
02:20Primeira vez em Vitória?
02:21Primeira vez.
02:22Olha, e já...
02:23Exclusivamente para o podcast.
02:24Que legal, gente.
02:25A gente está chique demais, Maicon.
02:27A gente está muito chique.
02:29Olha, para começar já esse bate-papo, eu acho muito importante a gente falar sobre a importância do companheirismo,
02:38a importância de você ter alguém no seu processo de envelhecimento.
02:43Queria saber qual que é a percepção de vocês em relação a isso.
02:46Ter alguém ali, um companheiro, alguém do seu lado, um amor, para encarar esse processo de envelhecimento,
02:53que muitas vezes não é tão fácil, não é tão simples, vem acompanhado de vários outros desafios.
02:59Como é que é a percepção de vocês, até de consultório mesmo, em relação a isso?
03:04É, hoje em dia a gente, assim, já tem muitos estudos que comprovam que a solidão,
03:09ela aumenta muito a taxa de depressão, né, na terceira idade e agravamento de doenças crônicas.
03:15Então, falando só no sentido de medicina, já tem um objetivo muito importante o companheirismo na terceira idade.
03:21Além disso, ninguém quer ficar sozinho, né?
03:23O ser humano é um ser social, então, para a gente é muito importante a gente estar rodeado de familiares,
03:29de pessoas, e não necessariamente um relacionamento amoroso,
03:31mas os filhos, cunhados, netos, todo mundo, a dinâmica familiar é muito importante.
03:38E a percepção no consultório, ela é gritante, assim,
03:41as pacientes que têm um relacionamento forte dentro de casa, elas se portam diferente no consultório.
03:46Na hora que ela entra na porta, eu já sei, a gente já consegue construir um padrão muito específico.
03:51É aquela paciente que se comunica melhor, que a gente viu que se arrumou um pouco mais para consulta,
03:57que está preocupada com essa questão mais física, de saúde mental.
04:01A imagem, né?
04:02Que vai para a academia, que se alimenta melhor.
04:05Então, é muito, muito diferente.
04:07E a gente tenta buscar cada vez mais esse estilo de vida para os idosos, né?
04:12Parece que tem um gostinho de viver mesmo, assim, né?
04:16Você falou sobre não só a companhia, o companheirismo, né?
04:20No sentido de um parceiro sexual ou afetivo, mesmo um marido, uma esposa.
04:25Isso pode ser também família, amigos, né?
04:27Mas quando a gente fala especificamente de um companheiro ou companheira mesmo, né?
04:31De uma relação, de um casamento, de um relacionamento, enfim, né?
04:36Nos moldes que seja ali entre aquele casal.
04:41O quão isso é significativo para o processo de envelhecimento?
04:47Até mesmo ter uma vida sexual ativa depois de uma certa idade,
04:51quando muitas pessoas mais jovens têm até um preconceito, né?
04:54Tipo, ah, não existe vida sexual ativa depois de tal idade.
04:58Mas não, acho importante a gente falar que existe sim.
05:00E eu imagino que seja muito importante para o bem-estar, para a autoestima dessas pessoas, né?
05:06É assim mesmo, Rodrigo?
05:07Se você vê isso no consultório, você que atende mais homens, né?
05:11A felicidade é estampada, né?
05:13Fica fácil identificar quem está feliz, né?
05:16Então, é interessante que a longevidade, ou seja, as pessoas conseguem viver mais
05:21e viver com o envelhecimento muito mais saudável quando ela tem essa rede, né?
05:26É o que a Isabela estava comentando.
05:28Não necessariamente ter um companheiro ou uma companheira, né?
05:33Do ponto de vista romântico, amoroso ali, para poder fazer essa assistência, né?
05:38Gerar esse companheirismo para que esse idoso viva melhor.
05:42Isso é fundamental, né?
05:44Independente se é viúva, se não é viúva, se é viúvo ou então se é divorciado,
05:50esses pacientes, quando eles se relacionam com um companheiro
05:54que tem um tipo de relacionamento longevo e um relacionamento leve,
05:59esses pacientes vivem mais.
06:00É impressionante.
06:02E dados cada vez mais robustos, né?
06:03Hoje tem aquelas zonas azuis.
06:05Não sei se vocês já tiveram...
06:06Falou sobre isso.
06:07É um tema do nosso podcast.
06:09Exatamente, né?
06:10Muito bacana, né?
06:11Que foi visitado alguns locais do mundo em que os centenários,
06:16ou seja, as pessoas acima de 100 anos,
06:19elas eram mais prevalentes, elas eram mais presentes naquelas regiões.
06:23E em todos os locais que foram estudados,
06:26essa relação, né?
06:28Entre amigos, uma rede de apoio, de relacionamento social,
06:33entre amigos, entre companheiro, entre filhos,
06:36entre sociedade organizada, como igrejas, como bailes, como danças,
06:41as pessoas que têm mais contato, que têm essa rede muito mais desenvolvida,
06:47elas vivem muito mais.
06:48Isso estava presente em cada zona azul dessa.
06:51Desde as Américas até a Ásia, né?
06:54A gente tinha muito prevalente, uma característica muito comum,
06:57que é esse relacionamento rico entre essas pessoas.
07:02E tem algo que fale especificamente sobre sexualidade?
07:06Que talvez, por exemplo, nas zonas azuis.
07:08Tem alguma pesquisa, algum estudo,
07:11ou algo que dê esse direcionamento de que pessoas
07:13que têm a sexualidade mais ativa, mais aflorada,
07:17ou que às vezes têm uma autoestima, né?
07:20Um pouco melhor.
07:21Isso também ajuda nesse processo de envelhecimento
07:24da pessoa estar mais feliz, da pessoa estar melhor?
07:28Como é que a gente pode associar a sexualidade com isso?
07:31A sexualidade, ela estaria dentro dos relacionamentos saudáveis, né?
07:36A gente tem pouco estudo hoje para esse tema central, né?
07:41Exclusivo.
07:42A sexualidade leva a uma longevidade maior.
07:45Isso a gente tem estudos pobres em relação a isso.
07:48Agora, a sexualidade bem desenvolvida, clara, transparente, leve,
07:53por exemplo, entre o companheiro e a companheira,
07:56entre o casal,
07:59ele entra nessa questão de você ter um bom relacionamento,
08:04uma boa qualidade,
08:05ter uma quantidade de relacionamentos interessantes,
08:08mas ter qualidade.
08:09Às vezes você tem muita quantidade de relacionamento,
08:12mas uma qualidade muito superficial.
08:14Nesse aspecto mais geral,
08:16os números que nós temos é de 14% de melhora.
08:19Então, assim, faz todo sentido relacionamento,
08:23vida sexual ativa.
08:25E tem até uma pesquisa interessante americana do Instituto Kinsen.
08:30Eles apontaram aí que 60% das mulheres entrevistadas
08:35declaram-se sexualmente ativas depois de 60 anos.
08:38Então, é um tema que é muito comum,
08:41está muito presente no dia a dia,
08:43e a gente acha que vai ter uma perda.
08:45E 68% ainda declaram que gostam tanto disso quanto na juventude.
08:53Isso não mudou.
08:54Então, o relacionamento e vida sexual ativa ali
08:57é uma coisa mais comum do que a gente imagina, né?
08:59Existe, de fato, como o Rodrigo falou,
09:01um tabu de achar que depois de 60 as pessoas vão perder isso.
09:05E não vão, né?
09:05Mas eu acho que esse tabu está até caindo, né?
09:07Eu acho que ele era, talvez, um pouco mais...
09:10Aparecia com mais força, assim, no passado.
09:12Eu acho que, hoje em dia,
09:13isso está sendo muito mais discutido, mais falado.
09:14Tem sido um tema mais recorrente.
09:17Tem.
09:18E aí, eu queria até aproveitar a sua presença aqui, Michael.
09:20Você que é mais da tecnologia aqui, né?
09:23Assim, ajuda a gente nesses pontos, às vezes.
09:26Porque, claro, a gente está falando também muito de casais, né?
09:31Que são casados há muito tempo,
09:32que tiveram um relacionamento,
09:34e aí tem ali essa vida sexual,
09:37tem essa sexualidade na terceira idade.
09:39Mas acho que a gente precisa também falar
09:40daquelas pessoas que, de alguma forma,
09:43buscam um companheiro ou companheira depois dessa idade.
09:47Sim.
09:47E, para isso, usam a tecnologia, usam a internet.
09:51Ó, o ponto é esse, né?
09:53Tem uma pesquisa também muito legal,
09:55um número interessante.
09:56De nove países pesquisados,
09:59os brasileiros são 19% mais frequentes
10:02e pesquisam mais sobre dates,
10:04sobre relacionamentos na internet,
10:06do que nesses outros países.
10:07Então, assim, é um tema muito comum
10:09as pessoas estarem procurando parceiros,
10:11companheiros aí na internet.
10:13E os termos de busca mais acessados
10:16são justamente sobre sexo,
10:19impotência,
10:19sobre como achar um companheiro,
10:22relacionamento na terceira idade de forma geral.
10:24São temas muito acessados.
10:26Inclusive, nas nossas redes sociais, né?
10:29Tem dois tópicos lá no nosso blog
10:31que bombaram de acesso.
10:34Um falando sobre namoro na terceira idade,
10:36outro falando sobre sexo.
10:37Imagina, são os conteúdos mais acessados
10:39pelos nossos clientes aí,
10:40porque é um tema que gera muito envolvimento, né?
10:44Maico, é interessante,
10:45é porque a gente tem algumas oficinas,
10:47que a Medicina tem algumas oficinas
10:49específicas para o idoso.
10:50E uma delas é a oficina de tecnologia.
10:54Sim.
10:54A gente ensina o idoso a acessar o WhatsApp,
10:59a pedir um Uber,
10:59a dar mais autonomia para o idoso.
11:02Eu estou tentando adivinhar o que você vai falar aqui.
11:04Vamos ver se eu estou melhorando.
11:06Você sabe, jornalista é jornalista danado, né?
11:09Então, a gente já sabe onde é que a gente vai chegar.
11:11Então, Nayara, já teve pacientes que eram viúvos, né?
11:16Que começaram a se relacionar após essas oficinas
11:19com uma paciente viúva e tivemos casamento.
11:23Então, para você ver que esse tema que você abordou agora,
11:26que é o relacionamento entre idosos através das mídias sociais,
11:30ele tem sido cada vez mais frequente e é muito importante.
11:35Só que a gente precisa ter alguns alertas,
11:38alguns cuidados para essa idade que são fundamentais.
11:41Então, a nossa opinião profissional é fundamental.
11:45É um tema que é muito importante e precisa ser desenvolvido,
11:48que é a sexualidade entre os idosos através de mídias sociais,
11:52através do WhatsApp, através de Instagram.
11:54Mas a gente tem alguns cenários em que alguns aproveitadores
11:58acabam usufruindo daquela fragilidade do idoso
12:03para poder tomar algum tipo de proveito.
12:06E aí a orientação é muito.
12:08Então, assim, continuem.
12:09Isso é muito saudável.
12:10Isso dá longevidade ao idoso.
12:13Mas algumas características são importantes
12:15para a gente documentar.
12:17Que é, por exemplo, eles começam a trocar algumas mensagens
12:20e, de imediato, tenta-se um encontro presencial.
12:26E esse encontro presencial, ele muitas vezes
12:29precisa ser olhado com bastante...
12:31Um olhar com cautela.
12:34Então, a orientação é sempre tentar fazer uma videochamada.
12:39Então, dessas transações aí de mensagens,
12:42a coisa evoluiu para uma videochamada, por exemplo.
12:45Ou marcar no local público, né?
12:46Marcar no local público de grande circulação
12:48com alguém da família podendo estar presente
12:51ou sabendo que aquele encontro foi marcado.
12:56Então, evitar trocar dados, né?
12:59Passar nome completo, dados sensíveis de endereço.
13:02Então, é muito importante isso.
13:04Mas ele precisa ser trabalhado de uma forma diferente
13:07quando comparado, por exemplo, a pessoas mais jovens.
13:11Eu ia falar isso, assim, que eu acho muito importante
13:13a gente até ressaltar que esse tipo de cuidado
13:16não é só para as pessoas idosas, até para não parecer
13:18que a gente está assim, ah, a gente não confia
13:20no uso de vocês, da tecnologia, da internet.
13:23Não é nada disso.
13:24Mas, assim, são cuidados que qualquer pessoa
13:26em qualquer idade precisa tomar.
13:28Mas que talvez os mais jovens tenham
13:32mais acesso a esse tipo de golpe, né?
13:35Tenham talvez mais acesso à informação
13:37do que que acontece.
13:38Estão mais acostumados e habituados
13:41às consequências que um relacionamento virtual
13:43pode vir a trazer, né?
13:46Mas, é...
13:47E acho importante a gente ressaltar
13:49e dar essas orientações aqui
13:51para que não aconteçam...
13:52Para que não aconteça nenhum problema.
13:54A gente não quer que isso aconteça com ninguém, né?
13:56Mas eu...
13:56Quando você começou a contar a história,
13:58na verdade, então, aquele casal que você citou
13:59se conheceu na oficina.
14:01Na oficina.
14:01Eu achei que você ia falar, sabe o quê?
14:03Que eles queriam ajuda para acessar
14:04aplicativo de paquera.
14:06Mas tem também.
14:07Na oficina, é, para aprender a acessar
14:09aplicativo de paquera.
14:10Não, a gente tem só mesmo
14:12para poder dar autonomia ao idoso.
14:14Mas quem tem autonomia...
14:15Às vezes era, né?
14:16Eles acabaram se encontrando lá.
14:18Não precisa, né?
14:18As redes sociais, de forma geral,
14:20das primeiras pesquisas que a gente fez
14:22na medicina, até hoje,
14:23cresceram absurdamente, assim, né?
14:25Hoje, por exemplo, o uso de WhatsApp
14:28a partir dos 60 anos é quase 100%,
14:30é 97%.
14:33Aplicativos aí de interação social
14:34como Instagram, Facebook,
14:36saíram de 15%, 20% para 60%,
14:3880% de utilização.
14:40É muita coisa.
14:41Cada vez mais conectados
14:43pensando em relacionamento.
14:45Então, acho que é muito legal
14:46esse alerta do Rodrigo aí também
14:47com a segurança, né?
14:49E o que eu ia dizer também,
14:51a gente fala muito da questão
14:52do relacionamento em si,
14:54mas eu acho que, assim,
14:55até antes do relacionamento,
14:57do namoro,
14:58ou da relação sexual em si,
15:00vem a questão de você
15:01se arrumar, paquerar.
15:04Falei também de autoestima.
15:05E o quanto isso
15:06é bom pra saúde, né?
15:09Eu imagino que uma pessoa
15:11que tá ali, talvez,
15:12querendo conquistar alguém,
15:14ou se sentindo bem o suficiente
15:15pra encontrar um novo amor,
15:18ou simplesmente pra encontrar
15:19um relacionamento casual,
15:21pra se divertir,
15:23pra sair, pra dançar,
15:25isso também deve fazer
15:26uma baita diferença
15:27na saúde dessa pessoa, né?
15:28Só o fato dela olhar pro espelho
15:29e se sentir bem.
15:30E eu acho que a vaidade,
15:33ela vem muito com essa coisa
15:34de querer conquistar alguém,
15:36querer um novo relacionamento,
15:38tá tudo interligado, né?
15:39O cuidado com a física,
15:42ela tá completamente relacionada
15:44com sintoma de depressão.
15:45Então, tem até uns questionários
15:47quando a gente tá investigando
15:48depressão nos pacientes,
15:49que o cuidado pessoal,
15:50com cabelo, com roupa,
15:52como que a pessoa tá se portando,
15:53é um dos sinais clínicos
15:54de depressão, entendeu?
15:56Então, eu acho que a gente olhando,
15:59a gente pode olhar, por exemplo,
16:00eu quero conhecer uma pessoa
16:01e eu vou me arrumar.
16:02Mas não, é o oposto.
16:03Se ela tá se arrumando,
16:04é porque ela já tá mais disposta
16:06e mais aberta a esses engajamentos sociais,
16:10entendeu?
16:11Não sei se fez muito sentido.
16:12Não, faz todo sentido.
16:14Conseguir entender, assim.
16:15Então, por exemplo,
16:16até na avaliação de vocês,
16:17quando vocês se deparam
16:18com uma pessoa
16:20que às vezes tá, entre aspas, né,
16:22mal arrumada,
16:23ou você vê que tem ali
16:24uma falta de cuidado
16:26com a própria aparência,
16:27falta de vaidade, na verdade, né?
16:29E isso já pode até
16:30ser um sintoma de alerta, então.
16:31É um sintoma depressivo.
16:33Assim, às vezes,
16:34ela não fecha critério, né,
16:36pro diagnóstico mesmo de depressão.
16:37Não é o suficiente.
16:38Mas é um sintoma,
16:40a parada do cuidado pessoal, né?
16:42Então, isso é muito importante
16:44da gente avaliar.
16:44Acho que é uma coisa
16:45que a gente vê muito
16:45no consultório também, né?
16:47O paciente, a mulher ou o homem,
16:49como ele se porta,
16:50a maneira que ele entra,
16:51a maneira que fala.
16:52Isso é muito interessante.
16:53de ver, na prática.
16:54Exatamente.
16:55É o combo, né?
16:56Porque quando você tem
16:57autoestima elevada,
16:59quando você tá de bem com a vida,
17:01você tem relacionamentos
17:02que são duradouros,
17:04relacionamentos que são ricos
17:06do ponto de vista da igualdade,
17:08autoestima e sexualidade
17:09tá junto, né?
17:10Então, esse combo, né,
17:12ele realmente faz com que o idoso,
17:14ele envelheça com mais,
17:15mais saudável,
17:17mais longevo,
17:18do que esses pacientes
17:19que entram, por exemplo,
17:20entristecidos,
17:21com muita amargura,
17:22com muitos relacionamentos ruins,
17:24com muitas barreiras e tabus
17:26que não foram ainda desmistificados, né?
17:29Quando você leva isso pra fase,
17:31pra terceira idade, né?
17:35É difícil a gente poder acompanhar
17:37esses pacientes
17:38e quebrar essas barreiras, né?
17:39Então, esse tipo de programa
17:41é muito importante,
17:42porque só no consultório
17:43é muito difícil
17:44o pouco tempo que a gente tem
17:45pra desmistificar,
17:47pra poder fazer esse trabalho.
17:48Então, o trabalho em massa
17:49é importante por conta disso, né?
17:51Pra gente poder levar mais informação
17:53pra esse público
17:53que é tão carente de informação.
17:55A Isabela tem uma história bacana
17:57de uma paciente
17:58que foi operada
17:59de câncer de mama, né?
18:01Em relação ao marido,
18:02que mostra um pouco
18:04de como a coisa
18:05pode ir pra um lado
18:07muito interessante
18:08e pode ir também
18:09pra um lado
18:10muito maléfico
18:11pra mulher, né?
18:12Acho que é interessante
18:13você comentar.
18:14É, uma paciente
18:15que eu atendi lá na Medicina
18:16teve o diagnóstico
18:17de câncer de mama recente.
18:18Se eu não me engano,
18:19ela tá até em tratamento.
18:20E ela já tinha
18:21um relacionamento
18:22meio fragilizado
18:23com o marido,
18:25pouca conversa, né?
18:26Aqueles relacionamentos
18:27bem conservadores.
18:28E ela disse que
18:28depois que teve esse diagnóstico,
18:30o marido, assim,
18:31nunca mais quis tocar nela.
18:32Ele, inclusive,
18:33trocou de quarto.
18:34Agora eles dormem
18:35em quartos separados.
18:36E isso,
18:37pra parte sexual dela,
18:38impactou muito,
18:39porque ela ainda tem
18:40desejo sexual.
18:41Ela tem vontade de namorar,
18:43quer ficar perto,
18:45fica, às vezes,
18:45até pressionando
18:46e ele, assim,
18:48acabou completamente,
18:49entendeu?
18:49O relacionamento acabou.
18:52Então, é...
18:53Às vezes,
18:53a mulher se depara
18:54com algumas doenças crônicas,
18:56mas ela ainda é mulher, né?
18:58Algumas doenças graves.
18:59Ainda tem desejo
19:00e o homem também, né?
19:01Eu acho que o casal,
19:02ele tem que tentar
19:02se entender
19:03e se situar muito bem
19:04aí no meio
19:05desse relacionamento
19:06pra sempre ter
19:07conversa muito aberta
19:08e, enfim,
19:10é uma história...
19:10Como que é, até assim,
19:12essa diferença de comportamento
19:14entre homens e mulheres
19:15da terceira idade
19:16quando o assunto
19:17é sexualidade?
19:19É muito diferente?
19:21Uma curiosidade,
19:23os homens e as mulheres,
19:24né?
19:24Quem fala mais
19:25sobre isso nos consultórios?
19:26Quem é mais aberto,
19:27mais curioso?
19:30Eu acho que o homem
19:31deve falar mais.
19:32O homem fala mais.
19:33O homem fala mais.
19:34É interessante a gente
19:36separar um pouco
19:37o homem idoso
19:39do homem
19:40de meia-idade, né?
19:43O homem idoso,
19:44nós estamos falando
19:44do homem de 65,
19:4570, 80, 90
19:47e temos alguns pacientes
19:48de 100 anos.
19:49E nesses também
19:50existe a sexualidade,
19:52nesse paciente centenário.
19:54Eles falam bastante, né?
19:56A sexualidade é muito presente
19:58no homem, né?
20:01O homem, eu acho que
20:02ele é sexualizado
20:03desde muito pequeno, né?
20:05Do pai, às vezes,
20:07incentivá-lo,
20:08tudo ao contrário da mulher,
20:10né?
20:10Que pelo contrário, né?
20:11A mulher é um pouco
20:11mais reprimida, né?
20:13E aí ela chega
20:14na fase adulta
20:15com muito mais tabus, né?
20:17Então, pra falar,
20:18o homem realmente
20:19ele fala disparadamente
20:20mais do que a mulher
20:21em relação à
20:24atividade sexual,
20:25à sexualidade.
20:26Só que o homem
20:27mais velho,
20:28ele vem de uma
20:30sistemática de educação
20:31muito diferente, né?
20:33Eu acho que é interessante
20:34a gente comentar aqui
20:36que esse homem mais velho
20:38ele precisa ter um olhar
20:39interessante,
20:40um olhar com mais
20:42cautela em relação
20:43à sua companheira.
20:45Porque
20:46é um olhar ainda
20:47muitas vezes
20:48muito machista,
20:49diferente dos homens
20:51de hoje,
20:51que são pais mais
20:53presentes,
20:54buscam o menino
20:55em colégio,
20:56faz dever, né?
20:57O homem hoje
20:58de 70, 80 anos
20:59já é um homem
21:00que teve um
21:00costume diferente, né?
21:03Então, esse homem
21:04é uma reclamação
21:05muito grande,
21:06por exemplo,
21:06das mulheres
21:07que a gente acompanha
21:08na urologia,
21:08que a urologia também
21:09cuida de mulheres,
21:12é que o homem
21:13muitas vezes
21:14pensa em apenas
21:14penetração, né?
21:16Não existe mais
21:17aquele zelo,
21:18aquele preparo,
21:19né?
21:20E a gente percebe
21:21que o envelhecimento
21:22do homem e da mulher
21:23eles existem.
21:24Então,
21:25a relação sexual
21:26hoje de 20 anos
21:27não é a mesma
21:28com 70, né?
21:29A mulher tem
21:30um ressecamento
21:31vaginal maior,
21:33a mulher precisa
21:33de mais tempo
21:34pra poder ter
21:35uma preparação,
21:36pra poder ter
21:36relação sexual,
21:37e o homem muitas
21:38vezes não tem
21:39tanta essa preparação,
21:41na cabeça dele
21:42ele não precisa
21:43estar tão preparado
21:44assim,
21:44ele quer partir
21:45pra penetração.
21:46E isso se torna
21:47um peso muito grande,
21:48fica muito dispare
21:49entre o desejo
21:51da mulher
21:51e o desejo
21:52do homem.
21:53Então,
21:54a minha orientação
21:55de consultório
21:57que eu passo
21:57pra um casal
21:58mais velho
21:59é realmente
22:00você tentar
22:01Nayara
22:02perceber
22:04que o homem
22:04precisa entender
22:06mais o envelhecimento
22:07do corpo
22:07da sua companheira
22:08e a sua companheira
22:10também entender
22:11que aquele companheiro
22:12envelheceu.
22:13Então,
22:13ele tem alguns
22:14problemas de disfunção
22:15erétil,
22:16ele tem alguns
22:16problemas de libido,
22:18então,
22:18nesse envelhecimento
22:19ter esse casamento
22:21de uma comunicação
22:23mais transparente
22:24é fundamental.
22:25Então,
22:26tem sim
22:26uma diferença
22:27muito grande
22:27entre o homem
22:28e a mulher
22:28na questão
22:29de sexualidade
22:30no idoso.
22:31E as mulheres
22:32são um pouquinho
22:32mais retraídas
22:34nesse sentido mesmo,
22:35né?
22:36Vocês acham
22:36que tem
22:38acontecido
22:38algum tipo
22:39de mudança,
22:40assim,
22:40de uns tempos
22:40pra cá,
22:41elas têm
22:41ficado um pouco
22:42mais à vontade
22:43pra fazer perguntas
22:44ou pra falar
22:45sobre a vida sexual
22:47ou isso ainda
22:47continua sendo
22:49um assunto
22:50às vezes
22:50meio delicado
22:51de tocar
22:51pra essas pessoas
22:52que têm 60,
22:5370,
22:5380 anos
22:54que são de uma
22:54outra geração?
22:56É,
22:56no consultório
22:57da Medicina
22:58eu sinto
22:58que elas
22:58ainda têm
22:59um pouco
22:59de dificuldade
23:00de abordar
23:00isso,
23:01mas eu sempre
23:01tento trazer
23:02esse assunto
23:03na consulta
23:04de uma maneira
23:05muito leve,
23:05às vezes até
23:06extrapola um pouco
23:07pra testar
23:08até onde que a paciente
23:09vai com aquele
23:10determinado assunto
23:11e na grande maioria
23:12das vezes
23:12elas saem
23:13super confortáveis
23:14no conto,
23:15tipo,
23:15doutora,
23:15a consulta foi maravilhosa
23:16porque ela nunca
23:17falou sobre aquilo
23:18com ninguém,
23:19entendeu?
23:19E eu acho
23:20que é muito importante,
23:22às vezes ela não tem
23:23nem a percepção
23:24da melhor amiga,
23:24a vizinha dela
23:25ela não sabe
23:25como que é,
23:26ela acha que aquilo
23:27só tá acontecendo
23:28com ela,
23:28entendeu?
23:29Então a mulher
23:29depois da menopausa
23:30ela vira outra mulher,
23:32fisiologicamente falando,
23:33se a mulher não consegue
23:34mais engravidar,
23:35ela não tem mais
23:36aquela produção hormonal
23:37igual durante a vida
23:39menstrual,
23:40então o interesse sexual
23:41ele vai diminuir muito,
23:43né?
23:43Mas se a gente for levar
23:44em consideração
23:45o interesse sexual
23:45só no hormônio,
23:47mulheres na pré-menopausa
23:48não são pra ter
23:49problemas sexuais,
23:50todo mundo ia estar
23:51sem problema nenhum
23:52no consultório,
23:53né?
23:53As mulheres ali
23:54abaixo de 50,
23:5540 anos,
23:56então sexualidade
23:57não é só hormônio,
23:59eu acho que é
24:00relacionamento,
24:01entendeu?
24:01É a mulher que tá
24:02bem estabelecida
24:03dentro de casa,
24:04o marido que é
24:04companheiro,
24:05os filhos que não
24:06sobrecarregam a mãe
24:07com o cuidado dos netos,
24:09é aquela mulher
24:10que ainda trabalha,
24:11que ela ainda é ativa
24:12na sociedade,
24:13que tem amigas,
24:14que vai no forró,
24:15que vai no samba,
24:16que vai na igreja,
24:17que vai no cinema,
24:18então isso é muito
24:20mais importante,
24:20na minha opinião,
24:21dentro do consultório
24:22do que o fator hormonal
24:25em si,
24:26entendeu?
24:26Porque o hormônio
24:27ele vai diminuir
24:28na mulher da mesma maneira
24:29que ele vai diminuir
24:30no homem,
24:30né?
24:31Então acho que essa
24:32é a questão mais importante
24:33e é muito tabu,
24:35as mulheres dificilmente
24:36conversam sobre isso
24:37no consultório,
24:38a gente tem que trazer
24:39esse assunto
24:40e na maior parte
24:42das vezes,
24:43na experiência pessoal
24:44que eu tenho,
24:44ainda são relacionamentos
24:46muito machistas,
24:47então vem de uma
24:49de uma casa
24:50em que o homem
24:51não conversa,
24:52que é só penetração,
24:53entendeu?
24:54Às vezes a mulher
24:55nunca teve um orgasmo,
24:56então assim,
24:57é difícil até
24:59da gente tentar
25:00se conectar
25:00com essa paciente,
25:01né?
25:02Mas tem saída,
25:04entendeu?
25:04Acho que isso é
25:05o mais importante
25:06aqui pra gente.
25:07E como falta diálogo
25:08e conversa às vezes
25:09sobre esse assunto
25:10entre o próprio casal
25:11e da mulher
25:13ou do homem,
25:13né?
25:13Com outras mulheres
25:14e com outros homens,
25:15talvez falta até referência
25:17da mulher entender
25:19ah, mas é normal
25:20isso que eu tô sentindo
25:21ou eu devo procurar
25:23uma ajuda
25:24ou eu devo sentar
25:25e tentar conversar,
25:26né?
25:26Com meu companheiro
25:27pra entender
25:28o que tá acontecendo.
25:29Eu vejo muito isso.
25:31Como sempre houve
25:32muito esse tabu
25:33e essa certa repressão
25:35de se falar
25:36sobre esse assunto
25:37lá no passado,
25:38as mulheres perderam
25:39um pouco essa referência.
25:40Não tem o hábito
25:41que nós hoje em dia
25:42temos.
25:43Eu sento com uma amiga
25:43e vou conversar
25:44sobre isso
25:45e vou tirar dúvida
25:46e vou contar algo
25:47que aconteceu.
25:47Ah, com você é assim também?
25:48É, então a gente
25:49troca a experiência
25:50e fica mais fácil
25:51de entender
25:52como as coisas são.
25:53Hoje em dia
25:53a gente tem acesso
25:54à internet,
25:56vários conteúdos,
25:57enfim, coisas que talvez
25:57essas mulheres não tinham, né?
25:59Por isso que talvez
25:59seja tão importante também
26:01a gente trazer isso aqui
26:02no momento em que
26:03elas vão se sentir
26:04à vontade pra ouvir
26:05e pra perceber
26:06que não só elas
26:07passam por
26:08todas elas passam
26:09várias coisas.
26:10Todas as mulheres.
26:11Você falou da menopausa,
26:12qual que é o impacto
26:13da menopausa
26:14na sexualidade?
26:15Então, acho que é
26:16essa questão
26:17mais hormonal mesmo.
26:18Depois da menopausa,
26:19a produção hormonal
26:20da mulher
26:22fisiológica,
26:22do corpo dela,
26:23ele diminui
26:24de maneira
26:24muito importante.
26:25Então, se a gente
26:26for considerar
26:27só a parte hormonal,
26:29ela vai impactar
26:30no sexual
26:31dentro de casa
26:32também.
26:33Mas em que sentido?
26:34Diminui a libido?
26:35Diminui a lubrificação?
26:36Diminui a libido,
26:37diminui a lubrificação vaginal.
26:39Então, o sexo
26:41se torna mais doloroso,
26:42se torna um processo
26:43mais longo,
26:44às vezes que o parceiro
26:44tem que estimular
26:45um pouco mais,
26:46ele já não está
26:46tão interessado assim,
26:48porque ele quer ir
26:48direto ao ponto.
26:49Mas principalmente
26:51libido,
26:51interesse sexual
26:52e ressecamento vaginal
26:53são os principais.
26:55Ou seja,
26:55a menopausa
26:56não é um problema
26:57só das mulheres
26:58nesse sentido, né?
26:59Os homens também
26:59têm que estar ali,
27:00os companheiros
27:02percebendo esse sintoma,
27:03mas até pra de alguma forma
27:04ajudar a entender,
27:05estar ali junto,
27:06passando por esse processo.
27:07É apoiar,
27:08ser paciente,
27:09construir junto,
27:10né?
27:11Afinal de contas,
27:11estão envelhecendo juntos,
27:13né?
27:13Então,
27:13estão passando
27:14por esses desafios juntos,
27:16cada um à sua maneira.
27:18Outro assunto
27:18que a gente queria trazer também
27:19é essa questão
27:20da reposição hormonal,
27:21que você citou também.
27:22Reposição hormonal,
27:23de fato,
27:24é indicado
27:25pra essa idade?
27:27É,
27:28dentro da menopausa,
27:29a mulher
27:30é um universo,
27:32né?
27:32Então,
27:32tem mulheres
27:33que vão ter muitos sintomas,
27:35tem outras pacientes
27:35que não vão ter sintoma
27:37absolutamente nenhum,
27:38tem algumas pacientes
27:39que o sintoma
27:40mais proeminente
27:41vai ser o fogacho,
27:42que é o calor,
27:43irritabilidade,
27:44insônia,
27:45então você percebe
27:45que os relacionamentos
27:47dentro de casa,
27:47interpessoais,
27:48começam a ficar mais pesados
27:49pra ela,
27:50e tem as queixas sexuais.
27:52Então,
27:52a gente sempre vai guiar
27:53o tratamento muito
27:54por sintoma.
27:55Tem mulher que não sente nada,
27:57a gente só vai acompanhar,
27:58entendeu?
27:59Tem mulher que sente tudo
28:00e a gente,
28:01essas pacientes,
28:02elas têm indicação
28:02de terapia de reposição hormonal.
28:04Tem o que a gente
28:05chama de janela
28:06de oportunidade,
28:07que normalmente
28:08são nos 10 primeiros anos
28:09da menopausa
28:10ou no máximo
28:11até os 60 anos.
28:12Passou daquele limite,
28:14a gente não vai proibir
28:15completamente, né?
28:16Ali não é polícia
28:16e ladrão
28:17e você tá proibido
28:19de fazer isso,
28:19não.
28:20Mas sempre sabendo
28:21dos riscos, né?
28:21Os principais,
28:22que são câncer de mama,
28:24risco de trombose,
28:25os riscos cardiovasculares,
28:27às vezes uma mulher
28:27que tem uma pressão alta
28:29descompensada
28:30ou uma diabetes,
28:31então tudo isso
28:31tem que ser avaliado
28:32em consultório.
28:33E o fato de ela
28:34ter essas condições
28:35não significa
28:36que ela não vai ter
28:37uma qualidade de vida
28:38se ela tiver
28:38uma contraindicação, né?
28:39A gente tem
28:40segunda linha
28:41de tratamento,
28:42terceira linha
28:42e geralmente
28:45os sintomas vaginais
28:46são os mais proeminentes
28:47à medida que a idade
28:48vai passando.
28:49Então ali com 60,
28:5065, 70,
28:51ela não tem mais
28:52a queixa do calor,
28:53da irritabilidade,
28:54é o ressecamento vaginal.
28:55A gente tem tratamento vaginal
28:57de reposição hormonal,
28:58entendeu?
28:58Que ele é muito seguro,
29:01praticamente a única
29:02contraindicação
29:02é o câncer de mama.
29:04É a paciente
29:04que a gente não vai fazer
29:05a reposição vaginal
29:06de hormônio.
29:07E às vezes
29:07só de colocar
29:08no hormônio vaginal
29:09já muda a vida dela
29:10e um lubrificante
29:11na hora da relação sexual.
29:12A gente percebe
29:13que ao longo,
29:14à medida que a idade
29:15vai passando
29:16e a mulher vai envelhecendo,
29:17ali com 60,
29:1870 anos,
29:19o sintoma que predomina
29:20é o ressecamento vaginal
29:21e que é esse sintoma
29:23que impede ela
29:24de ter uma vida sexual
29:25prazerosa, né?
29:26Na terceira idade.
29:27E a gente tem solução
29:28pra essas pacientes
29:29que é a terapia
29:30de reposição hormonal
29:31vaginal, na verdade.
29:32É um comprimido
29:33ou um creme vaginal
29:33que vai melhorar
29:34muito a qualidade
29:35do sexo
29:36e até
29:37tem pacientes
29:38que nem tem vida sexual ativa
29:40mas às vezes
29:40desinfecção urinária
29:41de repetição
29:42pelo ressecamento
29:43muito intenso,
29:44às vezes passa papel higiênico
29:44e sangra,
29:45tá machucando.
29:46Isso também ajuda muito
29:47essa reposição hormonal vaginal.
29:49E acho que é muito importante
29:51a gente frisar aqui
29:52que às vezes
29:53as mulheres chegam
29:54no consultório
29:55aterrorizadas
29:55com terapia
29:56de reposição hormonal
29:57porque tem...
29:58Porque a avó
29:59teve trombose,
30:00entendeu?
30:01Porque a mãe
30:01teve câncer de mama.
30:03História familiar
30:04não é contraindicação
30:05nenhuma
30:06pra nenhum tipo
30:07de terapia de reposição.
30:08Aí ela perde
30:09a janela de oportunidade
30:10e com 65
30:11ela vem,
30:12doutora,
30:12agora eu quero.
30:13Agora não pode.
30:14Então é muito importante
30:15a gente desmistificar
30:16esses fatores de risco
30:18dentro do consultório
30:19pra ela saber
30:20que aquele momento ali
30:2150, 55
30:22é o momento ideal
30:23pra ela começar,
30:25pra ela ter
30:25uma qualidade de vida
30:27postergada, né?
30:28Jogar um pouquinho
30:29mais pra frente
30:30essa piora
30:30dos sintomas
30:31da menopausa.
30:33Legal.
30:34Pros homens,
30:34qual é a orientação
30:35em relação
30:36à reposição hormonal?
30:37Nayara,
30:38a reposição hormonal
30:39ela é muito bem
30:41indicada também
30:42no homem
30:43desde que
30:44haja indicação clínica.
30:46Muitos homens
30:48pensam que
30:48a partir do momento
30:50que eu envelheci,
30:50obrigatoriamente
30:51eu vou precisar
30:52usar uma terapia
30:54com testosterona
30:56por exemplo
30:56pra poder
30:57fazer o tratamento
30:59desse envelhecimento.
31:00Na verdade
31:00não existe um tratamento
31:01pra envelhecimento,
31:02existe tratamento
31:03para as pessoas
31:04que têm indicação.
31:05E é dentro da consulta
31:07com o urologista
31:08que a gente vai identificar
31:09se esse paciente
31:10realmente
31:11necessita ou não
31:12de uma reposição.
31:14A testosterona
31:15você pode usar
31:16de formas diferentes,
31:17então a gente vai
31:18identificar ali
31:19se o paciente
31:20tem uns sintomas
31:21se tem
31:22por exemplo
31:23dentro desse envelhecimento
31:24são características
31:26do envelhecimento
31:27e tem características
31:28que tem patologia
31:29que tem alterações
31:30em relação a doenças
31:32em que a gente
31:33pode fazer intervenção
31:34com a reposição
31:35de hormônio
31:35no homem
31:36e a gente tem
31:37um resultado excelente.
31:38A gente só
31:39frisa
31:40que para esse
31:42tratamento
31:42com testosterona
31:43os pacientes
31:44com pressão alta
31:45com diabetes
31:46e com nódulos
31:47que já são
31:48acompanhados
31:49na próstata
31:49o paciente
31:50já tem nódulo
31:50documentado
31:51na próstata
31:52e a gente
31:53está fazendo
31:54acompanhamento
31:54e eu vou
31:55entrar com
31:55uma reposição
31:56hormonal.
31:57Esses pacientes
31:57a gente tem
31:58que ter
31:58um olhar
31:59diferente.
32:00Não existe
32:01uma contraindicação
32:02mas a gente
32:03precisa pesar
32:04na balança
32:05qual que é
32:05o custo-benefício
32:06de começar
32:07a testosterona
32:08ou qualquer
32:09outro tipo
32:09de tratamento
32:10de reposição
32:11para esse tipo
32:11de paciente.
32:12Ou seja,
32:13é muito caso
32:13a caso.
32:14Muito caso
32:15a caso.
32:15Mas os pacientes
32:16que são
32:17bem indicados
32:18eles vão ter
32:19melhora
32:20do desempenho
32:20sexual
32:21eles vão ter
32:22melhora
32:22da libido
32:23que é a vontade
32:24de ter
32:25relação sexual
32:26eles vão ter
32:27além da melhora
32:28da qualidade
32:29da ereção
32:30você pode
32:30melhorar também
32:31a questão
32:32da duração
32:33dessa ereção
32:34e não só
32:35a gente fica pensando
32:36que testosterona
32:37é igual
32:37relação sexual
32:38mas por exemplo
32:39eu tenho um paciente
32:39que é muito interessante
32:40ele fala assim
32:41Rodrigo
32:41eu quero
32:43usar testosterona
32:44porque eu quero
32:45fechar um contrato
32:46eu quero chegar
32:47para a minha equipe
32:48com disposição
32:49eu quero ter vitalidade
32:51no meu trabalho
32:51eu não tenho vitalidade
32:52mais nenhuma
32:53no meu trabalho
32:53ou seja
32:54você vê que é um paciente
32:55que não é idoso
32:56mas com
32:57uma baixa
32:59da autoestima
32:59uma baixa
33:00da capacidade
33:01de trabalho
33:01muito grande
33:02então esses pacientes
33:03por exemplo
33:03eles têm uma boa
33:04indicação
33:05para poder fazer
33:06terapia
33:07de reposição hormonal
33:08então é muito
33:09caso a caso
33:10então o homem
33:11precisa realmente
33:12procurar o urologista
33:13para a gente poder
33:14estudar
33:14esse paciente
33:16de maneira mais
33:16aprofundada
33:17para saber
33:17se ele tem
33:18indicação ou não
33:19do hormônio
33:20legal
33:20muito interessante
33:21esse papo
33:22a gente vai fazer
33:23um intervalinho
33:23agora rapidinho
33:24e já volta
33:30estamos de volta
33:32e agora
33:32eu quero saber o seguinte
33:33existe muito
33:36automedicação
33:36nessa questão
33:38da sexualidade
33:39muitos pacientes
33:40que procuram
33:41vocês
33:42talvez já
33:43tendo
33:44procurado
33:45algum remédio
33:45antes mesmo
33:46de uma consulta
33:47antes mesmo
33:47de procurar
33:49um especialista
33:50para saber
33:50se é o caso
33:51de tomar um medicamento
33:53ou não
33:53existe bastante
33:54automedicação
33:55no Brasil
33:56ela é enorme
33:57e quando se fala
33:58em sexualidade
33:59a gente tem
34:00um fator multiplicador
34:02então realmente
34:03a gente tem
34:04uma dificuldade
34:04em relação a isso
34:05o Brasil
34:06tem muita
34:06automedicação
34:08para essas questões
34:09sexuais
34:10para poder melhorar
34:11o desempenho
34:11a gente tem
34:13uma série
34:13de medicações
34:14que são orais
34:15aquela que a gente
34:16compra na farmácia
34:17que é o comprimidinho
34:18e tem as medicações
34:20também que são injetáveis
34:21e tem as medicações
34:22que a gente aplica
34:23na pele
34:24de absorção
34:25pela pele
34:26então
34:27é fundamental
34:29acho que dentro
34:30desse tema
34:30a gente
34:31orientar o idoso
34:33que esses tratamentos
34:34todos
34:35desde
34:36o comprimidinho
34:37de uso diário
34:38o comprimidinho
34:39do uso
34:39do dia
34:40da relação sexual
34:41ele traz
34:42efeitos colaterais
34:43então é fundamental
34:45que esse paciente
34:46esteja dentro
34:47do consultório
34:47do urologista
34:48a gente tem isso
34:50na mulher
34:51também
34:51esteja sendo
34:52acompanhada
34:53pela ginecologista
34:54para que a gente
34:55possa orientar melhor
34:56a gente tem
34:57efeitos colaterais
34:58em relações
34:59a pacientes
35:00que tomam
35:00medicações
35:01para problemas
35:02do coração
35:02e que a gente
35:03tem contraindicação
35:04de algumas
35:04medicações orais
35:05algumas medicações
35:06do comprimido
35:07e a medicação injetável
35:09também tem
35:10algumas contraindicações
35:11então é fundamental
35:12que esse idoso
35:13saiba que
35:14esses efeitos
35:15colaterais
35:16eles podem acontecer
35:17e que ele possa
35:19ser muito bem orientado
35:20dentro do consultório
35:21para a gente
35:21individualizar
35:22para cada paciente
35:23cada paciente
35:25é diferente
35:26a medicação
35:27é perigosíssima
35:28então nem pensar
35:30procure o seu
35:31médico de referência
35:32e eu acho que
35:33como a gente
35:33vinha falando
35:34como a sexualidade
35:35é uma questão
35:36que às vezes
35:36envolve tabu
35:37envolve dificuldade
35:38da pessoa
35:39de muitas vezes
35:40até procurar um médico
35:41mesmo
35:42prefere se automedicar
35:43você falou dos riscos
35:45doutor
35:45mas qual é o perigo
35:47disso
35:47quais são
35:49os efeitos colaterais
35:50que podem acontecer
35:51por exemplo
35:52a gente consegue citar
35:53alguma coisa
35:53para a gente ter
35:54uma visão um pouco mais
35:55clara disso
35:57a gente pode ter
35:58por exemplo
35:59pacientes que tomam
36:00algumas medicações
36:00para o coração
36:01que quando você
36:02associa
36:03com a medicação
36:05para a ereção
36:06a gente tem um risco
36:07aumentado
36:08por exemplo
36:08para infarto agudo
36:09do miocárdio
36:10a gente começar
36:12por exemplo
36:12com a testosterona
36:13com paciente
36:14que tem pressão alta
36:15ou paciente
36:16que tem diabetes
36:16esse paciente evoluir
36:18com problemas
36:19do coração
36:20evoluir com AVC
36:21que são alterações
36:23neurológicas
36:23esses pacientes
36:25evoluir com alguma
36:26tumoração
36:27prostática
36:28que as vezes
36:29aquele nódulo
36:30não iria evoluir
36:32por exemplo
36:32um câncer de próstata
36:33e por conta
36:33de um uso
36:34indiscriminado
36:35de testosterona
36:36a gente evolui
36:37com paciente
36:38com câncer de próstata
36:39então
36:39desde o câncer
36:41a problemas cardíacos
36:42a problemas
36:43neurológicos
36:44a gente
36:45tem identificado
36:47desses pacientes
36:47que
36:48não fazem
36:49esse acompanhamento
36:51fazem essa
36:51automedicação
36:52sem o acompanhamento
36:54do especialista
36:55então
36:55para esses pacientes
36:57que tem alguma
36:57contraindicação
36:58ao medicamento
37:00oral
37:00por exemplo
37:00que é o mais fácil
37:02eu acho
37:02nesses casos
37:05tem alguma outra
37:06uma via alternativa
37:07para eles
37:08a reposição hormonal
37:09talvez seria o caso
37:10para eles terem
37:11esse resultado
37:12que eles estão buscando
37:13de um melhor desempenho
37:15sexual
37:16tem como resolver
37:18isso
37:19visto que talvez
37:19eles tem uma
37:20contraindicação
37:20para o medicamento
37:21a disfunção sexual
37:23que é a alteração
37:24da ereção
37:25no homem
37:25talvez hoje
37:26seja uma das principais
37:28queixas
37:29buscas
37:29dentro do consultório
37:31do urologista
37:31os homens
37:33eles buscam
37:34muito desempenho
37:35sexual melhor
37:36eu acho que é um pouco
37:37da filosofia
37:38que a gente vive
37:39que hoje
37:39as pessoas não podem
37:41envelhecer
37:41e as pessoas envelhecem
37:43dentro desse envelhecimento
37:45a gente vem
37:45com uma série
37:46de alterações
37:47de mobilidade
37:48intelectuais
37:50incluindo
37:50sexuais
37:51então a gente
37:53tem tratamento
37:54para todo tipo
37:55de paciente
37:55eu consigo ter
37:57individualizar
37:58um tratamento
37:58para todo tipo
38:00de paciente
38:00agora eu preciso
38:01estudar melhor
38:02esse paciente
38:03eu preciso saber
38:04como é que é o coração
38:05desse paciente
38:05como é que é o pulmão
38:06desse paciente
38:07se ele já tem
38:08algum histórico
38:08de AVC
38:09de derrame
38:10se ele tem
38:11algum nódulo
38:12da próstata
38:13então essas coisas
38:14que a gente vai estudar
38:15a história clínica
38:16do paciente
38:17para saber que tipo
38:18se vai ser um tratamento
38:19oral
38:19se vai ser um tratamento
38:21adesivo
38:21se vai ser gel
38:23se vai ser injetável
38:24então a gente tem
38:25um arsenal
38:25de tratamento
38:27para esse
38:27vamos dizer
38:28esse tema polêmico
38:29mas muito procurado
38:30dentro do consultório
38:32dentro e fora
38:33do consultório
38:33na internet
38:34principalmente
38:34roda de amigos
38:35por exemplo
38:36a gente tem muita
38:36brincadeira
38:37tudo em academia
38:38então eu tenho
38:39um tratamento
38:40individualizado
38:41para cada um
38:41mas ele precisa
38:42ser estudado
38:43para a gente
38:44poder adequar
38:46aquele tratamento
38:47para aquele paciente
38:48eu acho que isso
38:49é fundamental
38:49não automedicar
38:50e dentro
38:52de um consultório
38:53de um especialista
38:54poder individualizar
38:55aquele tratamento
38:57para poder dar
38:57resposta
38:58ao que ele quer
38:58que é um melhor
38:59desempenho
39:00sexual
39:01uma ereção
39:02de maior qualidade
39:02uma vontade
39:04de viver
39:05melhor
39:06uma melhor qualidade
39:07que é isso que ele busca
39:08e a gente consegue
39:09entregar isso
39:09no consultório
39:10de forma individualizada
39:11é mais uma vez
39:12cada caso
39:14é um caso
39:14exatamente
39:15tem como generalizar
39:16e vocês têm
39:17alguma sugestão
39:19de como
39:19esses idosos
39:20podem explorar
39:21melhor a sexualidade
39:22deles
39:23visto que como
39:23a gente já falou
39:25e reiterou aqui
39:26ainda é um assunto
39:27que para alguns
39:28é difícil de conversar
39:29de discutir
39:30de falar entre amigos
39:31quais são as sugestões
39:32para que eles consigam
39:33explorar melhor
39:34essa parte
39:35eu acho que na minha
39:36prática clínica
39:38o que eu vejo
39:38que mais ajuda
39:39é a gente tratar
39:40com naturalidade
39:41o sexo
39:42porque as pessoas
39:44tem vergonha
39:44de falar sobre isso
39:45assim
39:46coloca uma rodinha
39:47de cinco idosas
39:48juntas
39:49elas não vão falar
39:49sobre isso
39:50de jeito nenhum
39:51entendeu
39:51então dentro do consultório
39:52eu tento sempre
39:53estimular isso nelas
39:55perguntar
39:55tá casada
39:56solteira
39:57tá namorando
39:57ah sou viúva
39:58mas tá namorando
39:59mas tá com a vida
39:59sexual ativa
40:00quando você tem relação
40:02sente dor
40:02e deixando sempre
40:04o papo muito leve
40:05entendeu
40:05usando termos
40:07leigos
40:08às vezes até meio chulos
40:09porque a gente vê
40:10que estimula um pouco mais
40:11entendeu
40:11não ficar tão
40:12em termos tão técnicos
40:14eu acho que isso
40:15ajuda muito
40:16agora
40:17a gente tem que ver
40:18também o meio
40:18que a paciente
40:19uma mulher
40:20tá inserida
40:21
40:21porque às vezes
40:21ela naquele meio
40:22não tem
40:24possibilidade
40:25de conversar
40:25sobre aquilo
40:26aí eu acho
40:27que nesse momento
40:27vem a internet
40:28
40:29ela tem acesso
40:30às vezes
40:30a alguns fóruns
40:32alguns podcasts
40:33pra ela tirar dúvida
40:35
40:36eu ia perguntar isso
40:37até que ponto
40:38a internet ajuda
40:40eu acho que
40:41assim
40:42só tem benefícios
40:43usando de maneira
40:45correta
40:45
40:46a internet
40:47é um meio
40:47de informação
40:48que esses idosos
40:49não tinham
40:49quando eles eram
40:50adolescentes e adultos
40:52entendeu
40:52então às vezes
40:53aquela mulher
40:53ela cresceu
40:54num meio
40:54extremamente conservador
40:56e só hoje
40:56que ela tá entendendo
40:57o que que é
40:58ser mulher
40:59e ter
40:59interesse sexual
41:01e ter libido
41:02e ter orgasmo
41:03e querer ter relação sexual
41:04porque isso é muito
41:05vergonhoso
41:06entendeu
41:06pra essas pacientes
41:08elas têm vergonha
41:09de admitir
41:09que elas ainda
41:10têm vontade
41:11de ter relação sexual
41:12então na minha opinião
41:14é tratar com naturalidade
41:15é o maior segredo
41:16exatamente
41:17e acho que é um papo
41:19que se deve ter
41:20até entre a família
41:21mesmo né
41:22porque são pessoas
41:23que já têm filhos adultos
41:24por exemplo
41:25então talvez
41:26é o momento
41:27de perder um pouco
41:28aquela vergonha
41:30aquele medo
41:30de fazer surgir
41:32esse assunto
41:32é
41:34sei lá
41:34na mesa de café da manhã
41:36ou num churrasco
41:37de família
41:37falar em tom
41:38de brincadeira
41:39e ali no meio
41:41daquela brincadeira
41:43de alguma forma
41:44tirar uma dúvida
41:45conversar sobre alguma coisa
41:46porque eu acho que
41:46os filhos
41:48têm um papel
41:48muito importante
41:49na vida dos pais
41:50nesse momento da vida
41:51nessa idade
41:54tanto em questão
41:55de auxiliar
41:56a gente já falou
41:56em vários episódios
41:58aqui né Maicon
41:59de como
41:59os filhos
42:00a família
42:01são importantes
42:03pra esse processo
42:04de envelhecimento
42:05em vários sentidos
42:07e acho que na sexualidade
42:08também né
42:08por que não
42:10abordar isso
42:11com familiares
42:12com os filhos
42:13com o companheiro
42:13com o marido
42:14esposa
42:15enfim
42:16vocês já presenciaram
42:18casos por exemplo
42:19que os filhos
42:19acompanharam os pais
42:20ou é mais difícil
42:22filho homem
42:23você disse
42:23filho ou filha
42:24
42:25acompanhando os pais
42:26ou mães
42:26no consultório
42:27é normalmente
42:28a mulher vai mais
42:29acompanhada
42:30eu não sei
42:30o homem
42:31como que é
42:31no consultório
42:32da Uro
42:32é o homem
42:33ele
42:34ele normalmente
42:35vai ou com a
42:36companheira
42:37ou ele prefere
42:38ficar só
42:39
42:40porque é um tabu
42:42ainda
42:42demonstrar
42:43dessa idade
42:44
42:44as pessoas
42:45hoje mais jovens
42:46elas se entregam
42:48mais
42:48elas já estão
42:49mais conscientes
42:50em relação a isso
42:50
42:51mas os pacientes
42:52mais idosos
42:53eles demonstrarem
42:55fragilidade
42:56eles tem mais
42:57dificuldade
42:58então ele sempre
42:59fala assim
42:59não
43:00eu deixei minha
43:00companheira lá
43:01na recepção
43:01eu ia perguntar
43:02se a companheira
43:03entra no consultório
43:03ou fica esperando lá fora
43:05quando é um assunto
43:06vamos dizer
43:06de comum acordo
43:07que tem liberdade
43:09pra poder conversar
43:10tá mais transparente
43:12ela tá do lado
43:12não é à toa
43:13que é a mulher
43:14que leva
43:15o companheiro
43:16ao urologista
43:17
43:18que é em marca
43:18às vezes ela que insiste
43:19
43:19a gente sempre pergunta
43:20como é que o senhor descobriu
43:21a gente aqui
43:21
43:22como é que você
43:22ah minha esposa marcou
43:24
43:24então sempre assim
43:25não é à toa
43:26que a mulher vive mais
43:27porque ela se cuida mais
43:28
43:29então
43:30o homem ele vai muito só
43:32nessa
43:32nessa consulta
43:34mas pegando o gancho
43:34um pouquinho dos filhos
43:35
43:36a gente já percebe
43:37
43:37que os filhos começam
43:39a ter uma liberdade maior
43:40é um tabu ainda
43:42
43:42a gente precisa alguns anos
43:43pra poder vencer
43:44esses tabus
43:45mas eles já começam
43:47a falar
43:48papai fala
43:48
43:49da questão da relação sexual
43:50quando é
43:51por exemplo
43:51com a mãe
43:52
43:53ou então
43:53quando é
43:54por exemplo
43:54com uma companheira
43:55após a viúvez
43:57
43:57que ele adquiriu
43:57uma companheira
43:58por exemplo
43:59ou então
44:00a filha
44:00puxando a orelha
44:01do pai
44:01que é viúvo
44:02e tá tendo relações
44:04esporádicas
44:05com mulheres mais jovens
44:07por exemplo
44:08então a filha
44:09já começa a dar
44:10uma puxada de orelha
44:11a falar
44:12olha conversa com o papai
44:13eu vou sair
44:13você conversa com o papai
44:14pra poder se preocupar
44:17em relação
44:17a alguns tipos
44:19de ciladas
44:20em que às vezes
44:20o idoso pode cair
44:21nessa fase da vida
44:23
44:23pois é
44:24a gente precisa abordar
44:25também essa questão
44:26das ISTs
44:27
44:27DSTs ou ISTs
44:28como é que é isso
44:30nessa fase da vida
44:31na terceira idade
44:32é um tema
44:33muito abordado
44:34também
44:34isso é levado
44:35pro consultório
44:36de alguma forma
44:37eles tem muitas dúvidas
44:38tem muita resistência
44:40ou o número
44:40de
44:41a incidência
44:42disso também
44:42é comum
44:45a incidência
44:46de
44:46IST
44:47
44:48infecção sexualmente
44:49transmissível
44:49vem aumentando
44:50muito na terceira idade
44:51
44:53especificamente
44:53lidando com mulheres
44:55a gente percebe
44:55que desde ali
44:56o início da adolescência
44:57a vida adulta
44:58os pais
44:59sempre a maior
45:00preocupação
45:00dentro de casa
45:01é
45:01a mulher não pode
45:02engravidar
45:03de jeito nenhum
45:04então neste momento
45:05a camisinha
45:06ela é importante
45:07ela é imprescindível
45:08então a mulher
45:09já coloca
45:10dentro dela
45:11que entrou na menopausa
45:12não engravidou mais
45:13não precisa mais
45:14de camisinha
45:15entendeu
45:15hoje dentro do
45:16consultório ginecológico
45:17a gente coloca
45:18a camisinha
45:18como segunda
45:19terceira
45:19quarta linha
45:20de prevenção
45:21de gestação
45:21porque a gente tem
45:22anticoncepcional oral
45:23injeção
45:24adesivo
45:25enfim
45:25tem diversas linhas
45:26de prevenção
45:27e a camisinha
45:29fica muito
45:29pra gravidez
45:30então
45:31entrou na menopausa
45:32não usa mais camisinha
45:33e é algo que a gente
45:33tem que reforçar muito
45:34dentro do consultório
45:35porque
45:36e acho que tem
45:37muito tabu também
45:38na sociedade
45:38que ST a gente
45:39só pega
45:41fora de casa
45:41as vezes fora de casa
45:44em lugar
45:46contaminado
45:46as pessoas vão criando
45:48histórias na cabeça
45:49doutora
45:50eu sento aí
45:50numa privada
45:51você acha que foi isso
45:52que me fez pegar
45:53essa infecção
45:54não
45:54a privada
45:55não transmite
45:56entendeu
45:57então tem sempre
45:57que se cuidar
45:58usar a camisinha
46:00em todas as relações
46:01sexuais
46:02o risco
46:03não é de gravidez
46:04mas tem risco
46:04de infecção
46:05nessa idade também
46:06no caso do homem
46:08é assustador
46:09a quantidade de
46:10infecção
46:12transmitida
46:13durante a relação sexual
46:15pro homem
46:16essa idade
46:18do homem
46:19é uma idade
46:19em que eles não foram
46:20capacitados
46:21a usar a camisinha
46:23então
46:24a educação sexual
46:26na adolescência
46:27talvez não existiu
46:28a educação sexual
46:30na adolescência
46:30e na fase
46:31de juventude
46:32deles
46:33não existiu
46:34não existia
46:35essa comunicação
46:35então é fundamental
46:37a gente
46:38voltando um pouquinho
46:40na questão dos filhos
46:41e na questão
46:42das infecções
46:44sexualmente transmissíveis
46:45é ter informação
46:47a informação
46:48é fundamental
46:49se eu tenho
46:50uma linha de comunicação
46:51entre filhos e pais
46:53pra eu poder abordar
46:54sobre esse tema
46:55de sexualidade
46:55falando de camisinha
46:57falando de relacionamento
46:58estável
46:59falando de não
47:00promiscuidade
47:00por conta
47:01que a gente tem hoje
47:02a promiscuidade
47:03em relação
47:03a idade
47:04por conta
47:05dos aplicativos
47:06
47:06então isso tudo
47:07tem que estar conversado
47:08a gente conversa
47:09sobre o que comeu ontem
47:10a gente conversa
47:11o que que fez
47:11a um clube
47:12a gente conversa
47:13quais são as atividades
47:14físicas que a gente fez
47:15durante a semana
47:16porque não conversar
47:17sobre sexualidade
47:18como está a sua
47:19relação sexual
47:20pai
47:20como está a sua
47:21relação sexual
47:22mãe
47:22está tendo dor
47:23está tendo sangramento
47:24está legal
47:25usa lubrificante
47:26
47:27é legal
47:28é prazeroso
47:29isso
47:29isso
47:29é dentro do casal
47:31
47:31exatamente
47:31a gente conversa
47:32sobre trabalho
47:33sobre dinheiro
47:34sobre o que que você
47:35comeu ontem
47:36mas nunca conversa
47:37o que que você está achando
47:38tem algo que está
47:39te incomodando
47:40algo que eu faço
47:41que te machuca
47:42ou que você gosta mais
47:43eu acho que isso não é
47:43abordado dentro do casal
47:45exato
47:45e quando a gente vê
47:47um relacionamento
47:47mais aberto
47:48o casal é muito
47:49mais feliz
47:49é impressionante
47:51a diferença física
47:52que a gente vê
47:53na pessoa mesmo
47:54o casal entra no consultório
47:55você vê que é
47:56é muito
47:56liberdade
47:57o diálogo
47:59é o remédio
48:00é o segredo
48:01de qualquer relacionamento
48:02impressionante
48:03impressionante
48:04então às vezes
48:05eu não quero mais
48:06por que você não quer mais
48:07ah porque eu já não estou
48:08mais nessa fase
48:09entendeu
48:10eu acho que isso
48:10não se discute
48:12tem que se discutir
48:13às vezes a outra pessoa
48:14também não quer mais
48:15mas o marido sente
48:16às vezes pensa
48:17que ele tem que comparecer
48:19mas às vezes ele também
48:20já não está mais afim
48:21mas ninguém conversa
48:21sobre isso
48:22aí fica aquela situação
48:23fica os dois ali
48:24meio que agindo por obrigação
48:26e não está legal
48:27para ninguém
48:27é uma tarefa doméstica
48:28eu tenho que lavar roupa
48:30eu tenho que passar roupa
48:30eu tenho que fazer comida
48:31eu tenho que ter relação sexual
48:32com meu marido
48:33e nem sempre é assim
48:34às vezes o casal
48:35já passou dessa fase
48:36eles só estão naquela
48:37fase maravilhosa
48:39de companheirismo
48:39de viagem
48:40de conversa
48:41conversa
48:42almoço em família
48:43e não tem mais
48:44a relação sexual
48:45e está tudo bem
48:46também
48:46acho que é importante
48:48a gente reforçar isso
48:49hoje no podcast
48:50que a gente está falando
48:51sobre sexo
48:52mas está tudo bem
48:53não querer transar também
48:54e ter relação sexual
48:55entre o casal
48:57às vezes é só o companheirismo
48:58é suficiente
48:59entendeu
48:59e a relação sexual
49:00nessa idade
49:01é muito diferente
49:02a gente tem
49:02uma falsa impressão
49:04que é só penetração
49:05mas às vezes
49:06a relação sexual
49:07para eles
49:07é fazer um carinho
49:09
49:10é fazer
49:11por exemplo
49:11colocar uma música
49:12e acariciar o corpo
49:13do outro
49:14não tem penetração
49:15nenhuma
49:16mas para eles
49:17é relação sexual
49:18e é um momento
49:19de intimidade
49:19do casal
49:20exatamente
49:20porque às vezes
49:21ela já não pode ter
49:23por exemplo
49:24uma penetração
49:24ou ela tem uma dificuldade
49:26de mobilidade
49:27porque as pessoas
49:28tem dificuldade
49:29de mobilidade
49:29por exemplo
49:30para subir um ônibus
49:32você tem dificuldade
49:33para subir um ônibus
49:34tem dificuldade
49:34para ter relação sexual
49:35relação sexual
49:36é uma atividade física
49:37
49:37então eles vão se adaptando
49:39então quando o casal
49:40tem essa harmonia
49:42de perceber
49:42que ele envelheceu
49:44ela envelheceu
49:45e a nossa relação sexual
49:46se adaptou
49:47
49:48então isso fica
49:49muito bacana
49:50então esse
49:51esse relacionamento
49:52ele precisa ser leve
49:53e essa comunicação
49:55
49:55que a Isabela comentou
49:56é fundamental
49:57
49:57para que a gente possa
49:58chegar nesse ponto
49:59eu tenho pacientes
50:00por exemplo
50:00que falam
50:01minha esposa adoeceu
50:02eu não tenho mais
50:03relação sexual
50:04e não tenho mais vontade
50:05então para ele
50:06parece que aquele fardo
50:07está tudo bem
50:08está tudo bem
50:09para ele
50:09tira um peso
50:10tira um peso dele
50:11é muito interessante
50:13isso né
50:13muito legal
50:14até a sua percepção
50:15essa questão de
50:16a relação sexual
50:18se adaptou
50:19porque
50:19eu acho que ainda
50:20hoje a gente tem
50:21muito essa visão
50:22para o homem
50:23principalmente
50:23é como se fosse
50:24uma obrigação
50:25o homem tem que comparecer
50:27
50:27o homem tem que estar ali
50:29e a mulher também
50:30principalmente lá no passado
50:32
50:33aqueles casamentos
50:34que aconteciam mais
50:35no passado
50:36de não
50:36a mulher tem que
50:37de certa forma
50:38servir ao homem
50:39tem que estar disposta
50:41não pode negar
50:42então é essa questão mesmo
50:43parece que os dois
50:44estão ali
50:45até por uma obrigação
50:46e às vezes não estão
50:48felizes
50:48não é aquilo que eles querem
50:50então
50:50que legal isso
50:51vamos adaptar
50:52a nossa relação sexual
50:54
50:54vamos
50:56descobrir
50:56uma nova forma
50:57de ter intimidade
50:58descobrir uma nova forma
50:59de fazer carinho
51:00de estar junto
51:01porque no final das contas
51:03é isso né
51:04são os dois ali
51:05se resolvendo
51:06da maneira como é melhor
51:08para eles
51:08e sendo feliz
51:09companheirismo
51:10para bem envelhecer
51:11mais um papo
51:13enriquecedor
51:14mais um episódio
51:15que vai bombar
51:16né Michael
51:16acho que vai
51:17bom demais
51:18um assunto muito interessante
51:20muito importante
51:21espero que as pessoas
51:22tenham gostado
51:24de ouvir a gente
51:25de ter todos esses
51:26conselhos
51:27de vocês
51:28principalmente
51:28ter usufruído
51:30
51:31do conhecimento
51:31de vocês
51:32então muito obrigado
51:33doutora Isabela
51:34muito obrigada
51:35doutor Rodrigo
51:36viu
51:36foi super legal
51:37ter vocês aqui
51:38com a gente
51:38é um prazer
51:39estar aqui
51:39obrigado pelo convite
51:40obrigado Mike
51:41obrigado Nay
51:42satisfação estar aqui
51:43na Gazeta
51:44representando a Medicênior
51:45e para saber mais
51:46sobre o nosso podcast
51:47Bem Envelhecer
51:48Medicênior
51:49acesse
51:49medicenior.com.br
51:51barra
51:51bem envelhecer
51:52ou aponte a câmera
51:54do seu celular
51:54para esse QR Code
51:55que está aparecendo aí
51:56no cantinho
51:57da sua tela
51:58e até o próximo episódio
52:00tchau tchau
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