Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 semanas
A discussão em torno do envelhecimento já avançou muito com mais inclusão e empatia, mas o etarismo ainda é uma forma velada de discriminação na sociedade, afetando as relações sociais, a autoestima dos idosos e até mesmo as oportunidades no mercado de trabalho. É por isso que o assunto foi discutido no último episódio da primeira temporada do Podcast Bem Envelhecer MedSênior.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:11Olá, sejam muito bem-vindos ao episódio final dessa temporada do nosso podcast
00:17Bem Envelhecer, Médicênior. Eu sou a Nayara Arpini, gente, eu tô com o coração apertadinho
00:21de falar isso pela última vez, que esse é um bate-papo que vai te mostrar como é possível
00:26envelhecer melhor e com mais saúde. Olha, ao longo dessa temporada a gente já falou
00:31de tanta coisa aqui, a gente já falou de Blue Zones, já falamos de inclusão digital,
00:37já falamos de espiritualidade e isso tem muito conteúdo pra você consumir, então é
00:43só acessar o link leia.ag barra Bem Envelhecer, Médicênior ou procurar por Bem Envelhecer,
00:49Médicênior no Spotify, da maneira que você preferir. Pra fechar com chave de ouro essa
00:54temporada e falar sobre um assunto que eu confesso que quando eu vi que esse seria o
00:58nosso assunto aqui hoje, eu fiquei super feliz, acho que é extremamente relevante a gente
01:02falar sobre isso, que é o etarismo, ou seja, como a sociedade tá lidando com o envelhecimento
01:09das pessoas, com as pessoas mais velhas. Claro, nunca tô sozinha aqui, mais uma vez tô acompanhada
01:14do Maicon Oliveira, diretor de marketing da Médicênior. Obrigada Maicon por estar aqui
01:19mais uma vez, seja bem-vindo de novo. Obrigado, prazer, uma honra e fechamos bem
01:23essa temporada. Temão, né? Tô animado. É um tema daqueles. E olha, uma convidada
01:29mais que especial se junta a gente hoje também, que é a Maria do Carmo Esteves da Cunha,
01:36mas, pra todo mundo, é a Mads, né Mads, que é especialista, referência nesse assunto,
01:41veio de São Paulo pra falar com a gente sobre isso. Seja muito bem-vinda também, Mads,
01:46é maravilhoso ter você aqui hoje. Obrigada, eu tô muito feliz de estar aqui falando sobre
01:50esse tema tão importante, né, que é o etarismo. A gente usa até três nomes, né, etarismo,
01:56idadismo, ageísmo, velhofobia, que são os mesmos nomes pra um mesmo preconceito, o preconceito
02:02da idade. O termo idadismo, ele foi, é muito falado tanto na OMS, né, que é a Organização
02:10Mundial da Saúde, ela foi adotada e pela ONU. E o etarismo a gente usa muito aqui no Brasil.
02:16Eu ia até falar sobre isso. O etarismo é um termo que eu acho que ele se popularizou
02:21muito de uns tempos pra cá. Nas redes sociais a gente tem visto muito, nas reportagens a gente
02:26tem visto muito, mas eu queria que você explicasse, pode ser que tenha alguém que não entenda
02:31ou ainda não tenha visto nada sobre isso. O que que é o etarismo ou o idadismo na prática,
02:37Madis? Na prática, ele é o preconceito contra a idade, mas aí a gente foca sempre no público
02:44idoso. Mas o etarismo também ocorre pras pessoas, pros jovens, quando eles vão procurar o trabalho
02:51e eles não conseguem por causa da idade, porque eles são jovens, né? Então, tanto o etarismo,
02:57que você escuta falar e também o etarismo no trabalho pras pessoas idosas. Mas o etarismo,
03:03o idadismo, o ageísmo é tudo preconceito da idade, né?
03:08Ah, então em qualquer faixa etária que tenha algum... Você pode ter.
03:12Olha, você sabia disso, Michael? Eu confesso que eu não sabia não. Eu achava que era só contra
03:16pessoas mais velhas. Preconceito contra pessoas mais velhas, é.
03:19Mas eles usam muito, porque o jovem também tem a dificuldade de conseguir emprego.
03:25Então, por isso que eles falam... Você é muito novo pra isso?
03:27Sim, é o termo que você usa, né? Você é muito velho pra isso e muito novo pra isso, né?
03:32Olha aí. Então, ele é usado pra isso. E pela ONU, eles deram uma entrevista e disseram,
03:38no mundo, cada duas pessoas é idadista. Uma é idadista.
03:43Tem esse preconceito contra a idade.
03:46Cada duas pessoas você encontra uma pessoa que é idadista.
03:49E como que será que isso é observado? A pessoa assume que ela é idadista?
03:53Ou é alguma pesquisa, alguma coisa?
03:55Eles fazem a pesquisa e, na realidade, muitas vezes, o idadismo é você, né?
04:01Você, quando olha pra pessoa, você normalmente fala alguma coisa.
04:05Então, às vezes, você se pega falando palavras idadistas, né?
04:09Nossa, que ela tá fazendo aquilo, não tá respeitando a idade.
04:12E eu acho que isso que você colocou do etarismo, todo mundo tá conversando e falando,
04:18é porque os atores também atingiram a idade de mais de 50 anos, né?
04:23Então, eles começaram a falar muito sobre isso, sobre o etarismo.
04:27Então, ficou muito popular agora.
04:30Só que aí as pessoas só cultuam isso, só falam isso.
04:33Mas aí, no óleo, aqui também tem pessoas, por exemplo, Fernanda Montenegro,
04:37que tem 95 anos, né?
04:40Que traz toda a bagagem dela.
04:42E, às vezes, as pessoas ficam só presas, porque o Brasil é um país jovem.
04:47Então, ele não aceita, de forma alguma, a idade.
04:53E existe até um estudo, que eu não sei se vocês já ouviram falar,
04:57que é o contador de longevidade, que quer dizer que cada 21 segundos,
05:03uma pessoa faz 50 anos.
05:05Então, em um minuto, a gente já tem três pessoas.
05:08Nossa!
05:09É, e eu acho que a popularização desse termo também tem muito a ver,
05:14querendo ou não, com a longevidade, né?
05:16A nossa população tá ficando mais velha.
05:19Tá atingindo uma idade mais avançada, cada vez de forma mais fácil.
05:24Que bom, né?
05:25Assim, estão alcançando idades mais avançadas, com mais saúde.
05:28E aí, talvez, isso tenha trazido muito mais essa discussão à tona, né?
05:31Tem, porque você vê que a pirâmide etária, ela mudou, né?
05:35Muito!
05:35Ela virou agora.
05:36Não é mais pirâmide, né?
05:37Não, tá invertendo.
05:39Tá invertendo, porque você tem muito mais avós do que netos.
05:42É.
05:43E esse contador de longevidade é muito interessante,
05:46porque ele fala que a cada 28 segundos, uma pessoa faz 60 anos, né?
05:51Então, se você olhar, ele traz a nível de Brasil, todos os estados.
05:56Então, o que que mostra isso?
05:58Não adianta, você vai envelhecer, né?
06:00Vai envelhecer.
06:00Não adianta você fugir.
06:02Tomara, bem envelhecer, de preferência, né?
06:04Bem envelhecer.
06:04E você vê como a medicina é importante nesse contador de longevidade, né?
06:07Até escrevi um artigo no meu blog, porque é o público de vocês, né?
06:11Sim.
06:12Se cada 21 segundos uma pessoa faz 50 anos, e se o seu público é 49, esse olhar é muito
06:19importante também, né?
06:21Eu acho que até, Ana, é um dever como marca, né?
06:24A gente puxar esse assunto, trazer essa pauta, porque eu acho que qualquer forma de preconceito já é ruim.
06:32Essa questão da idade é um assunto que cada vez mais vai ser discutido no Brasil, né?
06:37A gente tem muito mais pessoas envelhecendo até 2027.
06:42A gente já vai ter aí uma inversão da quantidade de pessoas idosas e jovens,
06:48e até 2050 ou 60, nessa década, nós vamos ter muito mais idosos.
06:53Então, o mundo está envelhecendo, o Brasil como país em desenvolvimento está envelhecendo,
06:59e a gente precisa preparar as pessoas, transformar a cultura.
07:03Então, eu acho que é uma responsabilidade muito importante a gente trazer temas como esse,
07:07e explicar para as pessoas como isso acontece no dia a dia, o que fazer, o que não fazer,
07:13e trazer também uma perspectiva positiva sobre o envelhecimento.
07:16Eu acho que essa é a nossa maior missão, né?
07:18Com certeza.
07:19E eu acho que, assim, esse episódio final está sendo especificamente sobre etarismo,
07:24mas, querendo ou não, todos os outros episódios que a gente trouxe até agora,
07:28todos os temas que a gente trouxe, também falaram do etarismo.
07:31Porque a gente veio tentando romper esse preconceito em relação à inclusão digital,
07:36em relação às vivências, às experiências profissionais, sexualidade, relacionamento, tudo.
07:43Então, querendo ou não, acho que a gente já vem desde o começo tentando combater o etarismo,
07:47e claro que esse episódio vem para concretizar isso mais ainda.
07:51Eu concordo com você, porque você assistindo todos os episódios do podcast, ele traz isso.
07:56Se você analisar, ele traz isso.
07:59Quando ele fala sobre autonomia, quando ele fala sobre inclusão,
08:02que é tão importante, principalmente esse olhar da medicina.
08:07Porque o que acontece?
08:08Vocês têm uma pessoa que fala sobre o plano de vocês,
08:11uma pessoa que é 50 a mais, né?
08:12Que está dentro da unidade para explicar.
08:16Porque o que as pessoas querem?
08:18Elas querem essa empatia.
08:19A base para as pessoas, para esse público, é a empatia.
08:24É o que eu sempre falo.
08:26Que é a arte de você ouvir, cativar e engajar.
08:32Esse é o princípio da economia prateada, é o princípio de tudo para esse olhar.
08:37Então, eu me prendo muito quando, tudo bem, eu agradeço,
08:41porque eu sou embaixadora da Medicina, mas tem a ver com o meu propósito.
08:45Quando eles me ofereceram isso para ser embaixadora, tem a ver com o meu propósito.
08:50Porque você vê como eles lidam com a pessoa,
08:53mostrando a importância dessa medicina preventiva, né?
08:57Que é coisa que as pessoas não acreditam que você tem que ter uma boa alimentação,
09:01tudo isso que é o que traz nas oficinas de saúde.
09:05Então, esse olhar é muito importante para as pessoas verem.
09:09E, Madis, quando foi que você começou a seguir por esse caminho de estudar,
09:14de falar, de trabalhar com essas questões ligadas ao oitarismo?
09:18Porque a sua trajetória tem muito a ver com inclusão social e outros trabalhos nesse sentido.
09:23Quando é que o oitarismo chegou aí para você até levar esse assunto para muitas outras pessoas,
09:29que é o que você faz hoje, né?
09:30Então, eu fui gestora de RH e departamento pessoal em empresas de medicina e saúde, né?
09:38Então, o que acontece?
09:40Eu fiz também, sou socióloga, então eu tenho esse olhar para os direitos das pessoas
09:45e para a inclusão social também.
09:46E uma coisa que sempre me incomodou quando eu trabalhava
09:50é quando eu tinha que comunicar ao colaborador que ele ia ter aposentadoria compulsória,
09:56porque ele completou 55 anos.
09:59Então, eu não entendia direito.
10:01Eu falava assim, mas, meu Deus, será que a competência, o profissional, ele tem idade?
10:07Depois daquela idade, ele deixa de aprender, né?
10:09Prazo de validade.
10:10Prazo de validade, né?
10:11Que eu falo que competência não tem idade e nem profissional tem prazo de validade.
10:15São duas coisas que eu foco muito e falo para as pessoas, né?
10:18E aí, eu entendi, e eu uso muito a palavra aposentadoria, se você olhar, ela tem a ver com aposento,
10:27né?
10:27Então, a pessoa se aposenta e fica separado.
10:31Então, por isso que eu sempre questionei muito isso.
10:35E aí, o que aconteceu?
10:36Logicamente, que eu também fui convidada para me aposentar.
10:40Chegou a sua hora também.
10:41Chegou a minha hora.
10:42E aí, eu falei, não, eu vou mudar isso.
10:44Eu quero mudar isso.
10:45E eu já via que a internet dava essa abertura para a gente.
10:49E aí, eu montei, eu fiz o projeto Envelhecer com Estilo.
10:53Que nós estamos tanto em fanpage, em grupo, no Instagram e blog.
10:57Para dar voz para esse pessoal.
10:59Porque esse projeto é todo voltado para o pessoal sênior.
11:03Que são os 50+, 60+, 70+, 80+, né?
11:08Todo esse pessoal.
11:09Mostrando para eles que eles podem sim, mostrando o protagonismo deles.
11:13E começando a falar sobre isso.
11:16Fazendo essa parte inclusiva.
11:18Então, no nosso projeto, nas nossas mídias sociais, nós não falamos de cadeiras, né?
11:26De fralda geriátrica, nada disso.
11:28A gente fala do protagonismo, sim.
11:30Porque o que a pessoa quer?
11:32O sênior, ele quer investir, ele quer estudar, ele quer empreender.
11:38Mas ele quer quebrar esse tabu do idadismo.
11:41E aí, vocês dão dicas, vocês batem papo, vocês ouvem uns aos outros?
11:47Porque a gente descobre muito talentos, né?
11:50Então, no nosso grupo, o grupo hoje, o grupo Envelhecer com Estilo, ele é um grupo de escutatória.
11:57Eu falo que é de acolhimento escutatório.
11:59Hoje, ele tem 390 mil pessoas.
12:02Entendeu?
12:03Nossa, muita gente.
12:03Quando as pessoas perguntam, como é que vocês conseguem isso, ter esse grupo?
12:07Tem que estar lá.
12:08Tem que ter empatia.
12:10Tem que conversar com as pessoas.
12:11E é através dele que você descobre os talentos, né?
12:15Tem talentos incríveis.
12:16Tem talento até aqui de Vitória, né?
12:18Que é a Laís Lugão.
12:20Ela tem 92 anos.
12:22E ela é facilitadora da oficina de memória da UFES.
12:27Olha que lindo.
12:28Então, a gente tem muitos talentos.
12:29Tem uma que assistiu até o podcast da sexualidade de vocês, que ficou encantada,
12:35porque ela fala sobre contos eróticos.
12:38E ela já ganhou prêmio também.
12:41Então, o que acontece?
12:42Às vezes, as pessoas não imaginam que os idosos podem ter esse protagonismo.
12:47Acho que esse é até o primeiro passo, né?
12:50Para a gente combater o etarismo, é trazer ao holofote isso, né?
12:55Combater o estereótipo, aquele conceito de idoso fragilizado, de idoso incapaz.
13:01A gente até brinca muito que o conceito de idoso ficou velho, né?
13:04A gente precisa evoluir isso e trazê-los mesmo para esse cenário de protagonismo.
13:09São ativos, são saudáveis, extremamente competentes.
13:13E a base da nossa economia, hoje, muito mais daqui a alguns anos.
13:17Então, a gente, como sociedade, como empresa, tem que ficar esperto com isso aí,
13:23porque o mundo está mudando, principalmente o Brasil, né?
13:25O que eu falo também, quando a gente fala de economia prateada,
13:29se você não tiver empatia, você não consegue, né?
13:33A gente teve um caso de uma pessoa que foi comprar um óculos
13:37e, tudo bem, a atendente não tinha nem culpa,
13:40porque eu acho, assim, que tudo você tem que ter um treinamento
13:43para as pessoas poderem atender.
13:45Ela foi comprar o óculos, ela falou para a moça assim,
13:47a semana que vem eu venho buscar o óculos.
13:49Ela falou, não venho porque não é para a senhora, isso daí é para a jovem.
13:53Meu Deus!
13:54Meu Deus! O que é isso?
13:55E aí, quando ela jogou isso no grupo, virou, né?
13:58Todo mundo ficou falando, aí uma falou, mas eu fui comprar uma camiseta
14:01e elas disseram que eu só podia comprar preta,
14:03que a gente não pode comprar colorida por causa da idade.
14:06Meu Deus!
14:07Então, você vê essa falta de empatia.
14:10E aí, uma senhora trouxe uma fala muito interessante,
14:13que ela disse, eu vou no shopping, eu compro presente para o meu filho,
14:17para a minha nora, para o meu neto, e ninguém me vê.
14:20Então, quando eles acreditam no que você está falando,
14:26eles são o primeiro a divulgar e vender por você.
14:30Então, essa empatia é muito importante.
14:32Se muitas empresas olhassem isso, seria diferente.
14:37Sim.
14:38Inclusive, Maicon, você principalmente, que é da área do marketing,
14:42deve ter uma análise até muito melhor do que a minha, por exemplo,
14:47da imagem, como é retratada a imagem da pessoa idosa,
14:51até em materiais publicitários, na mídia, na televisão, nas revistas.
14:56A gente, assim, eu acho que eu tenho percebido uma pequena, mínima mudança nisso,
15:03acho que vem acontecendo essa conscientização,
15:05até porque esse tema está muito, está sendo muito discutido.
15:10Mas é um desafio, não é que é um desafio,
15:13eu acho que, assim, é algo que a gente ainda tem muito a evoluir nisso, né?
15:17Muito, muito.
15:18A questão é que as marcas não fazem isso, né?
15:20Elas não colocam a pessoa idosa no protagonismo, né?
15:24O padrão estético, o padrão de beleza imposto, ele é outro.
15:29Então, a idade está sempre pesando em cima disso.
15:34Algumas pouquíssimas marcas têm despertado para esse público,
15:38para esse mercado, mas acho que tem um caminho grande ainda a ser percorrido, tá?
15:42Eu acho também, Mads, que tem uma questão da própria pessoa idosa
15:47querer ser valorizada e se colocar à disposição das marcas, né?
15:52A gente tem muita dificuldade no mercado, às vezes,
15:55de encontrar profissionais para fazer isso.
15:57Então, são oportunidades, tipo modelo.
16:00Então, eu acho que, ah, eu já estou velha, eu não posso, eu não consigo,
16:05eu não tenho mais capacidade.
16:07Eu acho que o idadismo, ele também precisa começar de dentro para fora, né?
16:11Mas eu acho também, era um outro tema que eu ia trazer aqui,
16:14principalmente com a Mads, acho que por ser mulher,
16:16nós mulheres sofremos mais com essa pressão estética.
16:20Quando você falou dos atores, eu lembrei muito disso.
16:24Porque o etarismo não está só na questão da competência, né?
16:26Ah, ele não consegue mais fazer sozinho, ah, ele não é mais tão competente,
16:30ele não é mais tão bom nisso.
16:32Tem muito a ver com a aparência física também, muitas das vezes,
16:35principalmente em profissões onde a imagem da pessoa,
16:38e aí o Michael falou de modelo, né?
16:40Eu lembrei disso.
16:42É uma questão também a ser tratada, eu acho, né?
16:47Eu acho que é importante tudo isso, mas também depende muito do, como ele disse, do idoso, né?
16:53Que às vezes ele se coloca, muitos idosos, acho que por tanta coisa que eles já sofreram,
16:58eles se menosprezam, eles acham que eles não são capazes, né?
17:02Então tem essa parte, principalmente na questão da beleza,
17:06porque ele sempre associa o que o outro é mais bonito do que ele, tudo isso, né?
17:10Então essa é a maior dificuldade.
17:12É que eu falo que muitas vezes o idadismo é você, né?
17:16O idadismo é você, é você não acreditar em você, né?
17:20Mas isso está muito ligado também ao que a sociedade de certa forma impõe, né?
17:25Por exemplo, as pessoas hoje, eu vejo que elas têm muito medo de envelhecer,
17:30isso foi outro assunto que a gente trouxe aqui em outro episódio, né?
17:34Envelhecer fisicamente, mentalmente, envelhecer no sentido de aparência mesmo,
17:39mas muito porque a sociedade tem cobrado demais.
17:43Ah, as pessoas não podem envelhecer, as pessoas não podem ter uma marca de expressão no rosto,
17:47não podem ter o cabelo grisalho, tem que pintar, tem que se cuidar como se...
17:53Como se cabelo branco fosse hoje, é, sabe?
17:56Então eu acho que essa cobrança faz com que as pessoas realmente percam a autoestima,
18:01percam a segurança, a confiança.
18:03Tem um ponto muito importante, e a gente já falou sobre isso em outro episódio,
18:09a questão do ciclo de vida, ele precisa ser discutido já lá na base da educação, né?
18:15Essa ideia de que as pessoas nascem, crescem, chegam na maturidade,
18:21depois entram numa fase de declínio, é uma ideia muito perigosa,
18:25porque a nossa vida, ela é um eterno aprendizado.
18:28A gente está sempre em constante evolução, a gente está sempre deixando o legado
18:33a próximas gerações, então a ideia de curva que acende e descende é muito ruim,
18:39a gente tem que pensar no envelhecimento como algo parecido com o S,
18:44a gente tem um crescimento, a evolução da nossa capacidade cognitiva e aprendizado,
18:50e a gente deixa isso para as próximas gerações, sempre acendendo.
18:54Hoje nós temos quantas gerações convivendo ao mesmo tempo, né?
18:57A gente tem aí os baby boomers, né? Que são os nossos idosos, geração X, Y, Z, alfa e por
19:04aí vai.
19:06Todas estão convivendo ao mesmo tempo, né?
19:09Harmoniosamente, a gente precisa discutir isso, uma coisa é fato, quem deixou a base, né?
19:15Ela já balançou a cabeça ali, não.
19:17Quem deixou a base da nossa educação, da nossa economia, quem construiu essa base forte,
19:22está construindo até hoje, são os nossos idosos.
19:25Então a gente tem que olhar com cuidado sobre isso, né?
19:28Eu acho que é um trabalho grande, né?
19:30Porque é essa dificuldade que as pessoas têm de entender, né?
19:34E isso que você falou da curva, existe a curva da felicidade, você falou exatamente dela, né?
19:40Que é formado do U, né?
19:42Que você tem, quando você volta aos 50 anos, você começa a encarar de uma outra maneira,
19:47porque você já encara de uma maneira diferente a vida, né?
19:50Mas essa dificuldade que você está falando é um aprendizado, como diz o Maico, que começa da escola, né?
19:57De você olhar, de você ensinar.
19:59Porque quando a gente fala sobre intergeracionalidade, você fala já na família,
20:04que são as pessoas que não olham para os idosos, né?
20:07Quando eles têm uma dificuldade no celular, não dá que eu faço, que eu faço mais depressa, né?
20:11Então, você tem que...
20:13Só para aquela paciência de ensinar, né?
20:15É o dom mesmo.
20:16Então, eu acho assim, que de uma maneira geral, a internet, muitas vezes, ela não ajuda.
20:21Ela acaba prejudicando as pessoas, porque existe uma cobrança muito maior.
20:26Principalmente quando você fala de beleza, né?
20:29Sim.
20:29Então, quando as pessoas se olharam o Ari Fontoura, que tem 92 anos e que está lá,
20:34fazendo ginástica, fazendo as coisas, tudo isso, né?
20:36Super ativo, né?
20:37Super ativo.
20:38Gente, a rede social dele é maravilhosa.
20:40Então, você...
20:41E aí, é mais difícil, às vezes, as pessoas falam assim,
20:44ah, ele faz porque ele pode.
20:45Não é.
20:46Você tem.
20:46Você tem condições de fazer isso, de você fazer essa mudança, né?
20:51Como é que você acha, Madis, que a gente pode combater essa visão
20:56de que as pessoas mais velhas são desinteressantes ou são incapazes?
21:02Como a gente falou, ah, tem que vir, né?
21:04Desde cedo, essa cultura, esse ensinamento.
21:07Mas, assim, hoje, o que a gente está fazendo e o que a gente ainda precisa fazer para combater
21:12essa ideia?
21:13Eu acho assim, o pessoal, vou falar pessoal 60 a mais, ele tem essa dificuldade de achar
21:20que não conhecem as coisas, né?
21:22Mas eu digo sempre, quando eu digo assim, que competência não tem idade, nem profissional
21:26tem prazo de validade, indiscutivelmente, as pessoas têm que se atualizar.
21:32As pessoas 60 a mais, elas têm que se atualizar.
21:35Porque, como tem até uma frase do Alventoff que fala que o analfabeto do século XXI
21:41não é aquele que não sabe nem ler, nem escrever, mas é aquele que não sabe aprender a reaprender, né?
21:48E aprender novamente.
21:50Então, o que é isso?
21:51Não adianta você vai fazer uma entrevista, tudo, você fala assim,
21:55olha, eu fiz curso de datilografia, eu mexi em máquina, manual, elétrica, fax, tudo isso.
22:02Não é isso que está interessante, mas o que você está fazendo agora, se você está estudando.
22:07Porque o aprendizado, ele vale para qualquer etapa da vida.
22:11Então, não adianta você ficar se vitimizando, você também tem que ir atrás.
22:17Existem esses dois pontos, né?
22:19Se você ficar reclamando, você, não, porque todo mundo está assim, eu não vou melhorar.
22:24Não, tudo depende de você, de como você olha.
22:28Eu digo que as pessoas, às vezes, falam, eu estou na terceira idade, eu estou na melhor idade.
22:32Eu digo sempre que eu não estou nem na melhor idade, nem na terceira idade.
22:36Eu estou na oportunidade, né?
22:38De novos sonhos, de novos desafios.
22:41E acreditar que você consegue, né?
22:44Aí você lembra do Thomas Edison, que ele fez para ele conseguir fazer a lâmpada, ele levou, ele tentou mil
22:49vezes, né?
22:51E as outras coisas, ele não disse que era prejudicial, mas ele aprendeu, ele fez esse aprendizado.
22:57Então, muita coisa também, Mayara, depende da gente.
23:01Depende da gente olhar e da gente querer sair dessa zona de conforto, né?
23:06Porque a zona de conforto é gostoso, você sabe tudo o que vai acontecer.
23:09Então, muitas coisas não dependem, depende muito mais de você, de quebrar e de quebrar esses paradigmas.
23:17Acho que eu vou aproveitar essa reflexão, para a gente ir para o intervalo, deixar o pessoal pensando um pouquinho
23:24sobre esse assunto
23:25e daqui a pouco a gente volta a falar um pouco mais desse assunto.
23:28Então, daqui a pouquinho, hein?
23:36Voltamos e o bate-papo vai continuar rendendo, porque aqui no intervalo até a gente já estava conversando sobre outros
23:41assuntos.
23:42E uma coisa que incomoda muito, né, Mads, é às vezes a forma de tratamento, como as pessoas tratam os
23:50mais velhos, no sentido de infantilizar.
23:52Até você, Maicon, comentou aqui agora, né, nos bastidores também, quanto isso te incomoda.
23:57O que você pode dar de exemplo para a gente mostrar para as pessoas aqui do que não fazer?
24:01Tem a frase clássica, né, olha que bonitinho o idoso fazendo alguma coisa diferente, olha que fofinho.
24:08São palavras que têm que ser excluídas do nosso dia a dia, né?
24:13Acho que isso é extremamente ruim, né, Mads?
24:16É, e as pessoas não gostam mesmo, a gente não gosta, né, que eles falam velhinha, idoso, bonitinho, né?
24:24Senhorinha, vovozinha, né, aquela vovozinha, tudo isso.
24:27Então, essa palavra, essa infantilização do idoso é muito ruim, as pessoas não gostam.
24:33Porque todo mundo tem que ser tratado com respeito, né?
24:36Mesma coisa de falar, chamar a pessoa, ô jovem, cada um tem o seu nome, tem a sua característica.
24:41Então, isso daí irrita muito a gente, né?
24:44É bom a gente falar disso porque, às vezes, acredito eu, né, que muitas pessoas falam achando que estão sendo
24:51super respeitosos
24:53e, às vezes, até realmente estão, né?
24:55A intenção por trás disso é de tratar bem, é de ser respeitoso, mas acaba tirando de vocês essa identidade.
25:02Porque, ah, tá tratando como uma vovozinha, senhorinha, ai, que bonitinho.
25:06Sendo que, às vezes, a pessoa tá fazendo uma coisa completamente normal no dia a dia dela,
25:12que não tem nada de super especial ali, é só a vida dela acontecendo.
25:16E, às vezes, você faz algumas perguntas e eles respondem como dizendo que você não entendeu, né?
25:22Então, começa de uma maneira que também deixa você chateada.
25:26Como isso?
25:27Porque, por exemplo, uma pessoa comentou comigo que ela pegou, foi no restaurante,
25:31porque, assim, a gente nunca pensa no outro, né, a tal da empatia.
25:36E ela tinha o cardápio com o QR Code.
25:40Ela não sabia, não tinha...
25:42Aquele desenho, aquele quadradinho lá...
25:45É.
25:45Então, o que acontece?
25:46Ela queria pedir, queria saber o que tinha dentro do cardápio, né?
25:50E só tinha o cardápio com o QR Code.
25:52E aí ela perguntou, como é que é?
25:53Como é que é?
25:54Qual é a comida?
25:55Ela falou, a senhora senta, a senhora fica sentada aí, que daqui a pouco eu falo com a senhora.
26:02Porque ela levantou, porque ela não estava entendendo, pegou e falou para ela...
26:06Ela falou, a senhora senta que eu vou explicar direitinho para a senhora,
26:10porque é para a senhora entender direito.
26:11Ela falou, não, eu só quero saber se não existe outro cardápio que eu possa olhar.
26:16Não, é só esse que tem.
26:18Então, quer dizer, você já tira essa...
26:21Ela queria saber o que tinha, se tinha alguma salada, alguma coisa.
26:24Ela falou, não, a senhora senta e aguarda.
26:28Então, quer dizer, são coisas que muitas vezes as pessoas ficam chateadas pela maneira que cuidam, né?
26:34Principalmente quando você vai no banco.
26:36O banco tem muito disso, né?
26:38De não dar essa autonomia para as pessoas.
26:41Porque você vê que elas têm a dificuldade da inclusão digital.
26:45Então, quando elas vão no banco, às vezes elas ficam horas lá, porque ninguém olha para elas.
26:50São coisas que as pessoas comentam lá dentro do grupo.
26:54Então, é essa falta de... é o tal da falta da empatia mesmo.
26:58Tem uma iniciativa bacana, né, Madis?
27:00Que é o Glossário do Idadismo.
27:02Você participou, né?
27:03Sim, é um projeto muito interessante.
27:05Fala um pouquinho para a gente, Dani.
27:06Então, até vocês participaram, né?
27:08O Glossário contra Palavras Idadistas, que é feito em todo o Brasil.
27:12Todos os termos que o pessoal usa, né?
27:15Palavras para não usar.
27:16Para não usar, né?
27:18Tem algum exemplo, Madis?
27:20Tem, né?
27:20Você está muito velho para isso.
27:22Você não deve fazer, né?
27:24Normalmente...
27:24Isso aconteceu comigo quando eu me aposentei.
27:27Por que você vai fazer um projeto?
27:28Você não precisa disso.
27:30Deixa para lá.
27:31Você não tem idade para isso.
27:32Para que vai se preocupar?
27:33Então, é essas coisas que eles impedem mesmo, né?
27:36Isso é a nível de Brasil, né?
27:38De chamar, de falar, de chamar de velhos, né?
27:42De chamar as pessoas, tudo isso.
27:44De usar esses termos.
27:46Você não deve usar essa roupa.
27:47Essa roupa não fica bem.
27:48Não é para a sua idade, né?
27:51Então, você não deve falar isso.
27:53Então, às vezes, quando a pessoa vai falar...
27:56Eu achei até interessante quando vocês abordaram aqui a questão da sexualidade, né?
28:01Que é um tabu muito grande.
28:03E as pessoas querem saber, entendeu?
28:06Então, isso também ocorre nesse glossário.
28:09Eles colocaram todas essas coisas que acontecem com o idoso.
28:13Que parece que ele fica...
28:15Por exemplo, a pessoa com mais de 60 anos, ela não tem direito a amar, a ter uma parceira,
28:21nada disso.
28:22Entendeu?
28:23Então, a maneira como vocês abordaram trouxe bem essa realidade, que é verdade, né?
28:29Então, é muito importante isso daí.
28:31E o glossário, quando nós participamos, trazia todos esses termos.
28:36Principalmente de vozinha, de bonitinho, de engraçadinho, né?
28:40Você é tão engraçadinha, né?
28:42Você fica tão bonitinha com essa roupinha, tudo isso.
28:44Então, são termos que afetam a gente.
28:49Que trazem um preconceito muito grande e a gente fica chateada com isso.
28:53E a gente ouve isso todo dia, né?
28:55Todo dia.
28:56Eu vou fazer até minha meia-culpa aqui, porque, às vezes, sem a intenção, né?
29:01A gente acaba realmente fazendo...
29:03O nosso objetivo é difundir informação, né?
29:06Sim.
29:06Melhorar a cultura, enfim.
29:08Outra coisa muito comum também, né?
29:10Um jovem falando, nossa, hoje eu não vou sair porque eu sou uma senhora, um senhor de 70 anos,
29:16num corpo de 20, né?
29:17Eu sempre pergunto, então isso é bom, né?
29:20Você é mais maduro, tem mais conhecimento, né?
29:23As pessoas tendem a jogar sempre um lado negativo de incapacidade que não é legal, né?
29:29É, eles falam, né?
29:30Eu sou velha, né?
29:31Hoje eu tô pensando que nem um velho, né?
29:34Então, eles falam muito isso daí, né?
29:36Gente, não, eu confesso.
29:37Gente, ai, meu Deus, ó, eu vou...
29:40Confesso, eu já falei isso de alguma amiga minha me chamar e falar assim,
29:42não, eu tô senhora hoje, vou ficar em casa.
29:45Olha isso, né?
29:48E, querendo ou não, é uma coisa que a gente precisa ir mudando mesmo na nossa mentalidade.
29:51Até por isso, tô assumindo mesmo.
29:53Porque a gente acho que é criado com essa mentalidade, com essa cultura,
29:58de achar que, ah, fez 60, 70 anos, não sai mais de casa, não namora mais,
30:05não vai poder, não vai saber usar as redes sociais sozinho.
30:09E a gente tá, aos poucos, rompendo esse preconceito.
30:13E que bom que a gente tá conseguindo esse espaço pra falar sobre isso, né?
30:16E é interessante também que tem muitas avós que não querem mais cuidar de netos, né?
30:20Aham, a gente falou disso também.
30:23Elas querem viajar, elas têm esse direito, porque elas já fizeram a parte dela.
30:28E, às vezes, existe isso aí.
30:29Fala, poxa, aquela lá nem olha o neto.
30:31Mas não é obrigação.
30:32Não é.
30:34Eu não lembro qual foi o episódio aqui, Maicon, não sei se você vai lembrar também,
30:37a gente já falou em tantos.
30:39Eu acho que foi até sobre economia prateada, algo do tipo,
30:42que falava que uma das principais atividades pra esse público era viagem.
30:47Sim.
30:48Economia prateada, foi.
30:49É, justamente porque, principalmente entre as mulheres, porque as mulheres já tinham
30:54sido mães, já tinham cuidado das crianças, já tinham sido avós, não queriam mais essa
31:01coisa de...
31:01E agora é minha vez, né?
31:03E agora é minha vez.
31:03A gente usou até essa frase, agora é minha vez, agora eu vou viajar, agora eu vou passar.
31:08Inclusive, a frase do Martin Henkel, né, que esteve aqui com a gente.
31:10É, então, foi ele mesmo que falou, agora é minha vez, eu lembro muito bem disso.
31:15E é bem por aí mesmo, né?
31:17Agora existe também, não sei se vocês já ouviram falar, que é a geração sanduíche.
31:23Que é essa geração que a maior prejudicada é a mulher, né?
31:27Porque ela cuida normalmente dos pais, né?
31:31Que estão velhos, tudo, às vezes dos sogros também.
31:34E muitas vezes os filhos voltam pra casa, que não deu certo o casamento, então volta.
31:40Então, ela fica praticamente sem...
31:42Não pode fazer nada que ela queira fazer, porque tudo depende dela.
31:47Então, é muito, assim, muito sacrifício pra mulher.
31:51Se ela quiser se libertar, é muito mais difícil.
31:54Por isso que aquelas que não querem ser avós, elas são avós, mas elas não querem sempre.
31:59Elas querem ter essa liberdade de sair, de passear.
32:02Na verdade, elas querem ser avós, elas não querem ser mães de novo, né?
32:06Sim, com certeza.
32:07De ter a responsabilidade.
32:08É engraçado, minha mãe fala muito isso comigo, meu pai também fala muito.
32:12Ele fala, eu quero ser avô.
32:14Eu quero brincar, eu quero, assim, ter os bons momentos.
32:18Claro, cuidar quando for preciso, mas pai, eu já fui.
32:21A responsabilidade de cuidar, de alimentar, de nutrir ali, já foi, já passou.
32:28E acho que é muito isso.
32:29E é um pensamento muito justo.
32:31Tá certíssimo.
32:31Agora, Márcia, pensando num outro, a gente falou muito dessas pessoas que têm essa dificuldade, né?
32:38Com tecnologia, dificuldade, às vezes, de pedir ajuda pra, né?
32:43Entrar nesse meio.
32:45Por outro lado, a gente tem muitas pessoas mais velhas, já da terceira idade,
32:51e que estão muito engajadas e que querem muito, por exemplo, empreender, né?
32:58Você tava falando comigo antes da gente começar a gravar, até você comentou um pouquinho sobre isso,
33:02de quantas pessoas falam sobre esse interesse no grupo, principalmente, que vocês têm, né?
33:08Então, porque o que que acontece?
33:10Como elas não conseguem entrar no trabalho, né?
33:14Então, elas vão e voltam, elas tentam entrar no mercado de trabalho, mas não conseguem,
33:20aí elas vão empreender, porque elas têm talentos e habilidades,
33:23que muitas vezes elas deixaram pra fazer outras coisas, tudo isso.
33:28E o Sebrae caracteriza esse pessoal com mais de 60 anos,
33:32que eles têm características do chá, que é competência, habilidade e atitude.
33:39Por isso que eles dão certo.
33:40Então, o que aumentou de pessoas empreendendo na terceira idade é muito grande.
33:45Lá no grupo, nós temos várias pessoas, mas o nosso público lá é mais a parte de poetisas, né?
33:51De questões literárias, tudo isso.
33:53Então, elas fazem e-book, tudo essas coisas.
33:56Mas nós temos também pessoas que gostam de maquiagem,
34:00porque existe um campo muito grande, pra que tá empreendendo agora,
34:04que é maquiagem de pele madura,
34:06que é uma maquiagem diferente.
34:08Então, nós temos muitas empreendedoras que querem fazer, que estão fazendo isso.
34:13Isso é outra coisa que a gente tem que romper urgentemente,
34:16achar que depois que a mulher fica mais velha, atinge uma certa idade,
34:21que ela perde a vaidade, ou que ela não precisa mais se arrumar,
34:25não precisa mais passar a maquiagem.
34:27E você tem, então, vários exemplos de mulheres que estão super interessadas em oferecer esse serviço.
34:33Oferecer esse serviço.
34:34Olha que legal o nicho de mercado aí aparecendo.
34:37É muito legal, porque as pessoas têm essa necessidade.
34:41Todo mundo quer ficar bonita, né?
34:42Claro.
34:43Então, é por isso que tá crescendo muito essa da maquiagem de pele madura.
34:47E aí elas vão pra essa parte de roupas também, né?
34:51Porque o que que tem?
34:53Existe muito etarismo de roupa, né?
34:55Que acha que o idoso tem que usar só estampado, né?
34:58Só cor escura.
35:00Tem muito isso.
35:01Então, elas também estão progredindo nessa parte de roupa.
35:04De ter esse olhar e fazer essas coisas também.
35:07A questão de bijuterias também.
35:09Então, tá crescendo muito esse mercado.
35:11De beleza mesmo, né?
35:14De beleza, saúde, de roupas também.
35:17Você tem alguma dica, assim, com base na experiência que vocês têm?
35:22Pra quem quer também tentar?
35:25Pra quem talvez tá querendo investir em alguma coisa?
35:29Por onde começar?
35:31Olha, o que é importante é sempre você ver o talento.
35:34Porque às vezes a gente não imagina que a gente tem talento e habilidade, né?
35:38Então, é importante ter esse olhar.
35:40Se você gosta de moda, você vai pra área de moda.
35:44E é muito rico esse setor.
35:48Tem muitas coisas.
35:50A parte de beleza também.
35:51De cuidar do cabelo branco, né?
35:54Que existe todo um cuidado pra você ter.
35:56De você cuidar da pele também.
35:59Da parte de calçados que as pessoas também veem, né?
36:02Da parte de viagem.
36:04De você ser guia turístico de viagem.
36:07Tá crescendo muito também.
36:09Porque as pessoas gostam de viajar.
36:11Gostam de viajar com os amigos também.
36:13Então, existe essa possibilidade.
36:16Existe muito nicho nessa questão.
36:19E pra todas as classes também, né?
36:21Todas as classes.
36:38O que aconteceu com a CVC, mesmo que é onde está a maioria das pessoas que têm mais de 60
36:41anos, elas querem conhecer o Brasil.
36:44Então, tem muitas pessoas trabalhando nisso, fazendo esses grupos e fazendo viagem.
36:50Porque quando você mostra, o que acontece com esse público?
36:53Ele vai viajar?
36:55Ele quer ter pago toda a viagem dele.
36:57Porque aí o que ele faz?
36:58Ele aproveita os lugares que ele vai.
37:00Então, o que aconteceu com a CVC?
37:03A CVC agora investiu em boleto.
37:05Antes ela não tinha boleto.
37:07Porque as pessoas têm medo de usar o cartão.
37:10Por causa dos golpes, de tudo que está tendo, né?
37:12Então, eles tiveram um aumento de procura desse público muito grande.
37:16E o turismo é a base deles.
37:20Todo mundo gosta de viajar.
37:22Então, uma empresa de turismo que colocou ali a forma de pagamento boleto, tentando se adaptar a essa necessidade desse
37:28público.
37:29Porque a maior dificuldade do pessoal é usar o cartão de crédito.
37:34Eles têm essa dificuldade.
37:36Porque eles não confiam, né?
37:38Vocês acham que a gente ainda é muito carente de serviços que sejam voltados para essas necessidades?
37:46Necessidades ou vontades, né?
37:47Porque eles não têm esse olhar.
37:49Foi o que o Maicon falou, né?
37:50A parte de marketing, das empresas, tudo não tem esse olhar para esse público.
37:55Tem pouca gente pensando nisso, né?
37:58A economia está aí, está na cara, né?
38:00A gente está envelhecendo e as empresas estão desligadas.
38:03Isso que é estranho.
38:04Porque, assim, foi o que você falou, está na cara.
38:07O que você acha que falta, Maicon?
38:09Bom, a gente tem que acordar, né?
38:11Eu acho que começa por aí.
38:12As empresas precisam entender que essa inversão da pirâmide, a base da economia, o poder aquisitivo
38:19vai concentrar em outras faixas.
38:21Então, a gente não é uma questão de adaptar produtos ou entrar nesse universo.
38:27Eles já estão nesse universo de consumo.
38:30Já estão, já consomem, já têm uma vida ativa.
38:33Então, não é uma adaptação.
38:37É você organizar os seus produtos e serviços para atingir esse público que já está aí.
38:43Se você não faz isso, você está fora do mercado.
38:45Eu lembro muito essa questão da internet, principalmente das mídias digitais.
38:49Quando as empresas começaram a ser bombardeadas com essa evolução,
38:54as empresas não tinham a real noção de como estar na internet.
38:58E as empresas que não entraram, especialmente nas mídias sociais,
39:02o consumidor entrou por elas.
39:04Então, as pessoas começaram a falar das empresas.
39:08E as empresas acordaram muito.
39:09As empresas acordaram tarde para isso.
39:12Já estão falando de mim na internet.
39:13Agora eu preciso correr atrás do prejuízo.
39:16Eu acho que esse movimento de envelhecimento é a mesma coisa.
39:19Quando as empresas acordarem, eles já vão ver que esse mercado está dominando todo o espaço.
39:25Especialmente, até falando sobre internet, eu acho que fica até uma dica do empreendedorismo digital também
39:31para a terceira idade, que eu acho que é um excelentíssimo mercado.
39:35A gente tem muita escassez de influenciadores digitais sêniores.
39:40É verdade.
39:41Então, acho que é uma grande oportunidade para o pessoal começar a arriscar mesmo.
39:45Se permitir ir para a rede com pouco recurso, com o celular na mão, um pouco de luz.
39:51E você consegue fazer conteúdos maravilhosos aí.
39:55Então, acho que fica também uma grande oportunidade para a turma da terceira idade empreender.
40:00Eu concordo com você que o empreendedorismo digital também é a base.
40:04Porque você passa a ser a pessoa que está falando sobre envelhecimento.
40:09Então, isso é muito importante.
40:11Tanto no Instagram, quanto você ter um blog falando disso também,
40:16é muito importante o empreendedorismo digital.
40:19Como é que foi com você, Mads, essa questão da tecnologia?
40:25Você já trabalhava com um pouquinho disso, de certa forma, ou não?
40:28Não, eu não conhecia.
40:29Quem conhecia mais era a minha irmã, que é a minha sócia no projeto Envelhecer com Estilo.
40:34E aí eu comecei, fui estudar o marketing digital.
40:40E comecei a olhar e comecei a trabalhar com esse marketing digital.
40:44E tem uma coisa muito interessante.
40:46A gente começou com a fanpage, que quando você vai para o Face, você começa com a fanpage.
40:51E a parte do Facebook, o Sebrae mostra que é onde está o público 60 a mais.
40:57Que eles têm mais, né?
40:59O resto do pessoal está mais no Instagram.
41:02E aí, quando nós começamos primeiro com a fanpage,
41:05depois era muito engraçado que as pessoas tinham vergonha de curtir a página
41:10para não mostrar que estavam falando sobre envelhecimento.
41:12Olha!
41:13Oh, meu Deus!
41:14E aí a gente começou todo um trabalho antes de começar o grupo.
41:18Quando nós fomos para o Instagram, nós também tivemos essa dificuldade,
41:21mas aí a gente começou a fazer as coisas mais voltadas para esse público,
41:2650 a mais, para poder ter.
41:28E o que aconteceu?
41:29No LinkedIn, uma pessoa me procurou e falou para mim que ela estava fazendo o TCC dela,
41:35que falava sobre envelhecimento, e que ela queria me entrevistar e que fizesse parte.
41:39E aí ela chama, ela é a Natália, né?
41:42Ela tem 35 anos e eu perguntei para ela, você trabalha com o quê?
41:45Ela falou identidade visual.
41:48Eu falei para ela, vamos trabalhar junto?
41:50Porque eu faço a parte de conteúdo e ela faz de identidade visual.
41:55Então, quando você começa a trabalhar com a intergeracionalidade,
41:59esses dois anos que ela está comigo, nós aumentamos 2 mil pessoas no Instagram.
42:05Olha que experiência rica, né?
42:07Você trazer as idades para o mesmo lugar.
42:11Como é que é isso?
42:12Como é que vocês se ajudam?
42:15E é tão assim, existe tanto respeito, tanto carinho uma pela outra,
42:19a gente respeita muito o espaço.
42:20Então, ela faz a identidade, né?
42:22Por exemplo, ela pegou um vídeo e falou para mim assim,
42:25ela deixou lá para mim,
42:26ela desfaz o conteúdo.
42:27Então, a gente troca essas coisas.
42:29Só que ela faz mais a parte do Instagram e eu faço mais a parte do Facebook, né?
42:34Mas existe muita troca, é muito boa a experiência
42:38e as pessoas têm que olhar para a intergeracionalidade,
42:41que ela é um fator positivo e nunca negativo.
42:45É uma ferramenta poderosa para combater o idadismo, né?
42:49É.
42:49Então, e você...
42:50Por que existe a gente tem muitas visualizações no nosso Instagram?
42:56Justamente porque a gente fala disso que você diz.
42:59Coloca o protagonismo do idoso, né?
43:01Nós colocamos alguns vídeos também que mostram isso.
43:05Então, as pessoas olham de uma maneira diferente.
43:08Eu concordo com o Marco que o empreendedorismo digital
43:12pode ser a grande diferença que a gente pode fazer com esse público 60 a mais.
43:18Entendeu?
43:19Um custo muito baixo, né?
43:20Um custo muito acessível e um alcance muito grande, né?
43:24Qualquer pessoa pode arriscar.
43:26Mas aí você acha que a tecnologia, nesse caso, é uma grande aliada
43:30ou ainda é um grande desafio?
43:32Na realidade, as pessoas precisam entender e querer estudar a parte digital também,
43:40a inclusão digital, né?
43:42Porque essa é a diferença.
43:44Eu acredito muito nisso.
43:46Eu falo pra você da experiência que eu tenho,
43:49que eu comprovo que realmente a gente faz a diferença pras pessoas
43:53quando você tá olhando essa parte digital.
43:56Agora, precisa também o idoso querer, né?
44:00Existe...
44:00Ele precisa sair da zona de conforto dele.
44:04No seu canal, né?
44:06Nos espaços que vocês têm na internet, nas redes sociais,
44:10vocês dão alguma instrução nesse sentido também?
44:13Alguma ajuda nesse sentido?
44:15Porque eu acho que seria legal a gente divulgar até, né?
44:17Não, a gente dá essa ajuda.
44:18Quem estiver ouvindo a gente.
44:19Não, então.
44:20Por exemplo, no grupo, nessa parte de inclusão digital que eu tenho parceria com essa empresa, né?
44:25Com a Escola Sou Sênior, né?
44:27Que a gente tem essa parceria.
44:29Todo dia a gente traz dicas, principalmente de golpes, que as pessoas sofrem, tudo isso.
44:36Então, lá a gente fala de tudo e mostra também esse protagonismo.
44:40E uma coisa muito interessante que a gente fala da inteligência artificial, né?
44:45Tá em moda, tudo isso tá aí.
44:47Agora, você vê como é importante as pessoas com mais de 50 anos,
44:52que o resultado das pessoas que estão fazendo o conteúdo junto com a inteligência artificial
44:58estão tendo um resultado maravilhoso.
45:00Por quê?
45:01Quando elas formulam as perguntas, se a inteligência devolve para elas com alguma coisa,
45:07elas voltam e discutem.
45:09O jovem não.
45:10Faz a pergunta, vai lá, copia e cola, né?
45:13Então, existe um estudo mostrando que as pessoas 60 a mais estão tendo muito melhores resultados
45:19junto com a inteligência artificial.
45:21Olha que legal isso.
45:23Uma análise bem legal.
45:25É, porque aí traz.
45:26Mas se você olhar lá no chat GPT, embaixo tá escrito.
45:30Você não é sempre que ele acerta.
45:32Você tem que discutir.
45:33Mas o pessoal, às vezes, coloca, simplesmente vai lá, copia e cola, né?
45:37E com a parte do idoso, existe um estudo, foi nos Estados Unidos até que fizeram esse estudo.
45:43São mais questionadores?
45:45Eles são, não, mostrando qualquer assunto que você fala sobre conteúdo de qualquer assunto,
45:52quando é um idoso, uma pessoa com mais de 60 anos que tá fazendo, o resultado é melhor.
45:57Conhecimento acumulado.
45:58Conhecimento acumulado.
46:00Com certeza.
46:01É o lado positivo da idade, né?
46:03É, a experiência, né?
46:05A experiência mostra.
46:06Mas, assim, eu acho, eu friso novamente pra você que as pessoas têm que sair também.
46:14Quebrar esse preconceito que ela tem com ela mesma.
46:19De achar que ela não é capaz, né?
46:21Eu uso sempre a frase, não se aposente de você, né?
46:26Nunca se aposente de você.
46:27É isso.
46:28Como que essas pessoas acham a sua página, o seu canal, o seu perfil no Instagram, pra poder ter acesso
46:36a todo esse conteúdo?
46:36Então, eu, do Instagram, é Envelhecer com o Estilo Madis, tá?
46:42Eu tenho um outro também, que é o Empreender com o Estilo Madis, que é o que as pessoas também
46:47procuram.
46:47E no Facebook também é Envelhecer com o Estilo.
46:51No Facebook, do grupo do Facebook, é Envelhecer com o Estilo.
46:54E o nosso blog, que tem muitos assuntos interessantes, tem até os podcasts de vocês.
46:59Ah, que legal!
47:02É, que são, eu acho assim, muito valiosos, né?
47:05Que as pessoas conhecerem o podcast de vocês.
47:08É o Envelhecer com o Estilo.com.
47:11Envelhecer com o Estilo.com.
47:12Lá vocês falam sobre o quê?
47:14Falo sobre tudo, tudo, tudo, tudo.
47:16E a gente coloca também a parte de empreendedorismo, né?
47:21E coloca as coisas que acontecem no mundo.
47:24A gente fala muito que agora nós estamos na época do envelhecimento saudável, né?
47:28Que vai de 2021 até 2030.
47:31Então, a gente coloca muito isso daí também.
47:33E muita coisa do Stop Dadismo, porque eu faço parte, né?
47:37Do Stop Dadismo.
47:38Legal.
47:39Madis, falamos bastante.
47:41Foi ótimo.
47:42E eu queria, para finalizar, queria pedir para você deixar alguma mensagem,
47:47algum recado para as pessoas que estão ouvindo e assistindo a gente.
47:51Falamos muito, não sei nem se dá para resumir tudo isso, né?
47:54Mas que mensagem você gostaria de deixar?
47:55Olha, o que é importante?
47:57Primeiro, eu quero agradecer muito a oportunidade de a gente falar desse tema tão importante, né?
48:01Que é o idadismo, né?
48:03Agradecer também a MediSênior, né?
48:06De eu ser embaixadora da MediSênior com muito orgulho.
48:09Eu sou porque a MediSênior pensa como eu penso na questão da idade.
48:13Que a idade é uma conquista, né?
48:15E não uma derrota, nada disso, né?
48:18Então, é muito importante isso.
48:20E com a MediSênior eu consigo mostrar o meu protagonismo também junto com o pessoal, né?
48:26Porque eu acredito na medicina preventiva, no bem-estar e no bem-envelhecer.
48:32Eu acho isso aí super importante, né?
48:34E o recado final é o que eu disse há pouco.
48:37Nunca se aposente de você.
48:40Acredite em você.
48:41Você não imagina do que você é capaz.
48:43Então, quebre as coisas, fale, vá em busca daquilo que você acredita da sua verdade.
48:51E nunca pare, porque é muito importante.
48:54Você está sempre em evidência.
48:56E mostrar que você pode, que a idade não te limita a nada.
49:01Ah, eu acho que não tinha forma melhor da gente terminar essa temporada, né, Michael?
49:05Muito bom, muito bom.
49:06Caramba, muito obrigada mais uma vez, Madis.
49:09Foi ótimo ter você aqui, sua experiência, tudo que você trouxe para a gente foi muito especial mesmo.
49:15Eu agradeço muito.
49:16Obrigada de verdade.
49:18Michael, obrigada a você também.
49:20Você esteve aqui em quase todos os episódios, então sua presença foi essencial.
49:24Foi muito legal ter você aqui também.
49:26Aquela sensação de missão cumprida, né?
49:28Missão cumprida.
49:29Espero que a gente tenha contribuído um pouco aí para melhorar essas questões do envelhecimento no Brasil.
49:34Sem dúvida, gente.
49:35E, bom, como eu disse no começo, né, a gente teve uma temporada intensa, cheia de temas super interessantes.
49:41Se você ainda não assistiu aos nossos outros episódios, acesse leia.ag barra bem envelhecermedicênior
49:48ou procure por bem envelhecermedicênior no Spotify.
49:52Também não deixe de acessar medicenior.com.br barra bem envelhecer.
49:58Nos outros episódios, eu sempre terminava dizendo assim, olha, te vejo no próximo episódio.
50:03Nesse aqui não tem, é o último dessa temporada.
50:05Mas já temos um spoiler de que outras temporadas virão.
50:09Então, espero encontrar vocês, viu?
50:11Tchau, tchau.
50:12Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
50:16Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
50:21Legendas por Quintena Coelho
Comentários

Recomendado