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Estudo da Stanford Medicine, publicado na Nature Neuroscience, traz nova visão sobre o cérebro humano. A pesquisa indica que o órgão surgiu da integração de dois sistemas nervosos distintos, e não de uma única estrutura embrionária. O especialista Thiago Taya explica que a descoberta traz coerência neuroanatômica ao alinhar a origem celular às diferentes funções básicas e complexas do cérebro.

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📽️ Isabella Almeida/CB/DA Press
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Transcrição
00:00Uma pesquisa liderada por cientistas da Stanford Medicine nos Estados Unidos
00:04propõe uma mudança importante na compreensão sobre a origem do cérebro.
00:08Segundo o estudo, o órgão não teria surgido a partir de uma única estrutura embrionária,
00:13como defendia o modelo predominante,
00:15mas teria, na verdade, se originado da integração de dois sistemas nervosos distintos,
00:20com origens separadas há centenas de milhões de anos.
00:23A descoberta, publicada hoje na revista Nature Neuroscience,
00:27contraria a ideia de que uma única população de células progenitoras
00:31dá origem a todas as regiões do cérebro.
00:34Durante o trabalho, os pesquisadores identificaram ainda,
00:37nos primeiros estágios de desenvolvimento embrionário,
00:40duas populações cerebrais que seguem caminhos independentes,
00:43uma destinada a formar o prosencefalo e o mesencefalo,
00:47e outra responsável pelo desenvolvimento do rombencefalo,
00:50região associada ao tronco cerebral.
00:52Tiago Taia, neurologista e neuroimunologista do Hospital Brasília Águas Claras,
00:58da Rede Américas,
00:59destaca que o estudo traz uma coerência embrionária neuroanatômica,
01:04neurofuncional,
01:05isso porque, segundo especialista,
01:07o cérebro tem duas facetas funcionais muito distintas,
01:11uma que serve como central de controle biológico das funções básicas do corpo,
01:16e outra que gerencia funções extremamente complexas,
01:19de forma que nenhum outro ser vivo é capaz de fazer.
01:22Para Taia, entender que essas duas partes cerebrais se originam de células progenitoras diferentes
01:27se encaixa bem com o que já se sabe em relação à diferença de função entre as duas partes encefálicas.
01:33Isabela Almeida, para o Correio Brasiliense.
01:35O Correio Brasiliense.
01:37O Correio Brasiliense.
01:40O Correio Brasiliense.
01:40O Correio Brasiliense.
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