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O Bandeirante era um utilitário com vocação natural para o trabalho: levava quase meio minuto para chegar aos 100 km/h e não ia muito além disso, limitado pela relação final curta. Porém sua durabilidade e a capacidade de trafegar em qualquer terreno podiam compensar a falta de desempenho. Confira!

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Clássicos: Toyota Bandeirante Picape foi valente desbravadora dos sertões
https://quatrorodas.abril.com.br/carros-classicos/classicos-toyota-bandeirante-picape-foi-valente-desbravadora-dos-sertoes

Toyota Bandeirante, o jipe japonês com motor alemão https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/grandes-brasileiros-toyota-bandeirante/

Este Toyota Bandeirante restomod é o jipe “raiz” dos seus sonhos https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/este-toyota-bandeirante-restomod-e-o-jipe-raiz-dos-seus-sonhos/

Toyota Bandeirante OJ55LP-B 1981
Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 3.784 cm³, comando de válvulas simples no bloco, alimentação por bomba injetora
Potência: 85 cv a 2.800 rpm
Torque: 24 kgfm a 1.800 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração traseira (4×2) e nas quatro rodas
Carroceria: fechada, 2 portas, 3 lugares
Dimensões: comprimento, 490 cm; largura, 166,5 cm; altura, 195 cm; entre-eixos, 295 cm; peso, 1.830 kg
Pneus: 6,70 x 16

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Transcrição
00:00No mês passado, a Toyota anunciou o fechamento da unidade de São Bernardo do Campo,
00:04sua primeira planta industrial fora do Japão.
00:07A histórica fábrica foi responsável pela produção da versão nacional
00:11de um dos fora-de-estrada mais renomados do mundo,
00:14o Toyota Bandeirante.
00:25Mas antes de contar essa história, vou fazer dois pedidos para você.
00:28Primeiro, se inscreva no canal.
00:30Segundo, ative o sininho com as notificações para receber informações sobre os nossos novos vídeos.
00:36Para ter acesso ao conteúdo exclusivo da Quatro Rodas, incluindo a revista impressa,
00:40é só você apontar o seu celular para o QR Code e fazer a sua assinatura.
00:45A história do Bandeirante começa em 1950, por ocasião da Guerra da Coreia.
00:49O conflito forçou o governo norte-americano a procurar um fabricante asiático
00:53capaz de produzir em tempo recorde um veículo de especificação militar semelhante ao Jeep,
00:59mas sem as mesmas limitações de porte e peso.
01:02Foi neste momento que a Toyota apresentou o utilitário BJ.
01:05Desenvolvido a partir de caminhões, o BJ era consideravelmente maior que o Jeep,
01:10pesava cerca de uma tonelada e meia,
01:12e era impulsionado por motores de seis cilindros licenciados da General Motors.
01:15O torque de caminhão era transmitido às quatro rodas por uma caixa de transferência simples, sem reduzida.
01:21A falta da reduzida era compensada por uma primeira marcha extremamente curta.
01:25Em condições normais de uso, o BJ saía da imobilidade em segunda marcha,
01:29mas a sincronização só era oferecida na terceira e na quarta marcha.
01:37Após o armistício de 1953, a Toyota percebeu o potencial do BJ e decidiu manter a sua produção para o
01:44mercado civil.
01:45Em junho de 1954, o mundo finalmente conheceu o Land Cruiser, ainda com o estilo original do BJ militar.
01:52A segunda geração do Land Cruiser já chegou no ano seguinte,
01:55com um desenho suavizado que conquistou o mundo a partir da década de 50.
01:59Fundada em 1945 por Yukimasa Ihara e Shiromu Ibarra,
02:04a sociedade comercial Arpa Grau Limitada começou a montagem do Land Cruiser no Brasil em 1955,
02:10já sob o comando dos japoneses Ishiro e Masao Nishitani.
02:14Em 1958, a Toyota se instala oficialmente no Brasil e assume a montagem do Land Cruiser FJ-25
02:21num galpão no bairro paulistano do Ipiranga.
02:28A produção nacional teve início em 1962, com a inauguração da fábrica em São Bernardo do Campo.
02:34As carrocerias eram produzidas pela Brasinca e um motor OM 324 de 4 cilindros, 3,4 litros e 78 cavalos,
02:43fornecido pela Mercedes-Benz, substituía o antigo motor 2F de 6 cilindros à gasolina.
02:48Até mesmo o seu nome de batismo foi naturalizado.
02:52De Land Cruiser, ele passou a se chamar Bandeirante.
02:56Novas variações surgiram.
02:58O jipe com a capota de aço fechado,
03:00uma perua com entre-eixos mais longo
03:02e a picape, que sempre respondeu por um percentual considerável da produção do Bandeirante.
03:11Em 1966, a picape teve a distância entre os eixos aumentada
03:15e sua capacidade de carga subiu para uma tonelada.
03:18Dois anos depois, portas e janelas foram redimensionadas,
03:21mas a demanda pelo utilitário ainda era contida.
03:24Os grandes motores de 6 e 8 cilindros da concorrência
03:27ainda faziam muito sucesso naqueles tempos de gasolina farta e barata.
03:31Primeiro utilitário leve movido a diesel do Brasil,
03:33o Bandeirante ainda era muito criticado devido ao elevado nível de ruído e vibrações.
03:39A fama de poder rodar 1 milhão de quilômetros sem abrir o motor
03:42e sua grande capacidade fora de estrada pareciam ficar em segundo plano.
03:46A Toyota estava prestes a encerrar as suas atividades no Brasil
03:50quando um incêndio de grandes proporções tomou conta
03:52do setor de pintura da vizinha Volkswagen em 1970.
03:57A pintura de fuscas e derivados garantiu uma bem-vinda receita à unidade brasileira,
04:01que ganhou uma sobrevida até a primeira crise energética de 1973.
04:09Foi neste ano que o Bandeirante recebeu o motor Mercedes OM314,
04:14com 3,8 litros e 85 cavalos.
04:17Esse motor era consideravelmente mais eficiente que os motores da gasolina do mesmo período
04:21e foi um dos responsáveis para que a Toyota quase quintuplicasse a sua produção
04:26até a virada da década de 80.
04:28A fila de espera por um Bandeirante zero quilômetro costumava durar meses.
04:33O Bandeirante recebeu um importante avanço em 1981,
04:36uma caixa de transferência com duas velocidades, normal e reduzida.
04:40O câmbio de quatro marchas agora era totalmente sincronizado
04:43e o sistema de freios passou a ser assistido a vácuo.
04:46Dois anos depois, foi apresentada a picape de chassi longo,
04:49disponível com cabine simples ou dupla.
04:51O encerramento da produção do Jeep CJ5 e da picape Ford F75 em 1983
04:58deixou o Bandeirante praticamente sozinho no mercado.
05:01Mas a chegada do moderno e confortável Engesa 4 em 1985
05:06forçou a Toyota a melhorar o acabamento interno do Bandeirante,
05:09além de oferecer itens opcionais até então inéditos,
05:13como rádio, direção hidráulica e até ar-condicionado.
05:16A alteração de estilo mais significativa do Bandeirante ocorreu em 1989,
05:21quando a dianteira recebeu faróis retangulares.
05:23Foi nessa mesma época que o motor passou a ser o Mercedes OM364,
05:28de 4 litros e 90 cavalos.
05:30A partir de 1992, o Bandeirante passou a compartilhar mercado
05:34com a sua sucessora espiritual, a picape Hilux, importada do Japão.
05:41A abertura do mercado aos importados forçou a evolução do Bandeirante
05:45ao longo da década de 90.
05:47Freios dianteiros a disco e câmbio de cinco marchas
05:50foram as maiores novidades de 1993.
05:53No ano seguinte, o motor Mercedes foi substituído pelo motor Toyota 14B,
05:58de 3,7 litros e 96 cavalos.
06:01Em 1999, a picape cabine dupla finalmente passou a contar com quatro portas.
06:06O Bandeirante virou milênio, mas não foi muito além.
06:10Incapazes de atender às futuras normas de emissões de poluentes,
06:14as últimas unidades deixaram a fábrica de São Bernardo do Campo em novembro de 2001,
06:18totalizando 103.750 unidades produzidas em quase 40 anos.
06:23A maior parte dos Bandeirantes continuam em atividade,
06:26como veículos de trabalho, lazer ou mesmo integrando coleções, no mundo todo.
06:32Fora do Brasil, o Land Cruiser manteve a sua evolução,
06:35e hoje é o modelo mais longevo da Toyota.
06:38A sua extrema durabilidade e a sua capacidade fora de estrada
06:41o transformaram em um dos modelos mais importantes da indústria automotiva.
06:45Sua fama de ser quase indestrutível e sua capacidade no fora de estrada
06:48o transformaram em um dos modelos mais importantes da indústria automotiva mundial.
06:52E foi determinante até para o sucesso dos automóveis de passeio da Toyota.
06:56Realmente, quem vê o Bandeirante ao vivo se impressiona.
06:58O porte dele é de caminhão,
07:00com chassi de longarinas fechadas e molas semi-elípticas superdimensionadas.
07:05Eu, que tenho 2 metros de altura, me sinto em casa.
07:08Porém, os baixinhos são obrigados a subir nos estribos para acessar a cabine.
07:16O câmbio segue o mesmo padrão do Toyota VJ dos anos 50.
07:21A primeira marcha só é utilizada em condições adversas.
07:26No dia a dia, o Bandeirante sai da imobilidade em segunda marcha,
07:30com engatos suaves favorecidos pela embreagem hidráulica
07:33e pela sincronização de terceira e quarta marchas.
07:40A relação final é curta e ela não vai muito além dos 100 km por hora.
07:45O melhor que você pode fazer é curtir o passeio,
07:48até por uma questão de segurança.
07:50Os freios a tambor nas quatro rodas não contam com assistência.
07:54E os pesados eixos rígidos exigem atenção constante,
07:58principalmente nos desníveis da pista.
08:03Lembra das parrudas molas semi-elípticas?
08:13Pois é, elas garantem que você vai chegar ao final do seu destino
08:18com várias dores espalhadas pelo corpo.
08:23Esse foi o sexto vídeo da Sessão Clássicos.
08:27Se você gostou, comente e compartilhe com seus amigos.
08:31Quatro rodas, aqui se faz jornalismo.
08:34Um abraço e até a próxima!
08:37E aí
08:44Obrigado.
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