- há 2 dias
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00:00O sol nascente é tão belo
00:06Vida de secretário da Emília não é fácil, ela exige muito.
00:11Eu estava escrevendo a história do periscópio do Invisível, um aparelho que, modéstia à parte, eu mesmo inventei,
00:15quando a Emília me interrompeu querendo contar o encontro dela com o astro de TV Tony Power.
00:20Essa parte toda é a invenção da boneca. Nunca aconteceu isso.
00:24Enquanto nós dois estávamos ocupados com a memória da Marquesa, Dona Benta recebia como hóspede um escritor chamado Mário Machado.
00:31Bom, todos achavam que ele era escritor, mas parece que tudo não passa de um grande golpe. Será?
00:38Memórias de Emília, quarto episódio.
00:44Trabalho feito, sem deixar nenhuma pista. Dona Benta nunca vai descobrir que foi roubada.
00:50Mário, você é um gênio.
01:08O que aconteceu? O que aconteceu?
01:10O que aconteceu? O que aconteceu?
01:12O que aconteceu? Que o sol já nasceu, o galo já cantou e você tem que escrever minhas memórias já...
01:19Eu não. Nós, né?
01:22Você. Enquanto você escreve em minhas memórias, eu vou folhear o álbum do Pedrinho e do Tony Power.
01:31Agora eu também sou fã do Tony. Anda, vamos começar a escrever.
01:35Está bem, vida.
01:37Nós paramos naquela parte em que Pedrinho e Narizinho trocaram meu sabubo por um novo.
01:41Apesar de ter melhorado a minha aparência, eu continuava despalecido.
01:50Despalecido não.
01:52Você continuava sem inteligência, sem ciência nenhuma.
01:58Escreve aí.
01:59Vazinho de inteligência.
02:02Foi aí que eu tive a grande ideia.
02:10Vamos espremer o sabubo verde.
02:13Tirar fogo do caldo da ciência e da inteligência e jogar nesse aí.
02:18Boa ideia, Emília.
02:20Mas como é que a Emília vai fazer para espremer o sabubo de mim?
02:25Vamos espremer com o espremedor de batatas da Tia Anastácia.
02:29Se serve para espremer batata e fazer purê, com um pouquinho mais de força vai espremer esse sabor.
02:34Foda, Pedrinho. Essa foi batata.
02:37Milho verde virou munguzá, do sabor virei visconde.
02:42Quem já leu minha história, aprendeu quem não leu, vai perder o ponte.
02:47Eu acho que agora já tem o extrato da inteligência e da vida do visconde.
02:52Quem não leu minha história, aprendeu quem não leu, vai perder o ponte.
02:57Bom dia, Nastácia.
02:59Bom dia, Dona Bento.
03:02Onde estão as crianças?
03:04Ah, Pedrinho e Narizinho já foram nadar lá no Ribeirão.
03:07Ah, que bom. Está mesmo um dia muito bonito.
03:12E o Visconde? A Emília?
03:14Ah, esses dois estão enfurnados lá na biblioteca.
03:18Não quiseram nem comer.
03:20Eu não entendo isso, Dona Bento.
03:21Como é que pode uma boneca de pano resolver escrever memórias?
03:25É.
03:26Parece que a Emília está mesmo levando a sério essa história.
03:30Ué, não deixa de ser um ótimo exercício de imaginação.
03:35E o Mário? Ainda não levantou?
03:38Levantou?
03:39Seu Mário saiu foi cedo.
03:41Disse que ia até a cidade resolver umas coisas que não ia demorar.
03:45É o que ele disse.
03:47Dona Bento, eu preciso confessar uma coisa muito séria para a senhora.
03:51O que é?
03:53Confesso que fui à cidade.
03:55E não encontrei nada mais bonito para presenteá-la do que este buquê de flores.
04:01E quis esperar o aniversário.
04:04Ah, mas como foi gentil?
04:09Não precisava.
04:11Só para demonstrar a minha gratidão.
04:13A senhora merece.
04:14Ah, não.
04:17Imagina.
04:22Matilde tem a pele rosa como a mais bela flor.
04:25É uma porca mimosa, um chouriço de amor.
04:29Hum, mas que poesia cheirosa.
04:32Hum, hum, hum.
04:33Esse papel embrulhou um pão bem quentinho.
04:36Fiquei até com água na boca.
04:39Será que se eu comer uma poesia, eu vira um poeta de verdade?
04:43Será, hein?
04:44Hum, acho que eu não vou conseguir resistir.
04:49Ronqu, ronqu, ronqu, ronqu, ronqu, ronqu, ronqu, ronqu, ronqu.
04:55Hum, hum, que maravilha.
04:58Hum, que bom, hein?
05:00Que delícia.
05:02Ah, Matilde, que bom que você apareceu.
05:05Fiz outra poesia para você.
05:07Como é que é mesmo?
05:08Ah, sim.
05:09Matilde é uma porca que não é muito cheirosa.
05:12Quer dizer, não, não.
05:14É cheirosa, sim.
05:15Tinha um negócio de flor.
05:17Ah, é, é, assim.
05:18Matilde é uma porca e também é muito prosa.
05:21Ela quer o meu amor e eu quero a couve-flor.
05:27Peraí, Matilde, eu errei.
05:29Matilde, volta aqui.
05:30Eu não presto.
05:32Eu não presto, mas eu te amo, Matilde.
05:35Será que vai dar certo?
05:37Tem que dar.
05:45Deu certo.
05:47Yes!
05:50Quero saber, você que tá com aquela inteligência toda.
05:54Meus caros colegas, não tenho palavras para expressar a minha gratidão a vocês.
05:58Pedrinho, com sua astúcia e força, Narizinho, com seu carinho e Emília, com sua excentricidade,
06:04fizeram de mim um novo homem.
06:06Digo, um novo sabu.
06:08Mais sábio e vivo do que nunca.
06:10Esse é o velho Bisconde.
06:13Chega de baboseira.
06:15De uma vez por todas, Bisconde.
06:17Essas memórias são minhas.
06:19E sai pra lá, que agora quem vai escrever sou eu.
06:22Quero contar o meu encontro com o Tony Fowler.
06:26Emília está aprendendo a falar.
06:27Ela se atrapalha e não consegue pronunciar.
06:30E além do mais, ela inventa muito histórico.
06:32Agarela a bonequinha, faz de conta e tem memória.
06:35E eu, Emília Marquesa de Haricó, fui encontrar com o Tony Fowler nos estúdios do seu programa.
06:41Isso mesmo.
06:43Emília Marquesa de Haricó.
06:45Ela foi te dar com o Tony Fowler nos estúdios do seu programa.
06:50Como assim, Emília?
06:52Não me amole com o como, Bisconde.
06:54Comigo não tem como.
06:56Fui e pronto.
06:57Bebeu o Bisconde como o meu segurança.
07:00Hã?
07:00Segurança?
07:01Poxa, mas eu podia ser pelo menos um assessor, um secretário.
07:05Chegamos nos estúdios, até o Mundo.
07:08Eu e o meu segurança Bisconde.
07:39É a boneca Emília.
07:42Ela gosta de falar, ela gosta de contar histórias e também gosta de mandar.
07:47O Bisconde só queria saber de si e efeitos especiais.
07:52Acho que ele estava querendo, mas eu não me fundi.
07:55Eu e o Cão Fowler nos estúdios.
07:57Enquanto todo mundo, qualquer ser humano, mesmo sendo uma bonequinha...
08:00Tony Fowler!
08:02Emília!
08:03Bisconde!
08:05Você conhece a gente?
08:07Claro!
08:07Quem não conhece a Marquesa de Rabicó e o grande sábio Visconde de Sabugosa?
08:12Bondade sua!
08:13Fiquem sabendo que aqui na TV Mundo, todo mundo conhece vocês.
08:17Acompanhamos o caso da Pílula Falante, da sua viagem ao País das Fábulas, do seu casamento com o Marquês.
08:24Então estamos encantados.
08:25Lá no sítio, eu, Pedrinho Narizinho, adoramos o seu programa.
08:30Acompanhamos todas as suas aventuras.
08:33Eu também admiro muito o seu trabalho de atortone.
08:36A arte de representar é uma das mais nobres.
08:40Legal, legal.
08:40Mas o que vocês vieram fazer aqui?
08:44Que pergunta!
08:45Um programa de TV, é claro.
08:53Anastácia, não tenho palavras.
08:57A comida da senhora é simplesmente divina.
09:00O que é isso?
09:02Uma comidinha simples, caseira.
09:05O senhor, o escritor, já deve ter comido coisas muito melhores aí nesses restaurantes chiques.
09:14Anastácia é tão modesta.
09:17Realmente, eu estive em muitos restaurantes franceses, mas o que eu gosto mesmo é de um bom arroz com feijão.
09:23Bem, o senhor quer que sirva de mais alguma coisa?
09:26Um pouquinho de arroz?
09:27Não foi tão bem tratado.
09:28Que isso, seu Mário?
09:30Vem pela minha vida.
09:31Quer mais?
09:31Mais, pode por favor.
09:32É, me veja, Sérgio.
09:34E quantos livros o senhor já escreveu, seu Mário?
09:39Bom, na verdade, nenhum.
09:41Eu estava dizendo aqui para a avó de vocês que eu estou no sítio para escrever a minha primeira obra,
09:45o meu primeiro romance.
09:47Ai, que desculpa.
09:51Na verdade, ainda não sei.
09:53Estou desenvolvendo umas ideias aí.
09:56Acho que talvez um romance policial.
09:59Narizinho, os escritores não gostam de falar sobre os livros que estão escrevendo.
10:05As ideias podem fugir.
10:09É difícil encontrar uma editora para publicar um livro.
10:14Editora?
10:15Uhum.
10:16Não.
10:17É.
10:17Quer dizer, no Brasil...
10:20É verdade, é verdade.
10:22Os escritores iniciantes no Brasil têm uma dificuldade muito grande para publicar seus primeiros livros, para serem reconhecidos.
10:32Hoje em dia já melhorou um pouco.
10:34É.
10:35Mas autores como Manuel Bandeira, Drummond, nossos maiores poetas, tiveram que pagar do próprio bolso para imprimir seus primeiros livros.
10:46Ué, mas já que melhorou, por que a senhora ainda não conseguiu publicar nenhum livro?
10:56As editoras preferem publicar os autores famosos, Jorge Amado, essa coisa.
11:02Mas Jorge Amado já morreu.
11:05É.
11:06Informado, esse menino, né?
11:07Sempre já.
11:08Tendo informado, é, morreu.
11:10Morreu.
11:11Mas Jorge Amado morreu.
11:13Mas para mim ele continua vivo.
11:15Um escritor não morre nunca.
11:17Um escritor é a alma do seu povo.
11:20Por quê?
11:23Curiosos, netinhos da senhora, hein?
11:26Muito.
11:27Puxaram a avó.
11:44Depois de muita conversa, Tony Power decidiu ensaiarmos uma história antes de nos apresentar para um diretor da TV Mundi.
11:55Eu logo sugeri Chapeuzinho Vermilho.
11:59Eu era Chapeuzinho, Tony, o Lobo Mal e o Visconde, a vovó.
12:03Eu?
12:04A vovózinha?
12:05Ah, mas isso não tem cabimento, Emília.
12:06Ela me recusa a fazer papel de avó da Chapeuzinho, né?
12:09Por quê, Visconde?
12:10O que você tem contra ela?
12:12Nada, Emília.
12:13Só que eu não tenho físico de rolo para o papel.
12:15Quer dizer, o tipo físico para eu fazer esse personagem.
12:18Então você está arruinado na sua carreira de ator.
12:22Você só tem físico de rolo.
12:25Isto é, você só pode enganar o público fazendo um sabugo de milho embolorado.
12:30Então está ótimo.
12:31Eu sou o sabugo de milho que a Chapeuzinho levou para a avó.
12:35Oi, Visconde.
12:36Quantas meras.
12:40A Chapeuzinho levou doces para a avó, não um sabugo de milho.
12:45Emília, existem várias adaptações dessa história.
12:47Numa delas, a Chapeuzinho levou um sabugo para a avó fazer um boneco.
12:51Pronto.
12:52Tá bom, Visconde.
12:53Tá bom.
12:54Você vai ser o caçador.
12:55Pronto.
12:56Não estou acreditando.
12:58Eu ganhei uma discussão da Emília.
12:59Ah, não.
13:00Eu devo estar sonhando.
13:01Alguém me belisca, por favor.
13:04Acorda, Visconde.
13:08A Chapeuzinho Vermelho estava andando pela Estrada Fora.
13:13Então...
13:13Atenção.
13:15Atenção.
13:16Ai.
13:17Estrada Fora, vou bem sozinha.
13:20Vou caro esses doces para a vó sozinha.
13:23Ela mora longe, o caminho é deserto.
13:26E o lobo mal passei aqui por perto.
13:31Ah, mas que menina apetitosa.
13:34Para onde será que ela vai?
13:40O que é você?
13:41Eu sou o lobo bom.
13:43Ah, que susto.
13:45Dizia que fosse o lobo mal.
13:47E para onde você está indo com tanta pressa, Chapeuzinho?
13:50Vou levar esses doces para a minha vó sozinha que está doente.
13:54Ah, por que você não leva mais flores para ela?
13:57Se você for por aquele caminho, vai encontrar margaridas lindas.
14:02Qual a ideia, seu lobo?
14:05Vou colher flores para ela.
14:07Tchauzinho, seu lobo bom.
14:10Quando ela colhe as flores, eu vou, chego antes e como a velhinha de aperitivo.
14:16E depois, almoço a Chapeuzinho.
14:19Eu sou o lobo mal, lobo mal, lobo mal.
14:22Eu pego as criancinhas para fazer legal.
14:26Calma, crianças, calma.
14:29Não comam tão rápido.
14:31O Ribeirão não vai fugir.
14:33E vocês não vão comer uma frutinha ou um docinho?
14:37Não, obrigada, senhora, Chapeuzinho.
14:38É que a gente vai pescar.
14:40E o Ribeirão tem hora para pescar?
14:43É que depois a gente vai nadar.
14:45E eu vou pegar vários pescados.
14:49E ninguém vai ajudar a tirar a mesa, não?
14:55Pode deixar, crianças.
14:56Pode deixar.
14:57Eu tiro a mesa.
14:58Opa!
14:59Valeu, hein.
15:00Fui.
15:01Valeu, seu Magno.
15:03É, fui.
15:04Valeu.
15:06Pode deixar, senhor.
15:07Pode deixar que eu tiro a mesa.
15:10Obrigada, Anastácia.
15:11Vai comer uma fruta, não vai chocar?
15:14Dona Bento.
15:14Eu vou dedicar o meu livro para a senhora.
15:21Que homenagem bonita, Mário.
15:25Muito obrigada.
15:32A senhora peça.
15:33Obrigada.
15:46Pedrinho, isso aqui é seu?
15:49Não.
15:50Será que é da Narizinho?
15:52Acho que não, hein.
15:53Eu estou encafifado com uma coisa, viu, Pedrinho?
15:56Eu nem sei se eu devo te contar.
15:58Ah, fala, tio Barnabé, fala.
16:00É que...
16:01Ora, Pedrinho.
16:03É que um outro dia,
16:05eu vi aquele escritor,
16:07o seu Mário,
16:09mexendo nas coisas lá da sala.
16:11Mexendo nas coisas da sala?
16:13É, ele disse que estava lá ajeitando os quadros.
16:16Mas não sei não, viu, Pedrinho.
16:19Será que eu devo contar para a dona Benta?
16:21Não.
16:22Isso é coisa para o detetive.
16:24Pedro encerra a bode de Oliveira.
16:31Deixa comigo, de Barnabé.
16:33Eu vou investigar tudo.
16:36E vou começar colhendo informações sobre o suspeito.
16:41Olha lá, hein, Pedrinho.
16:47Oi, seu Nostasio.
16:48Oi.
16:50Você não ia apertar no Ribeirão?
16:52É, eu estou esperando a Narizinho.
16:54Sei.
16:57Seu Nostasio, esse escritor, o seu Mário...
17:01Sei, o homem é muito bom.
17:02Fino, educado e corajoso, hein?
17:06Muito corajoso.
17:07Corajoso por quê?
17:08Ué, você não soube, não?
17:11Apareceu uma cobra aqui na cozinha?
17:13Foi ele que pegou, meu filho.
17:15Pegou a cobra, jogou lá fora.
17:18Uma cobra?
17:19É, uma cobra.
17:22Deste tamanho.
17:24Pegou a cobra, não matou, porque não é venenosa.
17:28Além de corajoso, é um moço bom.
17:31Muito bom.
17:34O que é que é estranho?
17:36Por que é que é estranho?
17:38Nada no Nostra, Nostasio.
17:41Valeu, hein?
17:42Olha só, esse pequeno tem cada uma.
17:56Comida no papinho, pé no caminho.
17:59Agora eu vou à cidade vender as joias.
18:03E depois eu volto e dou adeus à dona Benta e seus queridos netinhos.
18:16Cansei, Visconde.
18:18Assuma o posto.
18:20Minhas memórias andam muito bem.
18:23Vou mostrar ao mundo que se escreveu memórias.
18:27Que sou emilíssima.
18:30Sabe escrever memórias, Emília.
18:32Mas a maior parte das suas memórias, quem escreveu, fui eu.
18:35Ora, isso de escrever com a mão e a cabeça dos outros é escrever memórias, é?
18:39Isso mesmo.
18:40Fazer coisas com a mão dos outros.
18:42Ganhar dinheiro com o trabalho dos outros.
18:46Pegar nome e fama com a cabeça dos outros.
18:49Isso é o que é saber fazer coisas.
18:52Não me diga, Emília.
18:53E digo mais.
18:54Eu estou no mundo dos homens há pouco tempo, mas já aprendi a viver.
19:00Aprendi o grande segredo da vida.
19:03É esperteza.
19:04Ser esperto é tudo, Visconde.
19:06Tchau, Visconde.
19:07Faça tudo direitinho.
19:10Esperteza, não é?
19:11Hoje você vai ver quem é esperto aqui, dona Emília.
19:16A Emília é uma tirana sem coração.
19:19Não tem dó de nada.
19:22Quando Tia Anastácia vai matar um frango, todos correm e tapam os ouvidos.
19:28A Emília não.
19:29A Emília vai assistir e dar opiniões.
19:33Tia Anastácia, a senhora não matou o frango direito.
19:36Ele não ficou bem matado, não.
19:37Só quero ver na hora do almoço.
19:39O frango vai pular do prato, cacarejando, se esconde todo mundo.
19:43Vai ser uma confusão.
19:45A senhora vai ter que matar o frango novamente.
19:48Se não sou eu que vai ensinar a matar frango, eu se sinto que tá perdido.
19:53Pedrinho!
19:54Pedrinho, vamos embora!
19:57Pedrinho!
19:59Vamos liberar o Pedrinho!
20:04O caderno do Mário!
20:07É aqui que ela escreve todas as ideias dele.
20:12Será que ele vai se apostar se eu der uma espiadinha?
20:15Acho que não.
20:20Ué!
20:21Mas não tem nada escrito.
20:24Nézinha!
20:26A gente tem que...
20:27Pedrinho!
20:28Olha que estranho!
20:29No caderno de anotações do Mário não tem nada escrito.
20:33Olha!
20:38Nézinha!
20:40A vovó tá sendo enganada.
20:43A gente tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com
20:46o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver
20:47com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que
20:47ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem
20:47que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não
20:48tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário
20:48não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o
20:48Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com
20:48o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver com o Mário não tem que ver
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