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O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, analisou a decisão do FED e os cenários para os juros no Brasil. Com Vinicius Torres Freire, ele falou sobre inflação americana, guerra no Oriente Médio, câmbio e expectativas para a Selic.

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00:00Para analisar a decisão do FED e as perspectivas para os juros aqui no Brasil,
00:04a gente entrevista agora o Caio Megali, economista-chefe da XP Investimentos,
00:09e o nosso analista Vinícius Torres Freire participa dessa entrevista.
00:12Por gentileza, Vinícius, pode se aproxergar aqui.
00:15Caio, boa tarde para você. Muito obrigado aqui pela sua disponibilidade em conversar com a gente
00:20num dia tão importante, uma super quarta, é sempre um dia decisivo.
00:24E hoje eu diria que ainda mais porque a situação dos juros aqui no Brasil está indefinida.
00:29As apostas estão divididas, a gente vai falar sobre o Copom daqui a pouco.
00:33Vamos começar falando aqui, Caio, sobre a decisão do Banco Central dos Estados Unidos.
00:38A gente viu aí o comunicado do FED começando dizendo que a atividade econômica está sólida,
00:45o mercado de trabalho está sólido, o desemprego está baixo, mas a inflação está um pouco alta.
00:50E lembrando que esses dados estão um pouco contaminados pela recente variação abrupta
00:55num mercado de comércio exterior dos Estados Unidos, com muita gente se antecipando a compras,
01:01por causa do tarifácio de Donald Trump que viria, isso acabou maquiando os dados ali para o PIB,
01:05inclusive do primeiro trimestre.
01:07Mas o Banco Central faz uma avaliação positiva da economia americana,
01:10embora o dado do PIB no primeiro trimestre tenha sido negativo,
01:13exatamente por essa, vamos dizer, maquiagem involuntária dos dados aí.
01:16Ou seja, resumindo tudo isso, a atividade econômica dos Estados Unidos dá sinais de estar sólida ainda,
01:23portanto existe uma pressão inflacionária decorrente do nível de atividade lá.
01:29Olha, boa tarde, boa tarde, Tursi, Vinícius, a todos que estão nos vendo.
01:35De fato, o presidente do FED, o Jerome Powell, reforçou isso na sua entrevista coletiva.
01:41Ele disse que, apesar dos dados ainda estarem meio contaminados, como você falou,
01:48por essa turbulência das tarifas, vai tarifa, volta, a gente não sabe quando é que coloca,
01:54as empresas antecipam seus movimentos, antecipam pressões de custo,
02:00depois a pressão de custo não acontece, então, apesar de toda essa confusão,
02:04ele consegue decantar um pouco o efeito final e mostrar que, olha,
02:09a atividade econômica está firme, os dados do mercado de trabalho estão bem,
02:13essa incerteza de hoje é menor do que era no FED passado, na reunião do FED passado,
02:20e essa dissipação da incerteza acaba mostrando uma economia que ainda está firme.
02:28A inflação vem caindo devagar, mas a atividade está firme.
02:31A sensação que dá é que o Banco Central não tem pressa em um ambiente como esse.
02:36Se a atividade estivesse ainda dando sinais contraditórios ou mais fracos,
02:43ele ia ficar mais preocupado, será que eu tenho que cortar os juros antes?
02:47Eu precisava avaliar isso com mais calma.
02:48Como a atividade está bem, está firme, a sensação é que eles estão comprando tempo
02:53para que essa nuvem se dissipe mais ainda para frente,
02:58e aí sim tomar uma decisão mais certeira,
03:00provavelmente no segundo semestre ou no início do ano que vem.
03:04Caio, se teve algum indício dessa reunião muito ligeira do que pode ser a atitude do FED
03:10lá para depois do final do verão, lá para o setembro,
03:14foi que tem dos 19 do comando do FED,
03:19agora tem 7 por nenhum corte e 2 para um corte só.
03:23A projeção da inflação foi para 3,1%,
03:25mas a projeção do desemprego subiu pouco para 4,5%.
03:28Isso indica um pouco mais de má vontade de cortar juros para a gente,
03:32se a gente fosse captar pelo menos algum indício leve do que foi essa reunião?
03:37Eu acho que reforça essa ideia de não ter pressa,
03:41porque até a reunião passada ainda tinha muita incerteza,
03:45e eu acho que aqueles que votavam por cortar,
03:47por cortar, achavam que quando a poeira da tarifa baixasse,
03:50ia sobrar muito menos atividade.
03:52A atividade já está muito mais fraca do que parecia.
03:57E, na verdade, foi para o outro lado,
03:59a atividade acabou se mostrando um pouco mais forte.
04:02Então, eu acho que esses caras que achavam que tinha que cortar e não acham mais,
04:07na verdade, estão pensando o seguinte,
04:09olha, temos mais tempo para observar a economia
04:13e lá na frente, eventualmente, cortar.
04:16Eu acho que é mais uma questão de ganhar tempo
04:19do que má vontade, como você colocou.
04:24Se a gente estivesse na outra ponta,
04:26quer dizer, atividade muito fraca,
04:28e a inflação ou baixa, ou com risco de ficar abaixo da meta,
04:33aí acho que seria, sem dúvida,
04:36um momento para cortar juros.
04:40Mas a inflação ainda está acima da meta,
04:42e a atividade está forte,
04:44mas eu, assim, estamos na direção certa,
04:47deixa o barco rodar lá na frente,
04:49a gente vê se...
04:51O viés ainda é de corte, mas é mais adiante.
04:54Mais à frente, a gente vê quanto e quanto a gente pode cortar.
04:58Caio, tem um ponto do comunicado que me chamou a atenção,
05:00você até se referiu a isso na resposta anterior,
05:03que é quando o FED fala sobre incerteza,
05:05sobre a incerteza sobre as perspectivas econômicas terem diminuído.
05:09Essa reunião começou e terminou já com o conflito se desenrolando
05:14no Oriente Médio, mais um, entre Israel e Irã.
05:18No entanto, mesmo assim,
05:20mesmo com toda a instabilidade que esse conflito acrescentou
05:24ao cenário global,
05:25o FED fala em incertezas menores a partir de agora.
05:29O FED está precificando que esse conflito vai ser realmente localizado,
05:34talvez de curta duração,
05:35e qual a sua leitura sobre isso?
05:38É a leitura mais adequada nesse momento?
05:40Considerar que essa variável não vai interferir demais
05:44nesse olhar para frente?
05:47Eu acho que não.
05:48Eu acho que quando ele se refere a isso,
05:50em larguíssima medida,
05:52ele está se referindo à questão das tarifas,
05:54que era muito incerto lá atrás,
05:57principalmente depois daquele 2 de abril,
06:00que foi o dia da libertação,
06:01em que o Trump colocou tarifas
06:03meio fora de propósito,
06:06e deixou todo mundo com muito receio,
06:10eu acho que ele está se referindo a isso.
06:11Ali a gente tinha um grau de incerteza gigantesco,
06:14e de lá para cá, com as negociações,
06:16com a sinalização ali do governo de que,
06:18espera aí, talvez não seja mesmo uma boa ideia
06:20colocar tantas tarifas assim contra os produtos importados,
06:25essa incerteza diminuiu.
06:28Certamente o conflito no Irã aumenta a incerteza,
06:36mas eu acho que quando ele coloca as duas coisas juntas,
06:38a queda da incerteza das tarifas
06:41e o aumento da incerteza do Irã,
06:43o líquido aí é que a incerteza é menor.
06:47Mas o próprio Paulo falou algumas vezes
06:50durante a entrevista coletiva,
06:54que caiu a incerteza,
06:56mas ainda tem um razoável grau de incerteza.
07:00Então a história é meio que, olha,
07:02não me aperta muito aqui para sinalizar
07:04o que eu vou fazer, quando eu vou fazer,
07:05porque eu prefiro rodar um pouco,
07:09ganhar um pouco mais de tempo,
07:10porque agora está difícil tomar decisão.
07:12Agora, só pegando já carona aqui,
07:15concordo contigo absolutamente
07:16de que ele se referia,
07:18de que o comunicado se referia à guerra comercial,
07:20mas a questão é só assim,
07:22de fato, o balanço líquido,
07:25como você colocou,
07:26ele é de menos incerteza,
07:28dado que entrou um outro fator de incerteza,
07:30mas você já explicou aí
07:31que a sua leitura é essa então,
07:32que o Fed provavelmente considerou
07:34as duas variáveis
07:35e pesando as duas na balança,
07:36temos um cenário menos incerto
07:38daqui para frente.
07:39Agora, a sua leitura,
07:41é de que esse conflito ainda pode
07:42de alguma forma surpreender,
07:43surpreender inclusive as projeções?
07:45Ah, pode,
07:49porque a gente está falando
07:51de um produto muito relevante,
07:53para além da questão geopolítica,
07:55humanitária, etc.,
07:56que é muito relevante,
07:57a gente está falando de um produto econômico,
07:59que é o petróleo,
08:00muito relevante.
08:03A região ali produz e transporta
08:07uma parte muito grande,
08:0930%, 40% de todo o petróleo global,
08:11e assim,
08:14é sempre difícil fazer projeção,
08:16talvez seja quase tão difícil
08:17quanto fazer projeção de câmbio
08:18para os economistas aqui,
08:19mas o petróleo é difícil também.
08:22Agora,
08:23a gente vê analistas
08:24que conhecem muito bem o tema
08:26dizendo que o petróleo
08:27pode chegar a 100 dólares.
08:29A tendência anterior à guerra
08:31era uma tendência de queda do petróleo,
08:34porque a produção vinha subindo
08:36e a economia desacelerando.
08:39Então, as projeções estavam dizendo o seguinte,
08:41olha, o petróleo está em 65,
08:4260 dólares o barril,
08:43pode cair para 55, 50.
08:46Agora, eu estou vindo do outro lado.
08:48Aquela coisa da oferta e demanda
08:50continua válida,
08:51mas com essa guerra,
08:52que pode durar muito tempo,
08:54o petróleo pode ir para 100.
08:56E se o petróleo voltar a 100,
08:59o impacto inflacionário,
09:00especialmente numa economia
09:01que não está desacelerando,
09:02pode ser bastante irrelevante.
09:04Então,
09:05é possível que se a gente voltar
09:08a conversar aqui daqui
09:10uma reunião do Fed,
09:12daqui a seis semanas,
09:13a gente nem fale mais de tarifas
09:15e a gente fale o tempo todo aqui
09:17de guerra.
09:20Vinícius.
09:21Caio,
09:21atividade americana,
09:23taxa de juros nos Estados Unidos
09:24e até o ligeiríssimo
09:26começo de descrédito
09:28dos títulos americanos
09:29tem influência no câmbio no Brasil.
09:30Considerando essa perspectiva
09:32para a economia americana
09:33e certa estabilidade,
09:35pelo menos na taxa básica,
09:36vai ter notícia nova
09:37dos Estados Unidos
09:38para o câmbio no Brasil?
09:41Possível,
09:42possível.
09:43Acho que essa foi
09:45talvez o grande erro
09:47dos analistas
09:48de mercado financeiro
09:49de forma geral,
09:51econômicos,
09:52nós aqui,
09:52inclusive,
09:53para esse ano.
09:54A impressão que tinha
09:56lá no final do ano passado
09:57é que o governo Trump
09:59seria um governo
10:00de dólar forte.
10:01E o que nós observamos
10:02foi um governo
10:03de dólar fraco.
10:04o dólar começou
10:06a se desvalorizar
10:06quando o Trump
10:07começou o ano
10:09meio indeciso
10:10sobre tarifas.
10:12Aí,
10:12quando veio o choque
10:13de tarifas,
10:14o dólar se desvalorizou mais.
10:16Aí,
10:16quando o Trump
10:16começou a voltar
10:17atrás nas tarifas,
10:18o dólar se desvalorizou mais.
10:20Então,
10:20a sensação é que o dólar
10:21foi se desvalorizando
10:22independente
10:23da dinâmica
10:25de curto prazo
10:26da economia americana
10:27e mais ligado
10:29a isso que você falou ali,
10:30o início incipiente
10:31de uma perda
10:32de credibilidade
10:33nos títulos,
10:34as agências de rating
10:35deram um downgrade,
10:37tanto a MUT quanto o S&P,
10:39as posições,
10:40os posicionamentos
10:41dos fundos
10:41até o ano passado
10:42eram muito pesados
10:43em dólar,
10:44agora querendo diversificar
10:45um pouco.
10:46O dólar se desvalorizou
10:47coisa de 10%
10:48esse ano,
10:49que é bastante coisa.
10:50Então,
10:51a gente tende a achar
10:52que daqui pra frente
10:52dá uma estabilizada.
10:54Só que a minha impressão
10:55é que assim,
10:56entre ele voltar
10:57a se valorizar
10:58e ele se desvalorizar mais,
11:01parece mais provável
11:01ele se desvalorizar mais.
11:03E se o dólar
11:03se desvalorizar,
11:04todo mundo se valoriza.
11:06O real veio
11:06dos 6,10
11:07até os 5,5
11:09em boa parte
11:11por conta
11:12desse movimento
11:12global do dólar,
11:13porque as outras moedas
11:14todas também
11:15se valorizaram
11:16nesse período.
11:18Caio,
11:18aproveitando que você,
11:20que a pergunta do Vinícius
11:21já te trouxe
11:22então para o Brasil,
11:23temos hoje também
11:24a decisão do Copom
11:25e aí o dólar,
11:26então o câmbio
11:27ele vem sendo
11:27bonzinho aí
11:28com o nosso controle
11:29de inflação,
11:30não que a inflação
11:31esteja controlada,
11:32mas o vetor câmbio
11:33vem sendo favorável,
11:34inclusive essa semana
11:35a gente trouxe aqui
11:36o resultado
11:37do boletim Focus
11:38e uma revisão
11:40para baixo
11:41bastante significativa
11:42aí para o IPCA
11:43desse ano
11:44que continua
11:44de qualquer forma
11:45estourando bastante
11:46o teto da meta.
11:48Agora,
11:48que tipo de perspectiva
11:50você,
11:50qual o seu olhar
11:51para essa reunião
11:52de hoje do Copom
11:53e para as próximas também,
11:54que comportamento
11:55a gente deve ter
11:56para a Selic
11:56nos próximos meses
11:58à luz do momento
11:59que a gente está vivendo agora
12:00sobretudo em relação
12:01ao câmbio?
12:03De alguma forma
12:05o nosso Copom aqui
12:07tem semelhança
12:09com o FED
12:10no sentido de que
12:11como a economia
12:12está bem firme
12:13é desemprego baixo
12:14crédito crescendo
12:15consumo crescendo
12:16renda crescendo
12:17o Banco Central
12:18aqui não tem muita pressa
12:20em
12:21parar de apertar
12:24a política monetária
12:25ou eventualmente
12:26até cortar juros.
12:27Ele tem
12:27bastante tempo
12:29para focar
12:30no objetivo
12:31da inflação
12:32no objetivo
12:33de fazer com que
12:34a inflação
12:34que hoje
12:34está como você falou
12:36perto aí
12:36de 6%
12:37venha mais
12:38para perto
12:39da meta
12:39de 3%
12:41para o ano que vem
12:42ou até meados
12:43de 2027.
12:45acho que hoje
12:47ele deixa a Selic
12:49parada
12:49mas isso é
12:50muito difícil
12:51saber se esse último
12:5225 vem ou não
12:53pode ser que venha
12:54eu acho que é
12:55igualmente provável
12:57uma nova alta
12:58até para
12:59nessa linha
13:01que eu falei
13:01como o desemprego
13:02está muito
13:02firme
13:05como a atividade
13:05econômica está muito firme
13:06parece
13:07se ele for
13:08se for para errar
13:09para algum lado
13:10é melhor ele
13:11subir mais o juros
13:12e eventualmente
13:13cortar antes
13:14do que
13:15não subir juros
13:16quando ele deveria subir
13:17então acho que ele
13:18ele está com essa
13:20e a inflação alta
13:22então acho que ele vai preferir
13:23o conservadorismo
13:25a cautela
13:26ou mantém
13:27os juros
13:28elevados por mais tempo
13:30ou segura
13:31ou até subir
13:31sobe um pouquinho mais
13:33e aí lá na frente
13:35na virada
13:36desse ano
13:37para o ano que vem
13:38um pouco antes
13:38um pouco depois
13:39se ele sentir que a economia
13:40está desacelerando
13:41se a inflação
13:42envergou
13:43aí ele vai ter
13:45tempo e tranquilidade
13:46para cortar a taxa
13:47de juros
13:48e trazer
13:48a economia
13:50para um nível
13:50mais equilibrado
13:52então
13:52o câmbio
13:54como você falou
13:55ajuda
13:55mas não resolve
13:56todos os problemas
13:57a gente tem um problema
13:58de desequilíbrio
13:59entre oferta
14:00e demanda agregada
14:01demanda crescendo muito
14:03o que gerou
14:04não só a inflação
14:05mais alta
14:05como o aumento
14:06das importações
14:07aumento do déficit
14:08externo
14:10então faz sentido
14:11nesse momento
14:12momento de eleições
14:14momento de incerteza
14:15momento de outras medidas
14:16de estímulo
14:17à economia
14:18que estão
14:18sendo colocadas
14:21o BC ficar mais
14:22conservador
14:23mantém esses juros
14:24elevados
14:24em 14,75
14:25ou 15
14:26até a virada
14:27do ano
14:28e aí calibra
14:29o ritmo de corte
14:31um pouco mais adiante
14:32só para registrar aqui
14:33a gente está hoje
14:34então com a inflação
14:35oficial no Brasil
14:35em 5,32%
14:38ao ano
14:38essa medição
14:39do IPCA
14:40de maio
14:41em 12 meses
14:42Vinícius
14:43Caio
14:44a dúvida agora
14:45é como você falou
14:46a gente vai ficar
14:46mais ou menos estável
14:47esse 15,14,75
14:48nem faz grande diferença
14:50mas qual vai ser
14:51o ponto de inflexão
14:51a gente está vendo
14:52projeção de inflação
14:54focos
14:55para 12 meses adiante
14:57caindo
14:57mas na direção
14:58de 4,5
14:59no ano que vem
14:59vai ser expectativa
15:01de inflação
15:02vai ser alguma notícia
15:03forte de mercado de trabalho
15:05o que pode fazer
15:06ao menos
15:07para haver uma inflexão
15:08na comunicação
15:08do BCE
15:09e o mercado
15:10começar a enxergar
15:11de fato
15:11um corte da Selic
15:12qual vai ser
15:13o clique?
15:15a minha impressão
15:16são as expectativas
15:17de inflação
15:18as expectativas
15:20estão melhorando
15:21para esse ano
15:22chegaram a estar
15:24perto ali
15:24de 5,60
15:255,70
15:26hoje estão mais perto
15:28ali de 5,30
15:295,20
15:30inflação cheia
15:31estamos sendo beneficiados
15:33por uma depreciação
15:33cambial
15:34se a gente pegar
15:34os núcleos
15:35da inflação
15:35eles estão
15:36um pouquinho mais altos
15:37mas independente
15:38elas estão mais estáveis
15:39agora
15:39e a inflação
15:41total
15:42cheia mesmo
15:43que é o que importa
15:43para esse ano
15:43caiu a projeção
15:45em situação normal
15:47cai a projeção
15:48desse ano
15:49tem um pouco menos
15:49de inércia
15:50cai a projeção
15:51do ano que vem
15:51também
15:51só que ao mesmo tempo
15:53que isso está acontecendo
15:54a gente está vendo
15:55as medidas todas
15:56sinalização de medidas
15:57expansionistas
15:58lá para frente
15:59o risco cambial
16:00ainda que pode
16:01estar presente
16:03a gente tem muita
16:03volatilidade no câmbio
16:04a gente estava falando
16:05agora há pouco
16:06sobre o dólar
16:06o dólar surpreendeu
16:08desvalorizando muito
16:09esse ano
16:09talvez ele vá
16:10para o outro lado
16:11então acho que tem
16:12muitas variáveis
16:15olhando para
16:1726
16:18e acho que a projeção
16:19de 26
16:20vai ficar
16:21meio de lado
16:22com
16:24fundamentos
16:26para cair
16:27e fundamentos
16:27para subir
16:28dependendo da evolução
16:29desses temas
16:31que eu coloquei
16:31aqui todos
16:31para você
16:32acho que o Banco Central
16:33vai ficar olhando
16:33para essa balança
16:35se ao longo do tempo
16:36começar a mostrar
16:37que a inflação
16:38aqui está caindo
16:38a economia está acomodando
16:40e a inflação
16:40do ano que vem
16:41vai cair também
16:41e começa a cair
16:42a projeção
16:43de 26
16:44
16:45inflexionou
16:46é o que ele precisa
16:47se por acaso
16:49esses efeitos
16:49que a gente está comentando
16:50aqui
16:50passam
16:52se dissipam
16:52o câmbio desvaloriza
16:53de novo
16:54tem mais medidas
16:56expansionistas
16:57para frente
16:57e a inflação
16:58volta
16:59a subir
17:00e a projeção
17:00de 26
17:01começa a subir
17:02aí o Banco Central
17:03tem um problema maior
17:03então acho que o que ele vai fazer
17:05agora
17:05é comprar tempo
17:06olhar para todos
17:07esses determinantes
17:08de 26
17:09e ver para que lado
17:10essas projeções
17:12vão caminhar
17:13hoje o foco está em 4,5
17:14para 26
17:15tem gente um pouco acima
17:16gente um pouco abaixo
17:17ele conseguiu
17:20entre aspas
17:21quebrar a espinha dorsal
17:23aqui de 25
17:24principalmente com a ajuda
17:25do câmbio
17:26falta 26
17:27se ele conseguir
17:29espraiar isso
17:29para 26
17:30acho que o trabalho
17:31começa a entrar
17:32nos eixos
17:33e aí ele vai
17:33ter mais confiança
17:34para cortar juros
17:35Caio Megali
17:37economista-chefe
17:38da XP Investimentos
17:39muito obrigado
17:41Caio pela sua participação
17:42ao vivo aqui com a gente
17:43bom feriado
17:43para você
17:44eu que agradeço
17:46a oportunidade
17:46bom feriado
17:47a todos vocês
17:48obrigado
17:48valeu
17:49obrigado Vinícius
17:49pela participação
17:50também
17:50também
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