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Mesmo com a elevação do nível após as chuvas recentes, o Sistema Cantareira segue operando com restrições para garantir o abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Reservatórios encerraram janeiro com cerca de 22% do volume útil, dentro da faixa de cautela definida após a crise hídrica de 2014 e 2015.

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Transcrição
00:00Obrigada, Rodrigo Viga. Olha, o nível do sistema cantareira vem subindo aos poucos com as chuvas dos últimos dias.
00:08Mas como a situação ainda requer cautela, a operação do manancial que abastece a maior parte da região metropolitana de São Paulo continua restrita.
00:16A reportagem é de Camila Iunes.
00:18Apesar de uma ligeira recuperação no final de janeiro, a situação do sistema cantareira ainda requer medidas para proteger o principal manancial da região metropolitana de São Paulo.
00:30Como os reservatórios encerram o mês com cerca de 22% do volume útil, a operação vai continuar limitada ao longo de fevereiro.
00:40A chamada faixa de restrição é acionada quando esse volume fica entre 20% e 30%, como agora.
00:47O limite foi estabelecido após a crise hídrica de 2014 e 2015, como forma de garantir o abastecimento.
00:55Com o cantareiro operando com restrição, a Sabesp continuará autorizada a retirar até 23 metros cúbicos por segundo,
01:03podendo também utilizar a água do reservatório da usina hidrelétrica Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, para compensar a oferta menor.
01:13O professor de hidrologia da Unicamp, Antônio Carlos Zulfo, diz que além do clima mais seco este ano,
01:21um dos maiores vilões para a economia de água são os vazamentos.
01:25Então hoje o vazamento nas redes é muito grande, por isso que existe a redução da pressão de madrugada ou à noite,
01:32justamente porque à noite os vazamentos são potencializados, porque diminui o consumo e a pressão na rede aumenta.
01:40Então nós temos que compensar, seria dois tipos de pressão, a pressão dinâmica, enquanto está em movimento, está sendo utilizado,
01:47ela é menor do que a potencial quando se fecha as torneiras e a pressão sobe.
01:52Então é necessário essa diminuição de pressão para diminuir o vazamento na rede.
01:57A média do estado de São Paulo é em torno de 40%.
02:00Tem cidades no interior de São Paulo que tem mais de 60% de taxa de perda física na rede.
02:08Então isso é muito alto e esse problema de vazamento é que impacta muito o abastecimento hoje,
02:16que é o grande responsável pelo agravamento das crises.
02:19Porque se esses vazamentos fossem na casa de 20%, nós não estaríamos com crise hídrica,
02:25o volume disponível seria suficiente para abastecimento sem problemas.
02:30Tanto a Agência Nacional de Águas quanto a SP Águas reconhecem a importância das medidas adotadas pela Sabesp
02:37para diminuir o consumo do cantareira.
02:40O sistema abastece quase metade da população da região metropolitana de São Paulo.
02:46E por isso, o monitoramento é feito diariamente pelos dois órgãos,
02:50permitindo assim a adoção de ações para preservar os reservatórios.
02:54Uma dessas medidas é a redução da pressão, já em vigor.
02:59Ao mesmo tempo, a Sabesp vai construir uma adutora para interligar a Billings ao sistema Auto-Tietê,
03:05que também abastece a grande São Paulo,
03:08como explica o diretor de Planejamento e Projetos de Engenharia da companhia, Marcel Costa Sanches.
03:14Essa obra é uma obra que vai levar 4 mil litros por segundo de água da represa Billings para o sistema Auto-Tietê,
03:23a represa de Itaia-Superba, ali na região de Suzano,
03:26que é responsável pelo abastecimento dos municípios da região leste, da região metropolitana,
03:31zona leste de São Paulo, municípios como Arujá, Itacoaquecetuba.
03:35Então, a Sabesp está trabalhando nessa obra, é uma obra grandiosa.
03:39Para Eduardo Mário Mendiondo, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo,
03:46a obra pode ajudar sim, mas outras medidas, como a redução do desperdício, precisam ser adotadas.
03:53Estamos fazendo uma gestão da oferta.
03:57Podemos fazer a gestão da demanda, trabalhando elementos de uso racional de água.
04:04Para isso, nós temos diferentes, uma parafernália de opções que já são conhecidas,
04:13mas que precisam ser adotadas não somente no momento da crise,
04:19porque muitas vezes elas não são suficientes ou simplesmente ajudam a demorar mais o período de crise.
04:27Elas precisam ser utilizadas de forma preventiva e também como forma educativa da população.
04:35Nós estamos com altos índices de consumo e altíssimos índices de perdas.
04:42Se nós conseguirmos colocar pela metade o índice de perdas,
04:49nós podemos aliviar vários sistemas doadores de água.
04:55Entre outras ações para conter o desperdício,
04:58a Sabesp começou a utilizar inteligência artificial
05:01para identificar vazamentos de água na cidade de São Paulo.
05:06O objetivo é identificar esses vazamentos visíveis na superfície
05:09e permitir reparos rápidos, além de medidas de prevenção.
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