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O Ibovespa B3 fechou em queda, acompanhando a aversão ao risco global diante das tensões no Irã e do embate entre a Casa Branca e o Federal Reserve. Marcos de Marchi, economista-chefe da Oris Partners, analisou os impactos no Brasil, nos juros e no cenário internacional.

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Transcrição
00:00Estamos de volta, vamos ver agora como fechou a bolsa aqui no Brasil.
00:04Ibovespa B3 fechou em queda, acompanhando o movimento global de maior aversão ao risco
00:10diante da escalada das tensões no Irã e da possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos
00:16depois da repressão a protestos contra o governo.
00:20Então vamos aqui aos números.
00:21Ibovespa B3 menos 0,72%, 161.973 pontos.
00:30O dólar terminou em alta, ligeira alta, pertíssimo da estabilidade, mais 0,06%, valendo R$ 5,38.
00:39Agora vamos ver como fechar as bolsas internacionais.
00:43A gente começa por Wall Street.
00:45Os principais índices fecharam em queda e investidores continuam cautelosos em meio ao aumento das tensões
00:52entre Estados Unidos e Irã e também as preocupações com o embate entre a Casa Branca e o Federal Reserve.
00:59Então vamos aos números.
01:01S&P 500 menos 0,19%, Nasdaq menos 0,1% e Dow Jones queda de 0,8%.
01:10Vamos para a Europa?
01:12As bolsas fecharam perto da estabilidade, mas com desempenho misto, enquanto investidores
01:17mantiveram uma postura cautelosa do aumento das tensões geopolíticas, mais uma vez envolvendo
01:24Irã e também Venezuela e Groenlândia.
01:27Ibex 35, a Bolsa de Madrid, ligeira alta, perto da estabilidade, como eu disse, mais 0,08%.
01:34Futsi de Londres, já ligeira queda, 0,03%, também perto da estabilidade.
01:40O DAX de Frankfurt, mais 0,02%.
01:44CAC de Paris caiu 0,14%.
01:48Stock 600 fechou em baixa de 0,15%.
01:53Agora a Ásia, as bolsas asiáticas também fecharam o pregão de hoje, sem uma direção
01:58única, com queda nos mercados chineses e forte alta na Bolsa de Tóquio.
02:04Vamos aos números.
02:05Xangai na China, menos 0,64%.
02:09O índice Nikkei do Japão, veja só, subiu 3,1%.
02:14Hansen Hong Kong, alta também, mas bem menor, 0,9%.
02:19Shenzhen na China, caiu 1,38% e COSP na Coreia do Sul, uma alta considerável de 1,47%.
02:29A gente vai ampliar o olhar sobre o mercado financeiro, conversando agora com Marcos DeMarc,
02:34ele é economista-chefe da Oris Partners.
02:37Marcos, boa noite para você, obrigada por ter aceitado o nosso convite.
02:42Queria começar falando aqui do Brasil.
02:44A gente viu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que o déficit primário nas
02:48contas do governo no ano passado deve ficar em 0,1% do PIB.
02:53Como é que o mercado vê esse resultado?
02:57Boa noite, Cris, um prazer estar falando com vocês novamente.
03:00Olha, Cris, acho que nessa esfera fiscal do resultado de 2025, acho que não tem muita novidade.
03:05Já estava bem telegrafado o que iria acontecer.
03:08No final das contas, acho que o investidor, seja local como investidor global, está pouco
03:13interessado nas questões fiscais nesse momento.
03:16A gente está vendo a situação fiscal no Brasil, no mundo emergente, no mundo desenvolvido,
03:22bem deteriorada.
03:23Então, no final das contas, não está sendo o grande fator que está fazendo o preço nos
03:28mercados nesse momento.
03:29O ministro Haddad disse, como eu disse, está bem dentro do que se esperava, não tem nenhuma
03:35dinâmica diferente do programado para esse final do ano.
03:39Aqui no Brasil, falar dos dados de serviços que mostraram uma desaceleração do setor em
03:45novembro.
03:45O quanto isso alivia a pressão sobre a inflação?
03:49E se de fato aliviar, pode abrir caminho para o Banco Central cogitar um corte na taxa
03:55de juros?
03:56Então, Cris, o dado de hoje foi um pouco mais fraco.
04:00De fato, foi um pouco mais fraco.
04:03Mas na hora que a gente olha a abertura dos dados e olha a tendência dos últimos meses,
04:08a gente vê que a desaceleração ainda é muito gradual.
04:12Por que eu digo isso?
04:13A gente tem uma Selic de 15%, a gente tem um juro real de 8%, 9%, dependendo da parte
04:19da curva que você olha.
04:21E frente a esses números de juros no Brasil, era para a economia estar desacelerando mais.
04:26Está desacelerando o serviço?
04:27Sim.
04:28Está desacelerando o comércio?
04:30Também.
04:30Mas me parece que ainda é uma situação de desaceleração lenta, algo que o Banco
04:36Central, inclusive, tem destacado nos seus comunicados.
04:40Agora, a questão da Selic para os próximos meses, acho que sim, já vem se consolidando
04:47aí números, projeções, seja do próprio Banco Central, como no relatório Focus, que
04:53vai abrir um espaço para o Banco Central cortar os juros a partir de março, na nossa
04:57opinião.
04:58Acho que a questão agora, nesse momento, Cris, é mais tentar identificar ou ver qual
05:03é o espaço para o ajuste total da Selic e em que magnitude a gente vai ver os primeiros
05:09cortes.
05:09Existe um debate muito grande se ele começa cortando de 25 e 25, se ele já corta de
05:1550 na primeira reunião de março, que é o nosso cenário.
05:18Então, acho que é um pouco mais essa questão da discussão.
05:21Cortar os juros parece bastante provável.
05:23A questão é o quanto que dá para cortar diante de uma economia que desacelera muito
05:27lentamente e um mercado de trabalho muito apertado que ainda exerce pressão inflacionária
05:33no setor de serviços, especialmente.
05:34E quando vai começar esse corte?
05:37Então, nós, Mauriz, projetamos que a partir de março o Banco Central estará cortando
05:43os juros.
05:44Estamos prevendo ajustes de 50 pontos base nas primeiras reuniões a partir de março,
05:50encerrando o ano em 12,25%.
05:53Portanto, não é um corte tão profundo da taxa Selic, tendo em vista isso que eu acabei
05:59de falar para você, é uma desaceleração gradual da economia, ano de eleição, várias
06:04medidas fiscais que foram adotadas nos últimos meses ainda reverberando sobre a economia,
06:09crédito consignado, minha casa, minha vida, crédito para reformas, crédito para compra
06:14de caminhões, a isenção de IR de 5 mil reais também, exercendo alguma pressão positiva
06:21no consumo, vai impedir que a inflação desacelere significativamente ao longo dos próximos
06:27meses.
06:27Bom, vamos falar dos Estados Unidos agora.
06:29A inflação ficou dentro do esperado em dezembro, mas não deve ser o suficiente para o FED
06:34e o Banco Central de lá fazer um novo corte nos juros, apesar dessa cobrança incisiva
06:39do presidente Donald Trump.
06:41Qual é a sua opinião?
06:43Olha, Cris, eu acho que na reunião do Banco Central norte-americano em dezembro, ficou
06:47bastante claro uma divisão grande ali entre os membros e acho que eles estão numa fase
06:52de recolher dados, ter mais dados para de fato ter um veredito sobre quais são os
06:58próximos passos.
06:59a inflação de hoje ficou bastante em linha, eu acho que se a gente olhar todo o temor
07:05que as tarifas colocaram no mercado com relação a uma pressão inflacionária vindo de bens que
07:11não se concretizou, então nesse sentido eu acho que a inflação tem se comportado um
07:15pouco melhor, mas acho que nesse momento o Banco Central, inclusive por conta do shutdown
07:20que a gente teve há pouco tempo atrás, a preferência agora é recolher dados, fazer
07:27avaliações melhores sobre o que fazer daqui em diante.
07:31É possível que o Banco Central norte-americano corte os juros em algum momento no segundo
07:35tri, na virada do primeiro para o segundo semestre?
07:38É possível, mas me parece pouco provável acontecer agora, além do fato dessa pressão
07:43que a gente está vendo do Trump sobre o presidente da instituição, a gente tem essa questão
07:48de olhar um pouco melhor os dados, o próprio dado da inflação americana hoje ainda bastante
07:52poluído pela questão dos problemas de coletas de dados, então acho que a gente está passando
07:57por um período que temos dados complicados de serem lidos, questões de pressão do executivo
08:03sobre o Banco Central, e faz com que nesse momento mais provável esperar um pouquinho,
08:09esperar a poeira baixar, analisar um pouco melhor os dados, ver o que vai ser a
08:13resultante dessa pressão do Trump sobre a instituição, então nesse momento acho
08:18que a ideia é segurar um pouco nesse patamar os juros por lá.
08:21Eu vou passar para a pergunta do Vinícius Torres Freire, nosso analista.
08:24Vinícius.
08:26Marcio, boa noite.
08:27Você falou do calendário de vocês estimado de redução da Selic, embora tenha até gente,
08:35vocês acham que começa em março, tem um pouquinho aí de gente no mercado achando
08:38que começa depois, na próxima reunião.
08:41Agora, dado que a economia está realmente desacelerando devagar, taxa de desemprego
08:47continua caindo.
08:49A gente ainda tem crescimento real do salário de 4% e a gente ainda tem riscos de ano eleitoral
08:55como volatilidade no câmbio.
08:57Você acha que é garantido que o Banco Central chegue aí nessa estimativa de vocês e, aliás,
09:03que está no foco, quer chegar mais ou menos a 12,25% no final do ano?
09:06Vai ser fácil?
09:07Está garantido?
09:08Ou tem risco de que não chegue?
09:09Mesmo essa redução não sendo tão grande, considerado que a gente tem uma taxa de 15%
09:16e vamos chegar ainda a horrorosos 12,25% no final do ano.
09:20Dá tempo?
09:21Ou vai ter algum risco de que o BC não corte tudo isso até o final do ano?
09:25Garantido, não está, Vinícius.
09:28Acho que é uma questão da gente olhar um pouco o que os modelos do Banco Central apontam,
09:34o que a modelagem dos economistas no relatório Fox também apontam, abre um espaço para esse
09:40corte.
09:41Eu gostaria só de dar um passo atrás, Vinícius.
09:43A gente olhar, por exemplo, o ciclo de corte de juros que o Roberto Campos Neto fez no seu
09:49último ciclo, quando as projeções de inflação estavam mais ou menos nesse patamar que estão
09:54hoje apontando 18 meses à frente.
09:56O Roberto Campos Neto já estava cortando os juros.
09:59Então, do ponto de vista da modelagem, você já teria um sinal verde, inclusive, para
10:04já estar cortando os juros.
10:05A questão toda, para mim, é que a gente ainda está...
10:09Isso a gente viu, por exemplo, na inflação de sexta-feira, no IPCA fechado, na semana
10:13passada, o IPCA fechado em 2025, que a gente viu números muito benignos de alimentação,
10:19números bastante benignos de bens industrializados.
10:22Essa parte está contribuindo bastante com a pressão baixista na inflação, enquanto
10:27a parte de serviços ainda exerce uma pressão altista.
10:31A questão, para mim, é que o mais provável para o ano é que a gente tenha, pelo menos
10:36aí, para os próximos seis meses, um câmbio bem comportado, de maneira geral, aqui no
10:41Brasil e no mundo.
10:42Menos reflexo do que a gente está fazendo de positivo, mas muito mais reflexo daquilo
10:48que está acontecendo lá fora, especialmente pelas políticas do Trump, que tem beneficiado
10:52um dólar mais fraco.
10:53Então, acho que nesse sentido, a gente ainda vai recolher um pouco mais de desaceleração
10:57na inflação, os modelos, apesar de olharem para o futuro, eles capturam em alguma medida
11:02também se a inflação corrente está acelerando.
11:04Então, acho que um corte saindo de 15 para 12, 25, é uma redução que não é grande,
11:10mas é alguma redução que, no mínimo, vai ser aberta ao longo dos próximos meses.
11:16Muito estímulo fiscal ainda, né, Vinícius?
11:19Marcos, muito obrigada, viu?
11:20Sempre bom receber você aqui.
11:22Boa noite e até a próxima vez.
11:24Até uma próxima.
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