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O ex-ministro do Turismo Vinícius Lummertz analisou os impactos do IOF nas remessas internacionais, cartões de crédito e pré-pagos, e criticou a falta de reformas estruturais. Segundo ele, o Brasil continua com altos impostos e pouco investimento, afastando investidores do setor de turismo.

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Transcrição
00:00Voltamos a falar das mudanças do EOF, especialmente com foco nos impactos para quem faz remessas de dólar ao exterior,
00:07para quem usa cartão de crédito internacional e também cartão pré-pago internacional.
00:12Para isso, eu converso agora com o ex-ministro do Turismo, Vinícius Lumerts.
00:16Boa tarde, ministro. Seja bem-vindo.
00:17Boa tarde, Marcelo.
00:19Bom, queria primeiro uma análise sua sobre o que isso deve impactar no turismo de brasileiros por exterior.
00:24Olha, o turismo brasileiro por exterior é uma tendência natural.
00:30Pós-pandemia, o impacto maior vai ser no custo das famílias brasileiras que viajam para o exterior.
00:37Mas, de forma geral, o impacto é negativo sempre que se aumenta impostos.
00:41E no Brasil, quando se aumenta impostos, de forma conjuntural, normalmente está se fugindo da questão estrutural.
00:47A razão pela qual se aumenta impostos, e o Brasil é um dos países que mais cobra impostos no planeta,
00:53principalmente para o consumidor no final, e mesmo com a reforma tributária nós vamos ter o IVA mais alto do planeta, 28%, 29%.
01:02Todas as reformas indicam que não se toca na matriz do problema.
01:07Na Argentina, estão tocando na matriz do problema.
01:09Não só pelo excessivo gasto, porque não permite que o Brasil poupe, o Brasil não poupa, não investe, 15%, 6% do PIB.
01:18Nós temos que estar trabalhando com 24%, 25%, mas não há essa poupança interna.
01:23E quando nós damos sinais lá fora, para fora, dessa instabilidade, que é conjuntural e não tratamos do que é estrutural,
01:30é evidente que para os investidores, eu estou vindo agora da conferência global do 1.500 institutos, 5.500 investidores,
01:38e o Brasil não aparece, não aparece mal, mas não tem uma maior relevância ou proporcional ao tamanho da economia
01:44e das perspectivas que o Brasil tem no cenário mundial, pelos seus dotes, pelos seus dons.
01:52A energia renovável, o maior exportador de alimentos, está turvado por essas coisas da conjuntura,
02:01porque se evita de tratar da indexação do salário mínimo, a todos os tipos de despesas,
02:07os aumentos de gastos públicos dessa semana, para não nominados, no funcionalismo público.
02:13Ou seja, os escândalos que têm acontecido, de um bilhão de dólares lá fora, um bilhão de dólares é muito dinheiro.
02:18Talvez aqui no Brasil não seja, um bilhão de dólares do problema do INSS é muito dinheiro.
02:23Então os sinais não são os melhores.
02:26Na relação ao turismo, ao exterior, quem viaja, vai continuar viajando.
02:29Mas esse não é o problema, o problema é diferente, o problema é mais um custo no consumidor
02:34e a falta de perspectiva que o Brasil seja um país que se equilibra e que venha mais investimentos para cá,
02:40inclusive de investidores estrangeiros, por exemplo, na área do turismo,
02:44aonde o Brasil tem um grande potencial, mas que sofre por insegurança jurídica.
02:50Então você veja que sempre é de caráter estrutural.
02:53Enquanto o Brasil não mexer nas estruturas, e eu vou só para terminar dizer a principal,
02:58todas as eleições no Brasil são sobre gastos públicos.
03:03Porém, além de serem altos, eles não são medidos, não existem metas,
03:08não existe medição de resultados, comparações e quando se ouvem histórias de sucesso,
03:15sei lá, a educação no Piauí, a educação no Cerácio, a segurança em Santa Catarina,
03:18ou o que seja, isso não pode ser replicado porque não é discutido, não está na pauta nacional.
03:23É de onde vem esse déficit público, que vem esse aumento de juros,
03:29e que vem o aumento de impostos, e que vem uma economia que nos últimos 30 anos
03:34vem crescendo 2,2%, ou seja, muito pouco para um país como o Brasil.
03:39Quando você olha para a atuação do ministro Fernando Haddad,
03:41não dá a impressão de que ele tem pouco espaço político para agir ali.
03:44Quando você pega o orçamento desse ano, por exemplo, para manter a meta do arcabouço fiscal,
03:49ele não pôde fazer a toca de caixa ali uma mudança estrutural.
03:53Isso requer, assim, uma ampla composição política, um debate muito grande no Congresso Nacional,
03:58e parece que a IOF foi um atalho ali, uma espécie de remendo para fazer o que dava.
04:01Deixa eu voltar à questão estrutural.
04:06Eu penso que a população brasileira, quando durante o governo Temer se aprovou reforma trabalhista,
04:12sem greves, um conjunto de reformas relevantes naquele período,
04:15como também no período do Fernando Henrique Cardoso,
04:18eu penso que a população brasileira, ela tem a capacidade de compreender isso.
04:22Aparece em pesquisas que os excessivos gastos no Brasil acabam sendo ruins para a população.
04:27A população começa a entender, como ela entende hoje que ela não quer mais hiperinflação,
04:32a população começa a entender a questão dos gastos.
04:35Então, o que o ministro está fazendo é o que ele pode fazer,
04:38porque o arcabouço, não o arcabouço fiscal, o arcabouço mental é um arcabouço antigo.
04:45Ele não tem nada de novo.
04:47O novo precisaria ser dizer à população brasileira,
04:50fazer um conjunto de reformas que fossem realmente impactantes.
04:54A Argentina está fazendo.
04:57Há coisas, por exemplo, como as vinculações à saúde e à educação,
05:01você tem lá um percentual alto, mas não se sabe o que acontece com aquele dinheiro.
05:06Não se sabe para onde está indo aquele dinheiro.
05:08Tem um orçamento, e eu tive 12 anos em Brasília,
05:11quer dizer, convivi na gestão pública,
05:15um orçamento autorizativo que não tem...
05:18Ele replica o orçamento do ano anterior e agora com emendas.
05:21Então, ele não faz sentido coletivo.
05:24O que falta?
05:25Uma proposta de país, para o país.
05:28O presidente Temer tem enfatizado muito isso,
05:31para que todos que queiram ser candidatos apresentem um projeto,
05:36se coloquem as perguntas.
05:37Vamos pegar o caso da educação, por exemplo.
05:39Educação.
05:41Nós ouvimos que na China se estuda AI desde o primeiro ano.
05:45O presidente dos Estados Unidos agora fez a mesma coisa.
05:48Nós temos aqui, 70% dos alunos vão embora antes de terminar o segundo grau.
05:55E a pergunta que ficou é a pauta de educação.
05:58Isso vale para a saúde, vale para a segurança,
06:00porque está muito descontextualizada a discussão,
06:04porque ela está sempre no conjuntural.
06:06Quando se fala de segurança, por exemplo,
06:09essa reforma proposta é uma reforma que não tem um contexto profundo.
06:14É um contexto superficial, trocar informações e coisas que não deveriam nem ser tão relevantes,
06:21mas sim a grande complexidade da insegurança pública no Brasil,
06:27que vem tomando conta das ruas das cidades no Brasil.
06:31Então, assim, em resumo, o que o ministro pode fazer, ele está fazendo.
06:35Eu entendo o ministro Haddad como uma pessoa muito correta, que tem se esforçado.
06:42Mas quando a premissa do gasto público, quando ela não mudar, isso não for comunicado,
06:48porque a vantagem do mercado é que se você comunica, o presente, o futuro vira presente naquele dia.
06:55Se você começa a fazer uma mudança, e eu vejo os resultados na Argentina que vai crescer 5% esse ano,
07:00em um quadro político muito mais antiquado que o nosso.
07:05Mas o nosso já está ficando bastante antiquado,
07:08porque nesse modelo, mudanças ou medidas conjunturais vão acabar não solucionando os problemas.
07:15Tá certo.
07:15Eu conversei aqui com o ex-ministro do Turismo, Vinícius Lumets.
07:18Muito obrigado pela participação hoje.
07:19Obrigado, Márcio.
07:20Boa tarde.
07:20Muito bom.
07:21Obrigado.
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