Desbloqueie o potencial dos investimentos alternativos! 🚀 Descubra o universo fascinante dos "Special Situations" e entenda como essa classe de ativos única pode oferecer retornos excepcionais fora da volatilidade do mercado tradicional.
Neste episódio do WealthPoint, Patrícia Valle recebe Alexandre Cruz, CEO da Jive Mauá, e Guilherme Setoguchi, presidente da Associação Brasileira de Special Situations, para decifrar o que torna um investimento "especial". Explore como gestores identificam oportunidades em empresas resilientes, mesmo em meio a desafios jurídicos ou complexidades operacionais.
Prepare-se para entender as nuances por trás de ativos ilíquidos e a importância da expertise para extrair valor em cenários de assimetria informacional ou quando o acesso ao capital tradicional é limitado. Veja como a combinação de risco elevado e conhecimento especializado pode gerar retornos surpreendentes.
#SpecialSituations #InvestimentosAlternativos #WealthPoint
Neste episódio do WealthPoint, Patrícia Valle recebe Alexandre Cruz, CEO da Jive Mauá, e Guilherme Setoguchi, presidente da Associação Brasileira de Special Situations, para decifrar o que torna um investimento "especial". Explore como gestores identificam oportunidades em empresas resilientes, mesmo em meio a desafios jurídicos ou complexidades operacionais.
Prepare-se para entender as nuances por trás de ativos ilíquidos e a importância da expertise para extrair valor em cenários de assimetria informacional ou quando o acesso ao capital tradicional é limitado. Veja como a combinação de risco elevado e conhecimento especializado pode gerar retornos surpreendentes.
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NotíciasTranscrição
00:10Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o WealthPoint, onde os grandes gestores compartilham as suas
00:16visões. Os investimentos alternativos têm ganho espaço no portfólio, e entre eles,
00:21há o destaque do Special Situations, um tipo de investimento que é descorrelacionado da agenda
00:26macroeconômica, mas focado em empresas em situações difíceis, ou até mesmo em situações judiciais.
00:33Para entender melhor como funciona essa classe de ativos e suas oportunidades, recebemos Alexandre
00:39Cruz, CEO da Jive Mauá, e Guilherme Setoguchi, presidente da Associação Brasileira de Special
00:47Situations. Bem-vindos ao WealthPoint. Obrigado, Patrícia, é um prazer estar aqui. Obrigado,
00:53Patrícia, é um prazer. Eu sou fã do programa, então recebi com muita felicidade o convite
00:58para estar aqui. Prazer todo meu de tê-los aqui, e queria que a gente começasse do começo. Tem
01:04muita gente que já ouviu falar em Special Situations, mas é um nome também que não quer dizer muita
01:09coisa e muita gente não entende exatamente o que é. Às vezes sabe o que é, só sabe uma parte.
01:15Vamos
01:15explicar para a nossa audiência aqui o que é exatamente isso, o que o gestor procura quando
01:21ele está investindo nessa classe de ativo. Setoguchi. Obrigado, Patrícia. Eu acho que essa expressão
01:28Special Situations, e como a gente chama no jargão carinhosamente de Special Seats, é uma expressão
01:34genérica. Então ela pode significar muitas coisas. É comum a gente ver casas, diferentes casas no mercado
01:43falando que fazem Special Seats, mas fazendo coisas completamente distintas entre elas. Então eu diria
01:48que Special Seats são operações em que você tem, envolve, tentando delimitar esse conceito, envolvem
01:58ativos ilíquidos ou alternativos, com algum risco jurídico, geralmente atrelado a esse ativo, e que
02:07também tem um risco elevado e que essa conjunção de fatores de risco elevado com risco jurídico
02:14fazem com que esses ativos também tenham um retorno financeiro esperado bastante elevado. Então eu diria
02:20que Special Seats é essa conjunção de coisas entre risco jurídico, risco elevado, retorno igualmente
02:28elevado, pelo menos se espera, e envolvendo um ativo ilíquido e geralmente em uma situação que envolve
02:35alguma simetria informacional também. Então essas oportunidades de Special Seats, acho que vai ser bom
02:44ouvir também o Ale, mas eu diria que elas estão geralmente em situações em que a parte que quer acessar
02:50um capital, um recurso, ela não tem acesso às estruturas tradicionais de capital. Então ela precisa recorrer
02:57ali a uma operação de Special Seats, é uma das situações. Outras oportunidades estão quando você tem uma
03:02assimetria informacional, um agente de mercado tem acesso a uma informação e outro não tem, e ali você
03:08consegue ter uma arbitragem de valor e conseguir gerar um retorno para o seu investidor. Ou, por fim,
03:15situações em que você tem um risco jurídico e uma falta de conhecimento técnico sobre aquilo e a parte
03:22que é titular de um direito, é dona de um direito, de um ativo, ela não consegue ver aquele valor
03:29e, portanto,
03:29existem gestores especializados que conseguem enxergar valor naquele ativo e estruturar uma operação
03:35em cima daquilo. Alexandre, acho que você, como gestor, né, uma grande gestora disso,
03:42a Jair Mawar, podia talvez dar um exemplo, assim, o que o gestor procura, como é que ele avalia esse
03:46risco,
03:47o retorno, para saber se entra ou não nessa oportunidade.
03:51Boa, Patrícia, acho que eu vou falar um pouquinho, complementando o Lherme,
03:55que é uma coisa muito simples de entender e depois vou tentar sofisticar um pouquinho para todos os públicos
04:00aqui do WealthPoint. Então, por que é uma situação especial? O que ela tem de especial?
04:05Porque ela está fora das condições normais de temperatura e pressão, naquele CNTP que a gente aprendeu lá na escola.
04:11Então, se você vai adquirir um imóvel, você contrata assessores legais e você quer comprar um imóvel
04:16que a escritura esteja limpa, que o vendedor não tenha dívidas refaltadas, que você tenha os impostos pagos, etc.
04:25O que torna uma situação especial quando você vai investir em um ativo imobiliário?
04:29Alguma dessas questões não estão nas condições normais de temperatura e pressão.
04:32O vendedor é um vendedor estressado ou ele tem dívidas que você vai ter que investigar se é possível não
04:37comprar aquele ativo.
04:38O imóvel tem uma discussão ambiental, tem uma discussão, tem uma disputa jurídica, uma disputa de posse
04:44ou alguma questão de obra, etc.
04:47Quando você vai emprestar dinheiro, o high grade, aquela empresa muito grande, muitas vezes listada,
04:54corporação conhecida, com balanço robusto, etc.
04:57Você empresta aquele dinheiro, muitas vezes até sem garantia, porque você acredita muito no fluxo histórico que a companhia tem.
05:04O que torna especial a situação de crédito?
05:07Uma companhia que está prestes a defaultar ou uma companhia que defaultou, que o risco de default seja muito grande
05:13ou até mesmo uma falência que talvez os ativos que existam lá, dependendo do preço que você consegue adquirir um
05:19crédito,
05:19você consegue monetizar e ter um retorno, etc, etc.
05:22Ou a própria ação judicial em si, que por definição é uma disputa onde duas partes não procuraram o judiciário
05:30porque não conseguiram se acertar e tem os prazos longos e o risco jurídico, etc.
05:34Então, acho que o fator especial é porque não é uma situação normal.
05:39Para sofisticar um pouco, muitas vezes, como o Guilherme bem falou, o que você precisa é prover liquidez.
05:46Então, aquele que está em uma disputa judicial eventualmente pode precisar de liquidez
05:50ou para a própria disputa judicial ou porque o seu negócio ou a sua família precisa de liquidez naquele momento
05:55e ele já tomou todas as liquidez também, como o Guilherme falou, já foi nos bancos,
05:58já foi nos empresadores tradicionais do nosso mercado, incumbentes, vamos chamar assim,
06:02e sobrou aquele ativo judicial, aquele ativo complicado e no momento, principalmente macro que nós estamos vivendo,
06:10no momento onde está difícil liquidez, juros altos há muito tempo,
06:13você tenta ter um capital extra, uma liquidez extra num ativo não óbvio,
06:19onde as casas de special cities, os investimentos de special cities podem trabalhar.
06:23E, por fim, eu acho que às vezes tem até um serviço que as gestoras prestam combinado com o capital.
06:29Então, principalmente aqui, tanto em empresas com dificuldade quanto ativos legais.
06:35Gerir um litígio ou gerir o turnaround de uma companhia requer, muitas vezes, não só assessores,
06:42como requer uma parceria de tocar e tomar decisões que sejam adequadas e que ajudem aquela empresa
06:53a sair daquela decisão ou a gerir aquele litígio.
06:55E, muitas vezes, as casas de special cities, ou as gestoras que fazem esse trabalho,
07:01elas também contribuem com um serviço que tem algum valor para aquele cliente,
07:06para aquela empresa, para aquele empresário, para aquela empresária.
07:08Se eu puder complementar, Patrícia, essa fala da lei, eu concordo 100% com ela,
07:14porque, como eu disse, special cities envolve um conhecimento, não só jurídico,
07:19mas um conhecimento financeiro, um conhecimento técnico.
07:20São operações complexas, não é aquela operação ordinária de dia a dia.
07:25Elas são especiais justamente por conta disso que o Ale falou.
07:27Você sai da CNTP e entra em operações que fogem dessa normalidade.
07:33Então, essas casas especializadas, também os escritórios que atuam nessa área,
07:38eles agregam não só o aporte de capital, fazendo com que esses players do mercado
07:44acessem o capital, mas também com esse know-how técnico e ajudam, portanto,
07:49a estruturar as operações, a gerir o ativo, a encontrar uma saída de liquidez para o ativo.
07:55Então, eu acho que essa característica é bem importante para a gente compreender esse mercado.
08:00É um mercado que tem muito conhecimento, que exige muito conhecimento na gestão do ativo.
08:05Perfeito.
08:07Acho que deu para entender bem qual é a gama de possibilidades,
08:10mas talvez para a gente deixar isso mais simples,
08:15seria legal a gente falar sobre quais são os segmentos,
08:18os subsegmentos dessa classe,
08:20e talvez quais é que foram ganhando espaço,
08:25quais que já estão mais maduros ou não.
08:27A gente tem a ideia que o Distressed foi o primeiro que chegou no Brasil,
08:32mas tem outros também.
08:33Você pode explicar para a gente, certo, Guti,
08:35o que exatamente são essas classes dentro de Special Seeds?
08:38Posso.
08:39E, de novo, acho que aqui é importante a gente saber que não tem resposta certa,
08:43tá, Patrícia?
08:43Porque, como eu disse, essa expressão não está na lei,
08:45não é uma coisa que eu vou dizer,
08:46o conceito é esse, ou está no manual XYZ.
08:50Então, é uma prática de mercado,
08:52e, como eu disse, são casas muito variadas,
08:54cada uma fazendo alguma coisa, algumas fazendo mais coisas,
08:58mas é na minha perspectiva, assim,
09:00na minha experiência que atuo nesse mercado e represento na associação,
09:03eu dividiria em quatro categorias principais, tá?
09:06E acho que é importante a gente ouvir o Alexandre também,
09:09porque ele, acho que é importante ouvir a opinião dele sobre isso.
09:11Mas eu diria que uma primeira categoria é o que eu chamo de crédito,
09:15ou crédito estruturado,
09:16que são situações em que alguém, algum player do mercado,
09:20não consegue ter acesso ao crédito tradicional na CNTP,
09:24para usar a expressão que o Alexandre usou,
09:26de um banco tradicional,
09:27e ele precisa recorrer a uma casa
09:29que vai viabilizar uma linha de crédito para ele.
09:32Então, dentro disso, a gente vai ter várias subclasses
09:36e várias variadas, mas eu colocaria na caixinha de crédito.
09:40Uma segunda caixinha, eu diria que é de claims.
09:44O que são claims?
09:45São disputas, são direitos creditórios,
09:47que são discutidos judicialmente,
09:50ou administrativamente, ou numa arbitragem.
09:52Então, são legal claims,
09:55são direitos de crédito que alguém tem,
09:57porque, por exemplo, eu entrei com uma ação contra o Banco XYZ,
10:01eu entrei com uma ação contra a União,
10:04e eu tenho um precatório a receber,
10:05eu tenho uma ação contra o município de São Paulo.
10:08Então, esse é um mercado que no Brasil é muito grande,
10:12e a gente vai falar um pouco mais sobre isso,
10:14acho que é por conta até da própria característica do judiciário brasileiro.
10:17Então, eu diria que é a segunda caixinha,
10:19dos legal claims, e aí você pode ter legal claims públicos,
10:22contra entes públicos, que vão gerar precatórios,
10:25e você pode ter legal claims contra entes privados,
10:28por exemplo, contra a Patrícia, contra o Guilherme,
10:30contra o Alexandre, contra o Banco,
10:32contra a companhia XYZ.
10:35Uma terceira caixinha, eu diria que são as operações de distress,
10:39que envolvem algum estresse financeiro.
10:41Então, são empresas que estão em alguma situação de crise econômico-financeira,
10:47elas podem estar numa recuperação judicial,
10:49elas podem estar numa recuperação extrajudicial,
10:52elas podem estar numa falência,
10:53ou podem nem estar ainda tão avançadas na sua crise.
10:57Elas estão numa situação pré-recuperacional, por exemplo.
11:00E nessa situação surgem várias oportunidades
11:05que estão dentro desse universo do distress,
11:08do stress financeiro.
11:09E, por fim, eu diria que a quarta caixinha
11:12é a do financiamento de disputas,
11:15ou litigation finance, litigation funding,
11:18que são operações em que uma gestora,
11:22uma casa, ela financia uma disputa,
11:26a Patrícia precisa entrar com uma ação contra o Guilherme,
11:31e aí a Patrícia cede ou vende uma parte
11:35do direito que ela teria contra o Guilherme,
11:37em troca de um financiamento dessa casa.
11:40E aí, se você ganhar a ação,
11:42essa casa vai ficar com um percentual dessa disputa.
11:46Então, isso se liga também com o mercado de legal claims,
11:49mas é um pouco diferente,
11:50porque é um financiamento numa fase ainda mais inicial da disputa.
11:54Então, eu diria que a gente poderia encaixar
11:57a maior parte dessas operações nessas quatro caixinhas,
12:00mas, de novo, não tem resposta certa,
12:02eu acho que depende muito da visão de cada um do mercado.
12:06Alexandre, vocês são uma das casas que são muito famosas
12:10por terem começado esse projeto de Special Seeds aqui no Brasil.
12:15Vocês começaram muito por essa parte de crédito, de destrói.
12:18Você diria que esse é o segmento que mais se desenvolveram no Brasil hoje?
12:24Ou por que vocês resolveram, na verdade,
12:27apostar nisso quando tudo era mato também?
12:30Às vezes até é legal contar a história ou relembrar um pouco da história.
12:34Hoje é um setor que tem uma associação que representa o setor,
12:38entra com uma coisa entre 40 e 50 gestoras
12:40que pelo menos declaram que fazem e tal.
12:42Então, acho que é um setor que cresceu,
12:45cresceu também, a gente vai falar um pouquinho mais para frente,
12:47mas cresceu também em acesso ao investidor.
12:49Então, quando a gente começou 2009 para 2010, 17 anos,
12:56a gente tinha o mato alto, mas não tinha referência também.
13:01Então, teve um pouco de learn by doing, eu diria.
13:04Tem grandes casas que a gente se inspira,
13:07Howard Marks para mim é uma grande inspiração,
13:10mas tem várias casas estrangeiras,
13:11mas no Brasil realmente tinha algumas mesas de banco que faziam
13:14e acho que a gente foi talvez a primeira gestora a fazer isso
13:18oferecendo como um produto para os clientes,
13:21ou uma das primeiras.
13:21A gente começou com o NPL, com o Non-Performal Loan,
13:24com uma dívida corporativa defaultada.
13:26Lembrando que você pode fazer isso também com pessoa física,
13:28tem um mercado grande de compra, de crédito.
13:31Pessoa física, a gente resolveu se concentrar
13:33na pessoa jurídica por algumas razões.
13:36Tamanho, escala e principalmente,
13:38tem um conceito que é legal de falar aqui,
13:40que ele é um pouco histórico barra acadêmico,
13:42mas que é interessante,
13:43que no nascituro dessa expressão
13:46special situations ou situação especial,
13:49tinha aquela questão de diversificação de portfólio,
13:52onde tinham vários autores e economistas
13:56que estavam publicando fórmulas de diversificação,
13:58mas foi quando cresceu o conceito de diversificação de portfólio
14:00e teve um grupo de economistas que falaram
14:03se a gente tivesse diversificação dentro do mesmo investimento.
14:06Então, o NPL nos atraía,
14:07e é um leque que eu vou falar um pouquinho
14:11sobre os tons de cinza desse leque,
14:13que é quando você consegue ter uma diversificação de risco
14:16dentro do mesmo investimento.
14:17Exemplo, eu comprei um crédito contra uma companhia
14:20que tinha o aval de um empresário
14:23e que esse empresário tem no seu imposto de renda
14:25uma fazenda.
14:27E a natureza daquela empresa é, sei lá, do setor de varejo.
14:31Então, dentro do próprio investimento,
14:33você consegue diversificar o risco,
14:36porque se aquela companhia não se recuperar
14:37e o seu pré-pagamento, o seu contra-pagamento,
14:42a sua recuperação do crédito
14:43não vier da atividade da companhia,
14:46você, em teoria, consegue buscar uma fazenda
14:48que é de um outro setor,
14:49de uma outra natureza de atividade, etc., etc.,
14:51que tem um outro mercado.
14:52Então, a gente começou o NPL
14:55um pouco oportunisticamente,
14:57comprando a massa freda do Limão Brothers no Brasil.
14:59Lembrando, não era um banco,
15:00então era uma securitizadora
15:01com uma série de ativos defaultados.
15:03E a gente aprendeu muito rápido
15:05que tem esse leque de riscos.
15:09Tem aquele ativo que você está comprando,
15:13que no nosso caso, no NPL,
15:15foi o nosso grande berço,
15:17aonde você, dentro do próprio ativo,
15:18tem esses possíveis outros caminhos,
15:22aonde o principal risco,
15:23a gente vai falar de risco mais para frente,
15:24mas o principal risco é você
15:25não perder o principal.
15:27Ou seja, o principal,
15:28e tem também o benchmark,
15:29enfim, a correção do custo do dinheiro, etc.
15:31E você tem no outro extremo da caixinha,
15:33que acho que foi o último
15:34que o Guilherme comentou,
15:35que é o litigation finance,
15:36o financiamento ao litígio,
15:38que muitas vezes você tem risco 100% do capital.
15:41Então, você está financiando um litígio
15:42muito no começo, uma arbitragem,
15:44alguma coisa assim,
15:45aonde você pode perder a disputa
15:48e, portanto, aquele capital que foi colocado
15:51ser perdido.
15:52Então, nesse leque todo,
15:53acho que o bacana
15:54é que o mercado se tornou pujante
15:56e você consegue montar portfólios
15:58aonde você possa combinar
16:01ativos mais protegidos,
16:02porque dentro do próprio investimento
16:04você tem ali uma diversificação,
16:06vamos dizer assim,
16:06quase que uma proteção ao seu principal,
16:08ao seu custo de capital, etc.,
16:10vai depender do caso,
16:11e outros que são a pimenta do portfólio,
16:13que se eles derem errado,
16:15eles vão ser detratores de valor,
16:16e aí essa é a conta que tem que ser feita,
16:18se der certo,
16:18você precisa ganhar várias vezes
16:20para justificar o risco
16:21que você está correndo.
16:24Mas a gente fala disso
16:24um pouquinho mais para frente.
16:25A única categoria que talvez
16:27até se encaixaria nessas caixinhas,
16:29mas que quando ele é financiamento,
16:31mas tem acho que
16:31o caixinho imobiliário também,
16:34que até alguns incorporadores
16:36um pouquinho mais arrojados,
16:37elas fazem.
16:37No terreno com algum tipo de contaminação
16:39que se acredita historicamente
16:41que é possível de remediar,
16:43ou que tem algum risco ali
16:44de pagar algumas ações trabalhistas,
16:46ou fazer uma renegociação com o fisco,
16:49e etc.,
16:49ou tem, de fato,
16:51nas gestoras,
16:52nos fundos de special situations,
16:53onde você, de fato,
16:55compra um imóvel com um problema,
16:56talvez seria,
16:57não sei se é uma categoria,
16:58mas seria ali um leque a mais
16:59para colocar na lista
17:01que o Guilherme comentou.
17:03Acho que fica super claro
17:05pela fala de vocês
17:06que a gente está diante
17:07de uma classe de ativo
17:08que independe do cenário
17:11macroeconômico do Brasil,
17:12se o PIB está subindo,
17:14se está caindo,
17:15se o investidor estrangeiro
17:17está de olho no Brasil,
17:19ou se não está,
17:20taxa de juros,
17:21enfim,
17:21são realmente questões
17:23mais específicas,
17:24que são oportunidades de investimento.
17:27Isso é um dos fatores
17:30que levou a essa classe de ativo
17:32a ganhar espaço no tempo,
17:34e também queria entender
17:35como é que se cresceu
17:37nessa relevância
17:38nos últimos tempos.
17:39O Alexandre já colocou aqui
17:40o número de gestoras
17:41que cresceu,
17:42será que a gente pode também
17:44dizer um pouco
17:44o tamanho hoje
17:46desse mercado,
17:47enfim,
17:48como cresceu,
17:49por quê,
17:50o que está por trás disso?
17:51Eu acho que
17:52esse seu comentário,
17:53Patrícia,
17:54é bem importante
17:55porque acho que
17:56essa é a beleza do negócio.
17:57O ativo de special seats,
18:00ele, via de regra,
18:01geralmente,
18:01ele é desvinculado,
18:04descorrelacionado
18:04com o cenário macroeconômico.
18:08Deixa eu refazer aqui,
18:11não é que ele é
18:11completamente desvinculado,
18:12mas muitas vezes
18:13o retorno,
18:14ele pode ser desvinculado.
18:15Então,
18:16imagina o seguinte,
18:17imagina uma gestora,
18:18uma casa,
18:18que trabalha com moeda estrangeira,
18:21com dólar,
18:22ou com ações em bolsa.
18:24Esse tipo de ativo,
18:25ele está muito vinculado
18:26à macroeconomia.
18:27Agora,
18:27imagina uma casa
18:28que trabalha
18:29com special seats.
18:30O dólar pode estar ruim
18:32para as casas,
18:33o mercado de equity
18:34pode estar ruim,
18:35mas um deal específico
18:37que aquela casa investiu,
18:39um crédito que ela deu,
18:41ou um legal claim
18:42que ela comprou,
18:42deu muito certo.
18:43E aquilo não tem nada a ver
18:44com a economia,
18:45tem a ver com
18:46aquele ativo específico,
18:48que aquilo pode dar
18:48um retorno
18:49muito grande
18:50e que ele, sim,
18:52vai ser descorrelacionado
18:53com esses fatores macroeconômicos.
18:55Então,
18:55eu acho que esse seu comentário,
18:57ele é muito correto
18:58e é importante a gente
18:59ter essa consciência
19:00de como é que as coisas
19:01colocam e aí a importância
19:03também de ter um portfólio
19:04balanceado,
19:05como o Alexandre
19:05bem colocou.
19:06Mas, assim,
19:07por que eu diria
19:08que esse mercado,
19:10essa indústria,
19:10cresceu muito no Brasil
19:12nos últimos anos?
19:13Eu acho que por alguns motivos
19:14e também são palpites meus
19:16e seria muito bacana
19:18ouvir também
19:19a opinião do Alexandre.
19:21Mas,
19:21me parece o seguinte,
19:22eu acho que o Brasil
19:24é um país muito peculiar
19:25do ponto de vista
19:26de risco jurídico.
19:28a gente tem
19:29uma insegurança jurídica
19:31muito grande
19:32se a gente comparar
19:32com outros países ocidentais
19:35e isso,
19:36essas inseguranças,
19:37esses riscos jurídicos,
19:38nos exemplos do Alexandre,
19:39problema no imóvel,
19:41problema ambiental,
19:42risco de crédito,
19:44isso faz com que surjam
19:45oportunidades,
19:46onde há risco,
19:47há oportunidades,
19:48há espaço para arbitragem,
19:50para arbitramento de valor.
19:52E o Brasil tem um estoque
19:54de ações muito grande,
19:56é um país muito judicializado
19:57como reflexo desse risco.
20:00Eu acho que um outro fator
20:02que levou a gente
20:03a crescer esse mercado
20:05nos últimos anos
20:05é o fato de que o Brasil
20:06volta e meia
20:08tem alguma crise.
20:10Então,
20:11a gente é um país
20:11que está indo bem,
20:12mas a gente volta e meia
20:13tem alguma crise econômica
20:15e no meio dessas crises
20:16acabam aparecendo oportunidades.
20:19Acho também que
20:20o fato de que a gente
20:21tem uma taxa de juros
20:22muito alta
20:23faz com que as empresas
20:24acabem não conseguindo
20:26acessar,
20:28acabem tendo problemas
20:29de crédito
20:30e acabem não conseguindo
20:31acessar alguns mercados
20:32e nessas oportunidades
20:34surgem
20:34essas operações
20:37de special seats.
20:38E, por fim,
20:39eu acho que também
20:41existe,
20:41nos últimos anos,
20:42uma certa incapacidade
20:43de alguns setores
20:45da indústria
20:46de ativos e líquidos
20:47de fornecer resultado
20:48para os investidores,
20:50por exemplo,
20:50a indústria de private equity.
20:51Então, isso fez com que
20:53boa parte desses investidores
20:54acabassem migrando
20:55para outras categorias
20:57de ativos e líquidos,
20:59alternativos,
21:00e a indústria
21:01de special seats
21:02está justamente
21:03nesse caminho
21:05de fornecer
21:07maiores retornos
21:08para os investidores
21:09desses ativos e líquidos.
21:10E hoje estão cerca
21:11de 50 gestores
21:12atuando com isso
21:13no Brasil,
21:14é isso?
21:15Eu não tenho
21:16esse número exato,
21:17mas acho que é o número
21:18que o Alexandre colocou.
21:20Eu diria que é algo
21:20em torno disso.
21:21mesmo.
21:22Agora,
21:22tamanho do mercado
21:23é difícil da gente estimar,
21:25quantos bilhões
21:26tem sob gestão nisso?
21:27É difícil.
21:29É difícil.
21:30O número
21:30que a gente pesquisou
21:32só é entre
21:3340 e 50 gestoras
21:35e um número
21:36que de 23 para cá,
21:3823 era uma coisa
21:39como 10 bilhões
21:40sob gestão.
21:41Aí eu estou falando
21:42de capacidade de investimento
21:43naquele momento,
21:44naquela fotografia.
21:45Você vai investindo,
21:46vai diminuindo
21:47aqueles fundos
21:48e os novos fundos
21:49que estão sendo captados
21:49vão repondo
21:50aquele capital.
21:50e hoje
21:51é uma coisa
21:51como 13.
21:52Então,
21:52tem crescido,
21:53não é pouco,
21:54são 30%
21:55em dois anos,
21:56três anos,
21:58mas é legal também
21:59olhar um pouco
21:59como os ativos
22:02estão crescendo.
22:03Então,
22:04numa das categorias
22:05que o Guilherme
22:05bem comentou aqui,
22:07recuperação judicial,
22:08algum tipo
22:08de investimento
22:09ligado,
22:10seja da crédito,
22:10seja comprar crédito,
22:12a gente saiu de,
22:14a metodologia
22:14mudou um pouquinho
22:15no Serasa,
22:16mas a gente tem
22:161.400 ações,
22:18desculpa,
22:19recuperações judiciais
22:20em curso no Brasil
22:22em 2023,
22:23quando tinham 10 bi
22:25de capacidade de investimento
22:26nas gestoras
22:27e hoje são 2.400
22:30com 13 bi.
22:32Então,
22:32em uma das categorias,
22:33a gente tem
22:34um crescimento
22:35bem maior
22:35do mercado-alvo,
22:38vamos chamar assim,
22:39não é a expressão
22:39correta aqui,
22:40mas só para ficar
22:41talvez uma
22:41uma simplicidade
22:42metafórica aqui.
22:44Se você olhar litígio,
22:46o total de litígios
22:47no Brasil,
22:48ele é maior
22:49que o market cap
22:50das companhias
22:50na Bolsa,
22:52então tem um mercado
22:53bastante grande,
22:54mas eu acho
22:55que o aumento
22:55de gestora sim
22:58tem,
22:59torna algumas,
23:00algumas oportunidades
23:02menos atraentes,
23:03porque não dá
23:05para ignorar o fato,
23:06não são em todos
23:06os ativos,
23:07não dá para ignorar
23:08o fato de que
23:09mais concorrência
23:09tem uma tendência
23:10a subir preço.
23:11Por outro lado,
23:12as gestoras
23:13não nascem
23:13do mesmo tamanho,
23:14então para nós
23:15também tem algum benefício
23:16como uma gestora
23:17um pouco maior
23:18nessa questão,
23:19nesse mercado,
23:20de você poder
23:21ter originações
23:22onde você divide
23:22o cheque
23:23com outras gestoras,
23:23tem duas casas
23:24avaliando a mesma
23:25oportunidade,
23:26menos chance de errar,
23:28você tem um mercado
23:29secundário,
23:30ou seja,
23:30por definição,
23:32os ativos
23:33que a gente investe
23:34em Special Situation
23:35são pouco líquidos,
23:37então alguma liquidez,
23:39e é claro que a decisão
23:40de investimento
23:40não pode depender
23:41de uma liquidez
23:41secundária,
23:42mas alguma liquidez
23:43ajuda,
23:44e mais gestoras,
23:45você tem gestoras
23:45que tem um ciclo
23:46de investimento
23:47e gestoras
23:48que estão num fundo
23:49com um ciclo
23:50de desinvestimento,
23:51então você pode
23:51ter um mercado
23:52secundário
23:53um pouquinho maior,
23:53mas para tentar completar,
23:54porque eu acho que o Guilherme
23:55comentou tudo,
23:57eu acho que acontece
23:59no Brasil,
23:59a sofisticação
24:01do Brasil,
24:02o Financial Deepening
24:02que vocês falam muito
24:03aqui no programa,
24:05ele acaba,
24:06é legal você ver
24:07o que está acontecendo
24:07nos Estados Unidos e na Europa,
24:08porque depois de uns
24:0910, 15 anos
24:10começa a acontecer
24:10um pouco no Brasil
24:11do nosso jeito,
24:12mas acho que lá fora
24:14foi uma questão
24:15de alguns investidores
24:16institucionais,
24:18de endowments
24:18institucionais
24:19que apostaram em
24:20Special Seeds
24:20e tiveram melhores retornos,
24:22isso foi documentado,
24:24isso obviamente
24:24vai sendo observado,
24:26e outros investidores
24:27institucionais
24:28começaram a fazer
24:28esse tipo de investimento,
24:30os wealth individuals
24:31ou as grandes
24:32famílias
24:33mais abastadas,
24:34com mais capital,
24:35foram seguindo
24:36e esse processo
24:37foi sendo democratizado
24:39até chegar em produtos
24:40mais acessíveis
24:41para o pequeno investidor,
24:43eu acho que aqui
24:43é a mesma coisa,
24:45retornos maiores
24:46com todas as
24:48questões ligadas
24:49à liquidez,
24:51e a gente foi sofisticando,
24:52foi sofisticando
24:53e hoje
24:53acho que a gente tem
24:54um amplo leque
24:56de gestoras,
24:57com um amplo leque
24:58de quem quer
24:58um portfólio mais diversificado,
25:00quem quer,
25:00não,
25:00eu quero apostar
25:01só em litigation finance,
25:02eu quero apostar
25:02só em ações trabalhistas,
25:04eu quero só fazer
25:05o deep finance
25:06ou empréstimo
25:07para a empresa
25:07em recuperação judicial,
25:09eu quero fazer
25:09o crédito estruturado,
25:10então acho que
25:11a gente está
25:12se sofisticando
25:13e acho que
25:13o investidor
25:14pode hoje
25:15ter um leque maior
25:17de formas
25:18de investir
25:19nessa categoria.
25:20E Alexandre,
25:21ao longo desses anos
25:23a gente vê
25:24que aumenta
25:25o espectro
25:26de investidores
25:27que estão interessados
25:28nessa classe de ativos,
25:29mas ainda não é
25:30para todo mundo,
25:31quem você diria
25:33hoje que é
25:34mais um investidor
25:35dessa classe
25:36de ativos
25:36são os institucionais,
25:38family offices,
25:39private bankers,
25:41você como uma grande gestora
25:42e quem que você vê
25:44que está realmente
25:45interessado,
25:46procura,
25:47e também já comentar
25:48um pouquinho
25:48sobre o retorno,
25:49média,
25:50claro que depende
25:51de cada situação,
25:52quanto que o investidor
25:54tem que ter ali
25:55pelo menos
25:56para ele estar interessado.
25:57Eu acho que
25:58a gente tem uma questão,
25:59começando com lá fora,
26:00tem uma questão
26:01inscional no Brasil
26:02que é diferente
26:02do lado de fora,
26:03então aqui no Brasil
26:04a Previc que regula
26:06os fundos de pensão
26:07não é muito claro
26:09se os fundos de pensão
26:10podem investir
26:11nesse tipo de ativo
26:12e em que proporção,
26:14então acho que tem
26:15uma diferença
26:16de mercado
26:17do lá fora
26:18no Brasil,
26:19lá fora os institucionais
26:19são muito relevantes
26:21em special seats,
26:22aqui no Brasil
26:23os institucionais
26:24que são relevantes
26:25são os estrangeiros
26:26que estão acostumados
26:27a fazer isso globalmente,
26:28que investem aqui
26:29casas como a nossa
26:30e outros parceiros nossos,
26:32outros concorrentes,
26:33outras gestoras,
26:33outras casas
26:34que fazem a mesma coisa.
26:35Então acho que o inscional
26:36no Brasil é um pouquinho
26:37diferente dessa
26:39realidade global.
26:40No Brasil começou
26:41com os wealth individuals
26:42ou com o private banking
26:44ou com as famílias
26:45que têm mais capital,
26:46os investidores
26:47vão chamar profissionais
26:48ou como a CVM
26:49chama de profissional,
26:50a gente conseguiu
26:51o nosso fundo 4,
26:52ou seja,
26:52depois de muito tempo
26:54a gente conseguiu montar
26:55um fundo
26:56que o investidor qualificado
26:58possa investir.
27:00Então acho que teve
27:01uma grande democratização,
27:02mas acho que o mais importante
27:04é tentar compartilhar
27:05com quem está ouvindo
27:07se você está ou não está preparado
27:08para investir
27:10em special seats.
27:11Acho que o primeiro ponto
27:12é abrir mão da liquidez.
27:14Então não tem como
27:15aqui tudo que o Guilherme comentou
27:16das categorias de ativo,
27:17essas coisas não acontecem
27:18de hoje para amanhã.
27:19É um acidente de percurso,
27:22uma saída rápida,
27:23uma liquidez rápida
27:24num ativo.
27:25existe, mas ela é exceção
27:26e não dá para contar com ela.
27:27Acho que o segundo ponto
27:28é que quando a gente vai
27:30falar um pouquinho de risco,
27:31é claro que existem métodos,
27:33existem conceitos,
27:34existem formas
27:35de você tentar estimar
27:36o evento futuro incerto
27:38do risco,
27:39mas diferentemente
27:40de outros mercados
27:41onde você tem
27:42muito mais desvio padrão,
27:43variância
27:44e outros métodos
27:45mais sofisticados,
27:47eu tenho,
27:48e é uma convicção
27:48mais pessoal,
27:49de que é muito empírico
27:53o tipo de investimento,
27:54especialmente no Brasil,
27:55por muitas mudanças
27:56regulatórias,
27:57por muitas mudanças
27:58macroeconômicas,
27:59por juros que sobem
28:00e descem,
28:01principalmente nos últimos
28:02dez anos,
28:03de uma maneira muito,
28:03muito,
28:05pouco previsível,
28:07e etc.
28:08Mudanças de jurisprudência,
28:10e isso tudo faz com que,
28:12eu acho que a experiência
28:13empírica,
28:14o backtesting,
28:15olhar aquilo que você
28:16está enfrentando agora
28:17e ver como é que ela se comporta
28:19na montagem do seu portfólio,
28:21naquele ativo específico,
28:22naquela categoria de ativo,
28:23eu acho que ia te dar muito.
28:24Então,
28:25no nosso caso aqui,
28:26a gente é sempre muito cético
28:29em acreditar que
28:31o investidor pequeno
28:34ou grande
28:35deveriam apostar
28:36em alguma coisa
28:38que o conceito é
28:39essa casa é muito melhor
28:41ou esse investimento
28:45é melhor
28:46porque aquela casa
28:46está fazendo,
28:47etc.
28:47eu realmente acho
28:48que as casas
28:49com mais experiência
28:51podem ter um,
28:52talvez seja um pouco
28:53blasfê dizer que as casas
28:54têm mais experiência
28:55porque a gente é uma delas,
28:56mas eu acho que
28:56para grandes investimentos,
28:58ou seja,
28:58se você vai pegar
28:59uma porcentagem
28:59do seu portfólio
29:00um pouquinho maior,
29:01dois,
29:02três,
29:02quatro,
29:02cinco,
29:02seis,
29:03sete por cento
29:03se você for mais arrojado,
29:05eu acho que é importante
29:06você olhar casas
29:07que estão há mais tempo
29:08fazendo,
29:09porque você tem talvez
29:10esse tempo
29:11de prova
29:13empírica.
29:14mas acho que hoje
29:15a gente deveria,
29:17se a gente estão assistindo
29:18aqui o programa
29:19e estão entendendo
29:20o tipo de risco
29:21de investimento
29:22que está sendo feito,
29:22eu acho que é um investimento
29:23para qualquer um
29:24que tenha visão
29:24de longo prazo.
29:25Bem interessante.
29:26Sinto Butch,
29:27acho que seria interessante
29:28você falar mais ou menos
29:29em média,
29:30para esse investidor
29:31que está nos ouvindo
29:32entender qual mais ou menos
29:33o prazo de investimento
29:35que se espera,
29:37riscos, retornos,
29:38se dá para comparar
29:39com alguma outra classe
29:40de ativo
29:40para você ter uma ideia
29:41mais ou menos
29:42de onde está se metendo
29:44quando está dentro
29:45de special situations?
29:48Eu acho, Patrícia,
29:50que quando um investidor
29:51procura esse tipo de ativo
29:52ele tem que estar ciente
29:53de algumas coisas.
29:54Primeiro,
29:55de que são ativos ilíquidos
29:58como o Alexandre
29:59bem colocou.
30:00Acho que esse é o primeiro ponto
30:02para a gente poder falar
30:04estou pronto para investir
30:05nesse tipo de ativo.
30:06São ativos que,
30:08por definição,
30:08eles são ilíquidos.
30:11É claro que existe
30:12um mercado secundário,
30:13às vezes você consegue
30:14dar uma saída,
30:15nem sempre,
30:15mas às vezes consegue,
30:16como o Alexandre também colocou,
30:17mas geralmente
30:18se você conseguir
30:19uma saída no secundário
30:20você vai ter um pênalti
30:21muito grande.
30:22Então,
30:22acaba não valendo a pena.
30:24Então,
30:24é um investimento
30:25que para fazer sentido,
30:26para ele chegar
30:27no retorno
30:28que você está esperando,
30:30você tem que ter paciência
30:31e capacidade
30:32de esperar
30:33o investimento maturar.
30:35Então,
30:35duration,
30:36como a gente fala
30:37no jargão do mercado,
30:38é da essência
30:39desse mercado,
30:40desse tipo de ativo.
30:41Mas seria o quê?
30:42Por volta de cinco anos
30:43ou mais?
30:44Eu acho que varia,
30:45acho que o Alexandre
30:46pode falar,
30:47mas eu diria que algo
30:48entre cinco a dez anos,
30:50eventualmente pode até
30:50ser um pouco menos,
30:52mas eu diria que na média
30:53há algo em torno disso.
30:54Acho que as categorias
30:56que são
30:56para a definição
30:57mais curtas,
30:59se você tiver
31:00um fundo que foca
31:01em ação trabalhista,
31:03você vai estar concentrado
31:04em uma categoria
31:04de ativo,
31:06mas você tem,
31:07talvez,
31:07prazos mais curtos.
31:08quando você está falando
31:09de portfólios
31:10que envolvem
31:11todas as categorias
31:11que o Guilherme comentou,
31:13eu acho que está
31:13muito mais
31:14para a média
31:14de oito anos
31:15do que para a média
31:16de cinco,
31:17por isso que precisa
31:18também compensar
31:18o retorno.
31:19Se a gente não tiver
31:21retornos
31:23que superem muito
31:24o CDI,
31:25mais seis,
31:25mais sete,
31:26mais oito,
31:26mais nove,
31:26mais dez,
31:27se você não tiver
31:28essa perspectiva
31:29ou se o investidor
31:29não acreditar
31:30olhando o histórico
31:31e olhando
31:32o que ele acredita
31:33que isso pode dar
31:34de retorno,
31:34se não tiver esse prêmio,
31:36eu acho que não justifica
31:37o período de tempo
31:38e o risco
31:38que você está tomando.
31:40Então realmente
31:40o Special Seeds
31:41tem que ser
31:41um pedaço menor
31:43da sua carteira,
31:44onde você abre
31:44muito um monte de liquidez,
31:46mas onde você espera
31:47que puxe o retorno
31:48da carteira para cima,
31:48principalmente se você
31:49tiver isso
31:50no longo prazo.
31:52Porque como qualquer
31:53categoria,
31:54ainda que essa
31:55é um pouco mais
31:56descorrelacionada,
31:56e eu diria que
31:57não só descorrelacionada
31:58com o macro,
31:59ou a maioria
32:01das categorias
32:01menos correlacionadas
32:03com o macro,
32:03se eu acho que
32:04é a frase mais correta,
32:05mas ela também
32:06é descorrelacionada
32:06com os outros ativos
32:07da carteira
32:07da maioria dos clientes.
32:09Então essa combinação
32:10dupla justifica
32:12você ter um pedaço
32:13do seu portfólio
32:14menor
32:15em Special Seeds
32:16sempre.
32:17Porque existem
32:18vintages
32:19que podem ser melhores
32:20ou piores
32:21como qualquer
32:21categoria de investimento.
32:22Então a gente estava
32:23falando aqui
32:23um pouco
32:23de precatórios.
32:25Precatório a gente
32:26passou nos últimos
32:27três, quatro anos
32:27por mudanças
32:29constitucionais
32:30que não eram
32:31muito previstas
32:31até a pandemia
32:33e que mudaram
32:34várias regras,
32:35inclusive o cupom do papel,
32:36como ele corrige.
32:37E aí a discrepância
32:39entre o IPCA
32:40mais dois
32:40e a Selic
32:41ficaram,
32:42são muito grandes.
32:43Então se você
32:43só investe
32:45naquele momento,
32:46naquele vintage,
32:47você pode ter o azar
32:48de pegar
32:48retornos menores
32:49porque você teve
32:50uma mudança
32:51regulatória
32:51de uma categoria
32:52de ativo
32:52importante.
32:54Então se você
32:54mantiver
32:55nos vintages
32:56todos,
32:57você provavelmente,
32:58pelo menos a matemática
32:59mostra um pouco
33:00que você deve ter
33:01mais chance
33:01de ter retornos
33:03acima
33:04do retorno
33:05do seu portfólio
33:05puxando um pouco
33:06esse retorno
33:07para cima.
33:08Foi isso que começou,
33:09que fez a indústria
33:09crescer lá atrás,
33:10como eu comentei.
33:11Foi alguns investidores
33:12institucionais
33:12nos Estados Unidos
33:13que fizeram
33:14essa aposta,
33:15acreditaram
33:16em algumas gestoras,
33:17em alguns economistas
33:18e tiveram esse retorno
33:20ao longo dos anos.
33:22E isso criou
33:22essa indústria
33:23e criou esse conceito
33:25de que se você tiver
33:26investido em special cities
33:27numa proporção
33:28relevante,
33:29mas pequena
33:29do seu portfólio,
33:30ao longo dos anos
33:32no compound effect,
33:33você vai tirar um pouco
33:34dessas características
33:35de vintages
33:36e vai conseguir
33:37ter um retorno
33:38superior,
33:38como o Guilherme comentou.
33:40Dá para a gente
33:41falar, por exemplo,
33:43cerca de 5%
33:44de alocação
33:45e o Setor Boot
33:45falou no início
33:46que o private equity
33:47tem perdido espaço
33:49para special situations,
33:50isso tem acontecido
33:51e se hoje,
33:53mais ou menos,
33:53o que vocês veem
33:54de alocação
33:55já em family offices,
33:56em private banking,
33:58se vocês estão vendo
33:59os investidores
34:00interessados
34:01e realmente aumentando
34:02para chegar
34:04a uma alocação,
34:05digamos assim,
34:06mais ideal,
34:07está tendo esse movimento
34:09realmente,
34:10por isso a gente
34:10vê a indústria
34:11crescer?
34:11Olha, Patrícia,
34:12o gestor aqui
34:13é o Alexandre,
34:14mas eu vou dar
34:15um pouco
34:15minha visão
34:16até de eu
34:18como investidor
34:18na física
34:20e também
34:21ajudando os clientes
34:22a estruturarem.
34:22Eu vejo um movimento
34:24recente
34:25das pessoas
34:25migrarem
34:26para o special cities,
34:27olhando
34:28por conta
34:29desse cenário
34:30todo que a gente
34:31vive no Brasil
34:31nos últimos anos
34:32e vendo os retornos
34:33que essa indústria
34:34bem executada
34:35ela pode dar
34:36para os investidores.
34:37Então, eu vejo, sim,
34:38as pessoas tirando
34:40dinheiro de algumas
34:40classes de ativos
34:41e procurando
34:43boas casas
34:44que fazem
34:45esse tipo de deal.
34:46Agora,
34:47percentual de patrimônio,
34:49eu não sei,
34:50mas eu diria, assim,
34:51que 10%
34:52é um negócio
34:52bastante arrojado,
34:54me parece.
34:55Então, eu acho,
34:56né, Alexandre,
34:56eu acho que é algo ali
34:58para baixo de 10,
34:59entre 5, 6, 7,
35:01acho que já é
35:02um percentual
35:03relevante do patrimônio,
35:04mas realmente
35:05isso, eu acho que é melhor
35:07a gente ouvir
35:07o nosso gestor aqui.
35:08A gente não faz, né...
35:10É, e depende
35:11de investidor
35:11para investidor, né?
35:12Exato, a gente não faz
35:12serviço de alocação,
35:14de wealth
35:14e de carteira,
35:16de assessoria de investimento,
35:17então, acho que as pessoas
35:18mais corretas
35:19para responder
35:20seus assessores,
35:20mas a gente sabe
35:21um pouco das recomendações.
35:22Eu acho que você está
35:22bem certa,
35:23o Guilherme também.
35:25Se você não for um gestor
35:26como eu,
35:26que ter 80 plus
35:27o seu portfólio
35:29nos seus próprios fundos, né,
35:31eu diria que você tem
35:32que ser muito arrojado
35:32para chegar a 10%.
35:33A gente viu recomendações
35:35que vão de 3 a 5,
35:37acho que 5 é um bom número
35:38para um que tem
35:39um apetite médio
35:40para risco,
35:41eu diria que você é um entrante,
35:43tem que ficar mais
35:43no quartil do 3%,
35:46então deveria ser um pouco
35:49nessa questão,
35:51nesse range aqui.
35:52Mas acho que ao longo do tempo,
35:53o que é legal de dizer
35:54é que ao longo do tempo
35:55a gente vê os investidores
35:57acostumando e aumentando
35:58as posições,
35:59acho que isso que é legal,
36:00a gente está aqui
36:01com 17 anos,
36:02então a gente vê
36:04que investidores mantém
36:06e paulatinamente aumentam
36:07um pouco a sua exposição
36:09nesse range aí,
36:113 a 10 é um pouco arrojado,
36:133 a 8 ali,
36:14acho que é uma boa recomendação
36:17dependendo do apetite de risco
36:18de quão não acostumado
36:19você está com essa categoria.
36:23Alexandre,
36:23Sertogut,
36:24muito obrigada
36:25por vocês explicarem,
36:26queria que a gente
36:27terminasse então
36:28com perspectivas para o futuro.
36:31Dado tudo que a gente já viu
36:32dessa classe crescendo
36:33aqui no Brasil,
36:34vendo que o Brasil realmente
36:36é um terreno muito fértil
36:38para essa classe de ativo,
36:39o que a gente pode esperar
36:40aí para os próximos anos,
36:42esse crescimento na indústria
36:43ainda está só no começo,
36:45tem outros investidores
36:46que podem chegar,
36:48o que vocês esperam?
36:50Bom,
36:51eu vou falar algumas perspectivas
36:52aqui diferentes,
36:53de diferentes ângulos
36:54para essa resposta,
36:56eu acho que
36:58de um lado
36:59a gente está quase 5 anos
37:00esperando que o juro caia
37:01de verdade,
37:02caiu agora pela segunda vez,
37:05quando todo mundo acreditava,
37:07no começo eu falava
37:08olha,
37:08eu acho que o juro vai cair,
37:10depois eu falei,
37:11olha,
37:11eu já não sei mais
37:12quando o juro vai cair,
37:13agora eu só falo o seguinte,
37:14parece que ele está mais perto
37:15de cair do que de subir,
37:16um pouco da frustração aqui
37:19de um cenário macro complicado,
37:21tanto local,
37:21na parte fiscal,
37:22quanto externo,
37:23na parte geopolítica,
37:24mas acho que
37:26sobre o aspecto
37:27de investir mais,
37:29eu vejo
37:30que é crescente
37:31o apetite dos investidores,
37:34até por frustrações
37:35com algumas outras categorias
37:36que momentaneamente
37:37estão sofrendo mais,
37:39justamente por juro alto,
37:40se você olhar para a EverEct,
37:41sofre mais,
37:42na média,
37:43porque você com um juro
37:44muito alto,
37:44as empresas precisam
37:45se financiar para crescer,
37:47e um juro mais alto
37:48ele reduz o valor de equity,
37:49o valor das companhias,
37:51você deixa mais dinheiro
37:51no curso da sua dívida
37:53do que para o seu acionista.
37:56Então você tem uma dificuldade
37:58de você captar mais
37:59quando você tem um prêmio
38:01por deixar o dinheiro
38:02com pouco risco,
38:03na renda fixa.
38:04Só que eu acho que a gente,
38:05seja por incentivos fiscais,
38:07então por exemplo,
38:08os debêntures captaram
38:09700 bilhões no ano passado,
38:10se eu não estou enganado.
38:11Esse trimestre,
38:12a gente já caiu
38:14de 280 para 140,
38:16quando você compara
38:16o trimestre com o trimestre,
38:17então está reduzindo isso.
38:19E os exprés
38:20estavam muito baixos,
38:21então naquela categoria
38:23high grade
38:24que eu comentei aqui,
38:25onde a empresa
38:25é muito grande,
38:26tem um histórico muito sólido,
38:27ou supostamente deveria
38:28ter um histórico muito sólido,
38:29ou você está apostando
38:29quase que só no fluxo de caixa
38:30daquela companhia.
38:31E a gente viu aqui
38:32recentemente
38:33alguns nomes
38:35que vieram à tona
38:36como GPA,
38:37como Raizen,
38:38etc.
38:39Então você tem
38:40acho que uma oportunidade
38:43muito grande
38:43e eu acho que eu vejo
38:44um futuro
38:45de uma combinação maior
38:47entre o High Yield
38:48ou o Ultra High Yield,
38:49o crédito estruturado
38:51e o Special Cities.
38:52Ou seja,
38:53parece que essa guerra
38:55pode acontecer
38:56que não,
38:57mas acho que as cadeias
38:58de suprimento
38:58já estão bastante afetadas.
39:00Acho que vai demorar um pouquinho,
39:01o mundo sempre se reorganiza,
39:02mas vai demorar um pouquinho,
39:04então você tem
39:04mais inflação
39:05em várias cadeias
39:07de suprimento.
39:08E as empresas
39:09estão há bastante tempo
39:10com o Juro Alto.
39:11Então acho que vai ter uma,
39:13está tendo e vai ter
39:14um bom vintage,
39:15especificamente naquela caixinha
39:16que o Guilherme comentou,
39:17de crédito estruturado,
39:18que é refinanciar
39:19companhias boas,
39:20e o difícil
39:21é selecionar as companhias
39:22que são boas,
39:23tentar manter
39:23aquela categoria
39:24de investimento
39:25onde você tem
39:26uma garantia,
39:27se possível,
39:28não correlacionada,
39:29nem sempre você encontra
39:30com isso.
39:31Então acho que para o futuro
39:32não muito distante,
39:34eu acho que as oportunidades
39:35de Special Cities,
39:36especificamente em reestruturação
39:38de balanço de companhia,
39:39vão ser bem crescentes.
39:41Do ponto de vista
39:42da indústria
39:43de Special Cities,
39:44eu acho que vai ter
39:45consolidação.
39:46eu acho que se você olhar
39:48o que tem no mercado
39:50lá fora,
39:51o que aconteceu
39:51no mercado lá fora,
39:52mas também a dinâmica
39:54de uma gestora,
39:55de você manter
39:55os seus talentos,
39:56se você perguntar,
39:57se eu chegar na Diário Mauá
39:59agora e perguntar
40:00para cada um
40:01dos nossos 130,
40:03quase 140 funcionários,
40:05como que ele quer estar
40:06ou ela quer estar
40:06daqui cinco anos,
40:08quer estar fazendo
40:08coisa mais sofisticada,
40:10mais intelectual,
40:11gerindo mais recursos,
40:12ganhando mais dinheiro.
40:14Então a empresa
40:15precisa crescer.
40:17e não é fácil
40:18como você tem
40:19esses fundos
40:20que podem ser
40:20uma coisa entre
40:21cinco,
40:22oito anos ou mais,
40:24o processo de investimento
40:26dura de dois a três anos,
40:27você capta o próximo fundo
40:29depois que você investiu esse,
40:31nesse tempo
40:31você precisa gerir
40:32aqueles talentos.
40:33Então eu diria
40:34que vai ser
40:35um caminho natural
40:38que gestoras menores
40:39façam parte
40:40de gestores maiores.
40:42Vai ser uma coisa
40:42muito pessoal,
40:44mas eu acho
40:44que o que acontece
40:44lá fora quase sempre acontece
40:46aqui e essa dinâmica
40:47deveria acontecer.
40:49Eu acho que por fim
40:50e não menos importante,
40:52existem algumas
40:54sofisticações
40:55que o mercado
40:55vai encontrando.
40:56Por exemplo,
40:56a gente teve uma reforma
40:57na lei de recuperação
40:58judicial e falência
40:59em 2020
40:59que tornou
41:01em algumas questões,
41:02tentando simplificar
41:03um pouquinho
41:03para o ouvinte,
41:04que o empréstimo
41:05para a empresa
41:06de recuperação judicial
41:07ficou mais bem estruturado.
41:08então você tem
41:11também o aperfeiçoamento.
41:13Tem coisas que andam
41:14para trás também.
41:14Eu diria que
41:15a gente está
41:16num momento difícil
41:17no sistema judiciário
41:18sem a gente
41:19generalizar demais,
41:20mas a gente está
41:22difícil,
41:23o processo difícil
41:24na nossa corte brasileira,
41:26nosso sistema judiciário
41:27brasileiro
41:28em termos de previsibilidade.
41:29A gente tem visto
41:31um viés muito político,
41:32principalmente nas cortes
41:33mais altas e etc.
41:34Então também
41:35tem coisas
41:37que andam para trás.
41:38Mas acho que
41:38o bom gestor,
41:39as boas gestoras
41:40vão lendo
41:42esses movimentos
41:44e vão tentando
41:45realocar
41:45nos seus próximos
41:47portfólios
41:47ou fazer movimentos
41:48de portfólio
41:49onde você tenta
41:50buscar aquilo
41:50que foi aprimorado
41:51e tenta fugir um pouco
41:52daquilo que
41:53não foi aprimorado.
41:55Eu estou, assim,
41:56otimista
41:56com a possibilidade
41:58principalmente
41:58em restauração
42:00de balanço
42:00para empresas
42:01que quando
42:02os incumbentes
42:03têm que reduzir
42:03o crédito
42:04não tem muito jeito,
42:05é muito grande,
42:06os grandes bancos
42:07são muito grandes,
42:09você tem que
42:11fazer meio horizontal,
42:12você precisa
42:12secar o crédito
42:14e aí você acaba
42:14cortando gordura
42:15e músculo,
42:16o que eu quero dizer com isso.
42:17Empresas que deveriam
42:18ter o crédito cortado
42:18vão ter cortado
42:19e outras que não
42:20deveriam ter o crédito cortado
42:22vão ter o crédito cortado
42:23e apresentam oportunidades.
42:25Você trouxe aqui
42:26já algumas vezes
42:27e a gente vê
42:28o crescimento
42:29muito grande dos FDICs.
42:31E um FDIC
42:33hoje ele tem,
42:33acho que o Shadow Bank
42:34no Brasil
42:34está de fato acontecendo,
42:36se você olhar
42:37que os FDICs
42:37que tem uma subordinação
42:38ali de 15%
42:39etc,
42:39ele tem uma alavancagem
42:40muito parecida
42:40com o banco.
42:42Teve um crescimento
42:42muito grande
42:43dessa indústria.
42:45Os juros
42:45muito altos,
42:46muito tempo
42:47e um crescimento
42:47muito acelerado
42:48traz problemas
42:49que podem ser
42:50oportunidades.
42:51Então acho que
42:51para resumir
42:53eu estou otimista
42:54com um vintage
42:54muito bom
42:55de reestruturação
42:56de crédito.
42:57Acho que esse
42:57é um caminho
42:58bem legal
42:59para o investidor
42:59ficar atento.
43:01Eu concordo
43:02com 100%
43:03do que o Alexandre
43:04colocou
43:04e só adicionando
43:05alguma pimenta
43:06a mais aqui.
43:07Eu acho que o Brasil
43:08para ter esse feliz
43:09ou infelizmente
43:10ele é um eterno
43:10special citizen.
43:12A gente é o que é.
43:13Eu acho que
43:14esse conjunto
43:15de insegurança jurídica,
43:17mudança regulatória,
43:18mudança legislativa,
43:20um judiciário
43:20com as peculiaridades
43:21que nós temos
43:22no Brasil.
43:23Então tudo isso
43:24faz com que
43:25oportunidades
43:26especiais
43:28acabem surgindo
43:29eu diria que
43:30naturalmente
43:31pelo que a gente é.
43:32A gente soma isso
43:33com a perspectiva
43:35de não queda
43:36dos juros
43:37não substancial
43:38que acaba sufocando
43:39as empresas,
43:41acaba gerando
43:42esses problemas
43:42todos de crédito
43:43e também
43:44esse contexto
43:45mundial
43:46de guerras,
43:48de crise
43:48de cadeias
43:49de suprimento.
43:50Então eu acho
43:51que a perspectiva
43:53para essa indústria
43:54ela é muito boa
43:54nos próximos anos.
43:55esse ano
43:56é um ano
43:57eu vejo
43:58a gente já consegue
43:59sentir lá na associação
44:01e no escritório
44:02esse movimento
44:03de reestruturações
44:05de operações
44:06das empresas
44:06tentando
44:08monetizar ativos
44:09que estão
44:10off balance
44:10o que são esses ativos?
44:11São aqueles ativos
44:12que estão esquecidos
44:13eles não estão lá
44:14no balanço
44:14mas a empresa
44:15às vezes nem sabe
44:16ela tem um claim
44:17ela tem um precatório
44:18e ali é uma forma
44:19dela encontrar
44:20gerar alguma liquidez
44:21e fazer operações
44:23e esse movimento
44:24também que o Alexandre
44:25também colocou
44:25de crédito
44:27as empresas
44:28elas estão sofrendo
44:29vão ter que reestruturar
44:31os seus balanços
44:31e ali você tem
44:32muita oportunidade
44:33para essas casas
44:35que estão bem posicionadas
44:36concordo também
44:37com o Alexandre
44:38que a gente já está vendo
44:40e vai ver mais
44:41o movimento de consolidação
44:42nesse mercado
44:43seja porque isso é natural
44:44que aconteça
44:45seja porque eu creio
44:47que no Brasil
44:47por conta desse aumento
44:49da indústria
44:49nos últimos anos
44:50muitas casas
44:52menores
44:53digamos assim
44:54foram criadas
44:55e é difícil
44:57sobreviver
44:58nesse mercado
44:58então
45:00você
45:01eu já consigo ver
45:02já vejo
45:03e consigo ver
45:04isso acontecendo
45:04que algumas casas
45:05vão acabar
45:05se juntando
45:06ou sendo incorporadas
45:07para outras casas
45:08maiores
45:08com mais musculatura
45:10e por fim
45:11só para concluir aqui
45:12Patrícia
45:13eu acredito muito
45:14nessa categoria
45:15voltando para as caixinhas
45:16a categoria
45:17do litigation finance
45:19eu acho que
45:20dessas caixinhas
45:20aqui no Brasil
45:21é a que é menos desenvolvida
45:22algumas casas fazem
45:24a Jive
45:25mal é uma delas
45:26faz e faz bem feito
45:28mas se a gente
45:29comparar com as demais
45:30caixinhas
45:31eu diria que
45:32é muito
45:34é muito
45:35desproporcional
45:36o deployment
45:38nesse tipo
45:39de investimento
45:41de financiamento
45:41de litígios
45:42e se a gente olhar
45:43para países lá fora
45:44como Estados Unidos
45:45Reino Unido
45:46Austrália
45:47e mesmo alguns países
45:48da Europa
45:48e até alguns países
45:49da Ásia
45:50essas casas
45:51esses fundos
45:52são muito grandes
45:53são dezenas
45:55de bilhões
45:55de dólares
45:57investidos
45:57em financiamentos
45:59de disputas
46:00e o Brasil
46:00a gente acaba
46:01tendo menos isso
46:02então eu acredito
46:03muito que nos próximos
46:04anos a gente vai
46:05acabar desenvolvendo
46:06mais essa caixinha
46:08sem prejuízo
46:09das demais
46:09também continuarem
46:10crescendo
46:10o distress
46:11legal claim
46:12real estate
46:14como o Alexandre
46:14colocou
46:15o crédito
46:17estruturado
46:17então eu acho
46:18que para essa
46:18indústria
46:19a gente tem
46:20um cenário
46:20bastante positivo
46:21nos próximos
46:22meses e anos
46:23o Guilherme
46:23lembrou
46:24de uma mensagem
46:25final
46:25de uma perspectiva
46:26que acabei
46:26esquecendo
46:27de colocar
46:29eu sempre
46:29fui muito
46:30cético
46:32quando a gente
46:32pergunta
46:32por que investir
46:33né
46:35nossa
46:35chegou uma oportunidade
46:36aqui
46:36você olha para o lado
46:37e fala
46:37não só tem a gente
46:38né
46:38acontece mas é raro
46:42que é o AI
46:43eu acho que a gente
46:44tem uma
46:45a gente está só assim
46:47scratching the surface
46:48em relação ao quanto
46:49o AI ajuda
46:50a indústria do mercado
46:51financeiro
46:52o specials
46:52não é diferente
46:53e aí eu volto
46:54para o ponto
46:55de que
46:55as informações
46:56públicas
46:57que sim
46:58haviam
46:58diferenciações
47:00tem algumas
47:00casas mais
47:01inchadas
47:01ou casas
47:02que conseguem
47:03fazer levantamento
47:04de dado
47:05judicial
47:05ou
47:07de leads
47:08qualificados
47:09para aquisição
47:09de direitos
47:10creditórios
47:10ou precatórios
47:11ou
47:11de falências
47:13que tem oportunidade
47:14que tem saldo
47:15positivo
47:16que parece um bom indício
47:18para você investigar
47:19uma oportunidade
47:20etc
47:20eu acho que isso
47:22vai diminuir
47:23a arbitragem
47:25ou a diferença
47:25entre as casas
47:26eu acho que
47:27o AI vai facilitar
47:28muito
47:29que as informações
47:31cheguem muito
47:31parecidas
47:32qual vai ser
47:34a diferença
47:35eu acho que
47:36primeiro
47:36o Guilherme
47:36falou muito bem
47:37tamanho
47:38se você tem
47:39fundos com tamanhos
47:41onde você consegue
47:43diversificar
47:43a ponto de que
47:44um litigation finance
47:45que é para ser a pimenta
47:46que eu também concordo
47:47muito que deve crescer
47:48que é para ser a pimenta
47:49do portfólio
47:50ele por alguma razão
47:51dá errado
47:51se você tem
47:53um fundo menor
47:55você provavelmente
47:56vai sofrer mais
47:57se você tem um fundo
47:58maior
47:58você vai ter um efeito
47:59de diversificação
48:01potencialmente
48:02mais bem feito
48:03segunda coisa
48:04o backtesting
48:04que eu falei lá
48:05eu acredito
48:06muito
48:07e é uma visão
48:07muito pessoal
48:08de que é muito empírico
48:10o que a gente faz
48:10então ele é uma mistura
48:12de método
48:12uma mistura
48:13de mensuração
48:14de risco
48:15mas esses métodos
48:16precisam ser complementados
48:17com a parte empírica
48:19o que é a parte empírica
48:20é o que foi feito
48:21no passado
48:21então você
48:23usar o AI
48:24para olhar
48:24os seus próprios dados
48:27e aí aquilo
48:28aquilo só você tem
48:29o grosso
48:30do que você tem
48:31de investimento
48:31parte não é pública
48:33o seu underwriting
48:34o que você identificou
48:35de riscos
48:35etc
48:35então
48:36eu acho que também
48:37quem correr
48:39para colocar o AI
48:41dentro do seu backtesting
48:42quem conseguir colocar o AI
48:44não só para os fundados
48:45de fora
48:45mas para o teu histórico
48:47de investimento
48:48você vai ter uma redução
48:48de custo muito grande
48:49isso impacta
48:51investimento
48:51mas principalmente
48:52eu acho que você vai melhorar
48:53a capacidade
48:54de
48:55que é o meu desespero
48:57de interpretar
48:58a parte empírica
48:59do seu passado
49:00então eu queria deixar
49:02de comentar aqui
49:02que o AI
49:04vai fazer um papel
49:04em todo o mercado financeiro
49:05e isso vai ser diferente
49:06super interessante
49:08Alexandre
49:08Setogut
49:09muito obrigada
49:10por compartilhar
49:11essas informações
49:11e ajudar aqui
49:13o nosso ouvinte
49:13a entender
49:14se special situations
49:15é para ele ou não
49:16obrigado Patrícia
49:16pela oportunidade
49:17obrigado Patrícia
49:18pelo convite
49:18agradeço também
49:20a nossa audiência
49:21esse episódio
49:22vai estar no site
49:23do Neofeed
49:23e também
49:24nas principais
49:25plataformas de áudio
49:26até a próxima
49:27Tchau
49:28Tchau
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