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O documentário fala sobre a participação do governo militar do Brasil, junto com a CIA e o Departamento de Estado dos EUA, no golpe que derrubou o presidente Salvador Allende no Chile.
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AprendizadoTranscrição
00:00:00O que é isso?
00:00:3411 de setembro, 1973. Santiago do Chile.
00:00:40O presidente eleito, Salvador Allende, sofre um golpe de Estado que contou com o apoio do governo militar brasileiro.
00:00:47Começou assim a sangrenta ditadura liderada pelo general Pinochet, que durou 17 anos.
00:01:08O que é isso?
00:01:32Para enfrentar o comunismo requerir um regime autoritário, isso é o que falo eu, democracia autoritária.
00:01:48O comunismo está tratando de infiltrarse porque estes povos jovens que estão no desenvolvimento são caldos de cultivo para as
00:01:57ideias de carácter mexicano.
00:02:11O Brasil teve um problema.
00:02:15Nós temos um problema.
00:02:21Muitas famílias chilenas a ter familiares executados, desaparecidos, exiliados, torturados.
00:02:35Muitas famílias
00:02:49Muitas famílias
00:03:20A CIDADE NO BRASIL
00:03:22A CIDADE NO BRASIL
00:03:54A CIDADE NO BRASIL
00:04:11A CIDADE NO BRASIL
00:04:17A CIDADE NO BRASIL
00:04:20A CIDADE NO BRASIL
00:04:29A CIDADE NO BRASIL
00:04:37A CIDADE NO BRASIL
00:04:55A CIDADE NO BRASIL
00:05:06A CIDADE NO BRASIL
00:05:13A CIDADE NO BRASIL
00:05:21A CIDADE NO BRASIL
00:05:38A CIDADE NO BRASIL
00:05:41A CIDADE NO BRASIL
00:05:44A CIDADE NO BRASIL
00:05:48A CIDADE NO BRASIL
00:05:52A CIDADE NO BRASIL
00:06:01Amém.
00:06:30Com a legitimidade que dá o respeito aos valores democráticos,
00:06:35com a seguridade que dá seu programa,
00:06:38com a fortaleza de ser maioria,
00:06:41com a pasión do revolucionário,
00:06:45venceremos.
00:06:46Era uma experiência como nenhum país latinoamericano havia tenido,
00:06:51de ter um governo eleitoralmente elegido marxista.
00:07:05O triunfo de Allende na Laguna é o acabo de mundo para os gregos.
00:07:09Isso colocou em questionamento toda a doctrina norte-americana
00:07:13sobre a segurança hemisférica
00:07:16e o controle do seu pato trasero de América do Sur,
00:07:20e dos recursos que ali existem,
00:07:23dos interesses das transnacionais,
00:07:25não só na Chile, mas na América Latina.
00:07:27E isso para a Casa Blanca era inaceptável.
00:07:37A Casa Blanca requiere prioritariamente
00:07:41terminar com seus problemas na América Latina.
00:07:45Dois, três cubos máis na América Latina, não o aguantamos.
00:07:48Por tanto, temos que endurecer a mão.
00:07:56A Casa Blanca.
00:08:12A Casa Blanca.
00:08:18A Casa Blanca.
00:08:21O país desde oito de Angelo,
00:08:21tem um sucesso.
00:08:21E o argumento foi,
00:08:24que não podemos deixar ele novasse,
00:08:27agora que ele for votado.
00:08:28Temos que sabotar sua capacidade de governar.
00:08:32E, se um desacupar,
00:08:33E quem sai disso, não faça isso.
00:08:47Muito cedo já havia esse preocupação do governo brasileiro
00:08:51com o crescimento da figura de Salvador Allende no Chile.
00:08:54Numa reunião do Conselho Nacional de Segurança do Brasil em outubro de 1966...
00:09:00O Juracir Magalhães volta dessa reunião e começa a contar para o presidente Castelo Branco
00:09:06que ele tinha visto numa viagem pela América do Sul, inclusive uma viagem pelo Chile.
00:09:14Conselho de Segurança Nacional.
00:09:17Presidente Castelo Branco, devo dizer secretamente que tive a oportunidade de analisar com o ministro Valdez do Chile
00:09:24a possibilidade de uma vitória do Partido Comunista nas próximas eleições.
00:09:28Ele disse com surpresa que está convencido de que se o Partido Comunista tornar-se majoritário,
00:09:35as forças vivas da nação agiriam no Chile, como já agiram no Brasil e na Argentina.
00:09:42Então, Gabriel Valdez deixa muito claro para o Juracir Magalhães nesse encontro
00:09:45que se fosse necessário, até uma intervenção militar aconteceria no Chile
00:09:49para impedir o crescimento do comunismo no país.
00:09:56Estamos em plena Guerra Fría.
00:09:59O inimigo central para Estados Unidos é o comunismo.
00:10:03E já nasce comunismo, um socialista, um cristiano socialista.
00:10:10Todo aquele que não estiver de acordo com Estados Unidos era um disidente,
00:10:13que se decidiu que havia que eliminá-lo.
00:10:17O Salvador Allende se convierte en uma amenaza mais poderosa que Castro.
00:10:23Contra Castro era quase como fácil lutar ou oponerse de uma maneira violenta.
00:10:32Era a via armada.
00:10:34Allende representa exatamente o contrário.
00:10:37Uma equação perfeita.
00:10:39Lutar contra a injustiça,
00:10:41borrar o rosto de miseria de nosso povo e de indignidade,
00:10:45sem necessidade de morir e sem necessidade de matar.
00:10:50Nós vamos fazer uma democracia autêntica,
00:10:53porque vai participar o povo,
00:10:56e não uma minoria como está agora.
00:10:58Mas sob a base de um governo recto, moral,
00:11:01em que não haja privilégios e garanjerias para uma minoria,
00:11:04o povo vai responder.
00:11:19O que é o governo recto?
00:11:33O Nixon recebe o Médici em dezembro de 1971.
00:11:38O Médici vai como um grande líder na Casa Branca,
00:11:41brinda ao Médici,
00:11:43diz aquela coisa clássica da importância do Brasil para a política internacional,
00:11:47porque como vai o Brasil, como caminha o Brasil,
00:11:50caminha a América Latina.
00:11:51Nós queremos saber que todos os povos de este país,
00:11:56enquanto olhamos para o nosso grande amigo do sul,
00:12:00nos ensinamos o nosso melhor desejo a todos os povos de seu grande país.
00:12:04Obrigado por vir a este momento,
00:12:06para que podamos nos encontrar.
00:12:15O Brasil, we know,
00:12:17foi convidado a overthrowing Allende
00:12:20usando algumas das mesmas técnicas que foram usadas para overthrowing Goulart,
00:12:23and we know this because we have a declassified memoranda of conversation
00:12:29between President Medici and Richard Nixon.
00:12:41President Nixon asked Brazilian President Medici
00:12:44for his views on how the situation in Chile would develop.
00:12:48Medici said that Allende would be overthrown
00:12:51for very much the same reasons
00:12:52that President Goulart had been overthrown in Brazil.
00:12:55The Brazilian military regime
00:12:58was actively engaged in covert operations
00:13:02and support for the Chilean military.
00:13:05Medici added that the Chilean armed forces
00:13:08were capable of overthrowing Allende
00:13:10and made clear that Brazil was working toward this end,
00:13:13exchanging many officers with the Chileans.
00:13:16Nixon said that it was very important
00:13:18that Brazil and the United States worked closely in this field.
00:13:22If money or other discreet aid were necessary,
00:13:25we might make it available.
00:13:27This should be held in the greatest confidence.
00:14:02Desde el año 71, la embajada brasilera,
00:14:07a través de su embajador Camaracanto
00:14:10y de alguno de sus agregados militares,
00:14:13empieza a establecer vínculos con grupos de ultraderecha
00:14:18que se están organizando para empezar a actuar en contra de Allende.
00:14:24El Camaracanto participó muy activamente
00:14:29en las labores de la oposición Allende.
00:14:33Las fiestas de la embajada de Brasil
00:14:36eran una asamblea de la oposición.
00:14:43El Camaracanto, el Camaracanto, el Camaracanto,
00:14:46el Camaracanto y el aliente era presidente,
00:14:49tuvieron batidas de frente grandes.
00:14:56El Camaracanto y el Camaracanto era un hombre muy sociable
00:14:58y yo ofreciía muchos jantares, almuerzo,
00:15:01y convidaba ese pessoal todo, los generales,
00:15:03y era muy ligado al Pinochet.
00:15:06El montaba a caballo con Pinochet toda mañana,
00:15:08me gustaba mucho de montar a caballo,
00:15:10con Pinochet y con un pessoal de carabineros,
00:15:13que eso antes de 1963.
00:15:15Y él era muy respetado, porque no escondía lo que él era,
00:15:20era que él era contra la izquierda.
00:15:28El Camaracanto y el Camaracanto
00:15:31El Camaracanto y el Camaracanto era un radical violento,
00:15:35apoyaba las soluciones armadas violentas.
00:15:41El objetivo era, primero, blindar el comunismo en las Américas,
00:15:47basado en la forma de agir que el gobierno americano propuso.
00:16:02El embajador de Estados Unidos en Chile, en el momento del golpe,
00:16:05el Nathaniel Davis, ya había sugerido lo que él llamó de
00:16:08Brasil Connection, la influencia brasileña en el golpe militar del Chile.
00:16:13Él dijo que en marzo de 1973, él comió con Camaracanto,
00:16:17se aproximó de él para propor, para sugerir conexiones,
00:16:21para promover un golpe, si fuese necesario.
00:16:26El embajador de Brasil se transforma en un eje muy importante
00:16:33del cuerpo diplomático chileno en la preparación del golpe,
00:16:36muy cercano a la embajada de Estados Unidos en Chile.
00:16:43El embajador de Brasil en Santiago de Chile, 21 de setembro de 1970.
00:16:49Ultra secreto, urgentísimo.
00:16:51Acabo de estar com o embaixador dos Estados Unidos da América.
00:16:55Conversamos durante uma hora e meia a respeito da situação política deste país.
00:17:00Chegamos a idênticas conclusões.
00:17:02Tanto eu, como meu colega, meu counterpart, achamos que a situação do Chile é gravíssima.
00:17:09Elementos selecionados começarão a distribuir entre os chefes militares das três forças armadas,
00:17:15material que os obrigará a refletir sobre o que poderá acontecer com o eventual governo marxista.
00:17:21Atendendo a instruções diretas da Casa Branca, recomendou-me que não levasse ao conhecimento do Itamaraty,
00:17:28por considerar que lá existem diversos elementos pro-aliente.
00:17:32Câmara Canto, embaixador do Brasil no Chile.
00:17:37Esas duas embaixadoras são as que levam o pandeiro a hora de apoiar os militares e empresários na gestação do
00:17:48golpe.
00:17:50Câmara Canto começa a estabelecer vínculos com grupos de ultraderecha civiles que começam a gerar o caos.
00:18:00Atentados explosivos, apagões, incidentes callejeros.
00:18:04Atentados de distinto tipo.
00:18:07Frente Nacionalista!
00:18:10Marquista!
00:18:11Chile 1!
00:18:14Nós fundamos, depois do triunfo de Salvador Allende, o 4 de setembro de 1970,
00:18:20uma organização que se denominou Movimento Cívico Nacional Patria e Libertade,
00:18:24que é uma organização com um conteúdo ideológico muito definido,
00:18:28antimarxista nacionalista que luta indudablemente por evitar que Chile siga governado
00:18:33por um presidente da República de ideologia marxista.
00:18:37E aí há um núcleo de ultraderecha, que é o mais conhecido, que se chama Patria e Libertade,
00:18:43que o dirige um abogado, Pablo Rodríguez, grupo de empresários chilenos que se han ido do país,
00:18:48porque quando ganhou Allende se foram muitos empresários.
00:18:51Se dedica não só a recaudar fondos, sino a recaudar armas.
00:18:55Com o apoio, basicamente, que vem de Argentina e de Brasil.
00:19:03Secreto.
00:19:04Em Coquetel ontem oferecido pelo adido naval argentino, o informante me confidenciou
00:19:09que armas estão sendo oferecidas à oposição chilena.
00:19:13Olhando-me nos olhos, o adido argentino disse-me que, no seu entender,
00:19:17as armas só poderiam estar vindo do Brasil.
00:19:20Recorri ao Boker Face e nada respondi.
00:19:23Câmara Canto.
00:19:25Bom, Tim me conta, o jefe militar de Patria e Libertade,
00:19:30que a ajuda principal a recebieron desde o então jefe da Casa Militar de Brasil,
00:19:35Figueiredo, que foi depois presidente de Brasil.
00:19:39E nesse momento era jefe da Casa Militar e um homem dos Servicios de Inteligencia.
00:19:44Câmara Canto se transforma em um homem muito importante para a marina e para os empresários
00:19:49e para a penetração do Ejército, da Polícia Uniformada e da Fuerza Aérea.
00:19:55Dando-lhes confiança e assegurando-lhes de que as Fuerzas Armadas Brasileiras
00:20:00estarão muito disponíveis para ajudá-los em tudo o que seja necessário
00:20:04na luta contra este comunista horrível que é Allende.
00:20:08Vamos a ganhar porque somos a interna unidade, porque somos a unidade popular,
00:20:21somos as fuerzas políticas mais poderosas e as fuerzas sociais mais significativas.
00:20:33Somos o povo, somos a alquilha do escuro, somos os mais, somos os melhores, por isso vamos em um março.
00:20:49Vencemos, venceremos, mil cadenas habrá que romper.
00:20:57Venceremos, venceremos, venceremos, venceremos, venceremos, venceremos, venceremos, venceremos, venceremos.
00:21:16Se havia constituído en Chile um movimento popular, muito amplo, social e politicamente forte,
00:21:23com uma capacidade de mobilização muito grande, e vamos fazer uma revolução socialista,
00:21:30e vamos fazer isso democráticamente.
00:21:47A unidade popular tinha um programa, esse programa tinha quatro pilares fundamentais.
00:21:54para terminar com o latifundio na agricultura para aumentar a produção e fazer um mudança social e cultural no campo
00:22:06que fosse de alto significado.
00:22:16A reforma agraria avançou a grande velocidade.
00:22:21Masas de campesinos foram favorecidas por este processo de reforma agraria.
00:22:26Mas o que não queriam os latifundistas? Não queriam perder seu latifundio.
00:22:31Não queriam perder essas tierras.
00:22:39Outros foram as fábricas, as industrias, onde o Estado conseguiu constituir um núcleo forte de produção industrial.
00:22:48Era uma ideia muito potente.
00:22:53E começou um grau muito importante de espontaneismo.
00:22:56Como o governo não definia o área, por exemplo, em uma empresa, os trabalhadores decidiam tomar a empresa,
00:23:02a tomavam e exigiam que passasse ao área social, levantar uma bandera e já, ao área social.
00:23:09E então o governo não as tomava.
00:23:11Ele era prisioneiro das forças que nos rodeavam.
00:23:19E começou, então, a estatizarse a economia, por a vía dos fatos, não por a vía dos direitos.
00:23:25E aí começou o conflito.
00:23:28Salvador Allende chegou a presidencia com um 30% de votos.
00:23:34Então, ele tinha um terço e queria fazer um mudança ao 100%.
00:23:42Se bem Allende disse que ele ia fazer uma revolução respeitando as normas da democracia,
00:23:50mas, ao mesmo tempo, queria realizar todas as reformas que transformariam a economia chilena
00:23:57em uma economia socialista.
00:23:59Se pensava que venia um regime marxista-leninista.
00:24:03Era amenazador.
00:24:07Não havia nenhuma razão para você temer aquilo.
00:24:10E mesmo se desse certo, ia ser a primeira vez em que você tem um socialismo com liberdade.
00:24:17Compañeros, dineros, trabalhadores rudos, do rojo metal.
00:24:21Uma vez mais, eu vou recordar que o pobre é o sueldo de Chile.
00:24:25O futuro da patria, o sueldo de Chile, está nas mãos de vocês.
00:24:30A trabalhar mais, a produzir mais e defender a revolução com a produção que afiança o governo do governo.
00:24:40O casamento do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo
00:24:50do governo do governo do governo.
00:24:52A direita votou a favor de nacionalizar o governo do governo do governo.
00:24:57A recuperada das riquezas básicas para os chilenos que estavam em mãos de suas mãos,
00:25:03que era particularmente por capitales norte-americanos que era justo que estas riquezas pertenecieron a Chile.
00:25:11As transnacionales norte-americanas estão na América Latina,
00:25:15aprovechan e explotam todos os recursos do continente americano em benefício dos Estados Unidos.
00:25:23O imperialismo e a sua crueldade têm um longo, luminoso historial na América Latina.
00:25:31Que meu país é víctima de uma grave agressão,
00:25:36sobretudo, frente à nacionalização dos nossos recursos naturais.
00:26:02Então, não se preocupe, isso é uma coisa que eu sabia que iria fazer.
00:26:07E estamos lutando com a recompensação.
00:26:10Estas empresas haviam sobreexplotado esta riqueza chilena e haviam obtenido rentabilidades enormes.
00:26:19A Constituição estabelecia uma compensação e estabelecia como se calculava essa compensação.
00:26:26E o que fosse excesso de essa rentabilidade podia descontar-se da compensação.
00:26:34Codelco passou a ser a dueña comprometidos aí dos interesses de Anaconda Copper Company,
00:26:42de Kennecott Copper Corporation, de Cerro Corporation.
00:26:46A família Rockefeller estava vinculada a essas empresas.
00:26:50Outros grandes milionários norte-americanos.
00:26:53Isso não podia acertar Nixon e Kissinger.
00:27:21Quando discutem a situação de Chile e Nixon lhe diz,
00:27:25tem que fazer chile a economia, tem que fazer gemir a economia.
00:27:31De as grandes empresas transnacionais que han agredido a Chile económicamente,
00:27:35que pretendem intervenir na política interna,
00:27:39que nos levam ao bordo da guerra civil,
00:27:41e utilizaram o seu dinheiro com nosso propósito.
00:27:45Da mesma maneira que foi evidenciada na subcomissão do Senado norte-americano,
00:27:51a acção da CIA,
00:27:53intervenindo em diversos países e, entre outros, no nosso.
00:27:57Nunca como antes Estados Unidos havia colocado tanto dinheiro, tanto dólar.
00:28:02É todo um programa.
00:28:03Llega milha de assessores norte-americanos a Chile.
00:28:06Kissinger reported to the president on November 25, 1970,
00:28:10that the CIA was instituting basically five major covert operations against Salvador Allende.
00:28:18The first was contacts, escalating contacts with the Chilean military.
00:28:21The second was a major propaganda effort, funneling money to the leading opposition newspaper, El Mercurio,
00:28:29which, as the CIA itself put it, became a bullhorn for violent opposition to the Allende government,
00:28:36and for a coup.
00:28:37In addition to those covert operations,
00:28:40there was a whole economic sabotage program of cutting off loans from the multilateral lending institutions to Chile,
00:28:47to sabotage the Chilean economy, instigate upheaval,
00:28:52and maintain contacts with coup plotters,
00:28:55in order to bring the downfall of the duly elected government of Salvador Allende.
00:29:03Yo era un dirigente gremial y periodístico, opositor Allende.
00:29:09Yo trabajé en el programa Alianza para el progreso.
00:29:13Yo estaba, en ese momento, dirigiendo una radio.
00:29:16La radio de agricultura era la radio más escuchada.
00:29:21Hubo una campaña de terror, diría.
00:29:29Crean grupos de profesionales que se incorporan a ese trabajo
00:29:34y, bueno, echan a andar la campaña psicológica básicamente a través de El Mercurio,
00:29:38de la empresa El Mercurio y de otros medios de comunicación
00:29:41donde hay que perturbar a como dé lugar
00:29:44el gobierno de Salvador Allende y de la Unidad Popular.
00:29:51De la Embajada de Chile en Brasilia a la Dirección de Relaciones Internacionales.
00:29:57Confidencial.
00:29:58Señor Ministro, a partir de la huelga de los transportistas,
00:30:02los diarios y la televisión reproducen cotidianamente fotografías de los desórdenes,
00:30:08de los choques callejeros y de las colas,
00:30:10producidas por el desabastecimiento como prueba documentada de una situación caótica del gobierno Allende.
00:30:19Había una enérgica prensa opositora.
00:30:22Estamos subsidiando, creo que eran 32 diarios a lo largo de todo Chile.
00:30:26No sé cuántas radios.
00:30:28Le estamos ayudando a tales y cuales movimientos.
00:30:32Teníamos voz.
00:30:35Los periódicos de Brasil traen en sus portadas.
00:30:39Continúan greves en Chile.
00:30:41Caminhoneiros peden a renuncia de Allende.
00:30:45No Chile falta todo.
00:30:47El pan está racionado.
00:30:49Militares pueden asumir el poder en Chile.
00:30:53Allende, cerca del fin.
00:30:57En Chile, el gremio empresarial se transforma tempranamente en uno de los dueños del golpe.
00:31:06Orlando Saenz es el presidente que escogen para dar esa guerra.
00:31:09La cabeza de los empresarios es Orlando Saenz y él reúne a todos los empresarios
00:31:15donde les explica que la única manera de terminar con los problemas que tienen
00:31:19es declarándole la guerra a Salvador Allende.
00:31:22Hay que sacarlo.
00:31:23Y para eso hay que conseguir fondos.
00:31:26Orlando Saenz viaja personalmente a Brasil.
00:31:29Y establece allá un grupo de empresarios, algunos chilenos, otros brasileros,
00:31:34que le van a recaudar fondos para enviarlo a Chile.
00:31:37El primer recuerdo de Brasil que yo tengo fue el año 71.
00:31:44Teníamos reunión a las 9 de la mañana con la Confederación de Industrias del Brasil.
00:31:52Bueno, en Río.
00:31:55Y cuando llegamos en el taxi a la plaza nos dice, mire, ese que está ahí es el círculo militar.
00:32:02Ese que está ahí es la embajada de Estados Unidos.
00:32:06Y ese que está ahí es donde van ustedes la Confederación de Industrias del Brasil.
00:32:11Por eso le dicen la plaza de los tres poderes.
00:32:14Y ahí empezamos una reunión que duró todo el día
00:32:18y era increíble la vinculación del sector empresarial con el gobierno de Brasil.
00:32:24En la mesa había 10 personas y me oían como yo contaba lo que estaba pasando en Chile.
00:32:30Los terribles problemas que teníamos en Chile con el gobierno marxista de Allende.
00:32:36Este señor de repente se paraba, decía, no puede ser.
00:32:40¿Eso está pasando? Sí, eso está pasando.
00:32:42No puede ser. ¿Están tomando así las empresas? Sí, están tomando.
00:32:45Entonces decía, no, esto lo tiene que oír garrastazo.
00:32:49El presidente de Brasil en ese momento se iba a un escritorio enorme que tenía,
00:32:53tomaba un teléfono rojo y hablaba con el presidente del Brasil.
00:32:57Después se impresionaba con otra cosa y decía, ah, esto lo tiene que conocer del fin.
00:33:02Y se iba y hablaba por teléfono con el ministro de Hacienda.
00:33:07Y nosotros dos estábamos extraordinariamente sorprendidos de la relación del empresariado con el gobierno del Brasil.
00:33:16Lo que él fue a hacer, yo no sé.
00:33:18Y no tenía nadie suficientemente idiota para dar recursos para él hacer la confusión en Chile.
00:33:25Aliás, ni necesitaban.
00:33:26Porque ellos tenían sus recursos propios.
00:33:29De forma que, lo que él quisiera decir, y es verdad,
00:33:33que tenía una integración muy grande entre un Estado autoritario y un régimen económico de mercado.
00:33:50Nos encontramos frente a fuerzas que operan en la penumbra.
00:33:55La Internacional Telegraph & Telephone Company
00:34:00y la Kennecott Copper Corporation
00:34:04se propusieron manejar una siniestra acción
00:34:10para impedir que yo ocupara la primera magistratura.
00:34:16Desestabilizar a tal punto la economía
00:34:18que la gente tuviera tanto problema
00:34:21que estuviera feliz de que se fuera allá.
00:34:25Y para eso financian un paro de camioneros
00:34:29que paralizan Chile y entonces no hay combustible,
00:34:33escasean los alimentos de primera necesidad.
00:34:37Todo eso financiado.
00:34:39Es decir, no había ni un solo camionero que parara,
00:34:42que no recibiera la plata que habría ganado
00:34:45y más circulando libremente por las carreteras chilenas.
00:34:49Una conspiración con traidores...
00:34:53muy perversa, ¿no?
00:34:54Con los camioneros en huelga, con los autobuses en huelga,
00:34:58con la posibilidad de huelga del cobre que no se produjo,
00:35:00con el paro del comercio detallista,
00:35:03no hay locomoción, no hay artículos,
00:35:06no hay... los almacenes están vacíos.
00:35:09Hay una sensación de crisis.
00:35:11Ya se empieza a crear un clima en la ciudad de caos.
00:35:14que Allende intenta controlar lo que más puede,
00:35:18pero esto va creciendo.
00:35:20Comienza a sentirse que el golpe de Estado viene.
00:35:22Los Estados Unidos interferían en Chile también con cover actions,
00:35:26con acciones secretas,
00:35:28con acciones de desestabilizar la economía chilena,
00:35:31de desestabilizar el gobierno Allende en sigilo,
00:35:34sin que la población notara que lo estaba pasando.
00:35:37De cierta forma,
00:35:38a hacer una crisis que existía, sí, mucho peor.
00:35:49Los principales conspiradores contra el gobierno de los habitantes fue la CIA.
00:35:54Muchos recursos para eso.
00:35:56Tenía millones y millones de dólares para ese trabajo susto.
00:36:07Los argentinos, fallos en Selva свидancias,
00:36:08Vernon Walters,
00:36:09who was a deputy director
00:36:10of the Central Intelligence Agency
00:36:13in the 1970's,
00:36:15is one of those officials
00:36:17that stands for continuity
00:36:19in the US
00:36:20intervention in Latin America.
00:36:22In 1964,
00:36:24he was the US military attaché
00:36:26in Sao Paolo,
00:36:28in Brazil,
00:36:29working directly with the Brazilian generals
00:36:33to offer support for the overthrow of Goulart.
00:36:37Years later, he's deputy director for covert operations in the CIA
00:36:42when they decided they would collaborate, coordinate, communicate
00:36:45on efforts to overthrow Allende.
00:36:50CIA, top secret.
00:36:53January 19, 1973.
00:36:56General Vernon Walters, the second in command
00:36:59in the Central Intelligence Agency,
00:37:01is responsible for the preservation of Imperial order
00:37:04in the Latin American world.
00:37:07Walters did not become deputy chief of the CIA
00:37:09by collecting butterflies or cultivating roses and jasmine.
00:37:14What is needed here is the operational maneuvering, intrigue,
00:37:18and also brutality without contemplation.
00:37:20A high-level CIA chief has to know the art of crushing testicles
00:37:25and obtain reactions with an electric goad.
00:37:28General Walters arrived in Brazil in middle December
00:37:31on Flight 290 of the VASP.
00:37:33He is met at the airport by his Brazilian counterpart
00:37:36in intelligence and information.
00:37:38In a clandestine atmosphere, he has an interview
00:37:41with President Gajastazu Medici at Granja do Torto,
00:37:44the presidential retreat.
00:37:47Minister of War, General Orlando Geisel,
00:37:50is present at the secret meeting.
00:37:52The CIA deputy, carrying out specific instructions from Nixon,
00:37:56comes to urge a hard line with regard to the government of Chile.
00:38:01Brazil and the United States will continue to fight against communism,
00:38:05which is digging its claws into South America.
00:38:10the military's fight against Iran and the enemy of China.
00:38:11My father Walter Mischietta de Siqueira,
00:38:14the chief of engineer armor and engineering
00:38:16plhöfers of state-owned power,
00:38:20was released in June in 1971.
00:38:25He arrived at the Civil War in July,
00:38:25when he was completed in Brazil,
00:38:29as a national military military in Brazil,
00:38:37Tiago, agora está lá um comunista, e nós vamos ter problemas com ele.
00:38:48Eu acho que você seria a pessoa indicada para ele.
00:38:54Como homens de inteligência, meu pai não aparecia.
00:38:59Era uma pessoa muito ativa.
00:39:01Ele ia nos quartéis, falar com os generais.
00:39:06Ele foi do extremo norte ao extremo sul do Chile.
00:39:10A história dele era justamente fazer o provimento para as ações acontecerem.
00:39:21Secreto, 18 de maio de 1970.
00:39:25Excelentíssimo senhor vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas.
00:39:30Ao me apresentar ao senhor adido militar no Chile,
00:39:33fui convidado pelo excelentíssimo embaixador brasileiro
00:39:36para participar da reunião diária com todos os secretários da embaixada e adidos militares.
00:39:42O assunto em pauta foi a situação política interna do Chile,
00:39:45que é muito grave face à conjuntura mundial,
00:39:48e principalmente da América Latina.
00:39:51Definiu-se a seguinte linha de ação,
00:39:54movimento militar contra aliente.
00:39:56Se proponía
00:39:59o estrangulamento econômico,
00:40:03o sabotagem diplomático,
00:40:06o desorden social,
00:40:09criar o pânico
00:40:11na população,
00:40:13para que,
00:40:14ao ser sobrepasado o governo,
00:40:17as forças armadas
00:40:19fossem impulsadas
00:40:20a quebrar o regime democrático
00:40:22e imponir uma ditadura.
00:40:25O que é?
00:40:38O que é?
00:40:47O que é?
00:40:49Vamos abrir o jogo dentro de uns minutos.
00:40:53O ataque aéreo tira uma leve semana.
00:40:58Será aproximadamente em 15 minutos mais.
00:41:21Isto não é contra o povo.
00:41:23É a defesa do povo democrático de Chile.
00:41:26Dê-me seu compreendido para continuar.
00:41:28Perfeito.
00:41:36Não há uma gente que segue para o resto do diálogo.
00:41:41Não há visão incondicional.
00:41:55Não tenho condições de marco.
00:42:00Sou um luchador social que cumpre uma tarefa.
00:42:04A tarefa que o povo me dá.
00:42:06Mas que o entenda aqueles que querem retrotar a história.
00:42:13E desconocer a voluntad maioritaria de Chile.
00:42:18Sem ter carne de mártir.
00:42:21Não daré um passo atrás.
00:42:23E que não sepan.
00:42:26Só acreditando-me a balazos.
00:42:30Poder impedir minha voluntade.
00:42:32Que quer fazer cumprir o programa de fora.
00:42:36Salvador Allende e os altos membros da Unidade Popular,
00:42:40do Partido Comunista, do Partido Socialista,
00:42:43confiavam cegamente em Pinochet.
00:42:47Em últimas 48 horas antes do golpe,
00:42:50se subiu ao golpe Pinochet.
00:42:55Pinochet, que era um tipo peligroso,
00:42:58sumamente peligroso.
00:43:00Um vivo aracho de primeira fila de ligação.
00:43:06Vamos a bater com o trânsito.
00:43:08Vamos a bater com o trânsito.
00:43:10Vamos a bater com o trânsito.
00:43:36para que as Forças Armadas romperam sua tradição.
00:43:41O trânsito,
00:43:43eu sou de opinião de sacá-lo do país.
00:43:46Eu prefiro sacá-lo do país quanto antes,
00:43:50objeto evitar problemas que podem derivarse posteriormente,
00:43:56sempre que não me saiba do continente sudamericano.
00:44:00A opinião minha é que estes caballeros
00:44:02se tomam e se mandam e se mandam na cara de qualquer parte.
00:44:04Por último, no caminho, eles vão tirando...
00:44:05e se sentam a!
00:44:13Será em questão de 3 minutos,
00:44:15para que aguente a taia em campeão.
00:44:18Eu vou te acabar entendendo, caem terminado
00:44:25Que a semilla que entregáramos a consciência
00:44:28Diga de milha e milha de chilenos
00:44:31Não poderá ser cegada definitivamente
00:44:33Têm a força
00:44:35Poderá avançar
00:44:37A história é nossa
00:44:40E a fazem os povos
00:44:55A história é nossa
00:45:18Por a possibilidade de interferência
00:45:21Eu vou transmitir isso em inglês
00:45:24Eles dizem que a gente
00:45:28Comitou o suicídio
00:45:29E é mort agora
00:45:34Não podia acreditar que estava bem
00:45:36É dizer, não bombardear
00:45:37A moneda é como bombardear a catedral
00:45:41Não é uma coisa que ninguém alguma vez se imaginou
00:45:59O mesmo dia que se bombardeou a moneda
00:46:02Se bombardeou a Universidade Técnica do Estado
00:46:05Os catedráticos e seus estudantes foram apresados
00:46:08Se foram perseguidos os estudantes
00:46:12Fueron perseguidas as organizações sociais de os obreros
00:46:16Todos os sindicatos desaparecieron
00:46:18Foi brutal
00:46:43O Parlamento
00:46:44O Parlamento dos Serranos do mesmo dia
00:46:46Não podíamos chegar ao Parlamento
00:46:48O Parlamento foi cerrado
00:46:50Nós não podíamos acercarnos ao Parlamento
00:46:54Nunca mais
00:46:55E no Parlamento
00:46:56Incluso Pinochet se deu o luxo
00:46:58De instalar a oficina
00:47:00De os detenidos políticos
00:47:02No Parlamento
00:47:03Aí funcionava o controle
00:47:05De todos os detenidos políticos
00:47:07Era uma maneira
00:47:08De dizer o que pretendia fazer
00:47:17O dia 11
00:47:19Eu estava no comando
00:47:21De as Forças Armadas
00:47:22No Ministério da Defensa
00:47:23Tenia que ver com o controle das comunicações
00:47:26Então era bastante obvio
00:47:27Que tinha uma relação
00:47:28Com o golpe
00:47:29Os comandantes em jefe
00:47:31Me chamaram
00:47:32Então precisamos de um vocero
00:47:34Um portavoz
00:47:36De a junta
00:47:38Era para
00:47:40Decir ao país
00:47:43O que pensava a junta
00:47:47As Forças Armadas e de Orden
00:47:50Hãs actuado no dia de hoje
00:47:53Só sob a inspiração patriótica
00:47:57De sacar ao país
00:47:59Do caos
00:48:01Que em forma aguda
00:48:03O trabalho
00:48:04O trabalho
00:48:05De Salvador
00:48:08Ayer
00:48:11When the coup came
00:48:12In Chile
00:48:13In September of 1973
00:48:15Henry Kissinger
00:48:17Actually said
00:48:17We don't want to make
00:48:18The same mistake
00:48:19That we made in Brazil
00:48:20Nine years ago
00:48:22We want to wait patiently
00:48:24And let other countries
00:48:25Be the first
00:48:26To recognize
00:48:26The new Pinochet
00:48:28Military dictatorship
00:48:29Of course, our ally in overthrowing the Allende government, Brazil, was the first country to recognize the Pinochet regime.
00:49:16If the President Pinochet asked him to recognize the Pinochet, my father immediately told him that Pinochet,
00:49:29you had to have called him to the ambassador.
00:49:33Afinal de contas, who command the ambassador was not me.
00:49:39But this shows well how he was well seen within those who were coming to power.
00:49:53Imediately called Camaracanto, who also spoke with the President Médici by the telephone line.
00:50:29Confidencial. Embajada de Chile en Brasilia.
00:50:32Desde el día 11 de septiembre hemos entrado en una nueva etapa en nuestras relaciones con Brasil.
00:50:39Me expresaron en Itamaraty planificar a corto, medio y largo plazo una integración entre los dos países.
00:50:47En negociación un crédito de 20 millones de dólares otorgado por el Banco de Brasil al Banco Central de Chile.
00:50:55Es tan íntimo la relación que cuando horas después del golpe se abren las bóvedas del Banco Central de Chile
00:51:03hay cuatro o cinco personas.
00:51:06Está el almirante Merino, que es el jefe de la Armada y que es miembro de la Junta Militar, dueño
00:51:12del golpe.
00:51:13Y está el embajador de Brasil. ¿Qué hace ahí?
00:51:22Embajada de Chile en Brasilia. Confidencial. Misión económica.
00:51:28Señor Ministro, nuestra delegación planteó a las autoridades comerciales y políticas del Brasil el deseo de Chile de contar con
00:51:36la ayuda de países amigos.
00:51:38El pedido fue por dos líneas de crédito, una en dinero fresco de 100 millones de dólares y otra para
00:51:46la adquisición de bienes de consumo y capital de 50 millones de dólares.
00:51:51Se insinuó también la posibilidad de renegociar la deuda que mantiene Chile con Brasil. Dios guarde a usted.
00:52:01La dictadura brasileña entrega el primer crédito de 200 millones de dólares oficial. Fue un socorro que pide la Cancillería
00:52:08chilena.
00:52:09¿Quiénes eran los asesores de la Cancillería?
00:52:12Bueno, y me hice cargo, sin dejar la presidencia de la Sociedad de Permanentos Real, del manejo económico de la
00:52:19situación chilena, que era pero verdaderamente desastrosa.
00:52:23O sea, el país estaba quebrado. No había reservas. No teníamos líneas de crédito, nada.
00:52:29Chile estaba en mora. Si declaraban la moratoria, nos declaraban en default.
00:52:36Entonces, en esas condiciones, vuelvo yo de un viaje y el presidente, el general Pinochet, me dice, mire, me dice,
00:52:46váyase a Nairobi,
00:52:47porque, a la reunión del Fondo Monetario Internacional, porque allá nos van a ayudar.
00:52:53¿Quién nos va a ayudar? Le digo yo.
00:52:55Mira, nos va a ayudar del FIM Neto. Nos va a ayudar del Brasil, Brasil.
00:53:03Estoy informado que el señor Orlando San Rojas, assessor económico del Ministerio de Relaciones Exteriores del Chile,
00:53:10entró en contacto con el ministro de la Fazenda y el presidente del Banco Central
00:53:14y consultó sobre la posibilidad de asistencia brasileña al Chile.
00:53:19Voy a Brasil, a Brasilia, porque Brasil nos iba a ayudar.
00:53:24Entonces tuvimos una reunión con del FIM Neto, que era el ministro de la Fazenda, como dicen ustedes,
00:53:30y él nos dio una línea de crédito de 500 millones de dólares.
00:53:52Para importaciones desde Brasil, sin restricción, con un tremendo plazo de amortización,
00:54:01y con un gran interés, y cosa que creo que era la primera vez que ocurría en Latinoamérica.
00:54:08Solicito estado, sitio y toque de queda.
00:54:16Se va a aplicar la ley marcial a todas las personas que se les sorprenda con armas o explosivos.
00:54:25Va a ser fusilado de inmediato.
00:54:28Con suerte.
00:54:33Se empezó a vivir la noche negra.
00:54:36Había estado sitio en donde tenía que recluirte a las nueve de la noche hasta las seis de la mañana.
00:54:42No se podía nadie salir a la calle.
00:54:44El clima era de un exército de ocupación.
00:54:56Yo pasé por el centro y había cadáveres en el río Mapocho, de gente morta.
00:55:00Sin ninguna pregunta.
00:55:03Fue fusilado sumariamente.
00:55:08Él tuvo que se esconder durante tres días, porque él tuvo un toque de recolher total.
00:55:12nadie podía salir a la calle sin llevar tiro.
00:55:16Un jeep del ejército con una metralhadora pesada
00:55:19dispara contra un grupo de garotos que está pichando un muro.
00:55:23Y mata una paulada de ellos.
00:55:2620 o 30 días, claramente se había instalado una dictadura atroz.
00:55:37de la guerra.
00:55:37La guerra estouró.
00:55:38Pararon a gente.
00:55:40Y ellos fuí a visitar el carro.
00:55:41Y ellos echaron la arma en el carro.
00:55:44Y echaron la arma en el carro,
00:55:45las cartas de la socialista,
00:55:47que estaban ahí,
00:55:48y ayudaron a todo el proceso de la...
00:55:48Y es todo un plazón.
00:55:49Yo era extranjero.
00:55:51Ya habían salido varios actos,
00:55:53inclusive el acto de que todo estranjero tenía que se presentar.
00:55:56Y que el estranjero preso con un porto de arma
00:55:58seria fuzilado imediatamente.
00:56:00E eu estava acusada pela Justiça Militar.
00:56:16Já tinha helicópteros largando panfletos
00:56:20dizendo, povo chileno,
00:56:23denuncie o primeiro estrangeiro que encontrar
00:56:25porque eles trouxeram o germe do comunismo
00:56:28e do marxismo para o Chino.
00:56:39Quando eu fui preso no aeroporto,
00:56:42o delegado, que era a polícia civil que prendeu,
00:56:45ele me lembrou,
00:56:46ele disse, não, peraí você.
00:56:48Aqui disse, estrangeiro,
00:56:51muito subversivo, inteligente e vivo.
00:56:55Vivo.
00:56:55Não há coisa pior que o delegado que te prende
00:56:59achar que você é vivo.
00:57:01Ele me disse que eu estava marcado para morrer,
00:57:04que eles iam jogar no mar
00:57:05para ser devorados pelos peixes.
00:57:14Embajada de Chile en Brasilia,
00:57:16confidencial.
00:57:18La Cruz Roja Internacional pide para sacar de Chile
00:57:21a 5.000 asilados brasileños
00:57:23y sus familias que ven sus vidas en peligro.
00:57:26Los izquierdistas están siendo fusilados
00:57:29y ya han muerto algunos brasileños.
00:57:31como consecuencia de esta denuncia,
00:57:34Itamaraty dio la siguiente respuesta textual.
00:57:38No existe la más remota posibilidad
00:57:41que ocurra una masacre de asilados en Chile.
00:57:43Los que estuvieron implicados en actividades extremistas
00:57:47serão sometidos a processo legal.
00:57:51O camaracanto fechou a porta da embaixada
00:57:55em um dia do golpe.
00:57:58Nenhum exilado brasileiro inteligente
00:58:01recorreria à Embaixada do Brasil
00:58:04para ser transportado no avião
00:58:06no Correio Aéreo Nacional
00:58:08e llevado para o 2-4 de São Paulo
00:58:10para a mão do Fleury.
00:58:17Havia um chiste que ele tenía
00:58:19na Embajada, um letrero que decía
00:58:21aqui vive un anti-marxista
00:58:24con un cementerio propio.
00:58:32A Embajada brasileira se comportou
00:58:34como se não fosse brasileiro,
00:58:36se fosse inimigos.
00:58:38Inclusive, dando dicas
00:58:40para que fossem perseguidos.
00:58:44Uma página
00:58:44vergonhosa da história do Itamaraty.
00:59:09depois do golpe militar,
00:59:11o 11 de setembro,
00:59:12no dia seguinte,
00:59:13se abriu este estado nacional
00:59:15para detenir
00:59:17a decenas de miles de pessoas
00:59:18opostas à dictadura,
00:59:21simpatizantes do governo
00:59:22derrocado de Salvador Allende.
00:59:24Há registros
00:59:25que podem ser
00:59:269 mil, 12 mil, 20 mil,
00:59:29não ao mesmo tempo,
00:59:31sino como em rotação permanente.
00:59:36e, de esse total,
00:59:38uns 600 a 700
00:59:40eram estrangeiros.
00:59:51quando eu cheguei no estado nacional,
00:59:53chegaram gente, gente, gente, gente, gente,
00:59:55que eles foram prendendo em massa, né?
00:59:57Chegou um momento
00:59:58que não cabia nem
00:59:58de onde vestiário,
00:59:59as pessoas já estavam lá fora,
01:00:00mesmo na arquibancada.
01:00:02Ficava ao relento mesmo, né?
01:00:06Os familiares
01:00:06nenhum sabia
01:00:07onde você estava,
01:00:08nem nada, né?
01:00:09Meu irmão, por exemplo,
01:00:10ficou lá esse tempo todo
01:00:11sem saber onde eu estava,
01:00:12me procurando.
01:00:30A noite você escutava
01:00:32muito tiro,
01:00:34muito tiro,
01:00:35então você não sabia
01:00:36se o fuzilamento era lá dentro,
01:00:37se era do lado de fora,
01:00:38terror mesmo.
01:00:46Eu consegui testemunhar
01:00:49esses assassinatos
01:00:51e cenas de horror.
01:00:58Com a baioneta,
01:01:00eles cortavam o couro cabeludo,
01:01:03saía junto o couro cabeludo,
01:01:05sem gravo.
01:01:11Víctor Rara,
01:01:12que foi reconhecido
01:01:13porque era um cantor popular,
01:01:15de esquerda,
01:01:16chileno, muito bom,
01:01:18e aí chamou o cara,
01:01:19por entende,
01:01:20e matou ele na frente
01:01:20de todo mundo,
01:01:22quebrando as mãos,
01:01:23quer dizer,
01:01:24com uma coronha de coisa,
01:01:26e aí chegou,
01:01:27agora toca o violão,
01:01:28por aí.
01:01:31homens e mulheres
01:01:32foram torturados
01:01:33de igual maneira,
01:01:34mas as mãos sempre
01:01:35foi esse componente
01:01:36extra
01:01:36de violação,
01:01:38de abuso sexual,
01:01:39de hostigamento permanente,
01:01:41não só durante
01:01:42os interrogatórios,
01:01:43mas a qualquer hora
01:01:44do dia e da noite,
01:01:46ou seja,
01:01:46soldados que
01:01:47as miravam
01:01:48por as ventanas
01:01:49desnudas,
01:01:50as sacavam
01:01:51na noite
01:01:52de violá-las,
01:01:53colectivamente,
01:01:54aos jardins.
01:01:58Tinha mais umas
01:02:00cinco mulheres
01:02:02chilenas,
01:02:03eu era a única
01:02:04estrangeira,
01:02:05como só tinha
01:02:05uma mulher ali,
01:02:06eles,
01:02:07os soldados,
01:02:08mandando tirar roupa
01:02:09e tal,
01:02:10não sei o que,
01:02:11de repente,
01:02:12assim,
01:02:12meio que bateram,
01:02:14deu a linha
01:02:14na porta,
01:02:15era um oficial,
01:02:16levou um susto
01:02:17quando viu a cena,
01:02:18o que está acontecendo,
01:02:19o que está acontecendo,
01:02:20mandou todo mundo
01:02:20se vestir,
01:02:21eu estava muito mal,
01:02:23muito mal
01:02:24pelo que tinha acontecido,
01:02:31e...
01:02:33em...
01:02:34em...
01:02:34em esse gran campo
01:02:35de concentración
01:02:36aparece
01:02:36um destacamento
01:02:38de comandos brasileiros
01:02:40muito selvagens,
01:02:41que vem a cazar,
01:02:43cazar com Zeta,
01:02:45brasileiros,
01:02:46e que vem também
01:02:47a ensinarles
01:02:48a seus pais chilenos
01:02:50mecanismos de tortura,
01:02:52métodos de tortura,
01:02:53forma de tortura.
01:02:57eles entravam
01:02:58no vestiário,
01:03:00selecionavam-se,
01:03:01meia-noite pessoas
01:03:01mandavam sair,
01:03:03aí você ia lá
01:03:03para o corredor,
01:03:05vinha alguém
01:03:06encapuçado,
01:03:07vamos passando
01:03:08por uns porões ali,
01:03:11passamos por
01:03:12algumas pessoas
01:03:13sendo torturadas,
01:03:14chegou a minha vez,
01:03:15né,
01:03:16interrogada,
01:03:17eu entrei,
01:03:18tinha duas pessoas
01:03:20sentadas,
01:03:21que era um militar
01:03:21chileno
01:03:22e um paisano
01:03:24que era o brasileiro.
01:03:26E aí eles começaram
01:03:27a perguntar
01:03:27da minha militância
01:03:28se eu conhecia o fulano,
01:03:29se eu conhecia o cifrano,
01:03:30se eu conhecia não sei quem,
01:03:31não imaginava que eles
01:03:32tivessem esse tipo
01:03:33de informação,
01:03:34porque você via
01:03:34que tinha o chileno
01:03:35que estava fardado
01:03:37e o brasileiro
01:03:38que não estava fardado.
01:03:39Então ele não era militar,
01:03:42ele era polícia,
01:03:44tops,
01:03:45quem passou depois
01:03:46e com quem eu falei depois
01:03:47desse ano
01:03:47que era o Flore.
01:03:52da Embaixada do Brasil
01:03:54em Santiago.
01:03:55Secreto,
01:03:57urgentíssimo.
01:03:58O jornal chileno
01:03:59Última Hora
01:04:00noticiou
01:04:01que o delegado
01:04:02Sérgio Fleury,
01:04:03dito como
01:04:04torturador brasileiro,
01:04:06está no Chile
01:04:06sob disfarce diplomático,
01:04:08dizendo ainda
01:04:09que torturou
01:04:1070 banidos
01:04:11recém-chegados.
01:04:13Se for o caso
01:04:14e salve instruções
01:04:15ao contrário,
01:04:17desmentirei
01:04:17a presença
01:04:18do delegado Fleury.
01:04:20Câmara Canto,
01:04:21embaixador do Brasil
01:04:22no Chile.
01:04:26Através da Embaixada,
01:04:27esse acesso
01:04:28da polícia brasileira,
01:04:30porque era
01:04:31para prestar o serviço
01:04:32de formar os caras lá,
01:04:34entendeu?
01:04:35De dar aula de tortura,
01:04:36de dar aula de interrogatório,
01:04:38esse tipo de coisa.
01:04:43Eles ensinavam
01:04:44a interrogar
01:04:45em la práctica.
01:04:47paura da arará,
01:04:49uso de corriente eléctrica,
01:04:51e ponían eléctrodos
01:04:52em distintas partes
01:04:53do corpo,
01:04:54sensibles,
01:04:55digamos,
01:04:55a língua,
01:04:56o seno,
01:04:57a pene,
01:04:59a vagina.
01:05:05Os policiais brasileiros,
01:05:07logo depois do golpe,
01:05:09foram para o Estado Nacional
01:05:10interrogar brasileiros presos.
01:05:15vi uma pessoa
01:05:17sendo torturada.
01:05:18E os banidos
01:05:19serviram de cobaia
01:05:20para a aula de tortura.
01:05:23Aí os brasileiros
01:05:24torturavam,
01:05:25fizeram pau de arara,
01:05:26fizeram isso tudo,
01:05:27para ensinar
01:05:28os militares chilenos
01:05:29a fazer.
01:05:29Então,
01:05:30isso rolou
01:05:33verdadeiramente,
01:05:34seriamente,
01:05:34lá no Estado Nacional.
01:05:36Um dia seguinte
01:05:38da Revolução,
01:05:40chega uma coluna
01:05:41do governo chileno
01:05:44na casa dele
01:05:45e pede que
01:05:46ele vá
01:05:48ao Estado Nacional.
01:05:50E ele,
01:05:52chegando no Estado Nacional,
01:05:55havia sido
01:05:58separado
01:05:59por país,
01:06:00presos brasileiros,
01:06:03presos argentinos,
01:06:05presos americanos.
01:06:11Ultrasecreto,
01:06:12urgentíssimo,
01:06:13da Embaixada do Brasil
01:06:15em Santiago.
01:06:16Desde o dia 11 de setembro,
01:06:18o número de fuzilamentos
01:06:20acende a 60.
01:06:21No Estádio Nacional,
01:06:23já foram interrogados
01:06:245.400 prisioneiros,
01:06:27entre eles,
01:06:28altas personalidades
01:06:29da ex-unidade popular.
01:06:31Jornalistas
01:06:32que puderam conversar
01:06:33com os prisioneiros
01:06:34comprovaram
01:06:35que o tratamento
01:06:36dispensado aos mesmos
01:06:37é plenamente satisfatório.
01:06:40Câmara Canto.
01:06:43Todos aqueles
01:06:45que estavam presos
01:06:47no Estado Nacional
01:06:50devem a vida
01:06:52a meu pai.
01:06:55Só continuaram vivos
01:06:57porque ele não
01:06:59autorizou
01:07:00o fuzilamento
01:07:02dos que estavam lá.
01:07:03O oficial
01:07:04que tomava
01:07:05conta
01:07:06do estádio
01:07:07perguntou a ele
01:07:09Coronel,
01:07:11dos brasileiros
01:07:12que estão aí,
01:07:13quais são aqueles
01:07:14que os senhores
01:07:14querem que nós
01:07:16acabemos com eles?
01:07:20Ele falou,
01:07:21mas como?
01:07:22vocês dão
01:07:23asilo
01:07:26para todos
01:07:27e agora
01:07:28eu vou dizer
01:07:29mata esse
01:07:31e não mata aquele?
01:07:34Se vocês quiserem
01:07:36matar todos,
01:07:37matem todos.
01:07:46a ditadura brasileira
01:07:48e a chilena
01:07:49viraram camaradas.
01:07:50Falava-se muito
01:07:51nessa época,
01:07:52inclusive do treinamento
01:07:54de brasileiros
01:07:56para praticarem
01:07:58tortura
01:07:58dado pelos Estados Unidos.
01:08:06Estos professores
01:08:07ou instructores
01:08:08que haviam funcionado
01:08:10na Escola de las Américas
01:08:11ensinando tortura
01:08:13a boa parte
01:08:13dos militares
01:08:14que torturaram
01:08:15na Chile,
01:08:16na Argentina,
01:08:18na Brasil,
01:08:19na Paraguai,
01:08:20na Uruguai,
01:08:21etc.
01:08:21haviam sido formados
01:08:23por militares
01:08:24estadunidenses
01:08:25no arte da tortura,
01:08:28que, a sua vez,
01:08:29foram asesorados
01:08:30por militares
01:08:32franceses.
01:08:33Aprendieron
01:08:33de esta experiência
01:08:34na Guerra de Argelia.
01:08:37Paulo Sávez,
01:08:39comando francês,
01:08:40parte do Cuerpo Paracaídista
01:08:42que operou
01:08:43na Argelia
01:08:44fazendo esta guerra
01:08:45de contrainsurgencia,
01:08:47as Brigadas de la Muerte.
01:08:50Paulo Sávez
01:08:51havia deixado
01:08:51uma impronta
01:08:52e uma estela de horror
01:08:53que é a luta
01:08:55dos comandos franceses
01:08:57contra os civiles
01:08:58que lucham
01:08:59por sua independência.
01:09:06A inimigo
01:09:07se lhe elimina
01:09:09e não se lhe executa
01:09:11públicamente,
01:09:11se lhe faz desaparecer
01:09:14para que suas famílias
01:09:15não nos podam enterrar
01:09:16e nos busquem
01:09:16para sempre.
01:09:18Ojalá
01:09:19haia testigos
01:09:20de como
01:09:21lhe sacamos
01:09:22os dentes,
01:09:23as uñas,
01:09:24os quemamos,
01:09:25para que aniquile
01:09:27qualquer tento
01:09:28de ser rebelde
01:09:29de outros.
01:09:30Esas são as técnicas
01:09:32de Eucerres
01:09:33e de Trinquiet.
01:09:34Esas são as técnicas
01:09:35que lhe ensinou também
01:09:36aos nossos soldados.
01:09:43são as técnicas
01:09:45da América Latina.
01:09:45viajam os oficiais franceses,
01:09:48inicialmente
01:09:50à Argentina,
01:09:52depois ao Brasil.
01:09:53tal é assim
01:09:54que o comandante
01:09:56das forças
01:09:57repressivas francesas
01:09:59em Argelia,
01:10:00o que desenha
01:10:01toda a técnica,
01:10:03é agregado militar
01:10:04de França
01:10:05em Brasil.
01:10:08O general
01:10:09Polo Sarrés
01:10:11vai dar aula
01:10:12na ESNI,
01:10:13Escola Nacional
01:10:14de Informação
01:10:14em Brasília.
01:10:15E ele também
01:10:16dá aula
01:10:17no CIGS,
01:10:18que é o Centro
01:10:18de Instrução
01:10:19de Guerra na Selva.
01:10:26Eu fui atachada
01:10:28à Brasília
01:10:29à BRICON.
01:10:30Eu encontrei
01:10:30os generos
01:10:31que me disseram
01:10:32que vocês
01:10:33como instructores
01:10:34à Fabras.
01:10:34vocês estavam
01:10:35em relação
01:10:36com a Brasília.
01:10:38Muito bem.
01:10:39Muito bem.
01:10:39Muito bem.
01:10:39O que você ensinou
01:10:41lá?
01:10:41Eu ensinou
01:10:42as condições
01:10:44nas quais
01:10:45eu fiz um trabalho
01:10:47que não era
01:10:48o que faz
01:10:50normalmente
01:10:50uma arma clássica.
01:10:52É claro,
01:10:52você ensinou
01:10:53as técnicas
01:10:54da Bataia de Alger.
01:10:54É isso.
01:10:55É isso.
01:10:56Ou seja,
01:10:57as arrestas,
01:10:58o renseigno,
01:10:59a tortura,
01:10:59tudo isso?
01:11:00Tudo isso.
01:11:01Quando a França
01:11:03indicou
01:11:04o nome dele.
01:11:05Em novembro de 73,
01:11:07para vir
01:11:08como adido militar,
01:11:10os brasileiros
01:11:11consultaram
01:11:12Washington
01:11:13e o aval,
01:11:14o sinal verde,
01:11:16era dado
01:11:16pelos americanos.
01:11:17Os americanos
01:11:18controlavam
01:11:19nos mínimos detalhes,
01:11:21inclusive indicações
01:11:22de um ajuda militar
01:11:23francês no Brasil.
01:11:25O general
01:11:26Osseres estava
01:11:27com o governo
01:11:27de Macy.
01:11:28Ele por que
01:11:29elege o Brasil?
01:11:30Porque ele
01:11:31é amigo
01:11:32do jefe
01:11:33da polícia
01:11:36secreta
01:11:37brasileira,
01:11:38Figueiredo.
01:11:44O general
01:11:45Osseres
01:11:46Osseres
01:11:46com o Figueiredo
01:11:47formam as primeiras estruturas
01:11:49do que vai ser
01:11:50mais adiante
01:11:50a famosa
01:11:52escola de Manaus,
01:11:53onde adistram
01:11:54a oficiales
01:11:56de todo o continente.
01:11:59Ele estive
01:11:59treinando
01:12:01chilenos
01:12:01no Brasil.
01:12:02Ah, sim?
01:12:03Osseres?
01:12:04Eu mandei
01:12:05a Brasília
01:12:05um contingente
01:12:07oficial
01:12:07cada dois meses.
01:12:10Ele trabalhava
01:12:11na Escola de Inteligência
01:12:12de Brasília.
01:12:14De aí,
01:12:14ele se levava
01:12:15a certos exercícios
01:12:17a Manaus.
01:12:18Vários oficiais
01:12:20do Chile
01:12:20vieram fazer curso
01:12:22aqui,
01:12:23vários brasileiros
01:12:25foram dar curso
01:12:26lá,
01:12:27fazer um intercâmbio
01:12:28grande
01:12:29entre
01:12:30as forças
01:12:32militares
01:12:33daqui
01:12:33e as do Chile.
01:12:35Meu pai conheceu
01:12:37o Contreiras
01:12:37porque ele já havia
01:12:39tido uma função
01:12:41aqui no Brasil.
01:12:43Eu acho que ele
01:12:44veio fazer um curso
01:12:46na Escola de Estado
01:12:48Maior
01:12:48e aí foi amigo
01:12:50do meu pai
01:12:51aqui,
01:12:51antes do meu pai
01:12:53ser adido lá.
01:12:54Era um curso
01:12:55que,
01:12:57evidentemente,
01:12:58que a CIA
01:12:58não diz,
01:12:59mas a CIA
01:13:02participava.
01:13:32relaciones
01:13:33internacionales
01:13:33que esse curso
01:13:34praticamente
01:13:36permeou
01:13:37pelas Américas
01:13:39as ideias
01:13:40que vinham
01:13:41dos Estados Unidos.
01:13:45pinochet
01:13:46usando
01:13:47o princípio
01:13:49da verticalidade
01:13:49do mando
01:13:50transformou
01:13:52o propósito
01:13:53inicial
01:13:53em sua
01:13:54dictadura
01:13:55personal.
01:13:56Havia havido
01:13:56um segundo
01:13:57golpe de Estado.
01:13:58começou a política
01:14:00do tratamento
01:14:01de choque
01:14:01começou
01:14:02uma resistência
01:14:03ao regime
01:14:04que já não era
01:14:05uma resistência
01:14:06política,
01:14:08era uma resistência
01:14:09dos trabalhadores
01:14:10por a situação
01:14:10que tinha.
01:14:11começou uma
01:14:12repressão
01:14:13de tipo social.
01:14:24de pinochet
01:14:26e, por tanto,
01:14:26havia que eliminá-lo.
01:14:28E eram
01:14:28os dirigentes
01:14:29sindicales,
01:14:31estudiantiles.
01:14:33Miles de pessoas
01:14:34foram assassinadas,
01:14:35desaparecidas,
01:14:37decenas de miles
01:14:37torturadas,
01:14:39enviadas
01:14:39à cárcel
01:14:40ou aos campos
01:14:40de concentração.
01:14:47O caminho
01:14:48que estava
01:14:49tomando
01:14:49o governo
01:14:51não tinha
01:14:52justificação
01:14:53para matar
01:14:54a ninguém.
01:14:56Se estabeleceu
01:14:57o fato
01:14:57que o governo
01:14:58tinha que terminar.
01:15:00Se chamava
01:15:01a declaração
01:15:01de princípio
01:15:02da junta de governo,
01:15:04onde firmaram
01:15:05os quatro.
01:15:07Sacava
01:15:07a minha carta
01:15:08e dizia
01:15:09vocês quatro,
01:15:10se comprometieron
01:15:12a deixar
01:15:13o poder
01:15:14pacíficamente,
01:15:15fazer uma
01:15:15Constituição
01:15:16e chamar
01:15:17a eleição.
01:15:19Desgraciadamente
01:15:20não foi assim.
01:15:23Tan pronto
01:15:24o país
01:15:24se recupere,
01:15:25tan pronto
01:15:26o país
01:15:27esquece
01:15:28do caos
01:15:29que estava
01:15:30vivendo,
01:15:31tenha certeza
01:15:32que a junta
01:15:33terá
01:15:34a absoluta
01:15:37e leal
01:15:39obrigação
01:15:40de entregar
01:15:41o governo
01:15:42a quem
01:15:43o povo
01:15:44deseja.
01:15:45Agora
01:15:45o tempo
01:15:46que você me
01:15:46ensinaja
01:15:47o que você me
01:15:47pediu.
01:15:50Em junio
01:15:51de 1976,
01:15:52Henry Kissinger
01:15:53actually went
01:15:54to Santiago,
01:15:55Chile,
01:15:55para a meeting
01:15:56da Organização
01:15:57dos Estados Unidos,
01:15:58OAS.
01:15:59Kissinger
01:16:01embraced Pinochet
01:16:02face-to-face
01:16:03and he
01:16:04actually
01:16:05planned
01:16:05to give
01:16:05a speech
01:16:06on human
01:16:07rights,
01:16:08saying
01:16:09that human
01:16:09rights
01:16:09were important.
01:16:11Kissinger
01:16:11said one
01:16:12thing publicly,
01:16:13but privately
01:16:13he said
01:16:14to Augusto
01:16:15Pinochet,
01:16:15you don't
01:16:16have to
01:16:16pay attention
01:16:16to what
01:16:17I say
01:16:18to the OAS.
01:16:19I have
01:16:20to give
01:16:20a speech
01:16:20on human
01:16:21rights.
01:16:21It's
01:16:22necessary
01:16:23so that
01:16:23I can
01:16:23basically
01:16:24mollify
01:16:25the U.S.
01:16:26Congress
01:16:26and keep
01:16:26them
01:16:27from
01:16:27cutting
01:16:27off
01:16:28my ability
01:16:29to support
01:16:29you.
01:16:31What
01:16:31you did
01:16:32in overthrowing
01:16:33INA
01:16:33was a
01:16:34service
01:16:34to the
01:16:35West.
01:16:36We're
01:16:36going to
01:16:37try and
01:16:37support
01:16:37you
01:16:38no matter
01:16:38what.
01:16:55I said
01:16:55to Pinochet,
01:16:57you're
01:16:57about to
01:16:58sign up
01:16:59a secret law,
01:17:01what I
01:17:02knew,
01:17:02that
01:17:03authorizes
01:17:04a
01:17:04force
01:17:05of
01:17:05intelligence
01:17:05to
01:17:06execute
01:17:07without
01:17:07juicing.
01:17:09Every
01:17:09death is
01:17:11like a
01:17:11check,
01:17:12and the
01:17:13check
01:17:13will have
01:17:13his
01:17:14certificate,
01:17:14and
01:17:15some
01:17:15time
01:17:15will
01:17:16take
01:17:16it.
01:17:18I
01:17:19had
01:17:19inconvenience
01:17:20with the
01:17:21director of
01:17:23intelligence,
01:17:23intelligence,
01:17:24Manuel
01:17:25Contreras,
01:17:25he put the
01:17:26gun here,
01:17:29and
01:17:32they
01:17:33they reaccionaron,
01:17:35fortunately,
01:17:36for
01:17:36them,
01:17:36because they
01:17:37killed me,
01:17:38they killed me,
01:17:38they killed me,
01:17:38they killed me,
01:17:39they killed me,
01:17:39they killed me.
01:17:42Contreras viaja a estabelecer os inícios do que será a Operação Cóndor na América do Sul, estabelece os puentes com
01:17:51o jefe da Polícia Secreta Paraguai, o jefe da Polícia Secreta Argentina, o jefe da Polícia Secreta Brasileira, para convidá
01:17:59-los.
01:18:00No ano 75 se faz uma reunião aqui em Santiago e se funda a Operação Cóndor.
01:18:05Um sofisticado sistema de comunicación para poder perseguir por onde se vayan a os disidentes de las dictaduras do Cono
01:18:14Sur.
01:18:14Brasil participa nesse plano, o Serviço Nacional de Informação e Figueiredo. O rol de Figueiredo é clave.
01:18:23E Manuel Contreras teve uma relação muito estrecha com Figueiredo.
01:18:28De la República de Chile. Confidencial.
01:18:32Al Sr. General João Batista Figueiredo, jefe do Serviço Nacional de Informação em Brasilia.
01:18:40Me é grato expressar-lhe a minha satisfação por sua colaboração que devemos estrechar cada vez mais.
01:18:45O plan, proposto por você para coordenar nossa acção contra certas autoridades eclesiásticas e conhecidos políticos, socialdemócratas e democrata cristianos
01:18:57de América Latina e Europa,
01:19:00conta com nosso decidido apoio.
01:19:03Le saludo, muito atentamente, Coronel Manuel Contreras Sepúlveda.
01:19:08DINA. Direção da Inteligência Nacional.
01:19:20Quando se iniciou a Guerra Fria, se estabeleceu uma política de segurança nacional.
01:19:28E havia oficiales de vários países latino-americanos que iam a treinamento, a Rio de Janeiro, a alguma academia muito
01:19:35famosa que ia lá.
01:19:39Muito antes do golpe de Estado, Cristian Lave, preparado em Forças Especiales em Chile, com conhecimento e capacitação em inteligência,
01:19:49vai a Brasil, a Rio de Janeiro, em um intercâmbio.
01:19:54Cristian Lave, lhe ensinava aos agentes todos os métodos de inteligência, como fazer um seguimento, um contra-chequeo,
01:20:04e de esses cursos de guerrilla, de todo o tema, para preparar a os agentes de Roca Santo Domingo,
01:20:09mas também foi torturador.
01:20:12E há um fato que o vincula ao ejército brasileiro, porque o veu com um buso que dizem ejército,
01:20:20não se escreve da mesma maneira ejército em espanhol que em português,
01:20:23com nós é uma J, com eles é uma X,
01:20:26e se les quedou gravado que o buso era do ejército brasileiro.
01:20:33O Sr. Lave foi o instrutor, segundo suas próprias palavras, físico dos futuros agentes de Ladina.
01:20:42E ele era quem?
01:20:43Em Texas Verde, e quem eles torturou, quem eles interrogou.
01:20:47Cristian Lave, hoje em dia ele está sendo cometido a processo,
01:20:52enjuiciado como autor de torturas de prisioneros políticos,
01:20:56ao interior do regimento de Texas Verde.
01:21:01O que é o que é o Texas Verde?
01:21:02É um regimento que queda a 100 quilômetros de Santiago,
01:21:07a um costado do Oceano Pacífico,
01:21:10e que foi um centro neurálgico fundamental,
01:21:13porque aí é onde se forma a Ladina, a Direção Nacional de Inteligência.
01:21:18Estos eram os dominos de Don Manuel Contreras de Sepúlveda.
01:21:23Ele é o que estava a cargo de Texas Verde no dia do golpe do Estado,
01:21:28e quem planifica desde cá toda a sua repressão posterior é de cá,
01:21:36de lá zona onde se entrena Ladina,
01:21:40onde os mais célebres torturadores ou fizeram clases,
01:21:44ou passaram aprendendo por esta escola.
01:21:52Podemos dizer que no primeiro tempo também há brasileiros torturando.
01:21:57São eles os que, digamos, lhe ensenam a Manuel Contreras e a sua equipe de tortura
01:22:03o método de tortura.
01:22:05E aí era o centro de torturas.
01:22:19Tu chegabas vendadas e te decían desvístete.
01:22:23E daí desvestidas já te amarraban nas parrillas.
01:22:29Já estava a la merced de ellos que hicieran o que quisieran.
01:22:32Ou seja, a electricidade, os golpes, a metida de qualquer coisa na vagina.
01:22:39Aí se provaram, por exemplo, de la tortura sexual, se provaram todos os métodos.
01:22:44Em Texas Verde todas as mulheres foram violadas.
01:22:47Estavam provando até onde tu dava.
01:22:51Nos usam a nós como coneixinhos de india para aprender a torturar.
01:23:00Eu cheguei no ano 74 a casa do Gerard Contreras,
01:23:04trabalhando como moço.
01:23:06Me correspondía dar o desayuno, o almoço, a comida dos detenidos.
01:23:11Então, aí me dei conta eu de como eram tratados.
01:23:15Eu comecei a ver todo este tipo de coisas que sucedieron horrorosas.
01:23:21Todo o que significaba secuestro, tortura, morte e desaparición de pessoas.
01:23:27Como os empaquetaban posteriormente.
01:23:30Se chamaba de empaquetá-los.
01:23:31Quando os envolvían,
01:23:33eles ponían un trozo de ríos aos cadáveres,
01:23:36amarrados já sea na caixa torácica ou na espalda.
01:23:41Depois, os empaquetaban com duas bolsas de polietileno,
01:23:43uma para baixo e a outra para cima.
01:23:45Os carregavam e os levavam para tirá-los ao mar.
01:23:51Os levavam a as minas de cal de Lonquén,
01:23:55aos acantilados do Cajón del Maipo.
01:23:57Todos os eram mais ou menos os destinos
01:23:59que eu escutei onde se dirigían a botar os cadáveres.
01:24:06Ville Grimaldi,
01:24:07o conhecí porque esse quartel
01:24:08os fins de semana funcionava como casino.
01:24:12Sempre tinham a mania,
01:24:13em todos os quarteles,
01:24:14de usar a música bem forte.
01:24:16Iamos a comer parrilladas,
01:24:18a jogar carioca.
01:24:20A música nunca a baixaba.
01:24:22Por o mesmo,
01:24:22porque em todo horário
01:24:24estavam torturando a detenidos.
01:24:32um interrogatório.
01:24:34Colocaram a música
01:24:35numa altura impressionante.
01:24:37À medida que tocavam a música,
01:24:39espancavam meus companheiros e a mim.
01:24:42E estavam completamente excitados
01:24:44e alegres, satisfeitos,
01:24:46como se fosse uma festa.
01:24:50Em esse momento foi a guerra sucia,
01:24:53porque se tomaram o poder por a força
01:24:55e mataram muita gente.
01:25:02O Brasil não só foi um companheiro
01:25:05em intervenção na América Latina,
01:25:08mas também um ator independente,
01:25:09um,
01:25:11enviando seus próprios recursos,
01:25:13agentes cobertos,
01:25:14assassinos,
01:25:16para outros países,
01:25:18para participar,
01:25:20engenhar,
01:25:20fazer esforços
01:25:22para mudar os governos
01:25:24nos países do Souther Cone.
01:25:28e se produziu uma aliança
01:25:30das dictaduras
01:25:31da América do Sul.
01:25:35Ver a democracia
01:25:36nos levou
01:25:36a uma situação mais atroce
01:25:38que viveu
01:25:39a história de nosso país.
01:25:41Vivir sem liberdade
01:25:42durante seis anos
01:25:44é um preço
01:25:45que jamais
01:25:45um pode pagar.
01:25:51que o objetivo
01:25:53desta dictadura
01:25:54era implantar
01:25:55um sistema
01:25:56de economia distinto,
01:25:58privatizaciones
01:25:59e um modelo
01:26:00que finalmente
01:26:01se impusou
01:26:02em toda a América Latina
01:26:03a costa de sangue e fogo.
01:26:05da América Latina
01:26:46Como concilia você a democracia com a liberdade?
01:26:52Existe liberdade nos países em vías de desenvolvimento?
01:26:56Existe liberdade no homem que não tem que comer, que não tem trabalho, que não tem vivenda, que não tem
01:27:01saúde?
01:27:02Então, onde está a democracia?
01:27:09Existe liberdade no homem que não tem que comer, que não tem que comer.
01:27:41Existe liberdade no homem que não tem que comer, que não tem que comer, que não tem que comer.
01:27:48Existe liberdade no homem que não tem que comer, que não tem que comer.
01:27:52Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:27:53Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:27:53Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:27:54Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:27:55Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:28:00Existe liberdade no homem que não tem que comer.
01:28:27Legenda Adriana Zanotto
01:28:53Legenda Adriana Zanotto
01:29:07Legenda Adriana Zanotto
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