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Aliados do presidente Lula (PT) protocolaram na Justiça um habeas corpus coletivo para que presos em situação semelhante à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também tenham direito à prisão domiciliar. O pedido pode beneficiar detentos condenados por crimes graves. Os autores da ação alegam seletividade nos critérios adotados pelo STF e citam uma crise no sistema carcerário brasileiro.

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Transcrição
00:00E tem um outro destaque, muitos fazem a seguinte leitura, que seria uma espécie de vingança.
00:05Então, para tentar vingar, vingar entre aspas, a prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro,
00:11integrantes da base aliada do governo Lula protocolaram no judiciário um HC, um habeas corpus coletivo,
00:19para que todos os presos do país que estejam em condições iguais ou parecidas ao do ex-presidente,
00:26também tenham o mesmo direito.
00:28O pedido, no entanto, pode libertar suspeitos ou condenados por delitos como estupro, assassinato
00:35e líderes de organizações criminosas por ter caráter geral.
00:39Nesse documento, os aliados de Lula apontam seletividade nos critérios adotados pelo ministro
00:46e alegam uma crise constitucional do sistema carcerário brasileiro
00:51para defender a soltura dos criminosos em situação similar ou parecida.
00:57Começar essa rodada com o Nelson Kobayashi, analisar os detalhes dessa notícia.
01:03Kobayashi, primeiro, que acha dessa tentativa ou estratégia, muitos leem como uma estratégia.
01:09Faz, tecnicamente, faz sentido esse pedido?
01:12Olha, Caniato, se a gente pegar os livros mais antigos, as decisões mais antigas da Suprema Corte,
01:17não faria sentido. Por quê?
01:18Porque eles impetraram um habeas corpus.
01:21E para se impetrar um habeas corpus, tem que ter um ato de legalidade.
01:25Tem que ter uma pessoa a ser beneficiada, é chamada de paciente em um habeas corpus.
01:30Tem que ter uma autoridade com a atora, pode ser um delegado, um juiz, um ministro, um desembargador,
01:34quem quer que seja.
01:36E nesse caso, como é um habeas corpus coletivo, é um habeas corpus para favorecer genericamente
01:41qualquer pessoa na mesma situação contra qualquer juiz, desembargador, ministro do STJ
01:46ou qualquer autoridade policial.
01:49Inclusive, se você pega a peça desse habeas corpus impetrado, está lá justamente essas autoridades todas.
01:54Todos os juízes do Brasil, toda a magistratura do Brasil.
01:56A favor de qualquer pessoa nessa situação.
02:00Teoricamente, de acordo com o que a gente tinha antigamente, seria uma ação para nascer e morrer na mesma hora.
02:08Já seria arquivada.
02:09Só que recentemente, em razão do ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal
02:14e da ampliação de se aceitar muitos outros pedidos diferentes, diferentões e etc.,
02:23o Supremo começou a admitir essa possibilidade do habeas corpus coletivo,
02:28mesmo que não seja para uma pessoa específica ou contra um ato de uma autoridade específica,
02:32para conceder direitos.
02:34Foi assim, por exemplo, naquele habeas corpus coletivo em que se decidiu que mulheres
02:39que tenham filhos pequenos ou que estejam gestantes precisam estar em prisão domiciliar.
02:45Também foi um habeas corpus sem alguém a ser beneficiado especificamente
02:49e contra todo o sistema judiciário sem uma autoridade coatora em específico.
02:55Então, o Supremo abriu uma janela de oportunidade para que essa ação seja aceita.
03:00No mérito, no teor dela, tem uma diferença.
03:04Por quê?
03:04Porque não existe meia grávida.
03:06Não existe meia mãe.
03:08Ou se é ou não é.
03:10É um critério objetivo.
03:11Mas como é que você vai aferir a gravidade da doença genericamente
03:14de um sistema carcerário que tem 900 mil presos?
03:17Não tem como.
03:18Então, talvez por isso, esse habeas corpus não seja admitido.
03:22Porque, por falta de condições, se colocar todo mundo que seria beneficiado
03:27no mesmo bolo, na mesma prateleira.
03:29Cada uma dessas pessoas vai precisar de um laudo pericial em específico
03:33e, subjetivamente, o médico vai dizer se aquela doença é grave o suficiente ou não
03:37para uma prisão domiciliar.
03:38Então, tem essa diferença.
03:40Mas pode ser que, sim, que haja a admissão desse habeas corpus
03:45e que haja, portanto, uma decisão que favoreça todas as pessoas maiores de 70 anos
03:51que estejam com doença grave.
03:53Precisaria de um habeas corpus coletivo?
03:55Não.
03:55Porque qualquer pessoa maior de 70 anos com doença grave
03:57já pode pedir ao judiciário uma prisão domiciliar.
04:00Aliás, a existência desse habeas corpus impetrado pelos parlamentares do PT
04:05é um atestado de maus serviços prestados pela própria defensoria pública,
04:10se a gente for ver bem.
04:11Porque, se todo preso tem a seu dispor um defensor público,
04:15no mínimo, ainda que seja uma pessoa pobre, sem condições de acesso,
04:18sem patrimônio,
04:20por que precisa um parlamentar entrar com esse habeas corpus coletivo?
04:23Se todos teriam já esse direito individualmente de levar o seu pleito ao judiciário?
04:29É uma questão que, teoricamente, não faria sentido.
04:32Mas, diante do ativismo judicial que a gente tem no nosso Supremo
04:36e da porta que se abriu com outros precedentes,
04:38como no caso das mães e grávidas que eu citei há pouco,
04:41pode ser que isso vá para frente.
04:42Pois é. Passar para o Cristiano Beraldo.
04:44Agora, Beraldo, além dessa avaliação técnica muito bem feita pelo Nelson Kobayashi,
04:50já dá para identificar a construção de uma narrativa.
04:53Uma narrativa por muitos da esquerda.
04:55Ah, que houve algum benefício concedido a Jair Bolsonaro,
04:58que a regra não estaria sendo respeitada,
05:02que a Justiça ou o Supremo estaria cedendo a pressões.
05:06Me lembro que teve um drone que conseguiu fazer uma imagem de Jair Bolsonaro
05:10assim que chegou à sua casa com a sua esposa
05:13e ali interagindo com os cães da casa.
05:17E muitas mensagens e até pessoas ligadas ao atual governo questionando.
05:22Poxa, mas não estava doente? Não estava mal?
05:25Como é que ele está ali interagindo com os cães?
05:28Você não acha que pode...
05:29Tem esse elemento político, né?
05:30A construção da retórica contra a Justiça e contra Bolsonaro.
05:35Pois é, Caneto.
05:35Mas a retórica que se constrói a partir deste ato da esquerda brasileira
05:41é a constatação de que eles estão sempre atuando
05:48em desfavor do Brasil e do povo brasileiro.
05:51Porque se houvesse uma indignação por parte dos membros da esquerda brasileira
05:59com o fato de ter sido concedida a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro,
06:03eles, sobretudo que são parlamentares,
06:06que teriam a responsabilidade de elaborar e propor e aprovar leis
06:12que valham para a sociedade brasileira,
06:14eles poderiam até propor alguma mudança de legislação
06:20que impedisse a condição que levou Jair Bolsonaro à prisão domiciliar.
06:26Mas ao invés de fazerem o trabalho deles,
06:29eles se reúnem para acionar o judiciário, para libertar bandidos.
06:35Que, aliás, é uma pauta que tem estado sempre em voga no atual governo.
06:41Lembro sempre da visita, paga com dinheiro público,
06:45de representantes de facção criminosa
06:47que foram fazer audiência no Ministério da Justiça.
06:51Portanto, Caneto, esse tipo de ação demonstra
06:54a mediocridade, a disfacetez, a falta de compromisso com o Brasil.
07:01E acho ótimo que essas coisas aconteçam no ano eleitoral,
07:05porque assim a população tem a oportunidade de constatar essas coisas
07:10e fazer a escolha que acharem mais prudente agora nas próximas eleições.
07:14Pois é, os nossos comentaristas analisam a leitura de muitos governistas,
07:21integrantes do governo, ou mesmo figuras ligadas à administração federal,
07:25que entendem que a domiciliar, a prisão domiciliar,
07:29poderia ser concedida a outros presos, inclusive condenados por crimes muito graves.
07:35Chama o Roberto Mota para analisar essa notícia e também essa possibilidade.
07:40Há alguns aspectos desse destaque que nós podemos tratar aqui, né, Mota?
07:46Muitos, muitos.
07:48Eu acho que, nesse caso,
07:52Jair Bolsonaro é apenas figurante,
07:55é apenas um pretexto, a pergunta é
07:58o que nós podemos fazer hoje
08:00para colocar criminosos na rua?
08:04E o caso mais clássico
08:06dessa obsessão
08:08foi o que aconteceu na pandemia.
08:10Na pandemia,
08:12enquanto todos nós
08:14éramos obrigados a ficar em casa,
08:17com o tal do
08:18fique em casa,
08:20O sistema de justiça criminal do Brasil
08:23soltou
08:25dezenas de milhares de presos.
08:28Não existe um número exato.
08:30Há quem diga que foi 30 mil,
08:32há quem diga que foi 60 mil,
08:34ninguém sabe.
08:36O que se sabe
08:37é que uma quantidade enorme
08:39de criminosos
08:40foi colocada na rua.
08:42Então, não existe nenhuma dúvida
08:44que a esquerda tem afeição
08:46por criminosos.
08:47Isso acontece no mundo inteiro
08:49e é importante explicar.
08:51Eles têm essa afeição
08:53porque eles enxergam os bandidos
08:55como revolucionários
08:58que trabalham a favor
08:59da justiça social.
09:01É por isso
09:02que eles têm essa obsessão
09:05em usar qualquer que seja
09:08a desculpa
09:09para colocar criminosos na rua.
09:12Essa é uma visão
09:14profundamente preconceituosa
09:17e ideológica
09:19porque ela atinge
09:21justamente
09:21aqueles que são
09:23mais pobres,
09:24que são as maiores
09:25vítimas dos criminosos
09:27porque não tem como se defender.
09:30Pois é, deixa eu...
09:32Esse é um tema muito interessante
09:33para nós discutirmos aqui
09:35com os nossos comentaristas.
09:37Agora, Nelson Kobayashi,
09:39a gente acompanhou
09:40ao longo das últimas semanas
09:41em meio à situação difícil
09:43de saúde de Jair Bolsonaro,
09:45porque desde quando ele
09:46toma a facada,
09:48de tempos em tempos,
09:50ele precisa ser hospitalizado,
09:52tem que passar por uma bateria
09:53de exames,
09:54por vezes tem algum tipo
09:56de crise
09:57e acaba culminando
09:59na necessidade
10:00de um outro procedimento
10:01de saúde,
10:02mas por diversas vezes
10:04a gente acompanha
10:06figuras que têm acesso
10:08à imprensa
10:08ou que se manifestam
10:09nas redes sociais
10:10e isso acaba reverberando
10:12e gente que questiona
10:14a gravidade
10:15da situação de saúde
10:17de Jair Bolsonaro.
10:18E aí há essa leitura
10:20sobre a prisão domiciliar
10:22temporária,
10:23uma prisão domiciliar
10:24concedida por três meses,
10:2790 dias,
10:28como se fosse
10:29uma situação grave agora.
10:31Depois ele vai melhorar
10:32e talvez possa ser recolhido
10:34ao regime fechado
10:36ou até passe por uma reavaliação
10:37para saber se ele continua
10:38na domiciliar.
10:40Como a justiça trata
10:42dessas questões
10:43que são super técnicas,
10:44que por vezes necessitam
10:46de um perito,
10:49de alguém que seja
10:50daquela área
10:51para avaliar
10:51qual é a situação
10:52do preso.
10:53Mediante pedido, né, Caniato?
10:55Por isso que eu falei
10:55que quando os governistas
10:57fazem esse tipo
10:58de pedido coletivo,
10:59estão de alguma maneira
11:00falando que a Defensoria Pública
11:02não está dando conta,
11:03não está fazendo
11:04o seu serviço.
11:05Porque se você pega,
11:05por exemplo,
11:06qualquer presídio,
11:07precisa ter e tem,
11:09isso é supervisionado
11:10inclusive pelo CNJ
11:11e por outros órgãos
11:13da Justiça,
11:14tem que ter o acesso
11:15a um defensor,
11:16seja um advogado
11:17constituído particular,
11:18seja um defensor público.
11:20E isso acontece
11:21para qualquer preso
11:22no Brasil,
11:23dos novecentos mil presos.
11:24Então, tem ali ele
11:26setenta anos,
11:27está com alguma dificuldade
11:28de saúde,
11:29ele fala com o defensor
11:30e o defensor faz o pedido,
11:31junta ali um documento médico,
11:33mas tem esse grau
11:33de subjetivismo,
11:34que é justamente saber
11:35se aquela doença
11:36é grave ou não é,
11:37se é uma gripe
11:37ou se é uma pneumonia,
11:38se é algo que possa
11:40justificar uma prisão domiciliar.
11:42Esse é um ponto.
11:42Então, Escoban,
11:43muitos falam o seguinte,
11:44poxa, por que foi concedida
11:46para Fernando Collor
11:47de imediato
11:49ou no segundo
11:50ou terceiro dia
11:50da condenação
11:51e não levantaram
11:54a possibilidade
11:54de um período
11:55para reavaliar
11:56a situação
11:56de Fernando Collor?
11:57Então,
11:58esse é um segundo ponto,
12:00porque os parlamentares
12:03governistas
12:03estão pedindo
12:04coerência do judiciário,
12:05é isso que eles estão pedindo.
12:06Só que é interessante
12:07que esse pedido
12:08venha em favor agora
12:09de tantos outros presos
12:10em razão
12:11de um caso,
12:14um case
12:15estipulado
12:16que é o do próprio
12:16ex-presidente Jair Bolsonaro
12:17e eles não fizeram isso antes.
12:19Por exemplo,
12:19quando o Collor
12:20teve lá
12:21a sua prisão domiciliar
12:22deferida por apneia do sono,
12:24que é uma questão
12:25que tem também
12:25o ex-presidente Jair Bolsonaro
12:27e por quadro depressivo
12:29que também
12:29está atribuindo,
12:31está sofrendo
12:33o ex-presidente Jair Bolsonaro,
12:34eles não pediram
12:34a mesma coerência.
12:36Aliás,
12:37se a gente for
12:37para a área processual,
12:39então,
12:39aí é que não há
12:40coerência mesmo,
12:41porque se a gente pega
12:42principalmente um grupo
12:44de juristas
12:44que é muito aliado
12:46do presidente da república
12:47e dos governistas,
12:48eles são contra
12:49a delação premiada,
12:50a delação premiada
12:51que foi o que sustentou
12:53a condenação
12:54do ex-presidente Jair Bolsonaro.
12:55Na Lava Jato,
12:56a delação premiada
12:57era um bicho
12:58de sete cabeças,
12:59agora se a delação premiada
13:01é do Mauro Cid
13:01contra o Bolsonaro,
13:02aí é válido.
13:03Eles são contra
13:04a investigação
13:05que seja muito elástica,
13:06que vai abarcando tudo.
13:07Por que que o juízo
13:08da vara federal,
13:1013ª vara federal
13:11de Curitiba,
13:12pega caso que é
13:13de Curitiba,
13:13do Rio de Janeiro,
13:14de São Paulo,
13:15de tantos políticos
13:16do Brasil inteiro,
13:17isso está errado,
13:18mas daí,
13:19quando tudo é
13:19da relatoria
13:20de determinado ministro
13:21no inquérito
13:22das fake news,
13:23aí não tem problema
13:24ser um inquérito
13:24tão elástico.
13:25Se a gente pega,
13:26por exemplo,
13:27o direito de defesa,
13:28a questão de acesso
13:31ao processo,
13:33vários governistas
13:34eram muito críticos
13:35na época da Operação
13:36Lava Jato
13:37de que os advogados
13:38não tinham acesso
13:38ao que estava sendo
13:39investigado,
13:40ao que estava sendo
13:42processado pelo juiz
13:43Sérgio Moro,
13:44no caso,
13:45pela força-tarefa
13:47da Lava Jato,
13:47mas aqui,
13:48em relação aos milhares,
13:50se não milhões,
13:52de dados,
13:53de informação,
13:54que estavam nos teras
13:55e teras bytes,
13:56que estavam à disposição
13:57da defesa para fazer
13:58a sua defesa em 15 dias,
14:00ninguém fala nada.
14:00Então, a coerência
14:01muito seletiva
14:03é, na verdade,
14:05um oportunismo,
14:05viu, Caniato?
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