Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O PT acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o projeto da dosimetria, aprovado pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente LULA (PT). A ação pede a anulação da proposta, alegando inconstitucionalidade e irregularidades no processo legislativo. Caberá ao STF decidir se a norma será mantida ou invalidada.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/X-emxI645Z0

https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#OsPingosnosIs

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Olha só, ao mesmo tempo em que a redução de penas terá que ser validada pelo Judiciário,
00:05os ministros também terão que analisar uma ação do PT, que pede a anulação do PL e da dosimetria.
00:11Para a base governista, a proposta é inconstitucional e contrária ao interesse público,
00:17acusando a oposição de querer beneficiar Jair Bolsonaro e alegados golpistas,
00:23além de afirmar que a medida incitaria esse tipo de delito.
00:26O Planalto também alega vício no processo legislativo, na alteração de pontos importantes do texto aprovado pela Câmara.
00:33Se a ação for aceita pelo Judiciário, os ministros terão de decidir se a norma está de acordo ou não
00:39com a Constituição.
00:40Caso contrário, o projeto da dosimetria será anulado.
00:43Deixa eu chamar aqui o Bruno Musa para falar a respeito dessa judicialização do tema.
00:48O Musa era esperado. Aliás, sempre que a gente tem algo que contraria os interesses da base governista,
00:56ou mesmo da oposição no Congresso Nacional, há uma tentativa de levar isso tudo para um terceiro turno no Judiciário.
01:01A ação agora vai parar na mesa dos ministros do STF e há a possibilidade da dosimetria ser declarada inconstitucional.
01:10Qual a possibilidade? Qual a sua análise a respeito disso?
01:14Veja, nós comentamos um pouco a respeito disso.
01:16Eu estava lendo agora aqui até um dado interessante.
01:19Claro que isso, em valores absolutos, ele diz muita coisa, mas quando nós analisamos sobre o PIB, a ótica é
01:25diferente.
01:25Mas vamos lá, o Brasil foi o terceiro país que mais recebeu investimento estrangeiro direto no ano passado.
01:31Foram 77 bi, perdendo para os Estados Unidos, quase 300 bi, e a China, segundo, 80 bi.
01:36Porém, quando a gente analisa frente ao PIB, como eu quero dizer, isso traz outra proporção,
01:41mas mesmo assim é um montante importante e financia o nosso déficit em conta corrente.
01:46O que nós queremos? Ampliar isso?
01:48Quando nós poderíamos ter um valor muito maior, apesar de ter sido grande?
01:53Veja, nós temos o país que temos e recebemos pouquíssimos turistas, algo como 8, 9 milhões.
01:59A Espanha, por exemplo, recebe 80 milhões, mais ou menos, como foram os dados de 2025.
02:04Tudo isso traz mais dinheiro, traz um ambiente melhor, mais empregos, hotéis, restaurantes, movimento, uma economia.
02:10E por que eu estou fazendo o link com o que você está fazendo disso?
02:13Porque uma falta de previsibilidade, ela afugenta investimentos, não apenas deixa de vir, como afugenta os que já vieram.
02:21Isso traz proporções importantes dentro de uma economia.
02:25E não há investimentos sólidos de longo prazo sem uma previsibilidade das regras.
02:30A regra pode mudar, de repente eu altero o imposto, a empresa tem que pagar o imposto retroativo,
02:36ou o que podia não pode mais, então aquele capital que eu aloquei, ou eu perdi, ou eu vou ter
02:41que tirar, a contra gosto.
02:43Enfim, isso traz consequências seríssimas.
02:46Então, a pergunta que eu sempre faço é, qual país nós queremos?
02:49Qual caminho nós queremos seguir para sermos um país avançado?
02:54E aqui essas perguntas, elas são genuínas, e elas são importantes de serem feitas.
02:58Passou do momento de nós tocarmos na ferida dos problemas do Brasil.
03:02E isso tem tudo a ver com o que você está falando agora.
03:05Judicializar toda e qualquer causa, isso traz uma falta de previsibilidade.
03:10Quem manda no país?
03:11O Legislativo vale de alguma coisa ou não vale de nada?
03:13Como eu falei, ontem, em uma lei de 1950,
03:16um determinado ministro foi lá e alterou a regra em que apenas maioria simples de um Senado
03:22poderia aprovar o impeachment de um ministro do STF.
03:24Aí ele, numa liminar, vai e diz, não, agora são dois terços.
03:27Como assim? O que vale?
03:29Como é que pode reescrever a Constituição numa decisão monocrática
03:33quando isso cabe ao Legislativo, à própria Constituição?
03:36Então, essa bagunça traz uma série de problemas no curto prazo
03:40que leva a consequências muito maiores ainda no longo prazo.
03:44Eu estava vendo uma matéria extremamente relevante.
03:46Eu vi que 95% das causas trabalhistas do mundo estão no Brasil.
03:5495%.
03:54Isso traz uma cultura de judicialização.
03:57E essa cultura de judicialização também vive dentro da máquina pública
04:03com os burocratas que lá estão.
04:04Então, além do problema econômico, nós trazemos algo que virou o DNA do brasileiro.
04:09E isso precisa ser alterado.
04:11Caso contrário, a gente continuará sempre dando um passo adiante e três atrás.
04:15E aí, na média, sempre recuamos.
04:18Insegurança jurídica.
04:19Esse é o grande ponto, né?
04:20O Cristiano Beraldo, eu quero também a sua análise a respeito disso
04:22porque agora a gente ainda não tem uma definição
04:24se daqui um, dois, três meses ainda vai estar valendo aí o pele da dosimetria
04:29já que há a possibilidade, de acordo com a judicialização feita pelo Partido dos Trabalhadores,
04:34de uma declaração de inconstitucionalidade.
04:37Mas aí, Beraldo, eu quero lembrar que quando a ideia da anistia passou a ser de dosimetria,
04:43isso foi numa reunião em que estava o Michel Temer, o Paulinho da Força e o Aécio Neves,
04:49aparentemente também houve ali uma opinião, uma consulta feita aos ministros da Suprema Corte
04:55que estariam de acordo com a dosimetria.
04:58A anistia não, mas dosimetria eles estavam dando o aval ali.
05:02Será que isso é sinal de que, se chegar no STF, eles vão manter a decisão do Congresso, Beraldo?
05:08Qual a sua análise sobre isso?
05:11Olha, Cova, a minha expectativa reside justamente nisso,
05:15de que esse PL foi escrito a partir de uma consulta ao próprio Supremo Tribunal Federal.
05:22uma consulta informal, naturalmente.
05:25Eu acredito que o Supremo, nesse momento em que temos investigação do Banco Master acontecendo
05:33e uma pilha de pedidos de impeachment na gaveta do presidente do Senado,
05:41não me parece um bom momento para que o Supremo entre num conflito tão direto com o Congresso Nacional.
05:49A aprovação dessa dosimetria, dessa revisão das penas do 8 de janeiro
05:55e também a votação da derrubada do veto presidencial
06:00não foram pau a pau.
06:03Houve ali uma vitória consistente.
06:06Portanto, qualquer interferência do Supremo Tribunal Federal nessa causa,
06:12ela será uma interferência na vontade de uma sólida maioria do Congresso Nacional
06:18e também da expectativa da população brasileira.
06:22Porque, Cova, nós estamos vendo centenas de pessoas presas
06:26sem que as pessoas, com todas as imagens que temos,
06:30não é uma coisa assim, ah, ouvimos dizer que houve um confronto sangrento
06:35e que essas pessoas são criminosas, elas atentaram contra a vida de alguém.
06:42Essas pessoas estavam armadas, elas sacaram as suas armas
06:47e dispararam contra os agentes de segurança.
06:51Essas pessoas incendiaram a Praça dos Três Poderes.
06:56Essas pessoas usaram seus arcos e flechas pra acertar a força de segurança
07:05da Câmara dos Deputados.
07:06Isso tudo já aconteceu no passado.
07:08E nada disso, aquelas cenas da Praça dos Três Poderes,
07:14da Esplanada dos Ministérios em chamas durante o governo Michel Temer,
07:19a cena de indígenas dando flechada em policiais da Câmara dos Deputados,
07:25isso tudo aconteceu.
07:27E as consequências desses atos não foram nem de perto consideradas
07:36em relação a essas que foram aplicadas aos manifestantes do 8 de janeiro.
07:41Então, não é que a população ouviu dizer, a população sabe do que se trata.
07:47A população de bem, mesmo aqueles que querem bradar contra,
07:52que não gostam do Bolsonaro, etc.,
07:54Mas, no escurinho do cinema, quando colocam a cabeça no travesseiro
07:59e se dão conta de que vivem no Brasil,
08:02elas sabem que aquilo que aconteceu ali
08:05não era passível de condenação da forma que houve.
08:09Centenas de pessoas condenadas a 10, 12, 14 anos de prisão.
08:15Algumas pessoas condenadas sequer estavam em Brasília.
08:18Faz algum sentido isso?
08:21Faz algum sentido você imaginar que a democracia brasileira,
08:28amparada por um Estado que está funcionando e sempre funcionou mal,
08:35mas funcionou,
08:37estava em risco porque um senhor de 74 anos de idade
08:41resolveu doar 500 reais para alguém?
08:46Então, Cobra, nós estamos numa situação absolutamente irreal
08:52de um Brasil que tem problemas muito concretos,
08:56de um Brasil que tem traficante,
08:59pego com 250 quilos de cocaína
09:01e indo embora com a chancela do judiciário.
09:06Temos a polícia agindo em locais em que encontra armas,
09:12encontra drogas, encontra tudo.
09:13E o judiciário dizia, não, veja,
09:16não tinha autorização para entrar na casa
09:19nesse QG do crime organizado,
09:22aí então não vale.
09:23Nós temos André do Rap saindo pela porta da frente de um presídio.
09:28Nós temos Marcola preso há anos e anos e anos
09:33que continua comandando a maior facção criminosa,
09:38talvez do mundo.
09:40Quer dizer, isso não é uma ficção,
09:42isso é um Brasil de verdade,
09:43isso é que temos.
09:45E aí a gente se dá conta
09:47que o Musa trouxe esse negócio,
09:50o volume de ações trabalhistas,
09:53eu não sei o número,
09:54mas acredito que esteja muito próximo da realidade,
09:58esses 95%,
09:59porque a justiça no Brasil
10:01ela é barata e acessível,
10:05mas no fundo você acessa essa justiça
10:09e se insere num sistema
10:12que já tem as suas cartas marcadas.
10:15Vejam os escândalos que foram revelados
10:19de compra de sentença,
10:22gente sendo morta,
10:23advogado foi assassinado no Rio de Janeiro
10:25porque estava envolvido com venda de sentença,
10:30investigação
10:31em gabinete de desembargadores,
10:34de ministros,
10:34e o que acontece?
10:35Não!
10:36Os desembargadores e ministros são inocentes,
10:39a culpa é dos assessores.
10:41Como é que é?
10:43Eu sou nomeado por um cargo,
10:46eu tenho o poder da minha caneta,
10:49que está assinando todas as decisões do meu gabinete,
10:53e me é dada a prerrogativa
10:55quando sai alguma coisa,
10:57ela diz,
10:57não, veja,
10:58foram os meus assessores,
11:00eu não tenho nada a ver com isso,
11:02mas quem assinou?
11:03Quem assinou foi o magistrado,
11:05quer dizer,
11:06não há responsabilização
11:09daqueles que têm a proteção do corporativismo
11:13e do Estado brasileiro,
11:14mas esses manifestantes,
11:17pais e mães de família,
11:19senhores e senhoras de idade,
11:22esses vão ficar 14 anos em cana?
11:25Que isso,
11:26Ocoba?
11:27Que isso?
11:29Isso claramente é uma deturpação
11:32do papel do judiciário brasileiro,
11:35que foi minimamente,
11:38não plenamente,
11:39mas minimamente corrigido
11:40pelo Congresso Nacional,
11:43então,
11:43se isso não valer,
11:44Cobai,
11:45realmente esqueçam,
11:46porque não vai ter CPI do Banco Master,
11:50nós temos contrato
11:51de 129 milhões
11:53que não vale de nada,
11:55nós temos negócio,
11:57corrisões que não vale de nada,
11:59nós temos venda de sentença
12:01que não vale de nada,
12:02e aí,
12:02o senhor de 74 anos de idade
12:04é que vai pegar 14 anos?
12:06Aí não,
12:07aí é barbárie,
12:08aí por favor,
12:09não cumpram leis,
12:10não paguem impostos,
12:11e cada um que se vire,
12:13porque senão,
12:14nós não temos um país,
12:15não há mais civilização no Brasil
12:16se isso for por esse caminho,
12:19Cobai.
12:20Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares,
12:22porque na linha do que está falando o Beraldo,
12:25o Diego,
12:26aliás,
12:26antes do Diego falar,
12:27agora 18 horas,
12:2831 minutos,
12:29aquele rápido intervalo
12:29para você que está na nossa rede de rádios.
12:32Seguindo aqui,
12:33quero chamar o Diego Tavares
12:34para falar na linha do que está falando o Beraldo,
12:35o Diego,
12:36sobre esse descrédito em relação ao judiciário
12:39que tem gerado propostas relevantes
12:42e de pessoas muito relevantes
12:43no sentido de uma nova reforma do judiciário,
12:45né?
12:46Vozes como o de ex-presidentes
12:47do Supremo Tribunal Federal,
12:49da ministra Ellen Grace,
12:50do ministro César Peluso,
12:52que integram,
12:53né,
12:53a comissão de reforma do judiciário
12:56liderado aqui pela OAB de São Paulo.
12:58A gente tem o próprio código de conduta,
13:00que é um clamor desse tempo
13:02para tudo que a gente tem visto acontecendo
13:04no próprio Supremo Tribunal Federal,
13:06até para proteger a instituição,
13:08muito pelo contrário do que muitos dizem,
13:10não ataca o STF,
13:12mas protege de condutas
13:14que possam fugir,
13:16destoar daquilo que se espera
13:19da mais alta corte do país,
13:21e aparentemente isso vem ganhando força,
13:24vem se criando uma onda nesse sentido,
13:26tanto da reforma do judiciário,
13:28quanto pelo código de conduta,
13:30ou código de ética,
13:31ou código de integridade,
13:32como quer que se chame,
13:34as regras para ministros da Suprema Corte,
13:37né, Diego?
13:39Exatamente, Coba,
13:39essa indignação do Beraldo,
13:41essa justa indignação,
13:42ela encontra eco,
13:43um vasto eco na sociedade.
13:45Todo mundo tem esse sentimento de injustiça,
13:48principalmente em relação
13:49à cúpula do poder judiciário brasileiro.
13:52Agora,
13:52essa situação não chegou
13:54a esse status do dia para a noite.
13:57Essa situação chegou aonde está,
13:58porque nós temos também um parlamento
14:00que nesse sentido é negligente,
14:02é um parlamento negligente
14:03nas suas funções de contenção
14:05do Supremo Tribunal Federal,
14:07nas suas funções de contenção
14:08de outros poderes,
14:09conforme prevê a própria Constituição Federal.
14:12Se nós temos hoje
14:13um judiciário hipertrofiado,
14:15um judiciário que se dá ao trabalho
14:17de dialogar praticamente sobre tudo,
14:19de encampar todos os principais debates
14:21que se travam aqui no Brasil,
14:23é porque o parlamento se recusa
14:25a fazer o seu papel.
14:26Por que que coube ao judiciário
14:28dispor sobre marco temporal?
14:30Por que que coube ao judiciário
14:31dispor sobre aborto?
14:32Sobre o porte de pequena quantidade
14:34de droga para consumo?
14:36Porque o parlamento não chamou
14:37para si a responsabilidade
14:39de travar essas discussões.
14:41E vácuo de poder é aquela história,
14:43não fica desocupado.
14:45O Supremo Tribunal Federal
14:46somente ocupou o espaço
14:48que o Congresso Nacional
14:49deixou desocupado.
14:51E agora é momento de o Congresso
14:53retomar esse protagonismo.
14:55justamente capturando
14:56esse sentimento popular
14:58e transformando isso
14:59em iniciativas legais,
15:00em projetos de lei,
15:01em propostas de emenda à Constituição.
15:04Cabe principalmente aos presidentes
15:06das duas casas do Congresso Nacional
15:08impulsionar esse debate
15:09sobre reforma do judiciário.
15:11Pautar os projetos que versam
15:12sobre a possibilidade de mandato
15:14para os ministros da Suprema Corte.
15:15Pautar os projetos que versam
15:17sobre a alteração do método de escolha
15:19para os ministros da Suprema Corte.
15:21Tratar das competências
15:23do Supremo Tribunal Federal
15:24é algo que eu sempre digo
15:25quando tenho a oportunidade
15:27aqui na bancada dos pingos dos is.
15:28Nós temos um Supremo Tribunal Federal
15:30que fala sobre muitas coisas.
15:32Deveria falar muito menos.
15:34O Supremo Tribunal Federal
15:35não devia ser instância recursal
15:37de processo das cortes ordinárias.
15:39Não deveria ser instância inicial
15:41de processo criminal,
15:42como infelizmente virou moda
15:44também nos últimos tempos.
15:46Inclusive quando os próprios ministros
15:47estão posicionados
15:48na condição de vítimas
15:50desses processos.
15:51Então nós temos
15:52sobre o parlamento
15:53hoje uma responsabilidade
15:55e também impulsionada
15:56pela sociedade civil
15:57como você muito bem lembrou.
15:59A Ordem dos Advogados do Brasil,
16:00a Seccional de São Paulo
16:01tem feito um brilhante trabalho
16:02nesse sentido de promover o debate
16:04sobre reforma do judiciário,
16:06de propor um código de conduta
16:08para os ministros,
16:09mas tudo isso precisa
16:11de amparo do parlamento.
16:12Se os deputados e senadores
16:14não se debruçarem
16:15sobre essa matéria,
16:16não assumirem para si
16:17a responsabilidade
16:18de que cabe a eles
16:19a contenção do Supremo Tribunal Federal,
16:22dificilmente nós teremos
16:23uma alteração desse panorama.
16:24E aí qualquer reforma
16:26diferente disso
16:26não vai passar de um remendo,
16:28não vai passar de um chiclete
16:30nesse pneu furado
16:31que não vai resolver
16:32esse problema evidentemente.
16:34E sobre especificamente
16:35a questão do 8 de janeiro,
16:37Coba, nós abrimos o programa
16:38falando que cabe
16:39ao Supremo Tribunal Federal
16:40deliberar sobre as penas.
16:42E em outra análise agora,
16:44caberá ao Supremo Tribunal Federal
16:45dispor sobre a constitucionalidade
16:47do projeto.
16:48Então, em todo caso,
16:50cabe ao Supremo Tribunal Federal
16:51a palavra final
16:52sobre esse projeto de lei
16:54especificamente.
16:55Essa cultura precisa
16:56desaparecer do Brasil
16:57e novamente,
16:58cabe aos deputados
16:59e aos senadores
17:00derrotados nos debates,
17:01quando esses debates
17:02são travados no parlamento,
17:03assumirem a sua derrota.
17:05O parlamento é feito
17:06para isso.
17:07Não dá para transformar
17:08o judiciário
17:08na instância final de tudo.
17:10O parlamento tem grande parte
17:12da responsabilidade
17:13da situação de hipertrofia
17:14do judiciário
17:15que nós vivemos hoje.
17:16Agora, 18 horas e 36 minutos,
17:19nós estamos de volta
17:20no intervalo
17:20para quem estava
17:21na nossa rede de rádios.
17:22Vocês estavam acompanhando
17:23o comentário do Diego Tavares
17:24a respeito das propostas
17:26que vão ganhando força
17:27a partir de tudo
17:28que tem chegado
17:29do Supremo Tribunal Federal.
17:30Proposta de reforma
17:31do judiciário,
17:32código de ética,
17:33de conduta,
17:34enfim, para os ministros
17:35nessa crise
17:36de credibilidade,
17:37crise institucional
17:38que se pretende resolver.
17:41Quero chamar aqui
17:42o Bruno Musa,
17:42voltando aqui ao nosso tema
17:44em específico,
17:45sobre o assunto
17:46do 8 de janeiro
17:47na mesa agora
17:48dos ministros
17:50da Suprema Corte,
17:51não só para analisar
17:51caso a caso
17:52em relação
17:52à dosimetria da pena,
17:53mas quanto à própria
17:54constitucionalidade
17:55ou não
17:56do PL da dosimetria.
17:58A gente viu
17:59e comentamos
18:00a respeito disso,
18:01Musa,
18:01da participação,
18:02ainda que numa consulta
18:03informal,
18:04de alguns ministros
18:05da Suprema Corte,
18:06quando o PL
18:07da anistia
18:08virou PL
18:09da dosimetria.
18:10Só que a gente
18:11tem vivido
18:12um período agora
18:12no STF
18:13em que há
18:14muitas divergências.
18:15Não é mais
18:16aquele STF
18:17do 8 a 2,
18:18que por alguns anos
18:19aconteceu.
18:20Eram sempre
18:21o ministro André Mendonça
18:22e o ministro Cássio Nunes
18:23vencidos
18:24contra um bloco
18:26uniformizado,
18:27consolidado,
18:28quase que calcificado.
18:30Agora a gente tem visto
18:32aparentemente
18:33cabeças pensantes
18:34e independentes
18:36umas das outras.
18:37Você acredita
18:38que mesmo assim
18:41aquela consulta
18:42vai ser colocada
18:44em prática agora
18:45no julgamento
18:46dessa ação do PT
18:47em relação
18:48à constitucionalidade
18:49ou não
18:49do PL
18:50da dosimetria,
18:51Musa?
18:52Então veja,
18:53Cobal,
18:53o grande problema
18:54disso tudo,
18:55que tem um link
18:55até a ver
18:56com o meu último comentário,
18:58é a falta de segurança,
18:59a falta de previsibilidade.
19:00Eu comentei ontem
19:01aqui no dia lá
19:02que a gente estava ao vivo
19:04quando saiu a rejeição
19:05do Messias
19:05em que ele tinha jurado
19:07ou jurado escravidão
19:08à Constituição de 88.
19:10Meu tema foi,
19:11meu comentário foi
19:12a qual Constituição?
19:14A de 88 de fato
19:16como ela está escrita
19:17ou aquela que pode ser
19:18reescrita a qualquer momento?
19:19Então nós poderíamos
19:20dar qualquer opinião aqui
19:21se fôssemos seguir
19:22o conceito
19:23da própria lei.
19:24Agora,
19:25como cada hora
19:26interpreta-se a lei
19:27de uma maneira,
19:28da forma como é conveniente
19:29a cada um dos
19:31supostos envolvidos
19:32em cada uma das tramas
19:33que estão acontecendo aqui,
19:34com o INSS,
19:37com o Master,
19:38com, enfim,
19:39com tudo isso
19:39que a gente está vendo,
19:40cada hora nós vemos
19:41temas novos
19:43ou tirando coelhos
19:44de cartola
19:44onde a gente não sabe
19:45reescrevendo
19:46a própria Constituição.
19:48E esse é o grande tema.
19:49Antes a discussão
19:50era a da anistia,
19:52aquela que,
19:52no meu entender,
19:53é onde deve ser debatida
19:54e colocada em prática,
19:55como o delegado Palumbo
19:57comentou no primeiro
19:58comentário dele
19:58que eu assino embaixo.
20:00Logo depois,
20:01quando viu
20:02que isso não seria
20:03possível por conta
20:05das todas as partes
20:06políticas envolvidas,
20:08então vamos discutir
20:08a dosimetria.
20:10E aí,
20:10nós acostumamos
20:12com isso
20:13e passamos a aceitar
20:14a dosimetria
20:15como suficiente.
20:16mas não é porque
20:18não foi respeitada
20:19a Constituição
20:19ao longo do processo
20:20inteiro
20:20e não tem a ver
20:22com conceito político,
20:24com crença política.
20:25Tem a ver com,
20:26por exemplo,
20:27individualização de conduta
20:28como eu mencionei
20:28ou a proporcionalidade
20:30das penas,
20:31uma ruaça
20:32versus
20:33o que foi colocado.
20:34Então,
20:35a Constituição
20:35ela não foi cumprida.
20:37E aí,
20:37a gente aceita
20:38que num conceito
20:39não técnico,
20:40uma vez que tudo
20:41virou politizado,
20:42a gente pode aceitar
20:43a dosimetria
20:44como algo
20:45a substituir
20:46a anistia ampla
20:48e total e restrita
20:49como a gente vem falando.
20:50Não,
20:50não podemos nos acostumar
20:52com isso.
20:52São vidas de seres humanos
20:53que foram ceifadas
20:55e colocadas
20:56longe de suas famílias,
20:58de seus filhos
20:59e seus netos.
21:00Não importa.
21:00Então,
21:01a grande questão aqui
21:02é opinar
21:03para responder diretamente
21:04a tua pergunta é
21:05não sabemos
21:06porque afinal de contas
21:07quem julgará?
21:08Como será colocado
21:09esse julgamento
21:10em curso?
21:12Será totalmente
21:12um conceito
21:13político
21:14a depender
21:15dos interesses
21:16e das pressões
21:17políticas internas
21:18de oposição
21:19e situação
21:20da posição
21:21da própria sociedade
21:22pressionando os políticos
21:24ou isso seria
21:25feito
21:25de maneira técnica?
21:27Então,
21:27sendo muito franco
21:28contigo,
21:29Goba,
21:30qualquer opinião
21:31que a gente
21:31dê aqui,
21:32infelizmente,
21:32se tornou
21:33uma mera projeção
21:35de futuro
21:36sem a gente ter
21:37nada
21:37como nos depararmos
21:40na parte técnica.
21:41Qual parte técnica
21:42será levada
21:43em consideração
21:43qual constituição
21:45uma possível
21:46de ser reescrita
21:46a qualquer momento
21:47ou aquela
21:48que está de fato
21:49que deveria
21:50estar de fato
21:50valendo?
21:51que é
Comentários

Recomendado