- há 20 horas
- #jovempan
- #ospingosnosis
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o rapper Oruam por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. Segundo a investigação, ele teria utilizado a carreira musical para dissimular a origem dos recursos ilícitos. O artista está foragido há quase três meses.
Assista na íntegra: https://youtube.com/live/X-emxI645Z0
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Assista na íntegra: https://youtube.com/live/X-emxI645Z0
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#OsPingosnosIs
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Agora um outro assunto, porque o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o rapper Oruan, seu pai,
00:07o traficante Marcinho VP, e sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Comando
00:14Vermelho.
00:15Segundo o Ministério Público, Oruan utilizaria a carreira musical para dissimular a origem do dinheiro do crime, enquanto Marcinho VP,
00:23preso há mais de 20 anos, coordena decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção.
00:29Já a mãe do rapper e funkeiro é apontada como responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar
00:37o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.
00:41Alvos de operação nesta semana, Oruan não foi encontrado e continua foragido há quase três meses.
00:48Deixa eu chamar aqui o nosso especialista em segurança pública, o delegado Palumbo, que todos os dias lida com o
00:56assunto do combate à criminalidade, tem todos os seus anos de experiência como delegado na Polícia Civil.
01:02Palumbo, só uma curiosidade interessante, sabe que Oruan é Mauro ao contrário, porque o nome dele é Mauro.
01:08E aí, se até o nome está na contramão, as condutas vão ser o quê? Na contramão também, né, o
01:13Palumbo.
01:14E está foragido há mais de três meses.
01:16E quando começou a sair notícia sobre o Oruan, possível ligação com o crime, teve muita gente defendendo.
01:24Interessantemente, teve muita gente dizendo que o pai é o pai, o filho é o filho e agora as investigações
01:30comprovam que há ali uma organização criminosa.
01:34De lavagem do dinheiro não é para qualquer um não, para o Comando Vermelho, Palumbo.
01:39É, Kobayashi, ele já está foragido há alguns meses, isso é vergonhoso para todas as instituições policiais, para a justiça
01:47que soltou, né, é complicado essa situação,
01:50porque ele continua fazendo clipe, ele continua postando nas redes sociais, ele continua se vitimizando, dizendo que é por causa
01:58do estilo musical.
01:59A gente tem que lembrar que tanto a Polícia Civil quanto a Federal, a militar, a penal, elas não têm
02:05lado.
02:05Lado. O lado é da verdade, quando se faz uma investigação, ninguém vai ver o estilo musical que ele está
02:12cantando.
02:13Aliás, ninguém é contra o funk, nós somos contra a apologia, nós somos contra as pessoas que enaltecem o crime,
02:20nós somos contra uma pessoa que, quando você tem um mandado de busca e apreensão na sua casa, você vai
02:25lá, agride um policial,
02:27vai para cima do carro, coloca toda uma população.
02:30Nós somos contra quando você vê um funkeiro num baile funk enaltecendo traficantes que estão portando fuzis, apontando para cima
02:39esses fuzis.
02:40E depois, esse mesmo que aparece aí na telinha do querido telespectador da Jovem Pan, aparece fazendo um vídeo dizendo
02:47para a tropa, por favor, não assalte no asfalto.
02:51Só que ele deveria saber que esse assalto que acontece no asfalto reflete no tráfico de drogas.
02:58Muitos assaltam, roubam para trocar, por exemplo, o celular, a correntinha, para comprar droga.
03:04O ladrão, ele sabe que não dá para ir numa boca de fumo, principalmente no Rio de Janeiro, colocar o
03:10cano na cabeça de um traficante e roubar a droga para ele usar.
03:13O que ele vai fazer quando ele não tem dinheiro?
03:14Ele vai assaltar no asfalto.
03:18Então, este indivíduo que aparece aí na tela, aí em cima deste carro, ele passou da hora de ser preso,
03:25passou da hora de pegar uma bela condenação.
03:27E não venha se vitimizar com esse mimimi dizendo que é por causa do estilo musical, que estão perseguindo o
03:34funk.
03:34Tem até funk gospel, que não faz nenhum tipo de enatecimento ao crime, que não coloca bandido como um semideus,
03:43que não faz nada disso.
03:45E é lógico que a polícia civil, a polícia federal, quando faz uma investigação, encaminha para o Ministério Público.
03:52E o Ministério Público denuncia com base em indícios e o juiz aceita a denúncia, decreta um mandado, uma ordem,
04:00uma decisão judicial de busca e apreensão de prisão,
04:04porque tem elementos suficientes de autoria e de materialidade.
04:07O que ele quer é pegar esses milhares de seguidores que ele tem nas redes sociais e jogar contra as
04:13forças policiais, jogar contra a polícia, contra o Estado, contra o Ministério Público, se vitimizando o tempo todo.
04:20Ele não tem absolutamente nada de vítima.
04:23Ele é um criminoso, acusado de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, faz apologia ao crime, vai para
04:33cima dos policiais e depois ainda fica se vitimizando o tempo todo.
04:38A justiça foi complacente, colocou uma tornozeleira eletrônica na canela fina dele, não deveria ter feito isso, deveria colocar ele
04:44atrás de uma jaula, preso.
04:46Afinal de contas, associação criminosa, tudo que ele está fazendo, tudo que ele fez é gravíssimo e o Estado não
04:53deveria ter complacência nenhuma.
04:55Eu estava prestando atenção atentamente ao comentário do Beraldo, enquanto a gente vê um homem que deu 500 reais, uma
05:02quantia de certa forma até irrisória,
05:05para pessoas que estavam ali no dia 8 de janeiro, pegando uma pena altíssima.
05:09Enquanto isso, a gente vê um traficante, todos nós sabemos dos problemas que encontra-se o Rio de Janeiro, está
05:15aí, solto.
05:17Há mais de três meses, isso é um tapa na cara de todo brasileiro.
05:22Não é o primeiro traficante que sai pela porta da frente, não é o primeiro pessoa acusada de organização criminosa
05:27que sai pela porta da frente dos tribunais.
05:29André do Rap também foi citado aqui, saiu pela porta da frente e deu um trabalho tremendo para capturá-lo.
05:38Foi o delegado Fábio Caipira, um excelente delegado de polícia que foi perseguido aqui pela última gestão, aqui em São
05:45Paulo, pela secretaria.
05:47Foi colocado para fora do DEIC de maneira injusta.
05:50Foi ele que prendeu André do Rap com todos os seus policiais.
05:54Eu participava do Garra naquela época, era o 01 do Garra e nós auxiliamos ele na captura.
05:59O que aconteceu com o André do Rap?
06:01Saiu pela porta da frente.
06:03Agora eu quero ver pegar.
06:04E agora também é uma questão de honra da polícia, das forças de segurança, pegar esse indivíduo que aparece aí
06:13sendo enaltecido por uma boa parte de uma população
06:16que não tem a mínima noção, não tem conhecimento jurídico e que se apega a essas baboseiras, essas besteiras que
06:24tem em rede social,
06:25aonde se busca like, curtida e se ganha muito dinheiro através das redes sociais.
06:31Deixa eu chamar aqui o Cristiano Beraldo para falar a respeito disso.
06:35Vou pedir aqui para o nosso diretor de TV, o Vitinho, colocar na tela as imagens do Oroã,
06:39porque essas imagens que estavam aparecendo enquanto o delegado Palumbo comentava,
06:43são do dia em que ele deixou a cadeia.
06:46Porque ele foi preso e alguém mandou soltar.
06:48E no dia que ele foi solto, ele foi recebido com uma popularidade, assim, como se fosse uma estrela de
06:55Hollywood,
06:56como se fosse um ídolo, como se fosse uma referência máxima para a juventude,
07:01para as pessoas que ali estavam o aguardando, para os seus fãs.
07:04Olha lá, sobe no ombro das pessoas e é celebrado e as pessoas falam o nome dele.
07:09E ele coloca a máscara de super-herói, agradece a Deus, levanta as mãos para o alto.
07:14É uma inversão de valores por completo.
07:18Para quem nos está escutando pela rádio, essas são imagens que eu estou narrando para você
07:22do dia em que o Oroã foi solto e ele é recebido como se fosse o herói da nação,
07:26o herói dessa população toda.
07:28Cristiano Beraldo, inversão de valores.
07:33Primeiro de maio de 1994.
07:39Ali morria o último grande ídolo brasileiro, Ayrton Senna.
07:45Hoje completam 32 anos da sua precoce partida num acidente em Ímola.
07:53Desde então, o Brasil vai percebendo uma derrota, um derretimento das suas referências
08:05morais, um processo de enaltecer figuras cada vez menos qualificadas para serem referência
08:19de alguém, até que chegamos no fundo do poço.
08:23O fundo do poço é composto por algumas figuras, entre as quais se destaca o Oroã,
08:32filho de um traficante sanguinário.
08:35Esse que está aí sendo carregado nos ombros de uma multidão,
08:41quando saiu da cadeia, ele carrega consigo uma tatuagem do assassino do Tim Lopes.
08:54Tim Lopes, um jornalista investigativo, foi brutalmente assassinado pelo padrinho do Oroã.
09:05Tim Lopes era um jornalista da maior emissora do Brasil.
09:10Foi um escândalo na época, um drama, dada a barbaridade que foi aplicada por esses traficantes,
09:18o padrinho e o pai de Oroã, contra o Tim Lopes, que foi queimado no meio de pneus,
09:26naquilo que o crime chama de micro-ondas.
09:31Nem isso, Kobayashi, impede que esta mesma emissora, que era a empregadora do Tim Lopes,
09:40hoje enalteça, dê espaço para o Oroã.
09:44Ai, é a expressão da cultura popular. Mentira!
09:49É a expressão da máxima desqualificação da juventude brasileira.
09:55Essa juventude que não tem horizonte, essa juventude que teve o seu futuro roubado
10:03por uma política canalha, que vai trabalhando a ignorância, a mediocridade, o atraso.
10:13Essa mentira de ter diploma universitário.
10:18Somos um bando de analfabetos funcionais.
10:23A nossa juventude não presta para nada, com raras e honrosas exceções.
10:28Mas a massa, a massa está lá no show do Oroã, aplaudindo, pagando ingresso, comprando maconha e cocaína.
10:41Enquanto ele pega em armas, aquela turma dá tiro para cima.
10:45E ele está lá vendendo as suas músicas como se fosse um herói nacional.
10:49Não é a escória da sociedade brasileira.
10:53Herói nacional foi Ayrton Senna.
10:55Ayrton Senna, que com dedicação, preparo, foco, resiliência, mostrou que podemos, sim, ser referência para o mundo.
11:06Até hoje, Ayrton Senna é aplaudido, enaltecido e lembrado no Japão.
11:13Mas no Brasil, saímos de Ayrton Senna para Oroã.
11:18Esse é o retrato fidedigno da derrocada moral que foi imposta à nossa sociedade.
11:25E nós, como brasileiros conscientes que somos, junto com a nossa audiência que compreende tudo que estamos falando aqui,
11:34temos a responsabilidade de resgatar o nosso país.
11:39Nós não podemos mais ter em Oroã e outros a nossa referência cultural.
11:47Que se acabem as favelas, que as favelas sejam transformadas em lugares onde o Estado está presente,
11:55onde as pessoas morem com dignidade, onde as pessoas tenham condição de melhorar de vida, de avançar de vida.
12:03Essa história de cultura da favela, isso é uma balela.
12:06Para proteger organização criminosa, para proteger facção, para proteger miliciano,
12:13favela é um problema, precisa ser enfrentado e resolvido.
12:17E à medida que resolvermos os problemas das favelas, que acabarmos com essa excrescência da sociedade brasileira,
12:24vamos acabar com figuras como Oroã, servindo de referência para a nossa juventude.
12:31Oberaldo, antes de eu passar aqui para o Musa, eu quero uma outra opinião a respeito do que você está
12:34falando,
12:34porque isso chama muito a atenção, essa coisa da romantização da favela.
12:39Até uma certa normalização do sofrimento de muita gente.
12:42Outro dia eu estava vendo uma notícia sobre turistas que vêm do mundo todo para passear na favela.
12:48Ali como se fossem vitrine para as pessoas acharem bonito aquilo tudo.
12:55Qual a sua opinião? Você que tem origem no Rio de Janeiro, qual a sua opinião sobre isso?
12:59Porque, como você está dizendo, muita gente fala que é a cultura, é a arte, é a história.
13:04Mas isso não é a exploração do sofrimento alheio?
13:08Não é a exploração da indignidade de muita gente?
13:11Porque ali estão os turistas explorando pessoas que estão encarceradas em um território comandado por facções criminosas.
13:19Pessoas que estão encarceradas em um território onde o Estado não entra,
13:24a não ser com autorização a algumas raras pessoas.
13:26Sua opinião como alguém que vem do Rio de Janeiro?
13:30Kobayashi, isso que nós vimos ser muito falado nas últimas semanas,
13:36dessa glamorização do turismo da favela,
13:41isso é o resultado dessa máxima normalização do absurdo que ali ocorre.
13:49É um espaço que você visualiza, especialmente no Rio de Janeiro, porque estão ali nos morros,
13:55você anda pela cidade vendo aquilo ali, o lugar onde o Estado não entra.
14:00A polícia não entra a hora que quer.
14:03Você tem na ilha do governador, Kobayashi, 90% da energia elétrica não é cobrada,
14:10porque o tráfico, as organizações criminosas não deixam que a companhia de eletricidade vá lá desligar.
14:19Olha que loucura que se vive.
14:21E essa realidade do Rio de Janeiro, que tem resort dentro de favela para criminoso do Brasil inteiro,
14:28que paga para ficar lá protegido, esta é uma realidade que se replicou pelo Brasil inteiro.
14:36E aí as pessoas usam, ai, olha que legal, veio lá o sueco, veio a norueguesa,
14:44veio a não sei quem tirar foto, fazer videozinho de drone para postar nas suas redes sociais,
14:51porque nem para o turismo isso presta, Kobay.
14:54Os números de turismo no Brasil são absolutamente ridículos.
14:59O Musa citou isso aqui mais cedo, os números são piores do que ele trouxe.
15:03O Brasil não existe no mapa do turismo mundial.
15:09E aí a gente se ilude, ah, não, porque temos o Rio de Janeiro, temos o Cristo Redentor.
15:17Aparecida no interior de São Paulo, recebe cinco, seis vezes mais turista do que o Cristo Redentor.
15:24Aí vocês vêm querer falar para mim que o Cristo Redentor é um sucesso do turismo.
15:28Vai ao Cristo Redentor e tenta estacionar teu carro, até vir um moleque, fã do Oruan,
15:35te tomar cem reais para você parar na rua.
15:38Essa é a realidade do turismo brasileiro.
15:40Não se iludam.
15:41O Brasil é uma piada.
15:43E as pessoas vêm ao Brasil fazer videozinho em favela,
15:47como elas vão num país pobre da África fazer vídeo lá no meio de uma guerra,
15:54vão a lugares pitorescos e depois voltam para casa para a realidade muito distante disso que viram.
16:03Então, isso tudo, Kobayashi, é parte desta normalização do absurdo que temos no Brasil.
16:13Agora são 18 horas e 56 minutos.
16:16Eu quero agradecer a você que nos acompanhou pela nossa rede.
16:18Você fica agora com a sua programação local.
16:21Por aqui, na TV Jovem Pan News, nas demais plataformas, nós seguimos repercutindo esse assunto.
16:27E eu quero chamar agora o Bruno Musa para falar a respeito disso.
16:30Porque, Musa, o que preocupa também é o efeito multiplicador disso, né?
16:37São sobre os fãs do Oruan, porque essas pessoas que estão todas ali celebrando ele,
16:42quando ele deixa a cadeia, acho que celebram o fato dele não ser encontrado,
16:45dele ser um foragido.
16:47Na verdade, isso deve até agregar valor à persona do Oruan, né?
16:51Ele é um foragido, ele é alguém que a polícia não consegue encontrar,
16:55que a justiça não consegue encontrar.
16:56Ele é demais, ele consegue fugir até das mãos do Estado.
16:59Isso vai gerando um efeito multiplicador, um efeito cascata.
17:04As próximas gerações têm ele como ídolo, como referência.
17:09E aí, onde é que a gente vai parar, hein, Bruno Musa?
17:12Pois é, antes de eu entrar aqui no programa, eu estava conversando a respeito disso,
17:15da deterioração moral que o Brasil se encontra, né?
17:18Essas cenas, o mais triste de ver aqui, são as pessoas aplaudindo.
17:23Ou seja, é uma falta, eu não diria nem ídolo, porque é uma falta de referência.
17:29A quem nós, quem as pessoas se referem?
17:32Ou seja, saem às ruas vibrando com celulares às mãos, tirando fotos de um sujeito
17:38com uma máscara do Homem-Aranha, que meu filho de dois anos usa durante o dia para brincar,
17:45num tom arrogante, uma pessoa criminosa e o povo lá enaltecendo.
17:50E não é o primeiro.
17:51A gente já viu outras pessoas que foram presas e quando saíram,
17:55saíram aí enaltecidas por umas pessoas.
17:58Eu fico pensando, será que essas pessoas já leram algum livro?
18:02Já se interessaram por algum tema que seja além da rua da sua própria casa?
18:07Ou você muito bem falou a respeito da exploração do sofrimento alheio.
18:11Eu mandei até uma mensagem para o Beraldo aqui,
18:14parabenizando pela forma como ele conduziu isso tudo.
18:17Porque realmente é uma deterioração de uma geração completamente destruída
18:23por nada, ou seja, por uma música que não vale nada,
18:26por uma cultura que não vale absolutamente nada, porque não enriquece.
18:30E enriquecer não é, aqui do seu ponto de vista financeiro,
18:34enriquecer culturalmente, fazer conhecer uma história,
18:37entender mais profundamente, conhecer o ser humano, não importa.
18:41Nada é vazio.
18:42Muito pelo contrário, é obsceno tudo que é apresentado isso para as crianças.
18:47Então, para além da exploração do sofrimento alheio,
18:50eu diria que nós vivemos uma época, e no Brasil talvez acelerado isso,
18:55essa glamourização da pobreza.
18:57Quem aqui nunca viu, saindo às ruas,
19:00escrito nas motos e nos carros adesivos como a favela venceu?
19:05A favela venceu o quê?
19:06Vamos tentar ser mais profundo.
19:08Alguém aqui gosta de morar com esgoto passando na porta da sua casa,
19:12com o seu filho sem o mínimo de condição de saúde?
19:15Com moscas, para você dividir o momento da sua comida,
19:19porque o esgoto está lá a céu aberto?
19:20Num país onde 47% da população não tem acesso a esgoto em 2026?
19:26Um país que é governado quase há 20 anos pelo mesmo partido,
19:29e metade da população não tem acesso a esgoto?
19:32Essa pessoa não tem o que comer.
19:34E a favela venceu o quê?
19:36A glamourização do quê?
19:38Disso?
19:38Da pobreza?
19:40De doenças que foram erradicadas em países sérios,
19:45há muitos anos e continuam a cada ano que passa,
19:48em momentos de chuva, por exemplo, ou de calor, ou de mais frio,
19:53sendo algo relevante no cotidiano do brasileiro.
19:56Doenças erradicadas nos países há muito tempo.
19:58Não na África e no Brasil.
20:00E a favela venceu o quê?
20:02Venceu, mais uma vez, fazer parte daquela estatística que o IBGE fala,
20:07que eu acho que, mais uma vez, o IBGE erra,
20:09que 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais.
20:12Talvez seja por isso que, ao entender o que é analfabeto funcional para o IBGE,
20:17que é não interpretar duas linhas,
20:19as pessoas consigam enaltecer um sujeito como Oruan,
20:21que não tem nada de valor agregado a uma sociedade,
20:25nada de construção de uma família,
20:27nada de construção de um ser humano,
20:31de interpretar a vida como ela é hoje,
20:34para levar uma vida mais digna para seus familiares.
20:36nada, e a população vai lá enaltecer.
20:39Então, ou nós compreendemos esse movimento para tentar alterar isso,
20:44ou então, realmente, nós continuaremos acreditando
20:47que há essa glamorização da pobreza, glamorização da favela.
20:51E só para finalizar aqui,
20:53eu estava esses dias numa discussão com uma pessoa próxima,
20:56relativamente próxima,
20:57que tem um viés completamente oposto ao meu.
21:00Ela é uma pessoa de esquerda e ela vai fazer foto.
21:03Ela é modelo e ela foi no Rio de Janeiro.
21:05ali na Zona Norte,
21:07fazer uma filmagem de uma propaganda de uma rede conhecida,
21:11lá de fora, espanhola mais especificamente,
21:13e ela estava me contando todo o aparato de segurança
21:17que ela queria ter para ir lá tirar foto,
21:19porque lá ela tinha medo.
21:20E eu falei, ué,
21:22vocês não apoiam esse tipo de coisa?
21:24Ou seja, eles não são vítimas de uma sociedade opressora?
21:28Então, quando a pessoa chegar para te assaltar,
21:30você diga para ele,
21:31eu sou defensor da tua causa.
21:33Não, aí eu tenho medo.
21:34Aí eu clamo por uma segurança privada,
21:38sustentada com o pagador de imposto,
21:40para sustentar toda essa glamorização e esse tipo de coisa.
21:44E grande parte das pessoas que defendem isso do lado de cá do muro,
21:48são pessoas que têm uma condição de vida,
21:50que deveriam minimamente saber o que estão defendendo.
21:53Não são analfabetos funcionais,
21:54muito pelo contrário.
21:56Então, essas pessoas, a comunhão desses dois,
21:59de um que não consegue interpretar essa realidade,
22:02que está aí tirando fotos de um sujeito como esse,
22:04e do outro lado, dentro de um ar-condicionado,
22:06pessoas que apoiam esse tipo de coisa,
22:09eu acho que chegou o momento da gente refletir sobre o Brasil,
22:12e muito, e repito,
22:13colocar o dedo na ferida,
22:15talvez como estejamos fazendo agora.
22:16Deixa eu chamar aqui o delegado Palumbo.
22:18Palumbo, por tantos anos que você trabalha na segurança pública,
22:21combatendo criminalidade,
22:23qual o seu sentimento vendo essas pessoas todas idolatrando
22:27alguém que é acusado de cometer tantos crimes e crimes graves,
22:31como é o caso do funkeiro Oruan?
22:33Fico pensando, Palumbo,
22:35na situação do pai de família, do sério,
22:36porque a maioria das pessoas que estão sofrendo nas comunidades
22:40são de trabalhadores e de pessoas que estão escravizadas pela criminalidade,
22:45que dominam aquele território.
22:48como é que cria o filho diante desse tipo de influência que está ali?
22:53Das crianças que estão sendo levadas a esse tipo de situação,
22:58de idolatrarem criminoso,
22:59de idolatrarem alguém que consegue ali um habeas corpus para sair da cadeia
23:04e que agora está foragido.
23:05Sua análise, hein, Palumbo?
23:08Como é, acho que a gente tem que lembrar que a maior parte da comunidade,
23:11das favelas, eles não apoiam o tráfico de drogas.
23:14Isso aí não representa a imensa maioria dos moradores de comunidade.
23:19Eu tenho certeza disso,
23:20porque eu ando em comunidades aqui em São Paulo
23:23e a maioria detesta o crime.
23:25Só que eles são reféns.
23:26E o crime organizado precisa de boa parte dessa população
23:30porque serve como escudo.
23:32Como assim escudo, delegado Palumbo?
23:35Aqui em São Paulo tivemos aí a favela do Moinho,
23:38que foi desocupada.
23:39Por que que teve tantas rebeliões, poderíamos chamar assim,
23:44de traficantes?
23:46Porque eles iam perder o ponto de onde eles escondiam as drogas.
23:50Quando você tem boa parte da população nas comunidades,
23:54fica mais fácil você esconder as drogas,
23:57fica mais fácil você ter um paiol,
23:59fica mais fácil os olheiros do crime.
24:01Estou falando aqui especificamente de São Paulo.
24:03se misturar junto à população,
24:06avisar quando a polícia está chegando,
24:09utilizando-se de radinhos, de WhatsApp ou de outro instrumento,
24:12são os olheiros do trafico de drogas,
24:14para que a polícia não chegue ao ponto de venda de droga.
24:17A maior parte da população de comunidade
24:19é de gente de bem, honrada, decente,
24:22que quer apenas sobreviver.
24:24Mas, infelizmente,
24:25essas pessoas aí que são tidas como influenciadores,
24:29influenciadores de absolutamente nada.
24:31Não produzem nada de bom, absolutamente nada.
24:34Uma porcaria de música,
24:36uma letra que a gente não consegue entender absolutamente nada.
24:39Aí eu fico pensando nos músicos de antigamente,
24:42vendo uma porcaria de letra como essa,
24:44que não se entende nada.
24:46E acabam aí sendo influenciados por essas pessoas,
24:49por likes, por curtidas, por comentários,
24:51mas não representa boa parte da população.
24:55Graças a Deus.
24:56E aí a gente entra num outro ponto.
24:58Como que a população vai se livrar disso?
25:01A polícia entra, faz operações,
25:03logo em seguida sai.
25:04Só que o morador fica lá.
25:07Ele fica numa situação de dificuldade.
25:10Eu me lembro quando foi ameaçado por um traficante aqui em São Paulo,
25:13chamado Pia,
25:14que já tinha matado um policial militar,
25:16tinha matado, inclusive,
25:17um segurança de transporte de valores
25:20com um tiro de 12 na cabeça,
25:22que é uma escopeta,
25:23e ele mandou um áudio me ameaçando.
25:25Quem nos ajudou a prender esse traficante
25:28foi os moradores.
25:30Foram os moradores da comunidade,
25:32que passavam de maneira velada
25:35as informações de onde ele poderia estar.
25:38Essa semana estive em Ribeirão Preto,
25:40tenho muitos amigos policiais,
25:42estava num bairro lá periférico,
25:44e uma senhora falou,
25:45eu tenho uma vontade enorme de te dar um abraço,
25:47mas não posso,
25:48porque depois os traficantes vêm pra cima de mim.
25:50É assim que a população fica no meio desses traficantes.
25:55E a maioria,
25:56é cobaiache,
25:57tenha certeza,
25:58não compactua com imbecilidades
26:01e nem com vagabundos.
26:02Quem está aí em cima de branco?
26:04É um vagabundo.
26:05Ele é um criminoso.
26:07Ele é uma pessoa perigosa.
26:08É uma pessoa que está...
26:09Quem está por trás dele é o Comando Vermeiro,
26:12que é uma das principais facções do Rio de Janeiro.
26:15Onde ele vai fazer a música dele,
26:17a arte dele,
26:18que não tem absolutamente nada de arte,
26:20fica lá os traficantes apontando o bicudo pra cima.
26:23Pra quem não sabe o que é bicudo,
26:24é um jargão policial que significa fuzil.
26:27E pra ele,
26:28tá tudo bem.
26:29Agora,
26:29também é de se estranhar, né,
26:31que qualquer publicação,
26:33você,
26:33cobaiache,
26:34que tem filho pequeno,
26:35faça uma publicação com o seu filho só de fralda.
26:38A plataforma vai lhe acusar
26:40que você está promovendo a pedofilia.
26:43A gente sabe que você não está.
26:46Mas um vagabundo,
26:47um criminoso,
26:48um traficante,
26:49que tem um histórico familiar de crime,
26:51que fez o que fez,
26:53que recebeu o habeas corpus,
26:54o benefício de sair com uma tornozeleira.
26:56Ele continua publicando redes sociais em atividade
27:00e não acontece absolutamente nada.
27:02O que que se passa na cabeça dessas pessoas que estão aí,
27:06essas cabeças de miolo aí?
27:08Não tem nada,
27:09cabeça de vento aqui, não tem nada.
27:10O crime compensa.
27:11O crime compensa.
27:13Eu vou cantar qualquer porcaria de música,
27:15eu vou colocar no YouTube,
27:16vou ganhar muito dinheiro,
27:18vou prosperar as custas,
27:20sem ter que trabalhar.
27:21Só que o que eles talvez não saibam,
27:23por falta, inclusive, de cultura,
27:25é que por trás dele,
27:27ele fez esse sucesso,
27:28porque ele teve uma organização criminosa por trás.
27:31Ele teve o comando vermelho por trás,
27:34enfiando dinheiro nas músicas,
27:36enfiando dinheiro nas plataformas.
27:38E aí ele cresceu,
27:40o número de seguidores,
27:41com música,
27:42e a gente sabe como é que funciona.
27:44Só que essas pessoas que estão aí
27:45não têm a mínima ideia.
27:46Ah, eu vou abrir um Instagram,
27:48eu vou viver do Instagram,
27:49eu vou viver do YouTube,
27:50eu vou viver da arte,
27:51eu vou ver...
27:51E não é bem assim.
27:53A gente sabe muito bem
27:54o que está por trás dele.
27:55Como a gente soube aqui agora,
27:57duas, três semanas atrás,
27:59quando a Polícia Federal
28:01fez uma mega operação
28:02junto com o Ministério Público
28:04e colocou aí em xeque
28:07diversos pseudos, né,
28:08ou cantores que estavam ali
28:10envolvidos em organização criminosa,
28:12em lavagem de dinheiro
28:14e em tudo isso.
28:15Não é de graça que ele chegou
28:17e alcançou sucesso nas plataformas.
28:20Teve muito dinheiro,
28:22teve investimento
28:23e não foi de empresas idôneas,
28:24foi do crime organizado,
28:26do comando vermelho.
28:28E é por isso que essas pessoas
28:29estão aí querendo imitá-lo,
28:31achando que farão
28:32e vão fazer a mesma coisa
28:33sem ajuda monetária
28:34e sem ajuda do crime.
28:36Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares
28:37pra falar a respeito disso também,
28:39Diego.
28:39O Beraldo bem lembrou, né,
28:40que hoje, dia 1º de maio de 2026,
28:43faz exatamente 32 anos
28:46do dia em que faleceu
28:48um dos últimos,
28:50se não o último,
28:51grande herói brasileiro,
28:52que era Ayrton Senna da Silva, né,
28:54o Ayrton Senna do Brasil,
28:56como foi batizado pelas narrações
28:57do Galvão Bueno,
28:59lá em Imola,
29:00no grande prêmio de Imola,
29:01na Tamburello,
29:02na Itália.
29:04E aí a gente vê
29:05esse contraste gigantesco, né,
29:07quem as pessoas admiravam
29:09antigamente
29:09e quem os jovens
29:11estão admirando
29:12hoje em dia.
29:12Não é só o Oruan, não.
29:13Oruan,
29:14Mauro ao contrário.
29:15Mauro na contramão.
29:17Tem uma vida na contramão, né,
29:18tem uma conduta na contramão.
29:20Se o Ayrton Senna
29:21tinha o tema da vitória,
29:22a música do Oruan
29:23deve ser o tema da derrota,
29:24né, ô Diego?
29:26Exatamente.
29:26E o tema da derrota
29:27do Brasil,
29:28assim como o tema do Ayrton Senna
29:29era a vitória de todos os brasileiros,
29:31os temas do Oruan
29:32são a derrota do Brasil,
29:33como os meus colegas já
29:35amplamente expuseram
29:36aqui nos seus comentários.
29:37Eu queria,
29:38vou pegar um gancho
29:39num trecho do comentário
29:40do Palumbo
29:41que eu achei muito pertinente.
29:42A respeito de como
29:43esse papel
29:46de colocar essas pessoas
29:48como ídolos nacionais,
29:50muitas vezes não conta
29:51só com a falta
29:52de preparo intelectual
29:54da sociedade.
29:55Conta também
29:56com um forte apoio
29:57do mainstream.
29:58Beraldo lembrou o exemplo
29:59do que aconteceu
30:01a respeito de um emissor,
30:02uma grande emissora
30:03que homenageou o Oruan
30:04inclusive no prêmio
30:04de uma emissora parceira,
30:06mesmo tendo ele
30:07como padrinho
30:08o assassino
30:09do Tim Lopes.
30:10E o Palumbo
30:11falou sobre as redes sociais
30:13do Oruan
30:13que permanecem ativas
30:15com ele publicando
30:15de fato,
30:16inclusive no Spotify
30:17onde ele publica
30:18suas músicas
30:19e recebe dinheiro
30:20pelas execuções
30:22das músicas também.
30:23A plataforma está em dia,
30:25o YouTube mantendo
30:25também o canal
30:26do Oruan,
30:28mantendo o canal dele ativo
30:29com milhões
30:30de visualizações
30:31por mês.
30:32E um exemplo contrário,
30:34o YouTuber Monark,
30:35por exemplo,
30:36que teve sua vida
30:36devastada
30:37pelo Estado brasileiro,
30:39que agora recentemente
30:40no começo de abril
30:41o Ministério Público
30:42inclusive voltou atrás
30:43e disse que ele não praticou
30:44discurso de ódio
30:45no seu podcast
30:46que ele mantinha
30:47junto com o sócio,
30:49tentou agora
30:50voltar para a internet,
30:51colocar um canal
30:52no YouTube,
30:53ele só expôs o estúdio
30:54onde ele gravaria
30:55os episódios do canal,
30:56a plataforma derrubou
30:58o novo canal
30:59do Monark,
31:00ele nem usa mais
31:01o nome de Monark,
31:02disse agora que vai usar
31:03o seu nome de batismo.
31:05E os canais do Oruan,
31:06as redes sociais do Oruan,
31:08todas ativas,
31:09inclusive possivelmente
31:10com ele recebendo
31:11os proventos financeiros
31:12decorrente das exibições
31:14das suas músicas.
31:15Então,
31:15nós vivemos de fato
31:16uma inversão de valores,
31:18uma grande derrota
31:18da sociedade brasileira,
31:19é muito triste,
31:21eu como pai
31:21de três meninas,
31:22você como pai
31:23de dois meninos,
31:24filhos pequenos,
31:25imagino que se preocupa
31:27com o futuro
31:27dessas crianças,
31:28vendo tantos jovens
31:30enaltecendo
31:31uma figura
31:32que não agrega
31:33absolutamente nada.
31:34O Oruan já deu entrevistas,
31:35eu já assisti algumas
31:36entrevistas dele,
31:37ele mal sabe se expressar
31:39num português
31:40semi-correto,
31:41ele tem dificuldade
31:41de fala,
31:42ele não sabe cantar,
31:44enfim,
31:44grava suas músicas
31:45amparadas por todo tipo
31:46de tecnologia,
31:47pra que pareça que tem ali
31:49um mínimo de talento,
31:50e músicas,
31:51evidentemente,
31:52enaltecendo o crime
31:53organizado,
31:54enaltecendo o comando
31:55vermelho,
31:55a facção,
31:56seu pai,
31:57enfim,
31:57é uma completa derrota,
31:59não dá pra chamar isso
32:00de cultura,
32:01não é nada contra o funk
32:03que eu estou falando aqui,
32:04mais especificamente
32:05sobre essas vertentes
32:06do funk que enaltecem
32:08o crime organizado,
32:09que enaltecem a prática
32:10de crimes,
32:11que enaltecem,
32:12inclusive,
32:12a violência contra a mulher,
32:15eu vi um dado
32:15que é chocante,
32:17inclusive,
32:17acho que foi hoje
32:18que eu vi,
32:19do top 10 do Spotify,
32:21cerca de 80% das músicas
32:23se referem a mulheres
32:24como prostitutas,
32:25isso diz muito
32:26sobre a endemia
32:27de violência contra a mulher
32:28que o Brasil passa,
32:29justamente em razão
32:30dessa deterioração cultural
32:32entre os nossos jovens,
32:34entre as pessoas no Brasil
32:35de modo geral.
32:36Então,
32:37de fato,
32:37é um contraste muito triste
32:39saber que no dia de hoje
32:40nós temos o aniversário
32:42da morte de um ídolo
32:43como Ayrton Senna,
32:44que de fato trouxe orgulho
32:45para o Brasil,
32:46nos deu orgulho
32:47de ser brasileiros,
32:47mas que hoje
32:48os ídolos da grande massa,
32:50os ídolos da sociedade
32:51do mainstream
32:51são figuras como o Oruan.
32:53e a todos os ídolos da arte.
32:53E aí
32:53Obrigado.
Comentários