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A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Segurança Pública, proposta que busca ampliar recursos, fortalecer a integração entre forças de segurança e endurecer o combate ao crime organizado. Em entrevista à Jovem Pan, o deputado federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) analisou os pontos positivos e as críticas ao texto aprovado.
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NotíciasTranscrição
00:00Ao longo desta semana, nós tivemos também uma movimentação intensa na política brasileira com a aprovação da PEC da Segurança
00:07Pública.
00:08Para debater esse tema, estamos ao vivo com o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Sargento Portugal.
00:14Muito obrigada pela atenção, deputado, com a audiência da Jovem Pan, neste sábado de manhã.
00:19A gente teve uma semana bastante movimentada na política brasileira.
00:22A PEC da Segurança Pública, que tramitou por bastante tempo, finalmente saiu.
00:26Vimos também, nesses últimos dias, nomes ligados ao governo federal, a base governista, comemorando esse resultado.
00:35Também da oposição, celebrando alguns pontos, criticando outros que foram tirados de lado.
00:41Qual que é a sua avaliação final sobre o texto que passou na PEC da Segurança Pública, Sargento?
00:48Bom dia a todos.
00:50A minha avaliação como operador de segurança pública, eu sou policial militar no Rio de Janeiro há 26 anos,
00:55é que faltou, primeiro, o diálogo com os operadores, com as categorias.
01:00Isso foi objeto de muita discussão.
01:02Porque uma PEC dessa deveria ter sido discutida amplamente por todos os estados.
01:07Não tem receita de bolo para você tratar os estados como igual. Não tem como.
01:11A própria característica do Rio de Janeiro, hoje, se a gente observar,
01:15vários criminosos de outro estado estão vindo para o Rio de Janeiro.
01:17Então, isso foi um ponto negativo.
01:19Não incluir as categorias ali, garantias de direitos.
01:23O ponto positivo, até relacionei alguns aqui, foi endurecimento contra o crime organizado,
01:30mais recursos garantidos para a segurança, integração da inteligência,
01:35fortalecimento da segurança municipal, o sócio-educativo, alentado no 4-4.
01:41Um ponto positivo também é o dia de custódia, que para nós, ela soa como um afronto.
01:46Você está conduzindo uma ocorrência ali, você vê aquele preso, aquele detido, está saindo na tua frente.
01:53Então, essa discussão sobre garantias de direitos dos operadores foi objeto de discussão.
01:58Muita crítica mesmo. Isso não ficou legal.
02:01O ponto positivo que eu vejo, que é um projeto que partiu do governo federal, do executivo,
02:07e no final das contas, eles já não queriam nem mais que tocassem claramente.
02:11Então, é sinal que, para nós, que estamos ali diretamente, imbuídos em confrontar, combater o crime organizado,
02:20isso foi até um recado bom para a população, que a gente está disposto a trabalhar mesmo para endurecer.
02:25Nós precisamos endurecer.
02:27Nós precisamos passar uma imagem para todo o Brasil, que a gente tem que combater o crime organizado,
02:32senão daqui a pouco nós estamos sendo engolidos por eles.
02:35Sem dúvida, né, deputado? Bom dia ao senhor também.
02:38A gente imagina, né, as eleições municipais, esse tema já dominou todo o discurso,
02:44e agora a gente vai ouvir muito discurso, muita promessa, né?
02:47A gente quer morar na propaganda eleitoral, que a gente vai assistir daqui a pouco,
02:51que seria um Brasil maravilhoso.
02:53Muito, ao longo desse processo, muito se falou da interferência, né, do governo federal, nos estados.
02:59Como é que ficou essa PEC em relação à autonomia, foi garantida?
03:02A senhora acha que ficou boa em relação aos estados?
03:05Ficou, ficou. Assim, não todo. Ela agradou.
03:09Ela agradou. Eu consegui colocar alguns pontos dela, como eu passei agora,
03:13que foram aceitáveis. A maior crítica foi justamente essa,
03:16porque o cenário hoje, como você falou bem,
03:20eu estava até aguardando isso, eu falei,
03:22as próximas discussões na eleição municipal não vão ser praticamente assuntos de município,
03:27problemas de município correlacionados ao município,
03:29e foi pauta segurança pública. O assunto segurança pública hoje,
03:32ele é discutido, discutido amplamente mesmo,
03:36e nós precisamos da autonomia para o Estado.
03:38A proposta inicial tinha muita vedação, o Estado, a Polícia Federal,
03:44e agora não. Deu uma autonomia, entendeu?
03:47O que foi conversado realmente ali, que ficou complicado,
03:51foi justamente a parte das categorias que não foram ouvidas.
03:54A própria implantação agora da Guarda Municipal, virando Polícia Municipal,
03:59ouvimos a Federação, ouvimos todo mundo, porque o importante é você ouvir os operadores,
04:03vai garantir ainda também para os municípios, entendeu?
04:06Um fortalecimento, ao contrário do que alguns estão levantando,
04:11que Polícia Municipal seria um problema,
04:14que Polícia Municipal vai acabar com a Polícia Militar, não tem nada a ver,
04:18isso é mentira, isso é uma desinformação que estão passando.
04:22Garantias para o sócio-educativo também, colocando no 144, é o que eu falo.
04:26O Estado, ele precisa discutir, o Estado precisa ter autonomia.
04:31Nós precisamos ouvir, entendeu?
04:33Todos os governadores estavam ali para criar realmente uma PEC.
04:37Um dos pontos que eu não concordei, não concordei,
04:41eu acredito que a população toda também não concorde,
04:44foi não discutir a maioridade penal.
04:48Enquanto a Argentina está reduzindo ali para 14 anos,
04:52a gente não sai ali dos 18, tem que botar 16, tem que botar 15.
04:56A solução foi até apresentada, e eu defendo isso, vamos ouvir a população.
05:02Vamos ouvir a população através do referendo, vamos deixar o povo escolher.
05:06Tem 513 deputados aqui, parlamentares, eleitos por milhares de votos,
05:10são milhares de votos.
05:12Então, por que não ouvir a população?
05:14Eu duvido, com certeza.
05:16Tirando pelo Rio de Janeiro, depois da mega operação,
05:19em que nós tivemos ali, tirados de circulação, mais de 100 marginais,
05:25e a população apoiou, nesse momento, na atual conjuntura,
05:31ouvir o povo brasileiro para discutir maioridade penal,
05:35seria uma grande jogada, seria um grande gesto,
05:38e, para mim, faltou coragem nesse enfrentamento.
05:42Deputado federal pelo Rio de Janeiro,
05:44Sargento Portugal, ao vivo aqui no Jornal da Manhã,
05:46repercutindo a votação da PEC da Segurança,
05:48que tramitou, portanto, no Congresso.
05:50Deputado, a nossa analista em política, Jess Peixoto,
05:54também participa da entrevista. Jess.
05:56Bom dia, deputado.
05:58Eu tenho uma pergunta sobre a lógica da mudança dos regimes
06:02para as organizações criminosas, para as facções como o PCC,
06:07Comando Vermelho e tantas outras.
06:09Nós sabemos que eles infestam o país,
06:12que eles estão dominando cadeias, não só mais no crime,
06:15mas até, infelizmente, cadeias formais,
06:17como vimos em casos recentes em relação a postos de gasolina,
06:21fintechs e outros tipos de empresa.
06:23E houve uma modificação, um agravamento em relação
06:26a tanto a questão da prisão provisória e outras questões.
06:30Eu queria saber como o senhor encara isso
06:32e, já que o senhor entrou nessa questão da maioridade penal,
06:36como a oposição, como quem defende essa medida,
06:39pretende encampar uma ação mais dura
06:42em relação ao presidente Hugo Mota
06:44para que ele paute essa questão com uma certa urgência,
06:47porque, de fato, me parece um anseio direto
06:49da população nesse momento.
06:51Muitíssimo obrigada.
06:52Obrigado pela pergunta.
06:54Eu vou passar um ponto aqui.
06:56Dentro do enderecimento do tratamento
06:58em relação às organizações criminosas e milícias paramilitares.
07:01Está aqui, ó.
07:02Restrição, violação, concessão de progressão de regime
07:05de liberdade provisória com ou sem fiança,
07:08inclusive em audiência de custódia.
07:10O que eu estava falando, audiência de custódia,
07:12ela já está sem limite.
07:14Entendeu?
07:15Da realização de acordo e não persuasão penal
07:17quando cabível em razão de ocorrência
07:19de reinteração deletiva
07:21ou de perigo de manutenção de sua liberdade.
07:23Isso já adiantou bastante.
07:26Um ponto que a senhora levantou,
07:29e eu posso falar com expertise,
07:31o crime organizado,
07:32para quem está nos acompanhando,
07:34muitas pessoas acham que o que interessa hoje
07:36são pontos de drogas.
07:38Vamos discutir pontos de drogas.
07:40Nós precisamos expandir o território por pontos de drogas.
07:42Não.
07:43Não.
07:44A população brasileira tem que estar antenada
07:46no que está acontecendo.
07:47É disputa pelo território, pelos serviços.
07:50serviços que dentro daquela comunidade ali,
07:53o Estado não entra.
07:54A exploração está sendo de água,
07:57de luz,
07:58de gás,
07:59de internet,
08:02mercados estão sendo explorados,
08:04pizzaria,
08:05padaria,
08:06uma simples venda de pão francês.
08:09Eles estão tendo aquela parte do território
08:12como 100%,
08:14100% de usuário.
08:16Você imagina?
08:17Dentro de uma comunidade,
08:18dentro de um território,
08:19você tem quem venda droga,
08:21você tem quem consuma droga,
08:22quem vai consumir em percentuais mínimos.
08:25E eles alteraram para 100%,
08:27praticamente,
08:28quem não usa água hoje?
08:30Quem está nos acompanhando,
08:31quem não usa água?
08:32Quem não usa luz?
08:32Quem não usa gás?
08:33Então, o crime realmente foi se organizando.
08:36É um combate contra o crime organizado.
08:39As facções,
08:40com domenclaturas diferentes,
08:42uma das outras que não vale nem a pena mencionar,
08:44mas eles estão de olho no território.
08:46Com o território,
08:47eles dominam até a parte política.
08:49Eles vão dominar a parte política.
08:51Você não vai entrar no território,
08:52vão surgir candidatos deles ali dentro,
08:55entendeu?
08:56E que não vai ser feito nada.
08:58Vão ser lobos disfarçados de ovelha
09:01e que a gente não pode fazer nada.
09:02por parte do governo,
09:04como a senhora também levantou,
09:06em relação à redução da maioridade penal,
09:09eles não querem.
09:10O governo atual não quer,
09:12não aceita.
09:13Não aceita.
09:14E tem que ser discutido isso.
09:16A gente precisa passar para o povo isso.
09:19E que foi falado,
09:20e que teremos uma PEC específica
09:22para discutir maioridade penal.
09:25Me perdoem do que eu vou falar,
09:27talvez não goste,
09:28mas eu tenho que falar a verdade
09:29para todos que nos acompanham.
09:31PEC é uma forma, às vezes,
09:32às vezes,
09:33de você não querer falar
09:35sobre aquele assunto
09:36e ganhar tempo.
09:38Sem dúvida, né?
09:39E nós vamos atraser também agora
09:41para essa entrevista, né?
09:43E até, deputado,
09:44há uma estimativa
09:45que 30% do território nacional
09:47hoje é ocupado
09:49por facções e criminosos.
09:51Olha, o Brasil é gigantesco.
09:5230%, infelizmente.
09:54E agora a pergunta
09:55do Jesualdo Almeida.
09:57Deputado, muito bom dia.
09:59Deputado, são duas perguntas
10:01diretamente relacionadas.
10:02A primeira delas,
10:03aliás, a aprovação da PEC
10:05foi bastante significativa,
10:07apenas 14 votos contrários.
10:08Mas a minha primeira pergunta
10:09é a seguinte,
10:10por que há uma dificuldade
10:12de tributar mais as BETs?
10:14Uma das propostas fundamentais
10:15era o aumento da tributação da BET
10:17para bancar a segurança pública.
10:19E por que essa resistência
10:20do Congresso em não fazê-lo?
10:22E a segunda,
10:23quanto à maioridade penal,
10:24se nós levarmos em consideração
10:26que é uma cláusula PETRA,
10:27que ela não pode ser alterada,
10:28não seria melhor
10:30nós discutirmos a alteração
10:31do Estatuto da Criança e do Adolescente,
10:33aumentando as medidas
10:34socioeducativas,
10:35modificando as penalidades
10:37que podem ser aplicadas
10:38aos jovens infratores?
10:39Isso tira o foco da discussão
10:41e passamos a ser mais efetivos?
10:43Aliás, isso é um projeto,
10:44inclusive, do senador Contarato.
10:46O senhor nos diz sobre isso.
10:49Eu não.
10:50Eu não concordo.
10:51Para mim, nós temos que discutir
10:52a maioridade penal.
10:53O ECA,
10:54ele acabou
10:55passando muita mão na cabeça.
10:57Não sei dizer porque eu sou operador,
10:58porque eu sou policial.
10:59A minha visão de quem comete crime,
11:01esses crimes violentos aí,
11:04estão por trás das organizações
11:06que, normalmente,
11:07numa ocorrência,
11:07eles pegam ali,
11:08colocam o menor
11:09para poder assinar.
11:11Não vejo o ECA como solução.
11:12Eu sou um defensor
11:14ferrenho dos operadores
11:16socioeducativos.
11:17Eu me preocupo muito
11:18com a segurança deles.
11:19aqui no Rio de Janeiro agora,
11:20tiraram o spray,
11:21que é praticamente
11:22a única ferramenta
11:23que eles têm
11:23para se defender
11:24por decisão
11:25do desembargador.
11:27Não consigo entender
11:28até agora,
11:29colocando em risco
11:30a vida desses operadores.
11:31Me perdoem,
11:33aqueles que são contrários
11:34ao que eu digo.
11:35Só que,
11:36se a gente não defender
11:36os operadores
11:37de segurança pública,
11:38não vai ter segurança pública.
11:39Se nós não correlacionarmos
11:41ali os operadores
11:42de segurança pública
11:43dentro de uma PEC,
11:44nós não vamos ter
11:45quem vai aplicar
11:46a PEC ali satisfeito,
11:48com garantia de direito.
11:49Nós vamos sobrecarregando
11:50cada vez mais os operadores.
11:52Nós precisamos ver
11:53uma realidade.
11:54É uma guerra
11:54contra o crime organizado.
11:56Pessoas estão morrendo.
11:57Todo mundo que está
11:58nos acompanhando aqui
11:59tem medo de sair
11:59de casa hoje.
12:01Tem medo.
12:02O governo que não enfrenta
12:03o crime organizado
12:05fortalece o crime organizado.
12:06E o que a gente está discutindo
12:07agora é justamente isso.
12:08Como você falou bem,
12:09o colega também anterior,
12:1130%,
12:11eu acho que é muito mais,
12:13muito mais.
12:14o território,
12:15ele é muito atrativo hoje.
12:17Drogas vêm de fora.
12:18Drogas você tem que plantar,
12:20entendeu?
12:20Você tem que produzir.
12:21E o que está ali hoje
12:22sendo explorado
12:23já estão nas regiões.
12:24O Estado não entra.
12:26Eu sempre falo isso
12:27aqui no Rio de Janeiro
12:28e para todo o Brasil afora.
12:29O policial,
12:30ele não leva na viatura dele
12:31saúde, educação, saneamento,
12:33asfalto, não leva.
12:34Isso é irresponsabilidade
12:35de governantes
12:37que empurra essa responsabilidade
12:38para a polícia,
12:39para as polícias,
12:41sobrecarregando.
12:41Muitas das vezes
12:42passando uma imagem
12:43que a polícia é truculenta,
12:44que a polícia entra ali,
12:45que a polícia matou.
12:46A polícia não inventa a moda.
12:48A polícia é recebida
12:49com violência.
12:50Os operadores
12:51são recebidos com violência.
12:52Tem que se discutir,
12:54tem que ter coragem
12:55de fazer.
12:56Isso é uma crítica
12:57que eu falo
12:57até o governo passado.
12:59Eu sou eleitor
13:00do governo passado
13:01e eu deixo claro isso.
13:03Por que nós não fizemos
13:04muito mais?
13:05Por que nós não endurecemos
13:07muito mais contra todos?
13:08Não só contra o crime organizado,
13:10contra quem usa toga.
13:11Por que nós fizemos tudo isso?
13:13Por que a gente não deu
13:14uma resposta para a população?
13:15Por que espera o caldo derramar
13:17para depois a gente cobrar?
13:18Hoje a gente fica praticamente
13:20enxugando gelo.
13:21Porque agora tem que esperar
13:22quatro anos,
13:23vamos ter uma próxima eleição.
13:24E agora faz alguma coisa?
13:26Não faz.
13:26Eu não posso ficar mal
13:28com o meu eleitorado.
13:29Mas se eu for fazer aquilo ali,
13:30pode ser que soa mal.
13:31Pode ser que o Ministério Público
13:32venha para cima de mim.
13:33Vamos ter coragem.
13:34Os políticos têm que ter mais coragem.
13:37A gente tem que parar
13:38de fazer média
13:38com o outro político.
13:39Nós representamos
13:41ou nós não representamos o povo?
13:42Quem nos acompanha hoje
13:44está seguro desde casa?
13:45Eu duvido.
13:46Mora em condomínio fechado,
13:48é cercado por grade,
13:49tem câmara de tudo quanto é lado.
13:51Você, se possível,
13:52vai tentar um carro blindado,
13:53vai tentar adquirir um carro blindado.
13:55Você fica preocupado
13:56com a tua família,
13:56se vão conseguir ir e vir.
13:58Você fica...
13:59Quando você vê uma notícia,
14:00tu vai vir,
14:00caramba,
14:01será que aconteceu com alguém
14:01que eu conheço?
14:02Está todo mundo morrendo.
14:04menos os marginais.
14:06Então, qual é o recado
14:07que nós vamos dar?
14:08Vamos passar a mão
14:09na cabeça desses marginais
14:10ou vamos defender
14:11a população do bem?
14:12Vamos defender os operadores
14:14para poder receber uma PEC,
14:15para poder entregar.
14:17Já foram ficar no dia a dia,
14:18já deixaram de lado.
14:19Quando o operador
14:20deixaram de lado,
14:21como é que tu vai sobrecarregar
14:22mais ainda
14:22que ele execute
14:23o que está na PEC?
14:24E eu até quero ver
14:25essa PEC chegar até o final.
14:27Eu faço um desafio aqui
14:28a todos os parlamentares.
14:30Vamos levar essa PEC
14:31até o final ou não?
14:33Ou ela vai ser mais
14:33uma PEC fantasiosa
14:35em que vai ser bonita
14:36de se ler
14:37e nunca vai chegar
14:38na prática para a gente?
14:39Porque eu estou cansado.
14:40Eu estou cansado
14:40de ver um montão de coisa aqui
14:42no papel ser lindo
14:43e maravilhoso,
14:44mas na prática
14:45não chegar para ninguém.
14:45É, deputado,
14:46e essa é a sensação
14:47de muitas pessoas da sociedade,
14:49de pagar os impostos
14:50para ter justamente
14:51a segurança pública garantida,
14:53mas também tem que arcar
14:54com investimentos privados
14:55para ter o mínimo ali
14:56de vigilância em casa,
14:58no trabalho
14:58e nesse trajeto todo.
15:00Deputado,
15:00muito obrigada
15:01pela atenção aqui
15:02com a audiência
15:03da Jovem Pan,
15:04repercutindo conosco
15:05justamente o assunto
15:06da PEC da Segurança Pública
15:08ao deputado federal
15:09pelo Rio de Janeiro,
15:10Sargento Portugal.
15:11Muito obrigado.
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