00:00da Segurança Pública de São Paulo e do Rio de Janeiro comentaram o projeto
00:03antifacção entregue pelo governo federal. Os detalhes com Misael Mainete.
00:08O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite,
00:12comemorou o projeto antifacção entregue pelo ministro da Justiça e Segurança Pública,
00:18Ricardo Lewandowski. As declarações aconteceram durante o encontro do
00:23Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública. Para Derrite,
00:27qualquer iniciativa que torne mais duras as penas, independentemente de partido,
00:34precisa ser comemorada, mas ressaltou que tudo depende do Congresso.
00:38O Congresso Nacional tem que assumir esse papel de protagonismo na reforma de toda a legislação.
00:45Qualquer iniciativa de qualquer governo, despego de direita, que endureceu a legislação,
00:51encareceu o custo do crime, principalmente, não só o tipo penal,
00:55olha, pena de 200 anos de prisão, se a gente tiver uma lei de redução penal que acompanhe, não adianta nada.
01:01Sobre a PEC da Segurança, aposta do governo para enfrentar o crime organizado,
01:07Derrite considerou o texto ruim.
01:10O secretário de Tarcísio de Freitas disse ainda ser absurdo que o texto
01:14obrigue os estados a seguir a política nacional de segurança imposta pelo Ministério da Justiça,
01:21uma vez que são os governadores que investem mais no combate à violência.
01:26Já o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos,
01:40se mostrou surpreso com a entrega do pacote anti-facção pelo governo federal,
01:46neste momento pré-eleitoral, onde o tema número um é segurança pública.
01:50A impressão que a gente tem é que o atual governo federal resolveu ser protagonista na segurança pública.
01:59Se é coincidência ou não, num ano pré-eleitoral, é uma subjetividade.
02:05Mas o que a gente vê é uma inovação, porque esse tipo de postura
02:09não era uma postura adotada pelo partido que hoje governa o Brasil.
02:14Mas o secretário também ponderou que toda iniciativa é bem-vinda,
02:19desde que ocorram mudanças na legislação.
02:22A proposta dos governadores apresentando também essas mudanças legislativas.
02:27E como eu disse, toda iniciativa é bem-vinda,
02:30desde que a gente tenha uma efetividade nessa questão de mudança da legislação.
02:36Para Victor Santos, a regra é simples.
02:39Para mandar mais, tem que contribuir mais.
02:42Se a gente for ver a arrecadação, o governo federal não produz nada.
02:46Agora, dentro da arrecadação geral, o governo federal fica com 60% de toda arrecadação.
02:52O estado com 25% e o município com 15%.
02:55Não teria que ser proporcional?
02:57E, na realidade, os estados hoje são os que mais investem em segurança pública.
03:01Diferentemente de Guilherme Derrite,
03:03Victor Santos disse que já conversou com o ministro Ricardo Lewandowski
03:08e com o secretário nacional de segurança pública, Mário Sarrubo.
03:13De acordo com o secretário do Rio de Janeiro,
03:15a cartilha do ministro da Justiça é política.
03:18Já conversamos.
03:20O doutor Mário Sarrubo e o doutor Rodney
03:23são pessoas altamente qualificadas e técnicas.
03:26Mas o ministro, ele é político.
03:29Então, não consegue enxergar.
03:31Infelizmente, ele não tem essa mesma visão que o doutor Sarrubo
03:34e o doutor Rodney têm em relação à segurança pública.
03:37Gostaríamos muito.
03:38Ele é sempre muito acessível, nos ouve,
03:41mas, obviamente, a cartilha é sempre do governo federal
03:44dentro da sua política de segurança pública.
03:47A pauta da segurança mobiliza o Congresso
03:50e deve agitar a eleição do ano que vem.
03:53Crítico do governo,
03:54o senador Ciro Nogueira, do Progressistas do Piauí,
03:57elogiou a PEC da Segurança Pública
04:00e escreveu nas redes sociais
04:02que nada é mais importante no Brasil
04:04do que enfrentar o crime
04:06e que sufocar as fontes de financiamento
04:09é o primeiro passo.
04:11O secretário de Segurança Pública de São Paulo,
04:14Guilherme Derrite,
04:15forte
04:15tchau
04:17tchau
04:25tchau
04:30tchau
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