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O deputado federal Mendonça Filho (União-PE), relator da PEC da Segurança Pública na Câmara, manifestou-se sobre a megaoperação no Rio de Janeiro que resultou em 64 mortes, a mais letal da história do estado.

Mendonça Filho afirmou que a crise no Rio reforça a urgência da PEC e alertou que o Brasil caminha para se tornar um "narco-Estado" devido à leniência da legislação e à falta de coordenação entre as forças policiais.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/THsnZlS1GQQ

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Transcrição
00:00Vai pra Brasília, porque, claro, há muita repercussão política por lá.
00:04Repórter Vitória Abel chegando, inclusive, traz um convidado,
00:08o relator da PEC da Segurança, que recentemente falou com a gente aqui
00:11no Jornal Jovem Pan. Tudo bem, Vitória? Boa noite pra você. Bem-vinda.
00:18Boa noite, Tiago. Boa noite a todos que nos acompanham.
00:21A gente conversa ao vivo agora com o deputado Mendonça Filho,
00:25do União Brasil, que é relator da PEC da Segurança.
00:28E a gente questiona o deputado justamente como que esse projeto
00:32deve ser afetado por essas operações hoje no Rio de Janeiro.
00:35Deputado, seja bem-vindo à Jovem Pan.
00:37Obrigado, prazer estar com vocês.
00:39Deputado, o senhor vai tentar acelerar o seu relatório?
00:42Qual que é uma nova previsão de entregar o relatório na Comissão Especial?
00:46Bom, eu devo apresentar o relatório ainda durante o mês de novembro,
00:50até o final do mês. Anteriormente, a gente tinha imaginado
00:53que a gente poderia utilizar até dezembro como prazo,
00:56mas, indiscutivelmente, o episódio de hoje no Rio de Janeiro
01:01foi do impacto grandioso, não só no Rio, mas todo o país.
01:06E, evidentemente, que afeta também o Parlamento, o Congresso,
01:09pressiona os deputados no sentido de que a gente possa avançar
01:12com relação à tramitação da PEC.
01:15Ela precisa ser mais ousada, profunda e contundente na defesa do cidadão.
01:22Eu vi aí e acompanhei as notícias sobre o Rio.
01:26Quem é mais afetado é o cidadão de bem, que não tem a liberdade de ir e vir
01:30e que se vê acorçado por criminosos que dominam territórios,
01:36como, de resto, acontece em boa parte do país.
01:38Então, a gente tem que oferecer um texto que não vai ser pedra de toque mágico
01:43para solucionar todos os problemas que afetam a falta de segurança no Brasil.
01:48Mas, por certo, será um texto muito consistente que vai ajudar no combate à violência
01:54que hoje, infelizmente, toma conta do país.
01:59Deputado, um dos pontos principais da proposta de emenda à Constituição
02:04é a criação do Sistema Único de Segurança Pública
02:06em que todas as polícias poderiam ter acesso aos boletins de ocorrência diversos no país.
02:12Além disso, o texto também traz uma espécie de empoderamento da Polícia Federal
02:17para que ela possa ali ter uma certa organização de cooperações contra organizações criminosas.
02:27O senhor concorda com esses dois trechos?
02:29A Polícia Federal, se tivesse esse comando, ajudaria a combater melhor o queime organizado?
02:36Vamos lá.
02:37Primeiro, com relação ao Sistema Único de Segurança Pública, já é uma lei federal.
02:41O que se fez com a proposta enviada pelo governo federal para o parlamento foi constitucionalizar,
02:48ou seja, transformar o que é uma lei federal em texto da Constituição Federal.
02:53Ela não muda do ponto de vista de profundidade ou abrangência.
03:00Havia na proposta original uma forte centralização em Brasília,
03:04no âmbito do Ministério da Justiça, a questão da legislação de política de segurança pública,
03:10que é um contrassenso no país das dimensões continentais do Brasil.
03:14E é impossível você oferecer um combate efetivo ao crime a partir de Brasília.
03:21Coordenação, cooperação, troca de informações,
03:25uso de inteligência cooperativa entre a Polícia Federal e as polícias estaduais,
03:32é tudo muito bem-vindo e nós vamos preservar no texto.
03:36Não há nenhum impedimento da Polícia Federal atuar, muito pelo contrário.
03:40Do ponto de vista constitucional e legal, a Polícia Federal tem competência
03:44para combater o tráfico internacional de armas.
03:47Nós vimos hoje mais de 90 armas, fuzis de grosso calibre apreendidos,
03:53drones usados como parte da logística do crime organizado no Rio.
03:59Então, são crimes praticados no Rio de Janeiro e que podem ser combatidos pela Polícia Federal.
04:06Crime de tráfico de drogas entre estados, que também é de competência da Polícia Federal.
04:13Tráfico internacional de drogas, que é competência da Polícia Federal.
04:17Então, não há nenhum impedimento na legislação e no texto constitucional brasileiro
04:21que a polícia possa atuar.
04:22O que existe, na verdade, que a Polícia Federal é uma polícia de elite,
04:25de cerca de 12 mil homens e mulheres, profissionais competentes, dedicados,
04:31que não dão conta de combater o crime na proporção daquilo que era a intenção original do governo.
04:37A gente precisa ter cooperação entre os estados, fortalecimento das polícias estaduais,
04:42o que significa dizer que elas não devam atuar de forma isolada.
04:47Há espaço e deve ter o espaço preservado.
04:50Agora, sem polícia civil fortalecida, polícia militar empoderada,
04:55evidentemente que é impossível você retomar territórios e reconquistar a paz para o cidadão,
05:03não só do Rio de Janeiro, mas de todo o país.
05:05O senhor avalia que, se a solução não é centralizar na Polícia Federal,
05:09de que forma que dá para incentivar, então, essa cooperação entre as polícias
05:13para que existam trocas maiores de inteligência, por exemplo?
05:18É, você ter boletins de ocorrências que possam ter o mesmo padrão,
05:25você ter cooperação e compartilhamento de dados de inteligência e de uso de tecnologias,
05:33fortalecimento do Fundo Nacional de Segurança Pública, que é pífio.
05:37O governo federal tem hoje cerca de um bilhão e meio de reais
05:40para aplicar em termos de fundo de segurança pública,
05:43distribuído para todos os estados da federação.
05:46O que é que isso representa? Muito pouco, insignificante.
05:4980% do investimento na área de segurança pública é provisionado pelos estados.
05:55A União responde por 12%.
05:57Então, não dá para você inverter essa realidade.
06:02Aliás, a competência na atuação policial do crime comum,
06:07do crime organizado de menor proporção,
06:10no mundo todo, é dos estados e muitas vezes até dos municípios,
06:14Estados Unidos, Canadá, França.
06:17No caso da França, tem uma atuação federal,
06:20porque é um estado unitário, mas na Alemanha,
06:23a atuação estadual, que é uma federação.
06:25Então, a gente tem que beber um pouco da experiência exitosa do mundo todo
06:31e aplicá-la à realidade brasileira.
06:32Eu só acredito em política pública se ela for baseada em evidências
06:38e que a gente possa combater o crime com inteligência, competência e com firmeza.
06:43Porque no Brasil, hoje, praticar um crime, por exemplo, contra a vida,
06:47sai muito barato.
06:48O criminoso, com pouco tempo, está livre e isso revolta a população.
06:53Deputado, enquanto a gente conversava aqui mais cedo,
06:55antes de entrar ao vivo na Jovem Pan,
06:57o senhor falava das mudanças que o senhor pretende fazer e incluir na proposta,
07:01entre elas, por exemplo, dar poderes para a Polícia Militar, por exemplo,
07:07já fazer uma finalização de um boletim de ocorrência
07:10para que isso não possa ser mais um serviço para a Polícia Civil fazer.
07:14E também o senhor falou de mudanças em relação à progressão de penas
07:17para crimes mais graves.
07:19Queria que o senhor explicasse essas mudanças que o senhor quer fazer.
07:21Um crime de menor intensidade, muitas vezes detectado e apurado
07:26ou pego pela Polícia Militar, ele obriga o policial militar
07:31a sair do local de policiamento para a delegacia.
07:35E lá ele demora horas para registrar aquela queixa,
07:39transformar num inquérito que vai para a Justiça.
07:42Você poderia ter um rito mais célere e chamado TCO,
07:46termo circunstancial de ocorrência,
07:50poderia já dali virar um relatório policial
07:53e ser remetido diretamente para a Justiça,
07:56para o Ministério Público,
07:58acusar quem cometeu o crime.
08:00Então, você ultimando e providenciando essas medidas
08:03de forma mais prática,
08:06você vai livrar a delegacia para a atuação no combate
08:10e na investigação criminal
08:11de maior poder ofensivo contra a sociedade
08:15e, ao mesmo tempo, também não tirar o policiamento
08:18da Polícia Militar no dia a dia.
08:20Com relação à questão da progressão de pena,
08:25no Brasil até crimes de altíssima gravidade
08:29têm direito à progressão.
08:31No passado já houve a tentativa
08:33de acabar com a progressão para crimes hediondos.
08:38Então, a gente tem que estabelecer no texto funcional
08:40que quem comete crime hediondo,
08:44membro de organização e comando de organização criminosa,
08:48facções perigosíssimas,
08:50têm que não ter direito à progressão
08:53para que a gente possa tornar aquela prática criminosa,
08:58eu diria, algo que ele vai calcular
09:01na prática do crime,
09:02dentro da chamada economia do crime.
09:04Hoje, no Brasil, tirar a vida de alguém é barato,
09:07praticar um crime de alta proporção
09:09custa muito pouco do ponto de vista de condenação
09:12na justiça e a gente tem que reverter
09:15todo esse quadro de impunidade,
09:17fortalecendo os operadores da área de segurança pública,
09:21trazendo para dentro desse processo também a justiça,
09:25o Ministério Público e retomando o território brasileiro.
09:28Mais de 50 milhões de brasileiros hoje vivem
09:32sob domínio ou influência do crime organizado.
09:35Isso é inaceitável.
09:37Obrigada, deputada, pela sua participação aqui na Jovem Pan.
09:40Tiago, é com vocês.
09:41Vitória Bel, trazendo a palavra do deputado Mendonça Filho.
09:44Bom trabalho para você, Vitória.
09:45Você volta daqui a pouquinho.
09:46E ainda falando, claro,
09:48a gente vai falar durante todo o jornal.
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