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Dados do Banco Central mostram que as estatais federais registraram déficit de R$ 5,9 bilhões nos três primeiros meses de 2026, valor que já supera todo o rombo de 2025. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), quatro empresas concentram a maior parte dos prejuízos.

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Transcrição
00:00Nós vamos falar de má administração, porque a crise nas contas públicas só piora.
00:04Em apenas três meses, três meses, as estatais já registraram um rombo que supera todo o déficit de 2025.
00:12Em três meses, as estatais já bateram um recorde do ano passado.
00:17Quem tem mais detalhes a respeito disso, chegando pela primeira vez em Os Pingos nos Isas, é a nossa repórter,
00:22Thalita Souza.
00:23Traz os detalhes a respeito deste rombo nas estatais. Thalita, boa noite, bem-vinda.
00:31Obrigada, Kobayashi. É isso mesmo.
00:34Esses dados sobre as contas das estatais são do Banco Central e foram divulgados hoje.
00:41Então, de acordo com esses dados, as empresas estatais federais registraram nos três primeiros meses de 2026 um rombo, um
00:52déficit de 5,9 bilhões.
00:56Isso significa que esse rombo já ultrapassa todos os gastos com as estatais durante 2025 todo, né?
01:05No ano passado, essa conta fechou em 5,1 bilhões.
01:10Ou seja, a gente já está 800 milhões acima em relação ao ano passado.
01:16Já segundo um relatório do TCU, Tribunal de Contas da União, são apenas quatro empresas que foram responsáveis aí por
01:26todas essas contas no ano passado, 2025.
01:29Essas quatro empresas foram responsáveis por 95%, ou seja, a grande maior parte dos gastos.
01:36São elas a empresa gerencial de projetos navais, a Ingeprom, a empresa gestora de ativos, a Ingea, também a Infraero
01:46e os Correios.
01:47Bom, essas empresas, Kobayashi, são aquelas não dependentes, ou seja, que não dependem, né, de recursos do Tesouro para custear
01:57as despesas recorrentes.
01:59Volto com vocês aí no estúdio.
02:01Muito obrigado.
02:02A repórter Thalita Souza trazendo todos os detalhes a respeito desses números alarmantes.
02:08Henrique Kringner, quero te chamar para comentar a respeito disso.
02:13A gente espera de uma empresa social que, de alguma maneira, cumpre o seu papel, mas a gente não espera
02:19que seja com este custo, né?
02:22Custo para o povo brasileiro.
02:23São bilhões e bilhões que só pioram.
02:27Não é que a gente teve déficit, a gente teve déficit que agora está sendo superado, ou seja, cada ano
02:32que passa o negócio fica pior para essas empresas públicas.
02:36Como é que você analisa essa gestão, hein?
02:38Pois é, é alarmante, é preocupante, mas infelizmente não é novidade, né, Kobayashi?
02:44Porque quando a gente olha para o histórico de administração do PT, do Partido dos Trabalhadores, a gente tem um
02:51histórico bem preocupante que já dá letra de que, quando estão no poder, as empresas públicas não conseguem avançar.
02:59E isso por uma má gestão, excluindo os casos que já tivemos constatados no passado de corrupção, né?
03:08Não sei agora se existe um novo caso aí em atividade.
03:12Vamos ficar aqui com aquilo que a gente sabe que é a questão da má gestão.
03:15É a baixa, o baixo apreço pelo equilíbrio fiscal, o baixo apreço pela eficiência.
03:23Eu pessoalmente já ouvi de lideranças do Partido dos Trabalhadores no passado que ocuparam cargos em empresas públicas de que
03:31empresas públicas não devem dar, não devem andar no superávit.
03:36Que é uma questão conceitual.
03:37E dizendo assim, não, nada na administração pública deve ter lucro.
03:42Porque o lucro, na verdade, ele significa que o dinheiro não foi bem aplicado.
03:46Tem que ficar no igual ali, né?
03:49Tem que ficar no pau a pau.
03:50E aí você vê o buraco conceitual que nós temos de pessoas que não têm a capacidade de administrar nem
03:57mesmo uma pequena empresa, quanto mais uma estatal.
04:00E aí colocar, então, tanto dinheiro, tanto recurso, que é recurso suado do trabalhador brasileiro.
04:07Colocar tudo isso em risco diante de pessoas que têm mais uma aptidão política ou mesmo uma preparação no campo
04:15ideológico e zero na parte de administração.
04:18Nós estamos com uma crise nesse sentido, que é um Estado liderado por essas pessoas.
04:24Tem proximidade, tem o que indica, tem muita gente nesse sentido, mas falta aptidão técnica pra administrar.
04:31O Correios, por exemplo, nós tivemos, quando tivemos um superávit, nos anos em que isso foi possibilitado pela administração, nós
04:40tivemos aí muita ênfase na questão técnica da administração, na otimização de serviços e também, inclusive, na penetração do Correios
04:51aí no território nacional.
04:53Melhorando a qualidade do serviço e otimizando os custos.
04:56Isso não foi feito.
04:58Abriram mão de tudo isso e todas essas conquistas não conseguiram manter.
05:02E quem tá pagando o custo somos nós.
05:04Então, o conceito de empresa estatal, pra mim, já é muito estranho.
05:08Já não é um conceito que funciona.
05:10Da mesma maneira, empresa estatal administrada pelo PT não tem como dar certo.
05:15Vamos falar aqui com o Cristiano Beraldo, que é um especialista em gestão, um excelente gestor, inclusive.
05:22Vai saber comentar aí com propriedade também essa situação envolvendo as nossas estatais, hein, Beraldo?
05:28Pois é, Kobar.
05:30Veja, o que o governo deve fazer?
05:32Ele deve sempre induzir, à medida que for chamado, o desenvolvimento econômico.
05:40Porque tem certas coisas que cabem ao governo fazer.
05:44Então, ele não pode ser eximido dessas responsabilidades.
05:46No passado, você tinha um país, né, um Brasil, que estava tentando se modernizar.
05:53Estava tentando gerar riqueza.
05:57Então, o Estado tomou uma decisão naquele momento.
06:01E aí, não cabe a gente voltar lá atrás pra avaliar se a decisão foi certa ou não foi certa
06:05e tal.
06:06E resolveram criar as grandes empresas estatais.
06:10Talvez o maior símbolo delas seja a Petrobras, em que, na década de 50, se não me engano, o governo
06:18entendeu que uma empresa estatal forte seria necessária para desenvolver o setor de petróleo no Brasil.
06:28Desenvolver tecnologias estratégicas para o Brasil.
06:34E olha só que interessante.
06:36Naquela época, os Estados Unidos, que já era o maior mercado do mundo para o petróleo, ele já operava com
06:44empresas privadas.
06:45O governo norte-americano, ele não estava ali atuando com as suas próprias empresas.
06:52Ele mantinha reservas estratégicas, mas via o setor se desenvolver a partir do investimento privado.
07:00E o Brasil foi na contramão.
07:01O que existe hoje, no caso específico da Petrobras?
07:04Nós temos todo um sistema Petrobras concebido para uma empresa estatal.
07:11Portanto, quando até o Zema vem dizer, não, vamos privatizar a Petrobras.
07:17Desculpa, só privatizar a Petrobras vai criar um problema, não vai criar uma solução.
07:22Porque você vai transferir o monopólio público para o monopólio privado.
07:27Então, o que o governo, que realmente esteja interessado em resolver o problema, ele tem que criar concorrência.
07:35Ele tem que criar um ambiente que estimule o investimento.
07:38E, a partir do momento em que houver concorrência, aí sim, fazer a privatização da Petrobras.
07:47E tantas outras empresas absolutamente inúteis.
07:51Hoje, a relevância dos Correios, ela é muito pequena para ser, obrigatoriamente, uma empresa estatal.
07:59Ao passo que você tem outras coisas que o capital privado não quer fazer,
08:04Porque, às vezes, você tem investimentos que são de muito longo prazo, de baixo retorno,
08:09mas são fundamentais para o desenvolvimento do país.
08:11E aí cabe ao Estado fazer.
08:14Mas o Estado fazer no papel de gerenciar o investimento que está sendo feito para o bem do desenvolvimento do
08:22país.
08:22Então, pego o exemplo aqui, por exemplo, o Brasil é uma vergonha mundial em oleodutos, em gasodutos,
08:32para movimentar o petróleo, os derivados de petróleo, gás, etc.
08:37Tem que fazer, tem que ter desenvolvimento de oleodutos e gasodutos no Brasil,
08:42até para que as indústrias possam ter fornecimento de gás, por exemplo, garantido.
08:48Isso vai ser feito pelo governo, porque é um investimento de muito longo prazo.
08:54Portanto, a gente tem papéis que o governo deve desempenhar de forma estratégica.
09:00Mas o Brasil, hoje, tem nas suas estatais simplesmente um símbolo do atraso
09:07e dessa política rasteira e nojenta que acomoda os amigos ali das eleições e da política
09:17e infesta de gente incompetente e mal-intencionada as nossas estatais.
09:22Bom, estamos falando aqui com o Cristiano Beraldo, que sabe tudo de gestão.
09:26Vamos falar agora com o Bruno Musa,
09:27Musa que sabe tudo de gestão de dinheiro, principalmente, finanças.
09:31Nosso economista aqui, da nossa mesa dos pingos nos is,
09:35Bruno Musa, nós estamos comentando a respeito da situação das estatais,
09:39que em três meses, neste ano, já superaram todo o déficit de 2025.
09:45Traduz isso para a nossa audiência, o quanto isso é grave,
09:49o quanto isso mexe com o bolso de todos nós.
09:53Porque, às vezes, a gente pensa que está falando dos Correios,
09:56a gente está falando da vida de alguém que trabalha no Correio,
09:59de alguém que tem a relação com os Correios, de alguém que precisa dos Correios.
10:03A gente tem que levar em consideração de que todos nós estamos pagando essa conta, né, Musa?
10:09E todos nós. Volta naquilo que eu sempre falo, Cobar.
10:12Muitas vezes, nós colocamos algo como abstrato.
10:15Então, dinheiro público é abstrato? Não mexe comigo.
10:18Não, é o seu dinheiro. O seu, o meu, o nosso, o pagador de imposto.
10:22A mesma coisa acontece com as estatais.
10:25Veja, quando você tem um prejuízo em uma empresa estatal,
10:29quem cobre esse rombo?
10:31Pensa você na sua casa.
10:33Se ganha 10 e gasta 12, alguém vai cobrir esse rombo.
10:37Na estatal é a mesma coisa.
10:38Ninguém fica com o rombo no caixa porque você precisa cobrir os seus gastos.
10:43Esse dinheiro que vem é normalmente do Tesouro Nacional.
10:48E dinheiro do Tesouro Nacional nada mais é do que o seu dinheiro,
10:52arrecadado por impostos e, muitas vezes, através da inflação.
10:57Quando você tem um cenário de inflação e o governo consegue
11:01inflacionar um pouco mais a moeda, ou seja, os preços subirem,
11:05ele aumenta a arrecadação do próprio governo.
11:08Nesses dois pontos, quando ele aumenta o imposto
11:10ou quando ele inflaciona a própria moeda,
11:12que é o caso do que está acontecendo agora no Brasil,
11:14o governo bate recordes de arrecadação,
11:16como a gente viu também para esse mês de março,
11:19batendo mais um recorde para a série histórica.
11:21Então, o dinheiro do pagador de imposto é usado para cobrir o rombo das estatais.
11:27Consequentemente, quando todas as empresas públicas
11:30continuam tendo, quase todas, continuam tendo rombos,
11:33que também vão sendo recordes,
11:35cada vez mais o dinheiro do pagador de imposto
11:38que deveria ser direcionado para aquilo que ele vai sentir um retorno,
11:42saúde, educação, infraestrutura e etc.,
11:45não, ele volta justamente para cobrir aquele rombo das empresas públicas
11:52que o governo usa para fazer política partidária,
11:56propaganda partidária.
11:58E veja, quanto mais empresas estatais existem,
12:02mais elas precisam ter uma parte dela dentro do orçamento público.
12:06Sabe o dinheiro do governo, que é dividido entre gastos obrigatórios
12:10e gastos não obrigatórios?
12:13Os gastos obrigatórios já estão na casa dos 92%, 93%
12:16de todas as despesas do governo.
12:19Aí, segundo o próprio governo,
12:21em 2027, final de 2027,
12:24todo o orçamento será comprometido pelos gastos obrigatórios.
12:27Só que quanto mais empresas estatais têm,
12:30vale mencionar que Lula falou que deveria criar
12:33uma empresa estatal de inteligência artificial.
12:36Mais espaço do orçamento público, ela precisa,
12:39afinal de contas, você precisa manter a empresa,
12:42pagar salários,
12:43ela reserva uma parte do orçamento
12:45para essa empresa estatal.
12:47Então, quanto mais empresas estatais,
12:50mais o governo centraliza em si um orçamento
12:53e ele faz indicação política para os cargos,
12:56para o conselho da empresa,
12:58mais uma empresa, mais um orçamento para ele controlar.
13:01Só que esse dinheiro, repito, não é público,
13:04é do pagador de imposto.
13:05E esse dinheiro que deveria voltar como retorno para a população
13:09é usado para cobrir rombo de empresas políticas partidárias.
13:12E só para finalizar,
13:14hoje nós vimos também mais um dado
13:16que saiu do setor público consolidado,
13:19batendo mais um recorde negativo de déficit
13:22para o mês de março,
13:23desde o início da série histórica em 1997.
13:27Ou seja, gastamos mais do que arrecadamos,
13:31pressiona juros, pressiona dívida,
13:33consequentemente, menor poder de compra para a população,
13:37traduzindo, mais inflação.
13:39Ô Moza, você que é o nosso economista da mesa,
13:42sempre nos ajuda aqui a entender melhor, né?
13:44Esses termos, esses números,
13:48esse economês,
13:50você também está com um curso aí para a nossa audiência
13:52para falar sobre isso, não é?
13:53Fala aí do curso da New Cursos com o Bruno Musa.
13:58Exato.
13:58Bom, eu tentei traduzir aqui
14:00se é o mais fácil possível
14:02o que você falou sobre as empresas estatais.
14:05Mas eu tive aqui um minuto para a gente falar.
14:07E a gente vai estar no sábado, dia 9 de maio,
14:10são cinco horas ao vivo pelo Zoom,
14:12onde eu vou ficar tirando essas dúvidas
14:14e tantas outras a respeito do ciclo econômico.
14:17Veja, eu acho que de década em década
14:19aparecem oportunidades importantes
14:20e para quem me acompanha aqui
14:22sabe que eu estou apostando
14:24por vários motivos que eu falo aqui
14:25numa mudança do ciclo no Brasil.
14:28Ciclo político que interfere o ciclo econômico.
14:31Consequentemente, Cobar,
14:33isso traz oportunidades
14:34que estão sendo precificadas nos ativos.
14:36Renda fixa, renda variável, moedas, não importa.
14:40Mas quando sai no jornal, é tarde demais.
14:42Aí já precificou.
14:43Então a ideia é nesse sábado 9 de maio,
14:46que é a coisa que está na tela,
14:47o link é newcursos.com.br.
14:49Inicialmente, 9 de maio,
14:51estaremos lá cinco horas ao vivo
14:53para debatermos e tirarmos dúvidas
14:55a respeito de todos esses temas.
14:58Então o meu convite é
15:00vamos juntos no sábado,
15:01uma vez que se esperar sair no jornal,
15:04o preço já fez.
15:05E aí a gente começa a ver aquele ciclo.
15:07Quando o varejo, as pessoas,
15:09os investidores de varejo querem entrar,
15:10é quando grande parte dos peixes grandes
15:13já estão saindo.
15:14A ideia é nos anteciparmos a isso.
15:16Bom, eu vou fazer esse curso aí também,
15:18até porque é gratuito,
15:19essa aula do Bruno Musa.
15:22NI, o curso,
15:23para você que está na nossa rede de rádios,
15:24acompanhe lá.
15:25Você pode se inscrever
15:27e ter esse tempo aí pelo Zoom
15:29com o Bruno Musa
15:29para aprender tudo sobre economia também.
15:32Deixa eu voltar aqui para o tema
15:33para chamar o Diego Tavares
15:34para comentar também esse rombo histórico,
15:37aí, esse rombo que vai só batendo recordes,
15:40ô Diego,
15:41de déficit.
15:42Déficit é basicamente aí
15:43estar gastando mais do que ganha.
15:45É prejuízo.
15:46Significa que as empresas estatais
15:48estão fechando no vermelho.
15:50E aí, Diego,
15:51em algum momento essa conta vai chegar, né?
15:55Já está chegando, Kobayashi.
15:57Isso compõe o imenso déficit público,
15:59déficit recorde também,
16:00que em geral nós acompanhamos
16:02das contas públicas.
16:03Esse tipo de pauta, Kobayashi,
16:04me lembra uma frase
16:06de Milton Friedman também,
16:07um grande economista
16:09da Escola de Chicago,
16:10que diz que se você dá
16:11o deserto do Saara
16:12para o Estado administrar
16:13em cinco anos,
16:14você vai ver que está faltando areia.
16:16Porque, de fato,
16:17não cabe ao Estado
16:18ser administrador de empresa.
16:20O Estado tem que focar
16:22naquilo que é essencial,
16:23tem que focar na segurança,
16:25na educação,
16:26tem que focar na saúde.
16:27Administrar a empresa
16:29está no campo privado,
16:30é o setor privado
16:31que conhece de economia,
16:33que sabe gerir um negócio,
16:35que tem preocupação,
16:36inclusive, com a questão
16:37do lucro,
16:38do superávit
16:38que uma empresa tem
16:40que oferecer,
16:40inclusive,
16:41para se manter.
16:43Ora, os Correios,
16:44que sempre se escondeu
16:46atrás da desculpa
16:47de que a sua capilaridade
16:48pelo Brasil
16:49é motivo
16:50para o seu déficit,
16:51já cogita
16:52fechar alguns pontos,
16:54os pontos mais deficitários,
16:55onde se gasta
16:56mais dinheiro
16:56para atender,
16:57porque simplesmente
16:58não tem dinheiro
16:59para manutenção
17:00das atividades
17:00da empresa.
17:01Então,
17:02é aquela história,
17:03tudo é muito bonito,
17:05tudo é muito lindo,
17:05até que o dinheiro
17:06de fato acaba.
17:08E o dinheiro
17:08para manter
17:09essas empresas estatais,
17:10considerando todo
17:11o rombo das contas públicas
17:13em geral,
17:13como eu disse,
17:14já acabou.
17:15E agora é realmente
17:16só sentar e chorar.
17:18E todo mundo,
17:19porque o prejuízo
17:20de uma empresa privada
17:21é só do sócio,
17:22é só do acionista,
17:23é só do dono.
17:24O prejuízo
17:25de uma empresa pública
17:26é de todo mundo.
17:27É meu,
17:28é seu,
17:28que está acompanhando
17:29hoje os pingos nos is,
17:30é da dona Maria
17:31que nem acesso
17:32à internet,
17:33acesso à informação
17:34tem e está
17:34varrendo ali
17:35o chão
17:37da sua casa
17:38de terra batida
17:38nos confins
17:39do fundão do Brasil.
17:41Então,
17:41realmente,
17:42nós precisamos rever
17:42o nosso modelo
17:43de Estado.
17:44Não dá
17:44para o Estado
17:45ser empresário.
17:46O Estado
17:47tem que ser essencial,
17:48tem que focar
17:48naquilo que realmente
17:49importa,
17:50naquilo que realmente
17:51tem que ser
17:51atividade estatal.
17:53Empresa
17:53é para o setor privado.
17:54Eu fico pensando,
17:55Krigner,
17:56e se essa empresa
17:57não fosse estatal?
17:58Se essa empresa
17:59fosse de quem
18:01escolhe,
18:02do político
18:03que escolhe
18:04o presidente
18:05da empresa,
18:05o gestor
18:06da empresa,
18:07será que
18:07escolheria
18:08as mesmas pessoas?
18:10Será que
18:10iria escolher
18:12um gestor,
18:13um gerente,
18:13um CEO
18:15com base
18:15em indicação política
18:16ou iria fazer
18:17uma análise
18:17de currículo,
18:18de história,
18:19de serviços prestados
18:20em outras empresas,
18:20de construção
18:21de carreira?
18:22Porque parece
18:24que o dinheiro
18:25do povo
18:25não é nada,
18:27parece que o dinheiro
18:27público é uma ficção,
18:30como o Bruno Musa
18:31estava falando,
18:31parece que o dinheiro
18:32público é algo
18:34abstrato,
18:36não é algo que
18:36poderia virar um hospital,
18:38não é algo que poderia
18:38virar saneamento,
18:39não é algo que poderia
18:40gerar segurança,
18:41não é algo que poderia
18:42gerar educação,
18:43formação de pessoas,
18:44ensino técnico,
18:46produtividade,
18:47melhorar a qualidade
18:47de vida das pessoas,
18:49parece que o dinheiro
18:49público é infinito
18:51quando a gente vê
18:52esse tipo de notícia,
18:53a gente não está falando
18:55de prejuízos
18:56de milhares de reais,
18:57nem de milhões
18:58de reais,
18:59a gente está falando
18:59de bilhões,
19:00bilhões que a maior
19:02parte,
19:03se não a totalidade
19:04da população
19:05trabalhadora
19:06do Brasil,
19:07jamais saberá
19:08do que se trata,
19:09o bilhão,
19:10a gente não sabe
19:10nem quantos zeros
19:11tem no bilhão,
19:12a pessoa que está
19:12assalariada,
19:13que está preocupada
19:14com aluguel no fim
19:14do mês,
19:15ele não sabe nem
19:16como é que faz a conta
19:17para chegar nesse
19:18tanto de dinheiro
19:19que é de prejuízo
19:20do poder público
19:22e portanto
19:22do povo brasileiro,
19:24a gente precisaria
19:25de uma série
19:26de diretrizes
19:27para profissionalizar
19:28essas gestões
19:29e a escolha
19:30dessas pessoas,
19:30a lei das estatais
19:32ia nesse caminho,
19:33vamos nos lembrar,
19:34foi declarado
19:35inconstitucional,
19:36aquele trecho
19:37que proibia
19:38indicações políticas,
19:40pessoas de partidos
19:40políticos,
19:41pessoas de cargos
19:42públicos
19:42preocuparem
19:43as estatais,
19:45quando parece
19:46que vai,
19:47não vai,
19:48daqui para frente
19:49só para trás,
19:49hein,
19:50Kringner?
19:50Pois é,
19:51pois é,
19:51eu ainda tenho esperança
19:52de que a gente
19:53vai ver mudança
19:54disso,
19:55mas sem discutir
19:56reformas,
19:57nós não vamos ter
19:57alteração nenhuma,
19:59porque como é que a gente
20:01vai permitir que alguém
20:03mude a lei,
20:04sendo que essa pessoa
20:04está sendo beneficiada
20:06por essa lei,
20:06vai mudar a norma,
20:07sendo que ela é
20:08beneficiada diretamente
20:09pela norma.
20:11Esses que votaram
20:12dizendo que é
20:12inconstitucional,
20:13que barraram esse trecho,
20:15pergunta quantos cargos
20:16eles não têm
20:17de indicação,
20:17pergunta quantos
20:18amigos,
20:19primos,
20:20parentes,
20:21vizinhos e
20:22pessoas do mesmo
20:23partido,
20:23do mesmo grupo,
20:24da mesma sala de faculdade
20:25não estão empregadas
20:26por conta de um WhatsApp
20:28ou uma indicação
20:29que ele fez
20:29para o fulano,
20:30para o ciclano
20:30e garantiu ali
20:32um belo de um cabide
20:33de emprego,
20:34que é isso que nós
20:35vemos muitas vezes
20:35acontecendo em Brasília,
20:37né?
20:37e aí você fala,
20:38né, Coba,
20:39que parece que o dinheiro
20:40público é infinito,
20:41mas na verdade,
20:42para essa administração,
20:44ele é quase que infinito,
20:45porque quando falta,
20:47cria um imposto a mais,
20:48aí aparece mais,
20:49quando falta dinheiro
20:50no cofre público,
20:52não vai bater ali,
20:53aumenta a arrecadação,
20:54olha só que maravilha,
20:55é só você cobrar mais imposto
20:57e mais taxa,
20:58e aí o cidadão do outro lado
21:00começa a perguntar,
21:02por que que nós temos
21:03um imposto novo
21:03a cada 37 dias
21:05debaixo desse governo?
21:06Por que que nós temos
21:07tantas coisas
21:08custando mais caro,
21:10até inclusive alimentos,
21:12simplesmente para que você
21:14possa sustentar
21:16aqueles que não estão
21:17trabalhando?
21:18Para o Estado
21:18é muito fácil,
21:19quem produz a riqueza
21:20são os cidadãos,
21:22o cidadão na sua
21:23atividade de mercado,
21:25na sua atividade comercial,
21:26na sua atividade industrial,
21:28esses produzem a riqueza,
21:29mas o Estado vai pegando
21:31uma fatia cada vez maior
21:32e continua sendo
21:34administrado por aqueles
21:36que não entendem
21:37de administração privada,
21:38quanto menos pública.
21:40E aí a gente tem que fazer
21:41uma meia-culpa aqui
21:42para terminar a cuba,
21:43que é,
21:44esses ali não estariam
21:46se nós não votássemos nele.
21:48Falta critério também,
21:50nosso enquanto sociedade,
21:51nós vamos fazer essa análise,
21:53de que essas pessoas
21:54que usam e abusam
21:55da máquina pública
21:56continuam tendo mandatos
21:58renovados todas as vezes.
22:00Então a pergunta é,
22:01já que não os colocaríamos ali,
22:03como que a gente poderia
22:04fazer com que o tempo deles
22:07acabasse de uma vez por todas?
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