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Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos, analisou como a nova isenção do Imposto de Renda anunciada pelo presidente Lula deve ampliar demanda, impulsionar o PIB e pressionar juros, com impacto estimado de R$ 28 bilhões na economia.

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Transcrição
00:00O aumento da isenção do imposto de renda vai injetar 28 bilhões de reais na economia, segundo o presidente Lula.
00:08Ele fez um pronunciamento ontem à noite em cadeia de rádio e televisão para falar sobre a lei,
00:12uma das mais impactantes do seu terceiro mandato.
00:15A isenção para quem ganha até 5 mil reais por mês começa a valer no ano que vem
00:20e quem recebe mais de 5 mil até 7.350 reais mensais vai ter desconto em relação ao que paga hoje.
00:28Para analisar os impactos econômicos dessa mudança, eu converso agora com o Eduardo Velho,
00:34economista-chefe da Equator Investimentos.
00:36Eduardo, boa tarde. Tudo bem contigo?
00:39Boa tarde. Tudo bem?
00:42Tudo jóia. Eduardo, obrigado pela sua participação ao vivo aqui com a gente.
00:45Qual a sua leitura sobre o impacto que essa lei, que essas mudanças vão ter sobre a atividade econômica?
00:51O impacto é uma expansão de demanda, ou seja, vai ter mais consumo das famílias.
00:59Obviamente, parte desse consumo, parte desses consumidores vão pagar algumas dívidas.
01:06Mas, geralmente, teoricamente, o padrão é esse.
01:10É conceder mais crédito, a Espanha de procurar mais crédito, ter mais renda, gastar mais.
01:16Então, a economia vai ter um impacto de 28 bilhões, tem gente que estima até que pode chegar a uns 31 bilhões de reais.
01:24E, nesse caso, é mais 0,25 pontos percentuais do PIB brasileiro, a mais para 2026.
01:33Então, ou seja, é um ponto importante, pois o presidente do Banco Central tem comentado bastante, inclusive,
01:40sobre a questão do impacto também expansionista fiscal sobre a demanda e, consequentemente, sobre os preços.
01:47Então, com certeza, o mercado está observando isso como um certo alerta, né?
01:52Se o nível da taxa de juros vai permanecer mais elevado por mais tempo ou não.
01:58Você calculou aí que o impacto sobre o PIB seria de 0,25 ponto percentual, mais ou menos, né?
02:05Para mais, acrescentando isso ao crescimento da economia.
02:08Esse impacto inflacionário, dá para ter alguma ideia do tamanho que ele teria?
02:14Sim.
02:15Você tem um impacto, geralmente, é uma elasticidade que nós chamamos, ou seja,
02:19quando você tem um crescimento maior da renda, o efeito do consumo é maior que o efeito renda.
02:26Ou seja, se a renda cresce 1%, o consumo cresce mais de 1%,
02:32considerando que você tem um efeito multiplicador na economia, né?
02:36Quando ele gasta, quando ele vai numa rede de varejo comprar mais roupas, mais sapatos, né?
02:41Ele, essa pessoa também, vai ter mais caixa e vai pegar mais empréstimos ou vai pegar mais investimentos.
02:50Então, vai gerar uma roda maior da economia.
02:52Então, geralmente, o impacto indireto total, ele tem a ser realmente positivo e tem a ser o quê?
02:58Dispensionista em demanda agregada e, consequentemente, cria uma certa expectativa em relação ao alvo de preços.
03:05Porém, o governo vai tentar fazer uma neutralidade fiscal, ou seja, aumentar o imposto de outra parte,
03:12aumentar a carga tributária de outros segmentos para compensar esse efeito fiscal dispensionista.
03:18Pela forma como está desenhada a lei, você se acredita que ela realmente seja fiscalmente neutra?
03:28Olha, na minha experiência, tanto de governo como de setor privado,
03:34geralmente, esse efeito geralmente é expansionista, né?
03:37O governo vai tentar aumentar o imposto nas faixas mais ricas, né?
03:44O imposto vai tentar cortar gastos, mas, como nós já vimos historicamente no Brasil,
03:49em vários pacotes econômicos, várias medidas funcionistas, o efeito geralmente não é neutro.
03:55Ou seja, vai ser positivamente para a demanda agregada.
03:58Então, agora eu vejo assim um grande impacto na inflação.
04:02Acho que nós temos que observar que o dólar no Brasil, a taxa de câmbio do Brasil,
04:07nessa faixa aí de 5,35, 5,40, ela dá uma certa ancoragem,
04:12um certo conforto ao Banco Central, olhando a inflação futura.
04:17Quer dizer, o câmbio realmente ajudou muito a desacelerar a inflação dos alimentos,
04:21a inflação dos bens industriais no Brasil.
04:24Você está com uma grande probabilidade de ter uma inflação tanto no 2025 como no 2026
04:29abaixo do teto da meta.
04:31Então, eu vejo o seguinte, é um impacto positivista, sim, mas também não é um surto de inflação
04:37que vai ser gerado por essa invenção do imposto de renda.
04:41Agora, já há uma divisão no mercado em relação à trajetória da Selic para o ano que vem.
04:47Alguns apostando que começa a cair em janeiro, outros achando que fica mais para março.
04:53Esse é o tipo de efeito que pode mexer, inclusive, com essa expectativa?
04:57Pode colocar mais um asterisco ali sobre o que o mercado espera da trajetória da Selic para o ano que vem?
05:02Olha, teoricamente, você, olhando a expansão de demanda pelo lado fiscal,
05:11você teria que manter a taxa de juros não só em dezembro como em janeiro.
05:16Mas olhando o objetivo do Banco Central, que é a inflação,
05:19nós estamos vendo aí nos últimos meses uma delaterração da inflação
05:23para um nível abaixo do teto da meta, não só em 2025 como em 2026.
05:29Hoje saiu a pesquisa, a Fox, mostrando que houve uma nova redução da expectativa de inflação em 2016,
05:36próxima de 4%.
05:37Então, ou seja, há um espaço para cair juros?
05:40Há, há um espaço para cair juros.
05:41Eu acho que o Banco Central, essa medida em si, não vai evitar que o Banco Central
05:46não acione uma queda de juros, por exemplo, em janeiro, por exemplo, a 14,75% ao ano.
05:54Eu acho que o campo da inflação ainda está sendo muito beneficiado pela questão do dólar,
06:00do câmbio realmente abaixo aí de 5,50%.
06:03Quer dizer, do ponto de vista do mercado, você acha que a preocupação maior em relação a essa lei
06:08vai ser muito mais do impacto fiscal, se ele, de fato, vai ser neutro ou não?
06:12Exatamente.
06:15Se o governo mostrar uma capacidade, algum projeto que tenha realmente, ou coste e gás,
06:21ou aumenta a receita, ou uma combinação de ambos, e conseguir aprovar isso no Congresso,
06:26ou pelo menos mostrar ao mercado que a capacidade de aprovação disso,
06:30isso vai ser importante até para reduzir os juros futuros da economia,
06:34manter o dólar aí abaixo de 5,40%, que é uma coisa que está sendo muito importante agora,
06:39os alimentos continuam ainda, de certa maneira, controlados, ancorados.
06:43Eu acho que esse é o ponto que o mercado vai ficar observando,
06:46principalmente os investidores que estão no mercado futuro de juros.
06:53Eduardo Velho, economista-chefe da Equator Investimentos.
06:55Obrigado, Eduardo, pela sua participação aqui.
06:58Boa semana para você.
07:00Um abraço a todos, bom final de semana também, boa semana.
07:03Abraço, obrigado.
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