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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu, aceitando a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O placar final foi de 6 votos a 1. A denúncia acusa o parlamentar de crimes contra a honra, incluindo injúria e difamação, e de ameaça a ministros da Corte. Reportagem: Victória Abel.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/j87YttU88Xk

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Transcrição
00:00Obrigado pela sua audiência, pela sua companhia, direto para Brasília.
00:02A primeira turma do Supremo formou maioria para tornar o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro
00:08réu por coação à justiça.
00:11Repórter Vitória Bel, chegando com as informações, ainda falta o voto da ministra Carmen Lúcia
00:17para que o processo criminal contra o parlamentar seja iniciado.
00:20É isso, Vitória? Boa noite para você. Muito bem-vinda.
00:26Boa noite, Tiago. Boa noite a todos que nos acompanham.
00:29Pois é, isso mesmo. Mas, de toda forma, já está formada a maioria na primeira turma.
00:34Portanto, denúncia aceita contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro,
00:38que deve, então, começar a responder em breve como réu no Supremo Tribunal Federal
00:44por uma tentativa de coação de um processo eleitoral.
00:48Essa tinha sido a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Bolsonaro.
00:54De acordo com Paulo Goni, o Procurador-Geral da República,
00:57Eduardo Bolsonaro teria agido ali em conjunto com autoridades americanas
01:03para prejudicar não só a economia brasileira com a imposição de tarifas,
01:08mas também para consensões contra autoridades brasileiras,
01:13como a dificuldade de emissão de vistos para ministros, para ministros do STF,
01:19também da esplanada dos ministérios, além, é claro, da lei Magnitsky,
01:23que também foi imposta contra os ministros do Supremo.
01:27De acordo com Paulo Goni, Eduardo Bolsonaro fez isso para tentar impedir o andamento do processo
01:33contra o seu pai, Eduardo, ou melhor dizendo, Jair Bolsonaro,
01:37do processo que acabou acusando e condenando Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão
01:44por tentativa de golpe de Estado e também organização criminosa.
01:48Eduardo Bolsonaro foi para as redes sociais, se defendeu,
01:53disse que em nenhum momento ele quis defender o pai dele ou impedir o processo contra o pai dele,
02:01mas sim ele estava buscando anistia para todos aqueles que participaram do 8 de janeiro de 2023.
02:08Vamos ouvir.
02:09É impossível cometer o crime de coação, porque ele está dizendo que a Magnitsky, Tarifa
02:13e outras ações da administração Trump, porque eu comandei eles para tentar livrar meu pai da cadeia,
02:20o que é um absurdo, eu nunca trabalhei pela absolvição do meu pai,
02:23eu trabalho pela anistia ser votada por um congresso livre das ameaças de Alexandre de Moraes.
02:28Então, como o crime de coação exige um meio ilícito,
02:32e a Magnitsky não é um meio ilícito, é um meio legal aqui dos Estados Unidos,
02:35e um instrumento que esteja à minha disposição, e a Magnitsky eu não assino,
02:39nem tarifa eu assino, quem assina isso é o Trump e o secretariado dele.
02:43Então, notariamente, esses são crimes que não competem a mim,
02:46eu jamais poderia estar sendo acusado por isso.
02:52E o primeiro a votar na primeira turma do STF, nesse caso de Eduardo Bolsonaro,
02:57foi Alexandre de Moraes, que é relator desse caso.
03:00E durante, no parecer, Alexandre de Moraes disse o seguinte,
03:05que Eduardo Bolsonaro insistiu na estratégia de ameaçar gravemente
03:10os ministros do Supremo Tribunal Federal.
03:13Em seguida, Flávio Dino acompanhou o voto de Alexandre de Moraes,
03:17depois Cristiano Zanin também, e agora, portanto, falta o voto de Carmen Lúcia,
03:22lembrando que essa votação está acontecendo no plenário virtual da primeira turma,
03:27portanto, eles podem votar em casa, durante a madrugada, durante o final de semana,
03:33mas o prazo máximo para essa votação finalizar é no dia 25 de novembro.
03:39A gente pontua novamente, por enquanto, Eduardo Bolsonaro ainda não está sendo julgado no STF.
03:45A denúncia foi aceita e, quando terminar essa votação em plenário,
03:50aí sim se inicia o processo de fato com o Eduardo Bolsonaro como réu no STF.
03:56Tiago.
03:57Sem dúvida.
03:58A Vitória Bel, então, o Supremo já tem maioria,
04:01mas, como a Vitória explicou, ainda há um prazo para terminar essa votação.
04:05Bom trabalho para você.
04:06Você volta daqui a pouquinho.
04:07Vou chamar já os nossos comentaristas, a Deise Siocara entrando aqui nos estúdios,
04:11no nosso telão, o Cristiano Vilela.
04:13Deixa eu começar pelo Vilela, Deise, deixa eu perguntar para ele
04:16uma questão técnica em relação à área da justiça, né?
04:20Vilela, boa noite para você, bem-vindo.
04:21O que acontece a partir de agora?
04:23Assim que a maioria já foi formada,
04:25assim que esse julgamento for encerrado,
04:28como é que começa esse processo?
04:31Ele tem, claro, o direito a um advogado,
04:34ele vai ter que indicar um advogado,
04:36ele tem que voltar ao Brasil para responder a esse inquérito,
04:43essa investigação?
04:45É isso?
04:47Ótima noite a você, a Deise e todos que acompanham o Jornal Jovem Pan.
04:51Olha, a partir desse momento, o deputado Eduardo Bolsonaro vai se tornar réu
04:58e vai efetivamente passar a responder a uma ação penal.
05:02Nesse sentido, será possível a apresentação de uma defesa prévia,
05:07de uma defesa efetiva,
05:08elencar eventualmente meios de prova que ele queira exercer a sua defesa,
05:14se utilizar na sua defesa,
05:16com a oitiva de testemunhas,
05:18com pessoas que poderão ser ouvidas
05:21e poderão corroborar com a linha da sua defesa,
05:24com a sua argumentação,
05:25que de acordo com a reportagem que foi produzida aqui pela equipe da Jovem Pan,
05:30a fala de Eduardo Bolsonaro vai no sentido de que não houve crime,
05:35de que de fato seria inclusive um crime impossível de ser colocado,
05:39o que eu vejo que a argumentação dele é uma argumentação bastante correta.
05:43Eu não vejo capacidades de uma figura, de um deputado, de um brasileiro,
05:48ter coagido as instituições brasileiras nesse momento.
05:52Isso seria, ao meu ver, um crime absolutamente impossível.
05:57Um parlamentar, naturalmente, ele faz a sua defesa,
06:00a defesa das suas teses.
06:03Isso faz parte da democracia, inclusive para falar besteira,
06:06inclusive para falar coisas que não devem ser levadas em prática,
06:10não devem ser levadas em consideração.
06:12Eu vejo que, nesse sentido, assiste razão ao parlamentar.
06:18Agora, tudo isso vai ter que ser aprovado, vai ter que ser justificado.
06:21É no curso do processo, onde ele, através de uma defesa técnica, por advogado,
06:26vai ter que trazer esses elementos que serão apreciados pelo STF.
06:31É uma questão totalmente atípica, porque ele está atuando fora do Brasil,
06:35corre esse risco de perder o mandato parlamentar.
06:38De qualquer forma, o Supremo continua, como a gente fala aqui,
06:41no encalço, no caso dele.
06:43Bem-vinda. Boa noite.
06:44Boa noite, Tiago, Vilela.
06:46Boa noite, audiência da Jovem Pan.
06:48Tiago, a gente tem duas camadas no meio dessa história toda do Eduardo Bolsonaro.
06:54A primeira, óbvio, ela é jurídica, e a segunda é política.
07:00E é aí que entra um nó cego dessa história toda.
07:03Porque o STF, nos últimos tempos, tem assumido cada vez mais um protagonismo político.
07:09No caso do Eduardo Bolsonaro, no caso de colocar, transformar qualquer um da família Bolsonaro em réu agora,
07:15vai ter uma consequência política para 2026.
07:20E essa consequência, pelo que eu entendo, independente do resultado,
07:23se absolverem o Eduardo Bolsonaro, existe aí um recuo político
07:27que vai ser utilizado como arma narrativa em 2026.
07:31A gente sabe que as narrativas aqui no Brasil, elas acabam imperando.
07:34E caso ele seja condenado, bom, aí vai acirrar ainda mais esse núcleo radicalizado do bolsonarismo.
07:43Isso também vai virar uma pólvora em 2026.
07:45Ou seja, o ponto é que esse protagonismo que o STF assume na política,
07:50ele vai servir, independente do resultado, de narrativa para 2026.
07:55O único ponto que pode mudar aí é como que o Eduardo Bolsonaro vai trabalhar isso.
08:00Porque nas análises que a gente faz, a família Bolsonaro, quando ela sai muito do jogo político,
08:05ela não consegue articular muito bem essa visibilidade.
08:08Vai depender muito mais da família Bolsonaro do que do resultado no STF.
08:13Ô, Vilela, pensando um pouco mais para frente, independente da figura,
08:18mas a pergunta para você é sempre técnica.
08:21Imaginemos que o Supremo o condene.
08:24Ele tem mandato parlamentar, mas está nesse processo de perder o mandato,
08:28eventualmente, aí ele perde o foro.
08:29Como é que isso funcionaria?
08:30Pois é, ele pode perder o mandato parlamentar.
08:34Seria uma situação mais ou menos análoga à da deputada Carla Zambelli,
08:40que a partir do momento em que há uma efetiva condenação e, com isso,
08:45a suspensão dos direitos políticos,
08:48há a perda de mandato, o reconhecimento da perda de mandato,
08:52e uma situação como essa pode acabar acontecendo com o deputado Eduardo Bolsonaro.
08:57O que eu vejo, o que diferencia fortemente os dois casos,
09:00é que se trata de elementos de natureza totalmente distintas.
09:03O caso de Carla Zambelli, havia ali uma prática mais evidenciada
09:08de uma conduta criminosa, o ato de forjar um documento do CNJ.
09:13No caso do deputado Eduardo Bolsonaro, eu vejo que está ali a defesa das suas ideias,
09:19o que é fundamental dentro da própria atividade parlamentar.
09:24Eu vejo que não será fácil aos órgãos de acusação,
09:27no caso da Procuradoria Geral da República,
09:30formular, já formulou naturalmente a denúncia,
09:32mas sustentar isso ao longo do julgamento,
09:35de que ele teria praticado atos que, na verdade, nem lhe são cabidos.
09:40O ato que foi praticado são os atos da palavra.
09:44E o ato da palavra, ele é resguardado constitucionalmente
09:47pela sua imunidade parlamentar.
09:49Deixa claro, o termo correto não é inquérito, né?
09:52Que eu acabei falando aqui.
09:54Exatamente, o inquérito já passou.
09:57Então, a partir de agora, a partir desse momento,
09:59nós teremos o início de uma ação penal,
10:02onde ele passará a ser réu em uma ação penal.
10:06Ação apolítica, né?
10:08Isso pressiona ainda mais a família Bolsonaro,
10:10a situação dele.
10:11Ontem, inclusive, ele foi ouvido aqui pela programação da Jovem Pan,
10:15em que ele tem, obviamente, essa postura mais bélica,
10:20justamente contra pessoas que fazem parte da direita também.
10:24Reise.
10:24É, Tiago, o que a gente tem ouvido nas últimas notícias
10:28é que o ex-presidente Jair Bolsonaro,
10:30ele finalmente deve indicar um sucessor,
10:33que deve ser o Tarcísio.
10:34Isso já dá uma sensação de coesão para a direita.
10:38Mas, obviamente, mais um personagem da família Bolsonaro
10:41tornando-se réu vai ser um problema.
10:44Não existe cadeira vazia em política.
10:46Então, alguém ou vai ocupar essa cadeira,
10:48ou, como eu falei, o Eduardo Bolsonaro,
10:50de um possível bastidor,
10:52deve articular muito bem
10:53para que se mantenha competitivo no jogo político
10:56e não cause, principalmente, ruído dentro da própria direita,
11:00que era um dos argumentos do Tarcísio
11:01para sair candidato à presidência em 2026.
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