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A psicóloga Larissa Fonseca esclarece que o TOC vai muito além de uma simples mania. Ela explica o conceito de "pensamento intrusivo e mágico" (rituais feitos para evitar que algo ruim aconteça) e lista sinais de alerta, como verificar gás e portas repetidamente ou lavar as mãos até ferir a pele. A especialista reforça que, ao contrário da mania, o TOC traz sofrimento e rigidez, exigindo tratamento para a ansiedade.

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Transcrição
00:00Qual é o toque das pessoas? Dá um toque por aí, né?
00:03A gente foi saber se esse transtorno pode parecer mania, frescura,
00:08mas é assunto sério de saúde mental e é assunto do nosso povo fala.
00:13Antes de sair de casa, você sempre confere várias vezes se o gás foi desligado,
00:18se todas as luzes foram apagadas ou se a porta está trancada.
00:22Isso pode até parecer perfeccionismo ou então um jeito pessoal,
00:25mas em alguns casos isso pode ser toque, o transtorno obsessivo compulsivo.
00:32E por isso a nossa equipe veio aqui para as ruas de São Paulo
00:35saber o que a população conhece sobre esse assunto. Bora conferir?
00:43O que você sabe sobre o toque?
00:45Eu tenho um pouco de toque.
00:49Sempre olhando se as coisas estão no lugar, se está tudo limpo,
00:52aí às vezes chega a passar dos limites e aí quando passa dos limites
00:55aí chega a ser um toque, na minha opinião.
00:57Eu sei que são coisas que impedem a pessoa de ter uma vida normal, assim.
01:01É a ideia que eu tenho sobre isso.
01:03É uma doença obsessiva que a pessoa precisa deixar tudo em ordem,
01:08organizada, né?
01:09Ela vai e dá uma olhada se está tudo certo,
01:12depois volta, repete.
01:14Mais ou menos isso.
01:16Toque é quando uma pessoa gosta de dar as coisas muito berganizadinhas
01:19ou tem toque com alguma coisa.
01:22Eu não sei sobre isso.
01:23Pelo, ponto de vista, que é tipo quando a pessoa é muito cismada com algo.
01:28Então, tipo, eu, por exemplo, tipo, eu não tenho toque,
01:30mas eu tenho muita agonia de porta aberta.
01:34Aí, para mim, a porta não pode estar meio aberta,
01:36nem um pouquinho, assim, ela tem que estar fechada.
01:39Aí, tipo, para mim, eu acho que é mais ou menos assim que a pessoa se sente.
01:42Porque ela não pode, não pode.
01:44Eu não consigo dormir com a porta aberta.
01:45E você acha que é uma mania, é frescura ou uma questão, talvez, de saúde mental?
01:51Saúde mental.
01:52Porque, assim, eu sinto que não é uma coisa que a pessoa escolhe.
01:55É uma coisa que acontece, ela sente obrigação de fazer.
01:57E isso impede algumas atividades.
01:59Ela fica com vergonha, gera um monte de coisa.
02:00É uma doença para mim.
02:02Eu acredito que é uma mania.
02:04Porque você vai viciando em fazer isso, né?
02:06Se você se habituar a dar aquela policiada,
02:09não vou fazer com tanta frequência, você acaba dando uma pisadinha no freio.
02:14Eu acho que é uma mania.
02:15Eu acho que é uma questão de saúde, eu acho.
02:19A pessoa teria que fazer, talvez, um tratamento psicológico,
02:23alguma coisa nesse sentido.
02:25Mania e frescura.
02:26Não, perdão, é saúde.
02:28É mais questão de saúde mesmo.
02:29É igual, basicamente, igual ao TDAH.
02:31Cada um tem o seu...
02:33Fica no jeito, acho que o TDAH tem aquela distração rápido,
02:36toque, a pessoa é meio que perfeccionista.
02:38Mas é uma questão de saúde mesmo, depende.
02:40Eu acho que é saúde mental.
02:42Porque, às vezes, a pessoa tem esse negócio mesmo, sabe?
02:48O que você mais sofre tendo toque, baby?
02:51Tem que estar tudo limpo.
02:52O tempo todo.
02:53E com criança em casa?
02:56Fica difícil.
02:57Fica bem difícil.
02:59O pessoal aqui na rua parece estar meio confuso.
03:01Alguns acham que é mania, outros que é uma questão de saúde mental.
03:05Mas, Fernando, quem vai nos ajudar a entender um pouco mais sobre esse assunto?
03:08É, pois é, Júlia Fermino, brilhando nas ruas de São Paulo.
03:12Quem vai nos ajudar é a psicóloga Larissa Fosseca, sempre presente aqui conosco.
03:19Que alegria te rever, Larissa.
03:21Tudo bem?
03:21Como é que vai?
03:23Tudo bem, Fernando.
03:24Nós nos vimos aí em outros carnavais no passado.
03:28Em outros carnavais, exatamente.
03:28Participando em seu podcast uma vez.
03:30Oi, que grande participação.
03:33Estou muito feliz aqui, novamente, de estar no Morning Show.
03:36Eu sou colunista da Jovem Pan e esse assunto é extremamente interessante.
03:40Eu assisti a primeira temporada em 2008 da peça.
03:44Recebi um convite e ela distingue muito bem o que é uma mania e o que é o toque, efetivamente.
03:52Se você quiser, eu posso falar um pouquinho mais sobre a doença.
03:55Porque, assim, no toque, que é muito diferente de uma mania, tem uma distinção muito grande.
04:03Porque existe um pensamento intrusivo quase mágico que faz com que a pessoa tenha alguns rituais e repetições
04:11para que não aconteça algo de ruim ou algo mais relevante na vida dela.
04:18Na mania, a pessoa tem alguma flexibilidade.
04:22Por mais que seja um hábito ou um desconforto muito grande, de alguma forma ela consegue conviver com aquilo.
04:28Quem tem toque já não consegue.
04:31Pois então.
04:32Agora, todo mundo fica querendo se encaixar nessa grande sopa de letrinhas que hoje existem disponíveis
04:40para a gente explicar o que a gente sente e o que a gente tem.
04:44São várias letrinhas para a gente escolher, né?
04:47Todo mundo tem que ter uma letrinha para se definir, na sua opinião?
04:52Na minha opinião, não.
04:54Não precisamos ter letrinhas, mas isso ajuda a gente a se entender um pouco mais.
04:58O toque, ele faz parte ali de um quadro de ansiedade.
05:02E como vocês estavam falando, né?
05:05Muitas vezes a rede social, ela traz essa ansiedade, essa inconstância.
05:09Mas é muito diferente, por exemplo, de assistir uma novela vertical.
05:12Porque você se mantém e consegue se manter entretido.
05:17Muitas vezes, quando é uma ansiedade e aumenta a nossa ansiedade na rede social,
05:22você não consegue nem fixar a atenção naquele quadro.
05:25E muita confusão entre as definições de mania, frescura ou questão de saúde mental, questão séria.
05:34Como é que a gente pode saber quais são os sinais de alerta?
05:37Já que a gente está falando da peça, é uma comédia.
05:40Mas, de fato, me cite aí pelo menos três sinais que merecem atenção
05:45para a gente procurar uma ajuda especializada.
05:49Quando a gente está falando do toque, existe uma ansiedade muito intensa que surge antes.
05:55E aí a pessoa sabe que ela precisa, por exemplo, desligar o gás e ligar algumas vezes
06:01para que algo ruim não aconteça.
06:04Ou trancar a porta, destrancar por algumas vezes.
06:07E, às vezes, até ela volta na rua para fazer aquele ritual
06:12para que nada de ruim aconteça.
06:14Existe também algumas pessoas que têm a questão de lavar as mãos
06:17e aí percebe várias feridas nas mãos de tanto lavar as mãos.
06:22E aí isso é tratamento para a ansiedade que a gente realiza
06:26para diminuir essa obsessão e essa compulsão pelos rituais.
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