- há 3 horas
Neste episódio especial do Match Gastronômico, reunimos os melhores momentos de duas conversas que se complementam quando o assunto é gastronomia como negócio, inovação e protagonismo feminino em mercados altamente desafiadores.
De um lado, Carole Crema, uma das maiores referências da confeitaria brasileira. Pioneira no setor, empreendedora há mais de 20 anos, autora de livros e jurada do Bake Off Brasil, Carole compartilha sua trajetória marcada por inovação, construção de marca, criação de tendências — como o brigadeiro de colher — e os bastidores de como transformar produtos artesanais em operações estruturadas, escaláveis e rentáveis.
Do outro, Flávia Brunelli Halak, fundadora da Del Veneto, empresa pioneira na personalização de cortes suínos premium no Brasil. Reconhecida pela Forbes Under 30, Flávia traz uma visão única que conecta agronegócio, gastronomia de alto padrão, sustentabilidade e inovação, além dos desafios de liderar um negócio em um setor historicamente masculino.
Um episódio especial que cruza doce e salgado, cozinha e campo, técnica e gestão — mostrando que a gastronomia moderna se constrói com visão estratégica, processos bem definidos e coragem para romper padrões.
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De um lado, Carole Crema, uma das maiores referências da confeitaria brasileira. Pioneira no setor, empreendedora há mais de 20 anos, autora de livros e jurada do Bake Off Brasil, Carole compartilha sua trajetória marcada por inovação, construção de marca, criação de tendências — como o brigadeiro de colher — e os bastidores de como transformar produtos artesanais em operações estruturadas, escaláveis e rentáveis.
Do outro, Flávia Brunelli Halak, fundadora da Del Veneto, empresa pioneira na personalização de cortes suínos premium no Brasil. Reconhecida pela Forbes Under 30, Flávia traz uma visão única que conecta agronegócio, gastronomia de alto padrão, sustentabilidade e inovação, além dos desafios de liderar um negócio em um setor historicamente masculino.
Um episódio especial que cruza doce e salgado, cozinha e campo, técnica e gestão — mostrando que a gastronomia moderna se constrói com visão estratégica, processos bem definidos e coragem para romper padrões.
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DiversãoTranscrição
00:00Olá, olá, bem-vindos ao Médio Gastronômico, o maior programa de gastronomia e empreendedorismo do Brasil.
00:13Eu sou a Manu Carvalho.
00:15Eu sou o Gabriel Carvalho e a gente está aqui de novo para explorar o sabor de sucesso e aprender com histórias inspiradoras.
00:20E hoje a reprise é sobre protagonismo feminino, força técnica e muita história.
00:26Revivemos a conversa com a Carole Crema, um ícone da confeitaria brasileira, e a Flávia Hallack, referência em sabor e identidade.
00:33Queria conhecer um pouquinho mais de você. Você já passou por diversas áreas antes de ir para a gastronomia.
00:40Teatro, jornalismo, ciências sociais, turismo.
00:43Então assim, me conta como que você foi então para a gastronomia depois de tanta bagagem?
00:50É uma pergunta que sempre me fazem e eu adoro responder, porque cada vez que eu respondo eu vou construindo a minha história na minha própria cabeça.
00:59Eu acho que no final tudo faz um pouco de sentido, mas eu fui, né, desde criança eu sempre quis ser artista.
01:08Esse sempre foi meu... Então, cantar em cima da mesa, fazer todos os teatros nas festas de aniversário.
01:15Você se sente em casa na TV, né, lá no SBT tá...
01:18A SBT, então, mais ainda.
01:20Tá em casa.
01:20Maravilhoso, amando.
01:22Então, eu sempre quis ser artista.
01:23Num determinado... Aí vem teatro, fiz Universidade Livre de Música, fiz teatro profissional, né, fiquei em cartaz e fiz aula de canto e fazia tudo.
01:34Num determinado momento da vida, eu falei, bom, isso aí não vai dar certo, eu preciso de um trabalho.
01:39Ai, que horror, né? Porque ser artista é um baita trabalho, mas no final das contas...
01:43Não tava te remunerando o suficiente pra te suceder.
01:46Não dava pra viver naquele momento, enfim. E fui fazer faculdade.
01:50Jovem bicho grilo, sonhadora, ciências sociais, porque eu achava maravilhoso e eu acho ainda, só que não é pra mim.
01:58E jornalismo, já pensando, eu já estudei as duas coisas juntas, porque eu queria ser a Dora Kramer, eu queria ser comentarista de política na televisão, entendeu?
02:11Perfeito.
02:12Tinha ali um...
02:13Um quê?
02:14Um quezinho. Fui pras faculdades, fazia uma de meia-ma-noite. O jornalismo, eu rapidamente parei e fiquei nas sociais.
02:21E num determinado momento, ainda bem, depois de três... Eu cursei três anos lá na USP, Fefe Leste, Raiz, eu e os bichos grilos, tudo.
02:30Eu ainda sou bicho grilo, né? E aí eu descobri que eu não tenho a coisa do intelectual, né?
02:38Acho que dá pra ver a pessoa que não para quieta aqui.
02:41Tava com dificuldade de se concentrar.
02:42Não dá, eram três livros por dia que tinha que ler. Eu não tenho esse... Eu não sou essa pessoa.
02:48Então eu, ainda bem, consegui entender. E aí, nesse meio tempo, eu comecei a trabalhar, porque precisava ganhar vida, numa agência de viagens.
02:57Entendi. Falei, bom, então tá. E adorei. Viagem, falei, então agora é isso. Turismo. Pronto, outro turismo.
03:03Aí fui pra faculdade de hotelaria. Pra estar na mesma história.
03:08Isso é quando você foi pra Londres.
03:10Antes.
03:10Antes.
03:11Antes. Muito, muito antes.
03:12E aí, quando eu terminei a hotelaria, queria uma especialização e morar fora.
03:19Que era um sonho meu.
03:20Aí que eu fui fazer gastronomia.
03:22Que é uma palavra que não existia. Vamos falar que o ano era 96.
03:26Não tinha faculdade de gastronomia no Brasil.
03:27Não tinha esse nome.
03:29Quando eu falava pras pessoas que eu tava indo estudar...
03:31Como assim? Cozinha? É cozinha.
03:33Mas não existia essa profissão.
03:36Sim.
03:36O cozinheiro, na verdade, ainda é, porque eu acho uma bobagem essa glamorização da profissão.
03:43Eu sou bem contra, assim. Eu acho que sim.
03:46Tem grandes profissionais, mas gente, cozinheiro, é marceneiro, cozinheiro.
03:50É, virou artista hoje.
03:52Não é artista, exato. É ofício. É cozinhar. Normal.
03:54Mas, na época, não se põe a luz nessas pessoas.
04:00Então, o cozinheiro era o cara lá no fundo da cozinha, apenas cozinhando.
04:05E com essa...
04:07Eu, no final das contas, eu tava na hora certa, no lugar certo, sem saber.
04:12Porque quando eu volto pro Brasil, acontece aquele movimento.
04:18O chefe de cozinha virou bacana.
04:21Ah, é. E aí, eu tava ali na crista da onda.
04:24Então, foi só sorte, tá, gente?
04:27Quantos cozinheiros ou chefes de cozinha existem no Brasil e quantos são famosos?
04:30Exato.
04:31É o que eu falo do futebol, né?
04:34Quantos jogadores de futebol...
04:35Quantos empregos tem no futebol brasileiro?
04:37Tem mil empregos?
04:39É.
04:39Na primeira divisão?
04:40Exato.
04:41Cara, não é, ah, vou ser jogador de futebol.
04:43Não é assim.
04:44Exato.
04:44Tem mil vagas.
04:45Chefe famoso, comparado com a quantidade de chefes, quase um milhão de estabelecimentos no Brasil...
04:50É, deve ser meio parecido.
04:51Quantos famosos?
04:51Deve ter cem, mil, sei lá, quinhentos.
04:53Nunca pensei.
04:54É difícil.
04:55É um mercado complexo pra você chegar nesse auge, né?
04:58É.
04:58Com certeza, né?
04:59Ai, agora eu gostei.
05:002002...
05:01Deixa só me arrumar aqui, é que agora eu sou fantástico.
05:05É, chique.
05:062002, você começou a empreender e aí você criou a sua própria confeitaria.
05:11Foi.
05:12E como é que você decidiu não ir pro mundo dos salgados e sim dos doces?
05:18E o que você sentiu que faltava naquela época no mercado?
05:22Então, foi meio isso que você falou.
05:27Na verdade, quando eu decidi empreender, eu dava aula, né?
05:31Então, eu trabalhava, na época, na Embimorumbi, no Senac, a Telegurman e Vima Covese, que
05:36era tudo que tinha de gastronomia na cidade de São Paulo, eu trabalhava.
05:39Onde se ensinava gastronomia, você tava lá?
05:41Eu tava.
05:41E eu trabalhava, de fato, das seis da manhã, às onze da noite, eu.
05:45E dar aula, eu amo e dou aula até hoje, nunca deixarei.
05:49Mas dar aula é um trabalho que depende só de você, né?
05:54Não dá pra você falar, ai, cara...
05:55Resolve isso aqui pra mim?
05:56Atende aí o telefone pra mim, é.
05:57Não dá.
05:58Não dá.
05:59Resolve isso.
05:59Não dá.
06:00É você naquele horário e tal.
06:01Sim.
06:02E eu já tava numa altura da vida, vou casar, ter filho, eventualmente.
06:06Eu preciso ter uma liberdade.
06:08Eu tava enlouquecendo.
06:10Vou empreender, ó.
06:12Que saída fácil, né?
06:14A pessoa errou totalmente, porque nunca mais parei de trabalhar na vida.
06:18Mas tudo bem.
06:19Vou ficar mais tranquila.
06:20É.
06:21Aham.
06:21Não me falaram.
06:23Botei mais fim de semana.
06:24Aham.
06:25É.
06:26Aí fui, pensei em empreender.
06:28E aí comecei a pensar, o que que eu vou fazer?
06:31E era ainda uma...
06:33Tinha muita oportunidade, né?
06:35Anos 2000, foi uma...
06:38Dava pra fazer qualquer coisa.
06:39Era tudo muito fácil.
06:41Era tudo mais barato.
06:42Era tudo mais fácil.
06:43A gente comprava por um e vendia por cinco.
06:45Tava tudo certo.
06:46Essa foi a melhor época do Brasil.
06:47Foi muito boa, né?
06:48Tava tudo maravilhoso.
06:50O mundo indo bem.
06:51E eu tava...
06:52Como eu tava nesse universo das universidades e da gastronomia, eu conhecia tudo, eu comecei
06:59a entender.
06:59Bom, restaurante de chefe tá assim.
07:02Naquela época, o que mais tinha, né?
07:04O que a gente fala que é o franco italianinho, com 20 meses, que o chefe sai no salão.
07:10Era o que mais tinha.
07:11Que é o que todo mundo sempre quis.
07:12É o sonho de todo mundo que trabalha em gastronomia.
07:14Porque o cara faz o trabalho do jeito dele.
07:16Exato.
07:17E, dá licença, que eu tô só meio agripadinha.
07:20E daí, eu disse, bom, doceria não tem.
07:24Na época, a gente tinha, ainda tem, algumas marcas.
07:29Então, Copenhagen, Hofner, tinha a Brunella, era super forte ainda e tal.
07:35Mas, chefe em confeitaria, tinha Flávio Federico e o Fabrício, acho.
07:40Não tinha ninguém.
07:41Não tinha uma doceira com assinatura de chefe, como tinham restaurantes.
07:46Mas você falou, é aqui que eu vou começar.
07:48Olha lá, eu vou aí.
07:49Porque eu tenho essa...
07:49Mas você já tinha facilidade em fazer doce?
07:52Não.
07:52Aí, eu fui aprender.
07:53Tô aprendendo, né?
07:54Aí, eu fui atrás.
07:55Aí, foi estudar.
07:56É, eu fui estudar.
07:57Porque, normalmente, quando a gente vê, né?
07:59Especialmente, ai, eu vou pra essa área de italiano, ou vou, né?
08:04A pessoa já tem uma facilidade.
08:06Então, é legal você contar que você viu a oportunidade antes da facilidade, né?
08:15Foi.
08:15O meu sonho, até a minha mãe me lembrou isso esses dias, porque eu estudei em Londres,
08:21depois voltei pro Brasil, trabalhei um pouco em cozinha e fui pra Milão.
08:27Fiquei mais um tempo estudando em Milão.
08:28E lá, tinha as focateerias.
08:30Tem ainda, né?
08:32Aquelas bancadas, assim, cheias de focate, que eles cortavam com a tesoura.
08:36O meu sonho era abrir uma focateeria.
08:39E aí, a minha filha falou, nossa, mãe, você é visionária.
08:41Porque agora tem isso, né?
08:42Agora tem.
08:43Em 2024.
08:4320 anos depois.
08:44É.
08:4525 anos depois.
08:47Então, o meu sonho era ter uma focateeria.
08:50Mas, sei lá.
08:51Aí, virou a doce e fui aprender.
08:54Então, eu...
08:54É que você também, acho que o seu lado de dar aula,
08:58te dava também a segurança de que o conhecimento, você consegue ir atrás.
09:02Você busca.
09:03E aí, isso é que, enfim, o professor faz.
09:05Ele divide conhecimento.
09:07Exato.
09:07É.
09:08O mais importante é acertar o negócio, né?
09:10Uhum.
09:10Bom.
09:11Porque esse você não muda depois.
09:12O conhecimento você muda, você ajusta, aberta.
09:14É, eu não sabia dessa parte aí.
09:15É.
09:16É que eu não conhecia o Gabriel.
09:17É.
09:17Eu não sabia que a gente tinha que conhecer de negócio.
09:20Eu achava que eu só tinha que saber fazer doce.
09:21É complexo.
09:22Complexo.
09:22Posso...
09:23Desculpa.
09:24Vai, Manu.
09:24Posso deixar esse papo mais doce ainda?
09:26Pode, pode, pode, pode.
09:28Carole, eu queria que você contasse o que é que temos aqui.
09:32Olha, esse...
09:33Desculpa a minha falta de modéstia, mas é o melhor bolo de coco gelado do mundo.
09:39Ó.
09:39Isso aí ferrou.
09:40Estamos fascinados.
09:41Chegou no ponto fraco.
09:42Olha aqui, ó.
09:42Bolo de coco gelado.
09:43O bolo de coco gelado é um...
09:45Olha isso.
09:47Foi um...
09:48Uma...
09:49Eu tenho essa...
09:50Essa...
09:52Essa coisa de revisitar clássicos e de trazer de volta algumas coisas que estavam esquecidas.
10:00É.
10:01Meu Deus.
10:02E esse...
10:02A mão que eu tô chegando.
10:03Desde 2008 a gente voltou e hoje é o meu carro...
10:06Errou a dieta.
10:07É, meu carro-chefe.
10:10Hum.
10:11É muito molhadinho, né?
10:12Ele é.
10:13Esse vende na doceria, dá pra pedir de lote?
10:14Esse vende na minha loja.
10:17Vende congeladinho, dá pra guardar.
10:20Dá pra guardar.
10:20Nossa.
10:21Tem pexinho com quatro, dá pra comprar pra comer.
10:24É muito molhadinho.
10:26Como é que você consegue deixar?
10:27Porque o desafio é esse.
10:28Mentira, tem aqui, ó, a receita.
10:30Aí, ó.
10:30Pronto.
10:31No livro da Carole tem a receita.
10:32Tem aqui, se você quiser.
10:33Você vê que ela não perde uma oportunidade, né?
10:37Ligeira.
10:38Ó, eu sou...
10:38Eu sou danada.
10:40Ó, tá aqui.
10:41Bolo de coco, tá?
10:42Aí, ó.
10:42Então, no livro, que inclusive já esgotou, mas estamos reimprimindo.
10:46Já vai ter a nova edição.
10:47Já sai a nova edição agora em vez.
10:48Ah, é muito bom.
10:49E aqui temos um bolo de...
10:51Esse é outro best-seller meu.
10:52Vocês me dão licença de eu cortar pra vocês?
10:54Por favor.
10:55É um...
10:55Se eu cortar, vou fazer besteira, mas...
10:57Bolo pralinê.
10:59O pralinê é um crocante de castanha de caju e muito brigadeiro.
11:04Esse também é...
11:05Nossa, esse bolo é surreal.
11:07É outro carro-chefe meu.
11:09Eu vou fazer fatia do...
11:09Chegando, calma.
11:10Controla.
11:10Vou causar daqui duas semanas, uma semana.
11:13Não tem problema.
11:14Controla, Manu, controla.
11:14Porque não vai engordar.
11:15Imagina.
11:17É caloria do bem.
11:18É isso.
11:19Não, olha o tamanho do pedaço que a Carole está pegando.
11:20Não, eu estou fazendo fatia no bake-off.
11:22Não, Carole.
11:23Não é bake-off aqui, não.
11:24É match gastronômico.
11:25Calma aí.
11:26Não, vamos dividir, Gabi.
11:27Divide.
11:28Divide, divide, mano.
11:28Pelo amor de Deus, olha o tamanho disso.
11:30Metadinha, metadinha, metadinha.
11:31Eu estou a uma semana de dieta pro casamento.
11:34Isso aí não vai ser isso que vai mudar.
11:37Vai, Gabi.
11:37Eu vou falar.
11:38Vai que não está bom.
11:39Mas, Carole, você voltando ao nosso papo aqui.
11:40Fica com esse pedação, tá?
11:42Não, o que é isso, Manu?
11:44Acabando a dieta.
11:45Voltando para nós.
11:46Eu só vou ficar porque o seu casamento está chegando.
11:48Obrigada.
11:48O que ela fez, o Manu, você é danada.
11:54Ela pegou a melhor parte para ela.
11:55Vocês perceberam?
11:56Ai, não.
11:57Eu realmente não fiz proposital.
11:58Ligeira, isso é ligeira, Carole.
12:00Deixa eu te falar.
12:01Não foi proposital.
12:03Você também criou uma sobremesa que hoje é um clássico no Brasil,
12:08que é o brigadeiro de colher.
12:10Pois é, menino.
12:10Tão de ver essa ideia, porque todo lugar hoje em dia tem, né?
12:13Brigadeiro de colher, até ovo de páscoa de colher.
12:15Eu fui, eu também.
12:16Pronto.
12:17Tem tudo de colher hoje em dia.
12:18O que, então, você está criando como tendência agora, só para a gente ver?
12:22Não posso contar, né?
12:24Conta?
12:24Como assim?
12:25Solta o spoiler.
12:27Eu tenho...
12:28Bom...
12:29Ela está pensando se ela vai liberar ou não.
12:31Não sei se eu vou falar.
12:32Conta sim.
12:33Tem um que eu vou falar que eu já registrei.
12:35Tá bom.
12:35Porque eu registro, né?
12:37Porque é muito complicado, né?
12:39A gente tem...
12:41Eu sou...
12:41Eu adoro...
12:42Mas e aí?
12:43Todo mundo copia.
12:44Mesmo assim, não tem como.
12:45Sim, mas o registro é uma coisa que...
12:48É pra mim, pra minhas filhas.
12:51Eu falo...
12:51É o...
12:52Entendi.
12:52É o seu legado.
12:55Olha, tá aqui.
12:57Fui eu, bolo de coco.
12:58Hoje, eu tenho o maior orgulho.
13:01Primeiro, é a toalha feiopoda.
13:03Não, eu não sou um gênio.
13:04Já falei isso várias vezes.
13:06Eu não...
13:06Não fui eu que inventei.
13:08Eu só peguei o bolo de coco, que estava escondido.
13:11Lá nos anos 80, nas caixinhas de isopor que iam pra escola.
13:14Nos aniversários.
13:16E que as pessoas acharam...
13:18Porque chega um momento que as pessoas...
13:19Ai, não é chique.
13:20Agora chique é...
13:21Não, é...
13:22Gente, é gostoso.
13:23Então, vamos revisitar.
13:27Vamos buscar as receitas antigas.
13:29Então, comecei a fazer de novo.
13:31Hoje, virou uma febre.
13:33Isso eu voltei a fazer em 2008.
13:35Então, hoje, Alex Atala faz no D'Alva.
13:38Janaína Rueda faz.
13:40Todo lugar hoje em dia tem.
13:42Hoje em dia tem.
13:43Então, eu sou responsável.
13:46Eu tenho coragem de resgatar e botar lá.
13:49Aí o cara fala...
13:50Olha, isso é gostoso.
13:51E ela pôs e tá vendendo.
13:53Ah, então vou fazer também.
13:54Eu tenho essa impressão.
13:55Tá bom.
13:56E tenho o maior orgulho disso.
13:57E pode todo mundo fazer no livro.
13:59Tá aqui, gente.
14:00Eu põe a receita no livro e tudo bem.
14:02Agora, eu criei um negocinho bem diferente.
14:05Que é um pudim de colher.
14:08O que que acontece?
14:09Eu adoro pudim.
14:10Pois é.
14:10Eu amo.
14:11Sem pudim.
14:12É.
14:13Eu consegui fazer um pudim que ele não precisa...
14:19É sem o formato.
14:21Né?
14:21Então, porque eu tive demandas.
14:23Hoje eu trabalho majoritariamente desenvolvendo e fornecendo sobremesas para restaurantes.
14:30Perfeito.
14:30Uma cozinha de sobremesa.
14:32Uma cozinha de sobremesa.
14:33E aí eu tive essa demanda do pudim.
14:35Porque o pudim, pra delivery, hoje a gente tem um desafio que é gigante, que são as entregas.
14:40Né?
14:41Então, vocês que estão aí, devem saber mais de números do que eu, mas assim, praticamente
14:4650% do movimento do restaurante hoje é entrega.
14:50É, pra alguns restaurantes sem dinheiro.
14:52É.
14:52Não tô falando de...
14:53De high-end.
14:54De high-end, é, exato.
14:55De restaurante normais sem dinheiro.
14:56Você pegar uma média aí.
14:59E aí eles têm esse desafio.
15:00Como é que eu entrego um pudim?
15:02Cara, pudim não viaja.
15:04Pudim viaja e chega espatifado.
15:08É.
15:09E aí eu criei o pudim de colher.
15:10E como é que é?
15:12Ele vem numa caixinha.
15:14Também SG, verde, pra não...
15:17Não temos plástico.
15:18Temos tudo isso pensado.
15:20A gente tenta pensar.
15:20Uma caixinha de papel, com selada de papelão também, né?
15:27Então vem o pudim molinho e a caldinha de caramelo por cima.
15:33Ele vai para, da minha cozinha para o meu cliente, o restaurante, vai congelado.
15:40Tá bom.
15:41Não se mexe.
15:42A hora que você pede lá no seu iFood, Happy, whatever, o pudim, ele sai do congelador.
15:49E vai para a temperatura...
15:50E vai para a sacola do entregador.
15:53Quando ele chega na sua casa, ele já está na temperatura de consumo.
15:56Então ele não sofre, ele não chacoalha e ele chega perfeito e entrega o sabor de pudim.
16:03Uma textura que eu achei melhor, obviamente.
16:06Eu sou suspeita, sou a mãe da criatura.
16:10Agora eu estou curioso, quero provar.
16:11Depois você tem que me dar a dica de onde a gente compra.
16:13Não compra ainda, mas eu mando para você.
16:15Tá bom.
16:16Porque eu negociando uma rede.
16:17Você também está fazendo preferência por quê?
16:18Não, não.
16:19Você só daqui a duas semanas.
16:20Estou brincando.
16:21Você vai gravar.
16:21Só daqui a duas semanas.
16:23Você não está no momento pudim agora.
16:25Ai, que tristeza.
16:27Está há seis meses aqui fazendo dieta sem parar e vai agora mandar tudo no pudim na véspera.
16:32A gente deu preferência aqui.
16:34Eu mando para vocês.
16:35Fiquei um pouco chateada.
16:36Para você, Gabi, eu gostei de você, eu vou te mandar.
16:39A Carol encantou com a sua visão doce e técnica, mas agora vamos ver o que a Flávia tem para
16:45dizer sobre sabor, força e presença feminina na gastronomia.
16:50É isso aí.
16:50Flávia, muito bem-vinda.
16:52Obrigado por estar aqui com a gente hoje nesse bate-papo.
16:54A gente está super animada.
16:55Estou muito feliz de estar aqui.
16:56Obrigada, Manu.
16:57Obrigada, Gabi.
16:58Flávia, antes da gente começar nosso bate-papo, eu queria entender um pouquinho do seu histórico.
17:03Num cenário que a gente vê muitos homens, né, no agronegócio, enfim, me conta como
17:09é que surgiu essa oportunidade e como você foi pegando esse seu espaço?
17:16Foi um grande desafio desde o começo.
17:18Eu tenho uma história, uma trajetória.
17:21O nome da minha empresa, Adel Vêneto, significa Do Vêneto, da região do Vêneto que meu nono
17:25nasceu e que tem a fazenda de criação de suínos lá há mais de 90, quase 100 anos.
17:29Meu bisavô produzia suínos lá, meu nono veio para o Brasil e há 40 anos tinha produção
17:34aqui no Brasil, da fazenda própria.
17:36E eles vêm de um animal vivo.
17:38E eu trabalhava na época em uma multinacional, a Tetra Pak, tinha uma carreira corporativa.
17:44Nada a ver com o povo.
17:45Nada a ver.
17:46Sonhava em gastronomia, assim, como hobby.
17:48Sempre gostei de cozinhar como hobby.
17:51E aí eu fiz um TCC na faculdade, ganhei um prêmio em primeiro lugar, ganhei uma viagem
17:55para fazer um curso no Disney University por causa desse TCC, que era um negócio, um
17:59fast food especializado em carne suína.
18:01E aí todo mundo falava, Flávia, essa ideia é muito boa, você tem que investir.
18:03E na época eu trabalhava, eu falava, não, não.
18:06Aí tive uma mudança de chave, virada de chaves do empreendedorismo, quebra de mitos
18:11e paradigmas que a gente tinha por crescer vendo o empreendedorismo de uma forma difícil.
18:17E aí eu resolvi, pedi da emissão, na época eu fui promovida, pedi da emissão e comecei
18:21a fundar Adel Vêneto.
18:22Então eu enxergava que minha família tinha um animal com excelente qualidade, de uma raça
18:26diferente, que é o Duroc, mas que o mercado não sabia.
18:29Então eu compro o animal vivo deles, terceirizo o abate e tenho uma desossa frigorífica
18:35de suíros.
18:36Então como negócio não tem nenhuma conexão com a sua família, você basicamente é
18:40uma cliente deles.
18:41Exatamente, é um negócio totalmente independente, eu não tenho sócios, então é um negócio
18:46carreira solo e foi um desafio atrás do outro, constantemente, de estar no agro, no ramo
18:51de carnes, que é extremamente masculino e um dia após o outro a gente está vencendo.
18:56É isso que eu ia perguntar, Flávia, porque assim, você está desafiando um status quo meio
19:02natural do agro brasileiro e principalmente das granjas, das criações de porco e de quem
19:08trabalha necessariamente com essa matéria-prima.
19:11Como foi essa recepção?
19:13Como é que o mercado te enxerga?
19:15Como é que é o desafio de quebrar esse mundo, esse paradigma?
19:18É bem desafiador, assim, até hoje quando eu comecei era mais, eu comecei com 22 para
19:2423 anos, muito nova.
19:26Muito nova.
19:27Muito nova, não tinha noção do tamanho do desafio que seria e o mercado foi conquistando
19:33aos poucos o respeito das pessoas e tem uma coisa que eu acredito que foi fundamental,
19:38foi o conhecimento, o estudo, assim, eu emergi e eu busquei conhecimento técnico muito
19:44profundo, porque para os lugares era uma mulher e era só homens, era muito difícil
19:50de entrar nos clubinhos, nas rodinhas masculinas e foi com conhecimento, foi com domínio do
19:56produto, sabendo hoje, não tenho medo de dizer que eu sou uma das pessoas que mais
20:01sabe sobre carne suína do Brasil, mas eu estudei, me dediquei muito e desenvolvi um produto
20:06para atender a necessidade do chefe e aí foi uma construção ao longo da trajetória.
20:10Muito legal.
20:12Você começou muito nova, né, a Del Vento, quais foram os principais desafios que você
20:17teve, assim, até hoje, que a empresa, né, ano pós ano fica mais conhecida, você também,
20:25mas como que tem sido esses desafios para você?
20:28Olha, são muitos, todos os dias a gente enfrenta desafios.
20:32Empreender, né?
20:33Empreender, né?
20:33Equipe, formação de equipe é extremamente desafiador, entender do animal, assim, que
20:40é dentro do técnico, a parte técnica para mim não é o mais difícil, o mais difícil
20:44é expor, comunicar isso para o cliente, vencer mitos e paradigmas de comunicação, do marketing,
20:50hoje eu faço um trabalho quase de catequização do cliente, ensinando os paradigmas da carne
20:56suína, mudando a forma como as pessoas enxergam a carne suína.
20:59Então, comunicar a receptividade, no começo, quando eu comecei lá atrás, não tinha
21:04clientes, então, de um em um eu fui batendo, fui abrir, primeiro foi em Campos de Jordão,
21:09na escola do Senac, que eu tinha estudado, aí os primeiros alunos, os professores de
21:12lá abriram as portas, e aí quando eu cheguei em São Paulo, desconhecida total, sem referência
21:18e com o produto, aí o que vencia era a qualidade do produto, quando eu mostrava o produto,
21:22aí todo mundo lá deixou ouvir.
21:24Hoje eu já tenho um nome por trás, então quando eu falo o nome dos meus clientes, a receptividade
21:28é sempre grande, mas foi uma construção de tijolinho por tijolinho.
21:33O seu cliente, ele é B2B e B2C, é isso?
21:36Sim.
21:37O B2B é o mais forte hoje ainda na nossa linha, o food service, a gente atende restaurantes
21:41de alta gastronomia de São Paulo.
21:44O B2C, a gente tem um clube de assinatura, de cortes especiais de carne suína, que eu
21:48mando um livreto, uma coisa, mas ainda a gente tá entrando agora pra uma outra etapa,
21:53que é o varejo, que aí é mais pro cliente final direto.
21:55Se você quiser comprar um bacon artesanal ou um corte desses aqui, eu ainda não consigo.
22:01Consegue pelo nosso Instagram ou o nosso e-commerce.
22:04Tá.
22:04Pelo nosso Instagram.
22:04Eu entro em contato direto com vocês e vocês conseguem fazer essa entrega.
22:08Exatamente, mas são dois dias na semana, não é todo dia, não é uma facilidade ainda
22:12tão grande quanto vai ser nos próximos meses.
22:15Olha lá, então novidade, né?
22:18Bacana.
22:18E de novidades, assim, tem mais algumas?
22:21Como é que tem sido isso?
22:23Sempre produtos novos.
22:24Aqui vocês estão provando, vão provar alguns produtos novos.
22:27Aliás, vamos provar agora, vou aproveitar.
22:29Conte pra gente.
22:30Olha, aqui tem prosciutto, que é um presunto defumado, tipo parma.
22:36É da mesma parte que é feito parma na Itália.
22:38Tá.
22:38Que é o pernil trazer.
22:39Só que eu seleciono as duas partes com o maior marmoreio, as melhores partes, que são
22:43o alcatra e o colchão mole.
22:45Me ajuda aqui, Flávia.
22:46Qual que é?
22:46Ó, começaria pelos mais tradicionais.
22:49Esse aqui.
22:49Esse é o de pimenta, eu deixaria por último.
22:51Tá bom.
22:52É um do que é o paladar.
22:53Boa.
22:53Então pega o mais inaturinha.
22:56Esse aqui, talvez.
22:57É, exatamente.
22:58Esse é um prosciutto, que ele é o da alcatra ou do colchão mole.
23:01Tem já a novidade do lado também, que é bem novo esse produto, que é a copa curada
23:06e defumada.
23:07Tem o prosciutto ervas finas, que tá aqui, que é esse daqui.
23:11Tem o pimenta calabresa.
23:13Tem o porqueta defumada.
23:15Todos eles são o corte da carne mesmo.
23:19Então, pra você que tá fazendo, focado na dieta, no low carb...
23:22Tentando, tentando.
23:23E ele é muito, ele é indicado, porque ele é a própria carne, a peça do animal.
23:28Então, não é um embutido industrializado, processado, com mistura, você tá comendo.
23:33Do alcatra, com temperos, defumada, com lenha fratífera.
23:36Então, uma coisa super saudável.
23:38Muito legal.
23:38E você falou um pouquinho, né, dos desafios de ter uma equipe.
23:42Quantas pessoas hoje trabalham com você?
23:44Hoje eu tenho aproximadamente 20 e poucas, 25.
23:48Tinha 20 pouco, relativamente.
23:49E vocês priorizam fazer tudo tailor-made, né?
23:53Sempre pro cliente.
23:55E aí, Flávia, dentro desse tailor-made que vocês fazem,
23:59o que vocês têm visto, assim, de novidades no mercado
24:03que vocês estão cada vez mais lançando?
24:05Eu vi que você me falou do varejo, né?
24:07Que eu acho que deve ser uma nova forma de comunicação.
24:11Mas, de resto, existe alguma tendência que vocês perceberam e que estão incorporando?
24:16Olha, valorizar o produtor.
24:18Isso eu tinha ido lá pra Nova York, pra NRF, antes de começar a Del Vênito,
24:22e vi que lá eles valorizavam muito o farm to table.
24:25A fazenda, o produtor.
24:26E isso, no Brasil, não era valorizado até muito tempo.
24:30Agora tá começando a se falar, mas isso valorizar o produtor.
24:33Então, isso foi essa tendência que eu entendi, que eu tinha na oportunidade.
24:37As pessoas querem se conectar com a origem da comida, cada vez mais.
24:40Não comprar de um frigorífico que cada semana compra o animal de um produtor.
24:45O que tá mais barato, essa é a realidade de frigoríficos, no geral.
24:49Então, a segurança de que tá vindo a carne sempre da fazenda da minha família,
24:54com toda a rastreabilidade, toda a segurança da carne, a raça do duroc, que é um diferencial.
25:01Então, tem muitas tendências, mas a principal que a gente foca e que a gente tem visto que vai ser o grande diferencial
25:06pros próximos anos é a origem, a procedência, conhecer o produtor.
25:10E também buscar a diferenciação de raça, de cortes, de apresentação, de temperos, buscar as coisas mais naturais.
25:18Tem muitos médicos nutricionistas que indicam pras dietas...
25:23E que ainda tem um preconceito com a carne de porco.
25:25É engraçado, porque teve uma associação com doença...
25:27Eu esqueci o nome da doença agora.
25:29Cistocircose.
25:29Cistocircose, exatamente, que era uma doença que, no passado, acometia muito quem comia carne de porco
25:35e tinha uma relação.
25:37Mas eu até participei recentemente, Flávia, de um evento na Fazenda Churrascada
25:42com criadores de suínos lá no sul.
25:44Foi em Curitiba, na Fazenda Churrascada de Curitiba.
25:47Foi o Mifano também.
25:48E o Mifano participou junto comigo.
25:50E a gente foi contar um pouquinho sobre o lado cliente, né?
25:53O final, porque no final, o produto de vocês vai terminar num restaurante na boca de um cliente
25:58ou na casa de alguém.
25:59Exatamente.
26:00E foi um papo super bacana, mas o que mais me impressionou nessa visita, nesse evento,
26:06foi o quanto as granjas são hoje um supra-assumo de limpeza, de higiene, de cuidado, de tecnologia,
26:15que eu fiquei impressionado.
26:17Eu não tive a oportunidade de visitar pessoalmente, mas eles apresentaram, mostraram fotos, vídeos
26:21e contaram um pouco como é feito.
26:23Cara, é um negócio, assim, Manu, de primeiríssimo mundo.
26:26Você fala, cara, parece que você está entrando num hospital.
26:29E isso me impressionou bastante, como a gente ainda está preso numa história do passado,
26:36de possíveis doenças e contaminações, e que o setor evoluiu profundamente.
26:41E hoje, a proporção de consumo de carne de porco no brasileiro per capita, comparado
26:45com o resto do mundo, é nada ainda.
26:46Então, tem um universo para ser construído nesse setor e construindo essa cultura, as
26:50pessoas quebrarem esses paradigmas do passado.
26:53Foi isso lá atrás, quando eu comecei, eu vi os dados.
26:55Por que a carne suína é a número um em consumo no mundo?
26:58E aqui no Brasil é a terceira, assim, muito atrás do frango e do bovino.
27:03E eu falei, por que que fora, países com alto IDH, Europa, Estados Unidos, Ásia, consomem
27:09tanto e aqui não?
27:10Por mitos e preconceitos e forma...
27:13E também tinha um diferencial lá, foi isso que eu busquei encontrar.
27:17Aqui no Brasil, até alguns anos atrás, você comprava no supermercado um pernil gigante,
27:21assim, uma peça de 5, 8 quilos.
27:24Ninguém tem famílias para comer uma peça grande.
27:27Então, eu foquei muito no porcionamento, pensando em solução para famílias menores,
27:31para fornos pequenos, para fazer airfryer.
27:34Então, entendi um nicho que fora já era explorado.
27:37Só de sentido.
27:38E aqui não.
27:39E também a diversidade de cortes.
27:40Lá não tinha...
27:41Aqui a gente só tinha pernil, costelinha, barriga, cortes muito triviais.
27:45Então, aí eu fui para os Estados Unidos e trabalhei em açougues lá, para poder aprender.
27:50Então, aí trouxe tibone, prime rib, extinco, carré e vários cortes.
27:54A gente tem o prime rib do rock lá na churrascada.
27:57A gente vende bastante, corte bacana.
27:59A apresentação é muito bonita, né?
28:01É.
28:01Flávia, eu queria muito agradecer por você ter compartilhado sua história, sucesso.
28:05Muito obrigada.
28:06Obrigada, Manu.
28:07Gabi, foi um prazer estar aqui compartilhando um pouquinho da minha trajetória com vocês.
28:11Muito obrigado, Flávia.
28:12E, pessoal, se você gostou do episódio de hoje, não deixe de seguir a Flávia e a Del Veneto.
28:16Todos os links estão aqui na descrição do vídeo.
28:19E não se esqueça, uma da tarde, o programa completo e exclusivo vai estar no YouTube
28:22e nos podcasts da Jovem Pan News.
28:24É isso.
28:25Até a próxima, com muito mais sabores e histórias de sucesso para vocês.
28:30Até a próxima.
28:32Valeu, pessoal.
28:32A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
28:53Realização Jovem Pan
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