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Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), aliados do presidente Lula (PT) avaliam recorrer ao Judiciário para tentar reverter a decisão do Senado. A possibilidade levanta debate sobre os limites do processo de indicação e o papel das instituições no cenário político atual.

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Transcrição
00:00Ainda sobre outra derrota do governo federal, porque após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias,
00:06aliados do governo Lula avaliam acionar o judiciário para reverter a situação.
00:10Segundo essa ala ligada ao Planalto, Davi Alcolumbre pode ter ocorrido em desvio de finalidade na condução do processo de
00:18análise do AGU,
00:20pois ele não teria dado a Messias condições que pudesse enfrentar a sabatina.
00:25Na avaliação de alguns juristas, o Senado, nesse processo, deveria apenas aferir se o indicado pelo presidente da República
00:32cumpre ou não todos os requisitos constitucionais e confirmar a indicação.
00:38Bruno Musa, você acha que vai ter mais um turno nessa disputa de Jorge Messias tentando chegar ao STF?
00:46Segundo a análise desses aliados do presidente, podem judicializar essa questão? E aí?
00:54Olha, Cobá, ontem quando nós discutíamos aqui, antes do resultado final da rejeição ao Messias,
01:03o Caniato trouxe uma matéria que o Alcolumbre estaria ali articulando para que houvesse essa rejeição.
01:11Quando chegou a minha vez de comentar, eu falei, na política, eu não duvidaria de nada, mas eu acho altamente
01:17improvável.
01:18Queimei a minha língua, fiz o meia-culpa, falei realmente, nós estávamos ao vivo aqui ontem, quando saiu o momento
01:25da rejeição.
01:26E aí, isso mostra que realmente a política é difícil você cravar alguma coisa 100%.
01:33Ainda mais no momento que o Brasil vive, onde a Constituição é reescrita a qualquer momento.
01:39Eu até fiz um comentário ontem, quando o Jorge Messias falou que seria, em caso de aprovação,
01:44um escravo da Constituição, eu falei, qual Constituição?
01:48A escrita ou aquela que tudo vale e é reescrita a cada momento, ao bel prazer daqueles que são supostamente
01:55investigados,
01:56e eles passam a culpar o investigador.
02:00Uma inversão total de valores que a gente vê no Brasil.
02:03Portanto, quando você me pergunta, isso será um capítulo a mais?
02:07Eu espero, eu rezo, pra que não.
02:11Afinal de contas, nós tivemos dois avanços importantes, como foi muito bem colocado pelo Krieger,
02:16de uma busca por essa normalidade institucional para o país, independente do espectro político e ideológico de cada um,
02:24de seguir a Constituição.
02:26Então, se nós entrarmos nisso de novo, aí realmente parece que a gente gosta de dar um passo pra trás,
02:33um passo pra frente e dez passos atrás.
02:35Uma vez que isso traz insegurança jurídica, falta de previsibilidade,
02:40isso traz consequências sérias pra vida do brasileiro, especialmente os mais pobres,
02:45que acreditam que estão imunes a algo que é tão abstrato e tão longe a indicação de um ministro do
02:50STF,
02:51mas afeta diretamente.
02:52Então, eu acho que temos que ter aqui, como eu falei no começo, adultos na sala pra discutir e colocar
02:58o dedo na ferida
02:59de todas as coisas que estão caindo aos pedaços no Brasil institucionalmente.
03:05E essa é uma delas.
03:06Mas, se olharmos o passado recente do Brasil, tudo indica que o caminho será esse.
03:12O líder do PT na Câmara falou, se parar de pé, a gente vai seguir com a judicialização.
03:18O que é parar em pé?
03:19Será que é mexer os pauzinhos e os conchavos e conseguir uma forma de judicializar?
03:26Se olhássemos tecnicamente a Constituição, poderíamos dar uma opinião.
03:29Contrária, a favor, não importa.
03:31Mas teríamos uma linha de raciocínio.
03:33Quando ela pode ser reescrita a qualquer momento, ao bel prazer, por decisões monocráticas,
03:38não sabemos de nada.
03:38Mas, eu acho que cada vez começa a ter mais pressão pra esse tipo de ações,
03:44pra esses tipos de ações que, obviamente, trariam muito mais falta de previsibilidade
03:48e insegurança do que qualquer outra coisa.
03:51Aí é importante, Crigno, pra gente colocar os pingos nos is aqui,
03:54a gente enxergar essa situação toda em perspectiva, né?
03:58Porque a gente tem visto muito se falar a respeito de quem estaria por trás
04:02da derrota de Messias no Senado.
04:05E algumas pessoas atribuem até alguns ministros da Suprema Corte
04:09a conversa, o diálogo e a projeção da derrota ao longo do dia, ontem.
04:17Até porque, como um dos grandes cabos eleitorais do Jorge Messias
04:22era o próprio ministro André Mendonça, se ele se juntasse à Suprema Corte,
04:27talvez poderia começar a votar em algumas questões com o próprio ministro André Mendonça,
04:31que era um dos seus aliados nesse processo.
04:35E aí, como é que ficaria, então, uma situação de judicialização dessa derrota?
04:39Esses mesmos ministros que estariam, claro que sem aparecer,
04:43sem deixar digital, sem deixar assinatura,
04:45esses mesmos ministros que estariam contra a entrada de Messias,
04:49como é que eles decidiriam a respeito disso?
04:52Como é a sua visão a respeito desse possível terceiro turno de Jorge Messias
04:57no judiciário, lá no próprio STF, hein, o Crigno?
05:00É muito difícil, Coba, de sustentar uma tese dessa,
05:04de que houve uma irregularidade, ou mesmo que houve ali algum tipo de processo,
05:10um procedimento que não foi como seguiu das outras vezes.
05:13Não teve nenhum tipo de anormalidade,
05:17se comparado com os processos que passaram todos os outros ministros da...
05:50Se cumpre o que diz a Constituição, foi vergonhoso, de fato, foi nós termos senadores dizendo assim,
05:55olha, quando você chegar lá, não se esqueça de quem te ajudou,
06:00quase que pedindo para você lembrar do meu nome ali quando tiver que passar algum tipo de processo.
06:05Isso foi muito delicado, a gente vê qual é a intenção por detrás, né?
06:10Então, não teve nenhum tipo de irregularidade para poder somar.
06:13E aí vem esse argumento como você trouxe, vai cair na mão de quem já não queria que ele passasse
06:18em primeiro lugar,
06:19ou seja, não tem chance de prosperar.
06:21Mas temos que lembrar disso.
06:24Chegou a hora de nós termos novos critérios.
06:26Esses dois critérios para a escolha de ministro do STF,
06:29sendo a cadeira de ministro do STF uma das mais poderosas do nosso país,
06:33são rasos demais, Coba.
06:35O notável saber jurídico, segundo quem?
06:37E reputação ilibada.
06:39Reputação ilibada é quando você não tem nenhum crime na sua ficha,
06:44ou, por exemplo, quando você tem um viés político muito explícito,
06:48isso também contamina ali a sua reputação.
06:52Porque esse foi o caso apresentado pelos senadores em relação a Jorge Messias.
06:56E isso foi uma justificativa técnica que eles trouxeram.
06:58Não tem reputação ilibada justamente por ter filiação partidária tão longeva
07:04e uma fidelidade a figuras políticas de uma forma tão explícita.
07:07Então, esses critérios precisam ser melhores.
07:09Notável, segundo quem?
07:11É o notável entre os notáveis?
07:13Ou tem produção acadêmica?
07:14Claro que tem um mínimo ali, mas precisa ser melhor definido, Coba.
07:19Se não, nós vamos ficar na mão dos presidentes nomeando quem não passa nem mesmo para concurso de juiz.
07:25Até porque se isso for levado ao judiciário e se abrir um precedente pelo próprio STF
07:30de que a votação não importa tanto, de que basta a indicação,
07:34o que poderá sair a partir de novas indicações.
07:37Não é isso, Oberaldo?
07:38Em um minuto e meio.
07:41Eu acho inacreditável se cogitar a possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal
07:47se meta mais uma vez, e de uma forma tão absurda, numa prerrogativa exclusiva do Senado Federal.
07:56Porque se uma decisão do Senado, que segundo a Constituição cabe a ele,
08:03pode ser revista pelo Supremo Tribunal Federal,
08:08então o impeachment dos ministros do Supremo também não serão mais uma prerrogativa do Senado.
08:15Quer dizer, aí sim, ninguém, em nenhuma esfera de poder no Brasil,
08:20vai conseguir fiscalizar o Supremo Tribunal Federal.
08:23E, de novo, o conceito de democracia, ele não prevê um poder que pode ser exercido
08:31ao bel prazer daqueles que ocupam as suas cadeiras,
08:36porque um poder fiscaliza o outro.
08:39É assim que se encontra o equilíbrio.
08:43E aí, a gente fica nessa situação que é simplesmente absurda,
08:50de as pessoas começarem a discutir, alguém lança a ideia,
08:56aí já tem um veículo de imprensa amigo,
08:59que traz um especialista para fazer uma teoria,
09:03e aí, quando a gente percebe,
09:05já está isso sendo colocado em prática.
09:08Então, não, a população tem que ficar muito vigilante,
09:13porque, se isso acontecer,
09:16não devemos perder tempo indo às urnas em outubro.
09:21Não devemos ver dinheiro público, aos bilhões,
09:25serem gastos em campanhas políticas que não servem de absolutamente nada.
09:31Porque todas as decisões cabem a um colegiado de pessoas que não têm um voto sequer
09:38e que determinam, eles próprios, quem vai e quem não vai para a corte.
09:44Aí, realmente, Kobayashi seria, assim, o triste fim desse Brasil que a gente conhece.
09:52Agora são 18 horas e 57 minutos.
09:55A você que nos acompanhou pela nossa rede,
09:57eu quero agradecer a sua audiência, você fica agora com a sua programação local.
10:02Por aqui, na TV Jovem Pan News, nas demais plataformas,
10:06seguimos acompanhando, repercutindo esta situação da possibilidade
10:10da judicialização da derrota de Messias no Senado Federal.
10:14Vou chamar aqui o Diego Tavares para falar a respeito disso também, Diego,
10:17porque seria o esperneio, né?
10:21No direito se fala em jus esperneandi.
10:23Se você não consegue ganhar dentro das regras do jogo,
10:27você vai pedir, pelo amor de Deus, ao judiciário,
10:31como, às vezes, se não sempre acontece com alguns partidos
10:35que não têm voto suficiente no nosso parlamento.
10:38Tem chance uma ação dessa, Diego?
10:41Olha, Kobayashi, eu acho que dificilmente prosperaria.
10:44Não há clima institucional, considerando o atrito que já existe entre os poderes,
10:48para que isso se realize nesse momento.
10:51Agora, o problema do jus esperneandi,
10:53quando ele acontece na cúpula dos três poderes,
10:56principalmente vindo de uma base governista
10:58que tanto trata sobre os valores e nereitos da democracia,
11:02é de causar uma certa revolta.
11:05É impossível que nós continuemos a tratar a nossa república
11:08de forma tão patrimonialista,
11:11de forma tão voltada aos interesses políticos de um grupo
11:15que se ferem princípios mais basilares possíveis de qualquer democracia,
11:20no caso aí, a tripartição de poderes.
11:22A Constituição Federal é muito clara nesse sentido.
11:25O presidente da República indica o nome
11:27e o Senado é o filtro para que esse nome chegue ao Supremo Tribunal Federal.
11:31O filtro, pela primeira vez em 132 anos, funcionou
11:35e quando o filtro funciona, aqueles que são derrotados no processo
11:39ameaçam a judicialização.
11:41Então, isso não é saudável para a democracia,
11:44isso não é saudável para um país como o Brasil,
11:46que desafia, é desafiado a todo tempo por tantos problemas,
11:51problemas estruturais dos mais básicos.
11:53Se nós não conseguirmos corrigir essa relação
11:56entre os poderes da república,
11:57se de fato não se concretizar aquilo que está escrito
12:00na Constituição Federal de que os poderes são independentes
12:02e harmônicos, sobretudo, entre si,
12:05dificilmente o Brasil entra numa rota de desenvolvimento.
12:09Agora, chama a atenção que esse tipo de iniciativa
12:12parta de pessoas que são formadas, graduadas,
12:16muito bem estudadas no campo do direito,
12:19que não conseguem identificar com uma clareza,
12:21quase que solar, aquilo que dispõe a própria Constituição.
12:25Realmente, como você colocou,
12:26me parece muito mais esse exercício de jus esperneandi,
12:30um esperneio, uma choradeira de quem perdeu no processo democrático.
12:35Não é assim que o Brasil se tornará uma grande democracia.
12:39Muito pelo contrário, é observando estritamente
12:41aquilo que dispõe o texto da nossa Constituição.
12:44Boa ou ruim, a Constituição precisa ser cumprida.
12:48Sim, e aí a gente vai continuar acompanhando aí
12:50essa possibilidade da judicialização ou não,
12:54da derrota de Jorge Messias no Senado Federal.
12:58Para o presidente, certamente seria o ideal seguir,
13:02virar a página, assimilar a derrota, fazer uma nova indicação,
13:06tentar com que essa nova indicação seja votada antes das eleições,
13:09o que já será muito difícil, segundo tem falado Davi Alcolumbre
13:13aos seus aliados.
13:14Vamos acompanhar.
13:16Agora, 19 horas pelo horário de Brasília,
13:18estamos de volta para você que estava no nosso intervalo,
13:21na nossa rede de rádios, na rede Jovem Pan,
13:23nós estamos de volta.
13:24Eu sou o Nelson Kobayashi, sigo aqui com o Henrique Krigner,
13:26com o Diego Tavares, com o Bruno Musa e com o Cristiano Beraldo,
13:30repercutindo essas notícias todas,
13:31inclusive essa possibilidade da judicialização.
13:35Um dos argumentos, Krigner, teria sido a falta de oportunidade
13:40do Jorge Messias de se posicionar,
13:43de responder aos questionamentos durante a sabatina.
13:45Não teria dado ao Jorge Messias, o Davi Alcolumbre,
13:49as condições de ser sabatinado.
13:52Mas a gente teve uma sabatina de oito horas.
13:55Se em oito horas não dá para responder todas as perguntas,
13:58quanto tempo seria necessário, então, hein, Krigner?
14:01Pois é, e aí usar isso como argumento para derrubar a votação
14:05é realmente exagerado demais.
14:08É tentar encontrar pelo em ovo e fazer daquilo uma grande justificativa
14:12para recetar todo o processo.
14:15E eu repito, não podemos atribuir a rejeição de Messias
14:20somente às manobras que foram feitas ou por Davi Alcolumbre
14:24ou mesmo por outros ministros da Suprema Corte.
14:27Temos uma pressão popular gigantesca
14:30e os parlamentares são testemunhas disso,
14:32que foi feito através de articulação via rede social
14:35ou mesmo cobrança por parte das bases.
14:38Os senadores ali que voltassem para a sua base,
14:42senadores de direita, senadores de centro-direita
14:44ou senadores até que almejam ter uma votação de direita
14:48voltando para as suas bases,
14:50dizendo que aprovaram Jorge Messias para o STF,
14:54teriam um problema seríssimo nas eleições desse ano
14:56se forem disputar, mas mesmo que não disputem,
14:58teriam também ali uma dificuldade muito grande
15:01de justificar para a sua base eleitoral.
15:03Nesse sentido, fazer uma nova votação não muda muita coisa
15:07porque a opinião do povo está consolidada nessa indicação,
15:11que não tem tanto a ver com a pessoa,
15:13mas sim com o contexto e o momento, né?
15:16E aí o rótulo que foi colocado também
15:19ao redor da indicação de Messias.
15:21Então, não faz sentido.
15:23Agora, tem que fazer uma comparação.
15:25Ele teve menos tempo do que os outros no passado?
15:27E eu concordo, Cobo, até de certa maneira,
15:30com o que se foi falado, com a dinâmica dessas sabatinas.
15:34Porque você tem um senador, vai lá,
15:37e ele tem dez minutos de fala.
15:39E ele faz...
15:40Alguns senadores nem usaram o ponto de interrogação,
15:43faziam as suas afirmações,
15:45e depois passava para o outro senador e para o outro senador,
15:48e então vinha a resposta por parte do sabatinado.
15:52Eu acredito que para quem quer a resposta das perguntas
15:56que foram feitas, e muitas foram muito bem feitas,
15:58fica muito prejudicial,
16:00porque aí fica, enfraquece, na verdade, a sabatina,
16:04porque o sabatinado, ele pode escolher
16:07qual delas ele vai responder
16:09quando que o cidadão interessado em saber a verdade
16:12quer que ele responda a todas as perguntas, né?
16:15Então, essa dinâmica, ela pode sim passar por revisão,
16:17mas não justifica nem de perto
16:19a derrubada dessa decisão
16:21e também aí a reversão desse processo.
16:25Ô, Beiraldo, eu quero falar com você agora
16:27a respeito da ressaca da derrota.
16:31Como é que você acredita
16:33esteja planejando reagir o presidente Lula?
16:36Como é que essa notícia pode ter chegado lá no Planalto?
16:39A derrota histórica, depois de 132 anos.
16:43Primeira vez no sistema republicano
16:46que a gente tem uma indicação que não é aceita.
16:49É uma rejeição não só ao Jorge Messias,
16:51é uma rejeição também ao presidente da República.
16:54Como é que você analisa essa ressaca, hein?
16:58Sentiu o golpe, presidente?
17:00Pois é, e foi uma rejeição ao presidente
17:04depois do presidente ter aberto o bolso.
17:07É o nosso bolso, no caso,
17:09e liberado bilhões de reais
17:11em emendas parlamentares aos senadores,
17:12mas isso não resolveu o problema.
17:14Porque hoje, o que estamos vivendo no Brasil
17:17é muito mais grave.
17:19E só tem uma forma dessa realidade
17:23ter batido a porta do Palácio do Planalto,
17:27como ela chegou lá quadrada.
17:29É difícil digerir a recusa de alguém tão próximo,
17:34uma pessoa de extrema confiança do presidente da República,
17:37que ele resolveu indicar
17:41preterindo outros nomes que teriam sido
17:44talvez de bastante mais fácil condução política
17:49e teria deixado o Senado Federal
17:51numa posição de maior dificuldade de rejeitar.
17:55Mas o presidente bancou o nome do AGU Messias.
18:01E aí, isso mostra várias coisas.
18:04Primeiro, talvez uma prepotência,
18:08uma arrogância do presidente,
18:11a falta de articulação da base do governo,
18:17o cenário político que favoreceu
18:20uma série de manipulações,
18:21porque a gente não pode se esquecer
18:23que às vésperas da sabatina,
18:25Rodrigo Pacheco, que foi o candidato preterido,
18:28que era a preferência de Davi Alcolumbre
18:31e de boa parte do Senado Federal,
18:34ele posou em foto com o Jorge Messias
18:39e o vice-presidente da República.
18:41Nós tivemos declarações de caciques
18:44da política brasileira
18:46em apoio ao Jorge Messias,
18:49dizendo que ele ia ser aprovado,
18:52que era uma pessoa muito boa.
18:54E isso foi do presidente
18:57dos partidos de esquerda,
18:58presidente do PL,
19:00falando a mesma coisa.
19:02Então, quando vem o resultado,
19:05é óbvio que esse resultado chega
19:06de forma quadrada,
19:09muito indigesta ao Palácio do Planalto.
19:10Agora, quais são os instrumentos
19:12que o Palácio do Planalto tem,
19:14o presidente da República tem,
19:15para reverter isso?
19:16Não me parecem muitos.
19:19Ele vai ter que ser muito criativo
19:21para oferecer alguma coisa
19:23que os senadores já não tenham,
19:24especialmente porque agora
19:26nós estamos há cinco meses
19:28do pleito desse ano,
19:31onde dois terços do Senado
19:34será renovado,
19:37ou pelo menos haverá disputa
19:39de dois terços das vagas,
19:42eleições para a Câmara,
19:43de governadores, etc.
19:44Então, ao que parece deixar o governo
19:50cozinhar na sua banha amarga
19:53da rejeição,
19:55talvez tenha sido uma estratégia
19:57que vai se consolidar aí
19:59nas próximas semanas.
20:00Até porque,
20:02Koba,
20:02aí eu volto àquele ponto,
20:04deve haver ali uma pressão
20:06muito grande para que o presidente
20:08abra mão dessa candidatura,
20:10e ao abrir mão
20:11desta candidatura,
20:13aí o preço de tudo
20:14na política aumenta.
20:16Esses caciques partidários,
20:19especialmente do Norte e Nordeste,
20:21onde ainda há uma força
20:23muito grande
20:23do PT e do presidente Lula,
20:26negociar com eles
20:28vai ficar bastante mais caro
20:30e eu tenho certeza
20:31que isso vai agitar muito
20:33o cenário
20:34para as eleições presidenciais
20:35desse ano.
20:36Diego Tavares,
20:38quero também a sua análise
20:38a respeito do dia da ressaca,
20:41desse dia de assimilar a derrota,
20:44de digerir a rejeição
20:46de Jorge Messias no Senado,
20:48o que você acredita
20:49que o presidente Lula
20:50tem em mente para a reação?
20:53Ressaca dupla, né, Kobayashi?
20:55É o que parece,
20:56o governo não pretende
20:57fazer novas indicações
20:59para o Supremo Tribunal Federal
21:02até as eleições,
21:03porque Davi Alcolume
21:03já deixou muito claro
21:05que não vai pautar,
21:06sequer pautar,
21:07novas indicações
21:08nesse sentido.
21:09Poderia, de certa forma,
21:10também impor novas derrotas
21:13ao governo, né?
21:14Deixar um nome pendurado
21:16ou um novo nome
21:17sendo rejeitado
21:18seria algo impensável
21:19para um governo
21:20que pretende
21:20a sua reeleição.
21:22O que eu acho
21:23que está sendo cogitado,
21:24ao menos cochichado
21:25hoje nos gabinetes
21:27dos deputados,
21:28senadores petistas
21:29também no entorno
21:30e no entorno de Lula
21:31é a própria viabilidade
21:32do presidente.
21:34Eu tenho dito isso
21:34há um bom tempo,
21:35o Bruno Musa
21:36hoje disse também,
21:38eu concordo
21:38com a ideia dele,
21:40de que talvez Lula
21:41com tantas derrotas
21:42e diante de uma queda
21:44na sua popularidade
21:45cogite não se lançar
21:46a reeleição
21:47para o quarto mandato.
21:48É uma receita
21:49muito desastrosa
21:51para qualquer governo,
21:52uma crise política
21:53somada à popularidade
21:54baixa,
21:55um desembarque massivo
21:56de um bloco
21:57que do ponto de vista
21:58eleitoral,
21:58do ponto de vista
21:59da governabilidade
22:00é muito importante
22:01como é o centrão.
22:02Enfim,
22:03tudo isso é uma receita
22:04muito perigosa
22:06considerando que Lula
22:07vai possivelmente
22:08para a sua eleição
22:09mais difícil.
22:10A disputa
22:11contra Flávio Bolsonaro
22:13e os outros atores
22:14do campo da direita
22:15deve ser muito mais difícil
22:17para Lula
22:17do que foi inclusive
22:18a disputa
22:18com Jair Bolsonaro
22:20na última eleição,
22:21considerando os números
22:22do governo,
22:23considerando,
22:24enfim,
22:24como eu disse,
22:25a altíssima e crescente
22:26rejeição
22:27que se verifique
22:28em todos os levantamentos
22:29que são realizados.
22:31Então,
22:31eu acho que esse dia
22:32da ressaca
22:33está sendo também
22:34um dia de muita incerteza,
22:36de muita insegurança
22:37sobre o próprio futuro político
22:39do presidente Lula.
22:40Eu não me espantaria
22:41e acho que hoje
22:42é cada vez mais crível
22:44que Lula
22:45antecipe
22:46a sua aposentadoria.
22:47Afinal de contas,
22:48ele não joga mais só
22:49o jogo do poder,
22:51ele não disputa mais eleições
22:52só pelo poder.
22:53Lula hoje se preocupa
22:54com o seu legado,
22:56com o seu histórico.
22:57Alguém que foi
22:58três vezes presidente
22:59da república,
23:00alguém que se vangloria
23:01dos feitos
23:03que Lula diz,
23:04enfim,
23:04serem de sua autoria
23:05no país,
23:06não vai querer terminar
23:07sua carreira
23:08com uma derrota
23:09no currículo.
23:10Então,
23:10acho que a própria
23:11candidatura de Lula
23:12se encontra em risco
23:13considerando o contexto
23:14político que nós estamos
23:15repercutindo aqui hoje.
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