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A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal colocou a reforma do Judiciário no centro do debate eleitoral. Pré-candidatos como Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados do presidente Lula (PT) defendem mudanças que vão desde novos mandatos para ministros até propostas mais duras, como impeachment.

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Transcrição
00:00Mas eu sigo aqui movimentando a equipe de reportagem da Jovem Pan News.
00:05A crise de imagem que atinge o Supremo fez com que propostas de reforma do Judiciário
00:11e da criação de um código de conduta para os ministros dos tribunais superiores
00:15entrassem na pauta dos pré-candidatos à presidência da República.
00:19Vamos chamar o repórter Matheus Dias, está ao vivo com a gente aqui em Os Pingos nos Is,
00:23vai trazer os detalhes dessas manifestações.
00:27Matheus, seja bem-vindo. Suas informações, por favor.
00:32Caniato, boa noite pra você, boa noite a quem nos acompanha.
00:35É claro que uma crise desse tamanho, que fica conhecida mundialmente,
00:39vai se tornar pauta nas pré-campanhas e nas campanhas dos candidatos à eleição,
00:44principalmente presidencial. Já está se tornando, inclusive,
00:47todo mundo tenta empurrar o problema pro outro lado da história
00:52e se livrar até de qualquer culpa, se livrar de qualquer relação,
00:55inclusive com temas polêmicos e até com ministros do Supremo Tribunal Federal
01:00que possam estar envolvidos nessa polêmica.
01:03Os lados partidários já têm se atacado, já faz algumas semanas,
01:07mas até neste momento se falam em projetos de governo,
01:12pautas de governo que já são desenhadas em cima dessas fraudes do Banco Master,
01:17como você bem disse, código de conduta pra ministros do Supremo Tribunal Federal,
01:22reformulações no STF, tudo por conta dessa pauta.
01:26Inclusive na base governista, inclusive o plano de governo do PT,
01:31que pode ser aprovado em congresso partidário nessa semana,
01:35defende a democratização do Poder Judiciário,
01:39inclusive um manual de conduta do próprio Supremo Tribunal Federal.
01:43Esse texto, inclusive, foi aprovado e assinado pelo ex-ministro José Dirceu.
01:49Num trecho desse texto diz que o fortalecimento dos órgãos de controle
01:52deve caminhar junto com a democratização e a reforma do Poder Judiciário,
01:57assegurando maior transparência, responsabilidade institucional
02:01e compromisso com a Constituição.
02:04E mesmo que se de uma certa forma Lula defendeu Alexandre de Moraes,
02:08dizendo que ele não devia manchar a carreira dele com esse episódio do Master,
02:12deveria se afastar um pouco desse tema,
02:15Lula também defendeu que houvesse um mandato
02:18para ministros do Supremo Tribunal Federal
02:20e que eles não entrassem com 35 anos e finalizassem a carreira aos 75 anos,
02:26ficassem ali 40 anos à frente da Suprema Corte.
02:29Segundo ele, essa é uma pauta que já estava presente
02:32na campanha de Fernando Haddad em 2018,
02:35quando o atual agora pré-candidato ao governo do Estado
02:39era candidato à presidência.
02:41Essa pauta estava naquele plano de governo e Lula pretende retomar essa pauta.
02:46Do outro lado, quando se fala na direita,
02:49temos o atual pré-candidato Romeu Zema,
02:52ele que defende que a primeira pauta que vai colocar em prática
02:55em caso de eleição será uma reforma no Judiciário.
02:59E um pouco mais à direita, quando se fala em Flávio Bolsonaro,
03:02aí ele diz até que defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal
03:07e pede também que os eleitores votem apenas em candidatos ao Senado
03:12que defendem essa mesma pauta, viu Caniato?
03:16É certo, Matheus Dias trazendo detalhes dessas manifestações
03:19e esse tema certamente vai crescer e muito,
03:22e pode ditar boa parte dos debates e das discussões
03:26durante o processo eleitoral.
03:28Valeu, Matheus. Bom trabalho para você.
03:29A gente segue em contato, qualquer novidade é só nos acionar aqui.
03:33Deixa eu chamar os nossos comentaristas,
03:35mas antes disso eu quero destacar que a enquete do dia
03:39trata de questões importantes referentes à possibilidade de mudar
03:44as regras do Judiciário.
03:46Deixa eu receber a rede Jovem Pan,
03:48todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is.
03:50Muito obrigado pela parceria, pela audiência,
03:53especialmente você que gosta de acompanhar o noticiário,
03:56o programa pela rádio, né?
03:58Você que é motorista de aplicativo, taxista,
04:01valeu pela parceria.
04:02Continue com a Jovem Pan
04:04em todas as emissoras e cidades espalhadas por todo o Brasil.
04:08Deixa eu chamar o Roberto Mota.
04:10Deixa eu começar essa com o Roberto Mota.
04:12Mota, a gente tem acompanhado muitos debates, né?
04:15Sobre a possibilidade de reformar o Judiciário.
04:18Teve uma manifestação do ministro Dino
04:21que sucede aquela ideia do presidente da corte, Edson Fachin.
04:26Ah, inclusive, foi aberta ali uma divergência, né?
04:29Foi uma contraposição, inclusive, à sugestão de Edson Fachin.
04:33Mas há um entendimento para uma ala da Suprema Corte
04:36de que, bom, se querem mudar o Judiciário,
04:39é preciso mudar também o Legislativo e o Executivo.
04:42Se é para mudar, vamos mudar todo mundo.
04:44De que maneira isso contaminará os debates eleitorais?
04:48Tem que mudar e tem que mudar o quê?
04:52Isso me lembra aquela famosa frase
04:55de uma obra de literatura,
04:57que eu acho que é o Gato Pardo,
04:59que diz que é preciso que tudo mude
05:02para que tudo fique como está.
05:04É lógico.
05:06Se tem uma coisa que não falta no Brasil,
05:08é reforma.
05:10Getúlio Vargas chegou ao poder
05:12no golpe de Estado de 1930,
05:16prometendo uma reforma total da República Velha.
05:20E aí Getúlio entregou ao Brasil o Estado Novo,
05:24uma ditadura de caráter fascista,
05:26que até hoje é aplaudida pela esquerda brasileira.
05:31Se a gente der um passo para trás
05:33e olhar o cenário do Brasil,
05:35o problema mais grave de hoje
05:38é o uso do sistema de justiça.
05:42para a tomada do poder político.
05:45É evidente que quem participa desse processo
05:49não vai aceitar nenhuma reforma que mude isso.
05:53Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila,
05:55porque nos últimos meses nós tratamos,
05:58por diversas vezes,
06:00de possibilidades de alteração,
06:03sinalização, autocontenção,
06:05pacificação.
06:06Dávila, como é que você observa
06:08esses movimentos que propõem reforma do judiciário?
06:11Primeiro teve aquela sugestão do ministro Edson Fachin,
06:14o Código de Conduta, o Código de Ética.
06:17Depois teve a manifestação do ministro Dino,
06:20que é uma alternativa, inclusive,
06:22à proposta do ministro Fachin.
06:25Mas há também, em outros poderes,
06:27a defesa de que é preciso mudar,
06:29e mudar muito,
06:30as regras do judiciário,
06:32especialmente da Suprema Corte.
06:34Quais aspectos dessa discussão
06:37você gostaria de trazer,
06:38destacar e sublinhar aqui pra gente?
06:41É preciso mudar muito,
06:43e isso não será feito com medidas paliativas
06:45no Supremo Tribunal Federal.
06:47Terá de ser feita no Senado Federal.
06:50Esse, sim, o poder que serve
06:52como freio e contrapeso ao judiciário.
06:56Mas, como bem lembrou o senador Alessandro Vieira,
06:59nesse Senado,
07:00que é um verdadeiro Senado
07:02de rabo preso com interesses,
07:04não dá pra esperar mudanças radicais.
07:07Então, como é que resolve esse cheque
07:10que está o Senado?
07:12O Senado, que tem o poder
07:13de fazer a mudança,
07:15não faz, porque tem medo.
07:17Há muito rabo preso,
07:18tem medo que o ministro
07:20desengavete lá um projeto
07:21que acaba prejudicando,
07:24não só o mandato,
07:25e comprometendo a reeleição desse senador.
07:27Então, a solução é ficar quieto.
07:29E aí, nós não toleramos como cidadãos.
07:31Então, como é que sai dessa encruzilhada?
07:34Como é que sai desse cheque?
07:36Esse cheque sai da seguinte forma.
07:38O Senado cria uma comissão de juristas notáveis.
07:43Pode incluir aí ex-ministros do Supremo,
07:46constitucionalistas notáveis,
07:49pessoas de profundo conhecimento jurídico,
07:53pra escrever esse projeto
07:55de enquadramento do Supremo Tribunal Federal
07:59naquilo que está na Constituição,
08:01pra ser uma corte constitucional.
08:03E neste projeto,
08:05é preciso ressaltar pontos importantes.
08:09Primeiro, acabar com esta imoralidade
08:12de penduricalhos, benefícios,
08:15Supremo Tribunal Federal e juízes
08:18ganhando acima do teto constitucional.
08:20Como é que você vai confiar
08:21nos juízes de um país
08:23quando eles não respeitam a própria lei?
08:25Não dá.
08:26Então, precisa acabar com essa farra,
08:28que é o judiciário mais caro do mundo,
08:311,3% do PIB.
08:33Segunda coisa,
08:35é preciso acabar com as decisões monocráticas.
08:39Esse mecanismo vergonhoso
08:41que anula o princípio básico
08:44de uma Suprema Corte,
08:46que é manifestação do colegiado,
08:49não individual.
08:50Agora, como é que é possível
08:52usar medidas monocráticas
08:54pra enterrar casos de corrupção
08:57e corruptos confessos?
08:59Para proteger ministros envolvidos
09:01nessa farsa do Banco Master?
09:05Para usar o inquérito das fake news
09:07e perseguir cidadãos?
09:10Cercear a liberdade de expressão?
09:12Censurar veículos?
09:14Essa arbitrariedade é intolerável.
09:17Uma corte constitucional se manifesta
09:19de maneira colegiada.
09:22Por isso, precisa acabar
09:22com essas decisões monocráticas.
09:26Por último, precisa aumentar
09:28a idade mínima
09:29de ministros indicados para o STF
09:32pra 60 anos.
09:34A indicação tem que ser a croação
09:35de uma carreira jurídica brilhante,
09:38de notável saber jurídico
09:40e reputação ilibada,
09:41como bem lembrou o Beraldo.
09:43Agora, grande parte da crise
09:45hoje do Supremo
09:47reflete justamente
09:48indicações do presidente da República
09:52de candidatos de raso conhecimento jurídico
09:55e grande afinidade política ideológica.
09:58Mas é verdade que esses candidatos
10:01acabam sendo sabatinados
10:04por um Senado
10:05cuja sabatina é dominada
10:08pela indolência
10:09e pela voracidade das barganhas políticas.
10:13Portanto, só mesmo
10:14uma comissão desses juristas notáveis,
10:18constitucionalistas e ex-ministro do Supremo
10:20para fazer com que o Supremo
10:23volte a ser uma corte constitucional.
10:26E o Senado, qual o papel dele?
10:28Votar sim ou não
10:31a aprovação desse projeto.
10:33Não pode emendar,
10:34não pode apresentar modificações
10:37pelo menos por cinco anos.
10:39Assim, essa pressão política
10:41em cima dos senadores
10:43para enquadrar
10:45de acordo com os interesses
10:47particulares
10:48de membros do Supremo
10:50perde força.
10:51Pois eu vou passar
10:52para o Cristiano Beraldo
10:53trazer sua impressão
10:55a respeito desse tema
10:56que certamente vai crescer,
10:58deve ditar
10:59boa parte dos debates
11:01e claro que os presidenciáveis
11:02também vão
11:04propor mudanças, né?
11:06Beraldo, inclusive
11:07o Partido dos Trabalhadores
11:09já lança também
11:10a sua cartilha,
11:12a sua versão,
11:12as suas propostas
11:13de alteração
11:14porque parece que não querem
11:15ficar para trás, né?
11:16Os integrantes do PT
11:17não querem ficar para trás
11:18porque observam que
11:19figuras da centro-direita
11:22e da direita
11:22já tinham lançado
11:24na frente
11:25propostas de mudança.
11:27Mas, e essas sugestões,
11:29as propostas feitas
11:31pela própria Suprema Corte,
11:33propostas que prevêm
11:34autocontenção
11:35ou que indicam
11:39medidas que
11:40assegurem mais transparência
11:42na atuação desses ministros,
11:45tudo isso tende a
11:47evitar ou brecar
11:49o movimento
11:50que defende
11:51impedimento de ministros?
11:52Seria uma vacina
11:54para isso?
11:54Mas ainda dá tempo,
11:55Beraldo?
11:57Beneto, nós precisamos
11:59ter consciência,
12:00como nação,
12:01como povo,
12:02nós precisamos ter consciência
12:03primeiro
12:04de que o Brasil
12:05no estado
12:06em que ele se encontra
12:08ele não admite
12:09remendo.
12:11Não se resolverá
12:13o verdadeiro
12:14caos brasileiro,
12:15esse Brasil do absurdo,
12:17esse Brasil inviável,
12:19esse Brasil tão rico
12:20que proporciona
12:23a uma grande parcela,
12:25uma imensa parcela
12:26da sua população,
12:28uma vida tão pobre.
12:29Aliás, as pessoas
12:30se iludem
12:31achando,
12:32porque elas têm lá
12:33alguma coisinha
12:35de patrimônio,
12:36que elas vivem bem,
12:37que o Brasil é bom,
12:38não,
12:38o Brasil não é bom,
12:39não.
12:39Porque se estivessem
12:41num país realmente
12:41civilizado,
12:43se estivessem
12:44num país
12:44que fosse
12:46administrado
12:47pelo bem
12:48de longo prazo
12:49da sua própria
12:50população,
12:51o esforço
12:52que essas famílias
12:54fazem
12:54para ter um pouco
12:55de patrimônio,
12:56uma vida decente,
12:58elas seriam
12:59muito mais
13:00bem recompensadas
13:01com um patrimônio
13:03muito maior,
13:04uma vida
13:05muito melhor.
13:06Então,
13:06o Brasil não aceita
13:08remendo.
13:09E a outra realidade,
13:10Caniato,
13:10é que o Brasil
13:13precisa ser
13:15reconcebido.
13:16Não adianta
13:17simplesmente
13:17fazer uma reforma
13:19do judiciário,
13:20porque esses
13:22que se propõem
13:23a fazer essa reforma
13:24não estão ali
13:27focados
13:27num verdadeiro
13:29funcionamento
13:30adequado
13:30que se deseja
13:31para o poder judiciário,
13:33eles estão ali
13:33sofrendo uma série
13:35de influências
13:36de curto prazo,
13:37afinal de contas
13:37estamos falando
13:38de eleição.
13:39E passada
13:40essa eleição,
13:40dois anos depois
13:41temos eleições locais,
13:43dois anos depois
13:43temos novas eleições
13:44nacionais,
13:45e essa é a dinâmica
13:46da política,
13:47é assim que é.
13:48Portanto,
13:49não podemos
13:50nos deixar levar
13:52que vai vir alguém
13:53com a fórmula mágica.
13:55Para o judiciário,
13:56que no meu ponto de vista
13:58tem que ser
13:59transformado,
14:01reconcebido,
14:01reescrito,
14:03a partir
14:03ou acompanhado
14:05de uma nova
14:06constituição,
14:06não,
14:07mas isso tem
14:08que ser feito,
14:08e aí eu concordo
14:09100% com o Dávila,
14:10com pessoas de fora,
14:12pessoas que olhem
14:13para a estrutura
14:14do Brasil
14:14e consigam
14:17identificar
14:18qual é
14:19o judiciário
14:20necessário
14:21para o país
14:22que somos,
14:23e que a partir
14:24daí ele funcione
14:25de uma forma
14:27justa,
14:28equilibrada,
14:28sem permitir
14:31moleza
14:32para nenhum
14:32dos lados,
14:34sem permitir
14:35militância
14:37dentro das togas,
14:39e aí sim,
14:39quem sabe,
14:40o brasileiro
14:41terá motivos
14:42verdadeiros
14:43para voltar
14:44a acreditar
14:45e confiar
14:46no judiciário.
14:47Deixa eu trazer
14:48o Diego Tavares,
14:49que é o operador
14:50do direito
14:51da bancada,
14:52vai trazer também
14:52suas impressões,
14:54esse tema
14:54cresce a cada dia,
14:55né, Diego?
14:56E há dúvidas
14:56exatamente sobre
14:57qual seria
14:59a reforma possível
15:00do judiciário,
15:01uma que é proposta
15:02pelos próprios
15:03integrantes
15:03da Suprema Corte,
15:04quase como
15:05uma resposta
15:06à sociedade
15:08ou até
15:08ao legislativo,
15:10aquela coisa,
15:10né,
15:10temos que entregar
15:11alguma coisa,
15:12vamos mudar,
15:13mas não vamos mudar
15:14muito,
15:15ou as defesas
15:17que são feitas,
15:17por exemplo,
15:18por integrantes
15:19do legislativo,
15:20que entendem
15:21que é preciso
15:22alterar a regra
15:23para admissão
15:24dos ministros
15:25da Suprema Corte,
15:26estabelecer
15:26idade mínima,
15:28alguns defendem
15:30mandato,
15:30enfim,
15:31que reformas
15:32você entende
15:32que é a mais
15:33adequada
15:34e é possível
15:35para esse momento?
15:37Olha,
15:37Caniato,
15:38esse,
15:38sem dúvida,
15:39é um dos grandes temas
15:40que serão tônica
15:41nas eleições
15:43que acontecem
15:44esse ano.
15:44O que nós temos
15:45hoje como propósito,
15:46tanto por parte
15:46do Poder Judiciário,
15:47quanto por parte
15:48de membros
15:49do Legislativo,
15:50não são,
15:50na verdade,
15:50reformas,
15:51são remenos,
15:52não resolvem
15:53o problema estrutural
15:54da Suprema Corte,
15:55problema estrutural
15:56que inclusive o Dávila
15:57tangenciou muito bem
15:58com as propostas
15:59que ele já delineou
16:00aqui no comentário dele,
16:01se algum parlamentar
16:02ou algum pré-candidato
16:03à presidência
16:04estiver assistindo
16:04os pincos dos is,
16:05tem uma receita pronta.
16:07Eu só gostaria
16:08de fazer uma emenda
16:09a esse projeto
16:09do Dávila,
16:10que é a questão
16:11das competências
16:12do Supremo Tribunal Federal.
16:14E a partir da revisão
16:15das competências
16:16da Suprema Corte,
16:17aí sim nós podemos
16:19começar a falar
16:19numa verdadeira reforma
16:21da Corte Constitucional.
16:22Nós temos uma distorção
16:23muito grande
16:24no papel da Suprema Corte
16:25brasileira.
16:26Só pra você ter uma ideia,
16:27Caniato,
16:27também quem nos acompanha
16:28aqui nos Pingos nos Is,
16:29o Supremo Tribunal Federal
16:31é uma das cortes
16:32constitucionais
16:32que no mundo
16:33julga mais processos.
16:35O Supremo Tribunal Federal
16:36tem em média
16:3765 mil processos
16:38por ano,
16:40processos que são
16:40divididos aí
16:41pelos 11 ministros.
16:43Os Estados Unidos,
16:44por exemplo,
16:44tem 60,
16:45não é 60 mil,
16:46são só 60 processos
16:48pra serem julgados
16:49em um ano.
16:50Por quê?
16:50Porque é uma Suprema Corte
16:51que se volta
16:52ao papel
16:53de corte constitucional,
16:55uma corte que tem
16:56por finalidade
16:57somente o exame
16:58da Constituição.
16:59Aqui o Supremo Tribunal Federal
17:01ele examina a Constituição,
17:02ele é a instância
17:03recursal de processos,
17:04ele é a instância
17:05originária
17:06de processos criminais,
17:08algo que inclusive,
17:09infelizmente,
17:09de forma pouco republicana,
17:11virou moda
17:12nos últimos tempos,
17:13o Supremo Tribunal Federal
17:14iniciar processos criminais
17:16e atuar,
17:16inclusive,
17:17como investigador
17:18e por vezes ainda
17:20quando os próprios ministros
17:21são vítimas.
17:22Então,
17:22considerando esse alto volume
17:24de competências
17:25do Supremo Tribunal Federal,
17:26qualquer alteração,
17:28seja o mandato,
17:29seja a alteração
17:30dos critérios de escolha,
17:31não vai passar
17:32de um remendo,
17:33não vai solucionar
17:34o problema.
17:35Nós precisamos,
17:36de forma estrutural,
17:37revisar as competências
17:39da Suprema Corte.
17:40O Supremo Tribunal Federal
17:41tem que se deter
17:42no exame,
17:43na defesa,
17:43na interpretação
17:44da Constituição.
17:46E claro,
17:47isso em parte também
17:48é um problema
17:49da nossa Constituição,
17:50que é uma Constituição
17:51prolixa,
17:52uma Constituição
17:52que tangencia
17:54muitos temas.
17:55Não é que nem,
17:55voltando aqui ao exemplo
17:56dos Estados Unidos,
17:57uma Constituição enxuta,
17:59que fala pouco,
17:59que tem poucos artigos
18:01e que esses artigos
18:02são interpretados
18:02para que se dê
18:03aplicabilidade
18:04a todo o aparato legal
18:05do país.
18:06Então,
18:07enquanto nós
18:08não tratarmos
18:09daquilo que o Supremo Tribunal
18:10Federal faz,
18:11dificilmente nós conseguiremos
18:13reduzir essa carga
18:15de poder
18:15dos ministros.
18:16isso até pode ser diminuído
18:18por um caso emblemático,
18:19como é o caso do Master,
18:21que coloca,
18:21de certa forma,
18:22alguns dos membros
18:23da Suprema Corte
18:23contra a parede.
18:25Mas o fato é que,
18:26no ciclo,
18:26se nós não revisarmos
18:27esse problema,
18:28só o que acontece
18:29é um arrefecimento
18:30da situação.
18:31Logo isso volta,
18:32logo isso volta de novo,
18:33e a história vai
18:34sofrendo esse ciclo,
18:36até que uma reforma,
18:37de fato,
18:38seja feita
18:38e a Suprema Corte
18:39cumpra o seu papel
18:41princípio,
18:41que é de corte
18:43constitucional,
18:43um tribunal que se detenha
18:45no exame e na defesa
18:46da Constituição Federal.
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