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Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Firjan, analisa os efeitos das recentes políticas tarifárias dos Estados Unidos para o Brasil. O entrevistado destaca que, embora alguns setores, como o de pescados, tenham obtido um alívio temporário com a tarifa de 10%, o cenário de incerteza continua freando o apetite exportador de muitas empresas.

A discussão aborda a complexidade da balança comercial, dominada por petróleo e aço, e a necessidade estratégica de diversificação de mercados para mitigar riscos, além das dificuldades enfrentadas por pequenas e médias indústrias diante das variações nas taxas de importação americanas.

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Transcrição
00:00As novas tarifas americanas de 10% que entrariam em vigor hoje não valem para todos os produtos brasileiros.
00:07Alguns continuam isentos, outros seguem pagando um pouco mais.
00:10A gente vai falar sobre isso com o Rodrigo Santiago, que é presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da
00:16Firjan.
00:17Rodrigo, seja muito bem-vindo a essa edição do Radar.
00:20Olá Marcelo, obrigado pelo convite.
00:22Vamos começar falando então de aço e alumínio.
00:25Nesse caso aí, as tarifas continuam altíssimas. 50% mais 10% agora, é isso mesmo?
00:34Exatamente Marcelo.
00:35E para nós aqui no Rio de Janeiro nos causa grande preocupação a manutenção dessas tarifas,
00:42que nós já seguimos desde o início dessa nova política tarifária pelo presidente Trump.
00:48haja visto que aço e alumínio representam mais de um terço, ou aproximadamente um terço,
00:54da nossa exportação para os Estados Unidos.
00:59Agora muitos outros produtos estão isentos totalmente, é o caso do café brasileiro.
01:03E uma terceira categoria que eu acho que é o que mais interessa para a nossa conversa agora,
01:07é aqueles produtos que estavam pagando entre 10% e 50% e agora a tarifa será de 10%.
01:13Queria que você citasse para a gente alguns produtos ou alguns setores que vão se beneficiar dessa nova tarifa de
01:1910%.
01:22Olha, nós ainda estamos analisando todos os setores que serão alvo dessa tarifa horizontal de 10%.
01:30Posso citar uma aqui que temos certeza que por hora se beneficia dessa nova medida,
01:37que é o setor de pescados.
01:38Pelo menos pela horizontalidade da medida, haja visto que ela se aplica a todo mundo,
01:45a grande falta de competitividade que tinha para o produto brasileiro em relação a outros países
01:52que possuíam acordos com os Estados Unidos, cessa pelo menos momentaneamente.
01:57Então, essa tarifa de 10% traz momentaneamente um alívio para esse setor.
02:04E você prevê aumento rápido da exportação brasileira para os Estados Unidos,
02:08já que agora as tarifas para muitos produtos estão mais baixas?
02:14Olha, a rapidez no fluxo do nosso comércio, podemos com grande certeza dizer que não.
02:22Por quê? Nós ainda estamos em um grande dominador de incertezas.
02:27A insegurança, a incerteza relativa às políticas tarifárias dos Estados Unidos ainda é o que rege as decisões empresariais.
02:37Então, o empresário tende a não se mover com essas incertezas.
02:43E isso foi muito visto, se a gente compara o nosso comércio bilateral, 24 para 25.
02:4925 anos dessa nova política tarifária, onde o comércio bilateral com o Rio de Janeiro e os Estados Unidos praticamente
02:59não cresceu.
03:00Ele até mesmo diminuiu um pouquinho.
03:03Enquanto o comércio exterior fluminense cresceu mais do que 9%.
03:07A gente pode pegar outros países, como o caso da China ou da Europa, que esse comércio bilateral cresceu bastante.
03:15Com a China, o comércio cresceu, o Rio de Janeiro cresceu mais de 9%, com os Estados Unidos não tanto.
03:22Então, o que a gente pode dizer é que a manutenção, parte dessas tarifas em relação, por exemplo, à seção
03:28232 no ácido alumínio,
03:31ou essas incertezas de 10%, 15% de vai e vem aos demais setores, causa ainda uma grande incerteza e
03:37insegurança
03:38que freia muito o apetite exportador de algumas das nossas indústrias aqui.
03:43Isso que você está trazendo é interessante, porque a gente sabe que quando as tarifas americanas vieram,
03:49parte da produção brasileira das nossas exportações foram direcionadas para outros países
03:54para tentar compensar a falta do mercado americano.
03:57Eu queria te perguntar se fazer o caminho inverso agora vai ser algo simples.
04:01Se, por exemplo, deixar de vender alguns produtos para a China ou para a Europa
04:05para reconquistar o mercado americano, se vai ser um movimento simples de ser feito.
04:12Simples nunca é.
04:14Todavia, os Estados Unidos é um grande parceiro comercial do Brasil e do Rio de Janeiro.
04:19Se nós tirarmos petróleo dessa balança comercial, os Estados Unidos é o primeiro parceiro,
04:27tanto na importação quanto na exportação de bens do Rio.
04:31Ele, como você bem sabe, é também um grande parceiro comercial do Brasil.
04:37Então, a gente tem um grande interesse no mercado americano e nos produtos americanos,
04:43produtos e serviços americanos.
04:44Então, a nossa relação continuará intensa.
04:47Essas instabilidades ligadas à política tarifária deles freiam um pouco o nosso apetite,
04:55mas, ainda assim, continuaremos a ter uma relação importante e necessária.
05:02Agora, como você bem mencionou, isso nos levou, desde o ano passado,
05:07tanto o próprio governo brasileiro quanto, muito apoiado pelo setor privado,
05:12e notadamente a indústria, foi na diversificação de destinos para os nossos produtos,
05:19de parcerias comerciais.
05:21Então, acho que essa tendência, ela se manterá ao longo do ano,
05:26espero que pelos próximos anos, para que nós não tenhamos todos os ovos num sexto só.
05:31Então, realmente precisamos manter essa política de diversificação.
05:36Claro, apoiando a nossa diplomacia, apoiando o diálogo com os Estados Unidos,
05:43notadamente via nossos parceiros comerciais lá,
05:46para que nós tenhamos um cenário de negócios mais favorável
05:51ou mais amigável para todos nós.
05:55Rodrigo, o que o Rio vende de mais significativo para os Estados Unidos hoje?
06:01Petróleo e aço compõem quase a totalidade da balança comercial,
06:08no caso, a totalidade da pauta exportadora do Rio.
06:11E desde o início dessa nova política tarifária,
06:15nós tivemos o óleo cruz de petróleo nas listas de exceção.
06:22Então, por isso que quando olhamos em termos agregados,
06:26nós podemos pensar, primeiramente, que o Rio não foi tão afetado assim.
06:32Mas há um cuidado muito importante,
06:36e esse foi o principal trabalho da Federação das Indústrias aqui no Rio,
06:39é o olhar para as pequenas e médias empresas,
06:42que por vezes tinham quase a totalidade da sua produção
06:46destinada ao mercado americano.
06:49E que dentro do vai e vem de política de tarifas e exceções,
06:53muitos perderam a força, como se tem logo no início,
06:56o setor de pescados era um deles.
06:58Até mesmo quando nós tivemos o início de uma ampliação de exceções,
07:04ele ficou de fora e ainda muito em desvantagem
07:07em relação a outras origens.
07:10A recente decisão foi favorável a esse setor,
07:14mas como o cenário de incerteza se mantém muito elevado,
07:18nós precisamos acompanhar e trabalhar
07:21para que os próximos capítulos dessa história
07:24se inscrevam de maneira, enfim, boa,
07:27ou pelo menos menos danosa para os nossos industriais.
07:30Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial
07:33de Relações Internacionais da Firjan,
07:35muito obrigado por a sua entrevista.
07:37Obrigado, Marcelo. Uma boa tarde.
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