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Os primeiros efeitos do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul começam a surgir nos mercados globais. O tratado, assinado em Assunção, Paraguai, cria um mercado de mais de 700 milhões de consumidores e impacta importações, exportações, investimentos e preços.

O economista Ricardo Rodil, líder do projeto de mercados globais da Crowley Macro Brasil, explica os efeitos para os setores, oportunidades para a indústria brasileira e como o contexto internacional acelera a integração entre os blocos.

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Transcrição
00:00Os primeiros impactos da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul
00:05começam a surtir efeito hoje nas posições de investidoras pelo mundo.
00:11O Tratado de Livre Comércio entre os blocos foi assinado no sábado, no Paraguai, na capital de Asunção,
00:17com efeitos para importações, exportações, investimentos, preços e salários
00:23nos países contemplados pela medida.
00:26Para analisar as principais reações até agora, eu recebo o economista Ricardo Rodil,
00:32que é líder do projeto de mercados globais da Crowley Macro Brasil,
00:38a quem eu começo o nosso papo desejando uma ótima tarde e agradecendo aqui a participação no Fast Money.
00:45Ricardo, quais os principais efeitos do acordo entre a União Europeia e Mercosul nos mercados globais?
00:53Claro que a gente já entendeu as vantagens de importação e exportação,
00:58mas um tratado desse tamanho, que vai criar um livre comércio com 700 milhões,
01:04mais de 700 milhões de habitantes, muitos deles morando em países de alto padrão de consumo,
01:09isso cria efeitos secundários.
01:12Era aí que eu queria chegar com você, né?
01:14Pensando num efeito em cadeia, até onde esse acordo pode ir além de Mercosul e União Europeia,
01:21que já é grande o suficiente.
01:24Boa tarde mais uma vez.
01:26Boa tarde, é um prazer voltar à CNBC.
01:30Vamos lá.
01:33O acordo foi assinado antes de ontem, no Paraguai, como você falou,
01:39mas ele ainda precisa da ratificação do Parlamento Europeu.
01:43Eu não tenho muitas dúvidas de que lá possa ser realmente validado e começar a surtir os efeitos que nós estamos esperando.
01:54Eu acho que o momento, apesar dos atrasos enormes que tivemos na negociação de mais de duas héteras desse acordo,
02:03é um momento muito especial e que talvez seja até melhor do que qualquer outro.
02:09Por quê? Porque do jeito que o mundo está começando a ser dividido,
02:14América, China e Rússia, e não tem para mais ninguém,
02:19a Europa, de alguma maneira, ficou, digamos, sobrando.
02:24E, juntamente com o Mercosul, estão formando esse mercado enorme de 720 milhões de consumidores,
02:33que, obviamente, representa uma vantagem.
02:36Os impactos nós não vamos ver imediatamente.
02:42Por quê?
02:42Porque quase todas as diminuições de tarifas têm um prazo, certo?
02:50Eu acho que o prazo mínimo é de sete anos, nove anos, mas vai até 15 anos.
02:55Logicamente que não é que nós vamos esperar 15 anos e aí baixar totalmente a tarifa.
03:00As reduções vão ser graduais num prazo de até sete, nove, 15 anos.
03:08Ok?
03:10É difícil.
03:12Eu vejo o setor de frutas e verduras se queixando de que poderá ter impacto na exportação de produtos frescos,
03:22mas eu acho que nada é como um dia após o outro.
03:26Eu acho que tem que, sim, dar o tempo de fazer as acomodações necessárias.
03:32Do lado do Brasil, mesmo que possa ter eventuais perdas em alguns setores,
03:39por exemplo, se tiver perda em frutos, apesar que eu tenho algumas restrições a isso,
03:44mas tem um aspecto que é vital, que é que a indústria brasileira poderá importar máquinas
03:55para melhorar a produtividade e inovação com muito mais vantagens do que tem hoje.
04:01E isso é fundamental, porque nós aqui, em diversos governos até aqui,
04:07parece que estamos cuidando somente da demanda, certo?
04:11É a demanda que interessa.
04:12Bom, mas se só tiver a demanda sem o aumento na oferta, o resultado é a inflação.
04:20Então, eu tiro um pé.
04:23Essa possibilidade de importação de máquinas, que na Europa se tem seguramente,
04:31para melhorar a produtividade, vai melhorar o lado da oferta.
04:35Portanto, vai até aliviar pressões inflacionárias eventuais.
04:39O resto, o resto é a acomodação, que vai ter que ter dos dois lados.
04:45O agronegócio francês, que é o que mais resiste, sai com os tratores lá pelas ruas de Paris,
04:53eles, de alguma maneira, um pedaço deles está morrendo.
04:57São mais de 400 empresas do agronegócio francês que estão morrendo por ano,
05:01que estão saindo do mercado por ano.
05:03Então, esse mercado está morrendo naturalmente.
05:07Então, esse é um espaço que seguramente o nosso agronegócio vai ter condições de ocupar.
05:14É claro que quando a gente fala de grandezas desse tamanho,
05:19um bloco importante aqui no Mercosul e do outro lado do Atlântico,
05:2327 países, entre eles as maiores potências econômicas do mundo,
05:27tem aí a Alemanha, tem aí a França, a Itália, que é a segunda maior parte industrial da Europa.
05:33Quando a gente fala de grandezas desse tamanho, coincidências não existem.
05:36Obviamente que com a pressão tarifaço, essa quebra do conceito multilateralista
05:44que o Donald Trump acabou impondo na pauta em 2025, com uma forte extensão em 2026,
05:51e a gente já começa o ano com essa ameaça de quem não me apoiar com o projeto Groenlândia
05:56vai sofrer sobretaxação e depois sobretaxação.
06:00Quer dizer, o Donald Trump está ajudando a integrar este bloco,
06:08quer dizer, essa união entre os blocos Mercosul e União Europeia?
06:12É nesse ponto que eu estou dizendo que coincidências não existem.
06:16Houve uma aceleração no processo que já estava aí se desenrolando havia 26 anos.
06:22Agora, a tendência é que haja uma aceleração nessas ratificações?
06:26Existe uma tendência em que outros países queiram participar,
06:31mesmo que satelitalmente, desse mega acordo, desse mega bloco,
06:37para tentar depender menos dos Estados Unidos?
06:40Indiretamente, o Donald Trump passa a ser um ator importante nesse acordo?
06:46Donald Trump, sem querer, ajudou, sem dúvida.
06:49Por isso que eu falei que a Europa tinha ficado isolada dentro dessa divisão do mundo
06:54que o Donald Trump está querendo fazer.
06:56Eles, a China e a Rússia.
07:00Então, isso realmente é um incentivo muito grande.
07:04E, seguramente, eu apostaria nisso,
07:08seguramente vai ter terceiros países que serão associados,
07:14como no Mercosul tínhamos os países associados.
07:18Isso é uma tendência natural.
07:21Queria agradecê-la ao senhor Trump.
07:26Claro que sim, claro que sim.
07:28E olha que a gente, repito o que eu falei aqui um pouco mais cedo no jornal,
07:31é só o começo de 2026, senhor Ricardo.
07:33Vamos ver muita coisa acontecendo, ainda impulsionada pelo Donald Trump.
07:38Queria agradecer a conversa que eu tive com o Ricardo Rodil,
07:41que é economista e líder do projeto de Mercados Globais,
07:45da Crohn Macro Brasil.
07:48Senhor Ricardo, muito obrigado pelos esclarecimentos.
07:50Até uma próxima.
07:51Eu agradeço o espaço e fico à disposição.
07:54Perfeito.
07:54Obrigado.
07:55Obrigado.
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