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A Polícia Federal teria deixado de compartilhar com o Judiciário o conteúdo de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos no caso do Banco Master, incluindo 52 celulares, segundo informações divulgadas pela imprensa. O ministro André Mendonça cobrou detalhes sobre o material analisado, enquanto o episódio abre nova tensão entre governo e Judiciário.

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Transcrição
00:00A Polícia Federal vem ocultando do judiciário o conteúdo de vários aparelhos,
00:06dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos em ações contra possíveis envolvidos no caso do Banco Master.
00:13Dentre eles, 52 telefones celulares.
00:16Essa informação foi divulgada inicialmente pelo portal Poder 360.
00:21O ministro André Mendonça relata o caso e cobra detalhes do material que foi encontrado pela corporação,
00:28que preparou relatório detalhado, com cruzamento de dados sobre o possível envolvimento de autoridades nesse escândalo.
00:36O comportamento da Polícia Federal abriu uma nova crise entre governo e judiciário,
00:42já que os magistrados foram citados no documento em apuração sem aval do STF, mas com ciência do presidente da
00:50República.
00:51O novo relator realiza reuniões com os responsáveis pelas investigações para tentar alinhar e tomar pé de todo o caso
01:00e das investigações em curso.
01:02Começar essa com o Mota, Mota, é uma situação bem embaraçosa, né?
01:07A Polícia Federal estaria omitindo ou não teria compartilhado todas as informações do conteúdo encontrado nos celulares dos investigados.
01:16E deve ter uma porção de coisas que comprometem, em alguma medida, figurões, né?
01:23É muita coisa estranha, Caniato, né?
01:27A começar pelo fato de, mais uma vez, a Corte Constitucional está conduzindo a investigação,
01:36investigação que até pouco tempo, ela relatada por outro magistrado,
01:42que abdicou da relatoria, embora todos os magistrados digam que não havia nada de errado com a relatoria dele.
01:50Então, a gente até agora não sabe direito o que ele abdicou.
01:53Abdicou da relatoria, mas continua tendo direito a voto nesse processo.
01:59Essa história tem tantos aspectos peculiares que é muito difícil escolher qual aspecto é o mais estranho.
02:09Mas essa história do relatório ou dos relatórios da PF é uma forte candidata, né?
02:17Inclusive, parece que a PF teria feito um relatório com uma investigação detalhada
02:24que incluiria cruzamento de dados sobre possíveis contatos daquele ministro que acabou afastado da relatoria,
02:34contatos dele com pessoas relacionadas ao Banco Master.
02:40E aí, segundo o que se sabe através da mídia, nenhuma declaração oficial a respeito disso,
02:48mas segundo fontes da mídia, dez dos ministros consideraram que esse relatório era ilegal, inválido juridicamente.
02:58A detalhe é que, segundo essas fontes da mídia, esse relatório que os ministros consideraram ilegal e inválido juridicamente
03:08teria sido preparado com o conhecimento e a aprovação da presidência da República Federativa do Brasil.
03:19Olha, Caniato, esse mistério está ficando cada vez mais complicado.
03:26Esse episódio citado pelo Motta, inclusive, ele é tão importante quando a gente analisa todo o caso
03:33que juristas ou especialistas advogados que já conversaram com vários canais de notícias
03:41relatam que isso por si só poderia cancelar toda a investigação no futuro.
03:47Então, imagina a loucura, né?
03:49Muitos meses, por exemplo, ou até anos de investigação, para lá na frente, algum investigado ou alguém que venha se
03:57tornar réu
03:59consiga cancelar todo o processo por um erro no trâmite aí.
04:03Ah, incluíram alguém da Suprema Corte sem o aval da Suprema Corte, se não poderia ter sido feito pela Polícia
04:10Federal,
04:11cancela todo o processo.
04:13Tudo bem, talvez eu esteja exagerando aqui, mas quem disse isso não fui eu, não.
04:17Vários advogados que foram consultados pelos veículos de comunicação.
04:21Você, Dávila, é uma notícia importante essa, né?
04:24A omissão ou a possível omissão por parte da Polícia Federal do conteúdo encontrado nos celulares
04:30de 52 pessoas, ou melhor, 52 celulares encontrados com pessoas investigadas nesse caso.
04:39É, Caniato, nós já vimos na história recente do Brasil essa história de cancelar prova e cancelar processos
04:47e acabar com que aquilo que foi considerado o maior escândalo de corrupção da história do Brasil,
04:53a Lava Jato, foi sepultada em cima de certas tecnicalidades jurídicas.
05:00E isso pode acontecer.
05:02Não há dúvida que esse nome extenso de pessoas envolvidas no banco, no escândalo do Banco Master,
05:10estão se mobilizando para sepultar o caso, enterrar provas, liquidar com evidências
05:19e evidentemente tentar anular qualquer tipo de investigação ou provas que possam comprometer pessoas importantes da República.
05:27Este é um movimento.
05:29Mas aí tem outro movimento acontecendo e esse é o que me traz esperança.
05:34Uma das grandes oportunidades na história para essas mudanças transformadoras
05:40é quando há um racha dentro das corporações.
05:44Porque toda vez que tem uma crise, Caniato, as corporações se fecham em copas,
05:49se unem e reagem de um jeito para proteger os seus membros,
05:53proteger a instituição e não deixar a instituição ser arrastada para o mar de lamas.
05:59Mas quando começa a ter dissidência dentro das instituições, das corporações,
06:07aí sim é uma oportunidade para mudanças.
06:10Então, ao contrário do que aconteceu no passado, dessa vez nós começamos a ver sinais de divergência
06:17dentro do próprio Supremo, dentro da polícia, dentro da Receita,
06:21e isso mostra que tem gente séria que quer cumprir o seu papel,
06:27e por querer cumprir o seu papel corretamente,
06:30que é denunciar falcatruas, roubos, assaltos no governo,
06:35ou no Estado brasileiro, agora estão sendo perseguidos.
06:38Então, começa a ter uma divisão dentro da corporação.
06:41E aí abre-se um espaço importante para um alinhamento de interesses
06:48de corporações insatisfeitas com a imprensa,
06:53com este sentimento de indignação da população,
06:57para que nós possamos ter mudanças para valer.
07:01Portanto, é um momento de muita incerteza,
07:04mas também de muita esperança,
07:07ver o Brasil finalmente começar a se mobilizar
07:12para sepultar esses feudos criados por corporação
07:18para fazer o brasileiro de trouxa,
07:22enquanto eles podem fazer o que bem entender
07:25e sair impune da história.
07:27É claro que trabalhamos com algumas informações de bastidores,
07:32não são informações oficiais.
07:35Há divulgação de, sei lá, trechos da investigação
07:39ou tal conversa no celular de tal pessoa,
07:43daí acabam divulgando um print, por exemplo.
07:45Então, a gente não tem o contexto da discussão, da conversa,
07:48mas há muitas informações que vêm sendo reveladas
07:51e que vieram à tona.
07:53Então, é possível, pelo menos, que isso indique o caminho
07:57de determinada investigação.
07:59Daqui a pouco, o Bruno Moussa vai trazer também
08:01suas análises em relação a essa notícia,
08:03mas tem um outro aspecto que eu queria pedir para o Mota se debruçar.
08:07Mota, quando o Dávila fala sobre uma possível divisão
08:11dentro da instituição,
08:14avaliações diferentes a respeito daquilo que você trouxe,
08:18a possível participação ou a conexão do magistrado
08:24com a figura central da investigação, enfim.
08:28Caso haja essa dissidência, ou esse racha, ou essa divisão,
08:34esse não pode ser um fator determinante
08:36para que a investigação acabe pegando um rumo diferente,
08:41sobretudo com um relator que, em tese,
08:44faria parte de um outro grupo, daquele que relatava o caso?
08:49Bom, que isso pode ser um fator
08:54para que a investigação tome um outro rumo,
08:57pode, Caniato.
08:58Nada garante que vai ser um rumo melhor do que o atual, né?
09:02O que acontece é que, dentro das inúmeras tragédias
09:06que nós assistimos nos últimos anos no Brasil,
09:10essa tragédia se sobressai,
09:13que é a utilização política da polícia.
09:18Isso é um caminho cujo retorno é muito difícil.
09:23Quando a polícia deixa a sua obrigação de lado
09:29e passa a servir como instrumento de política,
09:34tudo pode acontecer.
09:36E, para quem não está dentro desse jogo,
09:40é muito difícil, quase impossível,
09:44saber, olhando de fora,
09:46o que é verdade, o que é mentira,
09:49o que foi feito de acordo com a lei
09:52e o que foi feito extrapolando
09:55os devidos poderes e o processo legal.
10:00O que a gente viu nos últimos anos aqui no Brasil
10:03não é encorajador.
10:05Eu coloco mais uma vez aqui a grande questão
10:09de onde virá a mudança.
10:12Se todos os que estão em posição de poder hoje
10:17foram colocados ali justamente porque aceitam
10:21fazer parte desse jogo político,
10:24como é que isso vai mudar?
10:26É um exercício que todos nós devemos fazer.
10:31Você, Musa, ainda que muitos tenham esperança,
10:34o relator, quem vai tocar os trabalhos agora
10:38na Suprema Corte é uma figura
10:40que muito se elogia, muito discreto,
10:43enfim, possivelmente tira sigilo daqui e dali,
10:49dará mais transparência a todo o processo.
10:51veio à tona um discurso muito religioso,
10:54também é pastor, fez um discurso repleto de informações
11:01que muitos conectaram com o que tem acontecido,
11:03enfim, você não acha que é possível que a gente
11:06se depare com uma mudança,
11:09uma tomada de decisão no sentido de esclarecer tudo isso?
11:16Sim, pois é, é o que a gente espera, né?
11:21Mais transparência.
11:22Mas isso, a inversão de valores no Brasil,
11:24ela está tão grande que parece que o mínimo
11:26que a gente espera é a gente pedir alguma coisa
11:28adicional ao que a Constituição permite.
11:31É o óbvio.
11:32Só que, de novo, o ser humano naturaliza tudo,
11:34faz parte do nosso comportamento,
11:36é natural ao ser humano,
11:37e a gente aprende a lidar com as adversidades
11:39e até com essas maluquices.
11:41Então, é como se, é o exemplo que eu sempre dou,
11:44quando alguém é assaltado na rua e volta lá para o meu escritório
11:47e fala, roubaram o meu celular ali na região ali da JK,
11:52Faria Lima, aquela coisa,
11:53e fala, também a culpa é sua, você tirou do bolso.
11:55Então, nós naturalizamos a inversão de valores
11:57e quando nós pedimos transparência para algo que é público e notório,
12:02deveria ser, uma vez que toda a população está pagando
12:05de alguma forma, direta e indiretamente,
12:07por tudo isso que o Brasil está vivendo,
12:09nessa crise de imoralidade tremenda,
12:12parece que estamos pedindo algo demais.
12:14Então, é realmente aquilo que eu questiono sempre.
12:18O que é o servidor público?
12:20Ele não deveria servir ao público?
12:23Servir ao pagador de imposto,
12:26que só faz porque tem medo de ser preso
12:28e não porque espera algum tipo de retorno?
12:30Não.
12:30No Brasil, nós nos tornamos absolutamente escravos
12:33daqueles poucos que detêm o poder.
12:36Ou seja, quantas pessoas detêm o poder no Brasil?
12:40Se nós olharmos todas as instituições,
12:42será um número infinitamente pequeno
12:45frente aos 213 milhões de brasileiros.
12:47Essas pessoas legislam, comandam, judicializam
12:51absolutamente tudo sobre nossas vidas,
12:54inclusive a moralidade.
12:56Pessoas imorais decretando para você o que é moral na sua vida.
12:59E aí, nós naturalizamos quando pedimos alguma coisa mais.
13:04Queremos transparência.
13:06Nós financiamos isso de maneira coercitiva,
13:08de maneira obrigatória.
13:09Nós não temos que nos ajoelharmos e pedirmos por favor
13:13ou termos medo de pedir a transparência.
13:16Mas no Brasil, a inversão de valores é tamanha
13:19que nós viramos escravos dessas pessoas
13:21que nos extortem de alguma maneira,
13:24expoliam toda a geração de riqueza da propriedade privada
13:28e a gente precisa pedir um favor
13:30que há transparência para aquilo que nós financiamos
13:32e estão, de alguma forma, corrompendo
13:35todo esse sistema por dentro.
13:37Então, eu acho que quando as pessoas começam
13:39a tomar consciência disso, e no meu entender,
13:41como a gente falou ao longo do dia hoje,
13:43isso já vem acontecendo,
13:45a pressão começa a ficar forte.
13:48E como o próprio Davila falou,
13:50quando as peças começam a brigar entre elas,
13:53alguma coisa está surtindo efeito.
13:56De novo, eu não acredito em pressão de dentro do sistema.
14:00Mesmo que você tenha alguém ou algumas pessoas
14:02pressionando lá de dentro para a mudança,
14:05é urgente e necessário que essa pressão
14:07venha de fora do sistema político,
14:10da sociedade civil, para dentro da política.
14:13Em certo grau, eu acho que a gente está avançando.
14:15Rápido ou devagar, não sabemos.
14:17Mas eu acho que a coisa começa a ficar complicada
14:20e deve ter bastante gente sem dormir por lá.
14:22Daqui a pouco eu vou trazer informação sobre o desfile.
14:26Ainda o desfile da Escola de Samba,
14:27que homenageou o presidente da República,
14:30o presidente foi perguntado sobre esse desfile.
14:32A gente vai trazer daqui a pouquinho.
14:34O Davila só vai fechar a reflexão a respeito
14:36desse tema que a gente analisa aqui.
14:38Davila, queria só pedir para você passar a régua
14:41e encerrar essa discussão,
14:42porque há muita gente fazendo comparação com a Lava Jato.
14:45Você acha que dá para a gente colocar em perspectiva
14:48o caso do Banco Master poderia se tornar uma nova Lava Jato?
14:51Isso te anima ou te desanima?
14:55Me anima, porque é uma Lava Jato diferente.
14:58Porque, como eu disse, ao contrário da Lava Jato,
15:00existe hoje uma divisão dentro das corporações.
15:04E não é só dentro da justiça.
15:06É dentro de outros órgãos importantes,
15:09como é o caso da Receita Federal,
15:11como é o caso do COAF,
15:12como existem outras divisões dentro da política,
15:14e própria na política partidária.
15:16Então, eu vejo que a situação deste caso do Banco Master
15:21é diferente da Lava Jato.
15:23A Lava Jato era praticamente a força-tarefa do Sérgio Moro ali,
15:27que depois, quando chegou no Supremo, foi desfeito.
15:30Agora tem divisão dentro do próprio Supremo,
15:32onde começam a história.
15:33Então, me parece que, desta vez,
15:36como bem lembrou Musa,
15:38se tiver essa combinação de pressão popular
15:40com esta divisão no corporativismo,
15:43pode ser que nós estamos aí
15:46beirando um caso
15:48que pode trazer à tona
15:50os podres da República
15:52e fazer o Brasil finalmente acordar
15:55desta apatia cívica
15:57que vem, infelizmente,
16:00colaborando
16:01para que esse populismo desenfrenhado
16:03ajude a degenerar
16:05cada vez mais
16:06a moral
16:07e as instituições
16:09da nossa democracia.
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