MERCADO NOVO REDEFINE O TURISMO EM BH
O Mercado Novo deixou o abandono para virar referência cultural em Belo Horizonte. O espaço alcançou 96% de ocupação e reúne gastronomia, moda, arte e turismo criativo. A transformação foi detalhada no podcast Uai Turismo, apresentado por Isabella Ricci, com participação de Luiz Felipe de Castro.
Construído na década de 1960 para substituir o Mercado Central, o Mercado Novo ficou anos sem inauguração oficial. O prédio chegou a enfrentar abandono e baixa ocupação. Em 2010, apenas 30% das lojas funcionavam. Hoje, o espaço virou um dos pontos mais visitados e fotografados de Belo Horizonte. O projeto aposta em pequenos empreendedores, cultura local e experiências coletivas.
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O Mercado Novo deixou o abandono para virar referência cultural em Belo Horizonte. O espaço alcançou 96% de ocupação e reúne gastronomia, moda, arte e turismo criativo. A transformação foi detalhada no podcast Uai Turismo, apresentado por Isabella Ricci, com participação de Luiz Felipe de Castro.
Construído na década de 1960 para substituir o Mercado Central, o Mercado Novo ficou anos sem inauguração oficial. O prédio chegou a enfrentar abandono e baixa ocupação. Em 2010, apenas 30% das lojas funcionavam. Hoje, o espaço virou um dos pontos mais visitados e fotografados de Belo Horizonte. O projeto aposta em pequenos empreendedores, cultura local e experiências coletivas.
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NotíciasTranscrição
00:00Como que foi esse momento de revitalização mesmo do mercado?
00:02O mercado novo é composto por 1.200 lojas.
00:04Eu já lembro do mercado nesse momento, um pouco mais abandonado,
00:07algumas tentativas que não vingaram muito.
00:09Qual foi essa?
00:10Na verdade, o contexto do mercado é o seguinte,
00:13o mercado novo foi construído para substituir o mercado central.
00:15O mercado central era uma feira, céu aberto.
00:17O mercado novo desde quando?
00:17A história do mercado.
00:18Desde que eu nasci?
00:19Eu já nasci, o mercado já estava lá, a minha família já estava à frente.
00:23Esse lugar já foi só mais um mercado no centro de Belo Horizonte.
00:27E agora ele está redesenhando a cidade.
00:30É um dos pontos mais disputados, fotografados e visitados da cidade.
00:34Um verdadeiro laboratório vivo de cultura, gastronomia e criatividade.
00:39O mercado novo se reinventou, sem apagar a própria história.
00:43Ele está redesenhando a forma como a gente vive e visita BH.
00:47Esse é o tema de hoje do podcast White Turismo.
01:05Empreendedor inquieto, ele está por trás de projetos que têm movimentado a cidade de Belo Horizonte,
01:10como o Festival de Vinhos no Mercado, que já reuniu milhares de pessoas.
01:15Além de espaços como a Casa Raro e a Nos Outros Galeria,
01:18que ampliam o diálogo entre cultura, entretenimento e encontros.
01:22Sua trajetória passa também por iniciativas marcantes na cena alternativa de BH,
01:27como o Mercado das Borboletas e o coletivo O Mercado,
01:31sempre com um olhar voltado para a construção de experiências
01:34e para a valorização da cultura local.
01:36Nosso convidado de hoje é síndico e curador do terceiro piso do Mercado Novo de Belo Horizonte,
01:42onde lidera um movimento de reocupação criativa,
01:45que mistura gastronomia, arte, música e identidade urbana,
01:49transformando o espaço em um verdadeiro polo de experiências.
01:53Bem-vindo ao podcast, o Ai Turismo, Luiz Felipe de Castro.
01:57Olá, Isabela. Prazer falar com você.
01:59Prazer. Você gosta de mercado, pelo jeito, né?
02:01Gosto demais. Amo.
02:03Quando você sai, você visita muito mercado.
02:05Sou suspeito para falar, né?
02:06No ano passado, eu visitei 20 mercados pelo mundo.
02:09Mentira!
02:09E muito legal, assim.
02:11Eu sempre me amarro em viver essas experiências
02:14e tentar correlacionar aqui as coisas que a gente tem.
02:16E, felizmente, estamos em Belo Horizonte, né?
02:18Onde, eu acredito, modéstia à parte,
02:21que a gente tem um dos melhores mercados do mundo, né?
02:23Que é o caso também do Mercado Central e agora também com o Mercado Novo.
02:27Você está no Mercado Novo desde quando, Luiz?
02:30Desde que eu nasci.
02:32Eu já nasci, o mercado já estava lá,
02:34a minha família já estava à frente do espaço, né?
02:36O meu avô já era síndico do mercado.
02:38É mesmo?
02:39Meu avô tem uns imóveis lá no Mercado Novo
02:41e ele sempre administrou aquele espaço.
02:43Então, a nossa história lá é familiar.
02:46Meu pai também está lá há muitos anos e desde que eu nasci...
02:48É bem mineiro mesmo, né?
02:50Eu já tenho sido naquele propósito.
02:50Sim.
02:51E como é que foi esse movimento, assim?
02:53O mercado, eu estou vendo aqui, ele é de 1963, né?
02:56Ele nasceu de uma proposta tradicional e você reinventou o negócio.
03:00Como é que foi isso?
03:00É, na verdade, o contexto do mercado é o seguinte.
03:03O Mercado Novo, ele foi construído para substituir o Mercado Central.
03:06O Mercado Central era uma feira a céu aberto, né?
03:09A história do Mercado Central, ela se remetia lá, antigamente, à rodoviária,
03:15à praça da rodoviária, ali, inicialmente, na década de 1920, mais ou menos.
03:20Depois ela mudou ali para onde era o Campo do América, que é onde está hoje.
03:25Mas ali, onde era o Campo do América, era uma feira a céu aberto.
03:29Então, causavam diversos problemas para a cidade.
03:32Chovia, alagava, tinha lama, não tinha saneamento básico.
03:35O trânsito da cidade tinha alguns problemas.
03:37Então, a prefeitura determinou que se fizesse uma nova estrutura
03:41para continuar o Mercado Central e fazer um novo mercado municipal.
03:46A prefeitura licitou, os associados do Mercado Central compraram a ideia,
03:51pagavam mensalidades mensais.
03:52Era uma obra faraônica, viria a ser o maior mercado da América Latina.
03:56É mesmo.
03:56Com um engajamento político gigantesco, e acabou mudando-se os planos durante o tempo.
04:05Mudou-se a prefeitura, mudou a presidência do Mercado Central.
04:09Eles desistiram de mudar para o novo mercado municipal
04:11e construíram ali a estrutura onde a gente conhece hoje do Mercado Central.
04:17Com isso, o Mercado Novo não chegou a ser inaugurado.
04:21Ele foi construído, mas não foi inaugurado.
04:23A edificadora quebrou pela falta da continuidade do projeto,
04:27pela falta de pagamento dos associados que iriam para lá.
04:31E esse mercado ficou no limbo ali, inicialmente, na década de 1960.
04:35Não houve uma inauguração oficial.
04:40E esse prédio, quando ele abriu as portas ali,
04:42ele não tinha uma convenção, ele não tinha um regulamento interno,
04:45ele não tinha um projeto.
04:45Ele chegou a ficar abandonado?
04:46Ficou abandonado durante um grande período.
04:48E aí, diversos empresários começaram a comprar ali os imóveis
04:53e começaram a fazer esses regramentos,
04:55o que podia, o que não podia, como que fazia,
04:57fazia algumas revitalizações.
04:59Foi quando, na década de 1970, o meu avô entrou nesse projeto
05:02e comprou essa empresa dos principais proprietários
05:05que estavam lá no Mercado Novo,
05:08que é a Rede, que é a mesma empresa que a gente administra até hoje.
05:10Então, ele nunca foi público.
05:11Nenhum dos dois mercados nunca foi público.
05:14Nunca foi público.
05:16Os mercados, no geral, sempre têm uma correlação de público-privado,
05:24porque ele tem um papel social muito importante.
05:27Todo mercado são empreendimentos que são abertos ao público,
05:32eles estão no centro da cidade,
05:34eles têm esse engajamento popular do tipo de produto que eles vendem.
05:39Então, existe uma correlação sempre com o entendimento do que é público,
05:43mas as pessoas que estão ali, dono dos seus boxes,
05:46normalmente, que tomam as decisões ali, que vão nortear os espaços.
05:50E aí, quando que foi, seguindo essa linha do tempo aí?
05:54Isso é novo, não é?
05:55Eu vi seu currículo e falei, gente, imaginei,
05:57tinha imaginado a pessoa mais velha.
06:00Como que foi esse momento de revitalização mesmo no mercado?
06:04Porque eu já lembro do mercado nesse momento,
06:07um pouco mais abandonado,
06:09algumas tentativas que não vingaram muito.
06:11Qual foi essa virada de chave?
06:12Na verdade, a gente sempre tentou,
06:14a minha família sempre tentou fazer com que aquele espaço
06:17tivesse efetivamente o seu propósito realizado ali.
06:23Em 2010, a gente tinha 30% de ocupação,
06:27então, ali no térreo e no primeiro piso,
06:29a gente sempre teve ali um movimento muito grande de lojistas,
06:32mas o segundo e o terceiro piso
06:34sempre foram bastante abandonados.
06:37E a gente veio fazendo projetos recorrentemente durante alguns anos.
06:42E o primeiro dos projetos mais conhecidos foi o Mercado das Boboletas,
06:46que foi justamente um projeto mais artístico,
06:48que nasceu inicialmente para ser uma perna ali da Feira RIP.
06:55faria ali no terceiro piso uma feira.
06:58Foi quando na cidade caiu uma chuva torrencial,
07:02estourou o telhado todo do Mercado Novo e aquele projeto acabou não indo para a frente.
07:07E aí depois um sócio que o meu pai teve acabou fazendo lá o Mercado das Boboletas,
07:13que foi um primeiro projeto artístico com um olhar mais cultural,
07:17para tentar transformar o espaço,
07:19chamar a atenção dessa classe artística,
07:21e trazer gente para movimentar, entender ali os potenciais do espaço
07:24para fazer esse desenvolvimento.
07:26O Mercado das Boboletas já teve aí grandes feitos,
07:30na época da Copa do Mundo,
07:32eu lembro que ele foi recomendado no The New York Times,
07:35como um espaço alternativo e autêntico para se conhecer
07:39aqui em Belo Horizonte, ao visitar Belo Horizonte.
07:43E aí a gente desenvolveu diversas iniciativas,
07:46foi aprendendo como funcionava o espaço,
07:48foi até que em 2016 a gente teve o projeto que parou de pé,
07:53que é o mesmo projeto que tem hoje,
07:55que foi, a gente convidou a turma da Cervejaria Viela
07:59para desenvolver um projeto lá,
08:01foi então que nasceu o Velho Mercado Novo.
08:03O Velho Mercado Novo é um projeto que olha para a identidade do próprio mercado,
08:07com o que estava lá durante todos esses anos,
08:10por conta justamente desse abandono e da localização privilegiada,
08:15e do preço de locação não ser tão alto,
08:18ficaram muitas coisas ali no Mercado Novo,
08:20que são muito autênticas e que acabaram se perdendo ao longo do tempo,
08:24ao longo das grandes metrópoles.
08:26Que é o caso de fábrica de velas artesanais,
08:29tipografia, luthier, torneiro mecânico,
08:32são coisas que hoje não se vê mais.
08:35As pessoas estão largando os bairros para ir para os centros,
08:42estão largando os negócios familiares para ir para os shoppings,
08:44e aquilo tem uma verdade muito grande ali,
08:47de gerações que estão ali fazendo aquelas coisas,
08:50a venda de vinis, de uma série de coisas que estão ali há muito tempo.
08:55E aí a gente fez um projeto de requalificação do espaço,
08:59onde a gente olhava para essa própria turma,
09:00que já estava lá durante muito tempo usando como...
09:06olhando para eles para poder desenvolver essa nova curadoria,
09:11para trazer gente nova e desenvolver esse espaço como ele merecia ser feito.
09:17Então a gente fez um projeto que foi coletivo ali.
09:19O Mercado Novo é composto por 1.200 lojas,
09:22então é um universo muito grande.
09:24Como eles receberam esse pessoal que já estava lá?
09:28É um caminho lento.
09:31Quando a gente colocou 30 lojas,
09:3530 lojas representam ali muito pouco de um todo,
09:39então não é algo que chega a incomodar.
09:42Esses tantos lojistas estão lá há muito tempo.
09:44E aí foi uma coisa natural, de convencimento, de entendimento deles irem,
09:49alguns um pouco desconfiados,
09:50mas no Mercado Novo acontece uma coisa muito diferente
09:54de outros lugares do mundo,
09:55que a gentrificação, na verdade,
09:59ela usa o próprio lojista ali como inspiração para o negócio
10:05e ele dá a voz para essas pessoas.
10:07Então, na verdade, ele dá uma valorização para esse próprio lojista que está lá.
10:12Então é muito interessante como essa gentrificação acontece lá
10:19e é um dos lugares que menos se tem briga nesse sentido.
10:22Hoje está muito saneado,
10:24não existe qualquer tipo de concorrência entre os antigos e os novos.
10:28Eles conseguem conviver no mesmo espaço,
10:31até pelo tamanho gigantesco daquele mercado.
10:35Existe um perfil, Luiz?
10:38Esse tipo de negócio é bem-vindo no Mercado Novo?
10:42Esse não é?
10:43Esse tem a cara do mercado?
10:45Não vou nem falar que não é bem-vindo,
10:46mas, olha, esse tipo de negócio é o tipo de negócio que tem a cara do mercado.
10:50Porque ele tem uma identidade hoje que é muito clara.
10:52Na verdade, a gente busca negócios que sejam coletivos.
10:55A gente desenvolveu ali, nessa curadoria inicial,
10:59um formato para lojistas para que a gente fizesse um mercado pensando no todo
11:06e não em uma coisa só.
11:08Então, os negócios, por exemplo,
11:10eles são hiper específicos em algumas atividades.
11:13O que isso quer dizer?
11:14Quer dizer que a pão de queijaria que entrou lá,
11:17que é um dos espaços que tem um pão de queijo super premiado em Belo Horizonte,
11:22que tem várias cafeterias bastante recomendadas,
11:24que, para ir para o mercado, ele teve que abrir mão de alguns produtos
11:28para vender o que ele faz de melhor.
11:29É mesmo?
11:30Por quê?
11:31Porque a gente tem 1.200 lojas.
11:33Se a gente fizer negócios extremamente completos,
11:35as pessoas, eventualmente, vão aderir em um espaço só,
11:38um bar só, um restaurante só,
11:40e não vão frequentar o todo.
11:41Então, a gente fez uma lógica de circulação ali dentro,
11:44onde cada lugar foi específico em um tipo de produto.
11:47E aí, a gente consegue andar um pouquinho,
11:51comprar um presente, andar um pouquinho, tomar um sorvete,
11:52depois um café e ver esse todo e valorizar o pequeno empreendedor, o artesão.
11:58A gente consegue trazer esse movimento profundo dos corredores
12:01e fazer esse intercâmbio cultural que a gente vê lá, que acaba sendo diferente.
12:05E colocar o visitante circulando e andando,
12:07porque no mercado a gente tem que andar.
12:08Se a gente para num lugar só, ele deixa de cumprir a função dele.
12:13Ali é um lugar de descoberta incrível.
12:15Se você ficar ali com esse propósito de ficar andando,
12:19é interessantíssimo.
12:20Mesmo eu, como síndico do espaço,
12:23todo dia andando, a gente descobre coisas novas.
12:25Porque a velocidade que as pessoas vão reformando
12:29e trazendo coisas novas e fazendo e mudando
12:31é realmente mágico.
12:33Incrível, não é?
12:34E, Luiz, teve alguma decisão já impopular
12:39que você teve que tomar pelo bem do mercado?
12:42E que, num primeiro momento, as pessoas falaram
12:44que não está legal e depois se mostrou uma decisão acertada?
12:49Algumas decisões são cíclicas.
12:51Enquanto síndico, a gente acaba tendo que fazer algumas coisas
12:54que, às vezes, é momentâneo ali,
12:57que a gente tem que deixar de fazer e depois voltar.
13:00Como, por exemplo,
13:03periodicamente, a gente tem que reduzir o horário de funcionamento,
13:07diminuir a entrada,
13:08para dar uma reduzida no público,
13:11porque é um espaço de entretenimento,
13:16de graça no centro da cidade
13:18e com uma oferta de comidas e bebidas
13:20que acaba entretendo.
13:22Então, acaba enchendo demais de madrugada,
13:27por volta das 10h, 11h.
13:28Então, a gente tem que puxar esse horário
13:30para a entrada até as 10h, 9h30,
13:33periodicamente, para dar uma reduzida,
13:35para dar uma sustentabilidade maior para o projeto.
13:37Porque o prédio é muito antigo também,
13:40a estrutura não foi construída
13:42para ser esse colosso todo que está sendo.
13:44Então, a gente tem que dar conta
13:46de revitalizar o espaço
13:49e tratar esse cliente bem
13:52para dar conta de tudo
13:55e depois voltar a fazer.
13:56Então, esses ciclos acabam acontecendo.
13:59Tem, como, por exemplo, a questão do fumo,
14:02de ser um pouco mais rígido,
14:04que é uma lei municipal, estadual e federal.
14:08Mas as pessoas insistem,
14:09então, a gente tem que fazer esse efetivo
14:11um pouco mais forte de coibir o cigarro.
14:14E são coisas que são naturais.
14:17De lidar com o ser humano mesmo.
14:19Sim.
14:20Luiz Felipe, e aí o mercado chegou nessa dimensão.
14:25Quem está assistindo agora,
14:26a gente aqui está vendo algumas imagens.
14:28Vou te pedir para me passar umas imagens do mercado
14:30para quem é de fora conseguir visualizar
14:32o que a gente está conversando.
14:35Tem umas linhas aí que falam que isso é uma modinha.
14:38Você acha que é uma modinha
14:39ou você vê uma perenidade mesmo do mercado?
14:42Bom, esse projeto já tem nove anos.
14:44Então, se a gente for ver
14:46esse lado cíclico do entretenimento em Belo Horizonte,
14:49a gente já rompeu o período médico.
14:51O abre e fecha, né?
14:53Que normalmente gira em torno de quatro a seis anos.
14:57E a gente está no crescimento.
15:00Hoje a gente está no melhor momento da história do mercado.
15:02Hoje a gente está com 96% de ocupação.
15:05E a gente ainda tem uma procura muito grande por lojistas.
15:08O público ainda continua crescendo.
15:10E tem espaço ainda para lojista?
15:12Sempre.
15:12Acaba que sempre vai ter,
15:14porque tem uma...
15:15Muito grande.
15:15A circulação acontece.
15:18Com 1.200 lojas,
15:18a gente sempre vai conseguir substituir alguma coisa
15:22e dar mais espaço.
15:24E esse também é um dos benefícios do mercado também.
15:28Você passa dois, três meses sem ir.
15:30Quando você vai, você vê novamente novidade.
15:34E isso eu acredito que seja muito importante.
15:38Principalmente para quem mora aqui em Belo Horizonte.
15:40Então, essa ocupação do mercado.
15:42O belo-horizontino frequenta muito,
15:44a gente sabe que frequenta,
15:46mas é um grande atrativo de Belo Horizonte.
15:49Acho que os dois mercados são grandes atrativos,
15:52turísticos mesmo,
15:53para quem está vindo de fora,
15:55que consegue ter uma...
15:56São perfis completamente diferentes.
15:58Então, assim, quem visita o mercado central
16:00não vai ver a mesma coisa no mercado novo.
16:03E vice-versa.
16:04Como é que é o público de turista no mercado novo?
16:09Você consegue perceber a diferença
16:11do belo-horizontino para o turista?
16:13Sem dúvida.
16:14A grande escala do turismo em Belo Horizonte
16:17está mais apoiado em um turismo mais corporativo,
16:20um turismo de congressos etc.
16:26Diante disso, a gente consegue, sim,
16:29todas as métricas, todas as pesquisas que a gente faz,
16:32a gente vê um grande número de público
16:34vindo do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Nordeste.
16:38Que vem para trabalhar de dia, sei lá,
16:40faz no horário comercial e depois vai para o mercado,
16:42você vê isso?
16:42Sim, eventualmente no Expo Minas,
16:45no BeFly Hall, que tem os congressos e tal,
16:48a turma sempre vem e a gente cria metodologias
16:51para trazer esse turista para dentro.
16:54E diariamente a gente vê as pessoas
16:56conversando em outras línguas,
16:57então é um espaço, sem dúvida,
16:59que atrai muito por conta dessa diversidade
17:01cultural.
17:03Com um dia ali no Mercado Novo,
17:05você conhece muito do que tem em Minas,
17:07então acaba sendo, sem dúvida,
17:08um espaço bastante procurado.
17:11Vamos dar uma passeada pelo mercado,
17:14conversando para as pessoas entenderem
17:16o que é possível de velar.
17:17Você falou da ponte de queijaria,
17:19que para quem não conhece é uma casa especializada
17:22em ponte de queijo.
17:23Fala um pouquinho da ponte de queijaria
17:24e vamos falar um pouquinho sobre
17:27qual é esse passeio pelo Mercado Novo.
17:29Bom, o Mercado Novo, vamos dar um contexto geral,
17:31logo ali no térreo.
17:33A gente tem, durante a madrugada,
17:35muitos belo-horizontinos não sabem,
17:37mas ali a gente tem a feira da madrugada.
17:39Estima-se que 40% da alimentação de Belo Horizonte
17:41passe por lá,
17:42porque os grandes atacadistas de Belo Horizonte,
17:46de sacolões, etc., estão ali.
17:48Então, é um espaço onde você tem ali uma feira
17:51que tem hortifruti, legumes,
17:53você consegue comprar sementes, açougues,
17:55laticínios, etc.,
17:57além de ter ali no primeiro piso
17:59cerca de 15 restaurantes
18:01que são ali mais para a classe
18:03trabalhadora de Belo Horizonte,
18:04que são restaurantes tradicionais.
18:07Ali no nível da rua mesmo.
18:08No nível da rua, perfeito.
18:10Além de lojas de embalagem, etc.,
18:13já no primeiro piso,
18:15a gente tem o maior polo gráfico do Brasil.
18:18Essas gráficas já estavam lá no mercado
18:21antes dessa revitalização.
18:23Hoje a gente tem ali 70 gráficas,
18:24cerca de 70 gráficas.
18:26Então, são lojas ali que são cooperativas.
18:29Então, um é especialista só no corte,
18:33o outro só no vinco,
18:34o outro só no hot stamp.
18:35Entendi.
18:36Mas se resolve tudo ali.
18:37Se resolve tudo ali.
18:39E tem algumas que são um pouco mais generalistas.
18:41Ainda no primeiro piso,
18:43a gente ainda consegue ver esses museus abertos,
18:45que são negócios familiares
18:48que estão ali há muito tempo.
18:49Então, a gente consegue ver
18:51tornearia,
18:52todos esses negócios.
18:54Loutier,
18:55lojas de instrumento,
18:56todos esses tipos de coisas
18:58que são mais antigos
18:59e que são interessantíssimos
19:00de sentar, ter uma prosa,
19:02conversar, entender.
19:02E ver o pessoal trabalhando,
19:04que eles trabalham às vezes ali na...
19:05Escutar as histórias das famílias.
19:07É um lugar interessantíssimo ali
19:09para a gente ir com um pouco mais de calma
19:11e prosear.
19:12Já no segundo piso,
19:13é onde a gente começou essa revitalização.
19:17Então, lá no último corredor,
19:19corredor I foi a gente...
19:20Onde a gente começou ali essa revitalização.
19:23Tem lá a cozinha tupis junto com a viela.
19:26E ali, no segundo piso,
19:29a gente tem cerca de 40 restaurantes especializados em comida.
19:33Mas são sempre específicos.
19:35Então, em um, você vai comer só o árabe.
19:37E no outro, você vai comer só a comida do fogão de lenha.
19:40No outro, só a sobremesa.
19:41No outro, só o sorvete.
19:42E aí, você tem uma grande diversidade
19:45e tem para todos os gostos.
19:47Já no segundo piso,
19:48a gente tem também um dos maiores polos
19:52de moda independente de Belo Horizonte.
19:55Muito por conta dessa curadoria que a gente fez.
19:57No segundo e terceiro piso, juntos,
19:59a gente tem 70 lojas voltadas para a moda.
20:02Vamos colocar aí que 90% seja independente.
20:05São designers daqui.
20:06Olha que legal.
20:07Que assinam seus produtos.
20:08Então, a gente tem um viés muito forte aí da moda.
20:12Um deles é o Ronaldo Fraga, que está lá,
20:14que nos ajudou no terceiro piso
20:16a desenvolver ali um espaço que estava abandonado.
20:20Hoje, a gente tem um polo muito grande
20:22de moda street, masculina também,
20:24um pouco mais jovem,
20:26apoiado nesses bares que estão lá.
20:27Todos mineiros?
20:29Todos mineiros.
20:30Olha que legal, gente.
20:31Todos mineiros.
20:33E a gente começa a ter...
20:35Nós temos indústria,
20:36nós temos um espaço para feiras,
20:37que semanalmente tem feira lá.
20:39E aí a gente começa a ter economia criativa no geral.
20:42Então, a gente tem galeria de arte,
20:44a gente tem espaço cultural,
20:46onde tem roda de capoeira,
20:47aula de forró, aula de zoque,
20:49esse tipo de coisa que acaba movimentando
20:52o espaço com cultura.
20:55E aí a gente tem...
20:56E eles são locados para projetos?
20:58Por exemplo, alguém tem um projeto de um evento
21:00e aí tem um espaço que ela consegue locar,
21:02se for um projeto que converse
21:04com a narrativa do mercado?
21:06Mais ou menos isso?
21:06Sim.
21:06Alguns projetos são sociais,
21:08então a gente entende que a gente cede espaço
21:10para que eles estejam lá,
21:12para que eles movimentem o espaço.
21:14E temos espaços também que são locados
21:16para esse tipo de projeto.
21:18Então, nesse último final de semana, por exemplo,
21:20nós tivemos lá a feira Triângulo Oriental,
21:22que é uma feira mais ocidental,
21:24de produtos japoneses, geek e etc.
21:28Então, essa é uma feira que é locada.
21:29A gente tem lá um espaço
21:30de aproximadamente mil metros quadrados
21:32com baias já montadas,
21:34onde a gente entende feiras legais
21:37e consegue ceder esse espaço
21:38para fazer esses eventos.
21:40A gente tem um palco
21:41que dá para fazer pequenos eventos ali
21:43para cerca de 300 pessoas.
21:46E a gente tem um outro espaço
21:47anexo a uma grande fábrica de bolsas,
21:50que é do Rogério Lima,
21:52que também dá para fazer eventos ali
21:55para cerca de 250 pessoas sentadas
21:57ou 400 pessoas em pé.
21:59Então, tem grandes espaços ali
22:01para receber todo tipo de gente.
22:04Especificamente a capoeira,
22:06as aulas que a gente tem tido ultimamente
22:09são cedidos,
22:11porque a gente tem essa recorrência de público lá
22:15e a gente acha que é interessante
22:16para movimentar o espaço.
22:17E essas aulas atendem a um público social
22:22ou não necessariamente?
22:24Sei lá, um turista pode ir lá
22:25e fazer uma aula experimental?
22:26Pode fazer, pode fazer.
22:27É mesmo?
22:28Existe um horário.
22:30As capoeiras acontecem na terça e na quinta-feira
22:34na parte da noite,
22:35na quarta-feira na parte da manhã
22:37e nos sábados durante a manhã,
22:40no terceiro piso.
22:41É só chegar lá e se apresentar,
22:43certamente você vai conseguir fazer.
22:45Inicialmente, a gente desenvolveu esse projeto
22:47com um lojista,
22:48que sempre fez capoeira,
22:50e ele fez pensando nas filhas
22:55das pessoas que trabalhavam no mercado.
22:57Primeiro, como um projeto social,
23:00para desenvolver mesmo esse lado do esporte nas pessoas,
23:04desenvolver esse lado cultural e social.
23:07Mas hoje essa capoeira já está,
23:09essa roda está bastante grande lá
23:11e recebe pessoas de todos os lugares.
23:13O Zouk tem acontecido às quintas-feiras.
23:17Então, acontece por volta das oito horas da noite ali.
23:21E no nosso Instagram,
23:22que é arroba Mercado Novo BH,
23:24tem os links que você consegue pegar semanalmente,
23:27mas não tem custo.
23:28E você vai e consegue fazer a aula.
23:30E se organizar.
23:31E se organizar e se divertir.
23:33De qualquer maneira, esses horários, gente,
23:35eu vou deixar na matéria,
23:36que vai vincular daqui ao programa,
23:38porque a gente já deixa tudo junto também,
23:40com o link para o mercado também,
23:43que eu acho que essa é a informação de utilidade pública.
23:45Maravilha.
23:46Luiz, o público se distribui?
23:50Porque você falou de tanta coisa.
23:52A gente tem praticamente um museu interativo ali,
23:55com esses trabalhadores e essas famílias
23:57que estão lá muitos anos.
23:58A gente tem um polo de moda,
24:00tem um polo gastronômico,
24:01a gente tem cozinhas premiadíssimas lá dentro do mercado.
24:05Para um turista,
24:06porque o Belo Horizonte pode amanhã,
24:08depois, pode semana que vem de novo,
24:10para um turista que está aqui.
24:11Se ele for em um dia,
24:13quanto tempo você imagina aí
24:14que ele precisa falar,
24:16olha, eu preciso deixar um dia inteiro para o mercado,
24:18uma tarde inteira,
24:19para ele viver o mercado
24:21e aproveitar os restaurantes,
24:24os botecos lá, que são maravilhosos.
24:25Olha, eu estou há 30 anos e ainda não conheci tudo.
24:27Então, acho que tem conteúdo que não acaba mais.
24:31Mas é muito importante entender
24:34o que ele busca lá
24:36e buscar dentro desse empreendimento
24:38um horário específico que ele vai estar aberto.
24:40Porque o mercado sempre está aberto,
24:42ele funciona todos os dias
24:44e sempre tem programação no mercado.
24:46Todos os dias, segunda a domingo?
24:48De segunda a domingo.
24:49Segunda a segunda,
24:50segunda também está aberto.
24:52Mas, eventualmente,
24:53a parte da revitalização,
24:55ela tem a tendência de funcionar melhor
24:57de quarta a domingo
24:59e em alguns dias um pouco mais para a tarde.
25:02Então, é importante entender o que esse turista busca para lá
25:07e fazer um horário, um dia,
25:10que ele vai conseguir ter mais coisas abertas.
25:12Normalmente, nas sextas e no sábado,
25:14é o dia e o horário,
25:16na hora do almoço ali,
25:18onde tem mais lojistas abertos
25:19e você consegue ter uma experiência mais completa.
25:21Então, você vai para lá para almoçar na sexta ou no sábado
25:24e passa a tarde lá,
25:25pega o início da noite com o happy hour.
25:26Eu tenho certeza que vai ser muito feliz,
25:31vai ter uma diversidade muito grande de produtos
25:34e eu acho que fica legal assim.
25:37Mas, se você está um dia só,
25:39na segunda, na terça,
25:40é importante dar uma pesquisadinha,
25:42porque sempre tem lojistas ali,
25:43tem negócios interessantes também
25:45que dá para fazer uma visita
25:46e não perder esse espaço.
25:48No Instagram do Mercado Novo,
25:49a pessoa consegue se organizar?
25:51Se ela der uma boa navegada pelo Instagram,
25:53ela consegue se organizar
25:55com relação ao que está aberto,
25:56em qual momento
25:57e mapeando o que ela interessa,
25:59o que ela se interessa ali.
26:01Sim, dá um pouco de trabalho de pesquisa,
26:04de entender todas as lojas que tem lá,
26:06porque é muito grande.
26:07A gente acaba seguindo lá os lojistas que a gente tem,
26:10acaba repostando e postando a programação,
26:13mas, por conta desse volume gigantesco de conteúdo,
26:16a gente não consegue todos os dias postar tudo.
26:20Mas, hoje, a gente tem muitas ferramentas
26:22como o YouTube, o TikTok,
26:23onde muitos influenciadores aí na internet
26:26fazem roteiros muito interessantes aí,
26:29e eu acredito que vai conseguir dar aí um viés legal,
26:32para rapidamente...
26:33Com diversos olhares, né?
26:34A gente pega ali um olhar que é mais parecido com o seu,
26:38dá uma pesquisada,
26:39e, no dia, a gente consegue achar
26:40o que é interessante para ir lá visitar.
26:42Agora, me conta uma coisa.
26:44A gente falou de um mercado aí da década de 60?
26:48Da década de 60,
26:51e, hoje, trabalhando com uma extrema criatividade,
26:54você é meio que um equilibrista, assim,
26:56de manter a tradição.
26:59E, hoje, com esse polo criativo,
27:03quais são os maiores desafios que você enxerga?
27:06E aí, de uma maneira bem geral mesmo,
27:08com relação à sustentabilidade, à acessibilidade,
27:10porque eu acho que, pelo que você está me falando,
27:13você vai meio que trocando pneu com o carro andando.
27:15Sim, sem dúvida.
27:15Não tem como esperar todo ficar ideal
27:18para começar a fazer.
27:20O que você enxerga ainda de desafio pela frente?
27:23Eu acho que, sem dúvida,
27:24fazer a articulação entre os interesses
27:26é sempre muito difícil.
27:27As pessoas podem presumir aí
27:29que ser síndico de um prédio pequeno,
27:31às vezes, as pessoas já têm muitos interesses distintos,
27:34com um prédio com 1.200 unidades autônomas,
27:37naturalmente, você tem muitos interesses muito diferentes.
27:39Então, articular isso e convencer
27:42acaba dando muito trabalho.
27:43Mas fazer a revitalização desse prédio em funcionamento,
27:47em crescimento, é muito difícil no formato condomínio.
27:50Porque o mercado é um condomínio,
27:53é uma instituição sem fins lucrativos,
27:55que a renda que ele tem
27:58é unicamente ali da contribuição dos próprios logísticos,
28:01são pequenos, muitas vezes,
28:03com produtos artesanais, familiares.
28:06Então, não consegue fazer aportes muito significativos
28:10que permitam que a gente faça as revitalizações
28:13no tempo que a gente gostaria.
28:15Então, é muito devagar essas revitalizações.
28:18Mas, felizmente, a gente tem buscado empresas hoje
28:21e trocado espaço, até publicitário,
28:25no próprio espaço, para fazer algumas revitalizações.
28:28Então, fizemos agora, recentemente,
28:31revitalizações das escadas do mercado,
28:33fizemos das entradas,
28:33estamos com um projeto agora para fazer dos elevadores,
28:36tem muita coisa legal vindo para aí,
28:38muitas empresas têm apoiado a gente
28:40para desenvolver esses trabalhos em conjunto
28:44e ganhar visibilidade lá junto com a gente.
28:46E de fazer funcionar melhor do que já está funcionando ainda.
28:49Sem dúvida.
28:49Ainda tem muito o que se fazer, está muito aquém.
28:52A gente vê que, para daqui 5, 10 anos,
28:55a gente vai ter um prédio ainda muito mais rico
28:57do ponto de vista de experiência do usuário.
29:02mas a riqueza que a gente tem lá,
29:05sem dúvida, sobrepõe esses problemas que a gente tem
29:08e que a gente tem buscado resolver.
29:10Tem alguma coisa que você percebe que é mais urgente de se fazer?
29:15Ou você já pensa assim,
29:16olha, eu acho que o mais difícil já foi feito,
29:18o pior já foi feito,
29:19porque hoje já tem uma visibilidade bacana.
29:21Ou ainda tem alguma coisa que você fala assim,
29:22nossa, isso aqui precisa para engatar mais ainda o mercado.
29:26Bom, a gente tem demandas que são históricas
29:28e, sem dúvidas, a gente tem demandas muito urgentes.
29:32Mas, sem dúvida, também, o mais difícil a gente já fez,
29:34porque hoje a gente é um case nacional.
29:37Não existe um mercado tão rico quanto o mercado
29:39do ponto de vista da diversidade
29:41e do ponto de vista da quantidade de operações.
29:44Então, encher esse prédio todo, ter 96% de ocupação,
29:48mesmo com essa falta de estrutura,
29:50é um motivo para a gente comemorar.
29:53Então, a gente entende que existem muitas demandas
29:57que a gente tem que fazer,
29:59mas é uma questão de tempo,
30:00a gente está com tudo planejado aí
30:02e, devagarzinho, a gente vai fazendo, vai sanando.
30:05Bem mineramente, come quieto, amanhã vai fazendo.
30:09Isso aí.
30:10Luiz, agora, para a gente finalizar,
30:13você quer deixar mais algum recado,
30:14alguma coisa que eu acho importante falar sobre o mercado
30:17ou agora tem que ir para ver?
30:19É, eu acho que fica um pouco redundante.
30:23Eu sou suspeito para falar,
30:24mas a gente tem conteúdo demais ali dentro,
30:27tem muita coisa para ver, para visitar.
30:29As pessoas têm que ir de coração aberto,
30:31para desbravar mesmo,
30:33buscar aí nos corredores,
30:35conversar com as pessoas,
30:36entender o porquê das coisas.
30:38E eu tenho certeza que cada um que for lá
30:40vai se surpreender com o que a gente tem aqui dentro.
30:43Maravilha.
30:44Só para finalizar,
30:44100% de quem está lá
30:46são produtos e pessoas
30:48e experiências genuinamente mineiras.
30:50Então, a gente tem uma boa amostra de Minas Gerais.
30:53A gente tem uma boa amostra,
30:54mas a gente não está 100% mineiro mais.
30:56A gente já tem um ou outro projeto que é de fora.
31:00A gente tem um casal de refugiados,
31:02que é árabe, por exemplo,
31:03que faz uma comida árabe,
31:05que é deliciosa,
31:06que já tem uma história aqui em Belo Horizonte
31:08há mais de 30 anos,
31:08que a gente achou que fazia sentido
31:10inserir nesse contexto.
31:12A gente já tem uma outra marca
31:13que já veio de fora,
31:15que tem ali o seu trabalho sendo desenvolvido,
31:19mas sempre de forma artesanal,
31:22por mais que não com uma premissa,
31:24com a outra,
31:25de fazer uma forma genuinamente criativa,
31:29sem cópias,
31:29com rastreabilidade de produto,
31:31com esse olhar mais artesanal para a coisa,
31:35que é o nosso conceito geral ali.
31:38E muito a cara de Minas Gerais mesmo,
31:40às vezes, não sendo genuinamente mineiro,
31:41a essência do negócio.
31:44Muito por conta desse tamanho todo.
31:47É muito difícil a gente ocupar 1.200 lojas
31:50com só gente daqui,
31:52com coisa daqui.
31:53E depois que vira sucesso,
31:54começa a encher o olho dos outros,
31:56os olhos de outros mercados.
31:58Você vai falar,
31:58eu quero estar ali,
31:59é um lugar de sucesso,
32:00eu quero estar ali.
32:01Eu acho que é meio que um movimento natural de mercado.
32:04Mas, com certeza,
32:06a gente vai ter,
32:07dentre os melhores produtos mineiros,
32:10excelentes amostras lá.
32:12Então, cachaça genuinamente artesanal,
32:15queijo genuinamente artesanal e mineiro,
32:18café, doce de leite,
32:20todos esses produtos que são nossos,
32:21eu tenho certeza que quem nos visitar
32:23vai ter uma excelente experiência lá
32:25para conhecer com a gente.
32:27Maravilha.
32:28Você aqui é um mercadeiro de vida,
32:31de carteirinha.
32:33Quando você está de férias?
32:34Você vai para o mercado?
32:35O que você gosta de fazer?
32:37Bom, todo lugar que eu vou no mundo,
32:38eu busco primeiro.
32:40O mercado.
32:40E o mercado.
32:41Esse é o marco zero.
32:42É o meu marco zero
32:43para entender um pouco o que funciona a cidade.
32:46Porque é, sem dúvida,
32:47um dos pontos da cidade
32:49onde genuinamente reflete
32:51como a sociedade vive.
32:52O que as pessoas comem,
32:53como elas se vestem,
32:54o que elas fazem,
32:56qual é a cultura de manual das pessoas.
33:00E depois a gente consegue visitar as outras coisas.
33:03Bom, eu também tenho gostos muito diferentes,
33:08diversos também.
33:08Eu gosto de todo tipo de coisa.
33:10Não é difícil agradar, não.
33:12Não é, não.
33:13Sair um pouquinho,
33:14em qualquer tempo que a gente tiver,
33:16é sempre muito bom.
33:18Esse ano tive poucas oportunidades.
33:22Depois que me tornei cíntese no mercado,
33:23tenho diminuído um pouco as viagens.
33:26Esse ano eu estive em Lima, no Peru,
33:28onde conheci uma gastronomia muito interessante.
33:32e tive em cidades brasileiras aqui
33:34que já conheci,
33:35como São Paulo, Rio de Janeiro, etc.,
33:36mas sem turismo de entretenimento.
33:39Entendi.
33:40Sempre é trabalho.
33:41Você me conta,
33:42você falou de mercado,
33:43você falou que sempre procura um mercado,
33:44sem ser os nossos,
33:45porque eu também concordo que os nossos são os melhores,
33:48me fala três mercados aí,
33:50fora de Minas Gerais,
33:51fora de Belo Horizonte, beleza,
33:53que te chamam a atenção.
33:55Olha, tem um no Chile,
33:56que é muito interessante,
33:57que está mais perto aqui,
33:58para a gente ver que ele tem uma pegada muito diferente,
34:02que é o Tobalaba, se não me engano.
34:05Ele é anexo a um shopping,
34:07mas ele tem uma pegada completamente sustentável.
34:11Então, por exemplo,
34:12a curadoria do shopping, do mercado,
34:17faz com que se tiver uma loja de veículos
34:19dentro desse mercado,
34:21que essa loja seja de veículos elétricos.
34:24Se existe roupa, tem que existir rastreabilidade.
34:27A comida, existe uma tendência para o vegetarianismo,
34:32para a rastreabilidade de alimentos.
34:33Você não vai nunca achar um McDonald's lá dentro.
34:35Você vai achar produtos genuínos e autênticos.
34:39E eu achei muito interessante esse mercado,
34:42porque ele foge um pouco da curva de outros espaços.
34:48Vamos pensar um outro legal aqui.
34:51Em Florença, a gente tem um mercado que é interessante,
34:54que é mais gastronômico.
34:56Ao redor do mundo,
34:57a gente vê mercados que são muito específicos em uma atividade.
35:00Dificilmente a gente vê um mercado
35:02que tem uma grande diversidade como aqui.
35:07Eu acredito que isso seja uma personalidade dos mercados brasileiros até.
35:12Fora, ou a gente vê um viés mais gastronômico,
35:15ou um viés mais de entretenimento,
35:17ou um viés de qualquer outro tipo de coisa.
35:21O de Florença, a parte gastronômica,
35:24eu achei muito interessante.
35:25Então, apesar de ele não ter tanta diversidade,
35:28é muito interessante.
35:30E vamos pensar um outro.
35:32O LX Factor, em Portugal, em Lisboa,
35:35também é interessante,
35:36que é um projeto de revitalização parecido com o do mercado.
35:40Inclusive, a gente usou um pouco de inspiração,
35:42porque ele traz livraria, sebo,
35:47todas essas coisas autênticas
35:48num bairro que estava abandonado,
35:50e consegue trazer muita novidade,
35:54muita revitalização, muita gente nova.
35:56E é um mercado que, sem dúvida,
35:58vale muito a pena conhecer.
36:00Fantástico, Luiz.
36:01Quero te agradecer muito pela sua participação.
36:03Seja sempre bem-vindo.
36:05Eu que agradeço.
36:06Não só em nome do Luiz,
36:07mas de todos os logísticos do Mercado Novo.
36:09E espero lá agora,
36:10para a gente tomar um café lá e rodar para o Mercado.
36:12Mas, com certeza, não tenho dúvida.
36:14Agora, já até sei quem procurar lá.
36:17Maravilha.
36:18Bom demais.
36:18Prazer falar contigo.
36:19Prazer, Luiz.
36:20Você não deixe de seguir o
36:21arroba Mercado Novo BH
36:24e, claro, o arroba portal Oiturismo.
36:27Nosso conteúdo diariamente sobre turismo
36:30em turismo.ai.com.br.
36:33Eu te vejo na próxima semana.
36:37Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
36:42Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carvalho
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