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Ministros do Supremo Tribunal Federal discutem a criação de um código de conduta interno em meio à pressão do caso Banco Master e às citações envolvendo Daniel Vorcaro. A proposta levanta críticas por permitir que os próprios magistrados definam as regras que irão seguir.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/fIysAaNds1Y

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Transcrição
00:00Pressionados pelo avanço das investigações sobre o caso do Banco Master e o aumento da desconfiança dos brasileiros,
00:08ministros passaram a julgar algumas pautas consideradas contrárias aos excessos do judiciário.
00:15Além de limitar os super salários de juízes, os chamados penduricalhos,
00:20também foi proibida a aposentadoria compulsória como uma forma de punição, uma punição máxima ao magistrado.
00:28Fez alguma coisa de errado, foi condenado, qual é a punição? Aposentadoria.
00:34Desde que ministros da Suprema Corte passaram a ser alvos de questionamentos e citados por Daniel Vorcaro,
00:41a Corte vem tentando fazer gestos políticos para conter esse desgaste.
00:46Apesar disso, o presidente do Supremo, Edson Fachin, ainda pede, ainda clama para a criação de um código de ética,
00:54o que vem desgastando a relação entre vários desses magistrados.
00:59Segundo alguns ministros e aliados ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo,
01:05a principal reclamação dessa ala está na postura e nas declarações de Fachin,
01:10que, segundo eles, acaba dando munição aos opositores quando criticam o Supremo Tribunal Federal.
01:17Tem várias camadas, muitos ingredientes nessa notícia, mas vamos passar para os nossos comentaristas?
01:23Vamos ao Rio de Janeiro? Roberto Mota já está preparado, apostos com a gente?
01:26Porque tem um aspecto dessa notícia que diz respeito a um item que o Mota passou rapidamente
01:33no programa de ontem, mas acho que a gente precisa se aprofundar.
01:36Mota, uma série de medidas vem sendo tomadas, ou de forma colegiada, ou de forma monocrática,
01:43mas no sentido de, sei lá, corrigir distorções ou moralizar a atuação do judiciário,
01:50não somente da Suprema Corte, mas também de várias outras cortes.
01:53Que movimento é esse? Por que neste momento, quando se fala em corrigir aquela punição
01:59e que você oferta uma aposentadoria para um juiz que errou, foi condenado, sei lá,
02:04um caso de abuso sexual, e qual era a punição dele?
02:08Poxa, você vai ser aposentado, nem vai mais trabalhar o tempo que deveria,
02:12quase como uma mega cena.
02:14Por que essas movimentações neste momento, hein, Mota? Bem-vindo.
02:20Essa é uma excelente pergunta, Caniato.
02:24A gente, primeiro, precisa começar dizendo que essas pautas não coíbem os excessos do judiciário.
02:31Essa é uma leitura errada.
02:33Essas pautas fornecem instrumentos para que o topo do judiciário controle o resto.
02:40Mas os problemas que nós temos visto estão justamente no topo.
02:46Boa noite para você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.
02:52O Brasil é o país das coincidências.
02:55Estamos diante de mais uma delas.
02:58Bastou surgir o mega escândalo do Banco Master,
03:02envolvendo a corte de maneiras muito inconvenientes
03:08para que sejam tomadas uma série de decisões promotoras da moralidade,
03:15como o fim dos penduricalhos.
03:18Vamos ver se vai acabar mesmo,
03:20ou se vai ser encontrada uma solução de compromisso.
03:24O tal código de ética, código de ética para magistrados no mais alto nível do judiciário.
03:32Uma coisa de assustar.
03:34E agora, o fim da aposentadoria compulsória,
03:39que merece mais alguns comentários.
03:42Agora, tudo isso vem justamente no meio da crise do Banco Master.
03:48E essa coincidência deixa muita gente desconfiada.
03:53Pois é, esse é um bom ponto para discutirmos, analisarmos.
03:58Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, está com a gente aqui no estúdio em São Paulo.
04:01Beraldo, seja bem-vindo.
04:02Uma ótima noite a você.
04:04De um lado, a justiça sendo questionada,
04:07ministros sendo citados por figuras envolvidas,
04:11nesse caso, do Banco Master.
04:13E justamente nesse período,
04:16aparecem integrantes da Suprema Corte
04:18com sugestões ou tomando medidas
04:20que acabam atendendo a pleitos antigos.
04:24Como, por exemplo, o fim da aposentadoria compulsória.
04:27Era um expediente adotado para você punir magistrados.
04:32E um outro trata daquela questão que envolve os penduricalhos.
04:36Benefício daqui e dali, quando você vai somando,
04:38sei lá, o magistrado ganha 70, 80, 100 mil reais por mês.
04:42Tudo isso em meio a essa situação delicada para a justiça.
04:46Não me parece coincidência.
04:48Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila, Musa.
04:51E boa noite, audiência que prestigia diariamente os Pingos Nuzis.
04:55Caniato, o povo brasileiro, nós somos condenados.
05:00Aliás, nós fomos condenados quando
05:02tivemos aqui no Brasil aquele movimento da independência
05:06e os países, em geral, quando tem seu movimento de independência,
05:09é ali que se forma a ideia, a noção de uma nação.
05:14Ela corta o seu cordão umbilical com o país que ocupou o povo que veio de fora
05:21e, de repente, você cria uma identidade tão forte com o local
05:24onde as pessoas vivem que nasce ali uma nova nação.
05:28Só que, no caso do Brasil, essa criação de uma nova nação,
05:33de um novo país, não se deu nos termos que tradicionalmente acontecem.
05:36Acontece. A população que se revolta com os abusos dos controladores, dos estrangeiros
05:43e ali, então, decreta a sua independência e pegam em armas muitas vezes.
05:47Existe uma luta e aí eles conseguem, então, firmar as suas bases
05:52para criar uma nação que tenha os elementos fundamentais
05:58de alguém que quer desenvolver aquela terra e criar um país de verdade.
06:02Mas, no caso do Brasil, não. Nós somos frutos de um acordo.
06:06E esse acordo, que, na verdade, é o acordo das elites, com a coroa portuguesa,
06:11que permitiu que quem mandava continuava mandando,
06:15quem ganhava dinheiro continuasse ganhando
06:17e a população, a massa da população, continua ali,
06:21sendo apenas uma massa para ser manobrada pelos poderosos.
06:26E, até hoje, continuamos exatamente igual.
06:28Nesse processo, fomos condenados, condenados, o pobre condenado
06:33a ter uma vida miserável, uma vida difícil.
06:37E muitas pessoas se enganam ao verem hoje os pobres
06:40tendo roupas melhores,
06:43elas não vivem mais da forma, muitas vezes, que viviam no passado,
06:46aquelas cenas muito chocantes e tal,
06:49porque hoje o dinamismo econômico é outro.
06:52Mas o pobre, no Brasil, continua tendo uma vida de muita renúncia,
06:57de falta de perspectiva e de oportunidade.
07:00O rico também, ele vive uma vida de renúncias,
07:05porque você anda nas ruas das grandes cidades brasileiras,
07:08falta tudo.
07:09É uma esculhambação.
07:11Não se respeita o trânsito, a calçada é uma porcaria,
07:13aquele monte de fio exposto.
07:16Você não vê a cidade se modernizando,
07:18você não vê a cidade se preparando para o futuro.
07:20Você tem uma série de dificuldades,
07:23as legislações que impedem ou inibem os investimentos
07:27para você criar emprego, criar riqueza e por aí vai.
07:30Então, a gente vai vendo que o país é um país
07:33que condena a sua população, ricos e pobres,
07:36classe média, brancos, pretos,
07:38não importa, homens, mulheres,
07:40todo mundo está condenado a viver num país
07:43que continua um país desgraçado.
07:46E quando a gente observa esses movimentos
07:48que faz parecer com que agora temos um judiciário
07:52preocupado com a moral,
07:54com a boa gestão dos recursos públicos,
07:57para acabar com os abusos,
07:58para acabar com os penduricalhos,
08:01para acabar com a aposentadoria compulsória,
08:04com salário sendo pago ad eterno
08:07para alguém que simplesmente não cumpriu
08:09as suas funções públicas.
08:11Bom, agora é tarde demais,
08:14até porque esses movimentos são feitos
08:16porque nós estamos condenados a ver tudo isso
08:20que aconteceu ser varrido para debaixo do tapete
08:25sem nenhuma consequência efetiva que vá mudar,
08:29que vá transformar o Brasil.
08:31Eu, de novo, sou muito descrente aqui,
08:33mas tenho a oportunidade de estar nos pingos nos is,
08:37ouvindo sempre uma dose de otimismo do Dávila,
08:41e agora também do Mota,
08:42que eu espero que eles estejam certos,
08:45eu esteja errado,
08:45mas realmente tenho dificuldade de ver isso
08:48mudando alguma coisa para valer.
08:49A roda segue girando aqui em Os Pingos nos is,
08:52então vou chamar o Luiz Felipe Dávila com a gente.
08:54Dávila, ótima noite a você,
08:56excelente terça-feira.
08:58Queria pedir sua análise e reflexão.
09:00Trouxemos nessa primeira rodada de análises
09:03a informação sobre medidas que vêm sendo tomadas
09:05pelo judiciário,
09:07que acabam atendendo em parte
09:10defesas que vinham sendo feitas
09:11por alguns segmentos da sociedade,
09:14mas a tomada de decisão neste momento
09:16não me parece coincidência.
09:18E aí tem um outro aspecto que eu queria tratar com você
09:20da sugestão da criação do Código de Ética,
09:24porque Edson Fachin também atende
09:26ou identificou uma necessidade
09:29e sugere isso em um momento bem delicado,
09:32talvez, eu acho que eu posso afirmar isso,
09:34da Suprema Corte.
09:35Só que justamente qual é a leitura de colegas,
09:38de integrantes da Suprema Corte?
09:41Que Edson Fachin, a partir do momento em que ele sugere
09:45a criação de um Código de Conduta,
09:47ele acaba expondo parte da Suprema Corte.
09:50Ao invés de defender ou tomar uma atitude
09:54para mostrar união,
09:56ele acaba criando dois grupos,
09:59ele acaba forçando uma cisão.
10:01Tem um grupo que é contra a criação de um Código de Conduta
10:04e um grupo que entende que sim,
10:07esse dispositivo seria o mais adequado.
10:10E aí, o que é preciso considerar
10:12em relação à postura de Edson Fachin
10:14e à maneira como ele vem sendo criticado
10:16dentro da Corte?
10:19Caniato, Mota, Beraldo, Moussa
10:22e a nossa querida audiência.
10:24Caniato, é preciso enxergar isso
10:26do ponto de vista político
10:29e como é grave os sintomas
10:31do Supremo Tribunal Federal.
10:33Do ponto de vista político,
10:35o que o ministro Fachin está fazendo
10:38com esta medida de autocontenção,
10:40seja a criação do Código de Ética,
10:44seja a atitude do ministro Dino
10:47em proibir que punidos,
10:51juízes punidos recebam aposentadoria
10:53por tempo integral
10:53ou acabar com pendura e calhos.
10:55Tudo isso são medidas moralizadoras.
11:00Moralizadoras que,
11:01traduzindo da política para o português,
11:04claro, é um auto-reconhecimento
11:06dos abusos do Supremo Tribunal Federal.
11:10É um reconhecimento que o Supremo
11:13já avançou em muitas áreas
11:16onde não deveria se intrometer.
11:18o ativismo judicial
11:21ou o Supremo que passa a legislar
11:24o que é uma tarefa competente
11:26unicamente do Congresso Nacional.
11:28Então, é na verdade
11:29um reconhecimento
11:31de que o Supremo errou,
11:35estendeu demais em algumas atitudes,
11:37foi arbitrário e precisa recuar.
11:39No fundo,
11:40traduzindo todos esses gestos
11:43para o dia a dia,
11:44é isso que significa.
11:45Agora, veja só
11:47a prepotência,
11:49a arrogância,
11:51a veia arbitrária
11:53de membros do Supremo Tribunal Federal
11:56que interpretam o gesto
11:59do presidente do Supremo
12:01como dar munição para a oposição.
12:04Veja que absurdo.
12:06É quase como se não tivesse competência,
12:10coragem para reconhecer os erros.
12:12Esse é o primeiro ato
12:14de uma instituição
12:15que está em busca
12:18de sanar
12:19os abusos
12:20que vêm ocorrendo
12:21no Supremo Tribunal Federal.
12:23Agora,
12:24quando há uma resistência
12:25corporativista
12:26dentro do próprio Supremo,
12:29não sendo capaz
12:30de reconhecer os erros,
12:32dobrando a aposta
12:33em atos arbitrários,
12:35como ocorreu recentemente
12:37com o mandato de busca
12:38de um jornalista,
12:39isso mostra a prepotência,
12:42a arrogância
12:43e a arbitrariedade
12:45que, infelizmente,
12:47intoxicou a cabeça,
12:50as mentes
12:50e as decisões
12:52de membros da Suprema Corte.
12:54Então,
12:54esta divisão
12:55na Suprema Corte
12:56mostra claramente
12:58uma ala
13:00que quer
13:01partir para a autocontenção
13:03a fim de começar
13:05a rever
13:06abusos do Supremo,
13:07tendo a coragem
13:08para rever
13:09abuso do Supremo
13:10e uma outra ala
13:11que resiste
13:12que diz que
13:13se nós reconhecermos
13:14os erros,
13:15isto é abrir
13:16o flanco
13:17para o ataque
13:18da oposição.
13:19Isto é
13:20o Supremo
13:22da arrogância,
13:24da arbitrariedade,
13:26o Supremo
13:27que não está
13:28na Constituição
13:29brasileira,
13:30está apenas
13:31no delírio
13:32de alguns
13:33ministros.
13:34chamar o Bruno Muzo,
13:36o Bruno também
13:37está com a gente
13:37ao vivo.
13:38Bruno,
13:38seja bem-vindo,
13:39uma ótima noite a você.
13:40Eu não sei
13:41se o Código de Ética
13:42resolve a situação,
13:44mas muitos dizem,
13:45bom,
13:45o simples fato
13:46do Supremo
13:47na figura
13:47do seu presidente
13:49fazer um movimento,
13:50dar esse passo
13:51no sentido de
13:53tentar moralizar
13:54ou pelo menos
13:55promover
13:55algum tipo
13:56de mudança,
13:57isso já seria
13:58algo importante,
14:00não sei se resolveria
14:02todos os problemas.
14:03mas e aí,
14:04quando tem
14:05alguns integrantes
14:06da corte
14:06que entendem
14:07que isso
14:08é somente
14:09daria munição
14:10aos adversários,
14:12à oposição,
14:13àqueles que criticam
14:14o Supremo Tribunal
14:15Federal.
14:16Para estes,
14:17deveria continuar
14:18tudo como está,
14:19tudo está perfeito.
14:21Bem-vindo.
14:22Boa noite,
14:22Caniato,
14:23Davi,
14:23Lamota,
14:24Beraldo,
14:24todos que nos escutam,
14:25prazer estar aqui
14:26novamente.
14:27Bom,
14:27eu sou da linha
14:29e venho comentando aqui,
14:30sou partidário,
14:31que um Código de Ética
14:32em si,
14:33o Código em si,
14:35ele não faz mal a ninguém,
14:37claramente não faz mal
14:38a ninguém,
14:39muito pelo contrário.
14:40Ele deduz ali
14:42determinados pontos
14:43que,
14:43no meu entender,
14:44deveriam ser óbvios,
14:45claros,
14:46talvez sequer postos
14:47em discussão
14:48pela obviedade
14:49que eles carregam em si.
14:51Como,
14:51por exemplo,
14:52juízes não podem
14:53advogar
14:54ou não podem
14:56ter causas
14:57que são julgadas
14:58pelos escritórios
15:00de parentes,
15:01esposas,
15:01maridos e etc.
15:02Não tem o menor
15:03cabimento isso.
15:04Mas,
15:04enfim,
15:04no Brasil,
15:05vivemos tempos
15:06em que o óbvio
15:07precisa ser dito.
15:08Mas não acho
15:09que o Código em si
15:10seja ruim,
15:10mas não é ele
15:11que vai resolver.
15:12Não importa
15:12absolutamente nada
15:14se você tem
15:15um Código de Ética,
15:16quando os praticantes
15:17desse Código
15:19rotineiramente
15:20quebrariam
15:21o que é considerado
15:22uma ética,
15:23uma governança,
15:24se fosse no meio
15:25privado.
15:26Uma obviedade
15:27que é descumprida
15:28de forma recorrente
15:30e cada vez
15:30mais escrachada.
15:32Então,
15:32repito,
15:32são duas coisas,
15:33o Código em si,
15:34por outro lado,
15:36a conduta
15:36de quem pertence
15:38a esse grupo.
15:40Nós comentaremos
15:41daqui a pouco
15:42a respeito
15:42do presidente
15:43da CP1000
15:44que ele falou
15:44ontem,
15:45das ligações,
15:46enfim,
15:47são determinadas coisas,
15:48das ligações
15:49do Vorcaro
15:50para com o integrante
15:51do ministro,
15:52que o ministro,
15:53o integrante
15:54do STF,
15:55perdão,
15:55que não faz sentido
15:57dentro de uma lógica
15:59de alguém técnico
16:00receber uma ligação
16:01daquela forma,
16:03com determinados pedidos
16:04que não sabemos
16:05o que de fato seriam.
16:07Mas essa relação
16:08não teria sentido
16:10num país normal.
16:11Você precisa
16:12de um código de ética
16:13para isso?
16:14Na minha concepção,
16:15não.
16:15E para finalizar,
16:16quem julgaria
16:17aqueles que seriam
16:19transgressores
16:19das próprias regras
16:20do código de ética
16:23escrita por eles mesmos?
16:24eles seriam
16:25os próprios julgadores?
16:26Aí fica difícil
16:28acreditar.
16:29É engraçado
16:30quando nós observamos
16:31esse tipo de movimentação,
16:32claro que são informações
16:33de bastidores,
16:34não foi uma nota oficial
16:37divulgada por um ministro
16:38dizendo que
16:39o clima não está bom
16:41por conta
16:42da tal ideia
16:44de criar um código
16:45de conduta.
16:46Essas são informações
16:47que são vazadas,
16:48um ministro
16:49conversa com um jornalista
16:51em segredo,
16:52sem revelar,
16:53pede que as informações
16:55não sejam reveladas
16:57dando nome
16:58às pessoas,
17:00e aí os jornalistas
17:00acabam fazendo
17:01apuração,
17:02conversam com
17:02um integrante
17:04do gabinete
17:04de um ministro,
17:05pode também compartilhar
17:06várias informações.
17:08Deixa eu voltar
17:08para o Roberto Mota,
17:11porque tem uma leitura
17:13que quando a gente olha
17:13para a Suprema Corte,
17:14né Mota?
17:15A Suprema Corte
17:15está com um ministro
17:17a menos.
17:17a gente ainda vai
17:19aguardar o processo
17:20de aprovação
17:22àquele que foi indicado
17:24pelo presidente
17:24da República,
17:25né?
17:26É isso que se espera.
17:27Mas olhando
17:28para essa composição,
17:29eu me lembro
17:29que lá atrás,
17:31quando se falava
17:32de um julgamento,
17:32sei lá,
17:33um julgamento importante,
17:35diziam o seguinte,
17:35ah, vai dar
17:38a maior parte
17:39dos votos
17:40para um lado
17:40e aí dois votos
17:42para o outro,
17:42dizendo, ah,
17:43aqueles dois votos
17:44são aqueles
17:44que foram indicados
17:45para o Jair Bolsonaro.
17:46Então parecia
17:47uma divisão
17:48em que todos
17:50estavam contra
17:51aqueles dois ministros
17:52indicados
17:53para o Jair Bolsonaro.
17:54Parece que as coisas
17:54mudaram, né?
17:55Tem os mais antigos,
17:57tem aqueles
17:58que hoje em dia
18:00ganharam uma certa
18:01notoriedade
18:02e tem aqueles
18:03que possivelmente
18:05se alinham mais
18:07ao trabalho
18:07de André Mendonça,
18:09por exemplo.
18:10Então há quem entenda
18:11que a Suprema Corte
18:12hoje teria três grupos.
18:14Isso fica claro
18:15para você,
18:15Mota,
18:16quando a gente
18:16observa posicionamentos,
18:18votações,
18:20no que pode dar isso?
18:21A gente sempre
18:21mencionou, por exemplo,
18:23o posicionamento
18:24de Luiz Fux,
18:24mas quando a gente
18:25olha esse tipo
18:26de movimentação,
18:27fica claro
18:27que grupos
18:28são esses
18:28e qual pode ser
18:29a consequência
18:30disso, Mota?
18:31Não fica claro
18:33para mim, Caniato.
18:35Eu acho que
18:35às vezes
18:36as pessoas fazem
18:37uma leitura,
18:40elas tendem a ler
18:41os seus desejos
18:43na situação.
18:44Quando a gente
18:45olha o que aconteceu
18:46nos últimos anos,
18:48a gente,
18:48pelo menos eu,
18:49consigo ver
18:50dois momentos
18:51onde houve
18:53alguma diferença,
18:55né?
18:55Um deles
18:55foi no julgamento
18:57do golpe
18:58de Estado
18:59imaginário,
19:00aquele que não
19:01aconteceu,
19:01no voto
19:02do ministro
19:03Luiz Fux,
19:04quando ele
19:05reduziu
19:06a pó
19:07a maioria
19:08das acusações
19:09contra o presidente
19:10Jair Bolsonaro
19:11e explicou
19:13por que
19:13ele não poderia
19:15ser acusado,
19:16por que ele não
19:16poderia ser condenado,
19:18explicou por que
19:19aquele foro
19:20era inapropriado
19:21para aquele julgamento.
19:22foi um momento
19:24belíssimo.
19:25O outro momento
19:26que traz
19:27alguma esperança
19:28é o de agora,
19:29quando o ministro
19:30André Mendonça
19:31dá um tom
19:33diferente
19:34à condução
19:35dessas investigações
19:36do Banco Master.
19:38Mas, Caniato,
19:39eu me arrisco
19:39a dizer que é pouco,
19:41é muito pouco,
19:42diante do que
19:43nós vimos
19:44nos últimos anos,
19:46diante das coisas
19:47que aconteceram.
19:48Porque é preciso
19:50mais
19:51do que
19:52dois momentos
19:54de dissidência.
19:55É preciso
19:56colocar
19:58o trem
19:59das instituições
20:00do Brasil
20:01de volta
20:02nos trilhos.
20:03E, para isso,
20:04o único mecanismo
20:06que a República
20:07oferece
20:08é o Senado.
20:11São as ações
20:12do Senado.
20:13Mas a presidência
20:14do Senado
20:15não está
20:16interessada nisso.
20:18Então,
20:18é difícil
20:19enxergar
20:20qual será
20:20o caminho
20:20dessa mudança.
20:22Pois é.
20:23O atual
20:24presidente,
20:24ministro Edson
20:25Fachin,
20:26hoje muito elogiado
20:27e também já foi
20:28criticado no passado.
20:30Entendiam que
20:30Luiz Edson Fachin
20:31poderia ter
20:32tomado outras
20:33atitudes,
20:34em outros casos
20:35de grande repercussão.
20:36Mas,
20:37fato é que ele
20:38passa a responsabilidade
20:40para formatar
20:41e organizar
20:43o trabalho
20:44do Código
20:45de Conduta
20:46para a ministra
20:47da carne.
20:48Então,
20:48há uma leitura
20:49de que haveria
20:50três grupos
20:51definidos.
20:51Os mais antigos,
20:52né?
20:52Carmen Lúcia,
20:54o ministro Fachin,
20:55que é o presidente
20:56da corte,
20:57em algumas pautas
20:58até uma sinergia
21:01com o ministro Gilmar
21:03Mendes,
21:03mas daí também
21:04aquele grupo
21:05que seria liderado
21:06pelo ministro
21:07Moraes,
21:08e aí o grupo
21:09dos novos, né?
21:10Que seria
21:11capitaneado
21:11por André Mendonça.
21:13Deixa eu passar
21:13para o Cristiano
21:14Beraldo
21:14para avaliar
21:15esse tipo
21:16de movimento.
21:18São dez ministros
21:19atualmente,
21:20né?
21:20Por conta
21:21da saída
21:23do ministro Barroso.
21:25Há uma sinalização
21:26de que nos próximos meses
21:28nós teremos
21:28o processo
21:29para escolha
21:30e a avaliação
21:32do Senado
21:32para o que
21:34sugeriu
21:34o presidente
21:35da República.
21:36Mas, enfim,
21:37diante dessas
21:37definições,
21:39as críticas,
21:39as informações
21:40de bastidores,
21:41dá para esperar
21:42o quê
21:42desse processo
21:43de autocontenção.
21:44Alguns chamam
21:45de autocontenção
21:46ou de ajuste
21:47ou de correção
21:48daquilo que foi
21:50excedido
21:51em algum momento.
21:52O que esperar?
21:54Renato,
21:55quando você já
21:56pegou a estrada
21:57para o lugar errado,
21:58não adianta você
21:59ficar mudando
22:00de pista.
22:01E me parece
22:02que é exatamente
22:03isso que está acontecendo.
22:04E a gente tem
22:05que perguntar
22:05por que a ministra
22:07Carmem Lúcia?
22:08Porque ela
22:09é mais importante
22:11do que
22:12a Assembleia
22:14Constituinte
22:15que escreveu
22:15uma Constituição
22:17que serviu
22:18durante um período
22:20inicial
22:20para manter
22:22o Supremo Tribunal
22:23Federal
22:23atuando
22:24dentro da
22:26ordem
22:26democrática
22:28e daquilo
22:29que está previsto
22:30na Constituição.
22:31A vontade
22:32de nenhum
22:33deles ali
22:33se sobrepõe
22:34à Constituição.
22:35Nós podemos
22:36discutir
22:37se a Constituição
22:39foi bem escrita
22:40ou foi mal escrita.
22:41E eu acho
22:42que essa Constituição
22:43de 1988
22:43tem que ser jogada
22:44no lixo.
22:45O Brasil
22:46não terá
22:47absolutamente
22:47nenhuma condição
22:48de resolver
22:49os seus problemas
22:49a sério
22:50com a Constituição
22:52que aí está.
22:53Agora,
22:53essa é a que está valendo.
22:55Portanto,
22:56quando a gente vê,
22:57olha que interessante,
22:59essa incoerência,
23:01o Supremo
23:03agora está
23:03tomando medidas
23:05que possam
23:06distensionar
23:08a relação
23:09do Supremo
23:09com a sociedade
23:11brasileira,
23:12se metendo
23:13a fazer o óbvio.
23:15Veja,
23:15não é razoável
23:17nem é do interesse
23:19das contas públicas
23:21que um magistrado
23:23que atuou
23:24em desacordo
23:25com a lei
23:26cometendo falta
23:27tão grave
23:28que os seus pares
23:30definem
23:31que ele não tem
23:32mais condições
23:33de atuar
23:35como um magistrado,
23:36como um juiz,
23:37como é que ele pode
23:38ser condenado
23:39a ganhar sem trabalhar?
23:40Isso não faz
23:41o menor sentido.
23:43Entretanto,
23:44este
23:45Supremo Tribunal
23:47Federal,
23:48ele foi
23:49se especializando
23:50em invadir
23:52as prerrogativas
23:53do Legislativo
23:54tomando decisões
23:56que passavam
23:57por cima
23:58daquilo
23:59que o Legislativo
24:01deveria definir.
24:02nós temos
24:03inúmeros
24:04exemplos,
24:05temos o caso
24:06da demarcação
24:07das terras indígenas,
24:08o marco temporal,
24:10tudo o Supremo
24:12foi se metendo
24:13e não porque ele
24:14se sentia
24:15num dever
24:16constitucional,
24:17mas porque
24:18havia uma ânsia
24:19dos membros
24:20do Supremo
24:21em se manifestarem
24:23sobre casos
24:24que têm repercussão
24:25junto
24:25à opinião pública.
24:27Tivemos
24:28votos
24:28de ministros
24:29sendo dado
24:30de forma
24:31antecipada
24:32porque os ministros
24:33iam se aposentar,
24:34mas não queriam
24:35abrir mão
24:36de fazer
24:37discursinho
24:38para agradar
24:39a claque,
24:41a turma
24:41do aplauso
24:42que fica ali
24:43inflando o ego
24:45de vossas
24:46majestades,
24:47porque não são
24:48mais magistrados,
24:49mas atuam
24:50como majestades.
24:51Portanto,
24:52eu reforço
24:53aqui o que disse
24:54ontem,
24:54a simples discussão
24:57de um código
24:59de ética
24:59neste momento
25:00simboliza
25:02o absoluto
25:03fracasso
25:05a que o Supremo
25:06Tribunal Federal
25:07como instituição
25:08centenária
25:09foi submetido
25:11por esses
25:12que agora
25:12ocupam
25:13as suas cadeiras.
25:15Não trata-se
25:16do Supremo,
25:17trata-se
25:18de como
25:18os atuais
25:19ministros
25:20se comportam
25:21diante do poder
25:22que lhes é conferido
25:24pela Constituição.
25:24Pois é,
25:25o Beraldo
25:25deu o exemplo
25:26do marco temporal,
25:27mas tratamos
25:28de várias outras
25:29pautas justamente
25:29para exemplificar
25:31essa situação
25:32de interferências
25:33do Supremo
25:34em decisões
25:35que tinham sido
25:36tomadas pelo
25:37Congresso Nacional.
25:38Porte de drogas,
25:39quem lembra
25:40da situação
25:40das 40 gramas,
25:42aumento do IOF
25:43e por aí vai,
25:44a gente pode até
25:44retomar isso.
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