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Mesmo citados por Daniel Vorcaro, ministros do Judiciário rejeitaram um recuo sugerido pelo presidente do STF, Edson Fachin. A tentativa de reduzir tensões internas não foi bem recebida, e declarações sobre “humildade institucional” geraram incômodo. O episódio expõe divisões na Corte em meio ao escândalo do Banco Master.

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Transcrição
00:00Para começar, mesmo sendo citados por Daniel Vorcaro e em meio à possibilidade de novos escândalos envolvendo o Banco Master,
00:08ministros do Judiciário não aceitaram um recuo que foi proposto pelo presidente da corte, Edson Fachin.
00:14O magistrado realizou um encontro, uma reunião reservada com alguns colegas para tentar reduzir os atritos internos,
00:23amenizar a situação e também a crise provocada pelas investigações.
00:27Pedindo o que? Ele pediu união e o afastamento, o distanciamento de temas sensíveis.
00:33Porém, após Fachin pedir em discurso que os ministros tenham humildade institucional e comportamento irrepreensível na vida pública e privada,
00:43os próprios magistrados sinalizaram que o presidente da corte acaba fortalecendo os opositores do Judiciário e mancha a imagem deles,
00:52ignorando o caso Master em si.
00:54Um outro ponto de divergência no Supremo é a insistência de criação de um código de ética e conduta,
01:01que também divide os integrantes da Suprema Corte.
01:05Vamos chamar os nossos comentaristas para abrir esse giro de análises e reflexões.
01:10Vamos ao Rio de Janeiro. Roberto Mota já está preparado.
01:13Mota, essa notícia traz uma tentativa do presidente da corte em unir os integrantes do Supremo,
01:21diante de tantas coisas que vêm sendo sinalizadas, ditas e prometidas,
01:28caso uma delação seja validada e feita por Daniel Vorcaro.
01:32Só que vários integrantes da Suprema Corte não veem esse ato de Edson Fachin como positivo.
01:39Acham que, inclusive, o fato de ele pedir união, sugerir código de conduta,
01:44isso daria somente munição aos inimigos, aos adversários da Suprema Corte.
01:50Bem-vindo.
01:52Aniato, eu confesso que eu fiquei confuso.
01:56Os magistrados não aceitam recuar?
02:00Eles não aceitam recuar exatamente de quê?
02:04Eu tenho até medo de perguntar.
02:06Boa noite pra você.
02:08Boa noite aos meus colegas de bancada.
02:10Boa noite à nossa audiência.
02:12Dizem que existe uma desconexão entre a presidência da Suprema Corte
02:19e o restante do tribunal.
02:21Bom, o cidadão comum tem certeza de que existe uma desconexão,
02:27mas é entre a corte e a maioria dos cidadãos.
02:32Porque todos os brasileiros olham com perplexidade pro que está acontecendo.
02:39Até pouco tempo, a perplexidade era motivada pelo ativismo judicial descontrolado.
02:46Agora, o motivo é outro.
02:48O motivo é o envolvimento com o maior escândalo financeiro da história.
02:56Tentar resolver isso com código de conduta ou com discursos floridos
03:02é mais ou menos como tentar tratar um câncer colocando um band-aid.
03:08Pois é, vários aspectos que devemos tratar, analisar com muito cuidado.
03:13Afinal, há a cada dia uma nova informação relacionada ao caso do Banco Master.
03:19Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila, agora jogando luz sobre a situação atual da Suprema Corte.
03:26Uma tentativa, né, Dávila, do ministro Edson Fachin de, sei lá, arrumar casa.
03:32Adotar uma estratégia pra unir os ministros da Suprema Corte.
03:36Alguns estão sendo muito criticados, né?
03:39E alguns, talvez, até com receio do que virá acontecer caso uma delação premiada
03:44seja fechada entre Daniel Vorcaro, sua defesa e alguma instituição da República.
03:49Mas o que é preciso considerar quando a gente observa que os ministros não admitem recuo
03:55e sugerem um enfrentamento?
03:58Eles têm força pra isso? Enfim, o que é preciso considerar?
04:04Eu acho que você tá com o microfone fechado. Só verifica, por favor.
04:10Pronto. Boa noite. Agora sim, Caniato.
04:14Boa noite, Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência.
04:19Caniato, hoje é um dia especial.
04:21Hoje é dia 19 de março, dia de São José.
04:25Tá aí uma pessoa que poderia servir de exemplo pra esses ministros do Supremo.
04:30São José é aquele personagem moderado nas maneiras, nos gestos,
04:37nas suas palavras, nas suas colocações.
04:40Tem absoluto autocontrole e, além de tudo, é um ferrinho defensor dos princípios
04:47e não cede por nada.
04:49Talvez seria um bom exemplo pra lembrar os membros da Suprema Corte
04:53que hoje estão intoxicados pela defesa do corporativismo,
04:59por uma arrogância e uma soberba que o colocam acima da lei da Constituição.
05:04Qualquer ato crítico é, na verdade, um assente à instituição do judiciário.
05:12Qualquer recuo seria um sinal de fraqueza e de entregar os pontos neste embate da crise
05:20onde o Supremo se autoconcedeu o poder de ser o defensor da democracia.
05:26É inacreditável como essa soberba, arrogância, arbitrariedade
05:33acabou fazendo com que o Supremo Tribunal Federal mergulhasse na maior crise da sua história.
05:41Crise de credibilidade, crise que só será resolvida no dia em que os ministros mudarem de atitude.
05:50E, neste caso, poderiam seguir um pouco o exemplo do ministro André Mendonça
05:57e escutar um pouco mais as recomendações de Fachin de autocontenção.
06:03Talvez esse seja o primeiro passo numa longa jornada
06:08para restabelecer a credibilidade do poder judiciário.
06:12Porque sem justiça não há democracia, não há liberdade.
06:17Há apenas arbitrariedade, opressão ou revolução.
06:23Também com a gente, como eu anunciei na abertura,
06:26Cristiano Beraldo aqui no estúdio em São Paulo.
06:29Beraldo, ótima noite a você.
06:30Estamos tratando da insatisfação daqueles ministros que estão na Berlinda
06:35que vêm sendo citados nas várias reportagens.
06:39Há indicações de que teriam alguma relação ou tiveram alguma relação com o Daniel Vorcaro.
06:45E aí há a leitura por parte desses ministros
06:49de que a condução, a administração de Edson Fachin
06:52prejudicaria, inclusive, a Suprema Corte.
06:55Fala-se até na falta de objetividade
07:00quando ele sugere algumas coisas em relação à união da Corte.
07:05Como, por exemplo, o Código de Conduta.
07:08Na avaliação desses ministros que vêm sendo criticados,
07:11nem haveria necessidade de um Código de Conduta.
07:15O regramento hoje já garante a total lisura
07:18da maneira como eles atuam representando a Suprema Corte Brasileira.
07:23Enfim, alguns elementos para analisarmos. Bem-vindo.
07:25Tempos estranhos que o Brasil está vivendo.
07:28Caniato, boa noite a você, ao Dávila, ao Mota, ao Musa
07:31e boa noite especial para a audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
07:35Veja só que a Suprema Corte Brasileira,
07:39que deveria ser a nossa referência,
07:41aquela instituição que a gente levanta os olhos
07:45para olhar para ela com admiração e respeito,
07:48ela, de repente, está nos remetendo ao primário.
07:53É no primário que os alunos entendem
07:56a importância da educação, do ensino,
07:59do comportamento em sala de aula,
08:01que quando o professor fala, o aluno tem que ouvir.
08:05Isso é um processo que leva anos.
08:07As crianças vão amadurecendo, vão compreendendo.
08:11Então, Caniato, quando a gente olha para uma aula de primário,
08:16a gente tem essa dinâmica.
08:17Se a gente olhar para uma aula de doutorado ou de mestrado,
08:21a dinâmica é completamente diferente.
08:23Por quê?
08:24Porque as pessoas estão ali fazendo um mestrado, um doutorado,
08:29porque elas se capacitaram para aquele momento.
08:33Elas buscaram, elas desejaram.
08:36Quando elas entram na sala de aula de um doutorado,
08:39elas estão ali ávidas para ouvir o que o professor tem para falar.
08:44O comportamento é irrepreensível,
08:47e as discussões são de alto nível sobre os temas que estão ali sendo discutidos.
08:53É isso que a gente espera da Suprema Corte.
08:56Os 11 ministros que, segundo o previsto na Constituição Federal de 1988,
09:03precisam ter dois elementos fundamentais.
09:08Reputação ilibada e notável saber jurídico.
09:13O notável saber jurídico é construído com uma vida profissional e acadêmica muito densa.
09:20O notável saber jurídico não é só aquilo que você sabe,
09:24mas o que outros reconhecem que você sabe em relação ao direito.
09:28A reputação ilibada é construída conforme anos de uma atividade
09:35firmada na ética, no respeito e, sobretudo, no compromisso com o direito, com a justiça.
09:43Justiça, que eu gosto sempre de lembrar e de frisar,
09:46justiça com J maiúsculo, com fenda nos olhos e uma balança na mão,
09:51como nos remete à imagem da justiça.
09:55Pois bem, hoje no Brasil é tudo ao contrário.
09:59Temos essa reunião em que o presidente do Supremo Tribunal Federal
10:04olha para seus pares, supostamente com notável saber jurídico e reputação ilibada,
10:10e trata os seus pares como se estivessem no quarto ano do primário.
10:15Ô, meus amigos, precisamos nos comportar, não dá mais para fazer bagunça,
10:20não dá mais para ficar jogando bolinha de papel enquanto o professor fala.
10:23Vamos nos comportar aqui, porque a gente tem que aprender,
10:27temos que tirar nota para passar de ano,
10:30senão a gente vai ficar de castigo quando chegar em casa.
10:32Quer dizer, é de uma situação tão absurda,
10:35tão absurda, que a gente tem que se perguntar,
10:38é essa estrutura de justiça prevista na Constituição brasileira?
10:43É essa estrutura de justiça compatível com a nossa história de judiciário,
10:49de grandes juristas, de grandes pensadores do direito,
10:53que passaram pelo Supremo Tribunal Federal?
10:55Ora, claramente que não.
10:57E, por favor, não me venham agora achar que o problema é o Banco Master.
11:02Oh, tá vendo aquele ministro?
11:04Falou no telefone com fulano.
11:06Ah, e o Vorcaro mandou uma mensagem de bom dia para o ministro da...
11:10Esqueçam.
11:11Todos os ministros ali, salvo talvez uma ou duas exceções,
11:15têm parentes que têm escritórios de advocacia que advogam para grandes empresas.
11:20Não foi o Vorcaro, foi outro.
11:22Do setor de bancos, de telecomunicações, de petróleo, de indústria, de serviço,
11:29seja o que for, não importa.
11:31O problema não é o Banco Master, o problema não é o Vorcaro.
11:34O problema é a deturpação do conceito de moralidade
11:39que é fundamental para qualquer Suprema Corte que se der ao respeito.
11:45Zé, situação delicada.
11:46Deixa eu chamar o Bruno Musa.
11:48O Musa também está com a gente.
11:50Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
11:52Estamos diante de uma situação super delicada, né?
11:55A cada dia uma informação diferente,
11:59mais uma camada do caso que envolve o Banco Master
12:02e a luz iluminando praticamente todos os movimentos dos integrantes da Suprema Corte.
12:08Agora, olhando para o que já aconteceu, para o que foi feito
12:12e olhando ou projetando o que pode acontecer e o que deveria ser feito,
12:18o que nós podemos esperar da Suprema Corte na figura do presidente Edson Fachin,
12:24que segundo as últimas informações tem feito alguns movimentos nos bastidores
12:28para unir os integrantes, todos os ministros,
12:32dar uma demonstração de força, mas ao mesmo tempo de humildade.
12:37Talvez recuo, reconhecer que talvez nem tudo que tenha sido feito foi acertado,
12:43mas talvez um recomeço, inclusive, para sinalizar para outras instituições.
12:51Alguns ministros não topam isso.
12:55Boa noite, Caniato.
12:56Davi, Laberaldo, Mota e todos que nos escutam no Brasil.
12:59Bom, eu acho que a fala do Fachin foi bastante dura.
13:03Um trecho que me chamou a atenção aqui, que é bastante óbvio,
13:06mas me chamou a atenção vindo de alguém da Suprema Corte nesse atual momento,
13:10é que, abre aspas, a corte não tem o monopólio da sabedoria política.
13:15É óbvio que não.
13:16Ninguém detém o monopólio da sabedoria política,
13:19nem econômica, nem social, nem institucional, nem ninguém.
13:22E é por isso que qualquer decisão, qualquer economia centralizada,
13:28ela é falha.
13:30Ela pode até funcionar, mas nunca na eficiência máxima,
13:33porque ninguém detém o conhecimento que é disseminado e disperso.
13:38E o conhecimento daqui a um minuto ninguém tem,
13:41porque novas descobertas são feitas quando o ser humano é deixado livre.
13:44A capacidade de empreender do ser humano
13:46é juntar todos esses conhecimentos dispersos
13:49e fazer com que a coisa evolua.
13:51Portanto, ninguém detém esse monopólio dessa sabedoria.
13:55Não deveria ser diferente para os integrantes da corte.
13:58Mas não, no alto do seu pedestal,
14:00eles continuam achando que eles, sim,
14:03têm um monopólio de conhecimento
14:05e um monopólio, talvez, da violência.
14:07Esse, infelizmente, parece que o Estado brasileiro
14:11detém, em certa forma.
14:13E não temos a quem recorrer de forma alguma.
14:16Agora, algumas coisas me chamam a atenção
14:19para essa forma de supostamente não recuarem.
14:23Ao que consta, já há uma discussão mais séria
14:25a respeito da possibilidade, inclusive,
14:28de levar o ex-presidente Jair Bolsonaro
14:29para a prisão domiciliar
14:30por conta da sua frágil situação de saúde.
14:33É impressionante que o que está sendo divulgado na mídia
14:38é que eles estão começando a aceitar essa possibilidade
14:42com medo de marcar ainda mais, negativamente, a sua imagem.
14:46Não é porque é técnico.
14:47Não é porque a Constituição manda.
14:49Não é porque ele está com a saúde frágil.
14:50Não.
14:51É porque vai manchar ainda mais
14:53a já caquética situação
14:55que eles se encontram frente à opinião popular.
14:58O técnico, o jurídico, deixa de lado.
15:01Esse pouco importa.
15:02Mas o que vale é a nossa imagem.
15:04Mas de que adianta tentar preservar a sua imagem
15:07quando todos os atos jogam contra a própria imagem deles?
15:11Então, me parece que eles são os seus próprios inimigos.
15:15E se eles não mudarem as ideias,
15:18que me parece que não,
15:19porque passou determinada linha
15:21e vai até aquele ponto que
15:23passamos do ponto de não retorno,
15:25agora temos que continuar atirando?
15:27Ou seja, há uma dificuldade muito grande
15:30da opinião popular recuar e mudar
15:32essa ideia.
15:33Consequentemente, eu acho que todo esse caso
15:35do Banco Master,
15:36com envolvimento dos três poderes,
15:38ditará em muito as eleições
15:40agora desse ano.
15:41E está tarde demais.
15:43Não sei se dará alguma coisa.
15:44Isso a gente sempre discute aqui.
15:46Mas eu acho que está tarde demais
15:47para mudar a opinião popular
15:48com relação à Suprema Corte brasileira.
15:51Pois é, mas quando a gente analisa essa notícia
15:55dizendo que ministros se recusariam a dar um passo para trás,
16:00reconhecer um erro,
16:01ou aceitar, por exemplo, o código de conduta,
16:04ou aceitar esse freio de arrumação
16:07que viria a ser feito,
16:09ou iniciado um processo de freio de arrumação
16:11com o ministro Edson Fachin,
16:13deixa eu passar mais uma vez para o Mota,
16:15porque há exemplos que podem nos conectar
16:19a um processo já iniciado, não, Mota?
16:22Quando o ministro toma uma decisão
16:25para acabar com o penduricalhos,
16:26ainda que seja uma decisão monocrática,
16:28que isso venha a ser avaliado posteriormente pelo pleno.
16:33Quando um outro ministro toma uma decisão
16:36em relação à aposentadoria compulsória,
16:39que sempre foi visto como um prêmio,
16:41aquele que cometeu um erro, né?
16:43Fico imaginando.
16:43O camarada trabalharia 30 anos
16:46para conseguir a aposentadoria,
16:47e ele comete um erro no quinto ano de magistratura,
16:51e acaba sendo punido com uma aposentadoria,
16:54isso, na verdade, era quase um prêmio
16:56para essa pessoa que cometeu algum tipo de erro
16:59no exercício da profissão, ou até um crime.
17:02E aí, a gente até pode também elencar
17:04o código de conduta,
17:05mas você acha que esse processo de freio de arrumação
17:08ou de limpar a barra do Supremo
17:11já não foi iniciado, Mota?
17:12Não, Caniato.
17:14Eu não acho que foi iniciado,
17:17porque nenhuma dessas medidas
17:21endereça a principal questão em jogo,
17:24que é o ativismo judicial descontrolado.
17:27O fim dos penduricalhos
17:29não tem nada a ver com o ativismo judicial,
17:32não tem nada a ver com
17:35usar um regulamento interno da corte
17:39para valer mais do que o que diz a Constituição.
17:43Não tem nada a ver com a destruição
17:47do processo acusatório.
17:51Não tem nada a ver com o fato
17:53do judiciário estar abrindo o inquérito de ofício,
17:57não tem nada a ver com o fato do juiz
18:00e está julgando causa na qual ele é vítima.
18:03Não tem nada a ver com o absurdo
18:05da gente assistir brasileiros
18:07que não tem foro especial serem julgados.
18:11Não há corte que só julga quem tem foro especial.
18:13Esse fim da aposentadoria
18:17também não tem nada a ver com nenhum desses absurdos.
18:20Na verdade, críticos dizem
18:23que são apenas jogadas de marketing.
18:27São jogadas combinadas.
18:29São medidas que não vão ter efeito prático nenhum.
18:34Que são usadas para negociação,
18:37que já estariam até sendo negociadas.
18:40Dizem que associações de classe
18:43estariam dispostas a aceitar
18:46esse fim dos penduricalhos
18:49desde que fossem preservados
18:52os penduricalhos que já existem.
18:54Auxílio alimentação, auxílio saúde,
18:57auxílio pré-escolar,
18:58gratificação por participação em banca de concurso,
19:02auxílio funeral,
19:03indenização de férias,
19:05licença-prêmio não usufruída,
19:07auxílio moradia
19:08e mais uma lista aqui de 21 penduricalhos.
19:12Eu acho que o brasileiro tem motivos de sobra
19:16para ser cético
19:17em relação a essa súbita explosão de moralidade.
19:22Explosão de moralidade que eu lembro mais uma vez
19:26não afeta nenhuma das questões principais
19:31que tem tornado a vida do cidadão brasileiro
19:35um pesadelo de insegurança jurídica.
19:39Pois é, deixa eu passar também para o Luiz Felipe Dávila,
19:42porque o Dávila já faz muitos meses
19:44defende um movimento de autocontenção.
19:47Isso quando lá atrás nós falávamos
19:48da interferência entre os poderes da República.
19:51Nem tinha caso do Banco Master ainda, né, Dávila?
19:55E nós discutimos aqui
19:56esse movimento de autocontenção,
19:59o início de um processo de autocontenção.
20:01E aí é preciso focalizar medidas
20:03que foram tomadas recentemente,
20:06ajudam nesse processo de autocontenção,
20:09não tem relação direta, talvez,
20:11com o mérito da questão que a gente trata
20:13no caso do Banco Master,
20:15mas pode colaborar em alguma medida?
20:18O Mota trouxe um ponto muito importante.
20:20A autocontenção, neste instante,
20:23é, na verdade, uma aspirina para resolver um câncer.
20:27Ela é importante porque mostra
20:30nenhuma mudança de atitude,
20:31mas ela não vai mais fazer o efeito
20:33porque a crise tomou uma proporção gigantesca
20:36após o escândalo do Banco Master.
20:39E aí, Caniato, é muito importante
20:42os membros do Supremo
20:44entenderem o momento político
20:46do país.
20:47Porque se este caso do Banco Master
20:51acabar em pizza
20:52ou acabar sendo varrido
20:54para debaixo do tapete,
20:56o que está em jogo hoje
20:57é a credibilidade da justiça,
21:00da democracia,
21:01da Constituição.
21:03Varrer este caso escandaloso
21:06para debaixo do tapete
21:07é o triunfo da safadeza,
21:10da roubalheira,
21:12da corrupção dos valores,
21:13dos desrespeitos absolutos
21:17à Constituição brasileira,
21:19à lei, ao Estado de Direito.
21:22E isto não é apenas um ataque ao Supremo,
21:27é uma descrença generalizada
21:30à democracia e à liberdade.
21:33esta insensatez do Supremo Tribunal Federal
21:38em compreender que o caso Master,
21:42se for bem resolvido,
21:45como quer o ministro André Mendonça,
21:48pode ser a salvação da credibilidade
21:51tisnada do Supremo Tribunal Federal.
21:53Agora, quando há uma reação
21:55que é este corporativismo desenfreado,
21:59tentando frear,
22:02impedir que este caso
22:04seja julgado devidamente,
22:06de acordo com as regras
22:07do devido processo legal,
22:09é um tiro no pé
22:11que me lembra um fato histórico
22:13de uma tal rainha
22:15de um país chamado França,
22:18em 1789,
22:19que o povo desesperado
22:20ela mandou dar uns briochezinhos
22:22para o povo para acalmar.
22:24Bom, não demorou muito
22:27para ela perder a cabeça na guilhotina.
22:30A insensibilidade política,
22:32do tamanho da crise
22:33que o Banco Master representa
22:35ao país, às instituições,
22:38à credibilidade da democracia e do direito,
22:41é algo assustador
22:43ver como o Supremo parece insensível,
22:47a não ser um ou outro ministro
22:49que está tentando
22:50abrir os olhos
22:52desses que ficaram cegos
22:55pelo poder,
22:56pela arbitrariedade
22:58e por uma ilusão
23:00de que são
23:01os defensores da democracia.
23:03Eles estão, na verdade,
23:05pavimentando o caminho
23:06para a opressão
23:08e não para a liberdade.
23:10Uma rápida parada
23:11para você que nos acompanha
23:13pela rede de rádios.
23:14Seguimos aqui
23:15com os nossos comentaristas,
23:17analisando os principais detalhes
23:19em relação ao caso
23:20do Banco Master,
23:21também o posicionamento
23:22da Suprema Corte,
23:24perspectivas,
23:24o que vem por aí.
23:25Deixa eu passar
23:25para o Cristiano Beraldo,
23:26porque quando a gente fala
23:27de medidas que foram tomadas
23:29ou um movimento
23:30de Edson Fachin
23:31para promover
23:33a união
23:34da Suprema Corte,
23:35tudo bem,
23:35isso parece muito bonito,
23:36ou sugestão
23:37de um código de conduta,
23:38parece muito positivo,
23:40que agora
23:41eles façam reuniões
23:43no sentido de
23:44procurar
23:45parar
23:45as arestas
23:47e aí
23:48dar algum tipo
23:49de sinalização
23:50para a sociedade.
23:51Agora,
23:52eu fico pensando,
23:53a gente passa,
23:54sei lá,
23:54minutos discutindo
23:55isso daqui,
23:56se fecharem uma delação
23:58e informações
23:59super sensíveis
24:00vierem à tona
24:01comprometendo ministros,
24:03pega tudo isso
24:03que nós falamos,
24:04joga fora
24:05e é preciso
24:05começar a tratar
24:07de uma outra pauta,
24:08como eles conseguirão
24:10punir
24:11essas figuras.
24:12Mas é,
24:13Canel,
24:13porque nós estamos
24:14numa situação
24:14em que a delação,
24:16como é que ela provaria
24:18que o ministro
24:20deu uma decisão
24:23em razão
24:24de uma troca
24:25por um benefício
24:26pessoal?
24:27Porque a advocacia,
24:29isso é importante
24:29a gente lembrar,
24:30a Corte Constitucional
24:32brasileira
24:33admitiu,
24:34já,
24:34salvo engano,
24:35já tem três anos,
24:36que familiares
24:38de ministros
24:39podem atuar
24:41em casos
24:42que estão
24:42ocorrendo
24:43nas cortes
24:44em que seus parentes
24:45são os julgadores.
24:46Isso está pacificado,
24:48é uma questão
24:48constitucional.
24:50Não tem,
24:51não dá pra você dizer,
24:51não,
24:52mas olha,
24:52mas o seu filho,
24:53a sua esposa,
24:54o seu marido,
24:56o seu primo,
24:57o seu irmão,
24:58tinha esse caso
24:59e ele saiu vencedor,
25:02porque o valor pago
25:04como honorários
25:05não foi para o magistrado,
25:07foi para o advogado,
25:08que faz parte
25:09de um escritório
25:09que estava legalmente
25:10constituído.
25:11Então não será por aí.
25:13Aí a gente tem
25:13que se perguntar,
25:14haverá nessa troca
25:16de mensagens
25:17ou em documentos
25:19que sejam eventualmente
25:20apresentados
25:21numa delação,
25:23um elemento
25:24muito claro
25:25e objetivo
25:26que demonstre
25:27o benefício recebido
25:29e o valor pago,
25:31ou que ainda
25:31não receba
25:32o benefício,
25:33mas a intenção
25:34de,
25:35ao receber
25:36uma remuneração,
25:38entregar
25:39aquele benefício,
25:40a gente tem que ver
25:41se tem isso
25:42e eu sinceramente
25:43acho muito difícil.
25:44Nós não estamos falando
25:45para esse tipo
25:46de atividade
25:47com crianças,
25:49eles são
25:49muito sabidos
25:50para fazer essas coisas.
25:52Então eu não tenho
25:53muita esperança
25:54que a coisa vá
25:55por aí.
25:56Portanto,
25:57será
25:57muito desgaste,
25:59mas acredito
26:00que de pouco
26:02efeito prático,
26:03porque nós já estamos
26:05em um ambiente
26:06em que a ética
26:08é relativa
26:09e a imoralidade,
26:11aquilo que nós gostaríamos
26:12de ter como conceito
26:13de moralidade,
26:14já foi deturpado
26:16e está tudo bem.
26:17Então,
26:18o que nós precisamos agora,
26:19Caneto,
26:20para de fato
26:21transformar a essência
26:22do Supremo Tribunal Federal
26:24como referência,
26:25mas da justiça
26:26como um todo,
26:29é acertar
26:30dentro do Congresso Nacional,
26:31que certamente
26:32não será esse Congresso
26:33que está aí,
26:33uma proposta
26:35de reformulação
26:38constitucional
26:39da estrutura
26:40do Judiciário,
26:41inclusive do Supremo Tribunal Federal,
26:43com critérios
26:44muito objetivos,
26:46ainda mais claros,
26:48mais técnicos
26:49de quem pode ser indicado
26:52para a Corte.
26:53Será que teremos
26:54que partir
26:55para uma questão
26:56de antiguidade
26:57em tribunais
26:58do Brasil afora?
26:59Será que vamos ter
27:00que recorrer
27:01a outros tipos
27:03de referência
27:04objetivas
27:05que possam ser
27:06quantificadas
27:07para que a gente
27:08saia
27:09dessa subjetividade
27:11que não deveria existir,
27:13mas passou a existir,
27:14do notável
27:15saber jurídico
27:16e da reputação
27:17ilibada?
27:18Então,
27:18esse exercício
27:19precisa ser feito
27:20e volto aqui
27:21a lembrar.
27:21No governo militar,
27:24aumentou-se
27:25o número
27:25de ministros,
27:27salvo engano,
27:27para 17,
27:28para que se formasse
27:30uma maioria
27:32comprometida
27:33com as leis,
27:35com o judiciário,
27:36com a justiça
27:36equilibrada
27:37e a partir
27:38das aposentadorias
27:39que aconteceram
27:40depois daquele momento,
27:42voltou-se o número
27:43para 11 ministros.
27:45Então,
27:46o Congresso
27:47precisa agir.
27:48De novo,
27:48não será esse Congresso.
27:50Torçamos
27:51para que seja o próximo
27:52e o próximo Congresso,
27:53é bom lembrar,
27:54depende de nós.
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