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A primeira estimativa da safra de café de 2026 aponta produção de 66,2 milhões de sacas, alta de 17,1% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pela recuperação do café arábica e por condições climáticas mais favoráveis. Em entrevista ao Pré Market, Natália Fernandes, assessora técnica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), analisou os impactos da safra recorde, os efeitos sobre preços, estoques globais, exportações e a competitividade do Brasil no mercado internacional.

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Transcrição
00:00A primeira estimativa da safra de café de 2026 indica a produção de 66,2 milhões de sacas beneficiadas,
00:07uma alta de 17,1% em relação ao ciclo anterior.
00:11O avanço é impulsionado pelo aumento de 4,1% da área em produção frente a 2025.
00:16Esse levantamento busca avaliar os impactos ao longo da cadeia produtiva,
00:20incluindo efeitos sobre planejamento, oferta e a competitividade do Brasil no mercado global.
00:26E para comentar a estimativa record, eu vou conversar aqui com a assessora técnica da Comissão Nacional de Café
00:31da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, que é a Natália Fernandes.
00:36Natália, bom dia para você. Obrigado pela sua participação, pela sua presença aqui no pré-market.
00:41E aí, estão comemorando então essa alta? Foi devido justamente a esse crescimento da área plantada?
00:46É isso mesmo? Bom dia para você.
00:48Bom dia. Felizmente, este ano as condições climáticas estão um pouco mais favoráveis.
00:53A gente vinha de anos consecutivos de quebra de safra, relacionados principalmente à adversidade climática.
01:00E esse ano, por mais que tenha tido ainda algumas adversidades no momento da florada,
01:05por enquanto, na fase de enchimento de grãos, as chuvas têm sido mais favoráveis.
01:09E aí, indica esse número positivo que a Conab estima para a safra ser colhida agora em 2026.
01:16Claro que é bastante positivo, até se a gente considerar que o que mais puxou não foi não o crescimento diário de 4%,
01:24por mais que isso contribua, mas sim uma recuperação principalmente do café arábica,
01:30que ele tem uma bienalidade, anos negativos e positivos.
01:33Então, 2026 é um ano de bienalidade positiva, então já deve produzir mais.
01:38Ainda assim, vai haver uma recuperação das safras anteriores.
01:42Então, a gente tem um incremento significativo de produtividade aí superior a essa área.
01:47Isso que tem puxado esses números de forma positiva nesse momento de primeira estimativa.
01:54Eu sou uma amante de café.
01:56Ontem, ouvindo a notícia, falei, estava super animada, né?
01:59Olha, aumentou a área, aumentou a produtividade como você está trazendo.
02:03Mas aí, depois veio um certo balde de água fria para a consumidora aqui,
02:07que é, não necessariamente o preço vai cair, né?
02:10Ou seja, tem um déficit também de estoques acumulado,
02:14que provavelmente faz com que mesmo essa ampliação de oferta, no caso brasileiro,
02:17não chegue a mexer no preço.
02:18É isso mesmo?
02:20É, o cenário global ainda é um pouco justo em relação aos estoques.
02:24Os estoques estão nos menores níveis dos últimos 20, um pouco mais de 20 anos.
02:28Isso acaba sustentando um pouco os preços.
02:31Contudo, o Brasil, como ele é o maior produtor,
02:33havendo, sim, uma recuperação, e nesse ano de bienalidade positiva,
02:37se o clima continuar favorável até o momento de colheita,
02:41para a canéfora começa em abril,
02:43depois vem a Arábica em maio, junho, segue até o final do semestre,
02:47se tiver favorável, a safra, sim, pode, o Brasil pode ofertar um volume maior
02:52e aí dá uma segurada naqueles aumentos de preços
02:55que a gente vinha observando nos últimos anos.
02:58Mas, para o consumidor, o repasse realmente é um pouco mais lento, né?
03:02Até porque esse é o primeiro estimativo, como eu falei,
03:05tem muita coisa para acontecer aí nesse finalzinho de safra,
03:09ainda fase de enchimento de grãos e depois na colheita,
03:12que tem algumas condições que pode ser que afetem qualidade,
03:15principalmente se chover, por exemplo, aumento de umidade, geada.
03:20Mas pode, sim, ter uma segurada nos preços
03:23e uma depreciação nesses preços até para o consumidor.
03:26A gente já tem observado isso no mercado.
03:29Só é importante ressaltar que isso demora, por quê?
03:31O mercado agora está precificando essa expectativa da safra brasileira.
03:36E ainda tem um pouco de chão para acontecer
03:38e o mercado vai ajustando conforme vai acompanhando as condições climáticas,
03:43que é também o que o produtor está ansioso no campo
03:46para conseguir fazer a sua gestão ali e ter uma safra positiva.
03:50Mas pode ser que se essa oferta for superior,
03:53o Brasil produziu uma safra com volume superior ao último,
03:57podendo ser recorde, dê uma segurada nos preços
04:01e isso, com o tempo, vai, sim, ser repassado para o consumidor final.
04:05Natália, no ano passado, o setor do café foi um dos mais prejudicados
04:09com as tarifas do presidente Donald Trump.
04:11Depois as tarifas caíram,
04:13se bem que ainda continuam para a questão do café solúvel,
04:15ainda é uma coisa que precisa ser resolvida.
04:17Vamos torcer para resolver na visita do presidente Lula em abril.
04:20Agora, em relação com o tarifácio, o Brasil acabou buscando outros mercados.
04:25Como é que foi o impacto positivo na questão da produção do café brasileiro
04:28na procura e no fechamento de acordos com outros mercados ao redor do mundo?
04:35A gente teve pouco tempo, seis meses praticamente,
04:39desse período que foi comprometido a exportação para os Estados Unidos.
04:43Nesse período, o Brasil acabou destinando mais café para parceiros
04:46que já são parceiros comumente dele, como o caso da Alemanha,
04:50que passou a ser um dos principais países no ranking de destino das exportações.
04:56É pouco tempo para você pensar em abertura de novos mercados.
05:00Tem várias questões relacionadas a requisitos fitossanitários,
05:03mas já é uma prática do Brasil de procurar novos parceiros.
05:07Não tem uma mudança significativa de novos parceiros,
05:11mas o Brasil deve seguir nessa linha, sim,
05:13tentando atingir outros mercados para ter uma estabilidade maior no seu comércio global.
05:19Por enquanto, a gente viu esse impacto mais relacionado aos Estados Unidos
05:23e todas essas questões, até o que você comentou do fato do solúvel ainda estar com a tarifa,
05:29isso também mexe com o mercado nacional,
05:31já que a gente tem uma maior oferta dos tipos de café que são destinados para solúvel
05:37e aumenta um pouco a oferta aqui no mercado nacional.
05:40Isso impacta também nos preços e na rentabilidade do setor.
05:43Então, a gente continua acompanhando aí e identificando potenciais países
05:49que o Brasil já tenta acordos e tenta uma aproximação para conseguir destinar o seu café
05:55e entender também as especificidades desse mercado
05:58para poder destinar o tipo de café que aquele mercado consome.
06:02Natália Fernandes, assessora técnica da Conab.
06:06Natália, obrigado pela sua participação aqui.
06:08Boa sorte para os produtores de café, boa sorte ao longo do ano
06:11e volte aqui para contar novidades quando você estiver.
06:14Bom dia e boa semana para você.
06:15Bom fim de semana.
06:16Obrigada.
06:17Bom fim de semana.
06:17Bom fim de semana.
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