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A Nestlé anunciou um investimento de R$ 1,5 bilhão no Brasil até 2028. Em entrevista ao Real Time, Valéria Pardal, diretora-executiva da Cafés Nestlé, explicou os planos de expansão da produção de cápsulas Dolce Gusto, exportações e novas tendências como o café gelado.

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Transcrição
00:00A marca Nescafé, da Nestlé, ampliou o plano de investimento no Brasil com um aporte de R$ 1,5 bilhão até 2028.
00:08Para falar sobre essa estratégia empresarial, a gente conversa agora com a Valéria Pardal, que é diretora executiva da Cafés Nestlé.
00:15Tudo bem, Valéria? Boa tarde, seja bem-vinda ao Real Time.
00:18Tudo bem, muito feliz de estar aqui para falar de investimentos e de crescimento.
00:23Bom, explica para a gente onde esses recursos vão ser aplicados.
00:26Bom, a principal forma de a gente crescer aqui no Brasil vai ser aumentando a nossa capacidade em nossa fábrica de cápsulas de Dolce Gusto em Montes Claros, em Minas Gerais.
00:37E isso vai ser grande parte do investimento.
00:39Outra parte do investimento vai ser também para aumentar o nosso parque de máquinas de consumo fora do lar, também com Nescafé.
00:47Então, é basicamente aumento de capacidade, aumento de expansão para trazer muito mais consumo de cafés aqui no Brasil.
00:54Bom, você falou de produzir cápsulas Dolce Gusto, vocês têm dois modelos de cápsulas, aquele Nespresso tradicional e Dolce Gusto.
01:02Por que essa opção por aumentar o Dolce Gusto aqui no Brasil?
01:05Bom, Dolce Gusto tem uma fábrica aqui já instalada em Minas Gerais, nossa fábrica de Montes Claros.
01:10Já tem uma capacidade de mais de um bilhão de cápsulas.
01:14É o sistema líder de café no Brasil, um sistema multibebidas que só cresce.
01:19Essa oportunidade de trazer o que a gente chama de coffee shop at home, em casa.
01:25Essa possibilidade de trazer a cafeteria em casa.
01:27E é onde a gente realmente aposta no crescimento, basicamente, por a diversidade de bebidas com as que a gente consegue satisfazer e enamorar os consumidores brasileiros.
01:40Estamos falando de cafés, de láteis, capuchinos.
01:43Estamos falando também de chocolates.
01:46Nosso último grande lançamento foi uma parceria icônica com a Copenhagen.
01:50Então, Dolce Gusto e Copenhagen juntos lançando uma bebida em cápsulas.
01:55Então, a gente acredita muito na expansão do mercado de cafeterias aqui no Brasil.
02:00E achamos que Dolce Gusto é uma marca ótima para dar conta disso.
02:05É interessante isso que você está falando, porque o Brasil, embora seja um país de gente que gosta muito de café,
02:10eu acho que ainda fica um pouco atrás, até de outros países do mesmo porte, assim, de mesma renda como a Argentina, na questão das cafeterias, né?
02:17Bom, eu acho que isso é uma tendência que está começando a mudar.
02:20O Brasil está atravessando o que a gente chama a terceira e quarta onda de cafés,
02:26que é este crescimento do café de especialidade, o café gourmet,
02:30abertura de cafeterias muito mais sofisticadas.
02:34E o brasileiro também está nessa jornada, quando a gente olha como foi a evolução dos últimos 10 anos,
02:39que estão empurrando o crescimento da categoria, são os segmentos premium.
02:44É onde entra a cápsula, é onde entra o café de especialidade,
02:47é onde entra outro tipo de bebidas com maior sofisticação.
02:52Bom, a gente sabe que a Nestlé é uma empresa gigantesca, né?
02:56Está presente no mundo inteiro.
02:57Quando vocês olham para o mercado brasileiro de café,
03:00tem algum tipo de peculiaridade, de especificidade aqui no Brasil,
03:04que vocês, de repente, mudaram um pouco o produto para atender o público brasileiro?
03:08De fato, quando a gente olha para o Brasil,
03:12o Brasil é o primeiro produtor de café do mundo e o primeiro exportador de café do mundo.
03:17A cultura cafeitera aqui no Brasil é incrível.
03:20Quando a gente fala também do consumo, o consumo de café no Brasil,
03:24estamos falando de quatro xícaras promedio por dia por consumo.
03:30Então, imagina a quantidade de xícaras de café que a gente bebe aqui.
03:35E quando falamos dessas peculiaridades,
03:36eu acho que o brasileiro não consegue viver sem cafés.
03:40Então, a gente está expandindo o portafólio via inovação.
03:44É como a gente consegue também trazer outro tipo de novedades para o consumidor brasileiro.
03:49É como a gente também consegue engajar agora com uma xícara que está dando muito o que falar,
03:55que é a xícara gelada de café.
03:57Já não falamos tanto de xícara ou de caneca,
03:59falamos mais de um copo de café gelado,
04:01que é uma tendência que também está bombando aqui no Brasil.
04:05Então, eu falaria que o café faz parte, café na beia,
04:09para o consumidor brasileiro, faz parte da vida cotidiana.
04:12E nosso trabalho é como a gente expande com mais novedades, mais inovação, esse consumo.
04:20Essa fábrica de Montes Claros, essa ampliação que vocês estão fazendo aqui,
04:23também visa aumentar a exportação a partir do Brasil?
04:26Por supuesto.
04:27De fato, quando a gente olha aqui no Brasil,
04:30nossas fábricas, e particularmente a fábrica de Montes Claros,
04:33mais do 30% da produção é exportada para outros países da TAM.
04:38No caso da nossa fábrica de Araras, que é de café solúvel,
04:42mais do 70% da nossa produção é exportada para mais de 56 países no mundo.
04:48Agora, Mick, fala uma coisa.
04:50Vocês também estão trabalhando na marca Nescafé com mais ênfase agora, né?
04:56De fato, a gente está com uma campanha linda,
04:58que põe como protagonista ao cafeicultor,
05:01ao produtor de café em nossos packs.
05:05Então, todos os nossos rótulos hoje têm como protagonista a os cafeicultores.
05:10A sustentabilidade é um eixo fundamental
05:13em nossa estratégia também de expansão e de transformação da categoria de café.
05:17A sustentabilidade, a inovação, a qualidade de nosso café.
05:21E a qualidade começa na fazenda.
05:24Começa com o carinho e esse profissionalismo
05:28que nossos produtores colocam todos os dias
05:31para trazer o melhor café aos lares dos brasileiros.
05:35Hoje, a gente tem uma campanha que a gente chamou de fazedores de café,
05:40que coloca um economista, coloca um jornalista, um influencer,
05:47coloca uma abogada e coloca também um economista para trazer,
05:54que eles são donos de fazendas, são filhos,
05:57é sucessão familiar, é legado que a gente está falando,
06:01e que eles têm uma carreira profissional,
06:03mas que voltam para a fazenda para fazer do café
06:06sua empresa e sua vida também.
06:10Então, a gente dá protagonismo para eles,
06:12estão trabalhando em programas de sustentabilidade,
06:15em programas de agricultura regenerativa,
06:17que são muito importantes também para a produtividade do café
06:21e também para atingir a tudo o que são as mudanças climáticas
06:25que a gente está enfrentando.
06:26Então, eu acho que é uma iniciativa ótima
06:29que conecta ao nosso consumidor também com o trabalho feito por o produtor.
06:33Como é que vocês estão calculando o preço futuro do café
06:37quando vocês fazem o planejamento de vocês?
06:40Você acha que essa alta ainda vai ser muito prolongada?
06:43Bom, a gente está, neste momento,
06:44atravessando uma safra de café,
06:46a colheita está sendo muito boa,
06:48as perspectivas respecto de como vai ser a safra de café,
06:52a safra de Vietnã, que também define,
06:54de alguma maneira, o preço internacional do café,
06:56as duas perspectivas são muito boas,
06:59mas concentrando-nos aqui no Brasil,
07:01eu acho que vemos para frente uma perspectiva positiva,
07:05uma perspectiva também de volta ao crescimento do consumo,
07:09de preços muito mais estabilizados.
07:12Então, a gente realmente aposta a esse futuro.
07:15Bom, vocês devem ter percebido que a Valéria
07:18fala muito bem o português, mas com sotaque, né?
07:20Eu vou revelar esse segredo, ela é da Argentina.
07:23Valéria, como é que você compara o consumo de café no Brasil e na Argentina?
07:26Imagino que lá deve ser um mercado mais competitivo
07:29porque os argentinos adoram mate, né?
07:31Ah, adoram mate, mas a primeira coisa que eu falaria é
07:35Brasil é um mercado produtor de café.
07:39Então, a primeira distinção é que o consumo de café na Argentina
07:43se está desenvolvendo, mas é um ritmo,
07:45eu falaria muito menor, do consumo que a gente tem aqui no Brasil.
07:49Quando comparamos a Argentina,
07:51o argentino bebe uma xícara de café cada dois dias.
07:55E aqui a gente bebe quatro xícaras de café por dia.
07:59Então, imagina essa diferença tão grande no consumo.
08:03Para mim é um prazer estar aqui no Brasil,
08:05ver um mercado onde o café é tão importante para o consumidor,
08:09para a vida das pessoas.
08:11E eu falaria que a principal motivação para a gente trabalhar aqui
08:18é toda essa jornada de crescimento,
08:21toda essa jornada de enriquecimento do consumo
08:24que está acontecendo aqui no Brasil.
08:26Valéria Pardal, diretora executiva da Cafés Nestlé.
08:30Muito obrigada pela entrevista.
08:31Boas tardes.
08:32Muito obrigada, Marcelo. Obrigada.
08:34Boas tardes.
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