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O mercado internacional de commodities operaram em direção oposta nesta sexta-feira (08). Enquanto o café teve valorização nos contratos futuros, açúcar e algodão também subiram, mas o cacau operou em baixa.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros de café com vencimento em dezembro apresentaram alta. Segundo analistas, o movimento ocorre em meio às preocupações com a possibilidade de o país não encontrar fornecedores capazes de atender à sua demanda. Atualmente, 66% da população americana consome café diariamente.

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Transcrição
00:00E o preço do café voltou a subir em Nova Iorque, com investidores digerindo tarifas norte-americanas.
00:07Açúcar e algodão também registraram alta, enquanto o cacau opera em baixa.
00:12E quem tem os detalhes dessa movimentação de commodities é o repórter Léo Valente,
00:19que está de volta aqui para passar as informações para a gente.
00:22Seja bem-vindo novamente, Léo.
00:23Oi, Eric. Bom dia novamente para você, para todo mundo que está acompanhando agora.
00:30Como você falou, o cacau, além do cacau, perdão, começando pelo café, no caso, né?
00:36Fiquei com o último aqui na cabeça.
00:38Mas, no caso do café, há essa valorização lá nos Estados Unidos,
00:43principalmente nos contratos futuros com vencimento em dezembro.
00:47As análises que são feitas é de que ainda há uma preocupação com relação à possibilidade dos Estados Unidos
00:55encontrarem outros parceiros comerciais, produtores de café, que sejam capazes de suprir a demanda dos Estados Unidos.
01:0366% da população americana consome café todos os dias por lá.
01:07Outra notícia que acabou influenciando também nessa valorização do café foi o anúncio de que a safra do Vietnã está sendo positiva, né?
01:17Então, haverá uma oferta maior por parte do Vietnã de café e isso deve também influenciar lá nos Estados Unidos.
01:25Mas, a análise para curto e médio prazo é de que isso não seja possível que os Estados Unidos não consigam outro parceiro comercial produtor como o Brasil
01:36para atender essa demanda de consumo diário de café lá no mercado americano.
01:43Como eu falei, são 66% da população dos Estados Unidos que consome, que tem o hábito de tomar o café todos os dias.
01:49Mas, já se prevê uma redução nessa demanda por causa dos efeitos da tarifa.
01:55Ou seja, os americanos vão acabar tirando o café da sua lista de compras diária ou do consumo diário
02:02para fazer frente principalmente aos preços que vão subir e também à inflação que vem dando sinais também lá
02:11de não estar tão controlada como espera o Banco Central dos Estados Unidos,
02:17que tem atuado para manter esse aumento de preços por lá.
02:24Outro fator também que acaba influenciando é o esfriamento com a análise dos últimos dados do mercado de trabalho lá dos Estados Unidos,
02:32da folha de pagamentos, que mostram também um desaquecimento, uma desaceleração do ritmo da economia americana.
02:40Eric.
02:41Obrigado, Léo Valente, pelas suas informações. Léo Valente falando ao vivo de São Paulo.
02:46Mariana Almeida, o café voltando a subir nos Estados Unidos, é aquilo que a gente vem falando.
02:53Essa taxação de 50% de Donald Trump ao café brasileiro, porque o café não entrou na lista de isenção,
03:01esse café o preço pode prejudicar também, a taxação pode prejudicar o Brasil,
03:05mas muito também os norte-americanos, que são consumidores contumazes do café brasileiro.
03:11Por outro lado, o Brasil pode tentar ou pode achar alternativas para escoar esse café que não está indo para os Estados Unidos.
03:18Aí você tem uma elevação do preço por lá com essa preocupação.
03:20Pois é, do ponto de vista da... E aí sim, uma relação econômica muito direta, é isso.
03:26Tarifou para o país que importa com essa tarifa acontecendo, o preço fica mais alto.
03:31Se a população quer muito manter o seu padrão aí no ponto de vista do consumo,
03:36ou seja, no sentido de que é muito inflexível em relação a deixar de tomar o café,
03:40paga mais e aí o efeito no Brasil é inclusive menor. Por quê?
03:43Porque você já vai continuar vendendo.
03:45Do outro lado, para o Brasil, até em função de ter dúvidas do quanto esse mercado vai ou não vai se manter plenamente,
03:51e porque tem alternativa de outros cafés para chegar nos Estados Unidos,
03:54tem a exploração de outros mercados.
03:56E aí eu queria fazer aponte aqui com uma notícia dessa semana mesmo
03:59sobre a possibilidade de vender mais para a China, ou seja, de você tentar escoar um pouquinho.
04:04E aí só para trazer uma... para a gente entender que isso vai depender muito da capacidade também
04:09de ampliar até consumo, hábitos de consumo, porque para alguns produtos isso está no centro da questão.
04:14Se nos Estados Unidos depende da possibilidade de não abrir mão do café,
04:18para realmente a China ser uma alternativa, eu preciso saber se os chineses vão querer consumir mais café.
04:22Sabe, Eric, que eu cheguei a trabalhar com exportação de alimentos lá no início dos anos 2000
04:26e fui para a China no projeto da Apex para tentar ampliar a venda de café.
04:31E os chineses não tomavam nada de café, era só chá.
04:34Então lá no começo dos anos 2000 não tinha espaço para o café brasileiro.
04:37E aí isso tem crescido muito, mas ainda o consumo dos chineses é três vezes menor do que o Brasil, pelo menos.
04:44Tem várias formas de fazer o cálculo, mas ainda é muito baixo o consumo de café.
04:48Se os chineses vão, não vão pegar esse jeito brasileiro de fazer, de consumir o café, a gente não sabe.
04:54Mas se isso acontecer, para cada meia xícara de chinês a mais consome o café, é um voo de demanda aqui para o país.
05:00Então vamos acompanhar e entender em que medida que é possível ou não fazer essa venda aí, de ampliação da venda de café lá na China.
05:07É, para o exportador brasileiro é bom que eles criem esse hábito, né?
05:11Porque é chá e eles sabem que eles tomam lá também, você deve saber, também estive lá na China, água morna.
05:16Quando você pede um copo de água, eles te dão água morna.
05:19Por quê? Sabe por quê, Mariana Almeida?
05:21Porque eles dizem que hidrata mais rápido, que é na temperatura do nosso corpo.
05:25Então geralmente está ali em 30 graus a água que eles te oferecem por lá.
05:29Pois é, né, Cláudia? É engraçado porque você tem essas coisas que podem ter um efeito do ponto de vista.
05:33Você tem um dado, uma evidência que demonstra que seria positivo para a hidratação, mas tem que mexer no hábito, né?
05:39É o hábito.
05:40É diferente o hábito. O café lá é isso. Nessa época, lá atrás, de novo, tinha vários eventos com baristas,
05:45tentando mostrar, tentando criar um clima positivo para o café.
05:49Na medida em que toda atividade econômica foi entrando também, a forma de fazer negócio
05:53e aumentando a exposição da China ao mercado externo, o café também vai fazendo parte da cultura,
06:00até pelos estrangeiros. Isso ajudou a entrar por lá.
06:03Mas o chinês mesmo, tradicional, as gerações que ainda estão no comando,
06:07são aqueles que o café ainda é o segundo plano. Tem outras bebidas que vêm antes.
06:11Legal, Mariana Almeida.
06:12Legal, Mariana Almeida.
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