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A comentarista do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC Kátia Abreu explicou como fatores climáticos e geopolíticos elevam os preços dos alimentos, mesmo com o avanço tecnológico no campo. Ela defendeu investimentos contínuos na Embrapa e apontou caminhos para conter a inflação e garantir a segurança alimentar.

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Transcrição
00:00Qual a relação entre a tecnologia no campo e a inflação dos alimentos?
00:09Embora os avanços tecnológicos tenham contribuído para aumentar a eficiência agrícola,
00:14fatores climáticos ainda limitam a oferta e pressionam os preços.
00:17Para falar sobre o tema, a gente recebe aqui uma das notáveis do nosso canal, Kátia Abreu.
00:22Kátia, boa tarde para você. Estava com saudade. Fazia tempo que a gente não conversava, né?
00:26É verdade, Marcela. Estive viajando ao exterior, trabalhando pela JBS, visitando as fábricas,
00:35porque é uma empresa brasileira, mas internacional, e vendo as novidades pelo mundo afora.
00:42Mas também estava com saudade do nosso Real Time, o campeão de audiência aqui da CNBC,
00:49e com saudade do nosso público. Mas nós temos mesmo uma preocupação enorme com essa tal inflação,
00:57com essa carestia que o nosso povo reclama, e com muita razão, não é isso?
01:02Mas nós temos alguns motivos para essa tal inflação e que os governos sofrem muito,
01:07porque sempre o culpado da carestia é colocado sempre no colo dos governos.
01:12E é óbvio que as pessoas sempre colocam a culpa naquele de plantão.
01:19E nós temos alguns motivos para isso, e nós temos que entender de onde vem essa tal inflação,
01:24que tem sempre os meses do ano aqueles que são os críticos.
01:28Então a inflação maior vem no mês de dezembro, janeiro e fevereiro,
01:33e quando chega junho, julho e agosto, ela arrefece.
01:38Por quê? Porque junho, julho e agosto vem a safra.
01:43E dezembro, janeiro e fevereiro, desculpa, dezembro, janeiro e fevereiro,
01:48é a entre safra. É o período que não estamos colhendo.
01:52Então é menos alimentos à disposição do consumidor.
01:57Mas quais são esses motivos que trazem essa discussão?
02:01Nós temos três motivos mais importantes.
02:04Nós temos as doenças que trazem uma dificuldade, que é a morte dos animais,
02:11como nós tivemos nos Estados Unidos.
02:13Uma grande mortandade de aves.
02:16Doenças que dificultaram.
02:18Tivemos que matar mais de 40 milhões de aves no ano passado,
02:23e isso encareceu enormemente o preço do frango e o preço dos ovos.
02:27Tanto que isso serviu de memes, de críticas para todo lado,
02:34inclusive no Brasil, porque isso diminuiu a oferta de ovos
02:38na prateleira dos supermercados.
02:40A outra questão são os quesitos internacionais.
02:44As guerras influenciam muito no preço dos alimentos.
02:49Quando sobe o petróleo, aquela tal OPEP reúne meia dúzia de países
02:55e resolve produzir menos petróleo, aí encarece o petróleo
02:59e isso reflete diretamente na produção de alimentos,
03:03porque nós precisamos de combustível para produzir alimentos.
03:07Quando resolve estabelecer altas tarifas, como o Trump fez agora,
03:12para tributar os países, isso reflete na produção de alimentos.
03:16E o pior de todos, Marcelo, é o clima.
03:19Que as pessoas já estão ficando cansadas, mas não podem se cansar.
03:23Nós temos que falar das emissões de CO2 e dos eventos climáticos críticos.
03:29Vou dar um exemplo muito prático.
03:3170% do arroz, que está uma carestia danada,
03:35mas 70% do arroz produzido no Brasil está onde?
03:40No Rio Grande do Sul.
03:41Tem três anos seguidos que o Rio Grande do Sul sofre com geadas
03:45geadas ou até mesmo com temperaturas muito baixas, calor.
03:52E aí produz pouco arroz e o preço vira aquela carestia.
03:57Para se ter uma ideia, um custo por hectare para produzir arroz está 12 mil reais por hectare.
04:03E para produzir soja, 5 mil reais o hectare.
04:07O que os produtores fazem?
04:09Para de produzir arroz e vai produzir soja.
04:12Então nós tivemos uma redução muito grande na produção de arroz no Rio Grande do Sul.
04:18O que significa isso?
04:19Menos arroz ofertado e o preço vai para as alturas.
04:24Então nós temos uma questão grave da questão climática.
04:29Quando nós estamos com um clima de 36 graus, nós temos uma redução de até 20%
04:37no ganho de peso do boi gordo, da vaca gorda.
04:42E isso faz com que o preço também suba.
04:46Então os custos de produção também sobem.
04:49Aí reduz a compra de picanha, porque reduz a picanha no supermercado.
04:54E aí a gente fica mais caro e nós não podemos mais comprar a picanha no supermercado.
04:59Os incêndios que vêm na época da seca.
05:03Diminui o pasto, reduz o pasto.
05:05Portanto, reduz a picanha, reduz a carne, reduz a fraldinha, reduz o músculo.
05:10E aí os preços sobem.
05:12E nós temos dificuldades de encaixar no nosso orçamento essa compra desses produtos.
05:18E como é que é, o que nós podemos fazer para melhorar essa questão?
05:24E vem o que você disse no início aqui da nossa entrevista.
05:28Só a tecnologia pode dar jeito nessa questão tão grave hoje em dia.
05:35Nós temos até um gráfico hoje sobre a inflação, que acontece no mundo todo.
05:40Por que no Brasil ela está mais alta?
05:42Eu não sei se é nesse momento que nós vamos mostrar.
05:44Mas nós temos a inflação nos Estados Unidos, que está 3,5%, quase.
05:49Na Holanda, lá na Europa, nós estamos com a inflação de 2,26%.
05:54No Brasil, nós estamos com a inflação de 6,75%, quase 7%.
06:00Por conta de quê?
06:01Por conta dos juros.
06:02Os juros nos Estados Unidos estão elevados.
06:05Na Europa, menos.
06:06No Brasil, muito mais elevado do que nos outros lugares.
06:10Mas nós temos a tecnologia.
06:12E a tecnologia, ela faz...
06:15O que a tecnologia tem a ver com a inflação?
06:18Ela ajuda nós a produzirmos muito mais no mesmo espaço de chão.
06:25Então, se eu consigo produzir mais arroz no mesmo espaço de chão,
06:30se eu consigo produzir mais carne no mesmo espaço de chão,
06:34isso faz com que nós possamos melhorar a oferta dos alimentos
06:39e diminuir, então, o preço.
06:43E juntando a tecnologia com esse período,
06:47eu falei inicialmente, junho, julho e agosto,
06:52tem a grande produção, a grande safra brasileira.
06:55E graças a Deus, produzindo mais no mesmo espaço de chão,
07:00milho, arroz, feijão, café.
07:05Nós tivemos uma crise no Vietnã.
07:07Nós tivemos uma crise climática no Vietnã
07:09e fez com que o Vietnã reduzisse o plantio de café.
07:13O café foi lá para as alturas.
07:15Então, nesses próximos três meses,
07:17nós vamos ter, sim, graças a Deus,
07:20uma redução dos preços,
07:22porque nós vamos ter os nossos paióis,
07:25paió da fazenda, né?
07:27Vamos assim.
07:27Os armazéns estarão cheios de comida.
07:31Então, nós teremos agora uma folga
07:33na carestia dos preços do Brasil.
07:37O pilar da agricultura brasileira
07:39sempre foi bastante tecnologia,
07:43recursos para pesquisa,
07:45para que a gente possa produzir
07:47sementes mais resistentes à seca,
07:51para que ela possa precisar,
07:53a planta, de menos água,
07:55por conta do aquecimento global.
07:56Nós sempre tivemos bastante crédito rural
07:59e tivemos muita abertura de,
08:03uma abertura comercial
08:04para que a gente possa vender
08:06os nossos alimentos.
08:08E essa inflação sazonal,
08:11o que que quer dizer isso?
08:13Ela não é do ano inteiro,
08:15ela é de um período.
08:17Então, um período os alimentos
08:18ficam mais caros
08:19e um período os alimentos
08:22ficam mais baratos.
08:24Então, é assim que nós vamos vivendo.
08:25O que não pode faltar para a nossa Embrapa
08:28é recurso, Marcelo.
08:30Nós temos que procurar,
08:31e o BNDES agora liberou
08:33bastante recurso para a Embrapa,
08:35para que nós possamos ampliar
08:37as nossas pesquisas.
08:38E o BNDES criou um grupo de trabalho
08:40e eu fui convidada
08:42para participar desse grupo de trabalho
08:43de encontrar um caminho
08:45para a Embrapa ser autossuficiente
08:48em recursos,
08:50para que ela possa ter o seu próprio dinheiro,
08:52para não ficar dependente
08:54dos recursos da União.
08:56Porque quando tem que contingenciar,
08:58não tem dinheiro esse ano,
08:59vamos cortar o dinheiro dos ministérios
09:02e, claro, que da agricultura também.
09:04Então, corta o dinheiro da Embrapa.
09:05Nós não queremos que isso aconteça.
09:07Então, nós vamos montar
09:08o grupo de trabalho junto com a Embrapa,
09:11muitas cabeças pensando,
09:13para que a Embrapa tenha
09:14o seu recurso próprio.
09:16Esse é o melhor dos mundos,
09:17para que a gente possa pesquisar
09:19de muitas formas
09:20e encontrar caminhos
09:22para que nós possamos ter
09:23a Embrapa autossustentável,
09:25para que o dinheiro não falte,
09:27para que a gente tenha
09:27muitas formas de pesquisar
09:29sementes resilientes,
09:32sementes fortes
09:33para que nós encontremos um caminho
09:35para que a comida não falte
09:37e que os preços possam ser
09:39sempre baixos
09:40de acordo com o orçamento
09:42do povo brasileiro.
09:43Esse é o nosso caminho.
09:44E, claro, combater o aquecimento global.
09:47Essa tem que ser a nossa persistência,
09:50a nossa obstinação.
09:52Parar de emitir
09:54gás carbônico.
09:56Nós precisamos parar de desmatar,
09:59combater os incêndios
10:00no nosso país,
10:01para que o nosso planeta
10:02possa ser resfriado
10:04e a gente possa ter paz
10:05para viver nesse planeta
10:07que Deus nos deu.
10:08Obrigada, Marcelo, mais uma vez.
10:10Um abraço a todos vocês.
10:12Obrigado, Kátia.
10:13Foi um prazer falar com você.
10:14Até a próxima.
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