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No quadro Doutor Inovação, Dr. Pedro Batista, médico e CEO da Oros AI, explicou como o Open Care Interop integra dados de hospitais, laboratórios e farmácias com segurança e eficiência, trazendo ganhos clínicos, econômicos e de inovação para o sistema de saúde brasileiro.

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Transcrição
00:00Agora a gente vai com o quadro Doutor Inovação.
00:10Unindo hospitais de referência, tecnologia de ponta e a lógica do Open Finance,
00:15o Open Care Interop vai integrar dados de saúde com segurança, eficiência e foco no paciente.
00:22E é claro que uma novidade como essa vai além do setor da saúde.
00:26A gente vai agora ter uma conversa ao vivo para entender melhor o impacto clínico, econômico e de inovação desse modelo.
00:33Quem vai contar tudo é o Dr. Pedro Batista, que já está aqui com a gente.
00:36Ele é médico, empresário e CEO da Oros AI. Boa tarde, Dr. Pedro.
00:41Notícia fantástica que veio essa semana, viu, Nath?
00:44Por que ela é tão fantástica?
00:45Porque ela começa realmente a colocar em prática o que já foi definido lá em 2020
00:50com a promulgação da Rede Nacional de Dados em Saúde.
00:53Aquela possibilidade real da gente poder ter os dados de saúde com segurança e privacidade
01:01bem colocados para quem precisa usar em benefício do paciente.
01:05E aí você pega o Inova HC, uma das referências em inovação na área de saúde no Brasil,
01:12e a B3, que é uma das maiores empresas brasileiras, principalmente relacionada,
01:16aí já a tecnologia, a inovação, a Bolsa Brasileira,
01:19e eles juntos, eles passam a iniciar o processo do Open Care para a saúde.
01:25E não estão sozinhos.
01:27De quebra, ainda trouxeram hospitais de referência como Beneficência Portuguesa,
01:32Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, laboratórios de renome como DASA, Fleury e Sabin,
01:38além da rede RD de farmácias, que promovem, juntos,
01:43uma capacidade de conectar os seus sistemas para iniciar, pela primeira vez no Brasil,
01:49aí sim, uma capacidade de visualização mais adequada das informações dos pacientes.
01:56Então, de fato, é muito parecido com o que a gente viu no sistema bancário, né, com o Open Finance.
02:00Exatamente. O Open Finance, ele deu essa visão para a gente, ele deu essa clareza para a gente,
02:04da velocidade, da segurança, da certeza de que a gente tinha um sistema confiável para chamar de nosso.
02:10É a questão do PIX.
02:11Hoje você pode passar um PIX para qualquer pessoa a partir do seu celular, muito rápido, poucos segundos,
02:18com extrema confiança de que aquele método, ele é confiado.
02:22A partir daí, você também vai poder, a partir de agora, disponibilizar para o seu médico,
02:28para o seu enfermeiro, para o seu fisioterapeuta, exames que vão estar sendo feitos nesse primeiro piloto,
02:35nessas unidades, para que, de forma adequada, a gente consiga realmente entender
02:40se esses dados, eles vão conseguir criar, dentro de uma plataforma ultra segura,
02:45um padrão para, posteriormente, ser dispersado em todo o Brasil.
02:49Tá, e doutor, eu sei que você trouxe um comparativo, né, para a gente, para a gente entender.
02:55Temos duas artes. A primeira arte, para a gente justamente falar das vantagens aí para os pacientes
03:00em relação a essa nova metodologia.
03:03De certa forma, a gente passa a ter, sim, um acesso integrado de todas as informações.
03:07Olha que a gente citou, nesse começo desse piloto que foi lançado pelo Nova HCI B3,
03:12todas as unidades hospitalares, laboratórios e uma rede de farmácias.
03:15Então, significa que a gente pode ter a informação em tempo real, às vezes, sem eu precisar, por exemplo,
03:21como já acontece nos Estados Unidos, eu sair de uma consulta num pronto-socorro do hospital,
03:26eu ir para uma farmácia e já está disponibilizada a minha receita na farmácia,
03:31no meu nome, com a minha segurança, os exames comprovando que eu realmente tenho uma afecção
03:36que precisa da medicação específica e isso facilitando muito, principalmente, a redução
03:43de exames desnecessários.
03:44Só nessa situação de redução de exames desnecessários, a gente já acarreta redução de erro.
03:50Porque, muitas vezes, é tanta coisa que é pedida que não sabe o porquê que está se pedindo.
03:56E aí, a gente entra num contexto que ele é de perda para o paciente, perda para o sistema
04:02e a gente precisa ficar correndo atrás de economizar porque está pedindo tanta coisa
04:08que não sabe mais o porquê que está sendo pedido.
04:10Todo atendimento ágil que é colocado quando a gente tem informação na mão,
04:15ele pode se traduzir em real diagnóstico.
04:20Se eu tenho todas as informações durante uma consulta, que ela vem já mostrando o meu histórico,
04:26fica muito mais simples da gente poder ter solução.
04:30E, óbvio, o empoderamento para o paciente.
04:33Você decide com quem você quer passar, Nath.
04:35Ah, entendi.
04:36Tem ainda... não se perde a privacidade, por exemplo.
04:40Pelo contrário.
04:41É justamente uma vez que o principal foco é segurança e privacidade,
04:47você, como paciente, vai definir se aquele profissional que está te atendendo
04:53ele vai poder ter acesso ou não às suas informações.
04:56Muitas vezes você não quer que o profissional tenha acesso.
04:59Eu estou passando lá com um profissional X de uma especialidade diferente
05:04de uma que eu tenho alguma alteração que eu não gostaria que ele soubesse
05:07e, basicamente, eu posso liberar ou não essas informações para atendimento.
05:13E aí a gente também tem a evolução no próximo gráfico
05:15relacionada aos ganhos para todo o sistema.
05:19Do outro lado, né?
05:20Só antes da gente falar desse lado, eu fiquei imaginando, né?
05:22Quantas vezes tem alguém da família, quem está ouvindo, vai se identificar.
05:26Você fala, ah, para a mãe, para a avó.
05:28Não esquece de falar para o médico aquela vez que você teve tal coisa.
05:32Falou, não, esqueci, etc.
05:34Esse é o maior problema hoje.
05:35Quando a gente tem, principalmente, os nossos pais, avós,
05:38que eles vão esquecer de considerar alguma coisa para o profissional médico
05:43e isso pode acarretar em ausência ou falha de tratamento.
05:47Então, na hora que a gente tem acesso a exames, acesso a informações
05:50que elas são de fundamental importância para a gente tocar aquele modelo
05:55de atenção mais clara possível, a gente muda todo o paradigma.
06:01Doutora, a gente teve um probleminha com aquela arte,
06:03mas eu quero te pedir para contar para a gente, então,
06:05do ponto de vista empresarial, de gestão, quais são os principais ganhos
06:09econômicos, operacionais, para hospital, laboratório, para as operadoras.
06:14Vamos colocar, sim, claramente que o levantamento que a gente tem hoje
06:17em relação a Brasil, Estados Unidos, Europa,
06:21em relação a abusos, fraudes e desperdícios,
06:24em relação a exames, em relação a consultas desnecessárias
06:28e outros procedimentos, ele está em torno de 30% do sistema de saúde.
06:32É muita coisa.
06:33É muita coisa.
06:34Agora, convenhamos que, se nós temos um sistema que ele consegue informar
06:38em tempo real todas as informações que são fundamentais para a gente ter controle
06:42antes de mais nada, o cálculo que o Inova HC e a B3 fizeram inicialmente
06:48na apresentação do projeto foi que, de cara, a economia pode chegar
06:52em exames desnecessários a 15% de tudo hoje o que é produzido.
06:57Gente, vamos colocar que a gente tem secretarias de saúde, operadoras de saúde
07:03que só em exames laboratoriais e de imagem, a gente tem gastos bilionários no Brasil.
07:11Se a gente consegue fazer essa dispersão em todo o mercado, em todo o país,
07:16de informação correta por meio de um sistema igual esse que está sendo criado
07:19a partir de agora, é 15% de bilhões e bilhões de reais.
07:24Então, é uma diferença que ela passa a mudar o rumo, inclusive, dos investimentos em saúde.
07:31Completamente.
07:32É uma revolução mesmo, né?
07:33É uma revolução.
07:33Se você tem economia de um lado, você pode ter investimentos do outro.
07:36Você tem capacidade de melhor remuneração para profissionais adequados,
07:41você tem melhor capacidade de atendimento aos pacientes porque você tira um pouco
07:45aquela superlotação que a gente está acostumado, às vezes, num centro de diagnóstico
07:51porque é muita gente fazendo muitos exames e se tudo aquilo tiver aquele desperdício
07:55que a gente está considerando, as coisas começam a ficar melhor para todo mundo.
07:59Então, é um uso mais racional, mais estratégico, né?
08:01Dos recursos, do dinheiro, do tempo, das pessoas, né?
08:04Totalmente.
08:04O que a gente torce é para que esse projeto, uma vez que ele reuniu tanta gente boa,
08:10que ele reuniu tantas empresas e, principalmente, órgãos de importância,
08:14tem a chancela também do Ministério da Saúde, da própria Secretaria de Desenvolvimento
08:19de Tecnologia do Ministério da Saúde, com a secretária Anistela Haddad.
08:24É fundamental que isso tenha uma celeridade.
08:27A gente está entrando em um ano de eleição.
08:29É uma pauta que ela está extremamente atrasada no nosso país.
08:34Como eu acabei de falar, 2020 foi quando foi promulgada a Rede Nacional de Dados em Saúde.
08:39Já se passaram cinco anos e nada foi feito até agora
08:43para a gente realmente ter um sistema como esse funcionante para a população.
08:48Então, a gente começa a torcer para que, realmente, com tanta gente boa reunida,
08:52a gente consiga começar a ver esses resultados e essas entregas em benefício da população.
08:58Então, começou muito bem.
09:00Ainda é piloto, é isso?
09:03Exatamente.
09:03É uma prova de conceito, é um piloto.
09:06Mas a gente entende que o modelo que foi feito agora, o escopo que foi apresentado,
09:13ele é muito mais robusto do que havia sido apresentado anteriormente em outras tentativas.
09:17E aí, a gente está falando de um sistema que vai integrar e vai ter acesso ali,
09:24as pessoas que vão poder dar esse consentimento.
09:26Então, não são só as pessoas que usam plano de saúde ou privado, o SUS também.
09:32Exatamente.
09:33A princípio, ela começa nas instituições privadas, inclusive dentro do próprio HC.
09:38O HC tem o projeto, inclusive, do hospital tecnológico já aprovado para o ano que vem
09:43para iniciar a construção dele.
09:45Então, a gente tem também o sistema público sendo beneficiado e é um sistema de benefício
09:50para todo o país.
09:51A gente começa, sim, dentro de instituições privadas, até pela facilidade e pelo desenvolvimento
09:56tecnológico que essas empresas já têm, que esses hospitais já têm, que essas redes
10:00de diagnóstico já possuem.
10:02E, a partir daí, esse sistema sendo comprovado, a tecnologia sendo aprovada, sendo totalmente
10:09efetivo dentro do que é esperado, a gente começa a disseminar esses modelos para outras
10:15instituições.
10:16Para fechar bem rapidinho, a questão de segurança de dados é super importante, né?
10:21Ela é a regra número um do processo.
10:23Como que esse programa garante privacidade, conformidade com a LGTB também?
10:29A gente tem, já dentro do Brasil, uma estrutura, principalmente dentro do GOV-BR, que é a criptografia
10:36em dupla autentificação.
10:38A gente já tem alguns processos muito bem definidos.
10:41E o próprio sistema bancário favoreceu isso.
10:44Não à toa uma instituição financeira, como a B3, ela é convidada para liderar o desenvolvimento
10:51de tecnologia dentro de uma estrutura de saúde com tantos dados sensíveis.
10:55Então, a gente provavelmente vai ter algo em torno de segurança dentro da tecnologia
11:01muito próximo do que acontece dentro do sistema bancário.
11:05E, dessa maneira, óbvio, como a gente tem uma fragmentação muito intensa dentro do
11:11sistema de saúde brasileiro, são mais de, como eu já disse aqui em algumas outras
11:14entrevistas, são mais de 2 mil sistemas que têm contato tanto com o Ministério da Saúde
11:18quanto com a Agência Nacional de Saúde Suplementar.
11:20E isso causa essa fragmentação exacerbada, dificultando justamente essas trocas.
11:26O que a gente pretende resolver a partir de agora é justamente cria-se o modelo, testa-se
11:32o modelo, garante-se a tecnologia com segurança e com privacidade e, a partir daí, espalha
11:38para todo o país.
11:39Interessante demais.
11:40Muito bom.
11:41Conto contigo para ir trazendo as atualizações para a gente, conforme tudo isso avançado.
11:45Eu acho que encolgado com isso, Leonardo, eu acho que para o país é um novo patamar
11:52aí para a população, para a gente ter mais controle nos gastos públicos e privados em
11:57relação à saúde.
12:00Novos ares vindo pela frente.
12:01A empolgação já contagiou todo mundo aqui.
12:03Isso aí.
12:04Obrigada, doutor Pedro.
12:04Eu que agradeço.
12:05Até mais.
12:05Grande abraço.
12:05Tchau, tchau.
12:06Tchau.
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