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O fundador e CEO da Oncoclínicas&Co, Bruno Ferrari, detalha o processo de reestruturação do grupo, que inclui venda de ativos, aumento de capital e foco total no diagnóstico e tratamento do câncer.

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Transcrição
00:00A Oncoclínicas, rede privada de tratamento do câncer, entrou em um processo de reestruturação
00:06para ajustar a sua operação e equilibrar as contas.
00:09O plano prevê venda de ativos, aumento de capital e foco no que é essencial,
00:15o diagnóstico e o tratamento oncológico.
00:17Vamos entender esse movimento e os próximos passos com o Bruno Ferrari,
00:21fundador e CEO da Oncoclínicas e Co que está aqui no nosso estúdio.
00:25Tudo bom, Bruno? Boa tarde.
00:26Boa tarde, Fábio. Boa tarde a todo mundo.
00:28Obrigado pela sua presença aqui, viu? Estão te tratando bem aqui?
00:31Estão super bem, muito bem. Muito obrigado.
00:32Qualquer coisa você me fala, tá? Obrigado pela sua presença.
00:35Uma honra.
00:36Ô Bruno, diz pra mim, por favor, quais áreas continuam estratégicas dentro da oncologia
00:41e em quais áreas a Oncoclínicas vai reduzir presença nesse movimento?
00:47A Oncoclínicas, ela foi fundada com o objetivo de cobrir a jornada inteira do paciente oncológico.
00:54Eu falo da prevenção até qualquer e todo tipo de tratamento, cuidados paliativos ou a cura definitiva do paciente,
01:02que cada vez a gente vai enxergar mais, principalmente num cenário desafiador,
01:07que a gente enxerga aí até 2030 um aumento de 40% da incidência de câncer no Brasil.
01:13Então, ter um grupo altamente focado em cobrir toda essa jornada,
01:20trazendo custo e eficiência para o sistema, é super importante.
01:23A Oncoclínicas, depois da abertura de capital, ela investiu em alguns ativos hospitalares
01:29com o objetivo de transformar esses ativos hospitalares de média e alta complexidade
01:35em centros de tratamento do câncer.
01:38Obviamente que dentro de um cenário macro desafiador e um pós-pandemia,
01:45fontes de pagadores, as operadoras de plano de saúde mais estressadas,
01:50esse desafio de transformação se mostrou muito mais difícil do que nós imaginávamos
01:56e ao mesmo tempo abriu oportunidade para a gente estabelecer parcerias com outros centros,
02:02com outros players que já tinham essa escala e fazer isso de uma maneira mais dinâmica,
02:08com menos necessidade de capital.
02:11E esse é um caminho, isso eu costumo dizer que esse é um rumo,
02:15é uma correção de rumo do grupo.
02:18Então, eu chamo esse processo de um back to basics mesmo,
02:22é voltar ao que a Oncoclínicas sempre fez e naquilo sempre se diferenciou,
02:27naquilo que ela sempre for melhor,
02:28cobrir única e exclusivamente a jornada do paciente oncológico,
02:33mas de uma maneira,
02:35de novo, fazendo prevenção, diagnóstico,
02:39os tratamentos e aqueles tratamentos que requerem um hospital
02:42em parceria com os centros hospitalares.
02:45Você resumiu aí para a gente o cenário que vocês encontraram
02:48nessa tentativa de expansão com a pandemia,
02:50derrubando aí todo o horizonte que se tinha adiante e tudo mais.
02:54Agora, você falou um dado importante aí também,
02:56que é o cenário desafiador em termos de prognósticos para câncer,
03:00ou prognósticos para casos de câncer até 2030.
03:04Como lidar com essa realidade que está dada aí para a nossa população?
03:09É, esse é um ponto, esse está dado.
03:10Então, quer dizer, 700, 720 mil novos casos por ano,
03:15mais um número de pacientes muito maior do que esse em tratamento.
03:19E aqui nós temos dois cenários, infelizmente, aumento da incidência
03:23e envelhecimento da população, os pacientes, as pessoas se cuidando melhor
03:29e não sofrendo de doenças crônico-degenerativas,
03:33vão, obviamente, aumentar a incidência de câncer.
03:36E paralelamente a isso, o que nós vamos ter?
03:38Uma cronificação do câncer.
03:40Cada vez mais, a gente está sendo mais eficiente em fazer o diagnóstico,
03:45escolher o tratamento específico para aquele tratamento,
03:47e isso significa em maior sobrevida.
03:50Maior sobrevida, as custas, muitas vezes, de tratamento.
03:54Então, aqui atrás disso, vem um custo implícito muito importante.
04:00Mais complexidade, mais custo.
04:02Ser custo efetivo desse sistema, e aí a gente volta a manter o sistema equilibrado, né?
04:08Oferecer o tratamento certo para aquele paciente,
04:11no momento adequado, pelo tempo adequado,
04:13sendo adequadamente remunerado e manter esse sistema equilibrado,
04:18é onde a gente tem se posicionado.
04:21E assim, ser um prestador focado em oncologia,
04:24traz para a gente algumas vantagens sobre isso.
04:27E vai ser importante, porque vai aumentar o número de pacientes em tratamento,
04:32o custo vai aumentar e a gente vai ter que manter o sistema equilibrado,
04:36seja público, seja privado.
04:38Essa mudança no perfil etário do brasileiro,
04:42com o envelhecimento da população,
04:43é uma variável fundamental para esse ramo, né?
04:46É dado.
04:47A incidência de câncer é 14 vezes maior em pacientes acima de 65 anos
04:53que em pacientes abaixo de 65 anos.
04:55A população brasileira é uma população que vai envelhecendo,
05:01isso é bom,
05:02mas a gente vai ter que tomar cuidado.
05:03A doença hoje mais prevalente no Brasil são as neoplasias.
05:09Então, ter um cuidado em relação a isso,
05:12ser custo efetivo, manter um sistema.
05:15E de novo, aqui não estou falando só de privado.
05:17Público e privado,
05:18e são dois ambientes onde o grupo participa bem,
05:22tanto na medicina privada, no seu maior volume,
05:27mas agora, dada a escala, processos, protocolos,
05:31equipe altamente especializada, a gente também consegue atender
05:34a população do sistema público.
05:36Nesse processo de reestruturação,
05:38o que a Oncoclínica está prevendo para o ano que vem, para 2026?
05:41A gente prevê resultados semelhantes,
05:44aquilo que o mercado estava acostumado a enxergar nos últimos anos
05:48em relação quando a gente não tinha o impacto das operações hospitalares
05:54dentro do grupo.
05:56Uma outra coisa super importante,
05:57que é um aumento de capital que nós anunciamos.
05:59Então, foi aprovado pelo Conselho um aumento de capital
06:03que vai fazer uma estruturação completa
06:06da questão de estrutura de capital do grupo.
06:09Quer dizer, hoje, uma parte importante do que a gente gera
06:13está sendo consumido em pagamentos de juros
06:15dentro de uma situação macro que a gente percebe
06:18que vai ser mais duradoura,
06:20ou que todos os sinais indicam que vai ser mais duradoura
06:24do que a gente imaginava.
06:25A gente está, inclusive, aqui com o resultado do desempenho das ações
06:28da Oncoclínicas hoje na B3, subindo agora 6,13%.
06:33Você já vem notando um reflexo positivo no mercado decorrente desse processo
06:37de reestruturação?
06:38Acho que sim, acho que o mercado começa a enxergar
06:40e a gente começa a dar mais clareza e visão
06:42daquilo que a gente enxerga para o futuro.
06:45Então, a reestruturação, e aqui, quando a gente fala de reestruturação,
06:49ela não é uma reestruturação do que a gente tem,
06:52é uma reestruturação de estratégia mesmo,
06:55falar assim, agora vamos focar naquilo que a gente sempre fez de melhor,
06:58que a gente é incomparável.
07:01Então, acho que esse é um reflexo.
07:03O segundo é, o mercado enxerga esse aumento de capital
07:06como uma solução definitiva para essa estrutura de capital,
07:09que eu acho que vai permitir que esse ganho todo de escala que a gente tem,
07:14todo esse investimento em pessoas, em treinamento médicos,
07:21em trazer novos protocolos, trazer os protocolos específicos,
07:25essa custo-eficiência começa a se refletir e, obviamente,
07:29permitir com que o grupo tenha um crescimento sustentável para os próximos anos.
07:34Daqui a quanto tempo vocês calculam que a empresa vai ter concluído
07:38esse processo de reestruturação?
07:40Ela vai estar montada, posicionada, estruturada,
07:42da forma como vocês projetam para começar essa nova arrancada?
07:47A gente já, ótimo ponto, a gente já fez alguns desinvestimentos
07:50em estruturas hospitalares, continuamos, ainda temos um caminho aqui para seguir,
07:56estamos fazendo renegociações de projetos futuros que já estavam contratados,
08:01mas a gente acredita que até o final do ano essa reestruturação,
08:05essa correção de rota já esteja definida, ao mesmo tempo que você planeja fazer uma correção de rota,
08:13trazer pessoas que estejam focadas nisso, então, em garantir que esse caminho seja seguido
08:19e, junto com isso, trazer mais capital para resolver a questão da estrutura de capital.
08:26E como é que vocês pretendem equilibrar a necessidade de expansão,
08:31a partir desse novo momento, com essa disciplina financeira?
08:34É, aqui tem um lado importante, como a incidência aumenta,
08:37a gente tem uma presença importante no Brasil,
08:40hoje nós estamos em 48 cidades, 15 capitais,
08:43e a gente consegue enxergar que esse crescimento orgânico,
08:48ele é sustentável e estruturado, então, acho que isso é super importante.
08:52Cada vez mais a gente consegue pegar uma fração da população que não estava no radar,
08:58era mercado privado, agora um pouco do mercado público,
09:00dentro de ações específicas com alguns estados,
09:05mais programas, mais iniciativas do governo em favorecer
09:10e dar mais acesso a tratamentos oncológicos de ponta para o paciente,
09:14da população de um modo geral, então, público e privado,
09:18e, obviamente, que com toda essa questão de ganho, de eficiência operacional,
09:25a gente também seguir esse caminho mais estruturado.
09:30E você mencionou há pouco a dificuldade dos planos de saúde durante a pandemia
09:34e o impacto que isso teve sobre vocês também.
09:37Hoje, no cenário que está dado hoje,
09:39como é que você enxerga as parcerias com os planos de saúde
09:42e a possibilidade de crescimento também a partir desses atendimentos conveniados?
09:46Isso eu acho que, assim, começa a ter um equilíbrio.
09:51Acho que o pós-pandemia foi muito difícil.
09:54E aí foi difícil para quem paga, foi difícil para quem presta o serviço,
09:59quem tem que prestar o serviço de qualidade.
10:01Mas eu acho que esse é um cenário que começa a melhorar,
10:04tem uma cauda que a gente ainda sente os reflexos.
10:09E uma coisa que a gente tem estabelecido dentro do cenário do paciente oncológico
10:14são parcerias mesmo, verticalizando para certos planos de saúde e oncologia.
10:19Para quê?
10:20De novo, trazer custo-efetividade, tratamento certo, o paciente certo, na hora certa.
10:27Fazer a coisa certa vai ser sempre mais barato,
10:31vai ter sempre um menor custo para quem compra o serviço
10:34do que você fazer isso de uma maneira desordenada.
10:37Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas.
10:41Obrigado, Bruno, pela sua presença aqui.
10:43Sucesso nos negócios.
10:44Muito obrigado, foi uma honra.
10:45Obrigado.
10:46Obrigado.
10:46Obrigado.
10:46Um prazer.
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