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O Banco Central da Argentina anunciou novas regras monetárias para vincular o peso à inflação e recompor reservas em dólar. Guilherme Folchini, sócio fundador e consultor da API Capital, explicou os objetivos, impactos e riscos dessa estratégia do governo de Javier Milei.

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Transcrição
00:00Buscando fortalecer as reservas internacionais em dólar e também contribuir para a estabilização da economia do país,
00:07o Banco Central da Argentina anunciou nesta segunda-feira um novo conjunto de regras monetárias
00:12que passa a vincular a faixa de negociação do peso argentino à inflação.
00:18Essas novas regras entram em vigor já no dia 1º de janeiro e fazem parte de um programa mais amplo do governo do presidente Javier Milley,
00:26que pretende eliminar gradualmente os controles cambiais temporários e avançar para um regime monetário considerado um pouco mais estável.
00:35Vamos entender então mais dessa estratégia de Milley para a economia argentina com o Guilherme Fouquini,
00:42que é sócio fundador e consultor da API Capital.
00:46Oi Guilherme, boa tarde para você, seja muito bem-vindo ao Fast Money.
00:49Olá, tudo bom? Boa tarde. Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui falando para vocês um pouquinho do nosso mundo da economia.
00:59Muito obrigada, Guilherme.
01:01Para a gente começar, quais são os principais objetivos dessas novas regras monetárias que o Banco Central da Argentina anunciou
01:09e se isso vai abrandar as preocupações dos investidores com a falta crônica de dólares no mercado?
01:17Exatamente isso.
01:22Assim, o objetivo do Banco Central argentino é justamente dar um pouco mais de previsibilidade para o investidor.
01:31Há uma falta de dólares na economia argentina.
01:36Todas as pessoas, quando vão viajar para a Argentina, eles encontram a seguinte realidade,
01:42o dólar oficial e o dólar paralelo.
01:44Historicamente, a Argentina vem trabalhando com esse formato.
01:50Contudo, eles estão tentando dar um pouquinho mais de previsibilidade, mudando o regime cambial,
01:55que é diferente do regime cambial brasileiro.
01:58O regime cambial brasileiro aqui é flutuante.
02:01Então, antes eles estavam em um regime cambial mais fixo, controlado pelo governo.
02:07Eles estão tentando migrar em direção, ainda não como é o do Brasil, que é o flutuante,
02:12mas em direção a algo que é um pouco mais híbrido.
02:15O objetivo deles é, principalmente, dar um pouco mais de previsibilidade para o investidor e também,
02:22se possível, um dos objetivos é, ao longo do ano que vem, recompor uma boa parte das reservas argentinas em dólar,
02:28que hoje estão consideradas em níveis muito, muito baixos.
02:32Considerada escassa, né, Guilherme?
02:34Bom, a gente falou, então, da previsibilidade para o investidor, mas também, como que essa vinculação do peso argentino à inflação
02:42também pode impactar a economia local, né, tirando essa parte que nós já falamos,
02:47dando a previsibilidade aí para os investidores?
02:52Então, acho que não só a previsibilidade para os investidores, mas a previsibilidade também para o cidadão argentino, né,
02:58eles evoluem, o regime cabial deles, que a gente era praticamente fixo,
03:04por isso tinha uma distorção muito grande entre o paralelo e o oficial,
03:10eles vão passar a atualizar mensalmente esse câmbio pela inflação,
03:14então, assim, o intuito principal é diminuir essa distorção entre o dólar paralelo e o dólar oficial,
03:21para que não tenha um gap muito grande, uma diferença muito grande,
03:24e o objetivo, além de melhorar a previsibilidade,
03:31além de dar mais previsibilidade para o cidadão,
03:35a população, de modo geral, da Argentina,
03:39é conseguir atrair mais dólares, né,
03:43e, se possível, melhorar a valorização do peso argentino frente às outras moedas, né,
03:51então, a partir do momento que começa a entrar mais dólares,
03:54a Argentina passa a ter um investimento, mais investimento,
03:58seja em infraestrutura, seja em outras coisas,
04:00e assim a economia passa a prosperar.
04:02Quais são, Guilherme, as expectativas do governo em relação ao impacto dessas regras
04:08nas reservas internacionais?
04:10As principais expectativas são controlar para que essa diferença não fique muito grande,
04:20porque hoje, historicamente, ela é muito grande, né,
04:22porque o paralelo, ele é muito mais convidativo do que o dólar oficial,
04:28em função da inflação na Argentina, que sempre foi muito alta,
04:31agora ela está sob controle,
04:32então, ao fazer isso, os passam a ter mais controle da moeda,
04:38e a expectativa é que, com isso, o peso argentino passe a ter um valor mais,
04:47a ter mais, como é que eu posso dizer, representatividade frente a outras moedas, né,
04:52hoje, o peso argentino, ele é considerado uma moeda exótica e pouco utilizada,
04:56e passe a ter uma representatividade um pouco melhor.
05:00Guilherme, a gente falou da parte dos benefícios, né,
05:04e o que isso pode trazer de vantagens lá para a Argentina,
05:09mas quais são os riscos também associados aí à eliminação gradual dos controles cambiais,
05:15ao seu ver?
05:18Assim, o principal risco é eles não conseguirem controlar a inflação,
05:23e a moeda do peso argentino continuar se desvalorizando, né,
05:27esse é o principal risco,
05:29mas depende muito da atitude fiscalista ou não do Javier Millen, né,
05:34então, a partir do momento que ele está com as despesas sob controle,
05:40ele provavelmente consegue mitigar esse que é o principal risco, né,
05:44Agora, tem também a possibilidade de ter o peso continuar sendo essa moeda exótica
05:56e o tiro sair pela culatra.
05:59O que é o tiro sair pela culatra?
06:01É assim, a economia argentina segue descontrolada,
06:07a inflação segue estourada, a taxa de juros segue,
06:10em função da inflação alta, a taxa de juros segue muito acima,
06:13então, continua sendo aquele país exótico
06:17onde os investidores não querem investir,
06:19portanto, o capital, o grande fluxo de capital estrangeiro
06:21que vai para países emergentes,
06:23acaba não indo para a Argentina
06:24em função de ter um risco muito elevado de crédito
06:28por ser uma taxa de juros muito alta, né,
06:31por não ter reservas internacionais,
06:32então, um dos principais objetivos, como a gente falou antes,
06:35é a Argentina recompor essas reservas internacionais
06:39e isso dar mais robustez, dar mais confiança ao país
06:42para que o país esteja apto a receber dinheiro estrangeiro, né.
06:46Guilherme, a gente fez esse anúncio, né,
06:49de que essas novas regras passam, então,
06:51devem passar a valer a partir do dia 1º de janeiro,
06:54ou seja, já está aí, né.
06:56Quais vão ser os principais desafios
06:58para que haja a implementação dessas novas regras?
07:03Olha, os principais desafios são o cidadão argentino
07:09se acostumar com esse novo padrão cambial
07:14e, se por acaso, o governo não tomar as atitudes
07:21que seguem sendo tomadas, né,
07:24e, inevitavelmente, ele traz consequências para a população, né,
07:28um governo mais fiscalista, um governo responsável financeiramente,
07:32ele acaba, inevitavelmente, trazendo,
07:36onerando, de alguma forma, a população,
07:39principalmente aquela população que, por vezes,
07:41acaba sendo a população mais carente,
07:43mais vulnerável, que depende do governo, né.
07:45Então, os principais desafios é,
07:48se, por acaso, o governo não conseguir cumprir
07:51aquilo que ele se propõe,
07:53talvez aquele regime cambial que antes era fixo
07:57passe a ser um problema, né,
08:02porque se tem o câmbio fixo,
08:04o governo tem algo sob controle ali.
08:06Por mais que já tinha muito dólar paralelo lá na Argentina, né,
08:10a partir do momento que ele passa a não ter mais
08:13o controle total e absoluto
08:15sobre o quanto está o dólar no mercado oficial,
08:18olha, pode ser que o governo da Argentina
08:22passe por algum bocado desafiador,
08:25mas vai depender muito da atitude fiscalista ou não
08:28que o Javier e a sua equipe vai ter daqui para frente.
08:32Guilherme, como você disse em uma das suas respostas,
08:34pode ser que esse tiro saia pela culatra, né,
08:37e a gente tem que seguir acompanhando tudo por aqui.
08:40Eu te agradeço muito por essa entrevista,
08:42você aí de casa ouviu o Guilherme Fouquini,
08:45que é sócio fundador e consultor da API Capital.
08:48Muito obrigada, Guilherme,
08:49e um ótimo restinho de semana para você.
08:52Obrigado, até mais, tchau, tchau.
08:54Até a próxima, tchau, tchau.
08:55E aí, tchau.
08:56E aí, tchau.
08:56E aí, tchau.
08:57E aí, tchau.
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