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Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço, o impacto sobre a economia brasileira foi menor do que o esperado. Fernanda Câmara explicou ao vivo que commodities como café, carne e açúcar conseguiram redirecionar vendas, enquanto setores como maquinário e móveis buscam alternativas para driblar as tarifas e reduzir prejuízos. Acompanhe a análise de Mariana Almeida.

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Transcrição
00:00E dois meses depois da entrada em vigor do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:06o impacto na economia brasileira é menor do que o estimado inicialmente.
00:12Da pauta de exportações, 44,6%, ou seja, menos da metade dos produtos, estão sob impacto do percentual máximo, que é de 50%.
00:23Outros 29,5% são sobretaxados em menor carga e há 25,9% de itens que estão isentos.
00:34Todos os detalhes pra gente com a Fernanda Câmara, que fala ao vivo aqui de São Paulo.
00:40Oi Fernanda, primeiramente bom dia pra você, bem-vinda ao Agora.
00:44Bom, foi uma boa notícia então, não uma boa notícia, mas uma notícia um pouco menos pior do que se esperava aqui pro Brasil
00:52em relação ao tarifaço, não é isso?
00:57É, vamos ver aí o panorama geral, Paula, porque tem muitos números que eu vou passar pra você.
01:03Muito bom dia e também pros nossos telespectadores.
01:06Olha, Paula, de acordo com Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais
01:12da Câmara Americana do Comércio pro Brasil, a Anchan Brasil,
01:16a radiografia do impacto do tarifaço mostra que os produtos alvo de alíquota máxima
01:21são commodities como café, carne e açúcar, que tem mais facilidade pra redirecionar as vendas a outros mercados.
01:30É esse ponto que reforça o impacto menor que o previsto, a capacidade de escoar produção a outros países.
01:37No setor do café, as exportações pro mercado americano, o maior do mundo pra bebida,
01:43despencaram 56% em setembro em relação a 2024 e devem zerar nos próximos dias,
01:50enquanto países como a Alemanha se consolidam como destinos alternativos.
01:55Em outros setores, porém, o impacto das tarifas pesa e se traduz em estoques lotados,
02:01pressão nos custos e demissões enquanto se busca crédito e novos mercados.
02:06Quando se observa o total de exportações brasileiras aos Estados Unidos no ano passado,
02:11é possível verificar que 74,1% se tornaram alvo este ano de algum tipo de sobretaxa.
02:19No xadrez tarifário de Donald Trump, há espaço para produtos que foram impactados
02:24por tarifas setoriais específicas previstas no âmbito da seção 232 da Lei de Expansão de Comércio
02:30dos Estados Unidos, que permite a imposição de tarifas sobre bens considerados críticos
02:36para a segurança nacional.
02:37É nesta categoria que se encontram aço, alumínio e cobre com percentual de 50%
02:44e automóveis e autopeças com taxa de 25%.
02:48Somados, os produtos atingidos por tarifas setoriais chegam a 9,8% da pauta.
02:55Estatísticas mostram o impacto da avalanche de tarifas.
02:58Dados do governo federal mostram que de janeiro a agosto, as exportações aos Estados Unidos
03:04subiram 1,6% na comparação com o ano passado.
03:08A alta, porém, é puxada pelo primeiro semestre.
03:12Em agosto, as vendas desabaram 18,5%.
03:16No setor de maquinário, os Estados Unidos representaram 26,9% das exportações no ano passado.
03:23Dados de agosto indicam que a queda nas vendas para o país ainda não afetou todo o setor.
03:28A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a Abimac,
03:32chegou a prever que as exportações fossem zeradas em setembro,
03:36mas as expectativas agora são um pouco mais otimistas.
03:40Algumas empresas já reduziram as entregas e registraram cancelamentos.
03:44A indústria teve aumento de empregos em setembro,
03:47já que parte das companhias depende mais do mercado doméstico,
03:51mas há casos de quem teve que demitir em razão da redução de contratos e projetos.
03:55No início de setembro, o empresário Joesley Batista, acionista da JIF,
04:01se encontrou com Trump para discutir a taxação de 50% à carne,
04:06mas há outras estratégias.
04:08Segundo fontes, em móveis e máquinas e equipamentos,
04:13há casos de empresas se instalando em outros países da América Latina
04:16para processar e enviar produtos aos Estados Unidos.
04:20Indústrias de madeira tentam buscar clientes em outros países,
04:24mas em algumas empresas, fatia importante da produção é dedicada aos Estados Unidos.
04:30As exportações para o país caíram de 150 para 20 toneladas por mês,
04:36de 150 para 20 toneladas por mês.
04:39O restante foi absorvido pelo Brasil e pelo Canadá,
04:42que aumentou sua compra de 10 a 15 toneladas para 50 toneladas.
04:47A paulista Fyder Pescados, por exemplo,
04:50vem expandindo as vendas no país,
04:52alcançando mais clientes em São Paulo e regiões próximas,
04:56além de supermercados e atacadões que antes não atendiam.
05:00Mas os Estados Unidos, destino de 5% das tilápias da empresa,
05:05seguem relevantes.
05:06A saída para manter o canal de vendas aberto com clientes americanos
05:09foi baixar os preços em até 15%.
05:12E aí as exportações para o país caíram de 150 para 20 toneladas por mês.
05:18O diretor da Fyder, Juliano Kubica,
05:21explicou que eles começaram a buscar clientes no país
05:25que não estavam na carteira deles.
05:27E aí, Paula, como é um período de crescimento de consumo,
05:30já que o peixe é mais consumido em períodos mais quentes,
05:33eles começaram a ter clima favorável
05:35e a demanda do mercado interno cresceu.
05:38Eu volto com você.
05:39Muito obrigada, Fernanda Câmara, pelas suas informações.
05:43Daqui a pouco a gente volta ao vivo com outros temas com você aqui no Agora.
05:47Bom dia, bom trabalho por aí.
05:50Mari, a gente viu, então, a Fernanda trouxe praticamente uma radiografia, né,
05:54do impacto do tarifaço,
05:56mostrando que os produtos alvo das alíquotas máximas
06:00são as commodities,
06:01mas o fato também de outros mercados conseguirem absorver com mais facilidade as commodities,
06:08será que isso é o que explica o impacto menor do que o previsto pelos economistas
06:14e também pelo mercado financeiro, né?
06:16Pois é, Paula, a Fernanda trouxe um ótimo panorama das várias estratégias
06:21que o setor privado acabou tendo frente à questão do tarifaço.
06:26Tem também um aspecto do que foi feito do lado do governo,
06:30que também ajudou a criar algumas alternativas,
06:33principalmente pensando em linhas de crédito,
06:35em redução e mudança de algumas dos impostos,
06:38tipo o drawback, da forma como ele funciona.
06:40Então, tem algumas alternativas que vieram no setor público
06:43e o setor privado, frente a essa sinalização de que teria algum apoio também,
06:48se mexeu.
06:48E aí, é interessante observar que seja, por exemplo, poder,
06:52dado que tem esse apoio de um lado,
06:54conseguir baixar preço sem acabar completamente com a margem
06:57e com isso manter parte, por exemplo, do setor das vendas do mercado americano,
07:03como foi o caso do pescado que a Fernanda trouxe,
07:05o voltar-se para dentro,
07:08o mercado interno como uma alternativa,
07:10frente à situação de que a gente continua com uma renda forte aqui no país,
07:14que tem uma situação, no caso, do desemprego baixo,
07:16você consegue, às vezes, testar mais mercados,
07:19como foi o caso do pescado interno.
07:21Tem a possibilidade de abertura de outros mercados,
07:24mas que são mais lentos para alguns setores.
07:27Então, existem alternativas.
07:29Acho que essa é a grande mensagem.
07:30E o setor privado, nos vários, sempre que foi possível,
07:33se valeu disso para reduzir o impacto.
07:36É claro, não é igual e disponível para todo mundo.
07:39Alguns setores são mais afetados,
07:41algumas empresas pequenas têm mais dificuldade de fazer essa movimentação
07:45e a gente só vai entender realmente o total dos efeitos,
07:48inclusive em termos das desigualdades dentro dos setores,
07:51daqui a alguns meses.
07:52Mas fato é que isso nos lembra de que a economia é dinâmica
07:55e que cada choque também acaba engendrando reações
07:58e essas reações dependem de ter um setor,
08:01que é um setor que está conectado com o futuro,
08:04conectado com as possibilidades de inovação
08:06e ativo pensando em gerir de maneira com inovação,
08:11com alternativa e com flexibilidade
08:13para poder navegar por mares que parecem que vão continuar
08:17sendo bastante movimentados, viu, Paula?
08:20Mares turbulentos, né?
08:22Como a gente diz por aqui.
08:23Mari, obrigada.
08:24Daqui a pouco a gente volta.
08:26E você aí de casa, está vendo esse QR Code
08:28que aparece no cantinho da sua tela?
08:30Pois é, todo o nosso conteúdo está lá no YouTube.
08:33Se você quer entender o que está movimentando o mundo dos negócios,
08:37no canal do Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC,
08:41você acompanha a nossa programação ao vivo,
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