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O México aprovou aumento de tarifas de importação para 12 países, incluindo o Brasil, em setores como automotivo, calçados e eletrodomésticos. Mariana Almeida comentou os impactos sobre exportações e comércio bilateral, destacando os riscos de instabilidade e volatilidade econômica.

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Transcrição
00:00E o México decidiu aumentar as tarifas para produtos importados de 12 países.
00:06As novas taxas entram em vigor no dia 1º de janeiro para setores como o automotivo,
00:12de eletrodomésticos e de calçados, entre outros.
00:15E o Brasil vai ser um dos países afetados pelo tarifácio mexicano.
00:20O Senado mexicano aprovou um aumento das tarifas de importação
00:24para uma dúzia de países sem acordos comerciais com o México,
00:28entre eles Brasil e China.
00:30Com a votação, o Congresso concluiu a tramitação legislativa
00:34de uma medida apresentada pela presidente Cláudia Sheinbaum.
00:37A reforma foi aprovada com 76 votos a favor e 5 contra,
00:41em uma sessão que avançou pela noite.
00:4435 senadores se abstiveram, argumentando que o projeto foi feito às pressas,
00:48sem analisar seu impacto sobre a inflação,
00:51e em resposta à pressão do presidente americano, Donald Trump.
00:55Parlamentares governistas defenderam a reforma,
00:57afirmando que ela busca reforçar a indústria nacional
01:00e ampliar os canais de abastecimento.
01:03Outros países afetados são Coreia do Sul, Índia, Indonésia,
01:07Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan.
01:09As novas tarifas vão entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026.
01:14Ao todo, mais de 1.400 classificações tarifárias serão modificadas
01:18em setores como automotivo, têxtil, plásticos, eletrodomésticos e calçados.
01:23Embora a proposta original previsse taxas de até 50%,
01:28a maioria ficou entre 20% e 35%.
01:32A China advertiu que se opõe a qualquer coerção e estuda possíveis respostas.
01:38O governo mexicano propôs um grupo de trabalho com Pequim,
01:41embora poucos detalhes tenham sido divulgados até o momento.
01:44Mário Almeida, a relação comercial Brasil e México estava indo tão bem, né?
01:50O Brasil vendendo carne adoidado para o México, né?
01:55As exportações subiram cerca de 400%.
01:58Cláudia Sheinbaum estendendo as mãos aos exportadores brasileiros.
02:02De repente, caiu uma bomba.
02:04Agora, outro tarifácio vindo do México.
02:06Tudo bem, a Cláudia Sheinbaum ainda precisa sancionar esse projeto
02:10aprovado pelo parlamento mexicano.
02:12Mas já traz uma preocupação, principalmente no setor de automóveis e calçados.
02:18O Brasil já está sofrendo ainda, porque o calçado não saiu do tarifácio norte-americano
02:23e sofre mais um do México.
02:24Então, assim, o negócio vai ficar feio, hein?
02:26É, acho que a única mensagem é que não é pessoal, né?
02:28Não é pessoal, claro.
02:30Em geral, e aí vai abrir de novo mais ou menos de negociação
02:33para ver as possibilidades bilaterais que vão acontecer.
02:36O que isso, sim, é um sinal mais preocupante,
02:39que já estava posto por Donald Trump.
02:41Eu acho que a sequência do México vindo aí reforça para que a gente compreenda
02:45o que isso significa, por vista mais profundo, do futuro da economia.
02:50O mecanismo de colocar tarifácios para a proteção das indústrias nacionais,
02:55sob o argumento de que o seu mercado interno vai consumir prioritariamente
03:01daquilo que foi produzido lá dentro, é uma renacionalização da produção,
03:05um retorno ao modelo que foi um modelo muito usado no século XX por diversos países
03:11para, de fato, estimular o seu parque industrial e que, no final do século XX, início desse século,
03:17tinha sido empurrado para ser superado no sentido de uma maior integração econômica internacional.
03:22Ou seja, até porque as indústrias locais acabam ficando restritas, na verdade,
03:28quando elas são totalmente nacionalizadas, com essa ideia de produzir internamente,
03:32restritas aos custos internos, a ideia era vamos aproveitar o mundo.
03:36A globalização era isso, vamos conseguir fazer a melhor alocação possível,
03:40com o uso mais interessante de recursos externos e trocar, ampliar nossa interdependência.
03:46Mas, para isso, você precisa de cooperação internacional, precisa de conversa,
03:49para que os equilíbrios não provoquem mais desigualdades, mais complexidades em relação ao mundo como um todo.
03:55E aí a coisa bagunçou, não à toa o multilateralismo vai arrefecendo junto com o globalismo também.
04:02E aí isso significa o quê? Que agora vai ser cada país por si?
04:05Como vão se dar essas negociações bilaterais?
04:07Quais são as possibilidades de organização em bloco, que era uma saída,
04:12agora com esse novo contexto geopolítico internacional?
04:15A sinalização do México é lá importante, porque é mais um dentro disso.
04:19A China é quem tem defendido o lado oposto, e justamente por causa disso,
04:22a China foi uma das primeiras a se manifestar agora nessa relação do tarifácio mexicano.
04:28É preocupante porque a maior instabilidade política nos países,
04:32ou seja, na medida que troca bastante o perfil e quem entra pode ter uma visão completamente diferente
04:37sobre esse assunto, sobre como tratar a geopolítica e o comércio internacional,
04:40uma coisa é certa, mais instabilidade virá, mais volatilidade.
04:45E para quem tem que investir no longo prazo, que é o que mais é importante para adaptação climática,
04:50crescimento em tecnologia, aumento de produtividade,
04:54isso é uma péssima notícia, porque o risco aumenta e as incertezas acabam dando o tom,
04:59o que se espera que não seja uma coisa tão definitiva,
05:04para a gente poder ter alguma certeza sobre o futuro coletivo que nos espera.
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